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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quinta-feira, dezembro 22, 2011

Chora Merdal, chora! Merval e os tucanos






Por Alexandre Figueiredo no Mingau de Aço

Merval Pereira foi chorar nos ombros de Carlos Alberto Sardenberg, seu coleguinha das Organizações Globo, na rádio CBN. Merval está fulo da vida com o sucesso do livro de seu ex-empregado Amaury Ribeiro Jr., A Privataria Tucana, que destrói os heróis sagrados do calunista da Globo.

O "imortal" até tentou forjar "superioridade", em artigo recente de O Globo, com pedantismo "legalista" e arrotando pretenso moralismo, tentando desqualificar "de forma nobre" o jornalista mineiro, que no entanto segue com as boas vendas do livro.

E, como quem deve teme, a histeria de Merval Pereira mostra o pânico em que ele e seus colegas se encontram diante dos escândalos envolvendo o tucanato nas denúncias fartamente documentadas sobre a farra financeira que se seguiu às privatizações do governo FHC. Merval deve ter sua fatia guardada naquela fortunalhada tucana das Ilhas Virgens.

A mídia tucana tenta fazer o possível para criar um espetáculo para distrair a opinião pública e evitar o sucesso pleno do trabalho de Amaury, que pode derrubar toda uma classe de tecnocratas que durante anos dominou o país.

Tem os chiliques de Merval Pereira e, certamente, de seus coleguinhas. Talvez a Miriam Leitão possa também disparar suas farpas contra o "livro de muito mau gosto" de Amaury. A Veja deve fazer os ataques mais violentos, deve se preparar para próximas artilharias, num trabalho paralelamente feito com sua edição conjunta de natal, retrospectiva e ano novo (tudo em minúsculas, porque, como toda megalomaníaca, Veja pensa pequeno).

A Folha de São Paulo, antes de Merval, também jogou pedras do escuro de suas redações contra Amaury, na tentativa de transformar o livro num fiasco. O Estadão deve ser mais "elegante" nos ataques, mas não menos duro. E a Rede Globo, com seu "novo" espetáculo jornalístico, com Patrícia Poeta e seu vozeirão substituindo o jeito maternal de Fátima Bernardes, tentará também mostrar sua pretensa superioridade diante do sucesso editorial de A Privataria Tucana.

Até mesmo a ex-VJ Soninha Francine - espécie de "Pedro Alexandre Sanches" da Era Lula - veio para socorrer o combalido José Serra, na medida em que este está acuado com as denúncias divulgadas e ainda com os fortes rumores de que estaria brigando com Aécio Neves e até com o "sertanejo pegador" Geraldo Alckmin.

E, fora do perímetro urbano do demotucanato, a velha mídia deve continuar distraindo o povão com popozudas, funqueiros, axézeiros, breganejos, com suas rádios FM, programas "populares" de TV e imprensa "popular" cheios de ninharias.

E como serão MC Leonardo e Pedro Alexandre Sanches, serviçais da velha mídia, diante do reconhecimento público do seu envolvimento com os barões midiáticos, ainda que indireto? Não se sabe, mas talvez nasça um Merval Pereira dentro deles tentando dizer que "nada tem a ver", que "cultura está acima das ideologias" e coisa e tal.

Só que esse papo de "acima das ideologias" o próprio Francis Fukuyama, ídolo de José Serra, Merval Pereira, Otávio Frias Filho e seus consortes, já disse muito em seus artigos sobre o "fim da história", muito antes dos "onze de setembro", das "primaveras árabes" e das "ocupações primeiro-mundanas' que mostram o quanto a História continua acontecendo.

A Privataria Tucana, definitivamente, tornou-se a "caixa de pandora" do Brasil atual. E muita coisa ainda vai acontecer por efeito desse livro.
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Relação dos deputados do PT que não assinaram a CPI da privataria

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Amigos e amigas, 

Abaixo, estão os deputados do PT que não assinaram a CPI da Privataria Tucana.  Os motivos de não assinarem? Não sei e penso que você nem sabe caro leitor, mas eles devem explicações. 

Se são tucanos disfarçados de PT? Ou são petistas disfarçados de Tucanos? Não, mas preciso provocá-los para entender as razões dessa omissão. Talvez até tenham justificativa. Não tinham canetas? Brincadeira. 

No entanto, eles devem explicações ao povo brasileiro, ao Brasil e principalmente aos eleitores e militantes petistas. 

Penso que CPI da Privataria Tucana é uma grande oportunidade de saber o tamanho da podridão das privatizações tucanas, com lavagem de dinheiro das propinas em paraísos fiscais. 

Ainda não me conformei com o desmonte do estado brasileiro durante os anos 90. Aquilo foi uma grande violência contra o povo brasileiro e o próprio Brasil, para não falar da maior roubalheira da história republicana. Isso porque sabemos como o Brasil foi saqueado durante o período monárquico. 

Portanto, abaixo está a relação dos deputados do PT, do meu partido, onde com muito suor e determinação doei parte da minha vida para transformar esse país em uma grande Nação. 

Se for preciso cortar na carne que seja assim. 
BENEDITA DA SILVA PT RJ  -    dep.beneditadasilva@camara.gov.br

CÂNDIDO VACCAREZZA PT SP  -    dep.candidovaccarezza@camara.gov.br (líder do governo Dilma)

CARLINHOS ALMEIDA PT SP  - dep.carlinhosalmeida@camara.gov.br 

DALVA FIGUEIREDO PT AP  - dep.dalvafigueiredo@camara.gov.br

DÉCIO LIMA PT SC  - dep.deciolima@camara.gov.br

EDSON SANTOS PT RJ - dep.edsonsantos@camara.gov.br

GILMAR MACHADO PT  - MG dep.gilmarmachado@camara.gov.br

JESUS RODRIGUES PT PI  -    dep.jesusrodrigues@camara.gov.br

JILMAR TATTO PT SP  - dep.jilmartatto@camara.gov.br

JOSÉ AIRTON PT CE - dep.joseairton@camara.gov.br

MARCO MAIA PT RS  - dep.marcomaia@camara.gov.br (presidente da Câmara) Observação da @bruxaOD: Marco Maia não pode assinar porque é presidente da Câmara dos Deputados

MIGUEL CORRÊA PT MG -    dep.miguelcorrea@camara.gov.br 

ODAIR CUNHA PT MG dep.odaircunha@camara.gov.br 

PAULO TEIXEIRA PT SP dep.pauloteixeira@camara.gov.br

PEDRO EUGÊNIO PT PE dep.pedroeugenio@camara.gov.br

RUI COSTA PT BA dep.ruicosta@camara.gov.br

SÉRGIO BARRADAS CARNEIRO PT BA dep.sergiobarradascarneiro@camara.gov.br

ZECA DIRCEU PT PR dep.zecadirceu@camara.gov.br

Cadê o Senador Alvaro CPI Dias?



CPI CPI CPI CPI  CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI
CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI 
*Justiceiradeesquerda

A falência do nosso sistema judiciário: Supremas razões



Por Wálter Maierovitch

O Supremo Tribunal Federal (STF) continua a surpreender a sociedade civil e a mostrar a falência do nosso sistema de Justiça. Um sistema a favorecer poderosos e potentes e a criar o caldo multiplicador da burguesia mafiosa. Nesta semana, dois fatos chamaram a atenção e foram protagonizados pelos ministros Cezar Peluso e Ricardo Lewandowski, ambos do STF.

Por iniciativa de 2 milhões de cidadãos votantes logrou-se chegar à Lei da Ficha Limpa. Por essa lei, não podem concorrer às eleições os condenados criminalmente por órgão judiciário colegiado e os que renunciaram a mandato parlamentar para arquivar, por perda de objeto, processo de cassação por conduta indecorosa. Antes da Ficha Limpa, existia a norma constitucional, Art. 15, III, a estabelecer a perda de direitos políticos aos definitivamente condenados criminalmente e enquanto durassem os efeitos da decisão. Com a Ficha Limpa criou-se um mecanismo complementar e salutar à luz do interesse social.

Medidas cautelares são bem conhecidas no Direito positivo de Estados democráticos: prisão preventiva, separação de corpos, alimentos provisionais, afastamento jurisdicional de magistrados etc. Jader Barbalho, em 2001, renunciou ao mandato de senador para evitar a cassação e futura inelegibilidade. Em 2010, Barbalho concorreu, pelo PMDB, ao Senado pelo Pará e, com 1,8 milhão de votos, encabeçou a lista dos eleitos. Diante da Lei da Ficha Limpa, não teve a posse deferida e foi ao STF.

Como se sabe, o julgamento, com o ministro Joaquim Barbosa sorteado como relator, terminou empatado. À época, a Corte estava desfalcada em razão de vaga aberta pela aposentadoria da ministra Ellen Gracie. O ministro Cezar Peluso, consoante entendimento externado quando de anterior e célebre julgamento do ex-governador Joaquim Roriz, não quis, com relação a Barbalho, votar duas vezes. Voltou a entender inconstitucional prerrogativa do Regime Interno do STF que contempla o “voto de qualidade”, espécie de voto de Minerva. Em resumo, o processo de Barbalho ficou suspenso até a posse da nova ministra, a completar a composição do STF. Como o primeiro suplente de senador também estava impedido, assumiu Marinor Brito, do PSOL.

Poucos dias atrás, uma cúpula de caciques do PMDB marcou audiência com Peluso. Uma audiência precedida de telefonemas do vice-presidente Michel Temer e do presidente José Sarney, como revelou a Folha de S.Paulo. Temer e Sarney apoiaram a reivindicação a ser transmitida a Peluso no encontro com os senadores Renan Calheiros, Romero Jucá, Valdir Raupp e o deputado federal Henrique Eduardo Alves. Além do caso Jader Barbalho, foi tratada a questão do reajuste dos vencimentos dos ministros do STF e do funcionalismo do Judiciário, cujos processos legislativos estão em curso.

Na sessão de julgamento da quarta-feira 14, o ministro Peluso, com a ausência do relator Joaquim Barbosa em razão do seu crônico mal na coluna vertebral e ainda com a cadeira deixada vaga por Ellen Gracie, colocou em julgamento o caso de Barbalho, que não estava em pauta e se encontra suspenso. Peluso, quando da reunião com o vértice do PMDB, sugeriu a apresentação de uma petição com pedido de voto de qualidade (desempate).

O voto de qualidade de Peluso determinou a posse de Barbalho, com entendimento, já sufragado em outro caso, de inaplicável a Lei da Ficha Limpa às eleições de 2010. Quando se negou a dar voto de desempate nos autos do caso Roriz, o ministro Peluso afirmou, pela televisão e urbi et urbe, que só um déspota usaria do tal voto de qualidade.

A pressão do PMDB, a ameaça de atraso na aprovação da ministra indicada, a questão dos reajustes e o precedente de não se aplicar a Lei da Ficha Limpa às eleições de 2010 levaram, ao que parece, o ministro Peluso a praticar um ato despótico. E como um déspota esclarecido deu as costas para 2 milhões de cidadãos votantes que tomaram a iniciativa de propor cláusulas de barreira a candidatos. Não se sabe qual seria o voto de Rosa Maria Weber, escolhida pela presidenta Dilma. Na Comissão de Justiça, ela não soube responder a questões sobre Direito Civil e Criminal, pois é especializada em Direito do Trabalho. Mas, comoprometeu que ia estudar e apreender (a esta altura do campeonato!), poderia chegar a uma conclusão diversa da posta por Peluso e em favor de Barbalho.

Por outro lado, coube ao ministro Lewandowski, em entrevista, alertar que o chamado “processo do mensalão” poderá findar sem julgamento do mérito, pela extinção de punibilidades em razão de prescrições de pretensões punitivas. Num sistema adequado de Justiça, jamais, em caso tão polêmico, se deixaria de apreciar o mérito, absolvendo-se ou condenando-se. O atraso, pelo decurso do tempo, leva à prescrição, pois não é justo a eternização de processos criminais. Mas o apelidado mensalão gerou processo de instância única, por força do princípio do foro privilegiado. Assim mesmo vai prescrever, como vaticinou Lewandowski. Para lembrar o canto de Moraes Moreira, “la vem o Brasil descendo a ladeira”.

 
 
Biliscado no Terra Brasilis
 

O mau exemplo vem de cima:Ministro do Supremo teria se beneficiado ao paralisar inspeção do CNJ


Da Redação Sul 21
 
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, suspendeu inspeção feita pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na folha de pagamento do Tribunal de Justiça de São Paulo. De acordo com matéria divulgada no jornal Folha de S. Paulo, a motivação da decisão pode ser viciada, já que o próprio Lewandowski recebeu os pagamentos sob investigação, feitos a todos os desembargadores na década de 90. Depois da divulgação da suspensão, até o presidente do STF, Cezar Peluso, emitiu uma nota para defender a decisão de Lewandowski.
O CNJ iniciou em novembro uma inspeção no TJ paulista para investigar pagamentos que magistrados teriam recebido indevidamente junto com seus salários e examinar a evolução patrimonial de alguns deles, que seria incompatível com sua renda. Um dos pagamentos que estão sendo examinados é associado à pendência salarial da década de 90, quando o auxílio moradia, que então era pago apenas a deputados e senadores, foi estendido a magistrados de todo o país.
Em São Paulo, 17 desembargadores receberam pagamentos individuais de quase R$ 1 milhão de uma só vez, e na frente de outros juízes que também tinham direito a diferenças. Tanto Peluso quanto Lewandowski afirmam ter recebido menos do que esse valor.
O próprio ministro Peluso — que, como Lewandowski, foi desembargador do TJ paulista — recebeu recursos no valor de R$ 700 mil. Peluso considera que, apesar dos recebimentos, nem ele nem Lewandowski estão impedidos de julgar ações sobre o tema porque os ministros do STF não se sujeitam ao CNJ.
Lewandowski afirmou, por meio de sua assessoria, que se lembra de ter recebido seu dinheiro em parcelas, como todos os outros. Ele também ressaltou que o próprio STF reconheceu que os desembargadores tinham direito à verba, que é declarada no Imposto de Renda.
A corregedoria tem deixado claro desde o início das inspeções que não está investigando ministros do STF, e sim procedimentos dos tribunais no pagamento dos passivos da década de 90. Ou seja, quem está sob investigação são os tribunais, e não os magistrados.
O órgão afirmou nesta terça-feira (20) ainda, por meio de nota, que não quebrou o sigilo dos juízes e informou que em suas inspeções “deve ter acesso aos dados relativos à declarações de bens e à folha de pagamento, como órgão de controle, assim como tem acesso o próprio tribunal”.
Liminar concedida na segunda-feira (19) pelo ministro Marco Aurélio Mello impede que o conselho investigue juízes antes que os tribunais onde eles atuam analisem sua conduta –o que, na prática, suspendeu todas as apurações abertas por iniciativa do CNJ.

Deleite Rap criolo do Chico


*HistóriaVermelha

Se o Presidente da Câmara, deputado Marco Maia não instalar a CPI da corrupção de José Serra e gangue, nunca mais voto no PT nem para presidente da república. Mudarei de lado e votarei no corrupto PSDB e vou começar a elogiar a imprensa golpista brasileira, meus ídolos serão Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes e vou fazer uma assinatura da "Veja"

Kassab rifou Serra? Leu o livro-bomba? 

 

Por Altamiro Borges

Numa longa entrevista à Folha, o prefeito Gilberto Kassab, chefão do recém-criado PSD, deu a impressão de que está rifando seu criador, o tucano José Serra. Apesar das juras de amor, ele garantiu que o ex-governador não quer ser candidato à prefeitura da capital e que seu partido, portanto, poderá ter candidato próprio. Seu ziguezague retórico não convenceu nem o jornal serrista.



*****

O senhor tem defendido aliança com o PSDB, mas também propugna que o candidato seja do seu partido.

Não é verdade. Tanto é que eu sempre dou prioridade para a candidatura de José Serra. Não há, da nossa parte, essa questão compulsória que seja um candidato do PSD. O que eu tenho dito é que é importante mais uma vez que seja escolhido o melhor candidato da aliança. E eu tenho dito sempre que a aliança tem dois bons candidatos hoje, que são o Serra e o Afif.

O senhor acha que um dos dois aceitará ser candidato?

Vamos deixar para janeiro, para conversar com eles. O Serra já tem dito com muito mais clareza que não será candidato. O Afif, em algumas conversas preliminares, tem manifestado a intenção de colaborar, caso a aliança entenda que possa ser ele o candidato, ele analisaria.

*****

Esforço para firmar o PSD

Na prática, como também alerta o Estadão, Kassab tem estimulado alguns nomes do PSD a ingressarem em campo. Estão na lista, além de Guilherme Afif Domingues, atual vice-governador, o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles – que transferiu o seu domicílio eleitoral para a capital –, e o seu secretário da Educação, Alexandre Schineider, que abandonou o ninho tucano.

Kassab parece determinado a consolidar seu projeto partidário e as eleições municipais são decisivas neste sentido. Ele mantém o discurso da “independência”, mas procura firmar o PSD. Garante que se o tucano Geraldo Alckmin for candidato à reeleição para o governo de São Paulo, em 2014, a nova legenda poderá apoiá-lo, “se essa aliança é renovada em 2012”. Tirou a faca!

Serra para vereador em 2012

Elogia Dilma Rousseff, mas também manda um recado: “Eu não me sinto à vontade de apoiar o governo da presidente Dilma. Eu não a apoiei na eleição, apoiei o Serra”. Ou seja, Kassab faz os cálculos políticos para ver o que é melhor para o seu partido. No momento, quem mais perde é exatamente Serra. Pode ficar sem o seu principal trunfo. Será que ele vai disputar para vereador?

De fato, Serra não vive os seus melhores dias. Suas noites de notívago devem ter se agravado. Primeiro foi a prisão João Faustino, seu ex-subchefe da Casa Civil e um dos coordenadores financeiros da sua campanha presidencial, acusado de integrar a quadrilha de desviou dinheiro da inspeção veicular no Rio Grande do Norte. A mídia abafou o caso, mas ele ainda dará dores de cabeça.

A privataria tucana

Depois, a pesquisa Datafolha (ou DataSerra?) confirmou que sua rejeição bate recorde entre os eleitores paulistanos – 35%. Para complicar ainda mais as suas ambições, o livro de Amaury Ribeiro, que comprova o envolvimento de seus familiares e amigos no esquema de lavagem do dinheiro da privataria tucana, não pára de vender. Já virou best-seller.

Por falar nisso, será que o Kassab leu o livro e achou melhor rifar seu criador? Será que teme que ele seja preso, junto com sua filha, seu genro, seu primo e seu ex-tesoureiro?

Irã lança canal de televisão em espanhol para América Latina, EUA e Espanha




O Irã coloca em funcionamento nesta quarta-feira (21/12) um canal de televisão via satélite em espanhol dirigido ao público da América Latina, Estados Unidos e Espanha, informou a rede.

"A Hispan TV é a primeira rede televisiva de informação e entretenimento em espanhol nascida no coração do Oriente Médio (...) com o objetivo de fortalecer os laços culturais com os países que falam espanhol", afirmou um comunicado divulgado em seu site.

O novo canal, financiado pelo governo iraniano e que será transmitido em espanhol a partir de Teerã, pretende "chegar a milhões de pessoas na América Latina, Estados Unidos e Europa", com notícias, documentários e conteúdos de ficção 24 horas por dia.

A transição "começa hoje (quarta-feira) às três da tarde" hora espanhola (12H00 de Brasília), afirmou uma funcionária do canal em Madri, Lola García.

A rede, dirigida pelas autoridades iranianas, conta com três funcionários em Madri, vários jornalistas espanhóis e latino-americanos em Teerã "e correspondentes em todo o mundo", acrescentou.

"Os informativos da HispanTV cobrirão de maneira especial os acontecimentos de caráter internacional, especialmente todos aqueles que ocorrerem na América Latina, Irã e Oriente Médio", segundo o comunicado.

Os temas tratados no site da HispanTV, criada há um ano, cobrirão uma grande variedade de questões internacionais, desde a suposta espionagem dos Estados Unidos no Irã até a crise financeira, passando pelas decisões do presidente venezuelano Hugo Chávez, aliado de Teerã.

Entre os anúncios de próximos documentários transmitidos pelo canal figuram, por exemplo, as dificuldades dos civis palestinos em Gaza.

"A HispanTV nasce com uma grande vocação social, cujo principal objetivo é criar pontes de entendimento entre os povos do Irã, da América Hispânica e do Oriente Médio com a transmissão de conteúdos frequentemente ignorados por outros meios de comunicação", afirmou.

O jornal espanhol El País afirmou que a Arábia Saudita também planeja lançar um canal em espanhol, a Córdoba Televisión, em janeiro. Não foi possível entrar em contato com autoridades sauditas em Madri nesta quarta-feira para confirmar a informação.

Mais forte são os poderes do povo!


Vídeo Clipe by Cappacete em homenagem as lutas sociais revolucionárias de 2011

A lista de quem assinou a CPI

Não há como retirar assinatura: CPI tem número regimental para ser instalada. Depois de verificadas as assinaturas que não conferiam e as em duplicata, 185 deputados, 14 a mais que o necessário, assinaram o pedido de CPI da Privataria feito pelo Deputado Protógenes Queiroz.
Eis a lista completa, retirada do documento oficial da mesa da Câmara:
1 ABELARDO CAMARINHA PSB SP
2 ADEMIR CAMILO PSD MG
3 ADRIAN PMDB RJ
4 ALBERTO FILHO PMDB MA
5 ALESSANDRO MOLON PT RJ
6 ALEXANDRE LEITE DEM SP
7 ALICE PORTUGAL PCdoB BA
8 ALINE CORRÊA PP SP
9 ALMEIDA LIMA PPS SE
10 AMAURI TEIXEIRA PT BA
11 ANDRÉ FIGUEIREDO PDT CE
12 ANDRE MOURA PSC SE
13 ANDRE VARGAS PT PR
14 ÂNGELO AGNOLIN PDT TO
15 ANGELO VANHONI PT PR
16 ANÍBAL GOMES PMDB CE
17 ANTHONY GAROTINHO PR RJ
18 ANTONIO BALHMANN PSB CE
19 ARIOSTO HOLANDA PSB CE
20 ARNON BEZERRA PTB CE
21 ARTUR BRUNO PT CE
22 ASSIS CARVALHO PT PI
23 ASSIS DO COUTO PT 23 PR
24 ASSIS MELO PCdoB RS
25 BETO FARO PT PA
26 BIFFI PT MS
27 BOHN GASS PT RS
28 BRIZOLA NETO PDT RJ
29 CABO JULIANO RABELO PSB MT
30 CARLOS ZARATTINI PT SP
31 CHICO ALENCAR PSOL RJ
32 CHICO D’ANGELO PT RJ
33 CHICO LOPES PCdoB CE
34 CIDA BORGHETTI PP PR
35 CLÁUDIO PUTY PT PA
36 CLEBER VERDE PRB MA
37 DANIEL ALMEIDA PCdoB BA
38 DANILO FORTE PMDB CE
39 DELEGADO PROTÓGENES PCdoB SP
40 DEVANIR RIBEIRO PT SP
41 DOMINGOS DUTRA PT MA
42 DR. GRILO PSL MG
43 DR. JORGE SILVA PDT ES
44 DR. PAULO CÉSAR PSD RJ
45 DR. ROSINHA PT PR
46 DR. UBIALI PSB SP
47 EDINHO ARAÚJO PMDB SP
48 EDSON EZEQUIEL PMDB RJ
49 EDSON SILVA PSB CE
50 EFRAIM FILHO DEM PB
51 ELCIONE BARBALHO PMDB PA
52 ELIANE ROLIM PT RJ
53 EMILIANO JOSÉ PT BA
54 ENIO BACCI PDT RS
55 ERIKA KOKAY PT DF
56 EUDES XAVIER PT CE
57 EVANDRO MILHOMEN PCdoB AP
58 FÁTIMA BEZERRA PT RN
59 FERNANDO FERRO PT PE
60 FERNANDO FRANCISCHINI PSDB PR
61 FERNANDO MARRONI PT RS
62 FRANCISCO ARAÚJO PSD RR
63 FRANCISCO ESCÓRCIO PMDB MA
64 FRANCISCO PRACIANO PT AM
65 GABRIEL GUIMARÃES PT MG
66 GERALDO SIMÕES PT BA
67 GIACOBO PR PR
68 GIVALDO CARIMBÃO PSB AL
69 GLAUBER BRAGA PSB RJ
70 GONZAGA PATRIOTA PSB PE
71 HENRIQUE FONTANA PT RS
72 HENRIQUE OLIVEIRA PR AM
73 IRACEMA PORTELLA PP PI
74 IVAN VALENTE PSOL SP
75 IZALCI PR DF
76 JAIR BOLSONARO PP RJ
77 JANDIRA FEGHALI PCdoB RJ
78 JANETE CAPIBERIBE PSB AP
79 JANETE ROCHA PIETÁ PT SP
80 JÂNIO NATAL PRP BA
81 JEAN WYLLYS PSOL RJ
82 JÔ MORAES PCdoB MG
83 JOÃO ANANIAS PCdoB CE
84 JOÃO PAULO CUNHA PT SP
85 JOÃO PAULO LIMA PT PE
86 JORGINHO MELLO PSDB SC
87 JOSÉ DE FILIPPI PT SP
88 JOSÉ GUIMARÃES PT CE
89 JOSÉ MENTOR PT SP
90 JOSE STÉDILE PSB RS
91 JOSEPH BANDEIRA PT BA
92 JOSIAS GOMES PT BA
93 KEIKO OTA PSB SP
94 LAERCIO OLIVEIRA PR SE
95 LAUREZ MOREIRA PSB TO
96 LEONARDO MONTEIRO PT MG
97 LINCOLN PORTELA PR MG
98 LOURIVAL MENDES PTdoB MA
99 LUCI CHOINACKI PT SC
100 LUCIANA SANTOS PCdoB PE
101 LUCIANO CASTRO PR RR
102 LUIZ ALBERTO PT BA
103 LUIZ CARLOS PSDB AP
104 LUIZ COUTO PT PB
105 LUIZ NOÉ PSB RS
106 LUIZA ERUNDINA PSB SP
107 MANATO PDT ES
108 MANUELA D’ÁVILA PCdoB RS
109 MARCELO MATOS PDT RJ
110 MÁRCIO MACÊDO PT SE
111 MARCON PT RS
112 MARCOS MEDRADO PDT BA
113 MARCOS ROGÉRIO PDT RO
114 MARINA SANTANNA PT GO
115 MARLLOS SAMPAIO PMDB PI
116 MAURÍCIO QUINTELLA LESSA PR AL
117 MAURO BENEVIDES PMDB CE
118 MAURO LOPES PMDB MG
119 MENDONÇA PRADO DEM SE
120 MIRIQUINHO BATISTA PT PA
121 MIRO TEIXEIRA PDT RJ
122 NAZARENO FONTELES PT PI
123 NELSON BORNIER PMDB RJ
124 NELSON MARCHEZAN JUNIOR PSDB RS
125 NELSON MARQUEZELLI PTB SP
126 NELSON PELLEGRINO PT BA
127 NEWTON LIMA PT SP
128 ONOFRE SANTO AGOSTINI PSD SC
129 ONYX LORENZONI DEM RS
130 OSMAR JÚNIOR PCdoB PI
131 OSMAR SERRAGLIO PMDB PR
132 PADRE JOÃO PT MG
133 PADRE TON PT RO
134 PASTOR MARCO FELICIANO PSC SP
135 PAUDERNEY AVELINO DEM AM
136 PAULO FEIJÓ PR RJ
137 PAULO FOLETTO PSB ES
138 PAULO FREIRE PR SP
139 PAULO PIMENTA PT RS
140 PAULO RUBEM SANTIAGO PDT PE
141 PAULO WAGNER PV RN
142 PEDRO UCZAI PT SC
143 PEPE VARGAS PT RS
144 PERPÉTUA ALMEIDA PCdoB AC
145 POLICARPO PT DF
146 PROFESSOR SETIMO PMDB MA
147 RAIMUNDÃO PMDB CE
148 REBECCA GARCIA PP AM
149 REGINALDO LOPES PT MG
150 REGUFFE PDT DF
151 RENAN FILHO PMDB AL
152 RICARDO BERZOINI PT SP
153 RICARDO IZAR PSD SP
154 ROGÉRIO CARVALHO PT SE
155 ROMÁRIO PSB RJ
156 RONALDO FONSECA PR DF
157 RONALDO ZULKE PT RS
158 RUBENS BUENO PPS PR
159 RUBENS OTONI PT GO
160 SANDES JÚNIOR PP GO
161 SANDRO ALEX PPS PR
162 SEBASTIÃO BALA ROCHA PDT AP
163 SEVERINO NINHO PSB PE
164 SIBÁ MACHADO PT AC
165 SILVIO COSTA PTB PE
166 SUELI VIDIGAL PDT ES
167 TAUMATURGO LIMA PT AC
168 TIRIRICA PR SP
169 VALDEMAR COSTA NETO PR SP
170 VALMIR ASSUNÇÃO PT BA
171 VANDER LOUBET PT MS
172 VANDERLEI SIRAQUE PT SP
173 VICENTE CANDIDO PT SP
174 VICENTINHO PT SP
175 VIEIRA DA CUNHA PDT RS
176 WALDENOR PEREIRA PT BA
177 WALTER TOSTA PSD MG
178 WASHINGTON REIS PMDB RJ
179 WELITON PRADO PT MG
180 WELLINGTON FAGUNDES PR MT
181 WEVERTON ROCHA PDT MA
182 WILSON FILHO PMDB PB
183 WOLNEY QUEIROZ PDT PE
184 ZÉ GERALDO PT PA
185 ZOINHO PR RJ

Os fatos, desde que não indigestos

Começo a escrever às 19:44 h, mais de seis horas após a CPI da Privataria ter sido protocolizada na presidência da Câmara dos Deputados.
Há mais de duas horas saiu a validação das assinaturas e há número regimental para sua instalação.
Só depois de 18 horas  a Folha deu a primeira notícia. Já O Globo, nem mesmo uma linha na página de política, apenas o registro da matéria do Congresso em Foco no blog do Noblat.
O que aconteceu foi um fato político e legislativo, não é uma opinião política.
E fato, no jornalismo “old way”, é notícia. Ou deveria ser.
Mas os fatos indigestos devem ir para a Sibéria?

Caso Chevron: PF foi fundo;da ANP, ainda nada

A leitora Tatiana nos avisa e está lá nos portais a notícia, fresquinha: a Polícia Federal indiciou a Chevron, a Transocean (dona e operadora da sonda Sedco-706  e mais 17 pessoas pelo vazamento de óleo no poço do Campo de Frade.
O relatório da PF acusa a Chevron e seus dirigentes de terem negligenciado os riscos de altas pressões durante as perfurações.
Veremos, no desenrolar do processo, que isso foi feito por razões econômicas, deixando de aplicar as vedações constantes no próprio plano de perfuração apresentado aos órgãos públicos.
A Polícia Federal tem muito limitados recursos técnicos à sua disposição e concluiu a fase preliminar de seu procedimento investigatório.
A ANP dispõe de todos os dados mas irá esticar seu prazo de três meses até o último dia, praticamente. Embora saiba que não havia surpresa imponderável num poço que era o último dos 12 que a Chevron perfurava.
Não foi uma acidente, foi uma irresponsabilidade determinada por interesses econômicos, que eliminou etapas caras, mas indispensáveis, de precauções.
Além do mais, as informações foram omitidas – com o dócil consentimento da mídia – e só surgiram porque não vieram da ANP, mas do Palácio do Planalto, as ordens para investigar sem gaguejadas o acontecido.
Este blog, com seus meios limitados, não se furtou a fazer o que, infelizmente,  nossa imprensa e órgãos fiscalizadores não fizeram: ir fundo no assunto e jogá-lo ao conhecimento público.
Porque ambos, petróleo e mar, são públicos.
E, mais do que ambos, a informação também é, numa democracia.
 *Tijolaço