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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quarta-feira, agosto 03, 2011

Capetão América

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOFjO_DwiFmUKAlRy9A5qvE5fmaHMn0d-VkfzqrQ_ttZYR9sf9TjtHpCJMTvA0XklBaWA_AmUbxgCLbd5utLGkQIJLb5gTQchxjsqhu-YB_ji1xcI3RngRQS8Y1Dd4qOvQn3o1AEq8W0iA/s1600/AMERICA.jpgSerá que o "capetão", o capeta mór, vai fazer um mea culpa e reconhecer e nos passar a mensagem de que seu país vive há mais de cem anos da mera publicidade e da enganação, coisa pra inglês ver, e que não defende liberdade alguma e pouco se lixa para o povo, inclusive de seu próprio país?
*anaispolíticos

Entrevista com Zé Dirceu


*comtextolivre

Charge do Dia

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiHYU1Pi2bVcRumbZA22djkmlxwdlrI7THCKEQ0XnG52Ak-F9Bn_qQaw5NMB3nWdN0U7xhP0YiKXKOfkqGGlfdEDC3mlaX3hPRgkTWV-kdAqwzYLMijAML1qdp1N7ebaxcsjFSOnfW6XH2p/s1600/bessinha_729.jpghttps://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgTxMumKFMwCQT57mHDJEkRMbk8oSDpxY7R5u9YZGyiZKp7wp3lATynArS33_YifIH_BUYKpNlgViRHFlpLSEtmbx0myHcNMluhXHSKg_ehAeqWHAOKqykZgKf7G0wXbupTEIbzojS8_B0/s1600/Voce+com+esse+carro+na+m%25C3%25A3o+%25C3%25A9+um+bicho+feroz.jpg

Dilma: Brasil deve defender-se da insanidade

“Assim como em 2008, o momento hoje exige coragem e ousadia. Como naquela ocasião, é preciso proteger a nossa economia, as nossas forças produtivas, o nosso mercado consumidor, o nosso emprego.
Hoje, mais do que nunca, é imperativo defender a indústria brasileira e nossos empregos da concorrência desleal, da guerra cambial, que reduz nossas exportações e, mais grave ainda, tenta reduzir o nosso mercado interno, que construímos com grande esforço e com muita dedicação. É urgente garantirmos condições tributárias e de financiamento adequadas ao estímulo dos investimentos produtivos e o estímulo à geração de emprego”.
O trecho acima é parte do imperdível discurso da presidenta Dilma Roussef, hoje, no lançamento do plano de incentivos aos setores da indústria ameaçados pela onda de desvalorização do dólar.
Dilma explica o processo de construção do plano mas, sobretudo, adota um tom duro e sem meias palavras sobre o que está acontecendo.
Daqui a pouco mostro em dados os efeitos deste processo sobre nossa economia.
*Tijolaço

terça-feira, agosto 02, 2011

OLIGOPÓLIO TOTAL: APENAS QUATRO EMPRESAS CONTROLAM 90% DA BANDA LARGA DO BRASIL

Agora está explicado porque o serviço é caro e ruim

Quatro empresas dominam 90% da internet no Brasil

A banda larga no Brasil é controlada por apenas quatro empresas: Oi, Telefônica, Net e GVT. Elas dominam 90% da banda larga do país. É um escândalo. É um serviço oligopolizado e, por isso, caro e ruim. Um dos piores e mais caros do mundo.

A esperança para uma mudança é a entrada da Telebrás  no mercado com infraestrutura de transmissão, permitindo que pequenas empresas possam oferecer internet de melhor qualidade e com um preço mais baixo. A empresa pode ser uma espécie de reguladora do mercado.

A banda larga é o grande Custo Brasil que o país tem de enfrentar. Essa infraestrutura é fundamental para o desenvolvimento da educação, da democracia e  para a diminuição dos custos das empresas brasileiras.

Somente a publicação do decreto do Plano Nacional de Banda Larga fez com que os preços fossem reduzidos em 30%, segundo pesquisa da própria diretoria comercial da Telebrás. A estatal pode estabelecer certa competição no setor forçando as grandes teles a reduzir o custo e investir em qualidade.

Veja trecho matéria sobre o assunto no Baguete:
*educaçãopolítica

Charge do Dia

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgPAs2F8UjTpVEml4g6Iv-i9Tv0Gpqh5JOtK0xEqe60ZBBBbghvEp-OUdxwNjSrugg51J6qOU7nOQbuCNcFPKGf0XTOiRc6Qx5RNPiQbo7wOvMnXl2PKTyy2Xa4UGd0q55KAHKDUQKuHFtS/s1600/bessinha_728.jpg

Lula na TV Argentina Lula participa da inauguração da embaixada da Argentina e recebe elogios de uma Cristina Kirchner visivelmente emocionada.



Dilma ao vivo na TV Argentina



*blogdamilitância

A rendição do presidente Obama

Por Paul Krugman, na Revista Fórum:

Está sendo gestado um acordo para aumentar o teto da dívida federal. Se ele passar, muitos comentaristas dirão que se evitou o desastre. Mas eles estarão errados.

Porque o acordo mesmo, dada a informação disponível, é um desastre, e não apenas para o presidente Obama e seu partido. O acordo vai causar danos a uma economia já deprimida; provavelmente tornará o velho problema do déficit estadunidense pior, não melhor; e, mais importante, ao demonstrar que a pura extorsão funciona e não traz custos políticos, ele leva os EUA mais perto ainda do estatuto de "república bananeira".

Uma nova era de jornalismo marrom?

Por Michelle Chen, no sítio Outras Palavras:

Com culpado prazer, a grande mídia nos está servindo um cardápio de razões para desprezar o império midiático de Rupert Murdoch. Em meio à confusão mal-cheirosa, no entanto, não se deveria esquecer que por baixo de qualquer magnata da mídia, apesar de podre, existe uma empresa de pessoas reais – uma cultura de trabalhadores que representam o estado trágico e conflagrado do jornalismo atual. As violações éticas que estão sendo reveladas refletem corrupção de cima a baixo. Ainda mais importante, a criminalidade instala-se em uma cultura corporativa de laissez faire vulgar, na qual honestidade e pensamento crítico são descartados e vistos como um impedimento ao sucesso comercial.