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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quarta-feira, outubro 27, 2010

+ Petróleo no Nordeste

Mais petróleo, e não é todo nosso pela herança tucana

A Petrobras anunciou hoje a descoberta de uma nova província petrolífera de grandes proporções, no litoral  nordestino. O poço exploratório perfurado pela empresa acusou a presença de uma grande quantidade de petróleo  leve,  numa das áreas de concessão da Bacia Marítima Sergipe/Alagoas (BM-SEAL).  O bloco 11, onde foi encontrado óleo, é operado pela Petrobras, com 60%, com 40 pertencentes à IBV-Brasil, controlada pelos grupos indianos Barat e Vodeocon. O poço pioneiro, porém, fica na fronteira com outro bloco -o SEAL-4- de integral controle da estatal brasileira . Ali, será aberto outro poço exploratório, além de outros três num bloco próximo – o SEAL10 – onde aPetrobras tem 75% da concessão e  25% da estatal indiana ONGC.
O poço, perfurado com a plataforma Ocean Courage (foto), encontrou petróleo numa área a 2.300 metros de profundidade, a apenas 58 km do litoral sergipano. A perfuração foi iniciada em maio deste ano.
Na véspera da entrada em exploração do megacampo de Tupi, o primeiro do pré-sal, a notícia só não é melhor porque as regras de concessão deixadas por Fernando Henrique Cardoso nos abiscoitaram um pedaço deste petróleo.
*Tijolaço

ss Erra vai mentir lá na ...










http://www2.tijolaco.com/wp-content/uploads/2010/10/ruinasserra.jpg
Foto do Globo expõe ruínas de Serra

O Globo não seria capaz de tamanha maldade contra o seu candidato. O jornal uma vez publicou uma foto negativa de Serra, com os olhos esbugalhados e sendo amparado ao tropeçar numa escada rolante, mas foi só para se vingar dos maus modos do tucano com uma de suas porta-vozes que trabalha na casa, a jornalista Miriam Leitão. Mas que a foto de hoje da primeira página do jornal transmite a idéia que Serra está em meio às ruínas da sua candidatura é inegável.
*Tijolaço

Adeus à Nestor Kirchner

Ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner morre aos 60 anos

Via BBC Brasil

 

Nestor e Cristina Kirchner em reunião da Unasul, no início de outubro (Reuters)
Nestor Kirchner vinha sofrendo com problemas cardíacos
O ex-presidente argentino Néstor Kirchner morreu nesta quarta-feira aos 60 anos, em Buenos Aires.
Ele sofreu uma parada cardiorrespiratória após ter sido internado às pressas no hospital José Formenti, na capital argentina.
Esta foi a terceira internação do ex-presidente neste ano. Ele sofria de problemas cardíacos.
Néstor Kirchner - marido da atual presidente, Cristina Fernández de Kirchner - governou a Argentina entre maio de 2003 e dezembro de 2007.
Ele era tido como um provável candidato a retornar à Presidência argentina, no ano que vem.


Lula diz que morte de Kirchner é “notícia triste” e que ele era “aliado e amigo”

DE SÃO PAULO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira em Itajaí que ficou sabendo da morte do ex-presidente argentino Néstor Kirchner por meio do embaixador do Brasil na Argentina.
Quando foi informado, Lula participava de uma solenidade de inauguração de obras de ampliação do porto de Itajaí (93 km de Florianópolis).
“Nós recebemos uma notícia triste, que acaba de falecer de ataque cardíaco o ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner. Quero saber se é verdade (…) Outro dia, eu estava num comício e anunciaram quatro vezes a morte do [senador Romeu] Tuma.”
Argentine Presidency/Reuters
Néstor Kirchner ao lado de Lula; brasileiro lamenta morte de "aliado e amigo"

Ex-presidente argentino Néstor Kirchner ao lado de Lula; brasileiro lamenta morte de “aliado e amigo”
Ainda na solenidade, o presidente pediu um minuto de silêncio à plateia em homenagem à memória do senador petebista, que morreu ontem em São Paulo.
Também nesta quarta-feira, Lula divulgou uma mensagem de pesar pela morte de Kirchner, que atualmente ocupava o cargo de secretário-geral da Unasul (União das Nações Sul-Americanas). Segundo a nota, a notícia deixou Lula “consternado”, pois considerava Néstor um “aliado e amigo”.
“Sempre tive em Néstor Kirchner um grande aliado e um fraternal amigo. Foram notáveis o seu papel na reconstrução econômica, social e política de seu país e seu empenho na luta comum pela integração sul-americana. Os brasileiros se associam à dor de nossos irmãos argentinos neste momento amargo”, disse Lula no comunicado.
“Transmito, em nome de meu governo e do povo brasileiro, à presidente Cristina Fernandez de Kirchner nosso imenso pesar e solidariedade”, diz ainda a nota.
No comunicado, Lula também anuncia luto oficial por três dias como “expressão dos sentimentos [pela morte]“.
MORTE
Kirchner morreu na manhã desta quarta-feira aos 60 anos, depois de ser internado com urgência por problemas cardíacos em um hospital de El Calafate, na Província de Santa Cruz.
De acordo com o jornal argentino “Clarín”, ele foi internado pela manhã no hospital José Formenti, acompanhado da mulher, a atual presidente da Argentina, Cristina Kirchner, e morreu pouco antes das 10h (11h no horário de Brasília).
Néstor governou a Argentina de 2003 a 2007 e exercia três cargos simultaneamente. Além do posto como secretário-geral da Unasul (União das Nações Sul-Americanas), era deputado federal e dirigia o PJ (Partido Justicialista).
Segundo a imprensa local, ele teria sofrido uma parada cardiorrespiratória com morte súbita.
Kirchner e sua mulher estavam desde o último final de semana em sua casa em El Calafate, na região da Patagônia.
*Luis Favre

América Latina enlutada com a morte de Néstor Kirchner

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Pedro Ayres
Jornalista
Há uma frase que é comum quando há a morte de uma grande personalidade política, como o ex-Presidente da República Argentina, Néstor Kirchner - o mundo ficou mais pobre e menos rico de sabedoria e generosidade. Neste caso, mais do que uma simples frase, é uma profunda verdade, tanto para a Argentina, quanto para a América Latina.
Quando os historiadores latinoamericanos tiverem que falar sobre os primeiros anos do século XXI e da luta que era sobreviver sob o azorrague neoliberal, veloz e alegremente utilizado pelo império estadunidense neocon de George W. Bush, a figura de Néstor Kirchner sobressairá dentre os maiores. Primeiro porque, correndo todos os riscos possíveis em seu país, envolvido numa enorme crise econômico-social que ameaçava sangrento desenlace, ousou dizer não para as ordens do grande capital, do império e de seus capitães-do-mato, o FMI e o Banco Mundial e com isso deu início ao resgate da soberania nacional e da própria auto-estima dos argentinos. Eram tempos de ameaças e tenebrosos vaticínios. bushkirchnermarldelplata.jpg
Foi, pois, em solo argentino, em Mar del Plata, com Nestor Kirchner, junto a Luiz Inácio Lula da Silva, Hugo Chávez, Tabaré Vazquez e Nicanor Duarte, que foi encerrada a tentativa estadounidense de implantar o seu modelo neocolonial através da ALCA, como vinha fazendo através dos TLC's com diversos países da América Latina. Essa derrota de Bush, muito mais do que uma simples negativa aos seus sinistros projetos, representou a ampliação do novo sentimento de nacionalismo e integração que havia na América do Sul e em toda a Latinoamérica e Caribe. A digna e corajosa posição adotada por Néstor Kirchner, não só o inscrevia no rol dos grandes próceres continentais, como dava respaldo institucional ao que era um apelo das massas argentinas e latinoamericanas. noalalca.jpg
É a partir dessa Conferência de Mar del Plata, em 2005, que surgem os primeiros esboços diplomáticos e políticos da UNASUL (UNASUR), da CALC (Comunidade da América Latina e Caribe) e o fortalecimento do Mercosul. Mais do que situar o seu país no mapa da nações soberanas e livres, Néstor Kirchner, obtinha, como consequência dessa política independente e defensora da autodeterminação dos povos, sucessivos avanços em algumas questões sociais e econômicas internas, como a gradual recuperação da atividade produtiva massiva e a diminuição dos terríveis índices de miséria e pobreza que tinha herdado do neoliberalismo de Menem, Cavallo, De la Rua e Alfonsín. Com isso, além de aumentar o seu cabedal político, fazia o resgate do nacionalismo democrático que fazia parte do idéario político de Eva Perón.chavezevonestorlula.jpg
Nestor, Evo, Lula, Chávez e Correa, mais do que presidentes de países irmãos e ligados por uma fraterna amizade, compartilhavam do mesmo sonho - a unidade do continente sulamericano e da integração dos países da América Latina e do Caribe. Um sonho que produziu benefícios e vantagens para seus povos. Com Néstor Kirchner vai um pouco dessa generosidade e carinho por nossos povos, entretanto, ficará como um exemplo de homem público argentino, sulamericano e latinoamericano. Alguém que terá, sem a menor dúvida, direito de estar ao lado da Pachamama, zelando e cuidando das terras que muito amou e cuidou. Ao Povo Argentino e à Presidenta Cristina Fernández de Kirchner nossas sinceras e tristes condolências pela morte desse honrado e ilustre político latinoamericano.
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Pedro Ayres
Jornalista

Parabéns Luis Inácio LULA da Silva

Parabéns Presidente Lula. Nós amamos você!

Hoje dia 27, o Presidente Lula completa 65 anos.Além do aniversário de Lula, foi no dia 27 de 2002 que ele foi eleito Presidente da República pela primeira vez....Dê um presente ao Presidente Lula: conquista mais um voto para Dilma na rua.
*Amigos do Presidente LULA

terça-feira, outubro 26, 2010

TUCANO DE BOCA SUJA E FICHA IDEM INSULTA JORNALISTA NOS BASTIDORES DO DEBATE







Óxente. Esse minino num é o mesmo quié assim ó com o tár de Paulo Preto, acusado de afanar R$ 4milhões da campanha do Aiotolá Zé Serra? Tumem num é ele quimprestou R$ 300 mil pru Aloysio comprá um apartamento em ‘genópois pru mode ficá pertim do Faró de Lexandria? Inté falaro quiesse minino abandonou o otro debate quando a Dirma assuntô esse Paulo Preto. Falaro tumém quiele fugiu pru mode num te quinfrentá us jornalista.
Óxente. Inda bem quiesse mundão dá vorta e a gente fica sabenu de tudinho, um pouco.
Queim qué mesmo esse Paulo Preto?

 

Sanguessugado do Cloaca News

O senador eleito por São Paulo e ex-assaltante de trem, Aloysio Nunes Ferreira Filho, do PSDB, demonstrou, com palavras precisas, sua índole democrática e seu espírito conciliador e fraterno. Mal chegara ontem aos estúdios da TV Record, para assistir ao debate entre os presidenciáveis, o amigo de Serra não se pejou em fazer de penico os ouvidos à sua volta. Do alto de sua imanente lhaneza, tascou na lata do repórter João Peres, da Rede Brasil Atual e Revista do Brasil, a seguinte sentença, primor de candura: “Não vou conversar com você, seu pelego filho da puta! Esta revista é bancada pelo PT”.
Para ler a reportagem sobre o episódio, clique aqui.
Para saber quem é (ou foi) Aloysio, clique aqui.

SERRA NOMEIA ASSALTANTE PARA CASA CIVIL DE SP


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Gatuno já teve passagem pelo governo FHC, como Ministro da Justiça
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O advogado paulista Aloysio Nunes Ferreira Filho, de 64 anos, podia estar roubando, podia estar matando. Mas, não.
Atualmente, ele é o secretário da Casa Civil do governo tucano de José Serra. Ferreira já foi presidente de centro acadêmico, já foi deputado estadual, já foi deputado federal, já foi vice-governador. Já foi até ministro de estado. O que poucos recordam - e, quem sabe, a Folha de S.Paulo destaque sua repórter Fernanda Odilla para "investigar" o caso - é que o brioso elemento, outrora conhecido pelo cognome "Mateus", um dia empunhou um tresoitão para ajudar a surrupiar a assombrosa quantia de NCr$ 108 milhões da antiga Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, dinheiro que seria ultilizado no pagamento dos salários dos ferroviários. O memorável assalto (ou "expropriação") ao trem-pagador deu-se no dia 10 de agosto de 1968. Segundo relatos da imprensa da época, a ação foi fulminante e sem que houvesse sido disparado qualquer tiro. Aloysio era o motorista do Fusca no qual os assaltantes deram o pira com os malotes cheios da grana. Essa, porém, não fora a primeira ação espetacular do braço direito de José Serra. No mesmo ano, ele partipara do assalto ao carro-pagador da Massey-Fergusson, interceptando uma perua Rural Willys da empresa em plena praça Benedito Calixto, no bairro paulistano de Pinheiros. Ferreira participou destes eventos na condição de guerrilheiro da recém-nascida Ação Libertadora Nacional (ALN), a organização dos líderes comunistas Carlos Marighela e Joaquim Câmara Ferreira, o Toledo. Sabe-se que, após o estrepitoso assalto ao trem, Aloysio escafedeu-se para Paris, onde, dizem, desfrutou de um "exílio de caviar", ao lado do sociólogo da USP Fernando Henrique Cardoso. Após sua volta ao Brasil, em 1979, ingressou no MDB e iniciou sua trajetória política dentro da legalidade. A despeito da relativa importância de "Mateus" na guerra contra a ditadura, este Cloaca News não pretende desdourar o passado de lutas do atual secretário tucano. Pelo contrário. Apenas ficaremos aguardando que sua heróica biografia seja brindada, com detalhes, aos leitores da Folha de S.Paulo com a mesma pompa e relevância com que foram exumados os episódios envolvendo a Ministra Dilma Rousseff.



Saúde em SP: Serra mostra como
trata sua “prioridade” de Governo



    Parece que o dedo de Serra na Saúde só serve pro mutirão de próstata





    Publicado no blog Os Amigos do Presidente Lula.

    Talvez seja reflexo dos R$ 400 milhões que iam pro SUS e foram desviados.

    Essa é a saúde do estado governado pelos tucanos: Pacientes dormem em cadeiras no pronto-socorro do Hospital Tatuapé


    Macas no chão, pacientes sendo atendidos em poltronas, doentes com tuberculose sem isolamento e dormindo em cadeiras de plástico. Tudo isso é visto no pronto-socorro do Hospital Municipal do Tatuapé.

    A reportagem do jornal Agora esteve na unidade na tarde de ontem e verificou cerca de 25 pessoas sendo atendidas no pronto-socorro da unidade. Dessas, quatro estavam acomodadas em macas no chão e outras dez em cadeiras.

    Cerca de quatro enfermeiras e uma médica corriam para dar conta de todos os pacientes. A maioria deles estava havia um ou dois dias com atendimento precário.Agora… Ah e teve enchente ontem em São Paulo. Leia o que  aconteceu

    *conversaafiada

    Construção de uma Nação



    Trecho do discurso do presidente Lula na cerimônia de lançamento ao mar do navio Jatobá, no estaleiro Ilha S.A., no Rio de Janeiro. Vídeo: Ricardo Stuckert/PR

    *LuisFavre

    Mar de Lama em São Paulo roubam sem fim

    Leandro Fortes: turma do Serra
    desvia R$ 400 milhões em SP





     



      Na mão grande, governador ?


      Extraído do site da CartaCapital:

      Auditoria comprova sumiço de recursos federais em SP


      Por Leandro Fortes

      Quando assumir, pela terceira vez, o governo do estado de São Paulo em 1º de janeiro de 2011, o tucano Geraldo Alckmin terá que prestar contas de um sumiço milionário de recursos federais do Ministério da Saúde dimensionado, em março passado, pelo Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus). O dinheiro, quase 400 milhões de reais, deveria ter sido usado para garantir remédios de graça para 40 milhões de cidadãos, mas desapareceu na contabilidade dos governos do PSDB nos últimos 10 anos. Por recomendação dos auditores, com base na lei, o governo paulista terá que explicar onde foram parar essas verbas do SUS e, em seguida, ressarcir a União pelo prejuízo.


      O relatório do Denasus foi feito a partir de auditorias realizadas em 21 estados. Na contabilidade que vai de janeiro de 1999 e junho de 2009. Por insuficiência de técnicos, restam ainda seis estados a serem auditados. O número de auditores-farmacêuticos do País, os únicos credenciados para esse tipo de fiscalização, não chega a 20. Nesse caso, eles focaram apenas a área de Assistência Farmacêutica Básica, uma das de maior impacto social do SUS. A auditoria foi pedida pelo Departamento de Assistência Farmacêutica (DAF), ligado à Secretaria de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, para verificar denúncias de desvios de repasses de recursos do SUS para compra e distribuição de medicamentos nos sistemas estaduais de saúde.


      O caso de São Paulo não tem parâmetro em nenhuma das demais 20 unidades da federação analisadas pelo Denasus até março de 2010, data de fechamento do relatório final. Depois de vasculhar todas as nuances do modelo de gestão de saúde estadual no setor de medicamentos, os analistas demoraram 10 meses para fechar o texto. No fim das contas, os auditores conseguiram construir um retrato bem acabado do modo tucano de gerenciar a saúde pública, inclusive durante o mandato de José Serra, candidato do PSDB à presidência. No todo, o período analisado atinge os governos de Mário Covas (primeiro ano do segundo mandato, até ele falecer, em março de 2001); dois governos de Geraldo Alckmin (de março de 2001 a março de 2006, quando ele renunciou para ser candidato a presidente); o breve período de Cláudio Lembo, do DEM (até janeiro de 2007); e a gestão de Serra, até março de 2010, um mês antes de ele renunciar para disputar a eleição.


      Ao se debruçarem sobre as contas da Secretaria Estadual de Saúde, os auditores descobriram um rombo formidável no setor de medicamentos: 350 milhões de reais repassados pelo SUS para o programa de assistência farmacêutica básica no estado simplesmente desapareceram. O dinheiro deveria ter sido usado para garantir aos usuários potenciais do SUS acesso gratuito a remédios, sobretudo os mais caros, destinados a tratamentos de doenças crônicas e terminais. É um buraco e tanto, mas não é o único.


      A avaliação dos auditores detectou, ainda, uma malandragem contábil que permitiu ao governo paulista internalizar 44 milhões de reais do SUS nas contas como se fossem recursos estaduais. Ou seja, pegaram dinheiro repassado pelo governo federal para comprar remédios e misturaram com as receitas estaduais numa conta única da Secretaria de Fazenda, de forma ilegal. A Constituição Federal determina que para gerenciar dinheiro do SUS os estados abram uma conta específica, de movimentação transparente e facilmente auditável, de modo a garantir a plena fiscalização do Ministério da Saúde e da sociedade. Em São Paulo essa regra não foi seguida. O Denasus constatou que os recursos federais do SUS continuam movimentados na Conta Única do Estado. Os valores são transferidos imediatamente depois de depositados pelo ministério e pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS), por meio de Transferência Eletrônica de Dados (TED).


      Em fevereiro, reportagem de CartaCapital demonstrou que em três dos mais desenvolvidos estados do País, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, todos governados pelo PSDB, e no Distrito Federal, durante a gestão do DEM, os recursos do SUS foram, ao longo dos últimos quatro anos, aplicados no mercado financeiro. O fato foi constatado pelo Denasus após um processo de auditoria em todas as 27 unidades da federação. Trata-se de manobra contábil ilegal para incrementar programas estaduais de choque de gestão, como manda a cartilha liberal seguida pelos tucanos e reforçada, agora, na campanha presidencial. Ao todo, de acordo com os auditores, o prejuízo gerado aos sistemas de saúde desses estados passava, à época, de 6,5 bilhões de reais, dos quais mais de 1 bilhão de reais apenas em São Paulo.


      Ao analisar as contas paulistas, o Denasus descobriu que somente entre 2006 e 2009, nos governos de Alckmin e Serra, dos 77,8 milhões de reais do SUS aplicados no mercado financeiro paulista, 39,1 milhões deveriam ter sido destinados para programas de assistência farmacêutica – cerca de 11% do montante apurado, agora, apenas no setor de medicamentos, pelos auditores do Denasus. Além do dinheiro de remédios para pacientes pobres, a primeira auditoria descobriu outros desvios de dinheiro para aplicação no mercado financeiro: 12,2 milhões dos programas de gestão, 15,7 da vigilância epidemiológica, 7,7 milhões do combate a DST/Aids e 4,3 milhões da vigilância epidemiológica.


      A análise ano a ano dos auditores demonstra ainda uma prática sistemática de utilização de remédios em desacordo com a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) estabelecida pelo Ministério da Saúde, atualizada anualmente. A lista engloba medicamentos usados nas doenças mais comuns pelos brasileiros, entre os quais antibióticos, antiinflamatórios, antiácidos e remédios para dor de cabeça.  Entre 2006 e 2008, por exemplo, dos 178 medicamentos indicados por um acordo entre a Secretaria de Saúde de São Paulo e o programa de Assistência Farmacêutica Básica do Ministério da Saúde, 37 (20,7%) não atendiam à lista da Rename.


      Além disso, o Denasus constatou outra falha. Em 2008, durante o governo Serra, 11,8 milhões do Fundo Nacional de Saúde repassados à Secretaria de Saúde de São Paulo para a compra de remédios foram contabilizados como “contrapartida estadual” no acordo de Assistência Farmacêutica Básica. Ou seja, o governo paulista, depois de jogar o recurso federal na vala comum da Conta Única do Estado, contabilizou o dinheiro como oriundo de receitas estaduais, e não como recurso recebido dos cofres da União.


      Apenas em maio, dois meses depois de terminada a auditoria do Denasus, a Secretaria Estadual de Saúde resolveu se manifestar oficialmente sobre os itens detectados pelos auditores. Ao todo, o secretário Luís Roberto Barradas Barata, apontado como responsável direto pelas irregularidades por que era o gestor do sistema, encaminhou 19 justificativas ao Denasus, mas nenhuma delas foi acatada. “Não houve alteração no entendimento inicial da equipe, ficando, portanto, mantidas todas as constatações registradas no relatório final”, escreveram, na conclusão do trabalho, os auditores-farmacêuticos.


      Barata faleceu em 17 de julho passado, dois meses depois de o Denasus invalidar as justificativas enviadas por ele. Por essa razão, a discussão entre o Ministério da Saúde e o governo de São Paulo sobre o sumiço dos 400 milhões de reais devidos ao programa de Assistência Farmacêutica Básica vai ser retomada somente no próximo ano, de forma institucional.

       *conversaafiada

      Maracutaia no Metrô e Serra finge que não é nada?

      Será que o José Serra acha que todo mundo é burro? Será que ele acha que uma dúzia de grandes empreiteiras de obras ia combinar sozinha quem ia pegar cada pedacinho dos 20 quilômetros da linha 5 do metrô de São Paulo sem que ninguém do Governo ficasse sabendo? E ainda iam fazer isso reduzindo os preços para ganharem menos na obra?
      Que história é essa de dizer que ele não tem nada com isso por ele não ser governador se a licitação foi aberta e “acertada” entre as empreiteiras enquanto ele estava no Palácios dos Bandeirantes?
      Tenha paciência, né?! Primeiro, o senhor não conhecia o Sr. Paulo “Obscuro”. Agora, o senhor quer que a gente acredite que ninguém da sua equipe teve nada a ver com a maracutaia de R$4 bilhões da obra do metrô?
      O senhor acha que a opinião pública é um bando de beócios?
      Como é que o senhor vai dizer que “direcionamento” da licitação não houve? Assim, de plano, sem investigação? O senhor acha que as coisas são assim como fez com Paulo Preto, bastando dizer “não foi ele” e está tudo resolvido?
      Mesmo que não tenha sido por ordem sua, o que garante que não foi um dos seus auxiliares que comandou esse arranjo indecoroso? E o que dizer de sua cara de pau em afirmar que “em todo caso isso transcorreu depois da minha saída”?
      Quando a Folha de S. Paulo registrou em cartório o resultado da licitação quando o senhor se encontra na plenitude de seus poderes no Palácio dos Bandeirantes.
      Pode haver dúvida do seu envolvimento, Sr. Serra. E o senhor, como toda pessoa, tem o direito ao princípio da presunção da inocência. Não é possível, mesmo diante da fraude em uma licitação, acusar ninguém de corrupto sem provas  como , aliás, o senhor faz a torto e a direito com os outros.
      Mas do cinismo, isso sim, o senhor já dá provas cabais, mesmo sem qualquer investigação. A sua cara de pau excede e muito àquela que a população, infelizmente, se acostumou a ver nos políticos.
      A bancada do PDT na Assembleia de São Paulo está coletando assinaturas para abertura de uma CPI para investigar está manipulação de resultados. Vamos ver se não será mais uma das dezenas de CPI’s que os governos tucanos, especialmente o seu, impediram que fossem instaladas. Em relação aos seus adversários, o senhor sabe exigir a apuração célere, imediata, impiedosa. Não há problema. Quem se corrompeu que pague por isso. Agora, como dizia minha vó, macaco olha o seu rabo. Aliás, macaco não, tucano!
      *Tijolaço

      http://glaucocortez.files.wordpress.com/2010/10/hipocrisil-01-thumb.jpg

      As relações perigosas de ss erra

       serra tem lama até o pescoço







      As relações perigosas de Serra

      O material que o jornalista Amaury Ribeiro Jr entregou aos jornalistas após seu depoimento na Polícia Federal, desejando que fizessem bom proveito, mostra relações perigosas entre vários personagens-chave do processo de privatização das empresas públicas brasileiras no governo de Fernando Henrique Cardoso, com destaque para três deles: Gregório Marin Preciado, Ricardo Sérgio de Oliveira e José Serra.
      Se a imprensa realmente fizer bom proveito dos documentos inéditos da CPMI do Banestado, que apurava a evasão de mais de US$ 84 bilhões do Brasil para paraísos fiscais, entre 1996 e 2002, terá material suficiente para dias seguidos de manchetes, do jeito que fazem quando encontram algo contra Dilma, mesmo que sejam apenas acusações sem provas e não documentos oficiais. A CPMI do Banestado terminou sem votar o relatório final pela manobra do senador tucano Antero Paes de Barros, que a presidia, como mostra o vídeo acima.
      Entre os anos de 1998 e 2002, uma série de depósitos foram feitos nos bancos JP Morgan Chase e MTB Bank, de Nova York.
      Na base de dados da conta Beacon Hill, no JP Morgan, aparecem nove lançamentos, totalizando US$ 1.475.583,93, entre 2 de outubro de 2001 e 15 de outubro de 2002, beneficiando a off-shore Franton Interprises. Sete deles feitos por Gregório Preciado, os mais volumosos, variando de US$ 150 mil a US$$ 375 mil, entre junho e outubro de 2002, período de eleições à Presidência no Brasil, no qual José Serra era o candidato dos tucanos. Dos recursos recebidos pela Franton Interprises via Beacon Hill, 82% foram depositados por Gregório Preciado.
      A CPMI do Banestado constatou em matérias de jornal, portanto todos os jornalistas devem saber disso, que Preciado seria casado com Vicência Talan Marin, prima de José Serra, e que foi sócio de Serra em um terreno em São Paulo.
      O imóvel de Serra e Preciado foi dado como garantia a um empréstimo que as empresas Aceto Vidros Ltda e Gremafer Comercial e Importadora Ltda, de propriedade de Preciado, fizeram no Banco do Brasil, em São Bernardo do Campo. Serra e Preciado venderam o terreno no valorizadíssimo bairro do Morumbi por irrisórios R$ 140 mil quando o bem estava arrestado para o pagamento da dívida.
      Gregório Preciado, segundo a CPMI, teria obtido perdão de dívida de R$ 74 milhões sobre saldo de empréstimos feitos junto ao Banco do Brasil, quando Ricardo Sérgio de Oliveira era diretor do banco.
      Por conta disso, o procurador Luís Francisco de Souza propôs ação cautelar de improbidade, pois “além das renovações ilícitas, houve dois perdões indevidos, totalizando R$ 73,79 milhões. “E houve também desídia por permitirem a venda de bens com ações de aresto já ajuizados e por não ajuizarem ação para recuperar o imóvel, que, estranhamente, durante as novas negociações com as empresas, em 1995, escapou do arresto já ajuizado e foi vendido por apenas R$ 140 mil.”
      Documento anexado à ação mostra petição do Banco do Brasil afirmando que os executados fugiam da Oficial de Justiça. O Banco do Brasil pediu prazo de mais 15 dias para o arresto, até 26 de setembro de 1995, mas no dia 19 de setembro de 1995, Preciado e Serra registraram o contrato de venda.
      O Banespa também concedeu empréstimos de mais de R$ 20 milhões à Gremafer. O vice-presidente de operações do Banespa era Vladimir Antônio Rioli, que foi sócio de Serra na firma Consultoria Econômica e Financeira Ltda, cuja existência Serra omitiu na declaração feita à Justiça Eleitoral, em 1994. Serra foi sócio de Rioli de 1986 a 1995.
      As firmas de Rioli, como constatou Amaury, continuaram recebendo recursos públicos. A Pluricorp, com atuação no mercado financeiro, estava construindo nove condomínios em São Bernardo do Campo, com 1.100 casas e apartamentos, com financiamento da Caixa Econômica Federal.
      “Em seu currículo, o sr. Rioli faz questão de mostrar aos clientes sua afinidade com o poder público. O mesmo informa, por exemplo, que fez parte da comissão do governo que definiu as regras da privatização”, diz a ação cautelar.
      Também é destacado que “a Gremafer, apesar de estar em pleno estado de falência, conseguiu trazer em 1995, por exemplo, US$ 1,2 milhão do Caribe, através da firma Socimer International Bank Limited, instituição financeira que atuava no paraíso fiscal quando foi liquidada pela Corte de Bahamas depois de prejudicar correntistas espanhóis e chilenos.”
      Outro envolvido no imbroglio é Ronaldo de Souza, que aparece como testa de ferro de Ricardo Sérgio. Em 1998, 10 meses antes de comprar os prédios da Petros, que comentei em post anterior, Ronaldo abriu a empresa Antares Participações Ltda, para atuar em compra e administração de imóveis, e no mesmo dia foi nomeado procurador de uma empresa nas Ilhas Virgens Britânicas, também do ramo imobiliário, chamada Antar Venture. Ronaldo de Souza passou procuração para Ricardo Sérgio dando amplos poderes para administrar os negócios da Antares. “Ou seja, o sr. Ricardo Sérgio não aparece nos registros da Antares nem da Antar Ventures, mas é quem de fato administra as empresas”, diz a ação.
      No MTB Bank, a Franton Interprises recebeu recursos por meio da off-shore Kundo. A movimentação vai de junho de 1998 a março de 2001, no total de US$ 7,5 milhões. Dois dos depósitos, no valor total de US$ 400 mil, foram feitos pela Infinity Trading, do Grupo Jereissati. Carlos Jereissati liderou o consórcio que comprou parte da Telebrás, cuja formatação teve a participação direta de Ricardo Sérgio.
      Movimentações de Gregório Preciado no exterior tiveram como destino a Franton Interprises, que também recebeu recursos de Ricardo Sérgio e de Ronaldo de Souza.
      *Tijolaço

      ;DILMA LÁ