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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quarta-feira, agosto 10, 2011

A sociedade parece anestesiada nos EUA

Por Heloisa Villela, de Washington, no blog Viomundo:

Até quando?

É a pergunta que não me sai da cabeça. Existe um ponto a partir do qual tudo vai pelos ares?

O povo toma as ruas, grita, cobra… Londres está pegando fogo. Em Israel, muita gente partiu para o acampamento nas ruas e praças do pais. E aqui nos Estados Unidos, para uma parcela cada vez maior da população, motivo também não falta para exigir mudança. Mas as ruas continuam silenciosas. Verdadeiros túmulos.



A vida desmente “princípios" da Globo

Editorial do sítio Vermelho:

No momento em que o programa Fantástico divulgava os “Princípios Editoriais das Organizações Globo”, que consistem num conjunto de regras para a prática do jornalismo nas redações sob o comando da família Marinho (entre elas noticiários de TV, o jornal O Globo e a revista Época), o jornalista Rodrigo Vianna fazia uma denúncia extremamente grave que compromete a qualidade e a ética do jornalismo praticado na TV Globo.

Luciano Huck, nós vamos invadir sua praia!

Então Luciano Huck foi condenado pela Justiça por impedir o acesso à “sua” praia particular em Angra dos Reis? (veja matéria do UOL aqui)
Não me surpreende em nada.
Qualquer um que mora no litoral sabe que há várias ilhas e praias cujos acessos são criminosamente impedidos.O artifício é, quase sempre, o mesmo: o bonitão coloca uma rede fajuta na frente da praia e diz que está “criando marisco”. O objetivo, claro, é não deixar ninguém chegar perto. E proibir acesso a praias é proibido por lei.Quem passeia pela orla de Paraty conhece muito bem esse problema. Logo na saída da Baia, depois das marinas, há uma série de mansões na costeira, pertencentes a executivos de emissoras de televisão e de empreiteiras.Ai de quem tenta chegar perto: se você passar pelas redes, certamente não vai conseguir passar pelos rotweillers que os seguranças soltam na praia.
Outro exemplo de apropriação privada de espaços públicos é o Condomínio Laranjeiras, no caminho para Trindade.Depois de impedir, por anos, o acesso de turistas e moradores locais às praias, os ricaços foram obrigados a abrir uma trilha de 1 km no mato.Da última vez que fomos lá, conseguimos entrar sem problema, mas fomos literalmente perseguidos por um segurança.Foi ridículo: um casal com uma filha pequena, andando por uma praia deserta e vigiado de perto por um segurança uniformizado. A situação era tão constrangedora que até avisamos ao sujeito: “Fica tranqüilo, que não vamos roubar nada!” Ele sorriu, sem graça.Enquanto alguns privilegiados tentam monopolizar as belezas da região, outros não se importam em dividi-lo com os outros. É o caso de Amir Klynk, que tem uma casinha numa praia linda chamada Jurumirim, cujo acesso por mar é completamente livre e aberto a todos.
O caso de Luciano Huck só tem uma solução: dar uma banana pras redes, passar por cima dos “obstáculos” e chegar à praia. Quem sabe ele não nos processa por atrapalhar sua criação de mariscos?
Escrito por André Barcinski
Por
*umpoucodetudodetudoumpouco

 

 

 


País pacífico não é país desarmado e indefeso

Prioridades 

Quatro eventos recentes são exemplos de que a racionalidade que preside o processo civilizatório não está garantida:

1º) O cabo de guerra entre os republicanos e os democratas nos EUA aumentou a incerteza sobre a qualidade e a funcionalidade da administração da maior economia do mundo.

Uma lamentável falta de liderança mostrou maior preocupação com interesses eleitoral-paroquiais, do que com o papel moral e material que se esperava da nação que se pretende o paradigma do regime republicano;

2º) A inacreditável tragédia norueguesa produzida pelas mãos de um demente foi instrumentalizada pela regressão do espírito civilizatório revelada no avanço do extremismo racial e religioso que, um pouco mais, um pouco menos, vem atacando todos os países;

3º) A separação que se aprofunda entre os interesses materiais de longo prazo da China e dos EUA tem grandes consequências para a estabilidade do Oriente Médio e da Ásia. O exemplo é o apoio dissimulado da China (e da Índia) ao Irã com a troca física (em acordo de liquidação recíproca) de fornecimento permanente de petróleo -inclusive com a construção de um oleoduto- por bens industriais chineses, o que ilide o "embargo" da ONU (de efeito duvidoso) que tenta impedir a criação de mais uma potência atômica e

4º) O claro aprofundamento dos investimentos militares da China e da Índia. A ênfase da primeira na expansão de sua marinha para o domínio do chamado "mar da China", com vistas à busca de recursos naturais, revela que ela (como toda "potência", particularmente os EUA) está também à procura das três autonomias: a alimentar (a China já é a maior produtora de alimentos do mundo e graças à tecnologia que está gerando com rapidez pode crescer muito mais); a energética (que desenvolve a partir do carvão e agora do gás, eólica e outras tecnologias de ponta); e a militar que ela expande rapidamente.

O desenvolvimento dos países emergentes nos próximos dez anos vai se dar num ambiente de estresse crescente pela disputa de recursos naturais na terra e no mar. Países que, como o Brasil, abdicaram da autonomia "militar", mas dispõem de recursos naturais, precisam ter esse quadro em mente e insistir na construção de Forças Armadas enxutas, bem treinadas e com adequado poder "dissuasivo".

Não é exagero dizer que investimentos numa indústria bélica eficiente e competitiva externamente, inclusive a ênfase no domínio da tecnologia atômica, provavelmente mostrarão -em dez anos- uma taxa de retorno social superior à daqueles que hoje ocupam nível mais alto em nossas prioridades. Como disse o ilustre ministro Celso Amorim, "um país pacífico não pode ser confundido com um país desarmado e indefeso".

*esquerdopata

 

A coisa esta feia!: confira a situação atual dos equipamentos bélicos da Força Aérea Brasileira e da Marinha do Brasil

http://vintageobscura.com/2010/vintage/sept-10/3b25676u-ww2womanplane.jpg

Aeronáutica

A frota atual
http://www.spoki.lv/upload/articles/40/401954/images/_origin_Mirage-2000-9.jpg

Acima, Mirage 2000
Frota de 12 aeronaves, sendo que duas já foram retiradas de voo. As outras 10 precisam ser desativadas entre 2014 e 2015.
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/53/Formation_of_three_aggressor_F-5E_aircraft_061006-F-1234S-072.jpg

Aqui o F-5E/F
Frota de 57 aeronaves, sendo que 47 encontram-se em processo de modernização, com término previsto para 2012. Onze unidades compradas da Jordânia devem passar por modificações ainda este ano. A previsão de desativação é até 2025.
http://www.airfln.com.br/admin/upload/FAB5544_12AUG06_1024_LOGO.jpg

Este é o A-1 (AMX) - projeto ítalo-brasileiro
A frota é de 54 aeronaves, sendo que 43 precisam passar por processos de modernização na Embraer para operarem. O programa foi afetado pelo cortes no Orçamento anunciados no início do ano.
http://airteamimages.com/pics/112/112488_big.jpg.

Aqui o 'vovozão' Boeing KC-137 Stratoliner
Divide com outros modelos, como o Hércules, a responsabilidade pelo reabastecimento em voo das aeronaves de ataque e caça da FAB. Vida útil termina em 2014.

Atualizações previstas


Caças

O Plano de Defesa prevê a compra de 36 aeronaves ao custo de R$ 10 bilhões, devendo estender a aquisição para até 120 unidades em 20 anos.
http://www.especialistanet.com.br/perbra4/wp-content/gallery/a-29/a29_03.jpg

A-29 (Super-Tucano)

A encomenda é para a formação da frota com 99 aeronaves, sendo que 78 já foram entregues.
http://www.agenciat1.com.br/wp-content/uploads/2010/09/embraer-kc-390.jpg

Embraer KC-390

Avião de transporte, teve 28 unidades encomendadas à Embraer. O projeto foi imediatamente afetado pelos cortes orçamentários.


Contingente
Ampliação do corpo de militares de 67.442 para 80.937 até 2030.



Marinha


Esquadra atual
http://s0.flogao.com.br/s56/19/07/07/81/110026850.jpg.

Submarinos classe Tikuna

Frota de uma (eu disse UMA) embarcação, movida à energia diesel-elétrica, precisa passar por modernização.
http://sp5.fotolog.com/photo/53/6/110/zechs_marquise/1232663270520_f.jpg

Submarinos classe Tupi

Frota de quatro embarcações, movida à energia diesel-elétrica, precisam passar por modernização
http://farm3.static.flickr.com/2723/4380130742_329c051c23.jpg

Porta Aviões São Paulo

Passa ainda por um extenso processo de modernização que se arrasta por anos.
http://i3.ytimg.com/vi/JAMoO3bofNE/0.jpg

Caças Skyhawk

Os AF-1 estão sendo modernizados pela Embraer, assim a aeronave terá suas capacidades de combate atualizadas e a vida útil extendida.

Atualização prevista


Submarinos convencionais
http://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/02/marlin1.jpg
Frota de quatro embarcações modelo Scorpène movida à energia diesel-elétrica.

A primeira seria entregue em 2015, mas o prazo deve ser adiado.


Submarino nuclear
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Frota de uma embarcação modelo Scorpène, construída com reator brasileiro em casco de tecnologia francesa. Início das obras previsto para 2016 e conclusão para 2022.

A Marinha ainda ambiciona construir mais três embarcações até 2047.


Fragatas

http://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/08/fragatas.gifAinda sem definição, a Marinha esta estudando as opções para ampliar sua esquadra e moderniza-la, pois grande parte de sua esquadra esta obsoleto e no fim de sua vida operacional.


Contingente
Ampliação do corpo de militares de 59 mil para 80.507 até 2030. Estamos preparados para defender o nosso país?


Fonte: Correio Braziliense com adições do GeoPolítica Brasil e MILITANCIAVIVA


Postado por Angelo D. Nicolaci

do lado de lá



Se você chegou atrasado à história, o atalho está (aqui)
*amoralnato

Cursinhos populares exigem do MEC material didático e fim da evasão



Está na hora do MEC acabar com a farra dos cursinhos corporativos


A UNEafro-Brasil exigiu do Ministério da Educação (MEC) a criação de um “Material Didático Público” que contemple o conteúdo cobrado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O projeto prevê, na fase inicial, a disponibilização integral na internet para a livre reprodução.
Na segunda etapa, seriam feitas a impressão e distribuição do material para estudantes do Ensino Médio e das redes de cursinhos comunitários devidamente cadastrados no MEC, como explica Douglas Belchior, integrante do Conselho Geral da organização.
“Os cursinhos alternativos, comunitários e populares são uma realidade no Brasil. Eles trabalham um mutirão em torno da educação popular, que visa a preparar essa juventude precarizada para acessar os espaços do conhecimento, em especial as universidades. E o grande problema estrutural desses cursinhos se dá, também, por conta do material didático.”
A partir de 2012, o Enem será aplicado duas vezes ao ano. A nota é utilizada como fase única ou garante pontos adicionais nos processos seletivos das universidades públicas. Para garantir a qualidade, Belchior considera importante que o material seja desenvolvido pelo MEC.
“As empresas de educação ganham muito dinheiro com a formulação desses materiais. E o MEC tem mais do que obrigação de fornecer, além de ter acúmulo e preparo para isso.
Em carta dirigida ao ministro Fernando Haddad, a UNEafro ainda sugeriu a criação de um programa de permanência que garanta “moradia, alimentação e transporte” aos estudantes da pré-escola ao ensino médio. Essa política já existe nas universidades federais e seria financiada com a ampliação dos recursos da educação para 10% do Produto Interno Bruto (PIB).
*cappacete 

Lembo x FHC


*comtextolivre

O corno manso diz que DNA não muda relação com filho de repórter da Globo




O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso falou pela primeira vez sobre Tomás Dutra Schmidt, 19, que ele reconheceu em 2009 como seu filho. À revista "Alfa" que chega às bancas amanhã, afirmou que nada muda depois que exames de DNA mostraram que o jovem não é seu filho biológico.



A informação é da coluna de Mônica Bergamo, publicada na edição desta terça-feira da Folha (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).



"Vou preservá-lo totalmente. No afeto e nos recursos. Totalmente. É um assunto fora de discussão. E eu gosto muito dele. Isso é que é importante."



Dois testes de DNA, feitos em São Paulo e em Nova York, revelaram que Tomás Dutra Schmidt, filho da jornalista Miriam Dutra, da TV Globo, não é filho do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.


Fernando Henrique afirma que negativa do DNA não muda em nada sua relação com o filho de jornalista

Em 2009, FHC reconheceu Tomás como filho num cartório em Madri, na Espanha.


O jovem pode usar o documento a qualquer momento para colocar o nome do ex-presidente em sua certidão, segundo interlocutores de FHC.



Depois que o documento já estava pronto, os três filhos do tucano com Ruth Cardoso --Paulo Henrique, Beatriz e Luciana-- pediram ao pai que fizesse um exame que comprovasse que Tomás era mesmo filho dele.

O ex-presidente concordou, imaginando com isso colocar fim a qualquer possibilidade de desentendimento entre os irmãos e Tomás.

O primeiro teste foi feito no fim do ano passado, em São Paulo. A saliva de FHC foi recolhida em São Paulo, e a de Tomás, em Washington, nos EUA, onde estuda, por meio do representante do escritório do advogado brasileiro Sergio Bermudes, que cuidou tanto do reconhecimento quanto dos testes feitos.



O primeiro exame deu negativo. FHC decidiu então se encontrar com Tomás em Nova York para um novo teste, que também deu negativo.



Fernando Henrique Cardoso estava disposto a manter a história restrita a seus familiares. De acordo com interlocutores do ex-presidente, ele acha que o exame é uma mera negativa biológica, e não jurídica.

Seus herdeiros, no futuro, poderão questionar a paternidade com base nos testes de DNA.

A César o que é de César, Escárnio!

Lula escolhe César Maia para criticar oposição
No almoço com parlamentares do Rio que integram a base política do governo, o ex-presidente Lula, criticou duramente a oposição, afirmando que ela é fraca, sem representatividade e intelectualmente incapaz de formular propostas para o país. Cerca de 70 políticos, incluindo o anfitrião Sérgio Cabral, seu vice Pezão e o prefeito da capital, Eduardo Paes aplaudiram com entusiasmo a personificação das críticas do ex-presidente: o ex-prefeito César Maia.
- A oposição está muito fraca, sem rumos. Nada mais expressivo do que César Maia, um homem que já foi candidato a tudo - até à presidência ele quis ser -, já admite que será candidato a vereador. É o caso de se dizer de César Maia: o poder desceu-lhe à cabeça.
O almoço, no Laranjeiras, praticamente consolidou o apoio da base governista à candidatura à reeleição do prefeito Eduardo Paes. O discurso de Lula foi entendido como um recado direto ao senador Lindbergh Faria, que já lançou sua candidatura ao governo do estado com muita antecedência.
Ninguém fica brigando durante quatro anos. Tenho partido político, mas vou ajudar a todos os partidos e políticos que nunca faltaram ao meu governo. Se a maioria se entender para as eleições do ano que vem, estarei na maioria das cidades fazendo campanha. Mas, se apenas uma pequena parte se entender, eu estarei apenas nessa pequena parte. Não farei campanha onde não tiver entendimento.
Já dando o tom do que será seu discurso país afora, Lula, ao falar de economia, defendeu a mudança de alguns conceitos, mas só para poder reafirmar sua posição contrária aos desvios das funções sociais do BNDES, especialmente no caso Pão de Açucar.
- Se o BNDES, por exemplo, empresta bilhões ao Pão de Açucar, dizem que é investimento, mas investimento sem gerar um único emprego. Que se pegue então esse dinheiro e invistam em bolsas de estudos para os milhares de jovens que não podem estudar. Ou que peguem esses bilhões e distribuam pro povo poder comprar nesses supermercados caros - disse.
Em relação à crise econômica atual, desta vez, Lula não usou o termo "marola" e reconheceu sua gravidade. Mas manteve o otimismo, informando que o país está muito mais robusto para enfrentá-la do que esteve nas anteriores. E voltou a culpar " arrogância do modelo esgotado".
Por Jorge Bastos Moreno
By: Blog do Amoral Nato
*comtextolivre

Aeronáutica desmente a Globo, a TV que já escondeu notícia de queda de avião

 

A Aeronáutica soltou uma nota oficial desmentindo reportagem divulgada no Fantástico do último domingo. Leia o texto e veja o nível da coisa. Enquanto lia, lembrei-me que a mesma Globo preferiu “esconder” no JN a notícia da queda do avião da Gol. Porque coincidiu de o evento acontecer na mesma edição que estava “reservada” para mostrar as imagens do dinheiro da compra do dossiê do escândalo da saúde. A direção da empresa achava que aquelas imagens levariam a disputa de Alckmin com Lula para o segundo turno. E que no segundo turno, o tucano poderia detonar o baiano.
A Globo erra em tudo mesmo. Levou o Alckmin pro segundo turno pra tomar uma lavada daquelas. E o pior, quando avião cai, a Globo demora pra dar a notícia. Quando está tudo bem, ela faz terrorismo midiático pra assustar a população. Essa Globo não tem jeito.
Nota Oficial – Esclarecimentos sobre reportagem do Fantástico exibida em 07/08/2011
O Comando da Aeronáutica repudia veementemente o teor da reportagem do jornalista Walmir Salaro, levada ao ar no Fantástico deste domingo, sete de agosto, e no Bom Dia Brasil desta segunda-feira, oito de agosto.
A matéria em questão parte de princípios incorretos e de denúncias infundadas para passar à população brasileira a falsa impressão de que voar no Brasil não é seguro. A reportagem contradiz os princípios editoriais da própria Rede Globo ao apresentar argumentos com falta de Correção e falta de Isenção, itens considerados pela própria emissora como sendo atributos da informação de qualidade.
O jornalista embarcou em uma aeronave de pequeno porte (aviação geral), que tem características como nível de voo, rota, classificação e regras de controle aéreo diferentes dos voos comerciais. A matéria trata os voos sob condições visuais e instrumentos como se obedecessem as mesmas regras de controle de tráfego aéreo, levando o espectador a uma percepção errada.
O piloto demonstra espanto ao avistar outras aeronaves sobre o Rio de Janeiro e São Paulo, dando um tom sensacionalista a uma situação perfeitamente normal e controlada que ocorre sobre qualquer grande cidade do mundo. Nesse sentido, causa estranheza que a reportagem tenha mostrado a proximidade dos aviões como algo perigoso para os passageiros no Brasil. As próprias imagens revelam níveis de voo diferenciados, além de rotas distintas.
Além disto, o piloto que opta por regras de voo visual, só terá seu voo autorizado se estiver em condições de observar as demais aeronaves em sua rota, de acordo com as regras de tráfego aéreo que deveriam ser de seu pleno conhecimento. Mesmo assim, o piloto receberá, ainda, avisos sobre outros voos em áreas próximas.
Foi exatamente o que ocorreu durante a reportagem, que mostra o contato constante dos controladores de tráfego aéreo com o piloto. Desde a decolagem foram passadas informações detalhadas sobre os demais tráfegos aéreos na região, sem que houvesse qualquer perigo para as aeronaves envolvidas.
A respeito da dificuldade demonstrada em conseguir contato com o serviço meteorológico, é interessante lembrar que há várias frequências disponíveis para contato com o Serviço de Informações Meteorológicas para Aeronaves em Voo (VOLMET), que está disponível 24 horas por dia em todo o país. Além destas, há frequências de ATIS (Serviço Automático de Informação em Terminal) que fornecem continuamente, por meio de mensagem gravada e constantemente atualizada, entre outros dados, as condições meteorológicas reinantes em determinada Área Terminal, bem como em seus aeroportos. Como, aliás, é o caso da Terminal de Belo Horizonte, incluindo os aeroportos da Pampulha e de Confins.
Ressalte-se que, a despeito da operação de tais serviços, todos os pilotos têm a obrigação de obter informações meteorológicas antes do voo pessoalmente nas Salas de Informações Aeronáuticas dos aeroportos, por telefone ou até pela internet.
Ao realizar o voo sem, possivelmente, ter acessado previamente informações meteorológicas, o piloto expôs a equipe de reportagem a uma situação de risco desnecessário. Tratou-se, obviamente, de mais um traço sensacionalista e sem conteúdo informativo.
A respeito do momento da reportagem em que o controle do espaço aéreo diz que não tem visualização da aeronave, cabe esclarecer que o voo realizado pela equipe do Fantástico ocorreu à baixa altitude, em regras de voos visuais, uma situação diferente dos voos comerciais regulares.
Na faixa de altitude utilizada por aeronaves como das empresas TAM e GOL, extensamente mostradas durante a reportagem, há cobertura radar sobre todo o território brasileiro. Para isso, existem hoje 170 radares de controle do espaço aéreo no país. Como dito acima, é feita uma confusão entre perfis de voos completamente diferentes. Dessa forma, o telespectador do Fantástico ficou privado de ter acesso a informações que certamente contribuem para a melhor apresentação dos fatos.
No último trecho de voo da reportagem, o órgão de controle determinou a espera para pouso no Aeroporto Santos-Dumont. O que foi retratado na matéria como algo absurdo, na realidade seguiu rigorosamente as normas em vigor para garantir a segurança e fluidez do tráfego aéreo. Os voos de linhas regulares, na maioria das vezes regidos por regras de voo por instrumentos, gozam de precedência sobre os não regulares, visando a minimizar quaisquer problemas de fluxo que possam afetar a grande massa de usuários.
A reportagem também errou ao mostrar que Traffic Collision Avoidance System (TCAS) é acionado somente em caso de acidente iminente. O fato do TCAS emitir um aviso não significa uma quase-colisão, e sim que uma aeronave invadiu a “bolha de segurança” de outra. Essa bolha é uma área que mede 8 km na horizontal (raio) e 300 metros na vertical (raio).
Cabe ressaltar ainda que a invasão da bolha de segurança não significa sequer uma rota de colisão, pois as aeronaves podem estar em rumos paralelos ou divergentes, ou ainda com separação de altitude, em ambiente tridimensional.
A situação pode ser corrigida pelo controle do espaço aéreo ou por sistemas de segurança instalados nos aviões, como o TCAS. Nem toda ocorrência, portanto, consiste em risco à operação. O TCAS, por exemplo, pode emitir avisos indesejados, pois o equipamento lê as trajetórias das aeronaves, mas não tem conhecimento das restrições impostas pelo controlador.
Todas as ocorrências, no entanto, dão início a uma investigação para apurar os seus fatores contribuintes e geram recomendações de segurança para todos os envolvidos, sejam controladores, pessoal técnico ou tripulantes. É esse o caso dos 24 relatórios citados na reportagem. A existência desses documentos não significa a ocorrência de 24 incidentes de tráfego aéreo, e sim uma consequência direta da cultura operacional de registrar todas as situações diferentes da normalidade com foco na busca da segurança.
A investigação tem como objetivo manter um elevado nível de atenção e melhorar os procedimentos de tráfego aéreo no Brasil, pois é política do Comando da Aeronáutica buscar ao máximo a segurança de todos os passageiros e tripulantes que voam sobre o país. Incidentes e acidentes não são aceitáveis em nenhum número, em qualquer escala.
Sobre a questão dos controladores de tráfego aéreo, ao contrário da informação veiculada, o Brasil tem atualmente mais de 4.100 controladores em atividade, entre civis e militares. No total, são mais de 6.900 profissionais envolvidos diretamente no tráfego aéreo, entre controladores e especialistas em comunicação, operação de estações, meteorologia e informações aeronáuticas.
Para garantir a segurança do controle do espaço aéreo no futuro, o Comando da Aeronáutica investe na formação de controladores de tráfego aéreo. A Escola de Especialistas de Aeronáutica forma anualmente 300 profissionais da área. Todos seguem depois para o Centro de Simulação do Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA), inaugurado em 2007 em São José dos Campos (SP). Com sistemas de última geração e tecnologia 100% nacional, o ICEA ampliou de 160 para 512 controladores-alunos por ano, triplicando a capacidade de formação e reciclagem.
Vale salientar que a ascensão operacional dos profissionais de controle de tráfego aéreo ocorre por meio de um conselho do qual fazem parte, dentre outros, os supervisores mais experientes de cada órgão de controle de tráfego aéreo. Desse modo, nenhum controlador de tráfego aéreo exerce atividades para as quais não estejam plenamente capacitados.
A qualidade desses profissionais se comprova por meio de relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). De acordo com o Panorama Estatístico da Aviação Civil Brasileira, dos 26 tipos de fatores contribuintes para ocorrência de acidentes no país entre 2000 e 2009, o controle de tráfego aéreo ocupa a 24° posição, com 0,9%. O documento está disponível no link: http://www.cenipa.aer.mil.br/cenipa/Anexos/article/19/PANORAMA_2000_2009.pdf
A capacitação dos recursos humanos faz parte dos investimentos feitos pelo DECEA ao longo da década. Entre 2000 e 2010, foram R$ 3,3 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão somente a partir de 2008. O montante também envolve compra de equipamentos e a adoção do Sistema Avançado de Gerenciamento de Informações de Tráfego Aéreo e Relatórios de Interesse Operacional (SAGITÁRIO), um novo software nacional que representou um salto tecnológico na interface dos controladores de tráfego aéreo com as estações de trabalho. O sistema tem novas funcionalidades que permitem uma melhor consciência situacional por parte dos controladores. Sua interface é mais intuitiva, facilitando o trabalho de seus usuários.
Os resultados desses investimentos foram demonstrados pela auditoria realizada em 2009 pela International Civil Aviation Organization (ICAO), organização máxima da aviação civil, ligada às Nações Unidas, com 190 países signatários. A ICAO classificou o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro entre os cinco melhores no mundo. De acordo com a ICAO, o Brasil atingiu 95% de conformidade em procedimentos operacionais e de segurança.
Sem citar quaisquer dessas informações, para realizar sua reportagem, a equipe do Fantástico exibe depoimentos sem ao menos pesquisar qual a motivação dessas fontes. O Sr. Edileuzo Cavalcante, por exemplo, apresentado como um importante dirigente de uma associação de controladores, é acusado por atentado contra a segurança do transporte aéreo, motim e incitação à indisciplina, e responde por essas acusações na Justiça Militar.
O Sr. Edileuzo Cavalcante foi afastado da função de controlador de tráfego aéreo em 2007 e recentemente excluído das fileiras da Força Aérea Brasileira. Em 2010, também teve uma candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral.
Quanto à informação sobre as tentativas de chamada por parte do controlador de tráfego aéreo, Sargento Lucivando Tibúrcio de Alencar, no caso do acidente ocorrido com a aeronave da Gol (PR-GTD) e a aeronave da empresa Excel Aire (N600XL) em 29 de setembro de 2006, cabe reforçar que elas não obtiveram sucesso devido à aeronave da Excel Aire não ter sido instruída oportunamente a trocar de frequência e não a qualquer deficiência no equipamento, conforme verificado em voo de inspeção. Durante as tentativas de contato, a última frequência que havia sido atribuída à aeronave estava fora de alcance, impossibilitando o estabelecimento das comunicações bilaterais.
Já quando foi consultar o Departamento de Controle do Espaço Aéreo, a equipe de reportagem omitiu o fato que trataria de problemas de tráfego aéreo. Foi informado que se tratava unicamente sobre a evolução do tráfego aéreo de 2006 a 2011.
Por fim, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica ressalta que voar no país é seguro, que as ferramentas de prevenção do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro estão em perfeito funcionamento e que todas as ações implementadas seguem em concordância com o volume de tráfego aéreo e com as normas internacionais de segurança. No entanto, este Centro reitera que a questão da segurança do tráfego aéreo no país exige um tratamento responsável, sem emoção e desvinculado de interesses particulares, pessoais ou políticos.
Brasília, 9 de agosto de 2011.
Brigadeiro-do-Ar Marcelo Kanitz Damasceno
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica
No Blog do Rovai
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“Princípios” da Globo
chegam ao fim

No Princípio, eram os Princípios
A Globo divulgou a sua Epístola aos Parvos com os Princípios que guiam seu jornalismo.

Isso foi no sábado.

No domingo, o Fantástico provou que o Nunca Dantes e a Presidenta provocariam um choque de duas aeronaves em pleno vôo, sobre território brasileiro.

Foi uma forma singela de saudar a nomeação de Celso Amorim.

Na segunda-feira, desde o “Bom (?) Dia Brasil” até o jornal nacional, a Globo tratou de destruir o mundo com a crise econômica.

No processo, se bem sucedida, destruiria o Brasil e a própria Globo.

(O jornal da globo não conta, porque, de todos os jornais do mundo, é o mais matutino.)

Os Princípios da Globo se afogaram irremediavelmente já nesta terça-feira, quando a chamada do jornal nacional decretou a prisão de Clarice Copete, que foi vice-presidente da Caixa para assuntos de tecnologia.

A Globo dentro de seus sacros Princípios, não quis saber da própria encarcerada se ela, de fato, num cárcere estava.

Não ligou nem para o emprego ou para a cozinheira para confirmar o encarceramento.

Afinal, Princípios são Princípios.

No jornal nacional, na maiora cara de pau, a Globo reconheceu a pequena falha do sistema.

Depois de provocar mal irremediável a vítima.

Esse Ali Kamel …


Paulo Henrique Amorim

A luta contra a opressão




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