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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista
sexta-feira, agosto 05, 2011
Entrevista de Celso Amorim a Kennedy Alencar
É Notícia entrevista o ex-chanceler Celso Amorim
O ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim critica a operação norte-americana que resultou na morte de Osama Bin Laden no começo de maio. "Houve aquele tipo de atitude típica do oeste americano. Você tem certeza que está com a verdade, então, você é bom e tem o direito de matar o mau." Celso Amorim também fala sobre a visita do presidente norte-americano Barack Obama ao Brasil. Para o ex-ministro, os EUA deveria ter dar apoio explícito ao Brasil para o Conselho de Segurança da ONU. "Ele (Obama) titubeou. Deu apoio morno. São os latino-americanistas que ficam ali em volta dele dizendo para ele não fazer isso porque vai incomodar outros países." Amorim defende a retirada das tropas brasileiras do Haiti. "Não há razão para ficar ali eternamente. De pronto, eu acho que deveria tirar tudo aquilo que foi colocado a mais depois do terremoto."
*redeTV
Amorim na Defesa:Dilma é Lula, Lula é Dilma
Não podia ter sido mais feliz a escolha da Presidenta Dilma.
Não apenas porque não falte nem preparo, nem capacidade e muito menos conhecimento ao embaixador, ex-ministro das Relações Exteriores no Governo Lula. Aliás, é quem, fora da área militar, tem maior conhecimento dos programas de modernização de nossas Forças Armadas.
Mas é feliz, sobretudo, porque dá um tranco nas intrigas que tentam fazer entre Lula e Dilma.
Poucos ministros se tornaram tão próximos a Lula. Poucas pessoas poderiam, neste momento, prestar tão grande serviço ao Governo Dilma, ainda mais neste momento de crise internacional.
Diz o Paulo Henrique Amorim que o diplomata era a escolha de Dilma, mas que “o que fazer com o Jobim” impediu sua nomeação.
Bem, se antes era uma escolha, agora foi uma benção.
*Tijolaço
Escolha foi política.
Johnbim queria ser o Pinochet do Aylwin
Pinochet deixou a Presidência, mas era o Ministro da Defesa, para sempre, até morrer.
Nomeava quem quisesse.
E tinha Orçamento próprio.
(Ao mesmo tempo em que lavava dinheiro no Riggs Bank, de Washington.)
Quando trabalhava na Globo de Nova York, este ansioso blogueiro cobriu a visita que o presidente George Bush, pai, fez a vários países da América Latina, para vender uma espécie de Alca, aquela do Tony Palocci.
Bush esteve com Collor em Brasília.
Chegou a Buenos Aires pouco depois de Menem abafar uma rebelião militar.
Bush disse na Casa Rosada, com peronistas aos berros, do lado de fora: acabou o tempo dos ditadores.
A comitiva – eram três aviões – cruzou a Cordilheira dos Andes numa manhã radiosa e pousou em Santiago.
Na pista, majestoso, como um General da Banda, num pódio elevado, Pinochet.
E o mesmo Bush elogia o Governo Pinochet.
E segue para a casa – discreta, num bairro burguês – do suave Aylwin, que deixaria o Governo pouco depois.
Durante muito tempo, o poder no Chile foi compartilhado, constitucionalmente, pelo Presidente civil e o Ministro da Defesa, Pinochet.
Johnbim queria ser o Pinochet da Dilma.
O guardião da Ordem militar.
Era quem guardava a chave dos porões em que se escondia a tigrada.
Foi Johnbim quem detonou o ínclito delegado Paulo Lacerda, com a babá eletrônica, que só não se tornou mais ridícula do que o grampo sem áudio, ou áudio sem grampo, do Gilmar Dantas (*).
Foi Johnbim quem boicotou a Comissão da Verdade, através do PiG(**).
E destratou, em termos – como sempre - deselegantes, o Ministro dos Direitos Humanos, Paulo Vanucchi.
Johnbim é Cerra, o último autoritário.
(Johnbim era o penúltimo.)
Johnbim é um herói dos conservadores, aquele que adultera a Constituição e todo mundo acha muito engraçado.
Johnbim achou que ele é quem ia comprar os caças.
Que ele tinha um Orçamento próprio, como o Pinochet.
Se houvesse uma tentativa de Golpe da Direita, amigo navegante: o Johnbim ia votar no Cerra ou na Dilma?
A Presidenta podia confiar no “dispositivo militar” que o Assis Johnbim Brasil montasse para defendê-la dos Golpistas, o pessoal da UDN de varejo ?
A Eliane Catanhede na Folha (***) e o Estadão citam militares anônimos – é uma especialidade da casa, fontes anônimas – que estão uma fera com o Celso Amorim.
Este ansioso blogueiro entende a razão: Johnbim se fué.
Paulo HenriqueAmorim
Aprovação de Dilma é de 71%
Pesquisa Vox Populi divulgada hoje mostra que 71% dos 2.200 entrevistados fazem avaliação positiva do governo Dilma Rousseff. Para 4%, o desempenho da presidente é ótimo; 40% apontam como bom, e 37% como regular positivo. A pesquisa foi feita em todo o país na primeira quinzena de junho.
48% dos entrevistados consideram o PT o maior partido do Brasil e 81% apontam a legenda como "forte" ou "muito forte". Em outra questão, 66% disseram que o PT atua de forma positiva e 15% afirmam que o partido tem "os políticos mais honestos". Neste último quesito, segundo a assessoria do PT, outros partidos tiveram em torno de 7% de citações.
*comtextolivre
Dilma: “Pede pra sair, Jobim”
Dilma decide demitir Jobim, mas dará chance de renúncia
A presidente Dilma Rousseff decidiu pedir que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, deixe o cargo, depois de supostas novas declarações polêmicas dele sobre colegas do governo.
Uma fonte do governo disse à Reuters que o pedido para que ele renuncie, ou sua demissão, pode ocorrer na noite desta quinta-feira, depois que ele retorne de missão oficial à Amazônia, ou na sexta-feira.
Jobim teria dito em entrevista à revista Piauí, antecipada nesta quinta-feira pelo jornal Folha de S.Paulo, que a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, “é fraquinha” e que Gleisi Hoffmann, titular da Casa Civil, “nem sequer conhece Brasília”.
O ministro, no entanto, negou as críticas a Ideli. “Em momento algum fiz referência a ela dessa natureza”, disse ele, segundo nota do Ministério da Defesa.
Jobim está caindo pela sua própria profecia: os idiotas, de fato, perderam a modéstia.
By: Tijolaço*comtextolivre
quinta-feira, agosto 04, 2011
Haddad faz um balanço da obra do Nunca Dantes. A elite jamais os poupará
Saiu na pág. A16, do Valor de hoje, entrevista em que o Ministro da Educação Fernando Haddad que formaliza sua candidatura a Prefeito de São Paulo.
“SP tem que ser humanizada”, diz o pré-candidato Haddad.
A certa altura, o repórter pergunta sobre o balanço de sua gestão no Ministério:
“SP tem que ser humanizada”, diz o pré-candidato Haddad.
A certa altura, o repórter pergunta sobre o balanço de sua gestão no Ministério:
Sob o comando do presidente Lula, nós inauguramos uma prática que pode servir de modelo para a educação brasileira. Após sua reeleição em 2006, ele exigiu que formulássemos um plano para a gestão, o Plano de Desenvolvimento da Educação [PDE]. A lista de exigências era grande, envolvia a expansão e interiorização das universidades federais; a reorganização e a expansão da educação profissional federal, com a criação dos institutos técnicos; a criação do Ideb; a regulamentação do Fundeb [Fundo Nacional de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação]; a regulamentação do piso nacional do magistério; a reformulação do financiamento estudantil; a consolidação da Universidade Aberta do Brasil [ensino superior à distância]; o incremento dos programas federais de apoio ao estudante, com mais investimentos em merenda escolar, livro didático e transporte escolar; e o próprio Bolsa Família, cuja condicionalidade [de frequência à escola dos filhos dos beneficiados] é atribuição do MEC. Tudo isso com uma inovação que merece registro: 100% dos reitores, governadores e prefeitos assinaram termo formal de compromisso com o MEC pactuando a perseguição das metas quantitativas e qualitativas traçadas pelo PDE.
Valor: Ainda assim a percepção de avanço na qualidade da educação é muito lenta. Por quê?
Haddad: Recebo essa crítica com muita humildade. É natural. Quando as metas do PDE foram anunciadas eram consideradas ousadas. Depois de cumpridas, alguns passaram a considerá-las tímidas. Agora, o avanço da educação brasileira está muito claro para os organismos internacionais que fazem estudos comparativos, como o Banco Mundial, a Unesco, a OCDE, a Unicef. Para eles o ritmo é notável, a ponto de servir de referência. No último Pisa [avaliação internacional da educação], por exemplo, o Brasil foi o terceiro país que mais avançou. Superamos a Argentina e reduzimos à metade a distância que nos separava do México, países com os quais podemos fazer comparações justas. Em termos de aumento de escolaridade superamos a China.

Em poucos ministros o PiG (*) bateu tanto quanto em Fernando Haddad.
Porque Haddad levou o pobre à faculdade.Haddad ampliou o Enem, apesar da furiosa reação do PiG (*) e de seu notável interlocutor, o Padim Pade Cerra, que retirou as universidades estaduais do Enem, assim que uma prova “vazou” da gráfica da Folha (**).
E o Enem é a banda larga para o pobre entrar na universidade.
Por isso, a elite jamais o perdoará.
Clique aqui para ler “Mais de 40% dos estudantes das universidades federais são das classes C, D e E”.
E aqui para comparar a Educação do Nunca Dantes com a do sombrio Governo do Farol de Alexandria: dá de 10 a 0.
*PHA
Jornalista mau-caráter
O jornalista que escreveu esta matéria é um mau-caráter.Liberdade de expressão não deve ser confundido com libertinagem.O jornalista tem que que ter responsabilidade na hora que vai escrever uma matéria.A liberdade de expressão não vai a ponto de o jornalista escrever matéria acusando alguém sem ter prova do que acusa.Dilma tem mais é que processar esse vagabundo para que ele prove que seu governo está ajudando a OI.O que me revolta é que, enquanto o governo gasta fortuna com um jornalismo podre, imundo, grande parte dos meios de comunicação não recebe nada ou quase nada, cito a Agência Carta Maior, a revista CartaCapital, Caros Amigos, a Rede Brasil.Se o Brasil fosse governado por Hugo Chavez essa sabujo já estaria castrado, para nunca mais acusar os outros sem ter um mínimo de prova.
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