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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

sexta-feira, dezembro 23, 2011

Lula agradece apoio em 2011 e deseja saúde, paz e prosperidade para 2012

Minhas amigas e meus amigos,
O ano de 2011 vai terminando e este momento especial do Natal, de confraternização com a família e os amigos, permite reforçar os laços de afeto e união para começarmos um novo ciclo com muita energia e amor.
Neste final de ano, quero agradecer de coração todo o carinho que recebi em 2011. A solidariedade de tantos amigos do Brasil e de outros países tem me ajudado muito durante o meu tratamento.
Desejo que todos tenham muita saúde, paz e prosperidade neste ano que vai começar. Vamos continuar juntos em 2012 com a presidenta Dilma, construindo um Brasil e um mundo cada vez melhor, mais justo e mais solidário.
Um forte abraço,
Luiz Inácio Lula da Silva

Inglaterra estuda retomar ações militares contra Argentina

Via SUL 21
                       O navio Cardiff ancora em Port Stanley
Da Redação

Vinte e nove anos depois da Guerra das Malvinas, quando a Argentina, em plena decadência de sua ditadura militar, desafiou a Inglaterra pela soberania do território localizado no Atântico Sul, a tensão entre os dois países, que nunca deixou de existir, retorna com força crescente. Em 1982, isolada e enfrentando uma severa crise interna, a Argentina perdeu o conflito.
Atualmente, o contexto é outro. Após a reunião do Mercosul nesta semana, quando Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai concordaram em não permitir que embarcações com a bandeira das ilhas atraquem em seus portos, o jornal britânico Daily Mail publicou uma reportagem afirmando que as autoridades militares da Inglaterra estão elaborando um plano de defesa para as Malvinas.
De acordo com o periódico, militares britânicos pressionam o governo do primeiro-ministro conservador David Cameron para que um submarino nuclear seja enviado à região – que está sob controle da Inglaterra desde 1833.
Outro fator que deve intensificar ainda mais a tensão entre Argentina e Inglaterra é a previsão de uma visita do príncipe Willian às ilhas no ano que vem. Ainda na reportagem do Daily Mail, consta que o ministro da Defesa britânico, Philip Hammond, teria sido informado, em Londres, sobre a possibilidade de um novo conflito bélico com a Argentina no caso de a situação se agravar.
Funcionários da inteligência disseram ao ministro e ao Conselho de Segurança Nacional que, no momento, “não há ameaça militar factível” às ilhas por parte da Força Aérea Argentina. Entretanto, o Daily Mail reproduz a fala de um oficial militar da Inglaterra que sustenta que “há uma ameaça e adotaremos medidas de prevenção rapidamente”, acrescentando que “confiamos que os argentinos não podem sequer atracar um barco pesqueiro nas Malvinas, mas é importante demonstrar que somos sérios quanto a nossas obrigações”.
Na prática, além do efeito simbólico de solidariedade à reivindicação da Argentina, a proibição imposta por Brasil, Uruguai e Paraguai às embarcações malvinas afetará cerca de 25 barcos, na maioria pesqueiros com licença espanhola.
Com informações do El País do Uruguai.
*GilsonSampaio

quinta-feira, dezembro 22, 2011

Conheça o destino dos presidentes latinoamericanos que fizeram as privatizações em seus países!

Sabe o que aconteceu com os presidentes que fizeram privatizações em seus países, no auge da onda neoliberal nos anos 1990?

- O presidente do México que fez a privatização fugiu para a Irlanda e hoje vive escondido num bunker na cidade do México.

- O presidente da Bolívia que fez a privatização saiu a correr para o aeroporto ao gritos de “assassino! ” e fugiu para Miami (Miami!).

- O presidente do Peru que fez a privatização está numa cadeia peruana.

- O presidente da Argentina que fez a privatização arrumou um mandato de senador para escapar da cadeia.

- E no Brasil… Fernando Henrique Cardoso (PSDB) cobra R$ 50 mil para dar palestras e tem seus livros medíocres comentados com grande carinho em toda a mídia corporativa.

Até quando vamos tolerar isso? CPI DA PRIVATARIA JÁ! CADEIA PARA FHC, SERRA E TODOS OS OUTROS BANDIDOS QUE FICARAM MILIONÁRIOS ÀS CUSTAS DO DINHEIRO PÚBLICO!

Deleite garotos podres

Chora Merdal, chora! Merval e os tucanos






Por Alexandre Figueiredo no Mingau de Aço

Merval Pereira foi chorar nos ombros de Carlos Alberto Sardenberg, seu coleguinha das Organizações Globo, na rádio CBN. Merval está fulo da vida com o sucesso do livro de seu ex-empregado Amaury Ribeiro Jr., A Privataria Tucana, que destrói os heróis sagrados do calunista da Globo.

O "imortal" até tentou forjar "superioridade", em artigo recente de O Globo, com pedantismo "legalista" e arrotando pretenso moralismo, tentando desqualificar "de forma nobre" o jornalista mineiro, que no entanto segue com as boas vendas do livro.

E, como quem deve teme, a histeria de Merval Pereira mostra o pânico em que ele e seus colegas se encontram diante dos escândalos envolvendo o tucanato nas denúncias fartamente documentadas sobre a farra financeira que se seguiu às privatizações do governo FHC. Merval deve ter sua fatia guardada naquela fortunalhada tucana das Ilhas Virgens.

A mídia tucana tenta fazer o possível para criar um espetáculo para distrair a opinião pública e evitar o sucesso pleno do trabalho de Amaury, que pode derrubar toda uma classe de tecnocratas que durante anos dominou o país.

Tem os chiliques de Merval Pereira e, certamente, de seus coleguinhas. Talvez a Miriam Leitão possa também disparar suas farpas contra o "livro de muito mau gosto" de Amaury. A Veja deve fazer os ataques mais violentos, deve se preparar para próximas artilharias, num trabalho paralelamente feito com sua edição conjunta de natal, retrospectiva e ano novo (tudo em minúsculas, porque, como toda megalomaníaca, Veja pensa pequeno).

A Folha de São Paulo, antes de Merval, também jogou pedras do escuro de suas redações contra Amaury, na tentativa de transformar o livro num fiasco. O Estadão deve ser mais "elegante" nos ataques, mas não menos duro. E a Rede Globo, com seu "novo" espetáculo jornalístico, com Patrícia Poeta e seu vozeirão substituindo o jeito maternal de Fátima Bernardes, tentará também mostrar sua pretensa superioridade diante do sucesso editorial de A Privataria Tucana.

Até mesmo a ex-VJ Soninha Francine - espécie de "Pedro Alexandre Sanches" da Era Lula - veio para socorrer o combalido José Serra, na medida em que este está acuado com as denúncias divulgadas e ainda com os fortes rumores de que estaria brigando com Aécio Neves e até com o "sertanejo pegador" Geraldo Alckmin.

E, fora do perímetro urbano do demotucanato, a velha mídia deve continuar distraindo o povão com popozudas, funqueiros, axézeiros, breganejos, com suas rádios FM, programas "populares" de TV e imprensa "popular" cheios de ninharias.

E como serão MC Leonardo e Pedro Alexandre Sanches, serviçais da velha mídia, diante do reconhecimento público do seu envolvimento com os barões midiáticos, ainda que indireto? Não se sabe, mas talvez nasça um Merval Pereira dentro deles tentando dizer que "nada tem a ver", que "cultura está acima das ideologias" e coisa e tal.

Só que esse papo de "acima das ideologias" o próprio Francis Fukuyama, ídolo de José Serra, Merval Pereira, Otávio Frias Filho e seus consortes, já disse muito em seus artigos sobre o "fim da história", muito antes dos "onze de setembro", das "primaveras árabes" e das "ocupações primeiro-mundanas' que mostram o quanto a História continua acontecendo.

A Privataria Tucana, definitivamente, tornou-se a "caixa de pandora" do Brasil atual. E muita coisa ainda vai acontecer por efeito desse livro.
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Relação dos deputados do PT que não assinaram a CPI da privataria

No Olhos do Sertão





Amigos e amigas, 

Abaixo, estão os deputados do PT que não assinaram a CPI da Privataria Tucana.  Os motivos de não assinarem? Não sei e penso que você nem sabe caro leitor, mas eles devem explicações. 

Se são tucanos disfarçados de PT? Ou são petistas disfarçados de Tucanos? Não, mas preciso provocá-los para entender as razões dessa omissão. Talvez até tenham justificativa. Não tinham canetas? Brincadeira. 

No entanto, eles devem explicações ao povo brasileiro, ao Brasil e principalmente aos eleitores e militantes petistas. 

Penso que CPI da Privataria Tucana é uma grande oportunidade de saber o tamanho da podridão das privatizações tucanas, com lavagem de dinheiro das propinas em paraísos fiscais. 

Ainda não me conformei com o desmonte do estado brasileiro durante os anos 90. Aquilo foi uma grande violência contra o povo brasileiro e o próprio Brasil, para não falar da maior roubalheira da história republicana. Isso porque sabemos como o Brasil foi saqueado durante o período monárquico. 

Portanto, abaixo está a relação dos deputados do PT, do meu partido, onde com muito suor e determinação doei parte da minha vida para transformar esse país em uma grande Nação. 

Se for preciso cortar na carne que seja assim. 
BENEDITA DA SILVA PT RJ  -    dep.beneditadasilva@camara.gov.br

CÂNDIDO VACCAREZZA PT SP  -    dep.candidovaccarezza@camara.gov.br (líder do governo Dilma)

CARLINHOS ALMEIDA PT SP  - dep.carlinhosalmeida@camara.gov.br 

DALVA FIGUEIREDO PT AP  - dep.dalvafigueiredo@camara.gov.br

DÉCIO LIMA PT SC  - dep.deciolima@camara.gov.br

EDSON SANTOS PT RJ - dep.edsonsantos@camara.gov.br

GILMAR MACHADO PT  - MG dep.gilmarmachado@camara.gov.br

JESUS RODRIGUES PT PI  -    dep.jesusrodrigues@camara.gov.br

JILMAR TATTO PT SP  - dep.jilmartatto@camara.gov.br

JOSÉ AIRTON PT CE - dep.joseairton@camara.gov.br

MARCO MAIA PT RS  - dep.marcomaia@camara.gov.br (presidente da Câmara) Observação da @bruxaOD: Marco Maia não pode assinar porque é presidente da Câmara dos Deputados

MIGUEL CORRÊA PT MG -    dep.miguelcorrea@camara.gov.br 

ODAIR CUNHA PT MG dep.odaircunha@camara.gov.br 

PAULO TEIXEIRA PT SP dep.pauloteixeira@camara.gov.br

PEDRO EUGÊNIO PT PE dep.pedroeugenio@camara.gov.br

RUI COSTA PT BA dep.ruicosta@camara.gov.br

SÉRGIO BARRADAS CARNEIRO PT BA dep.sergiobarradascarneiro@camara.gov.br

ZECA DIRCEU PT PR dep.zecadirceu@camara.gov.br

Cadê o Senador Alvaro CPI Dias?



CPI CPI CPI CPI  CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI
CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI CPI 
*Justiceiradeesquerda

A falência do nosso sistema judiciário: Supremas razões



Por Wálter Maierovitch

O Supremo Tribunal Federal (STF) continua a surpreender a sociedade civil e a mostrar a falência do nosso sistema de Justiça. Um sistema a favorecer poderosos e potentes e a criar o caldo multiplicador da burguesia mafiosa. Nesta semana, dois fatos chamaram a atenção e foram protagonizados pelos ministros Cezar Peluso e Ricardo Lewandowski, ambos do STF.

Por iniciativa de 2 milhões de cidadãos votantes logrou-se chegar à Lei da Ficha Limpa. Por essa lei, não podem concorrer às eleições os condenados criminalmente por órgão judiciário colegiado e os que renunciaram a mandato parlamentar para arquivar, por perda de objeto, processo de cassação por conduta indecorosa. Antes da Ficha Limpa, existia a norma constitucional, Art. 15, III, a estabelecer a perda de direitos políticos aos definitivamente condenados criminalmente e enquanto durassem os efeitos da decisão. Com a Ficha Limpa criou-se um mecanismo complementar e salutar à luz do interesse social.

Medidas cautelares são bem conhecidas no Direito positivo de Estados democráticos: prisão preventiva, separação de corpos, alimentos provisionais, afastamento jurisdicional de magistrados etc. Jader Barbalho, em 2001, renunciou ao mandato de senador para evitar a cassação e futura inelegibilidade. Em 2010, Barbalho concorreu, pelo PMDB, ao Senado pelo Pará e, com 1,8 milhão de votos, encabeçou a lista dos eleitos. Diante da Lei da Ficha Limpa, não teve a posse deferida e foi ao STF.

Como se sabe, o julgamento, com o ministro Joaquim Barbosa sorteado como relator, terminou empatado. À época, a Corte estava desfalcada em razão de vaga aberta pela aposentadoria da ministra Ellen Gracie. O ministro Cezar Peluso, consoante entendimento externado quando de anterior e célebre julgamento do ex-governador Joaquim Roriz, não quis, com relação a Barbalho, votar duas vezes. Voltou a entender inconstitucional prerrogativa do Regime Interno do STF que contempla o “voto de qualidade”, espécie de voto de Minerva. Em resumo, o processo de Barbalho ficou suspenso até a posse da nova ministra, a completar a composição do STF. Como o primeiro suplente de senador também estava impedido, assumiu Marinor Brito, do PSOL.

Poucos dias atrás, uma cúpula de caciques do PMDB marcou audiência com Peluso. Uma audiência precedida de telefonemas do vice-presidente Michel Temer e do presidente José Sarney, como revelou a Folha de S.Paulo. Temer e Sarney apoiaram a reivindicação a ser transmitida a Peluso no encontro com os senadores Renan Calheiros, Romero Jucá, Valdir Raupp e o deputado federal Henrique Eduardo Alves. Além do caso Jader Barbalho, foi tratada a questão do reajuste dos vencimentos dos ministros do STF e do funcionalismo do Judiciário, cujos processos legislativos estão em curso.

Na sessão de julgamento da quarta-feira 14, o ministro Peluso, com a ausência do relator Joaquim Barbosa em razão do seu crônico mal na coluna vertebral e ainda com a cadeira deixada vaga por Ellen Gracie, colocou em julgamento o caso de Barbalho, que não estava em pauta e se encontra suspenso. Peluso, quando da reunião com o vértice do PMDB, sugeriu a apresentação de uma petição com pedido de voto de qualidade (desempate).

O voto de qualidade de Peluso determinou a posse de Barbalho, com entendimento, já sufragado em outro caso, de inaplicável a Lei da Ficha Limpa às eleições de 2010. Quando se negou a dar voto de desempate nos autos do caso Roriz, o ministro Peluso afirmou, pela televisão e urbi et urbe, que só um déspota usaria do tal voto de qualidade.

A pressão do PMDB, a ameaça de atraso na aprovação da ministra indicada, a questão dos reajustes e o precedente de não se aplicar a Lei da Ficha Limpa às eleições de 2010 levaram, ao que parece, o ministro Peluso a praticar um ato despótico. E como um déspota esclarecido deu as costas para 2 milhões de cidadãos votantes que tomaram a iniciativa de propor cláusulas de barreira a candidatos. Não se sabe qual seria o voto de Rosa Maria Weber, escolhida pela presidenta Dilma. Na Comissão de Justiça, ela não soube responder a questões sobre Direito Civil e Criminal, pois é especializada em Direito do Trabalho. Mas, comoprometeu que ia estudar e apreender (a esta altura do campeonato!), poderia chegar a uma conclusão diversa da posta por Peluso e em favor de Barbalho.

Por outro lado, coube ao ministro Lewandowski, em entrevista, alertar que o chamado “processo do mensalão” poderá findar sem julgamento do mérito, pela extinção de punibilidades em razão de prescrições de pretensões punitivas. Num sistema adequado de Justiça, jamais, em caso tão polêmico, se deixaria de apreciar o mérito, absolvendo-se ou condenando-se. O atraso, pelo decurso do tempo, leva à prescrição, pois não é justo a eternização de processos criminais. Mas o apelidado mensalão gerou processo de instância única, por força do princípio do foro privilegiado. Assim mesmo vai prescrever, como vaticinou Lewandowski. Para lembrar o canto de Moraes Moreira, “la vem o Brasil descendo a ladeira”.

 
 
Biliscado no Terra Brasilis
 

O mau exemplo vem de cima:Ministro do Supremo teria se beneficiado ao paralisar inspeção do CNJ


Da Redação Sul 21
 
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, suspendeu inspeção feita pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na folha de pagamento do Tribunal de Justiça de São Paulo. De acordo com matéria divulgada no jornal Folha de S. Paulo, a motivação da decisão pode ser viciada, já que o próprio Lewandowski recebeu os pagamentos sob investigação, feitos a todos os desembargadores na década de 90. Depois da divulgação da suspensão, até o presidente do STF, Cezar Peluso, emitiu uma nota para defender a decisão de Lewandowski.
O CNJ iniciou em novembro uma inspeção no TJ paulista para investigar pagamentos que magistrados teriam recebido indevidamente junto com seus salários e examinar a evolução patrimonial de alguns deles, que seria incompatível com sua renda. Um dos pagamentos que estão sendo examinados é associado à pendência salarial da década de 90, quando o auxílio moradia, que então era pago apenas a deputados e senadores, foi estendido a magistrados de todo o país.
Em São Paulo, 17 desembargadores receberam pagamentos individuais de quase R$ 1 milhão de uma só vez, e na frente de outros juízes que também tinham direito a diferenças. Tanto Peluso quanto Lewandowski afirmam ter recebido menos do que esse valor.
O próprio ministro Peluso — que, como Lewandowski, foi desembargador do TJ paulista — recebeu recursos no valor de R$ 700 mil. Peluso considera que, apesar dos recebimentos, nem ele nem Lewandowski estão impedidos de julgar ações sobre o tema porque os ministros do STF não se sujeitam ao CNJ.
Lewandowski afirmou, por meio de sua assessoria, que se lembra de ter recebido seu dinheiro em parcelas, como todos os outros. Ele também ressaltou que o próprio STF reconheceu que os desembargadores tinham direito à verba, que é declarada no Imposto de Renda.
A corregedoria tem deixado claro desde o início das inspeções que não está investigando ministros do STF, e sim procedimentos dos tribunais no pagamento dos passivos da década de 90. Ou seja, quem está sob investigação são os tribunais, e não os magistrados.
O órgão afirmou nesta terça-feira (20) ainda, por meio de nota, que não quebrou o sigilo dos juízes e informou que em suas inspeções “deve ter acesso aos dados relativos à declarações de bens e à folha de pagamento, como órgão de controle, assim como tem acesso o próprio tribunal”.
Liminar concedida na segunda-feira (19) pelo ministro Marco Aurélio Mello impede que o conselho investigue juízes antes que os tribunais onde eles atuam analisem sua conduta –o que, na prática, suspendeu todas as apurações abertas por iniciativa do CNJ.

Deleite Rap criolo do Chico


*HistóriaVermelha

Se o Presidente da Câmara, deputado Marco Maia não instalar a CPI da corrupção de José Serra e gangue, nunca mais voto no PT nem para presidente da república. Mudarei de lado e votarei no corrupto PSDB e vou começar a elogiar a imprensa golpista brasileira, meus ídolos serão Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes e vou fazer uma assinatura da "Veja"