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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quinta-feira, dezembro 08, 2011

Fique sabendo: O DEM muda discurso 

“O DEM criou o Bolsa Família”

Vivendo o outono de sua vida política, ainda vivo, mas respirando por aparelhos, o partido do senador Demóstenes Torres muda o discurso.

Saiu no blog Amigos do Presidente

Por muitos anos, o discurso do DEM que sempre apoiou o PSDB, era;O Bolsa-família é uma esmola! O Bolsa-família é assistencialismo! O Bolsa-família é demagogia! O Bolsa-Família é um programa eleitoreiro....
Ver mais:

A liberdade de (ex)pressão de uma mídia decadente

Em algum momento entre o segundo mandato de FHC e a vitória em 2002, o PT compreendeu que a miscigenação política era inevitável e abriu-se para as alianças que finalmente conduziram Lula ao Palácio do Planalto. Se os dissidentes do PSOL de Heloísa Helena vivem hoje no limbo da política, devem isso a uma espécie de esquerdismo infantil que não virou o milênio. Atualmente, para a saúde da governabilidade, as alianças são vitais. Mesmo que os aliados sejam quase intragáveis ou eventualmente se transformem em escorpiões venenosos.


O custo-benefício das alianças petistas dos últimos 10 anos está aí. Contabilizando-se perdas e danos, o governo Lula-Dilma mudou o Brasil para melhor, dando esperança para milhões de brasileiros excluídos durante séculos. Isso é fato incontestável, reconhecido mundialmente.


À partir de 2005, quando a imprensa das elites vestiu-se de partido político, criou um bolo feito com farinha de caixa 2 de campanha eleitoral e o batizou de “mensalão”, qualquer repórterzinho vadio revira as cestas de lixo do passado, retira papéis amassados e os reveste de algum ineditismo que serve aos propósitos do seu patrão. Na terra sem lei que tornaram-se as redações dos jornalões, a justiça é literalmente cega e a “liberdade de expressão” garante a liberdade de mentir, deturpar os fatos, acusar sem provas, desqualificar e chacinar oponentes à vontade. A liberdade de expressão justifica até a invasão do quarto de hotel de um cidadão para plantar provas que sirvam de matéria prima para mais um “escândalo”. Além disso, neste puteiro jornalístico há a liberdade de omitir: falam o que querem e calam, também, no que querem. Em nada lembram a “concessão de utilidade pública” que a Constituição Brasileira os obriga a ser.


Não há espaço para a verdade nesta terra sem marco regulatório das comunicações. É um insulto aos brasileiros, a facilidade com que os governos paulistas obstruem qualquer investigação em sua roupa suja com a conivência descarada da imprensa parceira e umbilical. Já virou refrão: nenhum político do PSDB é corrupto ou merece ser investigado; nenhuma das obras faraônicas que se arrastam há vários mandatos em São Paulo tem alguma irregularidadezinha sequer; obras de bilhões de reais, sobrefaturadas seguidamente, sem nenhum centavo desviado. Para o PiG, não existem corruptores, só corruptos. E, em caso de acidente de percurso envolvendo algum “parceiro”, há o socorro instantâneo, capaz de produzir dois Habeas Corpus em menos de 48 horas.


Na ditadura midiática do PiG, qualquer cidadão pode ser acusado de alguma irregularidade num piscar de olhos. Com a lentidão de lesma perneta no andamento dos processos, o desgraçado levaria décadas para provar sua inocência, perdendo-se no labirinto surreal do judiciário, suas instâncias, recursos, apelações e todas as abobrinhas relacionadas. Isso sem falarmos no campo moral e ético onde, mesmo estritamente dentro da lei, pode ser acusado, julgado e condenado à revelia dos juízes.


Deixando paixão ou mágoa de lado, em que resultaram as trocas seguidas de ministros do governo Dilma?


Excluindo-se o caso de Orlando Silva – que expôs a ostensiva falta de escrúpulos da oposição e sua mídia ao darem crédito a um criminoso trazido ao Congresso Nacional para fraudar a verdade – os substitutos parecem ser melhores que os substituídos.


Fala-se de paralisia do governo, que Dilma está ou caminha para ser acuada peloPiG. Será mesmo? Uma mulher que passou por tudo que ela passou e chegou onde está, vai assistir ao cêrco ao seu governo passivamente? Ou será que, acuada, vira onça e leva a voto o texto do Marco Regulatório talhado na Constituição Brasileira desde 1988? A ver.


Até agora, a troca de ministros não desfigurou o governo, não mudou rumos nem resultou em concessões à oposição. Os ministérios têm metas estabelecidas, afinadas com o plano de governo do terceiro mandato petista. Trocar o comando de um ministério não modifica seu roteiro.


É claro que é odioso ver a facilidade com que o PiG consegue derrubar um ministro. É claro, também, que é decepcionante descobrir que o ministro esteve ou está vinculado a algum tipo de irregularidade. Porque somos guiados por ideais de justiça social e desejamos que milhões de brasileiros finalmente obtenham a cidadania que as elites lhes negaram por séculos. Receamos que o PiG consiga realizar seu objetivo maior, sua razão de existir. Sabemos também – as notícias pioram dia após dia – que a crise econômica mundial é resultado da falência de um modelo capitalista voraz, baseado na libertinagem financeira neoliberal, eterno hino do PSDB. Por tudo isso, depositamos nossas esperanças no governo do PT que é aquele que mais se aproxima do possível, embora esteja muito distante, ainda, do ideal.


O PiG omite, sistematicamente, as realizações do governo petista no intuito de diminuí-lo. Resta-nos acessar o Blog do Planalto para saber que, longe de qualquer paralisação, há muita ação governamental e muitas realizações. Eis alguns exemplos que a mídia esconde porque não consegue desqualificar:


O PAC 1, já tem 94% de seus projetos concluídos; o ProUni já alcançou 5,95 milhões de matrículas; a redução do desmatamento da Amazônia é uma constante que Marina Silva nem chegou perto de alcançar quando ministra de Lula; o programa Brasil Sem Miséria caminha para resgatar, até 2014, 16,5 milhões de brasileiros que vivem na indigência; o Pronatec já garantiu verbas que vão gerar escolas técnicas e capacitar mais de 15 milhões de jovens; o Enem que bate recordes anualmente, chegou a 4 milhões de provas este ano e coloca centenas de milhares de pobres nas universidades federais. Há ainda a reativação da Indústria Naval, o Minha Casa, Minha Vida, o Bolsa Família


Pergunte aos beneficiarios de todas essas ações se estão interessados na troca do ministro fulano de tal… Obviamente que não lhes interessam os problemas “internos” do governo Dilma. Afinal, ela foi eleita, inclusive, para resolvê-los.


Publicar factóides, desprovidos de qualquer fundamento na capa de um jornal ou revista, não os tornará reais. Nós, que passamos boa parte de nossos dias acompanhando os movimentos do PiG, somatizamos. Mas, quem mais leva-o a sério? Podem atingir parte da classe média mais propensa a engolir tudo que se fala contra o PT, mas não convencerão o povo que suas conquistas são ilusão.


Outro delírio que qualquer estatística, mesmo que superficial derruba: classificar os ministros que caíram como “herança maldita” de Lula. Quantas vezes será preciso repetir? Dilma é Lula, Lula é Dilma. O Brasil segue nos trilhos do MESMO projeto de governo. E se há herança, ela é extremamente benigna: basta comparar o país que Lula recebeu com aquele que entregou. Tabelas e gráficos tratando disso, muito bem embasados, encontram-se aos montes na Internet.


Vem aí a reforma ministerial. Deveriam, eles sim, a base aliada, cuidar de seus quintais escolhendo melhor seus quadros. Porque é gritante a intenção do PiG de enfraquecer e/ou derrubar a presidenta começando por desconstruir a base aliada que é sua sustentação.


O governo Dilma está longe de enfraquecer. Até agora, nenhum partido rompeu aliança. As pesquisas mostram que a presidenta se mantém estável e, por mais que o PiG tente, o sentimento popular é o de que a presidenta continua a desfazer-se das “maçãs podres” sem hesitar. O que é absolutamente verdadeiro. Seu governo é reconhecidamente eficiente. Agrada ao povo, aos empresários, mostra total controle sobre a inflação e os perigos da crise internacional. Enfim, as metas seguem o cronograma sem abalos.


E mais: pensam que Lula está paralisado numa cama de hospital comendo papinha? O “cara” está muito vivo e esperto. Enquanto eles brincam de derrubar peão e filmar para ter o que mostrar nos programas eleitorais da TV, Lula prepara mais um cheque-mate ao seu rei em São Paulo. Jogada que começará em 2012 e os atingirá em cheio em 2014. Quem viver, novamente verá.

Há dois aspectos interligados que corroem implacavelmente o PiG. Definha dia-a-dia em audiência que a Internet e outras mídias lhe roubam. Consequentemente, definha em publicidade e demite funcionários. Só há uma coisa que cresce para o PiG: a cada dia, mais gente entende e adota a definição da qual jamais se livrará: é e sempre será o Partido da Imprensa Golpista.


*Oterrordonordeste

Combate ao crack e outras drogas terá R$ 4bi

Combate ao crack e outras drogas terá R$ 4bi


O governo federal lançou hoje um conjunto de ações para enfrentar o crack e outras drogas. Com investimento de R$ 4 bilhões, as medidas pretendem aumentar a oferta de tratamento de saúde aos usuários de drogas, enfrentar o tráfico e as organizações criminosas, e ampliar ações de prevenção. Com o mote Crack, é possível vencer, as ações estão estruturadas em três eixos: cuidado, autoridade e prevenção.
O Eixo Cuidado prevê a ampliação e qualificação da rede de atenção à saúde voltada aos usuários. Serão criadas enfermarias especializadas nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimentos e internações de curta duração durante crises de abstinência e em casos de intoxicações graves. Até 2014, o Ministério da Saúde vai repassar recursos para que estados e municípios criem 2.462 leitos nessas enfermarias especializadas. Para isso, o valor da diária de internação crescerá 250% – de R$ 57 para até R$ 200. Ao todo, serão investidos R$ 670,6 milhões.
Outra ação prevista no Eixo Cuidado é a criação de 308 consultórios de rua para atendimento nos locais onde há maior incidência de consumo de crack. As equipes serão compostas por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. A ação, que terá recursos de R$ 152,4 milhões, atenderá municípios com mais de 100 mil habitantes. Os recursos já estão disponíveis e aguardam apenas a adesão dos municípios.
Já os Centros de Atenção Psicossocial para Álcool e Drogas (CAPSad) passarão a funcionar 24 horas por dia, 7 dias por semana. Até 2014, serão 175 unidades em todo o país. Cada centro oferecerá tratamento continuado para até 400 pessoas por mês.
O atendimento será reforçado também pela criação de Unidades de Acolhimento, que cuidarão em regime residencial por até seis meses, para manutenção da estabilidade clínica e o controle da abstinência. Para o público adulto, serão criados 408 estabelecimentos, com investimentos de R$ 265,7 milhões até 2014. Já para o acolhimento infanto-juvenil, serão 166 pontos exclusivos para o público de 10 a 18 anos de idade, com investimento de R$ 128,8 milhões.
Autoridade
As ações policiais de repressão ao tráfico de drogas serão realizadas nas fronteiras e nas áreas de uso de drogas. Serão intensificadas as ações de inteligência e de investigação para identificar e prender os traficantes, bem como desarticular organizações criminosas que atuam no tráfico. O contingente das Polícias Federal e Rodoviária Federal será reforçado com contratação de mais de dois mil novos policiais.
Está prevista também a implementação de policiamento ostensivo e de proximidade nas áreas de concentração de uso de drogas, onde serão instaladas câmeras de videomonitoramento fixo. A expectativa é que a utilização de câmeras contribua para inibir a prática de crimes, principalmente o tráfico de drogas.
O governo federal também encaminhará ao Congresso Nacional projeto de lei que altera o Código de Processo Penal e a Lei de Drogas para acelerar a destruição de entorpecentes apreendidos pela polícia e agilizar o leilão de bens utilizados para o tráfico. Também será enviada proposta que institui o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais e sobre Drogas.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, explicou que o governo federal não dispõe de informações precisas sobre a violência no país. Os dados mais recentes sobre criminalidade, segundo ele, são de 2008.
“Não posso traçar políticas consistentes com três anos de atraso. É chegada a hora de termos um sistema nacional que tenha essas informações, que faça essas estatísticas. Não é simples fazer isso, porque os dados são coletados pelos estados com padrões metodológicos diversos. Essa lei pretende unificar essas informações.”
Dentro do Eixo Autoridade, também foi anunciado o apoio aos projetos de lei, em tramitação na Câmara dos Deputados, que tipifica o crime de participação em organização criminosa e que agiliza o processo de extradição. O governo também formalizou o apoio ao projeto de lei já aprovado pela Câmara e em tramitação no Senado, que acaba com a lista de específica de crimes antecedentes para se caracterizar a prática de lavagem de dinheiro.
Prevenção
O Programa de Prevenção do Uso de Drogas na Escola prevê a capacitação de 210 mil educadores e 3,3 mil policiais militares para prevenção do uso de drogas em 42 mil escolas públicas. Estima-se que serão beneficiados 2,8 milhões de alunos por ano. Já o Programa de Prevenção na Comunidade pretende capacitar 170 mil líderes comunitários até 2014.
Está prevista ainda a realização de campanhas para informar, orientar e prevenir a população sobre o uso do crack e de outras drogas. O serviço de atendimento telefônico gratuito de orientação e informação sobre drogas VivaVoz passará para o número 132, para facilitar o acesso ao cidadão. Além disso, o Portal Enfrentando o Crack reúne as informações sobre o tema e está disponível emwww.brasil.gov.br/enfrentandoocrack.

Europa joga democracia na lata do lixo

[...] tecnocratas assumem o poder 

 Analisemos agora o segundo ator importante no quadro das democracias contemporâneas: o tecnocrata. De início, é oportuno lembrar que não há mais no planeta brilhantes estrelas da política. O painel político da humanidade locupleta-se de figurantes sem o glamour de líderes que marcaram presença na História. Os tempos são outros. Queixumes se ouvem nas praças do mundo: quem lembra a sabedoria e o tino de figuras portentosas como De Gaulle, Churchill e mesmo Margaret Thatcher ou Willy Brandt?
      
Os conflitos até aqui, o foco era a geopolítica, cedem lugar às lutas internas contra o dragão que devasta as finanças e corrói os Tesouros. É natural, pois, que o perfil do momento seja o reinado nos salões da tecnocracia. Aliás, o termo vem a calhar nestes tempos de insegurança, eis que agrega habilidade (tekné) ao poder (krátos). Isso é o que se espera dos "solucionadores de problemas", entre eles, Mario Monti, novo primeiro-ministro italiano, e Lucas Papademos, que domina a planilha de contas, mas parece perdido diante dos cofres vazios da Grécia.
       
Afinal, o tecnocrata faz mal à democracia? A pergunta está no ar desde a queda do Muro de Berlim, no vácuo deixado pelo desvanecimento das ideologias e pela pasteurização partidária. De lá para cá, governos esvaziaram seus compartimentos doutrinários, preenchendo-os com quadros burocráticos e apetrechos técnicos para obter eficiência e eficácia.
        
A política deixou de ser uma unidade autônoma, porquanto passou a depender de mais duas hierarquias: a alta administração do Estado e os negócios. Esse é o feitio dos modernos sistemas democráticos. E é essa modelagem que explica manifestações radicais das massas em quadrantes diferentes do planeta. Busca-se um salvador da pátria, seja ele socialista, populista, liberal, conservador de direita, tecnocrata ou intelectual.
G. Torquato
*Briguilino

A mídia golpista e o sindicalismo

Por Augusto Petta, no sítio da CTB:

Quando cursei Ciências Sociais, no final da década de 60, várias frases de Marx me chamavam a atenção. Uma delas é a seguinte: “As idéias dominantes de uma época são as idéias das classes dominantes”. Seja em regimes ditatoriais ou democráticos, no sistema capitalista, as idéias burguesas têm hegemonia. Isto não quer dizer que as idéias do proletariado ficam totalmente massacradas e sem possibilidade alguma de manifestação. O que ocorre é que há uma luta ideológica e quanto mais a classe trabalhadora conquista espaço no terreno das idéias que expressam seus interesses, maiores as possibilidades de conquistar seu objetivo estratégico, o socialismo.

TER CABELO CRESPO É...

 1-Ter de aturar sempre alguém querendo tocar no seu cabelo (geralmente desconhecidos).
2- Ser chamada/conhecida por nomes de artistas com o mesmo tipo de cabelo.
3-As pessoas acharem que você tem por obrigação curtir Reggae, "Aposto que você curte um Bob Marley, um baseado..."

4-Algum parente distante (ou muuuuito próximo) perguntar: "Quando você vai alisar?
" 5-Você ter que camuflá-lo, fazer escova e até ser mais radical e alisá-lo só para poder ser aceita no mercado de trabalho. Pois nosso tipo de cabelo muitas vezes é visto como cabelo mal cuidado, fora dos padrões, RUIM!
6-Lavar com shampoo, condicionador,
desembaraçar com os dedos, hidratar, passar leave-in, amassar, secar com toalhas próprias e ainda ter de ouvir que seu cabelo é muuuito prático "molhou & balançou" tá pronto! (isso quando não pensam que você nem lava e que você tem piolhos)
7-Ouvir que seu cabelo parece de palhaço, e se for vermelho ou algo parecido com esse tom então, prepare-se: você é o Ronald Mcdonalds. Sem contar nos apelidinhos menos poéticos como: assolan, árvore, cotonete de orelhão, capacete e etc.
8-Ficar p* da vida com o fator encolhimento.
9-Ter de aprender na marra a cortar e cuidar do seu próprio cabelo. Pois não existem muitos profissionais capacitados para lidar com esse "tipo" de cabelo.
10-Você finalmente encontrar "O" produto de cabelo, ser caro, você comprar mesmo assim. Ele super funcionar no começo e você não viver mais sem, depois como num passe de mágica... ele perder o efeito!
11-Pessoas perguntando se é peruca.
12-Sempre ouvir pessoas de cabelo liso e/ou alisado falando: "Queria ter o cabelo igual ao seu!" (se quer encrespa, oras!) 13-Você gastar 3 horas tentanto fazer o penteado afro "baphônico" que você viu num tutorial do youtube, e no fim ficar uma merda!
14-Ouvir o tio calvo falar que já usou esse tipo de cabelo no passado e você tentar imaginar como ele era.
15-Ficar com muita raiva quando descobre que alguém está usando os seus melhores produtos de cabelo.

16-Ter que ouvir que seu cabelo não é natural pelo simples fato de você tê-lo pintado, feito mechas e afins.
17-Sempre achar que o cabelo crespo das outras mulheres é mais bonito e brilha mais que o seu.
18-Testar um super penteado num dia despretensioso e na hora de executá-lo pra arrasar num evento, não dar certo.
19-Ver um espelho, checar o black e dar aquela minusciosa passada de mão, ajeitando para o alto.
20-Ser a única na festinha de aniversário a não usar chapéu.
21-Ser o centro das atenções por onde passa.
22-Ter receio de ir com o cabelo solto ao cinema.
23-Apesar disso tudo ter paciência, não ligar para o que falam ou pensam, e amar o seu cabelo crespo assim como Deus te deu. Cada dia mais e mais!

Kassab descumpre promessa com catadores

Bem ao seu estilo, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab descumpre mais uma promessa aos “diferenciados” da capital paulistana, os catadores de material reciclável, e não entrega o galpão que havia prometido.
Reportagem da Rede Brasil Atual informa que os catadores de material reciclável da Granja Julieta, zona sul da capital paulista, continuam a luta por um espaço adequado para trabalhar. Após inúmeras manifestações para cobrar da Prefeitura de São Paulo um novo local, o prefeito Gilberto Kassab assumiu o compromisso de oferecer, no mês de agosto, um galpão para os trabalhadores. Apesar de a decisão ter sido publicada no Diário Oficial em 15 de outubro, a Prefeitura informou à cooperativa que o proprietário do imóvel prometido havia desistido de alugar o galpão e que não há previsão para que outro espaço seja providenciado.
Partindo de quem vem, não é de se estranhar o descumprimento da promessa. Bem ao estilo dos governantes de São Paulo nas duas últimas décadas.
Por: Eliseu
*OCarcará

Marta amplia apoios para lei anti homofobia

                             Marta amplia apoios para lei anti homofobia Foto: Felipe L. Gonçalves/Edição/247

Senadora fez modificações em projeto original de lei que criminaliza o preconceito aos gays; intenção foi aumentar áreas de consenso; crítica de cunho religioso, como as feitas pela Igreja Universal, do pastor Crivella, não são vedadas no novo texto; “só podemos dar um passo à frente de cada vez”, justifica a relatora; votação marcada para esta quinta

Evam Sena_247, em Brasília – O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122, que criminaliza a homofobia, está na pauta de votação da Comissão de Direitos Humanos do Senado (CDH) para a próxima quinta-feira, 8. Desde a divulgação de sua última versão pela senadora relatora Marta Suplicy (PT-SP), ele tem sido contestado pelo próprio movimento LGBT, que o acusa de “inócuo”. “Eles irão perceber que, do jeito que ficou, o projeto tem condições de ser aprovado e é um grande avanço social”, defende Marta. “Sem as alterações, simplesmente não conseguiríamos maioria”. Entre o texto apresentado na segunda-feira 5 por Marta e a proposta aprovada na Comissão de Assuntos Sociais do Senado em 2009, há algumas diferenças que, para a relatora, deixam a lei mais específica. Em vez de ampliar a Lei de Crimes Raciais (7.716/89), o projeto de lei de Marta cria uma lei específica para a descriminação de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero, que seria chamada Lei Alexandre Ivo, em referência ao jovem de 14 anos assassinado ano passado por homofobia.
Ficaram especificados os atos puníveis como discriminação no mercado de trabalho, nas relações de consumo e na prestação de serviços públicos por homofobia. Marta também propõe acrescentar a homofobia nas agravantes do Código Penal. Desta forma, o crime de homicídio, se for motivado por discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero, será classificado como qualificado, cuja pena é maior. Nos casos de lesão corporal, exposição ao perigo, injúria e incitação ao crime, se forem motivados por homofobia, a pena aumentar em um terço, chegando a detenção de até três anos.
A concessão mais polêmica feita no novo PLC 122 é a isenção das punições se a manifestação homofóbica for decorrente da fé. “Não podemos ignorar que muitas religiões consideram a prática homossexual uma conduta a ser evitada. Não podemos nos esquecer do princípio da liberdade religiosa, segundo o qual é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida a proteção aos locais de culto e suas liturgias”, disse Marta.
O contraponto, segundo a relatora, é a manutenção de artigo que criminaliza também a indução a pratica de violência por homofobia. Segundo Marta, esse dispositivo tem o apoio do senador e bispo da Igreja Universa,l Marcelo Crivela (PRB-RJ). “[Esse artigo] vai tornar menos agressivas algumas falas que nós escutamos contra homossexuais, e vai inibir algum tipo de expressão extremamente negativa. Vai ser muito difícil obter condenação, o que traz proteção aos religiosos, mas [o artigo] vai inibir de se falar”, disse Marta à imprensa.
Outra crítica do movimento LGBT é a retirada da garantia de que casais homoafetivos poderiam demonstrar afetividade em locais públicos ou privados abertos sem que fossem impedidos ou restringidos.
O novo PL contra Homofobia foi elaborado por Marta, com a ajuda do presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Transexuais, Travestis e Transgêneros), Toni Reis; do senador Marcelo Crivella, da Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) e do líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO). Demóstenes foi convidado para ser o relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), para onde seguirá se for aprovado na CDH.
“Não é o projeto ideal, mas também não temos a força ideal”, comentou Toni Reis sobre o texto atual, pedindo calma à militância. Em sua defesa, a senadora afirma que, com as mudanças, o projeto tem chance  de ser aprovado. “Se conseguirmos aprovar, nós vamos dar um passo adiante do que temos hoje, um passo do que é possível construir com esses senadores que temos, com esse ambiente que vivemos. Se nós formos esperar para ter um consenso para poder aprovar o PLC 122 original, aqui ele não tem nenhuma condição de passar”, afirmou.
O novo texto abriu uma cisão no próprio Congresso, na Frente Parlamentar LGBT. O presidente do grupo de parlamentares, deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), classificou o projeto como “inócuo” e “fingimento político”, e prometeu alterações quando ele voltar para a Câmara, onde teve origem e foi aprovado em 2006. “Na Câmara, poderão tentar fazer um texto mais de acordo com o que o segmento deseja - acho que é tão difícil quanto aqui - ou aprovar o que foi aprovado aqui e propor um novo [projeto], que faça outro avanço”, defendeu Marta.
Os deputados da frente reclamam que suas reivindicações não foram atendidas. Marta apresentou à frente uma proposta em setembro. Segundo Wyllys, as sugestões foram ignoradas. “Não podemos acatar um texto inócuo como o que está em pauta e que não leve em consideração as demandas justo da parcela da população da qual ele diz respeito”, afirmou o deputado.
Militantes gays independentes se organizam para protestar contra a nova redação e realizam um “twitaço” com a hashtag #PLC122deverdade. Muitos acreditam que, se aprovada como está, a Lei contra Homofobia não vai sair do papel. Estão programadas manifestações durante a votação no Senado.
**Blogdoamoralnato

Movimento Occupy Wall Street dá apoio a moradores despejados nos EUA

occupy-casas

Manifestantes anti-Wall Street lançaram uma nova onda de ativismo na terça-feira (6), no momento em que cidades pelos Estados Unidos encerram os acampamentos de dois meses do movimento Ocuppy Wall Street. Agora eles começaram a dar apoio a proprietários que resistem ao despejo de suas casas retomadas por falta de pagamento das prestações.
Manifestantes se reuniram em frente a uma casa em um bairro decadente de São Francisco, enquanto na vizinha Oakland ocuparam uma propriedade desocupada pertencente a um banco e a ofereceram como abrigo para moradores de rua. Em Los Angeles, eles ajudaram um ex-integrante da Marinha a enviar seus pertences de volta à sua casa hipotecada.
Na Filadélfia, manifestantes disseram estar se aproximando de uma estratégia semelhante para focar a atenção do público nos grandes bancos e em outros financiadores que se beneficiaram dos pacotes de resgate do governo, pagos pelos impostos cobrados dos cidadãos, para depois negar-lhes o direito a permanecer nas casas hipotecadas.
A mudança na estratégia foi feita depois que autoridades em muitas cidades dos EUA, muitas vezes citando condições de saúde e segurança, começaram a desmontar os acampamentos de protestos que surgiram como parte do movimento Occupy, que critica a desigualdade econômica e os excessos do sistema financeiro americano.
"As pessoas estão se recusando a sair", disse Vivian Richardson, falando em frente a sua casa no bairro de São Francisco, onde está lutando contra o despejo.
- Hoje é o dia nacional de reocupar nossas casas.
Ativistas anunciaram uma série de ações coordenadas em diversas das grandes cidades, organizadas por dezenas de grupos defensores do direito à moradia. Algumas tentativas anteriores para ocupar propriedades retomadas em São Francisco fracassaram quando manifestantes foram expulsos pela polícia.
Em comunicado, a Aliança de Californianos para o Fortalecimento Comunitário afirmou que a ocupação de casas hipotecadas é "uma nova fronteira" para o movimento.
- Essas ações fazem parte do começo de uma nova fronteira para o movimento Occupy: a liberação de residências pertencentes a bancos para aqueles que precisam delas, e a defesa de famílias ameaçadas de execução hipotecária e despejo.