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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista
quarta-feira, fevereiro 08, 2012
Malvinas: Argentina fará queixa ao Conselho de Segurança
Enviado por luisnassif, qua, 08/02/2012 - 10:30 Por Paulo F.Do Diário de Notícias de Lisboa
Kirchner queixa-se na ONU da militarização britânica
por LusaHoje
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, acusou o Reino Unido de "militarizar o Atlântico Sul" Fotografia © Enrique Marcarian/ Reuters
*Nassif
Reflexos na Espanha
O aumento da tensão entre Argentina e Inglaterra em relação às ilhas gerou reflexos na Espanha, que reabriu o debate sobre a soberania de Gibraltar, também sob domínio britânico. Assim como a Argentina, a Espanha mantém há anos uma disputa com o governo britânico para tentar recuperar território que lhe pertence historicamente.
Pimentel: da inércia à intolerância
Na semana passada, em Nova York, o ministro Fernando Pimentel, da Indústria e Comércio Exterior, disse a seguinte sandice aos jornais e agências locais: “Nossas relações com a Argentina são boas, mas na área comercial eles nos criam muito problemas”.
As Malvinas são argentinas! E luta agora é do Continente
Há três anos iniciei neste blog
uma campanha pela unificação política e econômica da América do Sul.
Como frase síntese escolhi, na verdade, um grito: As Malvinas são
argentinas. Era uma forma de mostrar um sentimento de unidade
continental que vai muito além dos interesses comerciais de um Mercado
Comum.
Creio não estar sendo
pretensioso se disser que minha iniciativa foi pioneira. Seja como for,
hoje o grito das Malvinas ecoa de forma comovente e contagiante no
Twitter e outros veículos da Internet, no Brasil e na América do Sul.
Mas,
independente de tudo, isso a luta pelas Malvinas prossegue de forma
efetiva. Há uma solidariedade oficial e prática de quase todas as
nações sulamericanas. Exemplo disso é o fato de que navios britânicos,
com destino às ilhas, estão proibidos de atracar na grande maioria dos
portos do Continente. Sendo que Brasil e Uruguai foram os primeiros a
adotar essa medida.
E agora,
lembrando o 30º Aniversário Guerra da Malvinas, vou apenas destacar a
absoluta coincidência entre o que temos dito neste blog e o discurso
feito ontem pela presidenta argentina, Cristina Fernandez Kirchner:
“As
Malvinas deixaram de ser causa argentina para passar a ser uma causa
da América do Sul”, disse a presidenta em seu discurso. Para ela, o
problema das Malvinas se tornou uma causa regional e global, pois a
Inglaterra está militarizando o Atlântico Sul. “Não podemos interpretar
de outra forma o envio do moderno navio de guerra inglês às ilhas”,
afirmou. Além disso, Cristina aponta outro indício da tentativa da Grã
Bretanha de militarizar a região com o fato de o Príncipe William ter
aparecido em público utilizando roupas militares – e não civis.
A
presidenta afirmou que a Argentina vai denunciar essa militarização
das ilhas no Conselho de Segurança da ONU e na assembléia da
organização. O país já havia levado anteriormente à organização o
problema da disputa pela soberania na região.
Por
outro lado, ela lembrou que os conflitos na América do Sul nunca
necessitaram do apoio de organizações internacionais para serem
solucionados. E aponta o contraste: “Os conflitos que acontecem
atualmente em outras regiões do mundo e que foram levados ao Conselho
de Segurança acabaram por se aprofundar e não foram solucionados”,
acusou.
A presidenta defendeu
uma solução pacífica com a Inglaterra e lembrou a resolução das Nações
Unidas, que determina que ambos os países iniciem negociações para
solucionar a disputa sobre as ilhas que possuem uma quantidade
incalculável de petróleo. “A Inglaterra se recusa a cumprir essa
resolução e usurpa as Malvinas como se fossem troféu de guerra”, disse.
Reflexos na Espanha
O aumento da tensão entre Argentina e Inglaterra em relação às ilhas gerou reflexos na Espanha, que reabriu o debate sobre a soberania de Gibraltar, também sob domínio britânico. Assim como a Argentina, a Espanha mantém há anos uma disputa com o governo britânico para tentar recuperar território que lhe pertence historicamente.
Pimentel: da inércia à intolerância
Na semana passada, em Nova York, o ministro Fernando Pimentel, da Indústria e Comércio Exterior, disse a seguinte sandice aos jornais e agências locais: “Nossas relações com a Argentina são boas, mas na área comercial eles nos criam muito problemas”.
Só
espero que esta pérola da inconveniência política e diplomática seja
algo que passou pela cabeça do ministro, apenas. E que ela são seja
compartilhada pela presidenta Dilma.
Dificuldades
entre parceiros político e de zonas de livre comércio são naturais,
como atestam as atuais negociações no âmbito da União Européia. E na
própria Federação Brasileira há uma concorrência acirrada entre os
estados. Veja-se a disputa pelos royalties do pré-sal e a permanente
guerra fiscal travada entre estados produtores e consumidores ou que
disputam grandes investimentos privados.
De
resto, é normal que cada país defenda, em primeiro lugar, o emprego de
seus trabalhadores. E, em função disso, assistimos em todos os países a
algumas atitudes protecionistas como as que o Brasil pratica
corriqueiramente.
Finalmente, os
argentinos argumentam que a queixa do ministro brasileiro e descabida,
posto que no ano passando as relações comerciais entre os dois países
deixaram um saldo de US$ 6 bilhões a favor do Brasil.
Se
o Brasil decidiu que o Mercosul, e portanto a Argentina, é nossa
aliança estratégica número 1, é preciso criar mecanismos de
compensações e, sobretudo, programas de integração industrial, com
exploração compartilhada de alguns seguimentos.
Recentemente
o presidente da FIESP, Paulo Skaf fez uma proposta criativa e
construtiva. Ele se dispõe a liderar uma comitiva de industriais
brasileiros para entregar à presidenta Cristina F Kirchner uma
proposta no sentido de que as enormes encomendas da Petrobras, sejam
compartilhadas pelas indústrias navais dos dois países.
Este
é apenas um bom exemplo. Na área da indústria aeronáutica e da aviação
regional, também poderiam ser feitos muitos acordos do mesmo tipo,
bem como no setor da aviação regional, com a utilização de aviões de
médio porte. A EMBRAER poderia instalar, na Argentina, uma unidade onde
seriam montados parte de seus produtos.
Ainda
ontem, o presidente Chávez, da Venezuela, anunciou a possível compra
de aparelhos da EMBRAER, para operar nas linhas regionais de seu país. A
encomenda, da ordem de US$ 800 milhões, contaria com financiamento
parcial do BNDES.
O ministro
Pimentel é pouco criativo e quase inerte, como demonstra o fato de até
hoje não ter apresentado algo nem ao menos parecido com um programa
nacional de desenvolvimento industrial. Se é assim, que ele seja
econômico também com as palavras.
*Turquinho
*Turquinho
Ministra critica uso de crianças como escudo humano por PMs baianos em greve
Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil
A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da
República, Maria do Rosário, fez hoje (7) duras críticas à estratégia
adotada pelos policiais militares em greve na Bahia. Segundo ela, o “uso
de crianças como escudo humano” é reprovável. A ministra manifestou
apoio ao governador do estado, Jaques Wagner, na condução das
negociações.
“O ministro José Eduardo Cardozo está fazendo encaminhamentos pelo
governo federal. Não consideramos que se trate de um movimento social. É
uma atitude violenta contra a população, por parte de alguns que se
apresentam como grevistas”, disse a ministra à Agência Brasil, após
participar da cerimônia em comemoração à sanção da Lei do Sistema
Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase).
Maria do Rosário disse esperar que o Ministério Público ajude a
encontrar uma solução para o caso. “Reprovamos o uso de crianças como
escudo humano”, enfatizou.
A Lei do Sinase organiza e regulamenta a execução das medidas
socioeducativas destinadas aos adolescentes envolvidos na prática de ato
infracional e recomenda que a aplicação da pena seja individualizada,
levando em conta condições como doenças, deficiências ou dependência
química.
Com a nova lei, será possível, segundo Maria do Rosário, a criação de um
sistema efetivo a partir da definição das responsabilidades dos
estados, municípios e da União, além de melhor definir o papel do
Judiciário nas questões envolvendo menores infratores.
“Não pretendemos transferir responsabilidades. Estamos aqui para exercê-las”, disse a ministra.
A nova lei garante ainda o acesso dos jovens infratores à educação,
capacitação profissional e ao retorno à escola pública após o período
nas unidades de internação. Outra novidade da lei é dar aos jovens
casados ou com relacionamento estável o direito a visitas íntimas –
permitidas apenas após autorização do juiz responsável pelo
acompanhamento.
Edição: Lílian Beraldo
*esquerdopata
O que esses policiais tinham na cabeça?
Uma das mulheres, supostamente, abusadas sexualmente pelos policiais da
Rota, durante a operação de desalojamento dos moradores do Bairro
Pinheirinho em São José dos Campos, declarou à reportagem da Folha: "Não
sei o que esses policiais tinham na cabeça"
Poderíamos inferir que eles tinham na cabeça alguma das substâncias que
foram procurar na casa invadida, se for verdade que na casa havia drogas
e traficantes.
Seria uma maneira de tranquilizar ,um pouco nossas almas, diante de um relato brutal e desumano como o narrado no vídeo.
Pensar que seres humanos, como nós, são capazes de submeter outros seres
humanos a atos brutais e degradantes como estupro, empalamentos,
humilhações físicas, morais e emocionais é de tão difícil aceitação que
seria mais reconfortante pensar que esses policiais, se praticaram esses
atos, estavam
sob efeito de alguma substância que os alienou de suas consciências.
Entretanto, não podemos deixar de inferir também, que o que esses
policiais tinham na cabeça, ou melhor têm na cabeça é uma convicção,
passada a eles por seus comandos em anos de treinamento, de que são os
defensores da lei, da ordem, dos bons costumes e que, para garantir
eficazmente a vitória do "bem" contra o "mau", podem tudo, até mesmo
passar por cima da própria lei, matando, violentando, aterrorizando,
enfim torturando seres humanos que, em suas concepções são a parte má e
podre da sociedade.
Sentem-se verdadeiros super homens, com super poderes acima da lei
divina e humana, se a declaração da mulher, supostamente, torturada
durante horas, for verídica
"Eles cutucavam a gente com o cano da 12 e diziam: Vou falar um negócio
prá você...Deus faz, a mãe cria e a Rota faz o quê? Fala o que que a
Rota faz..., a gente tinha que abaixar a cabeça e falar: A ROTA mata
senhor. Ah! isso mesmo"
"Deus faz, a mãe cria e a Rota mata." Esta é a filosofia constitutiva da Rota?
O governador declarou que tudo será apurado.
Mas, será que o governador Geraldo Alckimin e o Secretário de Segurança
Pública de São Paulo não conheciam o histórico da Rota quando nomearam
para comandá-la o tenente coronel Salvador Modesto Madia, que participou do massacre do Carandiru e que declarou no ato de posse, que daria seu toque pessoal na doutrina da corporação?
Que tudo seja rigorosamente apurado, pois vivemos num Estado de Direito
onde todos tem o direito de defesa, direito que os jovens torturados não
tiveram. Se, depois das investigações essa sórdida história for
confirmada, não podemos nos conformar com a prisão e/ou expulsão dos
policiais envolvidos nesse ato bárbaro. Devemos exigir o
responsabilização de seus superiores hierárquicos na corporação, do
Secretário de Segurança Pública de São Paulo e do governador Geraldo
Alckimin, que nomeou o comandante da Rota.
Tentando entender a questão colocada pela mulher torturada:" O que esses
policiais tinham na cabeça?" , Tudo leva a crer que "o que eles tinham
na cabeça" ao praticar essas tortura é o tal "toque pessoal" que o
comandante da Rota deu à essa corporação da polícia.
O cachorro perde o pelo mas não perde o vício.
*Assista o Video no
*Brasilmobilizado
Bonner lê notícia sobre estupro no Pinheirinho igual lê uma bula de purgante
A gente sabe que falar em estupro dentro dos estúdios da TV Globo, é falar de corda em casa de enforcado... Mas o jornalismo do Jornal Nacional (JN) é uma vergonha.Até a Folha tucana (jornal Folha de São Paulo) mandou a repórter Laura Capriglione para apurar a denúncia de estupro por Policiais Militares, na operação de extermínio do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP). Eis o vídeo:
Já o JN, cuja Rede Globo conta com a equipe da TV Vanguarda, afiliada na cidade, não produziu nenhuma imagem.
William Bonner leu a denúncia do Ministério Público, rapidinho, igual lê uma bula de remédio. Patrícia Poeta leu um trecho da nota oficial de resposta da PM, e completou a frase padrão dita dezenas por vezes pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) toda vez que se mete em escândalos de corrupção, racismo e violência contra cidadãos paulistas: "... será apurado rigorosamente...".
Só que ninguém sabe, ninguém viu de apuração nenhuma de escrivã da polícia despida à força por policiais homens para revista, nem de estudante negro agredido na USP, nem dos três policiais filmados agredindo um cidadão sem motivo no Pinheirinho, nem de denúncias de idosos espancados, e dezenas de outros casos varridos para baixo do tapete.
*GrupoBeatriceWilliam Bonner leu a denúncia do Ministério Público, rapidinho, igual lê uma bula de remédio. Patrícia Poeta leu um trecho da nota oficial de resposta da PM, e completou a frase padrão dita dezenas por vezes pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) toda vez que se mete em escândalos de corrupção, racismo e violência contra cidadãos paulistas: "... será apurado rigorosamente...".
Só que ninguém sabe, ninguém viu de apuração nenhuma de escrivã da polícia despida à força por policiais homens para revista, nem de estudante negro agredido na USP, nem dos três policiais filmados agredindo um cidadão sem motivo no Pinheirinho, nem de denúncias de idosos espancados, e dezenas de outros casos varridos para baixo do tapete.
Dilma e os movimentos sociais
Por André Barrocal, no sítio Carta Maior:
A presidenta Dilma Rousseff acredita que ela e o governo “exageraram” no rigor com movimentos sociais no ano passado e quer remediar a situação em 2012. Menos afeita do que o antecessor a conversar diretamente com os movimentos, Dilma está disposta a tentar abrir-se mais daqui para frente. E não pretende mais colaborar com a demonização deles pelo governo, como aconteceu em 2011 a partir de escândalos a envolver organizações não-governamentais (ONGs).
A presidenta Dilma Rousseff acredita que ela e o governo “exageraram” no rigor com movimentos sociais no ano passado e quer remediar a situação em 2012. Menos afeita do que o antecessor a conversar diretamente com os movimentos, Dilma está disposta a tentar abrir-se mais daqui para frente. E não pretende mais colaborar com a demonização deles pelo governo, como aconteceu em 2011 a partir de escândalos a envolver organizações não-governamentais (ONGs).
*Miro
Der Spiegel e a manipulação crua e nua

Na reportagem Familie Assad: Kleptokratie im großen Stil (Família Assad: Cleptocracia em grande estilo), a Der Spiegel mostra a que veio.
Na foto, o ditador Assad faz o gesto de pegar as joias da coroa inglesa.
E pensando bem, essas jóias foram roubadas de algum povo que os ingleses subjugaram.
A manipulação da Der Spiegel me fez lembrar de uma visita que fiz há muitos anos ao museu de História, em Londres, .
Havia uma exposição especial sobre a Índia.
Fiquei extasiada com a riqueza cultural de um povo tão humilhado por tanto tempo.
Mas a cada pedaço de arte que eu admirava, eu pensava: mais uma peça roubada dos indianos, mais uma, mais um...
Além
de serem um dos maiores ladrões de arte do mundo, os ingleses têm o
privilégio de terem tido como rainha a maior traficante de drogas da
história: rainha Vitória.
*Brasilmostraatuacara
A privatização da Dilma é partilha. FHC era concessão
Para o Valor, na primeira página, os vencedores do leilão dos aeroportos formam um conjunto de parvos:
“Preços pagos no leilão superam geração de caixa de aeroportos”
Entraram no leilão para ter prejuízo.
Durma-se com um barulho desses, amigo navegante.
A Folha (*), na primeira página, diz que só empresa micha venceu o leilão.
Claro, amigo navegante: nenhuma vencedora tem a musculatura do UOL e da Folha, que, como se sabe, são blue-chips da Bolsa da Valores de Nova York.
O jornal nacional do Ali Kamel deu ao leilão o tratamento de uma batida de trânsito na rua Lopes Quintas.
Reportagenzinha fuleira, em que a metade do tempo foi gasta com um “transportista”, especialista em “transportismo” que provou, por “a” mais “b” que foi um desastre.
Kamel parecia por lenha na fogueira da insurreição baiana – clique aqui para ler o Santayana.
A Urubologa esteve implacável no Globo.
Não fica finger sobre finger.
Começa com uma gigantesca imprecisão:
“… como a privatização dos tucanos, foi estatizada demais.”
(Ela não menciona pequena diferença entre uma e outra – a dos tucanos foi a maior roubalheira numa privataria latino-americana, como demonstrou em cem paginas de documentos públicos, o Amaury Ribeiro Junior.)
E aí é que está o busílis da questão.
Na Privataria tucana, o Cerra e o Farol de Alexandria vendiam a preço de banana – como fizeram com a Vale, debaixo de furiosa pressão do Cerra, segundo depoimento envergonhado do FHC – e iam embora para casa.
Ou para Miami.
Vendiam as telefônicas a preço de banana, entregavam ao Daniel Dantas – que não entrava com um tusta – e iam embora para casa.
Ou para Paris.
Se as telefônicas não cumpriam o combinado com os consumidores, se mandavam com todo o lucro para fora e não reinvestiam, se eram as campeãs de reclamação no Procon, problema da Anatel.
Anatel ?
O que faz a Anatel ?
A privatização da Dilma é um pouquinho diferente.
Primeiro, ela não levou a leilão patrimônio nacional não renovável, como as jazidas minerais da Vale do Rio Doce.
Ou as jazidas do pré-sal da Petrobrax.
Ela leiloou a gestão de serviços.
O controle do que interessa, do que é vital, a gestão do espaço aéreo, isso continua no Brasil.
Não foi para a Espanha.
Em segundo lugar, a Infraero é sócia dos consórcios vencedores, com participação forte – 49% em Guarulhos.
E a Dilma tem direito a veto na administração dos aeroportos.
Ou seja, a Presidenta Dilma tem o pé na porta.
Não cumpriu o que prometeu, ela entra na sala.
E 49% da geração de lucro de Guarulhos não é de se jogar fora, não é isso, amigo navegante ?
É dinheiro para a Infraero aplicar em outros aeroportos essenciais à interiorização do progresso.
O que o Brasil ganhou com a concessão da Brasil Telecom ao Daniel Dantas ?
Quem ganhou mais ?
Ele ou o Brasil ?
O modelo que se pode chamar de híbrido da Dilma é manter sob controle do Estado uma formidável “golden share”, como fazia a D. Thatcher, a mãe de todos os privatizadores.
(Aqui, o Cerra jogou a “golden share” num piscinão do rio Tietê.)
A “golden share” da Dilma é o direito a veto.
Para fazer uma analogia, que talvez ajude a conter o disfarçado entusiasmo dos neolibelês (**), a distância que separa a Dilma da Elena Landau não é a que vai do Carandiru à Daslu.
É a diferença entre “concessão” e “partilha”, na Petrobrás.
O Farol “concedia” as reservas de petróleo do Brasil às empresas exploradoras.
A Dilma e o Lula, na companhia do Gabrielli, montaram o sistema da “partilha”.
E quem fica com a parte do leão (Infraero e o direito a veto) é a Petrobrás.
A Urubóloga tem razão.
A privatização da Dilma é estatizada demais.
Sem Ricardo Sergio de Oliveira.
O que é uma grande diferença !
Paulo Henrique Amorim
“Preços pagos no leilão superam geração de caixa de aeroportos”
Entraram no leilão para ter prejuízo.
Durma-se com um barulho desses, amigo navegante.
A Folha (*), na primeira página, diz que só empresa micha venceu o leilão.
Claro, amigo navegante: nenhuma vencedora tem a musculatura do UOL e da Folha, que, como se sabe, são blue-chips da Bolsa da Valores de Nova York.
O jornal nacional do Ali Kamel deu ao leilão o tratamento de uma batida de trânsito na rua Lopes Quintas.
Reportagenzinha fuleira, em que a metade do tempo foi gasta com um “transportista”, especialista em “transportismo” que provou, por “a” mais “b” que foi um desastre.
Kamel parecia por lenha na fogueira da insurreição baiana – clique aqui para ler o Santayana.
A Urubologa esteve implacável no Globo.
Não fica finger sobre finger.
Começa com uma gigantesca imprecisão:
“… como a privatização dos tucanos, foi estatizada demais.”
(Ela não menciona pequena diferença entre uma e outra – a dos tucanos foi a maior roubalheira numa privataria latino-americana, como demonstrou em cem paginas de documentos públicos, o Amaury Ribeiro Junior.)
E aí é que está o busílis da questão.
Na Privataria tucana, o Cerra e o Farol de Alexandria vendiam a preço de banana – como fizeram com a Vale, debaixo de furiosa pressão do Cerra, segundo depoimento envergonhado do FHC – e iam embora para casa.
Ou para Miami.
Vendiam as telefônicas a preço de banana, entregavam ao Daniel Dantas – que não entrava com um tusta – e iam embora para casa.
Ou para Paris.
Se as telefônicas não cumpriam o combinado com os consumidores, se mandavam com todo o lucro para fora e não reinvestiam, se eram as campeãs de reclamação no Procon, problema da Anatel.
Anatel ?
O que faz a Anatel ?
A privatização da Dilma é um pouquinho diferente.
Primeiro, ela não levou a leilão patrimônio nacional não renovável, como as jazidas minerais da Vale do Rio Doce.
Ou as jazidas do pré-sal da Petrobrax.
Ela leiloou a gestão de serviços.
O controle do que interessa, do que é vital, a gestão do espaço aéreo, isso continua no Brasil.
Não foi para a Espanha.
Em segundo lugar, a Infraero é sócia dos consórcios vencedores, com participação forte – 49% em Guarulhos.
E a Dilma tem direito a veto na administração dos aeroportos.
Ou seja, a Presidenta Dilma tem o pé na porta.
Não cumpriu o que prometeu, ela entra na sala.
E 49% da geração de lucro de Guarulhos não é de se jogar fora, não é isso, amigo navegante ?
É dinheiro para a Infraero aplicar em outros aeroportos essenciais à interiorização do progresso.
O que o Brasil ganhou com a concessão da Brasil Telecom ao Daniel Dantas ?
Quem ganhou mais ?
Ele ou o Brasil ?
O modelo que se pode chamar de híbrido da Dilma é manter sob controle do Estado uma formidável “golden share”, como fazia a D. Thatcher, a mãe de todos os privatizadores.
(Aqui, o Cerra jogou a “golden share” num piscinão do rio Tietê.)
A “golden share” da Dilma é o direito a veto.
Para fazer uma analogia, que talvez ajude a conter o disfarçado entusiasmo dos neolibelês (**), a distância que separa a Dilma da Elena Landau não é a que vai do Carandiru à Daslu.
É a diferença entre “concessão” e “partilha”, na Petrobrás.
O Farol “concedia” as reservas de petróleo do Brasil às empresas exploradoras.
A Dilma e o Lula, na companhia do Gabrielli, montaram o sistema da “partilha”.
E quem fica com a parte do leão (Infraero e o direito a veto) é a Petrobrás.
A Urubóloga tem razão.
A privatização da Dilma é estatizada demais.
Sem Ricardo Sergio de Oliveira.
O que é uma grande diferença !
Paulo Henrique Amorim
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