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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

segunda-feira, outubro 18, 2010

Chico Buarque e Leonardo Boff lideram encontro no Rio

Chico Buarque e Leonardo Boff chamam artistas e intelectuais para manifesto por Dilma Presidente, no Rio de Janeiro

Um grupo de artistas e intelectuais liderados por Leonardo Boff, Chico Buarque, Emir Sader, Eric Nepumuceno está articulando adesões ao manifesto abaixo de apoio político a eleição de Dilma Roussef. Se você puder aderir agradeceríamos muito: mande sua adesão para emirsader@uol.com.br ; ericnepomuceno@uol.com.br
E, se você puder, divulgue aos seus amigos do Rio para participarem do ATO POLITICO de entrega do manifesto à candidata, no Teatro CASA GRANDE, hoje, às 20 hs. (Rua Afranio de Mello Franco, 290- Leblon- Rio de janeiro).

MANIFESTO DE ARTISTAS E INTELECTUAIS PRO DILMA

Nós, que no primeiro turno votamos em distintos candidatos e em diferentes partidos, nos unimos para apoiar Dilma Rousseff.
Fazemos isso por sentir que é nosso dever somar forças para garantir os avanços alcançados. Para prosseguirmos juntos na construção de um país capaz de um crescimen to econômico que signifique desenvolvimento para todos, que preserve os bens e serviços da natureza, um país socialmente justo, que continue acelerando a inclusão social, que consolide, soberano, sua nova posição no cenário internacional.
Um país que priorize a educação, a cultura, a sustentabilidade, a erradicação da miséria e da desiguladade social. Um país que preserve sua dignidade reconquistada.
Entendemos que essas são condições essenciais para que seja possível atender às necessidades básicas do povo, fortalecer a cidadania, assegurar a cada brasileiro seus direitos fundamentais.
Entendemos que é essencial seguir reconstruindo o Estado, para garantir o desenvolvimento sustentável, com justiça social e projeção de uma política externa soberana e solidária.
Entendemos que, muito mais que uma candidatura, o que está em jogo é o que foi conquistado.
Por tudo isso, declaramos, em conjunto, o apoio a Dilma Rousseff. É hora de unir nossas forças no segundo turno para garantir as conquistas e continuarmos na direção de uma sociedade justa, solidária e soberana.
Leonardo Boff
Chico Buarque
Fernando Morais






















Emir Sader
Eric Nepumuceno





fhc JA ESTA VENDENDO O BRASIL

Hotel confirma reunião de FHC com investidores

 

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O encontro onde FHC teria apresentado as privatizações de Serra a empresários estrangeiros foi no sofisticado Hotel das Cataratas
Um portal de Foz do Iguaçu, o Clickfoz, confirmou junto ao Hotel das Cataratas que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso esteve presente em um evento fechado ontem à noite no hotel com a presença de vários estrangeiros.
Segundo o jornalista mineiro Laerte Braga, em seu blog, Brasil Mobilizado, o propósito do encontro seria apresentar a investidores estrangeiros oportunidades de negócios no Brasil, com a privatização de estatais brasileiras no caso de vitória de José Serra.
Ainda segundo Braga, FHC estaria assumindo com os empresários o compromisso de venda de empresas como a Petrobras, Banco do Brasil e Itaipu, em nome de José Serra.
“Cada um dos investidores recebeu uma pasta com dados sobre o Brasil, artigos de jornais nacionais e internacionais e descrição detalhada do que José FHC Serra vai vender se for eleito”, escreveu Laerte Braga. “E além disso os investidores estão sendo concitados a contribuir para a campanha de José FHC Serra, além de instados a pressionar seus parceiros brasileiros e a mídia privada a aumentar o tom da campanha contra Dilma Roussef.”
Ainda segundo o blog, FHC teria dito, logo após ser apresentado pelo organizador do evento Raphael Ekmann, que “se deixarmos passar a oportunidade agora jamais conseguiremos vender essas empresas.”
Raphael Ekmann, ex-gerente comercial da Globosat, é responsável por relações com investidores do Grupo de Investimentos Tarpon. Em 2006, este grupo fez uma oferta hostil para tentar comprar a Acesita, e em 2009, vendeu sua participação na siderúrgica para a Arcelor Mittal.
Braga cita a presença de outras pessoas, como Alice Handy, que vem a ser fundadora e presidente de um grupo privado de investimentos em Charlottesville, nos Estados Unidos, e de Anjum Hussain, diretor de gerenciamento de risco de outro fundo de investimentos que administra US$ 1,6 bilhão.
A jornalista Hildegard Angel afirmou em seu blog no R7, que “o fato é realmente grave e pode ser visto como um ato contra a soberania brasileira e seria importante tanto o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso como o candidato José Serra virem a público esclarecer essa denúncia.”




*Tijolaço

SS erra e o gás em São Paulo

A história da Gás Brasiliano



Para entender a história da Gás Brasiliano 


Trazida à baila por Dilma, a tentativa do Governo de São Paulo de vetar a aquisição da Cia Gás Brasiliano, uma empresa do grupo italiano ENI, não era assunto conhecido por muitos de nós. E, certamente, não vai ser, com a cobertura que dá a nossa mídia.
Aqui do lado, reproduzo a área de concessão da Gás Brasiliano para a distribuição de gás natural no riquíssimo noroeste paulista e seu posicionamento estratégico de interconexão com o Gasbol, o gasoduto pelo qual nos chegam até 17 milhões de metros cúbicos de gás boliviano.
Republico, portanto, a matéria da repórter Cláudia Schüffner, do Valor Econômico, publicada no dia 28 de maio deste ano, que passou desapercebida por quase todos: 

Petrobras, finalmente, entra em São Paulo

A aquisição da Gás Brasiliano pela Petrobras, anunciada ontem pelo valor de US$ 250 milhões, satisfaz um desejo antigo da estatal – há muito tempo a companhia pretendia entrar no rico mercado de São Paulo. Ela não mediu esforços para vencer a concorrência da Mitsui e Cosan, que também fizeram propostas pelo ativo. Entretanto, segundo fontes ouvidas pelo Valor, o negócio contraria o governo de São Paulo, que não gostaria de ter uma estatal federal no controle de empresas de distribuição de gás no Estado.
Ao ser questionada sobre restrições do governo paulista à aquisição, a secretária de Saneamento e Energia de São Paulo, Dilma Pena, informou, por meio de sua assessoria, que não tinha sido informada oficialmente sobre a compra. A informação já tinha sido divulgada pela estatal pela manhã em fato relevante.
Com a compra, a Petrobras consegue cumprir um plano de negócios desenhado na década passada que foi abortado. Em abril de 1999, a estatal viu sua intenção de comprar a Comgás barrada depois que ela conseguiu um meio de driblar a restrição que proibia a participação majoritária de estatais federais no leilão da distribuidora. Isso seria possível porque ela se associou, como minoritária, a um consórcio que tinha ainda os fundos de pensão Previ (dos funcionários do Banco do Brasil) e Petros (da Petrobras). Era um grupo formado por gigantes.
Quando soube da formação desse consórcio o então governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB) ligou para o então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, pedindo que o consórcio fosse desfeito. FHC então proibiu a Petrobras de entrar na concorrência e a Comgás foi comprada por um consórcio liderado pela BG, Shell e a CPFL.
A atual oferta da Petrobras pela Gás Brasiliano só pôde ser feita porque em 2007 foi revogado o artigo 24 da Lei Estadual nº 9.361/1996, que criou o Programa Estadual de Desestatização. Esse artigo vedava explicitamente “a participação majoritária das empresas estatais federais na Comgás e demais concessionárias de distribuição de gás canalizado que vierem a ser criadas no Estado de São Paulo”. Mas ele foi revogado pela Lei Estadual nº 12.639/07, proposta pelo deputado estadual Antonio Mentor (PT), apesar do veto do governador José Serra. A justificativa do governo para vetar a Petrobras era evitar a concentração econômica e permitir a concorrência no setor.
Todavia, com a nova legislação, deixou de existir o veto à entrada da Petrobras na distribuição de gás em São Paulo, o que abria a possibilidade de ela não só tentar adquirir a Comgás como a Gás Brasiliano, controlada pela italiana Eni Spa e a Gás Natural São Paulo (controlada pela espanhola Gas Natural).
A Gás Brasiliano foi adquirida pela Eni por R$ 274,5 milhões – US$ 142,5 milhões pelo câmbio na época da privatização em 1999 – que representava com ágio de 150%. Desde então, a Eni investiu na concessão, que abrange 375 municípios, cerca de R$ 360 milhões. A oferta da Petrobras é igual ao que a japonesa Mitsui pagou em 2005 pelo controle de sete distribuidoras reunidas na Gaspart.
Com a Gas Brasiliano, a Petrobras terá participação acionária em 21 das 27 distribuidoras de gás natural existentes no Brasil. No mercado se comentava que a oferta da estatal foi superior à da Mitsui (que teria ficado em segundo lugar, com uma proposta de US$ 180 milhões ou US$ 190 milhões) e bem acima da oferta da Cosan, que teria oferecido US$ 120 milhões. Procurada, as empresas não confirmaram a informação. Essa é segunda aquisição de uma controlada da italiana Eni pela estatal, que comprou a AgipLiquigás em 2004.
Nos próximos posts, vou comentar a importância estratégica da compra.
Outra boa do Tijolaço:


A resposta é simples: porque este é um grande negócio. A oferta de gás natural para o mercado paulista vai crescer enormemente, com a entrada em operação dos gasodutos Caraguatatuba-Taubaté, com capacidade para 20 milhões em metros cúbicos diários, e o Santos-São Paulo e Rio-São Paulo, que terão a capacidade ampliada de 8 para 12 milhões de metros cúbicos/dia.
Este gás, entregue pela Petrobras, é obrigatoriamente distribuído (vendido) pelas concessionárias. E um dos maiores compradores é… a própria Petrobras. No primeiro trimestre deste ano, de uma média de 48,8 milhões de metros cúbicos por dia de gás entregues  ao mercado nacional, 39,8 milhões foram consumidos pela estatal, sobretudo para mover as usinas de geração de eletricidade.
Não é preciso mais para explicar a sinergia entre as duas atividades.
Nem o quanto dá de lucro esta atividade.
Ela está dividida em três. Na capital e acima dela, em direção ao Rio, a Comgas, que pertence à inglesa British Gas e à Shell. A área sul é da chilena SDG, com o nome de Gás Natural.
É por isso que todos estavam de olho na Brasiliano. Além da Petrobras, ela era disputada pela Mitsui (japonesa), Cosan-Shell, pelo empresário Carlos Seabra Suarez (o ’S’ da empreiteira OAS) associado à Cemig, pelo Banco Santander (que comprou o Banespa) e pela colombiana Promingás, que comprou as instalações da americana  Enron, é é controlada pela Ashmore Energy International Limited, uma empresa das Ilhas Cayman"
*LuisNassif

Brasil Atual


(Quase) tudo o que você gostaria de saber sobre as baixarias do Serra e não tinha onde achar
Veja a edição especial das eleições do Brasil Atual. A tiragem do jornal será de 1 milhão de exemplares, quantidade insuficiente para atingir o Brasil inteiro. Por isso, o Limpinho está divulgando e pede para as pessoas o repassarem.
O Brasil Atual, num excelente trabalho, traz grande parte das baixarias do São José da Mooca, as comparações entre os governos FHC x Lula, as palavras de ordem de Dilma para o segundo turno e os apoios de artistas, intelectuais e do povo à candidata.
Clique nas imagens, boa leitura e divulgue!
*comtextolivre

Melhores momentos do Debate da redetv

domingo, outubro 17, 2010

Semana que vem se completam 13 anos da morte de Darcy Ribeiro

Darcy Ribeiro e a Vale

Semana que vem se completam 13 anos da morte de Darcy Ribeiro. Antes que este torvelinho do segundo turno me faça passar por esta data sem lembrar, vou transcrever aqui um dos últimos discursos dele, em janeiro de 1997, num ato de homenagem (antecipada) ao centenário de outro grande brasileiro, Barbosa Lima Sobrinho.
Darcy, que morreria um mês depois, chegou lá de cadeira de rodas. Mas o pensamento, esse vulcão maravilhoso que brotava de sua cabeça calva pelo câncer, estava lúcido, veloz, claríssimo. E ele se voltou, como sempre, para a defesa do Brasil, na ocasião, contra a privatização da Vale e dos nossos minérios.
Um alerta mais do que adequado agora, quando, de novo, os interesses famintos do capital se voltam contra as riquezas do nosso pré-sal:
” Por que é que o Presidente Fernando Henrique – um presidente tão culto, tão inteligente, tão agradável – é um presidente tão ruim! É incrível que Fernando Henrique se deixe dirigir pela pior gente que há, que é o economista!
Basta dizer que se você pegar três deles, dos mais eminentes e colocá-los juntos para discutir qualquer assunto – eles vão discordar entre si. Eles sempre discordam em tudo porque não têm certeza de nada…
E Fernando Henrique só lê na cartilha dos economistas do BNDES e do Ministério da Fazenda… É incrível!
Eles são bisonhos, são jovens com a cabeça feita lá fora.
Eles não têm nada de patriótico, eles não têm compromisso conosco.
É gente que nunca fez nada na vida e nem é provável que venha a fazer.
Essa gente quer vender, quer entregar o Brasil porque acha melhor.
Essa gente usa o Brasil, usa a Nação, para alcançar os seus objetivos. Por isso que é importante que existam cabeças como a de Barbosa Lima  Sobrinho…

Existe no mundo empresa mais exitosa para fazer mineração, tirando o minério das minas e transportando-o para os compradores do que a Vale do Rio Doce? Existe acaso empresa no mundo com o domínio da tecnologia mais avançada e mais alta do que a Vale? Existe alguma empresa
no mundo com as técnicas de reflorestamento empregadas pela Vale? Existe empresa de mineração no mundo, pública, que seja mais lucrativa do que a Vale? Existe empresa que cuide melhor de seus trabalhadores? É claro que não!

É por isso que precisamos defender a Vale.
E saber que se ela for privatizada logo de cara, 30% de seus trabalhadores serão despedidos.
Existe por acaso empresa melhor associada a outras para a exploração de minérios? É claro que não!
Se Fernando Henrique tivesse respostas positivas a estas perguntas, que há empresas melhores do que a Vale, poderíamos entender a sua posição. De que a entrega da Vale estava certa.
Mas nada disso existe! Entregar  a Vale pura e simplesmente para a acumulação dos banqueiros é uma coisa criminosa!
Por isso temos que aprofundar esta campanha em defesa da Vale do Rio Doce tanto quanto possível, mostrando a Fernando Henrique,
de todos os modos, que a Nação não aceita esta venda.

A Vale é a segunda das empresas criadas através da sagacidade intensa, da capacidade imensa de Getúlio Vargas.  Getúlio fez todo esforço para trazer para o Brasil empresas privadas que quisessem produzir aço. Getúlio sabia que só com um grande parque siderúrgico o Brasil poderia dar certo. Era preciso criar a matriz da indústria brasileira. E a “mater”, a mãe da indústria brasileira, foi a Companhia Siderúrgica Nacional.
Sem a CSN não existiria indústria naval, indústria de automóveis, o Brasil não teria dado todos os passos imensos que deu, para o progresso. Volta Redonda foi negociada com Roosevelt como condição para o Brasil apoiar
os Aliados na guerra. Pois a CSN foi entregue a três banqueiros. Quem pode confiar que três banqueiros agirão de acordo com a Nação e com os interesses do povo brasileiro? Ninguém!
Agora a segunda empresa também negociada por Getúlio pode ser vendida. Os ingleses queriam que enquanto continuasse a Segunda Guerra, enquanto durasse a guerra, o Brasil vendesse para eles, fiado, todo o minério de ferro que pudessem absorver.

Getúlio aproveitou a oportunidade e fez um acordo pensando nos interesses do Brasil. Os ingleses passaram a propriedade que tinham sobre as jazidas de ferro em Minas Gerais com a condição de que o Brasil vendesse fiado para eles. E essa foi a origem, o início da grande Vale do Rio Doce que temos hoje.

Quando a Vale se instalou existiam outras empresas que se dedicavam a mineração, como a Hanna. E a Vale cresceu. É por isso que não há
nada mais incompreensível, absurdo, criminoso, de lesa-pátria, do que esta tentativa do Governo de privatizar a Vale do Rio Doce .”

Que nossas forças evitem, no dia 31, uma decisão que entregue um tesouro maior, muito maior ainda que a Vale, à gana internacional.  Em nome do povo brasileiro e de seu destino, evitemos a vitória dos que, ao longo da história, entregaram as riquezas que pertencem a cada homem e mulher deste país, possam fazer  o mesmo com o mar de petróleo que a Providência colocou em nosso litoral, como que para redimir os séculos de colonialismo em que sangraram as riquezas desta terra.
*tijolaço

Santo ôco

fhc, ss erra, demotucanos, acham que estão podendo mas não vão

FHC/Serra: Vamos cortar o bolo dos 15 anos

Há 15 anos eles já tentavam privatizar a Petrobras.Fernando Henrique Cardoso e o Ministro do Planejamento e Orçamento, José Serra, que foi ministro de FHC durante o período de 1/1/1995 a 31/4/1996, já tentavam privatizar a Petrobras.
1995. Em fevereiro, já como presidente, FHC baixou o decreto 1403 que instituiu um órgão de inteligência, o SIAL, Serviço de Informação e Apoio Legislativo, com o objetivo de espionar os funcionários de estatais que fossem ao Congresso Nacional prestar esclarecimentos. Descobertos, eles seriam demitidos. Assim, os parlamentares ficaram reféns das manipulações de FHC e da mídia comprometida com o projeto de privatização da Petrobras.
1995. FHC também deflagrou a construção do Gasoduto Bolívia-Brasil, que foi o pior contrato da história da Petrobras. O governo suspendeu quinze projetos de hidrelétricas em diversas fases para tornar o gasoduto irreversível. Este fato, mais tarde, causaria o “apagão” do setor elétrico. A medida beneficiou as multinacionais, comandadas pela Enron e Repsol, que na época eram donas das reservas de gás naquele país. Como a obra era economicamente inviável (taxa de retorno de 10% ao ano e custo financeiro de 12% ao ano), o governo determinou que a Petrobras assumisse a construção. Ela foi forçada a destinar recursos da Bacia de Campos, onde a taxa de retorno era de 80%, para investir nesse empreendimento, prejudicial ao país e lucrativo para as multinacionais.
1995. FHC rompeu o acordo salarial firmado com os petroleiros, provocando uma greve de 30 dias da categoria. Com o propósito de fragilizar o sindicalismo e a resistência às privatizações, o governo acionou tropas do Exercito, ocupou refinarias, demitiu lideranças e multou sindicatos. Também deixou as distribuidoras multinacionais de gás e combustíveis sonegarem os produtos, pondo a culpa da escassez nos petroleiros. No fim, elas levaram 28% de aumento, enquanto os petroleiros perderam até o reajuste de 13% já pactuado e assinado. Durante a greve, “uma viatura da TV Globo foi apreendida nas proximidades de uma refinaria com explosivos. Provavelmente, pretendendo uma ação de sabotagem que objetivava incriminar os petroleiros”.
1995. FHC comandou a revisão constitucional que efetivou graves alterações no setor, como a mudança do conceito de empresa nacional, que permitiu a invasão das multinacionais na área de minérios; a quebra do monopólico da navegação de cabotagem, que permitiu o transporte de riquezas sem qualquer controle; o fim do monopólio do gás canalizado, entregando a distribuição às empresas estrangeiras; e a quebra do monopólio estatal do petróleo, uma das mais graves medidas desnacionalizantes e privatizantes do governo FHC.


 

SERRA LEVOU A CAMPANHA PRESIDENCIAL PARA A LATA DE LIXO , IMAGINEM O QUE ELE FARIA COM O NOSSO PAÍS SE FOSSE PRESIDENTE

ELE ESTÁ CERCADO DE GENTE DEBOCHADA , DE TERMOS CHULOS E CÍNICOS.
QUANDO VI O EX-SENADOR TASSO JEREISSATI USANDO UMA MISSA PARA FAZER PROPAGANDA ELEITORAL E ACUSANDO O FREI QUE A REZAVA DE PETISTA , PORQUE NÃO COMUNGAVA COM A ATITUDE DO POLÍTICO , LEMBREI-ME IMEDIATAMENTE DO HOMEM RAIVOSO , AOS BERROS NO SENADO FEDERAL , INSULTANDO SEUS PARES.
ELE É TUDO QUE NÃO SE ESPERA DE UM HOMEM PÚBLICO , BEM FEZ O POVO DO CEARÁ QUE O JOGOU NA LATA DE LIXO , DE ONDE NUNCA DEVERIA TER SAÍDO. 
*aposentadoinvocado