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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quinta-feira, julho 22, 2010

De onde vem o patrimônio dêste deputado do Demotucano






Candidato a deputado já foi preso pela PF por tráfico e responde a processos por falsidade ideológica e estelionato

Dono do sexto maior patrimônio entre os mais de 5.700 candidatos a deputado federal no país, Selmo Santos (DEM-SP) declarou à Justiça Eleitoral possuir participação de R$ 80 milhões numa universidade que não existe.

Apesar de declaradamente milionário, o endereço oficial da candidatura de Selmo Santos, 37, é uma casa simples, com tijolos à mostra, sem campainha, vigiada por um vira-lata e com roupas estendidas em um varal.

Em março deste ano, Santos foi condenado a um ano e dois meses de prisão, em regime semiaberto, por estelionato. A sentença é da 11ª Vara Criminal de São Paulo.Em 2004, ele já havia sido preso em flagrante pela Polícia Federal por tráfico de drogas. Ainda responde a dois outros processos: um por falsidade ideológica, e outro por estelionato.

No registro de sua candidatura no Tribunal Regional Eleitoral, Santos se diz "diretor de estabelecimento de ensino" e dono de bens num total de R$ 91,6 milhões.

Além de diretor da Unilma (Centro Universitário Livre do Meio Ambiente), Santos tem carteira de estagiário da OAB e já atuou como defensor de acusados por tráfico e roubo em processos.

O Ministério da Educação não tem nenhum registro da Unilma. A faculdade, apesar de não existir, conta com brasão e estatuto registrado em cartório. Está formalmente sediada numa casa na zona leste de São Paulo, segundo registros na Receita Federal. A família que mora ali diz nunca ter ouvido falar da instituição ou de Santos.

O estatuto da entidade prevê, como uma de suas fontes de renda, "doações e contribuições de pessoas físicas e jurídicas nacionais, estrangeiras e internacionais".

Além da participação na universidade, a declaração de bens de Santos inclui, entre outros, dois imóveis em regiões de luxo em São Paulo e R$ 4 milhões aplicados em caderneta de poupança.

Ele consta como um dos três fundadores da entidade, em maio de 2002. À época, tinha 29 anos. Além dele, outras duas pessoas assinam a ata de fundação da instituição: o reitor Luiz Alberto Ribeiro e a pró-reitora acadêmica Maria das Dores Oliveira.Na ata, ambos declaram morar numa mesma casa na Vila Brasilândia, uma das regiões mais pobres de São Paulo, na zona norte.

Selmo é um dos 31 candidatos à Câmara pelo DEM-SP. O processo de definição dos nomes do partido foi acompanhado de perto pelo presidente do diretório estadual e prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

fonte google


Cadeia vira comitê eleitoral de candidato do DEM


Dono declarado do sexto maior patrimônio entre os candidatos a deputado federal nas eleições deste ano, Selmo Santos (DEM-SP) registrou sua candidatura de dentro da cadeia.
O postulante a uma vaga na Câmara está preso preventivamente por estelionato desde 27 de janeiro no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, em São Paulo.
Ele foi preso por agentes do Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado), que cumpriram mandado de prisão expedido pela 24ª Vara Criminal de São Paulo, onde Santos responde a processo por estelionato.
Dois meses depois, foi condenado, também por estelionato, em outro processo. Ele também responde por falsidade ideológica na Justiça Federal e, em 2004, já havia sido preso por tráfico de drogas, mas sem condenação.
Como revelou a Folha ontem, Santos declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 91,6 milhões, mas mora num casebre numa região de periferia, na zona leste da capital paulista.
Entre seus bens está uma participação de R$ 80 milhões em uma universidade que existe apenas no papel.
Apesar do histórico e do fato de estar atrás das grades, ele não pode ser impugnado com base na Lei da Ficha Limpa porque não há sentença com trânsito em julgado (sem possibilidade de recurso) ou condenação por decisão colegiada. Mesmo o fato de ter registrado sua candidatura preso não é ilegal.
Mesmo preso, sua candidatura foi aprovada, junto com a de outros 30 postulantes, pelo diretório regional do DEM em São Paulo.
Propaganda para TV será gravada na Cadeia
O advogado, André Luiz Stival, afirma que, caso seu cliente não seja libertado até o início da propaganda eleitoral em rádio e TV, tentará gravar, de dentro da cadeia, a participação de Santos no horário reservado ao DEM.
Anteontem, Stival foi reticente em relação ao patrimônio de seu cliente. Ontem, afirmou que os R$ 80 milhões de capital da Unilma (Centro Universitário Livre do Meio Ambiente) têm lastro em "imóveis, aplicações financeiras e doações".
A Polícia Civil de São Paulo começou a investigar Selmo Santos no ano passado e que, após encontrar indícios de lavagem de dinheiro envolvendo a Unilma, acionou a Polícia Federal.
A Procuradoria Regional Eleitoral informou que analisará as candidaturas registradas pelo DEM a partir de amanhã, quando será publicado o edital com os candidatos da coligação.
Imaginem se realmente esse absurdo vier acontecer, e na hora da gravação da propaganda eleitoral os candidatos que o apoiam a coligação PSDB-DEM aparecem juntos na TV, e a voz do locutor anunciar com a imagem de uma cela: "Por um país que pode mais vote em Selmo Santos do DEM, 25.171, o deputado de Serra e Indio"

* Celso Jardim
blogdaDilma

John Lennon já dizia

Mulheres lançam vídeo de protesto contra a mídia


Indignadas com a exploração da imagem feminina pelos meios de comunicação, as mulheres estão buscando maneiras de protestar contra a abordagem machista. E é justamente com essa perspectiva que a Articulação Mulher na Mídia de São Paulo lança nesta sexta-feira (23) o vídeo “O controle social da imagem da mulher na mídia”.

O objetivo, explicam as organizadoras, é deixar claro que estereótipo como o da burra gostosona, da esposa dependente do marido ou mesmo da empregada submissa que quer conquistar o patrão só cabe na cabeça dos retrógrados e não deve ser reproduzida pela mídia. Cerca de mil exemplares do vídeo serão distribuídos para ativistas sociais.

“Toda mulher insatisfeita com sua imagem e que queira militar sobre isso está convidada”, garante Terezinha Ferreira, coordenadora do evento. “Temos que debater, protestar, ir contra essa imagem que a mídia anda difundido. Olha os últimos exemplos nos jornais. Parece que a mulher é merecedora da violência que recebeu”.

A exibição do vídeo acontecerá no Centro de Informação da Mulher (CIM), que fica na rua da Consolação, 650, em São Paulo. O evento será finalizado com lanche de confraternização produzidos pelas próprias participantes.

por Mulheres com Dilma

Governador do Mato "grosso" e violento






André Puccinelli

“Pode mais” é tapa na cara para governdor serrista

O Governador André Puccinelli, velho protagonista de grosserias – como aquela em que disse que ia estuprar o Ministro Carlos Minc em praça pública, deu outro show de civilidade hoje, no bairro Aerorancho , em Campo grande, capital do Mato Grosso do Sul. Abordou moradores e forçou um elogio:

- “Você lê jornais? Você notou quanto que esse governador já fez por Campo Grande e pode fazer muito mais?”.

Rodrigo de Campo Roque, 23 anos, montador de acessórios para automóveis, não titubeou:

- “Li também que o senhor é ladrão”

E aí veio o tapa na cara, assistido por dezenas de pessoas. E o rapaz foi em cana, levado pela PM do Governador.

Puccinelli é da ala serrista do PMDB.

No Governo Serra, quem sabe iria chefiar o Itamaraty?

Governador agride, e vítima é quem vai preso

Roque sequer pode esboçar reação, sendo dominado pelos policiais que faziam a segurança e foi preso em uma viatura policial, encaminhado ao Cepol (Centro Integrado de Polícia Especializada).

Cabe lembrar que Puccinelli é, em último grau da hierarquia, o poderoso chefão da polícia, pois está no exercício do cargo de governador.

Na delegacia, a vítima da agressão "foi convidado" a assinar declaração de que “cometeu injúria real contra o governador” (segundo o Estadão), só sendo liberado as 2h da madrugada de hoje, pelo delegado do Cepol, Paulo Henrique Sá

dosamigosdopresidentelula / tijolaço

Lula Chora, o da Costa e o SS erra são "omen que não choram






Lula chora ao fazer avaliação de governo em entrevista exclusiva ao Jornal da Record

22 de julho de 2010


O momento mais emocionante da entrevista do Presidente Lula ao Jornal da Record
As outras partes aqui:




Adriana Araújo: Lula detona a Veja e espera que Serra não fique só na Globo

Lula diz que Serra foi insano

por Adriana Araújo, em seu blog

O presidente Lula rebateu pela primeira vez a acusaçāo do candidato à presidência Josė Serra que ligou o PT as Farc – as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. “Eu fico triste quando eu vejo um homem, sabe, com a história do Serra, dizer que o PT é ligado as Farc. O mínimo que eu esperava do Serra é que ele respeitasse o PT. O Serra sabe que temos afinidade histórica, a gente pode ter divergências políticas e ideológicas agora, mas ele jamais poderia dizer uma insanidade dessas”, afirmou o presidente.

A declaração foi dada durante a entrevista exclusiva que fiz com o presidente para o Jornal da Record. Lula comentava o clima de baixarias na campanha presidencial com troca de insultos e acusaçōes, antes mesmo do início da propaganda eleitoral obrigatória na TV. “Quem fizer a campanha da baixaria vai perder a eleição descaradamente, quem fizer jogo rasteiro vai perder a eleição” disse Lula.

O primeiro a levantar a acusação contra o Partido dos Trabalhadores foi o candidato a vice-presidente de Serra, o deputado Indío da Costa (DEM-RJ). Ele chegou afirmar que, além de ligação com o grupo, o PT tambėm era ligado ao narcotráfico e a guerrilha na Colômbia. Mas não apresentou provas.

O deputado Indio da Costa foi criticado atė por integrantes do PSDB, por ter se excedido com as palavras. Mas, pouco depois, Serra endossou parte das acusações do vice dizendo que todos sabiam da ligação dos petistas com as Farc. Serra, no entanto, ressaltou que isso não significaria que o PT tivesse envolvimento com o tráfico de drogas.

Durante a entrevista, questionei o presidente se ele gostaria de falar pessoalmente com o candidato Josė Serra sobre as acusações. “Estou falando com vocês. Espero que ele ouça”, respondeu Lula. “Espero que ele tenha abertura suficiente para ver outro canal de televisão”, concluiu.

Na entrevista, Lula também comentou o editorial da revista Veja, publicado no último fim de semana, o texto da revista faz duras críticas ao presidente por ter sido multado seis vezes por propaganda eleitoral irregular para a candidata do PT Dilma Rousseff. A revista tambėm mostra Lula com uma coroa sobre a cabeça, um rei acima das leis.

Quis saber do presidente como ele responderia às críticas, Lula afirmou: “eu não leio essa revista. Por mim tanto faz. Eles podem escrever o que eles quiserem. Podem falar o que quiserem de mim. E eu posso dizer o que penso da imprensa. Só não falo tudo porque ainda sou presidente”.

“Vai falar um dia?”, perguntei em seguida. “Um dia, quem sabe…”, repondeu vagamente o presidente Lula.

doviomundo

A informação alternativa VIVA!!!

O QUE É A "LIBERDADE DE IMPRENSA" AFINAL?

O que os defensores da burguesia entendem por liberdade de imprensa?
Eu respondo, o mesmo que liberdade de comercio! Acham que todo homem que tem algum capital tem o direito, por que tem os meios, de abrir uma fabrica, um bordel, uma loja ou um jornal, segundo seus gostos pessoais.
Mas os milhoes de trabalhadores gozam desta "liberdade" de imprensa"? Não, possuem a liberdade de lerem, ouvirem ou assistirem aquilo que os donos dos meios querem que seja sabido.
A verdadeira liberdade de imprensa se dará quando os trabalhadores tiverem os seus próprios meios de comunicação.
(Trostky)

Nova crise Venezuela e Colombia

Chávez rompe com Colômbia e pede alerta na fronteira

Claudia Jardim

BBC Brasil

Hugo Chávez (foto: arquivo, Reuters)

Chávez já havia ameaçado romper relações com Colômbia antes

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou nesta quinta-feira o rompimento das relações diplomáticas com a Colômbia logo depois que Bogotá acusou, em uma reunião extraordinária da OEA, a Venezuela de abrigar guerrilheiros colombianos em seu território.

A denúncia foi feita durante uma reunião extraordinária da OEA (Organização dos Estados Americanos), na qual a Colômbia apresentou o que qualificou de “provas” de que os rebeldes estão escondidos no país vizinho.

"Não nos resta, por dignidade, mais que romper totalmente as relações com a Colômbia, com lágrimas no coração", afirmou Chávez, na sede do governo em Caracas, ao lado de Diego Maradona, que visita o país.

"Esperamos que não aconteça nada mais grave nesses dias que restam a (o presidente colombiano, Álvaro) Uribe (...). Há uma loucura desatada no palácio de Nariño (sede do governo colombiano)", afirmou.

"Uribe é capaz de montar um acampamento simulado do lado venezuelano para atacá-lo e causar uma guerra."

Alerta

O presidente venezuelano disse ter pedido "alerta máximo" aos militares na fronteira com a Colômbia. "Não aceitaremos nenhum tipo de agressão".

Chávez disse esperar que o presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, modifique a relação entre os dois países e negou que seu governo seja conivente com as guerrilhas colombianas.

"Não permitimos acampamento guerrilheiro na Venezuela. Se houvesse acampamento na Venezuela seria sem a permissão do governo venezuelano", afirmou.

Venezuela rompeu relações com a Colômbia em 2008, quando o exército colombiano invadiu o Equador para bombardear um acampamento das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, o principal grupo rebelde de esquerda colombiano), mas depois voltou atrás.

Em 2009, Chávez "congelou" as relações políticas e comerciais com Bogotá depois da assinatura do acordo militar entre Colômbia e Estados Unidos que permite a tropas americanas o uso de sete bases militares colombianas.

OEA

Durante a reunião da OEA, a Colômbia e disse que há 1,5 mil rebeldes no país vizinho e pediu à organização que crie uma comissão internacional para visitar os supostos acampamentos da guerrilha colombiana que estariam instalados na Venezuela, em um prazo não maior que 30 dias.

O embaixador colombiano na OEA, Luis Hoyos, mostrou uma série de fotos de líderes guerrilheiros em acampamentos.

No entanto, as fotos, definidas como "provas" pelo colombiano, não deixam claro em que local foram feitas. A maioria delas mostra os líderes rebeldes sentados, onde se pode ver a selva de fundo.

O embaixador colombiano também mostrou coordenadas geográficas de onde estariam instalados três acampamentos rebeldes no Estado venezuelano de Zulia. Segundo Hoyos, os acampamentos estariam 23 km dentro da fronteira venezuelana.

"Se tudo isso é falso e tudo isso é uma montagem, não haverá nenhuma dificuldade para que a comissão possa ir", afirmou Hoyos.

O embaixador da Venezuela na OEA, Roy Chaderton, disse que as fotos não mostram se são território venezuelano ou colombiano.

"A foto que (o governo colombiano diz ser) Chichiriviche (praia no litoral venezuelano) me chama a atenção, porque conheço bem essa praia e, pela cor da areia, poderia ser Santa Marta (Colômbia)", afirmou.

Chaderton disse que deveria ser criada uma comissão também para visitar as sete bases militares colombianas que estão sendo utilizadas por tropas americanas, que foi pivô da crise entre os vizinhos no ano passado.

Por que Chávez rompeu relações com a Colômbia

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou nesta quinta (22) o rompimento das relações diplomáticas com a Colômbia. A decisão foi tomada após o embaixador colombiano na OEA acusar Caracas de abrigar guerrilheiros das FARC. O governo venezuelano disse que as afirmações são mentirosas. Fontes do Palácio de Miraflores disseram que as provocações de Uribe, além de fixar seu alvo em Chavéz, seriam estranhamente coincidentes com o discurso de José Serra e Indio da Costa no Brasil. O artigo é de Breno Altman.

Veja o momento em que Chávez anuncia o rompimento (em espanhol):

Nas últimas semanas, o presidente venezuelano Hugo Chávez passou diversos sinais conciliadores para o mandatário eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, que tomará posse dia 7 de agosto. O retorno também foi promissor: o novo chefe de Estado colombiano revelou-se disposto a construir uma agenda positiva, que permitisse o pleno reatamento entre os dois países.

Mas a aproximação foi fulminada pela ação de Álvaro Uribe, desconfortável com a autonomia de seu sucessor e o risco de perder espaço na vida política do país. Mesmo sem qualquer incidente que servisse de pretexto, jogou-se nos últimos dias a reativar denúncias sobre supostos vínculos entre as Farc e a administração chavista.

O ápice da performance uribista foi a atual reunião da OEA (Organização dos Estados Americanos), que se realiza em Washington. Bogotá apresentou provas para lá de duvidosas, que sequer foram corroboradas por seus aliados tradicionais, de que a Venezuela estaria protegendo e acobertando atividades guerrilheiras. A reação de Caracas foi dura e imediata.

A decisão pela ruptura de relações diplomáticas, no entanto, pode ser provisória. O próprio presidente Chávez, nas primeiras declarações a respeito dessa atitude, reafirmou a esperança de que Santos arrume a bagunça armada pelo atual ocupante do Palácio de Nariño. Mas reiterou sua disposição de enfrentar e desqualificar a estratégia de Uribe.

O presidente colombiano parece mirar dois objetivos. O primeiro deles é interno: a reiteração da “linha dura” como política interna facilita sua aposta de manter hegemonia sobre os setores militares e sociais que conseguiu agregar durante seu governo. O segundo, porém, tem alcance internacional. O uribismo é parte da política norte-americana para combater Chávez e outro governos progressistas; mesmo fora do poder, o líder ultradireitista não quer perder protagonismo e se apresenta como avalista para manter Santos na mesma conduta.

Fontes do Palácio de Miraflores não hesitam em afirmar que as provocações de Uribe, além de fixar seu alvo no presidente venezuelano, seriam estranhamente coincidentes com o discurso de José Serra e Indio da Costa no Brasil, retomando a pauta de eventuais relações entre o PT e a guerrilha colombiana. Esses analistas afirmam que o governante de Bogotá deu um lance para se manter em evidência na disputa regional entre os blocos de esquerda e direita.

Autoridades venezuelanas, nos bastidores, se empenham para que haja uma condenação generalizada, dos países latino-americanos, à conduta de Bogotá e ao cúmplice silêncio norte-americano. Não desejam que outras nações sigam o caminho da ruptura, mas Chávez parece convencido que seu colega colombiano não poderá ser detido com meias-palavras ou atos de conciliação.

(*) Breno Altman é jornalista e diretor editorial do site Opera Mundi

quarta-feira, julho 21, 2010

PIG desta vez o jornal da pobre S.Paulo Pobre paulista envergonha a classe jornalística dêste País Brasil de Brasileiros






A carta do embaixador da Venezuela ao Estadão

Viomundo

A O Estado de S.Paulo

Sr. Ruy Mesquita — diretor de Opinião

Sr. Antonio Carlos Pereira — editor responsável de Opinião

Sr. Ricardo Gandour — editor de Conteúdo

Senhores,

É com grande preocupação e mal-estar que a República Bolivariana da Venezuela, por meio de seu Embaixador no Brasil, dirige-se a esse jornal, de reconhecidas qualidade e tradição entre os veículos da imprensa brasileira. E a razão não é outra senão nossa surpresa e indignação com os termos e o tom de que sua edição de hoje (20/07/10) lança mão para atacar o presidente de um país com o qual o Brasil e os brasileiros mantêm relações do mais alto nível e qualidade.

O respeito à plena liberdade de imprensa e de expressão é cláusula pétrea de nossa Constituição e valor orientador do governo de nosso país. A estas diretrizes, no entanto, cremos que devam sempre estar associadas a lhaneza na referência a autoridades constituídas ­– democraticamente eleitas — e a plena divulgação de todos os fatos associados a uma cobertura jornalística.

Cremos descabido que um jornal como “O Estado de S.Paulo” se refira ao presidente Hugo Chávez, eleito e reeleito pelo voto livre da maioria dos venezuelanos, com o uso de termos e expressões como ”lúgubre circo de Chávez”, “autocrata”, “protoditador”, “circo chavista”, “caudilho”, “lúgubre picadeiro”, “costumeira ferocidade”, “rugiu”, “toque verdadeiramente circense da ofensiva chavista – no gênero grand guignol”.

Mais graves ainda são a distorção e ocultação de informações que maculam os textos hoje publicados.

O presidente Hugo Chávez nunca “atropelou” a Constituição Bolivariana, instituída por Assembleia Nacional e referendada em plebiscito. Ao contrário, submeteu-se, inclusive, a referendo revogatório de seu próprio mandato, prática democrática avançada que pouquíssimos países do mundo têm o orgulho de praticar.

O editorial omite que o cardeal Jorge Savino já foi convocado pela Assembleia Nacional para apresentar provas de sua campanha difamatória frente aos deputados — também democraticamente eleitos –, mas o mesmo rechaçou a convocação. Prefere manter suas acusações deletérias a apresentar aos venezuelanos e à opinião pública internacional os fatos que lastreariam suas seguidas diatribes.

Outros trechos do texto só podem ser lidos como clara campanha de acobertamento de um terrorista, como o é, comprovadamente, Alejandro Peña Esclusa: “O advogado de Esclusa assegura que o material foi plantado pelos policiais que invadiram a casa de seu cliente –- considerando o retrospecto, uma acusação mais do que plausível” (grifo nosso)

Esclusa foi preso em sua residência em posse de explosivos, detonadores e munição, após ter sido denunciado, em depoimento à polícia, pelo terrorista confesso Francisco Chávez Abarca –- este criminoso, classificado com o alerta vermelho da Interpol, foi preso em solo venezuelano quando dirigia operação de terror, visando desestabilizar o processo eleitoral de setembro deste ano.

A prisão de Esclusa ocorreu de forma pacífica, com colaboração de sua família, e segue os ritos jurídicos normais: ele tem advogado constituído, direito a ampla defesa e será julgado culpado ou inocente de acordo com o entendimento da Justiça, poder independente de influência governamental ou partidária, assim como no Brasil.

Inadmissível seria o governo da Venezuela ter permitido que um terrorista ceifasse vidas e pusesse em risco a democracia, que nos esforçamos arduamente para defender, ampliar e aprimorar em nosso país, assim como o fazem, no Brasil, os brasileiros.

O “Estado de S.Paulo” tem pleno conhecimento desses fatos, tendo inclusive recebido, em 14/07/10 a Nota de Esclarecimento desta Embaixada, a respeito do desbaratamento da operação terrorista internacional que estava em curso (cópia anexa). O responsável pela editoria Internacional, Roberto Lameirinhas, inclusive confirmou seu recebimento à nossa assessoria de comunicação.

Daí manifestarmos nossa estranheza com a reiterada negativa do jornal em dar tais informações a seus leitores. E ainda tomando como verdade declarações do advogado do referido terrorista.

Temos certeza que os senhores não desconhecem, até pela história recente do Brasil, o quão frágil pode ser a liberdade diante do autoritarismo tirano da intolerância e do uso do terror como método de ação política.

Reafirmamos que não nos cabe emitir qualquer juízo de valor sobre as opiniões político-ideológicas do jornal dirigido por V. Sas., por mais que delas discordemos. O que nos leva a enviar-lhes esta correspondência é, tão somente, a solicitação de que se mantenha a veracidade jornalística e o respeito que se deve sempre às pessoas, sejam ou não autoridades constituídas, mesmo quando o jornal as considere, de moto próprio, como seus inimigos ou desafetos.

Esta Embaixada permanece à disposição do jornal e de seus leitores, para esclarecimentos adicionais sobre quaisquer dos assuntos supracitados, bem como de novos temas julgados pertinentes e reivindica, formalmente, a publicação da presente carta, com o mesmo destaque dado ao editorial de hoje, intitulado “O lúgubre circo de Chávez”, publicado à página A3.

Atenciosamente,

Maximilien Arvelaiz

Embaixador da República Bolivariana da Venezuela no Brasil

Brasília, DF

Fabricante brasileira anunciou a venda de 57 aeronaves ao preço de US$ 2,2 bi






EMBRAER

Embraer larga na frente da Bombardier em feira de aviação

Fabricante brasileira anunciou a venda de 57 aeronaves ao preço de US$ 2,2 bi. Já a canadense computou apenas nove pedidos


Foto: AFP

O presidente da Embraer, Frederico Curado (à esq), posa ao lado de Jim French, da Flybe, durante feira de aviões

Se as duas maiores fabricantes de aviões do mundo disputam cabeça a cabeça os pedidos de novos aviões durante a feira internacional de Farnborough, na Inglaterra, o mesmo não pode ser dito em relação à disputa entre a Embraer e a Bombardier. Ao final do segundo dia de evento, a empresa brasileira acumulava vendas de 57 aeronaves avaliadas em US$ 2,2 bilhões, número seis vezes maior do que a concorrente canadense.

O maior pedido da Embraer foi feito pela britânica Flybe, que encomendou 35 E175, que tem capacidade para transportar 88 passageiros. A compra está avaliada em US$ 1,3 bilhão. Já a empresa de leasing de aviões Air Lease Corp anunciou a aquisição de 15 E190, um negócio de US$ 600 milhões. Na manhã desta terça-feira, duas companhias aéreas brasileiras revelaram a compra de sete aeronaves: cinco para a Azul e dois para a Trip, um total de US$ 300 milhões.

Durante os dois dias realização da feira, as duas maiores fabricantes de aviões do mundo, a Boeing e a Airbus, anunciaram a venda de 243 aeronaves que, juntas, estão avaliadas em US$ 23 bilhões. Nessa disputa, a Airbus está um pouco na frente: comercializou 122 aviões, um a mais do que a concorrente americana.

Neste ano, a feira internacional de aviação está sendo realizada no Aeroporto de Farnborough, nos arredores da cidade de Londres, capital da Inglaterra, e envolve 1.300 expositores de 38 países. No próximo fim de semana, a feira será aberta para o grande público. A estimativa é que a exposição, que ocorre desde 1948, receba cerca de 250 mil visitantes.

Quando Serra perdeu em 2002, o emprego ganhou

Durante muitos anos o Brasil foi o país do biscate, da “viração”, do jeitinho, do “arrumar algum”. O emprego com carteira assinada passou a ser um sonho tão grande que até virou bandeira de campanha eleitoral – você se lembra que a velha carteirinha azul, criada por Vargas, virou até mesmo peça de campanha de Serra em 2002?

Como Serra perdeu, a carteira assinada ganhou.

Em 2010, pela primeira vez, o total de trabalhadores com carteira assinada superou 50% – 51,1%, para ser exato – da mão de obra ocupada nas seis maiores regiões metropolitanas do país, segundo revela uma pesquisa de emprego e desemprego do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), e que é mostrada na edição de hoje do Valor Econômico.

Durante o Governo Fernando Henrique, na Grande São Paulo, o número de empregos com carteira assinada não apenas não subiu como teve uma pequena queda: passou de 3.137 mil para 3.130 mil, sete mil carteiras assinadas a menos. Subiu foi o trabalho informal; de 775 mil para 1,09 milhão.

E no período Lula? O número de carteiras assinadas na região metropolitana de São paulo subiu para 4,607 milhão – 1,5 milhão de carteiras assinadas a mais. Os “biscates”, tiveram até uma pequena queda: de 1,09 para 1,075 milhão.

Para o economista Sérgio Mendonça, do Dieese, a aceleração do crescimento é a principal explicação para o avanço da formalização. De 2004 a 2008, o país cresceu a uma média de 4,8% ao ano. Em 2009, a economia encolheu 0,2%, mas já retomou um ritmo forte de expansão, devendo avançar mais 7% este ano. Há outros fatores que ajudaram o emprego formal, lembra o economista do Dieese. Um deles foi a aprovação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, que entrou em vigor em julho de 2007, já no segundo mandato do presidente Lula. Conhecida como Supersimples, a lei acabou barateando a contratação com carteira para empresas de menor porte.

Se não houver mudança nas metas de crescimento traçadas no governo Lula, com a eleição de Dilma, o trabalho informal virará algo residual, restrito às atividades e situações onde ele é, por natureza, o regime natural de emprego. A regra, para a generalidade dos trabalhadores, será aquele documento que, para as elites, é arcaico e “custo Brasil”, mas que para a população significa direitos, descanso, segurança, vida.

dotijolaço

Irã anuncia pesquisas para reator de fusão nuclear











AP -

A agência nuclear do Irã informou que vai iniciar estudos científicos para a construção de um reator experimental de fusão nuclear, um desafio de engenharia que nenhum país até hoje conseguiu realizar. O Irã já fez vários tipos de teste, com exceção da fusão nuclear, e qualquer avanço em tecnologias que sejam mais limpas do que as atuais usinas nucleares poderia ser uma conquista significativa para um programa observado com preocupação pelos Estados Unidos e outras potências mundiais.

A agência oficial de notícias Irna anunciou que a Organização de Energia Atômica do Irã vai realizar uma cerimônia no sábado para marcar o início das pesquisas. Os Estados Unidos - que lideraram no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) a imposição novas sanções contra o país - e alguns de seus aliados acusam o Irã de usar seu programa nuclear civil para encobrir o desenvolvimento de armas nucleares. O Irã nega a acusação.
doLuisNassif

Brasil concede ajuda milionária para reconstrução da Faixa de Gaza

O que dirá o vice do Vampiro sobre isso hein? Da orgulho saber que o Brasil tem se posicionado ao lado da justiça, ao menos em âmbito internacional. Que a direita e o PIG falem o que quiser, todo apoio a luta do povo palestino!
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou hoje um projeto de lei que concede uma ajuda de 25 milhões de reais (cerca de 14 milhões de dólares) para a reconstrução da Faixa de Gaza.
"Não estamos dando dinheiro para um ou outro grupo. O recurso será entregue a um fundo administrado pela Organização das Nações Unidas que trabalha na reconstrução de Gaza", referiu o chanceler Celso Amorim, segundo uma nota da estatal Agência Brasil.
"Gaza é um centro de preocupações mundiais. A situação do bloqueio é realmente grave", sustentou o ministro brasileiro de Relações Exteriores em referência ao cerco que mantém Israel sobre essa região.
Amorim participou da sanção do projeto de lei, que o presidente brasileiro assinou depois de reunir-se com o ex-chanceler da Palestina e atual comissário de Relações Exteriores do partido Al Fatah, Nabil Shaat.
O chanceler brasileiro revelou também que Shaat pediu a Lula que o Brasil continue envolvido nas negociações para a paz no Oriente Médio.
Agregou que Shaat também entregou ao presidente brasileiro uma carta do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, na qual lhe solicita o apoio do Brasil à Palestina em um momento especialmente crítico das negociações.
O governo brasileiro entregou o projeto legal de ajuda à Faixa de Gaza ao Congresso Nacional, o qual foi aprovado pelo Senado no dia 6 de julho passado.
O texto recorda que a Autoridade Nacional Palestina calculou em dois bilhões de dólares para os próximos cinco anos os recursos necessários para reconstruir a Faixa de Gaza.
Acrescenta que a ONU estimou em 613 milhões de dólares a quantidade que se requer para cobrir as necessidades mais urgentes dos habitantes dessa região quanto a alimentos, saúde e moradia. By: Blog do Cappacete