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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista
quarta-feira, fevereiro 15, 2012
Pelo dia de ontem é sempre bom lembrar

Alfred Eisenstaedt’s image of a sailor kissing a nurse in Times Square on V-J Day in 1945. (Photo: Alfred Eisenstaedt, Time-Life/Getty Images)

“The Kiss by the Hôtel de Ville,” taken in Paris in 1950. (Photo: Robert Doisneau)

Konstantin Brancusi- the kiss

Rodin- le baiser
*LuisFavre
Coronel do Pinheirinho
é condecorado pela PM tucana
O Conversa Afiada reproduz e-mail que recebeu do amigo navegante Murilo Henrique:
Paulo, eu confirmei a informação que lhe mandei anteriormente por e-mail, sobre a Medalha entregue ao Coronel Messias. Falei com a secretária dele e, por fim, a comunicação social da PM de São José dos Campos confirmou.
O ilustre coronel, que comandou o massacre do Pinheirinho, no dia 22 de janeiro deste ano, foi condecorado dias depois, 09/02, com a medalha Paul Balagny, entregue pela Diretoria de Ensino e Cultura da PM. A condecoração, instituida em 2006 por uma lei estadual, é destinada a personalidades civis e militares com destaque na promoção da cultura.
O Coronel ficou mundialmente conhecido pela operação do Pinheirinho. Segundo ele, a culpa pela violência na desocupação da comunidade seria dos “vandalos” que lá moravam, conforme públicou o inglês de The Guardian, no dia 23 de janeiro.
Abs!
VERGONHOSO: COMANDANTE DO MASSACRE DO PINHEIRINHO É CONDECORADO!
O Coronel Messias, que comandou
a desastrosa operação de despejo do Pinheirinho, recebeu na última
semana uma condecoração da Polícia Militar de São Paulo.
Trata-se da Medalha Paul
Balagny, destinada a personalidades que “tenham se destacado por
relevante contribuição às ciências, letras, artes e cultura, resultando
em benefício à Policia Militar do Estado de São Paulo”. É o fim da
picada.
O evento ocorreu dia 9/2, menos de 20 dias após o massacre, no Anhembi.
É importante lembrar que ainda
existem 5 pessoas desaparecidas desde o despejo, sendo procuradas por
seus familiares: Josefa de Fátima Jerônimo / Gilmara Costa do Espírito
Santo, Beto (esposo) e Lucas Costa do Espírito / Mateus da Silva. Há
ainda o caso de Ivo Teles dos Santos – 75 anos. Ficou desaparecido por 9
dias, sendo encontrado na UTI de Hospital de São José, com traumatismo
craniano, devido a agressões. Está ainda em estado grave.
É necessário denunciar este fato vergonhoso.
*PHA
Sem CPI da Privataria e sem Lei da Mídia, mas com Kassab
Vá lá que, em nome do pragmatismo político, a roubalheira praticada no
Brasil durante a era Fernando Henrique Cardoso, roubalheira essa
imortalizada pela obra demolidora do jornalista Amaury Ribeiro Jr. A
Privataria Tucana, ou o projeto de regulação da comunicação eletrônica
no Brasil, a assim chamada Lei da Mídia, sejam ignoradas,
respectivamente, pela cúpula do PT e pelo governo federal.
Estamos vivenciando uma era política que o PSDB e a direita midiática
haviam anunciado há mais ou menos uma década e meia, quando decretaram o
“fim da história”. Só que, à diferença da era tucana, hoje não há
propaganda do fim das ideologias em nome do que seria “pragmatismo
político-econômico” – a prática é que exibe uma situação em que o
impensável se converte em natural com uma singeleza e uma naturalidade
assustadoras.
O próprio Amaury, o Paulo Henrique Amorim – que sabe sempre das coisas –
e mais as torcidas do Flamengo e do Corinthians unificadas já descreem
da instalação da CPI pelo senhor deputado Marco Maia.
Já a Lei da Mídia, contam as más línguas que só sai se o projeto tiver a
rubrica do Otarinho, as dos barões do café e a do ítalo-argentino
instalados à Marginal do Tietê, bem como as dos irmãos do Jardim
Botânico. Ou seja: não sai se não for para aprofundar a concentração da
propriedade de meios de comunicação no Brasil.
Mas o que não dá para entender é a cada vez mais repetida – e cada vez
menos negada –suposta aliança do PT de São Paulo com o prefeito Gilberto
Kassab, aliança cuja origem no partido a mídia atribui ao ex-presidente
Lula – ainda que este, ao que se saiba, esteja ocupado com coisas mais
importantes para si, tais como cuidar da própria saúde – e ao
pré-candidato a prefeito Fernando Haddad.
Dirão que o PT se aliou a José Sarney e a Paulo Maluf, em nível federal,
e que, portanto, aliar-se a Kassab em nível municipal não seria nada
demais. Todavia, essas são alianças com o PP e o PMDB, quando, em São
Paulo, o que haveria seria uma aliança de cunho personalista com o muito
mal avaliado prefeito da cidade, pois não se fala em aliança com o PSD,
mas com o seu suposto idealizador.
O PT paulistano, portanto, perdeu para Kassab em 2008, quando ele era
popular, e agora, ironicamente, surgem hipóteses de que poderá perder
com o mesmo Kassab, pois, atualmente, o ex-poste de José Serra,
mergulhado na impopularidade, trata de apunhalar o ex-mentor e se ligar
aos seus adversários. E o que é mais surreal: o tucano não diz nada
sobre isso. E deve saber por que não diz…
O prejuízo político entre a militância governista seria – ou será –
moderado com os sepultamentos da lei da mídia e da CPI. Sempre que essas
hipóteses são aventadas os petistas mais compreensivos insinuam que
tais recuos lhes seriam aceitáveis, por assim dizer. Todavia, ainda não
encontrei um só petista, nem o mais dócil, condescendendo diante da
hipótese de aliança com Kassab.
Sem CPI da Privataria e sem Lei da Mídia, mas com Kassab, então, vejo no
horizonte uma pouco provável, mas virtualmente possível futura
dissidência de centro-esquerda no PT que poderia se unir à esquerda mais
autêntica (PSOL e/ou PSTU, por exemplo) para se contrapor à guinada que
a cúpula partidária nacional vai dando em direção à direita.
Quem, como este blogueiro, mensura o ânimo da militância diariamente, já
não tem dúvida de que, a persistir o endireitamento do governo e da
cúpula governista no PT, a direita demo-tucano-midiática pode começar a
ter esperanças. Nem que seja de fazer alianças, pois, onde cabe um
Kassab, se pensarmos bem caberiam até José Serra e Fernando Henrique
Cardoso. Ou não?
PS: importantíssima liderança do PT envia e-mail ao blog dizendo que
espera que as “profecias” acima, em “todos os seus tópicos”, não se
concretizem.Blog da Cidadania
*Oterrordonordeste
A imprensa torce contra o PT fervorosamente
Kassab é o cabo Anselmo de Serra
A aproximação do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), e o PT, delineada com seu apoio ao pré-candidato do Partido dos Trabalhadores, Fernando Haddad, à prefeitura paulista, serviu para implodir esta candidatura e irritar petistas históricos.Este movimento facilita a vida do ex-governador José Serra - que já negocia com o governador Geraldo Alckmin condições para se candidatar pelo PSDB -, já que deixa o PT dividido.
Olga Benario Prestes: aos que lutam por um mundo melhor
Homenagem aos 104 anos de nascimento de Olga Benario Prestes
Olga
nasceu em 12 de fevereiro de 1908 em Munique, na Alemanha. Aos 15
anos, sensibilizada pelos problemas sociais que abalavam a Alemanha nos
anos 1920, aproximou-se da Juventude Comunista, organização política
em que passaria a militar ativamente. Aos 16 anos, abandonou a casa dos
pais e seguiu para o bairro operário de Neukölln, em Berlim, onde
desenvolveu intensa atividade política. Ela se tornou então uma
militante revolucionária, uma comunista internacionalista, decidida a
dedicar sua vida à luta por uma sociedade mais justa e igualitária. Nem
mesmo os padecimentos em campos de concentração nazistas abalaram sua
generosidade, caráter e convicções políticas. O que ficou explícito em sua última carta escrita
ao marido, Luiz Carlos Prestes, e à filha, Anita Leocadia Prestes, no
campo de concentração de Ravensbrück, antes de ser conduzida à morte em
uma câmara de gás, em abril de 1942:
*MilitânciaViva"Lutei pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo. Prometo-te agora, ao despedir-me, que até o último instante não terão porque se envergonhar de mim. Quero que me entendam bem: preparar-me para a morte não significa que me renda, mas sim saber fazer-lhe frente quando ela chegue. (...) Até o último momento manter-me-ei firme e com vontade de viver".
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