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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista
domingo, fevereiro 12, 2012
Yoani Sánchez: Diga-me com quem tu andas, que direi quem tu és...
Blogueira cubana passa a integrar grupo de colaboradores do instituto financiado pelos grupos midiáticos Estado de São Paulo, Abril e RBS, entre outras empresas, para defender valores liberais no Brasil. Yoani Sánchez passa a desfrutar a companhia de articulistas como Reinaldo Azevedo, Denis Rosenfield, Ali Kamel, Merval Pereira, Marcelo Madureira, Carlos Alberto Sardenberg e Carlos Alberto Di Franco, um dos integrantes mais ilustres da Opus Dei no Brasil.
- da Agência Carta Maior
A blogueira cubana Yoani Sánchez é uma das mais recentes colaboradoras do Insituto Millenium, entidade financiada por um grupo de grandes empresas de comunicação (Estado de São Paulo, Abril e RBS) e de outros setores (Gerdau, Vale, Suzano, entre outras), para defender os valores liberais no Brasil. Entre eles, segundo informa o site da entidade, destacam-se a eficiência, a economia de mercado, a responsabilidade individual, a propriedade privada e a meritocracia.
Apresentada como webmaster, articulista, editora do portal “Desde Cuba” e criadora do site “Generación Y”, Yoani Sánchez passa a fazer parte do seleto grupo de colaboradores do Millenium que reúne nomes como Reinaldo Azevedo, Denis Rosenfield, Ali Kamel, Merval Pereira, Marcelo Madureira, Carlos Alberto Sardenberg e Carlos Alberto Di Franco, um dos integrantes mais ilustres da Opus Dei no Brasil.
Apesar de se apresentar como “apartidário”, o Instituto Millenium teve uma participação ativa na campanha presidencial de 2010 no Brasil. Em março daquele ano, em seminário promovido pelo instituto em São Paulo, representantes de grandes empresas de comunicação do país afirmaram que o PT é um partido contrário à liberdade de expressão e à democracia e que, se Dilma fosse eleita, o “stalinismo seria implantado no Brasil”. “Então tem que haver um trabalho a priori contra isso, uma atitude de precaução dos meios de comunicação. Temos que ser ofensivos e agressivos, não adianta reclamar depois”, disse na época o ex-cineasta Arnaldo Jabor.
*Tudoemcima
Por que é preciso criminalizar a homofobia
- Por Rachel Duarte, no Sul21 | Fotos: Daniela Bitencourt
“Tudo que aconteceu comigo é reversível. O que permanecerá em mim é a lembrança da tragédia. Esta eu levarei para o resto da vida”, disse ao Sul21 o jovem Willian dos Santos, vítima de agressão por homofobia no último domingo (5), em Porto Alegre. Com dificuldades na fala, em razão da perda de quatro dentes e deslocamento da mandíbula, por conta da violência sofrida ao sair do cinema no bairro Cidade Baixa, o estudante de 20 anos está disposto a não deixar o caso passar em branco. “O que aconteceu comigo, aconteceu com outras pessoas e pode acontecer de novo. Estou a disposição do estado para novos esclarecimentos”, disse.
Com voz e jeito de rapaz muito humilde, William conta que embarca no próximo domingo (12) para Natal (RN) onde dará continuidade na faculdade de Relações Internacionais que cursava no Rio Grande do Sul. “Eu não estou indo embora por causa da agressão, já tinha esta oportunidade. Vou sentido em deixar os amigos, ainda mais nesta hora que todos estão me apoiando pelo que me aconteceu”, fala. O jovem chegou a aparecer no Sul21 dias antes da agressão, por conta de sua participação na marcha de abertura do Fórum Social Temático.
O coordenador do Grupo Somos, Alexandre Boer, foi procurado pelo jovem no dia da agressão e conta que ele já prestou trabalhos voluntários na ONG. “Ele é muito espontâneo, agilizado. Ele é daqueles que podemos dizer que tem o jeito de ‘bichinha’. Mas para tu seres agredido no Brasil hoje nem precisa ter cara de gay. Qualquer um confundido com homossexual está apanhando na rua”, comenta.
Willian mora com um amigo em Novo Hamburgo e ao deixar a última sessão do cinema no último domingo voltava sozinho em direção ao Centro de Porto Alegre. Na Rua Sarmento Leite, próximo a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), ele foi agredido verbalmente por dois homens. Os agressores, ambos jovens, um branco e outro negro, atacaram fisicamente William sem ele ter manifestado qualquer reação ao xingamento de “veado”.
“Achei que fosse pela minha forma comportamental ou vestimenta. Mas, neste dia eu estava ‘fantasiado de heterossexual’, como eu costumo dizer. Ainda estou costurado por dentro e por fora da boca. Minha gengiva ainda sangra. Também levei quatro pontos na testa e outros no supercílio. Mas os edemas e o inchaço estão passando. O dano estético eu vou poder recuperar”, afirma o jovem que saiu da sedação e voltou a comer apenas nesta quarta-feira (08)
“Ele chegou a ficar desacordado e ao retomar a consciência conseguiu ligar para amigos que o levaram ao HPS. Os homens levaram alguns bens pessoais e a bolsa dele, deixando o celular dele no bolso”, conta Alexandre Boer.
Assim que retomou a consciência, Willian fez uma foto da própria face. “Eu não queria parecer nojento. Foi a forma que encontrei de mostrar para as pessoas o que tinha me acontecido. Eu tentei abordar policiais na rua naquela hora, mas, com todo o sangue que eu tinha, eles não me deram bola. Acho que pensaram que eu era um bêbado qualquer”, revela.
No dia seguinte, com auxílio da ONG Somos e da Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos, Willian fez o registro da ocorrência. “Levei ele no Palácio da Polícia porque lá já fazem o exame de corpo de delito. Como homofobia não é crime, o registro vai da sensibilidade da polícia. E no boletim dele o atendente percebeu que era caso de homofobia. Agrediram só o rosto dele e deixaram o telefone pra ele. Foi uma agressão gratuita”, defende o coordenador da Somos.
Casos de agressões por homofobia crescem no RS
De acordo com a diretora estadual de Direitos Humanos, Tâmara Biolo Soares, que foi avisada do caso na noite de domingo e realizou o transporte da vítima para o registro do boletim de ocorrência, infelizmente a agressão de Willian é mais comum do que se divulga. “Vamos publicar uma nota de repúdio, com base neste episódio, contra este tipo de violência, que tem acontecido como muita frequencia em Porto Alegre e aumentado a incidência também no interior do estado”, lamenta.
Segundo Tâmara, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos está atenta aos desdobramentos judiciais que serão dados ao caso de Willian. “Registramos a queixa na Ouvidoria de Segurança Pública que abriu inquérito para identificar os agressores e entrar com processo judicial no Ministério Público. Estamos acompanhando também as investigações do delegado que está com o caso”, explica.
“As pessoas não fazem o tipo de registro por constrangimento, por isso que parece que só acontecem casos fora do RS. Eles muitas vezes dizem que foi só roubo. Os índices estão crescentes e assustadores e esta população está cada vez mais vulnerável, além de estar sendo impedida de usufruir o direito de ir e vir livremente. Por isso que defendemos o projeto de criminalização da homofobia”, defende o coordenador da Somos, Alexandre Boer.
*Tudoemcima
Filmes: "A Dama de Ferro"
Filme pretende pintar um retrato humano de Margareth Tatcher, mulher que governou seu país durante 11 anos com mão de ferro e crueldade
- por André Lux, crítico-spam
A ex-primeira ministra da Inglaterra, Margareth Tatcher, é uma espécie de musa máxima dos neoliberais, já que foi ela, em parceria com o presidente dos EUA na época Ronald Reagan, que implantou em seu país essa doutrina econômica que foi festejada pelas elites econômicas mundiais.
Como sabemos hoje, o neoliberalismo é a expressão máxima do capitalismo selvagem, na qual predominam a privatização (leia-se: doação) do patrimônio público, arrochos salariais, corte de gastos do governo com educação, saúde e qualquer outra coisa que cheira a “ser humano”, desregulamentação do mercado e perseguição brutal a sindicatos e organizações trabalhistas. O resultado dessa política desumana nós todos podemos sentir hoje na crise que assola o mundo e é resultado direto dessa doutrina que foi disseminada e implantada no resto do mundo por políticos de direita (inclusive no Brasil, durante os governos de Collor e Fernando Henrique Cardoso).
“A Dama de Ferro” pretende pintar um retrato humano dessa mulher que governou seu país durante 11 anos com mão de ferro e crueldade nunca antes vistas em uma sociedade democrática, ao ponto de seu próprio partido (Conservador) se voltar contra ela e retirá-la do governo numa virada de mesa engendrada por seus ex-aliados.
Mery Streep tem uma atuação que está sendo bastante elogiada e concorre novamente ao prêmio Oscar da indústria cultural estadunidense, porém na minha opinião não é tudo isso. Primeiro porque é uma atuação de fora para dentro, toda baseada em efeitos de maquiagem e na cópia dos tiques e sotaques de Tatcher. Segundo, porque o roteiro não lhe dá grandes cenas e concentra-se quase todo nos últimos anos da musa do neoliberalismo, quando já sofria de demência em estado avançado, ao ponto de passar a maior parte do tempo conversando com o “fantasma” do marido morto.
Por meio de esparsos flashbacks, o filme vai mostrando sua trajetória, desde a criação familiar (seu pai pobre porém conservador - vejam que paradoxo! - teve importância fundamental na formação do caráter de Tatcher, diz o roteiro) até sua primeira vitória para o parlamento. Nesse ponto “A Dama de Ferro” resvala em uma certa ingenuidade, pintando Tatcher como uma mulher determinada que venceu o preconceito e o machismo dos homens de seu partido impondo sua visão de mundo e conquistando suas vitórias políticas.
Na vida real não me parece que isso tenha ocorrido dessa forma, pois a elite econômica que dominava a política na Inglaterra pode ter muitos defeitos, mas de bobos não tem nada. Assim, é muito mais provável que tenham enxergado na tola e crédula Tatcher uma maneira de seduzir uma parte do eleitorado que era arredio à nata da sociedade, na figura daquela mulher que, embora oriunda das classes inferiores, defendia com unhas e dentes os dogmas ideológicos que serviam para manter os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres (que é o objetivo máximo do neoliberalismo).
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| Piada pronta: Tatcher recebe a "medalha presidencial da liberdade" das mãos do facínora George Bush. |
É interessante também o esforço que o filme faz no sentido de “humanizar” o personagem, inclusive mostrando que os neoliberais também podem amar. Só que isso acaba sendo descontruído durante a própria projeção, já que fica óbvio que Tatcher casou por interesse com um rico industrial para poder ser aceita pelas elites de seu partido. Ou seja, o que essa mulher amava mesmo era o dinheiro, o poder e o status (não necessariamente nessa ordem), tanto é que depois praticamente abandonou a família para perseguir obsessivamente seus ideais políticos (ao ponto de ser rejeitada pelo filho).
Nesse ponto ao menos o filme tem sucesso, pois mostra de maneira clara que até uma pessoa cruel, fria e calculista como a Sra. Tatcher é também apenas um ser humano e que, no caso dela, só vai sentir o peso de suas ações monstruosas no final da vida, embora isso não a faça mudar de opinião em relação às suas convicções. “O problema do mundo é que as pessoas sentem demais e pensam de menos”, vaticina a idosa Tatcher. Não, o problema do mundo são pessoas como a senhora.
Deus nos livre de ser governado por gente assim.
*Tudoemcima
EM COMEMORAÇÃO AOS 90 ANOS DA SEMANA DE ARTE MODERNA DE 1922, TARSILA DO AMARAL GANHA MOSTRA NO RIO DE JANEIRO
Depois
de 43 anos, o Rio de Janeiro recebe uma exposição individual de um dos
nomes mais importantes da Semana de Arte Moderna de 1922 que está
completando 90 anos: a pintora Tarsila do Amaral. E Tarsila, a pintora
de formas inusitadas e peculiares, cores vibrantes e forte sensibilidade
para retratar o Brasil e o povo brasileiro, aparece de forma intimista,
em uma espécie de conexão entre sua arte e sua vida pessoal.
Isso porque a exposição Tarsila do Amaral – Percurso Afetivo que acontece no Centro Cultural do Banco do Brasil do Rio de Janeiro, de 14 de fevereiro a 29 de abril, foi pensada a partir da descoberta de seu Diário de Viagens o que permitiu reunir cerca de 80 obras, entre pinturas, desenhos, objetos e até gravuras capazes de traçar um contorno emocional com a “caipirinha vestida por Poiret”, como a chamava Oswald de Andrade e assim não só a obra, como também os traços de uma personalidade marcante da história nacional poderão ser revisitados.
O Theatro Municipal de São Paulo também revisita as origens do Movimento de 1922, que começou justamente naquele palco, com apresentações de música e dança entre 15 e 26 de fevereiro.
*Educaçãopolitica
Concordata entre estados fascistas
O Estado da Cidade do Vaticano assinala hoje o seu aniversário,
83 anos depois da assinatura, a 11 de fevereiro de 1929, do tratado que
decretou a sua instituição.
O acordo insere-se nos denominados Pactos de Latrão, negociados quando o rei de Itália era Victor Manuel III, tendo sido assinado pelo primeiro-ministro Benito Mussolini e pelo cardeal Pietro Gasbarri, secretário de Estado do Papa Pio XI, e posteriormente ratificados por este e pelo monarca.
*diarioateista
O acordo insere-se nos denominados Pactos de Latrão, negociados quando o rei de Itália era Victor Manuel III, tendo sido assinado pelo primeiro-ministro Benito Mussolini e pelo cardeal Pietro Gasbarri, secretário de Estado do Papa Pio XI, e posteriormente ratificados por este e pelo monarca.
*diarioateista
Amigo de Alckmin terá de devolver R$ 1,5 mihão
Fernando Porfírio _247 – O presidente da Fundação para o Desenvolvimento
da Educação (FDE), José Bernardo Ortiz, foi condenado a devolver ao
erário público R$ 1,54 milhão. O valor é referente à indenização por
conta de um contrato considerado irregular por falta de licitação. Ortiz
autorizou, em março de 2002, quando era prefeito de Taubaté, no
interior de São Paulo, a contratação da Armco Staco Indústria
Metalúrgica. A empresa forneceu tubos de aço corrugados para a
canalização de córregos do município.
A decisão, por votação unânime, é da 7ª Câmara de Direito Público do
Tribunal de Justiça de São Paulo, que reformou sentença de primeiro grau
favorável a Ortiz. O juiz de Taubaté julgou improcedente a ação civil
proposta pelo Ministério Público paulista. A indenização, de acordo com a
corte paulista, deve ser solidária, atingindo o ex-prefeito de Taubaté e
a empresa Armco Staco. Á defesa vai recorrer da decisão.
No entendimento do relator, desembargador Magalhães Coelho, não há
dúvida de que o ex-prefeito de Taubaté praticou ato de improbidade
administrativa. Para o relator, sob a justificativa de falta de
exigência de licitação, Ortiz realizou contratação direta, deixando de
atender requisitos legais e constitucionais.
“Deixou ainda de considerar a existência de outras empresas fornecedoras
de tubos passíveis de serem utilizados na canalização dos córregos
municipais”, completou Magalhães Coelho.
O valor do contrato, na época, foi de R$ 817.592,12. Em sua defesa, o
então prefeito alegou que não seria exigível a licitação para
contratação de serviço de fornecimento de tubos de aço. O Ministério
Público paulista, autor da ação contra Ortiz, alegou que o contrato, sem
o devido processo de licitação, era irregular, pois contrário aos
princípios inerentes à Administração Pública.
O relator do recurso, desembargador Magalhães Coelho, entendeu que, no
caso, não ficou comprovado por meio de estudos técnicos, a escolha do
material adquirido, o que demonstrou que a contratação se de “de forma
irregular” ao impedir a melhor prestação de serviço de acordo com o
interesse público.
Em seu voto, o desembargador Magalhães Coelho, relator, reconheceu a
nulidade do contrato pautado em inexigibilidade de licitação e condenou
Ortiz e a empresa Armco Staco S.A. Indústria Metalúrgica a ressarcirem,
solidariamente, o erário público, pelo valor total da contratação,
corrigido desde o efetivo pagamento e aplicação de juros de mora desde a
citação.
Ortiz foi prefeito de Taubaté por três vezes. Em janeiro do ano passado,
foi nomeado pelo governador Geraldo Alckmin para ocupar a presidência
da FDE. A Fundação, com orçamento de R$ 3 bilhões, é vinculada à
Secretaria da Educação.
*oterrordonordeste
Portugal vive maior protesto dos últimos 30 anos
Esquerda.net
Segundo a CGTP, a manifestação nacional contou com 300 mil pessoas e
encheu a baixa de Lisboa durante a tarde de sábado. A central sindical
vai reunir o Conselho Nacional na próxima quinta-feira e decidir aí
novas formas de luta, tendo em conta a mobilização desta manifestação.
No seu primeiro discurso após tomar posse como secretário-geral da
Intersindical, Arménio Carlos apontou baterias ao governo da troika. "De
austeridade em austeridade, os sacrifícios sucedem-se sem fim à vista, o
país definha economicamente e a pobreza alastra", declarou,
acrescentando que "os pacotes sucessivos de austeridade e sacrifícios
não criam riqueza. O país precisa que lhe tirem a corda da garganta".
Para que isso aconteça, Arménio Carlos defendeu a "renegociação da
dívida em prazos, montantes e juros mas também a alteração de políticas
que tenham como prioridade o crescimento económico, o emprego e a
salvaguarda do interesse nacional". O líder da CGTP aproveitou para
responder a Paulo Portas, que considera que a renegociação é passar uma
mensagem de caloteiro para o exterior. "Caloteiro não é aquele que exige
a renegociação da dívida para criar riqueza e emprego e criar condições
para pagar aquilo que se deve. Caloteiro é aquele que se submete, que
aceita o que lhe é imposto, sabendo de antemão que jamais em tempo algum
com estas condições irá pagar aquilo que deve", declarou o
sindicalista.
Para Francisco Louçã, esta manifestação foi "um sinal de dignidade,
porque o país já percebeu uma coisa: é que o governo sussurra no ouvido
dos ministros alemães que ditam a sorte de Portugal, mas não ouve as
razões da maioria do povo português". "O governo e a troika dizem-nos o
seguinte: mais facilidade de demissões, dias de trabalho gratuito,
perdem o subsídio de natal e de férias e no fim há mais dívida e talvez
um novo empréstimo para mais dívida ainda", acrescentou o dirigente
bloquista presente no "Terreiro do Povo".
Sobre a visita da troika prevista para a próxima semana, Arménio Carlos
lembrou que o acordo "é bom para eles", referindo-se aos milhares de
milhões que o país é chamado a pagar só em juros e comissões, ao
dinheiro posto à disposição da banca e aos favores feitos ao patronato,
aos acionistas das empresas privatizadas e aos detentores das cadeias de
distribuição. Para o líder da CGTP, "o povo português está a encher o
Terreiro do Paço e a dizer ao Governo e às entidades patronais que aqui
não há rendição".
No início do discurso, Arménio Carlos referiu-se às lutas dos
trabalhadores gregos, "um povo que já marcou a história pela sua
heroicidade, que não abdica de lutar por aquilo que tem direito" e aos
trabalhadores espanhóis, que "anunciaram uma jornada de luta para
contestar as medidas que o Governo anunciou para, tal como aqui,
embaratecer os despedimentos".
*esquerdopata
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