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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quinta-feira, outubro 28, 2010

gilmar mendes "Democracia não é do povo"

GILMAR MENDES E O FICHA LIMPA
Ficha Limpa em pleno vigor. Com grosserias, Gilmar Mendes tirou presidente do TSE do sério e agrediu a sociedade e o Parlamento
Antônio Cruz/Agência Brasil)
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Gilmar Mendes (foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

–1. O Supremo Tribunal Federal (STF), depois de horas de hesitações e intermináveis citações de julgados e de doutrinadores, vivos e mortos, nacionais e estrangeiros, voltou a surpreender.

Todos imaginavam que a questão central, no julgamento de ontem e referente ao recurso extraordinário ajuizado por Jader Barbalho, seria a escolha de um critério para o desempate da votação.

Afinal, no caso Joaquim Roriz, os ministros discutiram à exaustão se a Lei da Ficha Limpa (Lei complementar 135, de 7 de junho de 2010) deveria ou não ser aplicada nas eleições de 2010. Na ocasião, o STF ficou dividido, ou seja, a votação restou empatada com cinco votos para cada lado.

Na sessão de ontem, tava na cara que ocorreria novo empate sobre a imediata aplicação da Lei da Ficha Limpa.

Como desempatar? Isso era o que mais importava aos cidadãos brasileiros e aos pendurados fichas sujas. Aqueles cujos registros das candidaturas foram indeferidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com votos para se eleger ou ocupar uma suplência, eles diziam não saber o que fazer da vida. Poderiam, até, entender em deixar o país. Lógico, com exceção a Paulo Maluf, que, se sair do Brasil, será preso por força de mandado internacional de captura.

Os ministros que anteriormente (caso Roriz) votaram pela imediata aplicação da Lei da Ficha Limpa foram comedidos nas exposições dos seus votos.

O relator, ministro Joaquim Barbosa, proferiu voto sintético e os que o acompanharam declararam que mantinham o entendimento já exposto no julgamento do caso Roriz e, por escrito, juntavam aos autos as várias laudas dos ilustrados votos.

Igual proceder não adotaram os ministros que divergiram dos ministros Joaquim Barbosa, Ayres Brito, Ellen Gracie, Ricardo Lewandovsky e Carmem Lúcia. Ou melhor, aqueles mesmos ministros que, no caso Roriz, já haviam entendido, em demoradas explanações, que a lei complementar só se aplicaria depois de um ano da sua publicação e não poderia retroagir.

Durantes horas, os ministros, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Celso de Mello, repetiram anteriores pronunciamentos. Marco Aurélio, que também é juiz no Tribunal Superior Eleitoral e lá foi o único voto vencido sobre a questão da aplicação da Lei de Ficha Limpa, não poupou ninguém da repetição.

Gilmar Mendes, além de repetir as teses já conhecidas, incorporou o papel de tribuno. Cadenciou a voz e, no entusiasmo, ultrapassou o sinal e atacou a iniciativa popular geradora da lei e os parlamentares que a adequaram e a aprovaram.

“Sandice e desatino” — e disso Gimar Mendes conhece de cátedra –, foram termos definidores por ele do móvel dos iniciadores e aprovadores do texto legal da “ficha limpa”.

O moralismo, disse Gilmar Mendes, pode conduzir ao fascismo. E a lei, casuística e oportunista, restou feita apenas para solucionar situação no Distrito Federal, disse Gilmar Mendes.

De toda a sua exposição, deve-se louvar o acerto de uma sua assertiva: “Não há limites para o absurdo”. Essa conclusão, encontrável pintada em algumas traseiras de caminhões, veio na seqüência de uma pérola, de fazer tremer constitucionalistas nas sepulturas: “O povo não é soberano nas democracias constitucionais”. Depois dessa de Gilmar, fui conferir se democracia ainda era palavra grega, cujo étimo significa povo e poder.

Com efeito. Às 19h30 os ministros chegaram à conclusão de que o empate por cinco votos tinha novamente acontecido.

Até aí, Jader Barbalho, o espertalhão que havia renunciado ao mandato popular para evitar a cassação e a perda dos direitos políticos, não podia afirmar surpresa. Aliás, nem Paulo Maluf e nem o paraense Paulo Rocha, as novas bolas da vez, no STF.

Alguns ministros, como Mendes, Marco Aurélio e Tofolli, aquele que foi reprovado em concurso para ingresso na magistratura estadual e serviu para o STF, entendiam que a sessão deveria ser suspensa. E o desempate, após o preenchimento da vaga aberta com a aposentadoria do ministro Eros Graus, de triste memória.

Com a reação dos demais, o presidente Cezar Peluso resolveu colocar em votação se o julgamento deveria continuar e findar naquela mesma sessão plenária. Novamente deu-se a intervenção de Gilmar Mendes e a entonação à Cícero só foi trocada pela gagueira, quando levou um tranco do ministro Ricardo Lewandovsky. Por maioria de votos, os ministros entenderam em continuar e encontrar uma solução.

Para irritação de Gilmar, Marco Aurélio e Tofolli, venceu o critério de desempate apresentado pelo ministro Celso de Mello. Uma analogia a dispositivo contido no Regimento Interno do STF. Critério expresso para solução de empate, quando em julgamento ações de inconstitucionalidade: no empate, prevalece a constitucionalidade da lei atacada. Por analogia, entendeu-se que a Lei da Ficha Limpa teria aplicação imediata e retroativa, pois era constitucional.

Não faltou nem apagão na sessão. Às 21 horas, as transmissões de imagens e sons do STF foram interrompidas. Era o horário político obrigatório. Os telespectadores, infelizmente, ficaram sem o final da fala de Gilmar Mendes.

O presidente Peluso acompanhou, depois de justificativa louvável, o ministro decano, Celso de Mello.

–2. PANO RÁPIDO. As duas teses sobre a aplicabilidade ou não da Lei da Ficha Limpa eram respeitáveis e bem fundadas.

Agora, a repetição ninguém agüentava. E a tentativa de não se chegar a uma decisão final levaria, caso vingasse, o STF ao descrédito. Disso não se deram conta Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Tofolli.

Depois de tudo, a sociedade saiu vitoriosa e pode gritar: Bye-bye, Jader, Maluf e demais fichas sujas.

– Walter Fanganiello Maierovitch–
Postado por APOSENTADO INVOCADO

*gilmar mendes ta lá no supremo por obra de fhc, deu habeas corpus ao banqueiro daniel dantas 2 X em 48 horas fato inédito no mundo.

*Os Inimigosdejosesserra







quarta-feira, outubro 27, 2010

Alerta sobre o fim das Baleias

Refazenda

ss Erra vai mentir lá na ...



Tuma



Autópsia do Medo é um livro do escritor e jornalista brasileiro Percival de Souza. Percival de Souza nasceu em Braúna, São Paulo, em 1943. Escritor e jornalista investigativo, especializou-se em assuntos criminais e de segurança pública. Além de "Autópsia do Medo" tem mais 11 livros publicados, dentre os quais: "A Prisão", "Society Cocaína" e "Eu, Cabo Anselmo". Ganhador de quatro Prêmios Esso, recebeu pela Câmara Municipal de São Paulo o título de Cidadão Paulistano e a Menção Honrosa do 25º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos 2003, categoria “Livro de Reportagem”, com a obra "Narcoditadura – O caso de Tim Lopes”.

[editar] Sinopse do Livro

O jornalista Percival de Souza relata a vida de Sérgio Paranhos Fleury, o mais temido agente da repressão militar, denunciando o horror e os abusos cometidos durante a ditadura. Se o mistério conduz ao medo, é preciso trazê-lo à tona e desvendá-lo. Essa foi a missão a que o jornalista investigativo Percival de Souza se propôs ao escrever a biografia do Dr. Fleury, o mais temido agente da repressão militar contra ativistas de esquerda. "Autópsia do Medo – Vida e morte do delegado Sérgio Paranhos Fleury" relata em 650 páginas as muitas faces do criador do Esquadrão da Morte e uma das maiores autoridades do DOPS, a polícia política. O livro revela fatos novos, documentos secretos, depoimentos surpreendentes, mergulha nos porões da repressão, localiza militantes revolucionários e mostra os bastidores da guerra implacável entre guerrilheiros, militares do DOI-CODI e agentes do DOPS. “Vivi a turbulência do período, as batalhas campais da rua Maria Antônia, a preocupação pela prisão de tantos companheiros, a dor pela morte de vários deles, a guerra do sistema contra tudo o que fosse contestador”, conta Percival, ele próprio testemunha da agitação social e política desencadeada pelo regime militar. “Caberia a mim olhar para tudo isso com independência e isenção, necessárias para o relato despido de engajamento e por isso mesmo – acredito – profundamente político”, declara. Entre 1968 e 1975, o Brasil era dominado pela perseguição política e pela tortura. Nesse contexto constrói-se a figura de Fleury. Ascendeu rapidamente e se transformou no “número 1 da polícia”, com carta branca da cúpula militar e civil para agir em qualquer ponto do País. O homem, que torturou e assassinou sob proteção da lei, morreu afogado aos 44 anos, em circunstâncias ainda misteriosas. Paralelamente, Percival revela a ambiguidade desse personagem, matador e jogador de futebol, amante, líder do esquadrão da morte, cruel com os perseguidos e leal aos amigos, que vestia camisa florida e gostava de churrasco. Um homem introspectivo e avesso a entrevistas, que dirigia um opala azul com granadas no porta-luvas. Na trilha de Fleury, o autor encontrou o cabo da Marinha José Anselmo dos Santos que, depois de fazer guerrilha em Cuba e ser expoente da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), foi convertido e transformado por Fleury num espião da repressão política. Essa polêmica personagem lhe rendeu material para publicar, pela Editora Globo, o livro "Eu, Cabo Anselmo". Percival de Souza armazenou durante duas décadas informações obtidas através de conversas com policiais, militares e ex-militantes da luta armada. Durante a pesquisa levantou documentos do Exército, da Aeronáutica, processos judiciários, denúncias do Ministério Público, inquéritos, documentos na Justiça Militar e relatórios confidenciais. “Sei que diversas revelações são chocantes, mas, tenho certeza, contribuirão, e muito, para que a turbulência dos anos de chumbo seja compreendida”, declara o autor. “Fiquei impregnado de lamentos fardados, da repressão e da luta armada. São as vozes – todas brasileiras – deste livro, que achei oportuno registrar, perseguindo as histórias, para perpetuar a memória deste período”, finaliza.
*wikipedia

Romeu Tuma

De terno branco, o delegado Sérgio Paranhos Fleury, no canto a direita, Romeu Tuma*


Romeu Tuma foi o responsável pelo setor de informações do famigerado DOPS-SP,
*Cappacete



* Imagem copiada do livro Autópsia do Medo, de Percival de Souza

Na foto Luciana Liviero quero ver na TV cadê
em noite de autógrafo de seu último livro "Fotoarena" em 02/09/2010

Dilma Lá se Deus quiser e a vontade soberana do Povo Brasileiro




Max Overseas, refinado malandro da Lapa e contrabandista de ofício trazendo seus produtos da América Maravilha para trocar com nossas bugigangas inúteis como o ouro e o petróleo. Qualquer semelhança... Tango do Covil - Chico Buarque






OPERA DO MALANDRO
*LuisNassif

Quem aprova Lula vota DILMA

ALERTA DE + SUJEIRA DO SS erra

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Serra mandou a polícia bater na polícia! É isso que você quer para o Brasil?
Marcadores: Notícia, sai fora Zé, Serramente, tucanalhadahttps://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjnLaxLg36d963GZPXI04jr8E9-FnDd33blivkOyN4clkoF9vIMPZp4-PH57O-IAonoR0KvrDrjeEHCTPDyGuIw_loEGnKjzVBn99w5xPoqj9mf3tl0d4aEMOiwQymp8Udyka6MUuHlF6I/s1600/0,00.png

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Noticia do dia 17/10/2008 Serra na época DESGOVERNAVA SÃO PAULO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva repudiou o confronto entre policiais militares e civis na capital paulista. "É uma coisa deplorável que aconteça esse conflito, porque (as polícias) são dois órgãos importantes do Estado", afirmou o presidente (*) www.estadao.com.br/
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Graças ao Ex Governador de São Paulo José Serra temos essas imagens deploráveis



*umpoucodetudodetudoumpouco