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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

terça-feira, dezembro 06, 2011

Jandira Feghali: Taxar 997 milionários levantaria R$ 10 bi para a saúde pública

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados deve apreciar nesta quarta-feira, 7 de dezembro, o parecer da relatora Jandira Feghali (PCdoB-RJ) sobre o Projeto de Lei Complementar 48/11, de autoria do deputado Dr. Aluizio (PV-RJ), que trata da Contribuição Social das Grandes Fortunas.
Um imposto sobre as fortunas está previsto no inciso VII do artigo 153 da Constituição de 1988, nunca regulamentado.
A relatora pretende transformar o imposto em contribuição, permitindo assim que o dinheiro arrecadado seja vinculado a um tipo específico de gasto: o financiamento da saúde pública.
O imposto incidiria sobre 38.095 contribuintes, aqueles que têm patrimônio superior a 4 milhões de reais. As alíquotas teriam variação de 0,40% a 2,1%.
A relatora Jandira Feghali disse que, ao analisar os dados obtidos junto ao Fisco, constatou o tremendo grau de concentração de riqueza no Brasil: pelos cálculos da deputada, a contribuição arrecadaria 10 bilhões de reais taxando apenas os brasileiros com patrimônio superior a 100 milhões de reais, ou seja, 997 pessoas.
Considerando os dados de 2009, a contribuição levantaria 14 bilhões de reais.
“Vamos servir a 200 milhões de brasileiros com uma contribuição de fato em quem concentra patrimônio no Brasil”, diz Jandira.
Ela argumenta que taxar fortunas não é nenhuma novidade. O imposto existe na França para quem tem patrimônio superior a 600 mil euros, segundo ela.
Jandira também lembrou do milionário estadunidense que pediu para ser taxado. Ela se refere ao investidor Warren Buffett. De fato, nos Estados Unidos, existe até mesmo um grupo, chamado Patriotic Millionaires, que lidera uma campanha pela taxação de no mínimo 39,6% para quem tem renda superior a 1 milhão de dólares anuais. Uma pesquisa do Spectrum Group, publicada pelo Wall Street Journal, descobriu que 68% dos milionários entrevistados defendem aumento de imposto para os mais ricos.
A CSGF brasileira não trata de renda, mas de patrimônio acumulado.
Se você tem um Fusca paga 4% do valor em IPVA, mas a posse de um avião particular, de um helicóptero ou iate não é taxada, argumenta a deputada comunista.
Jandira diz que, pelos cálculos do ministro da Saúde Alexandre Padilha, a pasta precisa de um reforço de orçamento de 45 bilhões de reais por ano para dar conta das necessidades do setor. A contribuição dos milionários cobriria uma parte razoável disso.
Fiz duas provocações à deputada: 1) Os milionários brasileiros têm um poder político considerável e, como disse Garrincha sobre a tática infalível do técnico Vicente Feola para derrotar os russos, só falta combinar com o adversário; 2) O argumento clássico dos conservadores é de que, ao taxar os mais ricos, eles perdem o incentivo para produzir as riquezas que, eventualmente, se espalham por toda a sociedade (a famosa economia do trickle-down, do ex-presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan, segundo a qual as migalhas que caem lá de cima acabam nos alimentando).
Luiz Carlos Azenha
*Viomundo

Telespectadores Palhaços: Como a Globo Fraudou as Eleições de 1989



A TV Globo está buscando reciclar-se. Vem aí a comissão da verdade e por mais pífios que venham ser seus resultados, deverão produzir uma revisão da historiografia oficial até agora adiada por grupos que deram força à ditadura militar a pretexto de salvaguardar as relações entre as instituições. Leia-se: setores direitistas da imprensa, do exército e do parlamento.
Mais esperta que o próprio exército, que até hoje fala pela boca do milico canalha e deputado federal Jair Bolsonaro, a Globo prepara uma espécie de “soft landing” ou pouso suave desde sua trajetória de associação com o golpe de 1964 ao solo democrático firme de um país liderado pela ex-prisioneira política Dilma Russef.  
Nesse pretendido movimento de aterrissagem sem solavancos, a Globo deslocou para segundo plano personagens carimbados de seu mais recente passado de insolência política, como Miriam Leitão e Alberto Sardemberg que integrou o governo FHC como secretário de imprensa.  Substituiu o linguajar duro das críticas de partido oposicionista que não é por comentários enviesados feitos por caras novas de seu telejornalismo.
Até o quadro da sagrada família a Globo retirou da sala dos brasileiros ao separar o casal 20, com a troca da insossa esposa Fátima Bernardes pela sensual amante Patrícia Poeta. Diga-se, mais patrícia que poeta.
Faz parte também do projeto de reposicionamento da emissora o livro escrito pelo seu ex-diretor de produção, José Bonifácio Sobrinho, o Boni. 

A título de contar sua trajetória de encantador de telespectadores nos anos 80 e 90, o ex homem-forte de Roberto Marinho faz revelações aparentemente bombásticas sobre os bastidores de um dos mais intrigantes episódios da memória das disputas políticas no país: o do debate que travaram Lula e Collor às vésperas das eleições que conduziu esse último, dono da afiliada à Globo no estado de Alagoas, à presidência da República.
Um detalhe que não se encaixava bem no “script” desse reposicionamento da emissora intentado com livro era a informação de que Collor tinha sido preparado para o debate pelo staff da própria TV Globo. Mais grave, por ninguém menos que seu diretor de produção que, segundo as próprias palavras, disse ter instruído Collor “em todos os aspectos formais do debate" e "só não lhe pondo caspas sobre o paletó, como as tinha Jânio Quadros (ex-presidente populista) porque não quis”.
A atitude do ex-diretor pareceu estranha só até alguns dias atrás, quando o atual diretor de telejornalismo da TV Globo, Ali Kamel, veio a público pontuar que a iniciativa do Boni em produzir Collor para aquele debate foi pessoal de Boni e que Roberto Marinho (presidente falecido da emissora) nada teve a ver com isso.
Ficou claro que a intenção velada da emissora com a declaração de Boni era desvincular o fundador das Organizações Globo do acontecimento, circunscrevendo o episódio ao indiscreto informante, o qual, no momento seguinte, haveria de declarar que de fato “Dr. Roberto de nada sabia”.
Mas se até as mentiras de amor tem pernas curtas que dirá então as maquinadas pela vileza. Paulo Henrique Amorim, o corajoso cruzado que tem dedicado sua vida a revelar as conspirações políticas da TV Globo desde que esta foi parida em Nova Iorque em sociedade firmada com o grupo norte-americano de mídia Time Life, mostra o quanto há de ficção nessa versão dos acontecimentos a que se dedicam agora fixar os atuais e os ex-empregados da família Marinho em abono do passado da empresa.
Amorim relata associação de fatos que fez o ex-assessor de imprensa do candidato Lula naquela ocasião, o jornalista Ricardo Kotcho. Conta Kotcho, reproduzido por Amorim, que chegando aos estúdios da TV Bandeirantes onde houve reunião para acertar as regras do debate que aconteceria 2 dias depois na Globo, encontrou nos bastidores a dupla Cláudio Humberto (assessor de imprensa de Collor) e Alberico Cruz, à época diretor de jornalismo da Globo.
Desconfortáveis com o encontro, já que Alberico dava expediente no Rio e não haveria porque estar na Rede Bandeirantes tratando de assuntos organizacionais de um debate e tampouco na companhia de quem estava ,os parceiros trataram de justificar que os dois tinham se encontrado casualmente no avião  quando ele, Alberico, vinha à concorrente tratar de outros assuntos.
Kotcho ficou com a pulga atrás da orelha e com razão. Alberico estava ali por outra razão.  Como as imagens do debate seriam editadas no dia seguinte em São Paulo mesmo, a presença do chefe atendia a uma missão do próprio presidente da empresa que o havia incumbido de que o vídeo do debate fosse cortado e recortado de tal modo que mostrasse “tudo de bom de Collor e tudo de mal do Lula”.
Como se soube disso? Por intermédio de outro personagem que não havia entrado no relato até agora, o editor de política do Jornal Nacional Ronald de Carvalho. Era ele o responsável pelo noticiário eleitoral do principal noticioso da emissora, que contava com mais de 70% de audiência no país.
Naquela altura dos acontecimentos Ronald já havia recebido instruções nesse sentido diretamente do dono da emissora, o patriarca Roberto Marinho, de que preparasse o chefe de edição em São Paulo para o fato de que o diretor de jornalismo Alberico Cruz para lá se deslocaria a fim de comandar pessoalmente os trabalhos de edição do telejornal que iria ao ar.
E foi assim que Alberico Cruz postou-se na manhã seguinte junto aos técnicos Otávio Tostes e Wianey Pinheiro para acompanhar a edição das imagens do debate realizado na véspera. Soube-se ainda que a a montagem não pode ser completada dentro do horário previsto para fechamento do  telejornal, motivo que obrigou Alberico a interferir diretamente para que fosse feita a inclusão.
Como último movimento da trama, acrescentaram ainda à edição do telejornal uma enquete feita por telefone simultaneamente ao debate, em que se avaliava entre os espectadores quem havia vencido o confronto. Coube a Alexandre Garcia, figura a quem reservavam as falas oficiais da emissora, preparar a audiência para a pesquisa que daria Collor na frente.  Cerimonioso disse que democracia era assim mesmo, “tinham que ser respeitadas as pesquisas”.
Com a transmissão do Jornal Nacional naquela noite Collor venceria as eleições por antecipação, sendo de todo dispensável o pleito do dia seguinte devido a farsa que havia sido montada e a impossibilidade de resposta da candidatura oponente.  
A história daí para frente todos conhecem: a construção da imagem de Collor como super herói, uma espécie de Hitler pós-moderno, o confisco da poupança pela prima Zélia de Mello e o final feliz do casamento da moça com o principal humorista do canal de televisão, Chico Anísio.
Uma comédia, haverá de registrar a história do século XXI em que Rede Globo até hoje não pagou um centavo de cachê aos palhaços dos brasileiros.

Estado Brasileiro anistia Carlos Marighella no seu centenário

Antes tarde do que nunca. Depois de 42 anos o Estado Brasileiro finalmente pediu desculpas aos familiares de Carlos Marighella pela sua execução no dia 4 de novembro de 1969 em uma emboscada em São Paulo. A anistia ao líder guerrilheiro foi aprovada por unanimidade durante a primeira sessão da 53º Caravana da Anistia realizada nesta segunda-feira (5/12), no teatro Villa Velha, em Salvador, cidade onde nasceu e começou sua militância política. A data também marca o centenário de Marighella.
O teatro ficou lotado de lideranças sociais e políticas, familiares, amigos de luta e muitos admiradores da trajetória de Carlos Marighella, um baiano que morreu em defesa do direito à liberdade de todo o povo brasileiro. O governador da Bahia, Jaques Wagner; o ex-governador Waldir Pires; o presidente do PCdoB na Bahia, Daniel Almeida; senadores, deputados e vereadores estavam entre as autoridades presentes ao evento.
A relatoria do pedido de anistia coube a Ana Guedes, militante do PCdoB na Bahia, que após ler o relato sobre a trajetória de Marighella desde o início da sua militância política em Salvador, passando pelas prisões até a sua morte votou pela anistia de Marighella. Segundo Ana, Marighella é um ícone, um herói do povo brasileiro. Foi um homem totalmente voltado para a defesa do povo brasileiro e por isso foi muito perseguido, preso, torturado e assassinado. “O maior significado deste ato está em reafirmar o nosso desejo de que a anistia vingue. A anistia é uma conquista do povo brasileiro, pois no momento que o Estado pede desculpas à família, isso vai ficar gravado na memória do povo brasileiro, que isso que aconteceu com Marighella e com tantos outros brasileiros não pode mais acontecer”, disse. 
Unanimidade
O momento mais aguardado veio já no início da noite após muitos depoimentos emocionados sobre o homenageado e votação unânime da Comissão pela aceitação do parecer de Ana Guedes. “Pelos poderes a nós conferidos pelo Ministério da Justiça, a Comissão da Anistia declara anistiado pós-mortem Carlos Marighella. Com isso, Clara Charf e Carlos Augusto Marighella, pedimos as mais sinceras desculpas por tudo que o Estado Brasileiro fez contra seu companheiro e seu pai”, declarou o vice-presidente da Comissão da Anistia, Egmar Oliveira, para delírio da platéia.
“É muito importante que meus filhos estejam aqui para acompanhar este momento, que é o reconhecimento da trajetória de um grande homem. Há 42 anos, em um dia chuvoso, fui chamado a um jornal para reconhecer a foto de Marighella morto. Foi muito traumatizante, pois a foto era seguida de muitas mentiras sobre ele. Mentiras que foram sendo desmascaradas com o passar do tempo. Tudo porque Marighella sempre foi um herói e surge como inspiração para os jovens brasileiros. Eu estou muito feliz, porque são 40 anos lutando para que esta verdade seja reconhecida e este dia chegou”, afirmou o único filho do guerrilheiro, Carlos Augusto Marighella. 
A felicidade também estava estampada no rosto de Clara Charf, viúva de Marighella e uma das pessoas que mais lutaram para que o Estado reconhecesse seu erro e a verdade sobre o companheiro fosse restabelecida. “Esta Comissão é resultado do processo de democratização, que permitiu que chegasse a este momento, em que o povo brasileiro pudesse saber a verdade sobre o que aconteceu. Porque durante muito tempo eles mentiram e tentaram desmoralizar a vida das pessoas. Porque eles queriam esconder a resistência do povo brasileiro, que é o povo mais resistente do mundo”, ressaltou Clara, acrescentando que o ato não é apenas importante para a família de Marighella, mas para todo os brasileiros. 
De Salvador,


Desmatamento na Amazônia é o menor desde 1988


De acordo com Inpe, 6.238 quilômetros quadrados foram desmatados - uma queda de 11% em relação à última pesquisa, divulgada em 2010 
O governo anunciou nesta segunda-feira que o desmatamento na região amazônica entre agosto de 2010 e junho deste ano foi o menor da série histórica realizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que teve início em 1988. Foram desmatados 6.238 quilômetros quadrados. Em relação ao ano passado, houve queda de 11% da área desmatada. A queda do ritmo do desmatamento começou em 2004 e teve seu ápice este ano.
Apesar da redução de 15%, o Pará ainda é o estado que mais desmata: são 2.870 quilômetros quadrados de acordo com a última pesquisa. Mato Grosso vem em seguida, com 1.126 quilômetros quadrados – alta de 20% em relação ao estudo divulgado em 2010. Rondônia registrou 869 quilômetros quadrados de desmatamento, um aumento de 100%. “Ainda apresentamos estados extremamente sensíveis. Precisamos entender as causas dessa mudança de perfil”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Ao todo, Amazonas, Maranhão, Roraima, Acre, Tocantins e Amapá apresentaram queda nos números.
Recuperação - A maior parte da terra desmatada foi ocupada por pastagens (70%). Em contrapartida, 20% das áreas devastadas estão sendo reconstituídas por florestas. O diretor do Inpe, Gilberto Câmara, acredita que a Amazônia poderá se transformar em um instrumento de absorção de carbono a partir de 2015, por meio de programas de recuperação das áreas desmatadas.
"A presidenta Dilma pediu para não dar trégua ao desmatamento, continuar a pressão e a presença do estado no combate ao desmatamento”, afirmou o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. A pasta deverá investir 1 bilhão de reais até 2013 para construção de satélites brasileiros para monitoramento das florestas. 

O dia em que Luciano Huck, candidato da Editora Abril à Presidência, foi humilhado por uma estudante

O apresentador global e candidato a presidente da República da revista Veja, Luciano Huck, em seu programa Soletrando, foi humilhado por uma estudante após manipular a pronúncia de uma palavra. Observe as caras da estudante quando Huck diz a palavra tentando induzi-la ao erro.
*terrabrasilis

O outono de João Havelange, o homem que negociou o futebol

Por: Fernando Vives/Carta Capital
 
Qualquer pessoa que acompanhou com certo afinco o mundo do futebol nos últimos 40 anos guarda na memória alguma lembrança acinzentada de João Havelange. Acinzentada por seu olhar de um azul irremediavelmente monótono, ou por sua voz cimentada a soltar as palavras como se as cordas vocais fossem uma linha de produção de sílabas robotizadas.
João Havelange transformou o principal esporte da humanidade, mas não necessariamente para melhor. E o homem que mudou o futebol começa a ver sua reputação ruir aos 95 anos de idade.
Neste domingo 4, o belgo-brasileiro que dirigiu a Fifa por 24 anos e desde 1963 era integrante do Comitê Olímpico Internacional (COI) renunciou ao seu posto neste último. Caso não largasse o osso, a investigação interna pela qual vinha sendo devassado certamente culminaria na recomendação para que fosse expulso dos quadros da entidade.
Havelange é acusado de receber propina da empresa de marketing suíça que negociava os direitos de grandes transmissões esportivas até 2001, copa do mundo de futebol inclusa, quando faliu. Segundo denúncia do jornalista britânico Andrew Jennings, da BBC, Havelange recebeu até 6 milhões de libras para liberar os direitos à ISL. A denúncia dos britânicos mostra que um tribunal suíço confirmou a propina e obrigou Havelange a devolver o dinheiro. E é importante frisar aqui: Ricardo Teixeira, manda-chuva do futebol brasileiro e do Comitê Organizador Local (COL), do Mundial 2014, também é acusado de receber a propina da ISL.
A acusação e a consequente queda de Havelange mancha, enfim, uma polêmica carreira que definiu os rumos do futebol mundial e inspirou o COI a fazer o mesmo com as modalidades olímpicas. Competiu como nadador nas Olimpíadas de 1936, na Berlim de Hitler, e como jogador de polo aquático nos Jogos de Helsinque, em 1952. Na sequência, a partir de 1956, o belgo-brasileiro tornou-se presidente da Confederação Brasileiro do Desporto (CBD), entidade que respondia por todos as modalidades olímpicas no Brasil.
Mas o golpe de mestre do dirigente veio em 1974, nas eleições para a presidência da Fifa, às vésperas da Copa da Alemanha Ocidental. Havelange seria o desafiante de Stanley Rous, até então lendário presidente da entidade. Rous era um ferrenho defensor do esporte, mas tinha o defeito típico dos europeus, especialmente os de antigamente: eurocêntrico, ligava pouco para o futebol praticado nos países periféricos, nem se interessava muito em com eles dialogar. Havelange percebeu a deixa e convenceu rapidamente membros das federações menores, como as africanas, e conseguiu golpear Rous.
Se Havelange tem um ponto positivo em sua trajetória, esta é a de levar o futebol para os países pobres. Mas sua mentalidade de que o esporte é, acima de tudo, negócio também levou a Fifa a fazer amizades com ditadores sanguinolentos, que usavam o futebol para a promoção de seus respectivos regimes. A modalidade poderia servir a quem quisesse, desde que os negócios fossem proveitosos para a Fifa.
Foi na gestão dele que o esporte bretão se transformou em uma mina de dinheiro. O futebol como um produto para o lucro fez da Fifa uma entidade internacional desorganizada, nas mãos de poucos e nebulosa, que não presta contas a praticamente ninguém. Tão nebulosa que permitiu ao seu hoje ex-presidente demorar mais de uma década para ser punido por um crime que, segundo a imprensa do Reino Unido, cometeu. Aos 95 anos de idade, João Havelange tem, enfim, a mancha que faltava em seu currículo. 
*Ocarcará

A BATRAQUIANA MANIPULAÇÃO MUSICAL DA REDE GLOBO Á SERVIÇO DO IMPÉRIO

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Luiz Müller: "Imagens de macaquinhos e cobras da Globo me convenceram. Sou a favor da Usina de Belo Monte!"

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjL7nPq2dh3Tbf7xjv76ukMpQ5usqTE4qzVbBvgdi6O8KjOGYkENGDbhdMhnR2wemcpp64aq37ZHBGfUUgZw0EeYUyM__bIzG-Imv-rANLmeuxTKk8eMvVweE316zhpWcIQKifd8UU7tJxL/s1600/tucurui.jpg
Lüiz Muller em seu blog

Onças, cobras, macaquinhos, pererecas, araras “cor de ouro”, todas as imagens sempre muito bem musicadas, para emocionar a plateia. Foi no Globo Repórter de sexta [2/12]. Imagens que supostamente são da região. Sim, porque não dá para esquecer que a Globo é farta de imagens falsas. Eles transformaram até bola de papel em tijolo ou outro objeto contundente durante a campanha eleitoral, lembram? 
 https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj2utJDUPaZbqq0eTDyEf0jjb29lTo62Gc05oVvjINrFkCiEany8eYSMtfTdI2OTzV6_NPuech5tiVofHhx44qEvpXzPXQ8TyYHRRYEmkXrQpuegANK5-SUgVa_N3gwa_ZPa2Sixp0MS7QJ/s1600/globo_bolinha_(1).jpg
Mas supondo-se que todas as imagens sejam verdadeiras, vou externar aqui as razões pelas quais fiquei convencido de que a hidrelétrica de Belo Monte tem que sair ali mesmo, onde durante 30 anos foram realizados estudos de viabilidade econômica e ambiental foram feitos a respeito.
http://www.brasil247.com.br/get_img?ImageWidth=651&ImageId=82721
Seria engraçado, se não fosse trágico. Estas mesmas ONGs que, junto com artistas globais e o PIG, tanto batem em Belo Monte, nada fizeram com relação a Chevron e sua ganância poluidora. E nem me lembro de ter visto as mesmas organizações fazendo barulho quando explodiu a plataforma da British Petroleum no Golfo do México. 
http://www.aroundtheworld.com.br/antigo/joom/images/stories/junho10/aguas-negras3.jpg
A Rede Globo, depois que as redes sociais já tinham denunciado a Chevron e seu vazamento na Bahia da Guanabara, pegaram carona num helicóptero da mesma empresa para mostrar que a mancha de petróleo havia reduzido. Mas não disseram nada sobre o fato de que a Chevron estava é tentando roubar o petróleo do pré-sal.
http://www.sempretops.com/wp-content/uploads/Vazamento-de-%C3%93leo-da-Chevron-Problema-FOTO-8-663x444.jpg
Esta gente não esta preocupada com o meio ambiente. Eles estão preocupados porque o Brasil esta caminhando célere para se tornar uma grande potência mundial. É isto que está em jogo. 
http://n.i.uol.com.br/noticia/2010/06/17/animais-sofrem-com-o-vazamento-de-oleo-no-golfo-do-mexico-veja-as-fotos-1276777256194_615x300.jpg
Infelizmente há gente boa caindo nesta esparrela da preservação do meio ambiente no caso de Belo Monte. Sou a favor da preservação. Mas sou também a favor do desenvolvimento. E desenvolvimento se faz com energia elétrica, que Belo Monte vai gerar. É preciso sim garantir que haja compensações que garantam os mínimos impactos possíveis. É assim que se faz desenvolvimento sustentável.

Aliás, falando em desenvolvimento sustentável, alguém aí ficaria sem seu computador, sua televisão, sua máquina de lavar, seu ar condicionado, seu ferro elétrico, seu chuveiro, enfim, tudo aquilo que requer energia elétrica para funcionar? A indústria, os hospitais, o comércio, os serviços, tudo exige energia. Alguns dirão que é preciso buscar outras formas de energia, mais limpas. Também sou a favor. Mas isto tem custo. E a energia quem paga, é quem a utiliza, ou seja, nós. E o custo seria muito alto. 

E por que mesmo nós teríamos de pagar mais caro pela energia mais limpa e norte-americanos, chineses e europeus continuem pagando pouco por uma energia que polui violentamente o planeta? Alias, o Brasil é signatário do Protocolo de Quioto. E tem cumprido sua tarefa de reduzir a geração de poluentes. Quem não tem feito isto, são os norte-americanos, chineses e europeus, que aliás são donos da Chevron, da British Petroleum e outras milhares de empresas poluidoras.
http://portuguese.cri.cn/mmsource/images/2011/03/12/riben11.jpg
Mar do Japão depois da explosão da Usina Nuclear de Fukushima
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Então, eu quero continuar com as condições de vida que as novas tecnologias, movidas a energia, proporcionam. Quero que estas condições de vida possam ser dadas a todos os brasileiros e muitos ainda não as tem. Para isto, é preciso gerar mais energia. Gerando mais energia, ela também fica mais barata. E não teremos mais nenhum apagão. Quero também a preservação do meio ambiente, por que sei que também não dá para viver sem ele, assim como não dá para viver sem energia elétrica. Então, se trata de tirar a média entre um e outro, calcular as compensações necessárias e… continuar a crescer e distribuir a riqueza gerada, possibilitando que todos os brasileiros tenham o direito de acessar as benesses que o mundo oferece.



Clique aqui para ler “Tudo o que você gostaria de saber sobre a Usina de Belo Monte, mas não sabia para quem perguntar”
 

ELEIÇÕES NA RUSSIA - COMUNISTAS TORNARAM-SE A 2ª MAIOR FORÇA ELEITORAL E PODEM VOLTAR AO PODER POR VIA DEMOCRÁTICA

http://www.telanon.info/wp-content/uploads/2011/05/sem_futuro_Medvedev_Dmitry_Putin.jpg

Partido de Putin perde 77 vagas; comunistas ampliam votação 

O partido governista da Rússia, do primeiro-ministro Vladimir Putin, conseguiu uma maioria bastante reduzida no Parlamento nesta segunda-feira (5), depois de uma eleição manchada por várias denúncias de fraude a favor da situação. O partido perdeu 77 cadeiras nesta disputa, demonstrando o crescente desgaste do líder que manteve o poder durante mais de uma década e tem planos para retornar à Presidência no próximo ano.

O partido Rússia Unida – de Putin – obteve 49,45% dos votos no domingo, em comparação aos 64% de quatro anos atrás. A legenda garantiu 238 dos 450 assentos na Duma, a câmara baixa do Parlamento, segundo resultados quase 100% apurados. Os números representam uma perda de 77 vagas e da maioria de dois terços que o partido havia conseguido em 2007 e que permitia promover mudanças na Constituição sem grandes problemas.
O partido recebeu quase um terço de votos a menos do que em 2007, no pior revés eleitoral para Putin desde assumiu o poder em 1999. Foram 15 milhões a menos de votos.
O chefe da Comissão Eleitoral, Vladimir Churov, afirmou que, com 96% dos votos apurados, o Partido Comunista ficou em segundo lugar nas eleições, com 19,2% dos votos e 92 cadeiras. O Rússia Justa ficou em terceiro com 13,2% dos votos e 64 cadeiras, enquanto o nacionalista Partido Liberal Democrático conquistou 11,7% da votação e 56 lugares no Parlamento.
Denúncias
Mesmo este resultado já tão desfavorável ao Rússia Unida tem sido questionado por observadores internacionais e pela oposição. Todos apontam que os votos teriam sido inflacionados a favor da formação atualmente no poder. Os observadores afirmam que as eleições foram tendenciosas e favoreceram o partido governista, além de terem sido alvo de aparentes manipulações, incluindo introdução de votos nas urnas.

http://gdb.rferl.org/F996D5D8-9656-4669-926A-92661C554847_mw800_mh600.jpg

Já o Partido Comunista – que amplia sua representação de 57 para 92 assentos – afirmou que a eleição foi a mais suja desde o fim da União Soviética, em 1991. O líder comunista, Gennady Zyuganov (foto acima), denunciou que o partido governista sofreu uma "derrota arrasadora" nas eleições parlamentares de domingo, mas lhe deram até 15% de votos além dos que realmente obteve.
"As eleições foram absolutamente ilegítimas, tanto do ponto de vista jurídico quanto moral", afirmou Zyuganov em entrevista coletiva.
O político, que lidera a segunda força mais votada nas eleições legislativas, afirma que o partido Rússia Unida obteve 49,54% dos votos de acordo com os resultados oficiais não definitivos, mas foram "acrescentados entre 12 e 15%".
http://www.sptimes.ru/archive/img/1652/1652_05_Filonov%20Protest%20Com%20Zyuganov%2011.jpg


Zyuganov acrescentou que o Partido Comunista da Rússia vai defender "na rua e no âmbito jurídico" a votação obtida por sua formação no pleito. Ele anunciou que recorrerão dos resultados de pelo menos 1.600 colégios eleitorais, onde as atas não correspondem com o cômputo paralelo realizado pelos observadores comunistas.
"Apesar do roubo de votos, dobramos nossa representação parlamentar. Os 90 mandatos nos dão a possibilidade de colocar uma série de iniciativas, incluindo a apresentação de uma moção de censura ao governo", afirma.
De acordo com os resultados oficiais não definitivos, os comunistas alcançaram quase o dobro dos votos obtidos há quatro anos.

Kassab segura verba de combate a enchentes

Quem vota num cara desses merece pasar por isso


Spresso SP 

O prefeito gastou apenas 8,3% da verba destinada à prevenção de enchentes e diz que a cidade está preparada para as chuvas de verão

A verba destinada para evitar os estragos das enchentes foi alvo da economia do prefeito Kassab em 2011. Segundo os dados da execução orçamentária atual, da verba destinada para evitar enchentes, a prefeitura reservou 22% e, dessa verba, somente 8,3% foram gastos efetivamente, o que equivale a apenas R$ 57,1 milhões de um total de R$ 683 milhões destinados a planos de preveção de enchentes.

No mês de outubro, durante vistorias às obras das galerias de águas pluviais da Água Branca, zona Oeste, Kassab afirmou que as demais metas previstas no orçamento deste ano ficarão para 2012, mas que, apesar disso, a cidade está “bem preparada”.

Os serviços mais prejudicados pelo baixo investimento estão relacionados à drenagem das águas das chuvas e à limpeza mecânica de córregos. Áreas que normalmente alagam, como a Bacia do Anhagabaú, no centro de São Paulo, ainda não tiveram as obras concluídas. De acordo com informações da Agenda 2012 do prefeito, as metas para a regularização de vazão, recuperação e reforço da rede de galerias pluviais no local tiveram licitação original revogada. As obras não passaram da fase do projeto e ainda está em estudo nova solução de engenharia para a conclusão do trabalho.

O Piscinão dos Machados, no bairro de São Mateus, ainda está em processo de edital e licitação. O Córrego Verde, do bairro de Pinheiros, parou na fase de desapropriação do imóvel, pois o Ministério Público Estadual acusa o projeto de falta de licenciamento ambiental. A bacia dos córregos Paraguai e das Éguas, na Vila Mariana, ainda está em fase de projeto, sem edital ou licitação. De nove obras de bacias, córregos e controle de vazão, cinco delas têm previsão de conclusão em dezembro de 2012, próximo ao fim de mandato de Kassab.
*cappacete

Cristão não consegue justificar seu dogma


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