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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

terça-feira, abril 10, 2012

Decepção: A triste fraude do projeto Tamar


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O Governo Federal pediu o bloqueio de bens do Projeto Tamar e o cancelamento do certificado de filantropia. Motivo: a fundação criada para proteger as tartarugas pagou para que um integrante do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) e um advogado fraudassem a concessão do documento que dá à entidade o direito de ser filantrópica. Houve até  falsificação de provas.
Por Lúcio Lambranho*, para a Papel Social.
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As tartarugas voltando para o mar após a desova, salvas do risco de extinção, são a marca registrada do projeto Tamar desde 1980. Mas a imagem positiva de preservação da natureza é bem diferente dos fatos narrados em uma ação produzida pela Advocacia Geral da União (AGU).
O processo, que tramita na Justiça Federal, revela fraudes e irregularidades na concessão do título de entidade de assistência social, o que daria ao Tamar uma isenção milionária de impostos.
No documento, a AGU pede o bloqueio de bens, o cancelamento do certificado de filantropia e a condenação da entidade por improbidade administrativa. A ação tem como base as conversas telefônicas gravadas e documentos apreendidos na Operação Fariseu, investigação iniciada ainda em 2005 por Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público Federal.
A apuração levou à prisão dois consultores contratados pelo Tamar ainda em março de 2008. Agindo nos bastidores do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), o advogado Luiz Vicente Dutra foi flagrado pelas escutas dizendo que estava “com quatro conselheiros do CNAS” e ia “vender as tartarugas”.
O outro contratado pela entidade foi o então suplente de conselheiro do CNAS, Euclides da Silva Machado. Uma das principais provas da acusação é uma carta enviada por ele para o então diretor da Fundação Tamar, Victor Partiri, aonde o conselheiro diz que “o Tamar por si só, não pratica comprovadamente assistência social”.
No mesmo documento, o conselheiro dá a dica de como deveria ser a transformação para conseguir o certificado.
O primeiro ponto foi incluir as visitas dos turistas às bases do projeto no litoral brasileiro como atendimento gratuito para fins de assistência social. Além disso, foi criada uma manobra contábil onde passaram a considerar como gratuidade todas as despesas com mão-de-obra das rendeiras contratadas pela fundação para confecção dos suvenires.
Para os órgãos de fiscalização, a decisão dos conselheiros do CNAS era tão absurda que em menos de um mês a Receita Federal encaminhou um recurso ao Ministério da Previdência Social para pedir o cancelamento do ato.
Nos três anos (2003 a 2005) em que o Tamar pedia para que fossem consideradas suas atividades de assistência social, a entidade faturou mais de R$ 31 milhões com venda de brindes com a marca do projeto. Só este fato, segundo a Receita, já afastava qualquer possibilidade da fundação ser considerada filantrópica, pois a maior parte do dinheiro não foi aplicado em ações sociais.
O CNAS não tinha corpo de auditores para analisar livros contábeis das instituições. Concedia titulações com base no que era apresentado pelas entidades. Além disso, o próprio conselheiro Machado, que deu as dicas para a obtenção do certificado de filantropia, firmou um contrato com o Tamar, contrariando frontalmente o conselho de ética do CNAS. Os documentos mostram que Machado recebeu, por meio de sua empresa,
R$ 29.400 do Tamar.

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ISENÇÃO GENERALIZADA

Com o certificado de assistência social, hospitais, escolas e faculdades privadas obtêm vantagens fiscais que as livram de pagar milhões aos cofres públicos, na forma de tributos.
O principal dos benefícios é isenção total da cota patronal do INSS. De acordo com as investigações do governo e do Ministério Público, somente em 2007 a isenção concedida a sete mil entidades deu um prejuízo aos cofres públicos de R$ 2,1 bilhões.
As fraudes são gigantescas e antigas. A força-tarefa montada para apurar os crimes revisou isenções concedidas desde o final dos anos 90.
A Receita e o INSS dizem que as entidades beneficiadas não têm o direito de requerer o certificado de assistência social, pois não cumprem as 11 obrigações necessárias para a obtenção do registro. A principal delas é a que obriga as instituições a oferecem, pelo menos, 20% de serviços gratuitos nas áreas de educação e assistência social e 60% na área de saúde. Os percentuais são calculados sobre a receita bruta das entidades.
Fraudes ou inclusão de serviços, que não são considerados filantropia para se atingir esses percentuais, são comuns entre os processos investigados, como foi o caso do Tamar.
O projeto ambiental e as supostas entidades de assistência social já tinham sido flagradas pela Receita Federal, que ainda na década passada pediu o cancelamento dos certificados.
As entidades acabaram sendo anistiadas em 2009, graças a polêmica MP 446/2008, apelidada no Congresso Nacional de “MP da Pilantropia”.
A MP acabou sendo devolvida ao Executivo. Por isso, a ação contra a fundação ambiental também demonstra que há uma contradição jurídica no governo federal. Parecer dessa mesma AGU considera que apesar de ter sido rejeitada por deputados e senadores, os efeitos da MP continuam valendo.
AGU preferiu não comentar a decisão de processar o Tamar e ao mesmo tempo garantir anistia para outras entidades investigadas pela Operação Fariseu. Alega que não pode se manifestar, pois o processo está sob segredo de Justiça.
Priscila Wiederkehr, diretora administrativa do Tamar, informou que o projeto não gozou de imunidade e que a Receita Federal negou o pedido de isenção. A entidade não respondeu as questões sobre o processo enviadas pela reportagem, mas protocolou no final de 2010 um pedido para renovar sua certificação.
O advogado Luiz Vicente Dutra, flagrados pelas escutas da PF, disse que “todas as acusações são infundadas e foram obtidas de forma ilegal por meio de escutas”.
A reportagem não conseguiu contato com o ex-conselheiro suplente do CNAS, Euclides Machado, nem com seus advogados.  Em suas alegações no processo, ele diz que nunca escondeu o fato de prestar serviços ao Tamar e que nunca votou nem participou de pareceres para entidades com as quais mantinha contratos. O Código de Ética do CNAS diz que “é vedado prestar serviços de consultoria remunerada nos processo de registro e certificação das entidades de assistência social, concomitantemente com o exercício da função de conselheiro”.

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PILANTROPIA

Baixada a poeira da crise política criada pela devolução da MP, o governo conseguiu aprovar um projeto que afrouxou ainda mais as regras. Trata-se da lei 12.101/2009. No artigo 31, a União decidiu que o direito à isenção das contribuições sociais poderá ser exercido pela entidade a contar da data da publicação da concessão de sua certificação.
Com a nova regra, não existe mais a necessidade de que a entidade peça o benefício em processo administrativos na Receita Federal e até evita que ela entre com ações na Justiça. Ou seja, mesmo sob suspeita, as entidades supostamente filantrópicas ganharam mais um benefício sem que se tenha causado nenhum alarde na imprensa e sem nenhuma implicação política como teve a MP 446/2008.
Acreditando agir acima de qualquer suspeita, o conselheiro Euclides Machado representava uma obra social destinada a ajudar idosos e doentes em Brasília. Outros conselheiros envolvidos nas denúncias também atuavam como representantes de entidades assistenciais e religiosas. Por isso, a ação da PF foi batizada de “Fariseu”, por considerar que os envolvidos agiam como os “antigos indivíduos que aparentam santidade, mas não a têm”.
A inspiração dos policiais federais vem da passagem bíblica: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia”. A denúncia contra a Fundação Pró-Tamar revela o lado até então obscuro de uma entidade considerada como um caso de sucesso de ação ambiental no Brasil, mas que parece ter sido seduzida, assim como muitas outras, pelas facilidades para ludibriar a burocracia federal.
* Lúcio Lambranho é jornalista. Foi repórter no Correio Braziliense e no Jornal do Brasil. Recebeu menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog por reportagens sobre trabalho escravo publicadas no site Congresso em Foco. No mesmo portal, foi um dos responsáveis pelas reportagens sobre a farra das passagens aéreas, série jornalística vencedora do Prêmio Embratel de Jornalismo Investigativo e do Prêmio Esso de Melhor Contribuição à Imprensa em 2009.
*Mariadapenhaneles

CPI de Cachoeira deverá convocar Roberto Civita




POLÍTICA
CPI Mista do Cachoeira será instalada até o fim de semana
José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado, e Marco Maia (PT-RS), presidente da Câmara dos Deputados, acabaram de bater o martelo: até o fim desta semana esperam instalar a CPI Mista para investigar crimes cometidos pelo ex-bicheiro Carlinhos Cachoeira, sua turma e o senador Demóstenes Torres (GO).
Fernando Ferro, deputado federal pelo PT de Pernambuco, revelou que apresentará requerimento à CPI para que seja ouvido Roberto Civita, dono da Editora Abril, responsável pela publicação da revista VEJA. Cachoeira era informante da revista. Em uma con versa grampeada pela Polícia Federal, ele diz que ofereceu grandes furos à revista.
*Nassif

Vazamento “da Petrobras” é o óleo da Chevron?

A Chevron desviou a perfuração do poço acidentado no campo do Frade para a "beira" do campo de Roncador e agora o vazamento é da Petrobras?
O jornal O Globo diz que a  “ANP informa vazamento da Petrobras a 500m do Campo do Frade”.
Vazamento da Petrobras?
A Chevron e – mais grave ainda – a ANP jamais informaram a distância da perfuração onde ocorreu o acidente do limite do campo do Frade, contíguo aCampo do Roncador, onde a Petrobras, sem registro de acidentes, há mais de dez anos.
Esta é uma das perguntas que o deputado Brizola Neto fez ao presidente da Chevron, em novembro passado e que, até agora, está sem resposta.
Sabe-se que o ponto onde ocorreu o acidente, pelos próprios diagramas exibidos pela Chevron (veja a foto mostrada pelo presidente da empresa) , estava a mais de três quilômetros do ponto onde se situava a plataforma da Transocean operada pela petroleira americana, e que esta plataforma estava a quatro quilômetros do limite entre os campos.
Tanto que a mancha do vazamento da Chevron foi avistada não pela tripulação de sua plataforma, mas pela de uma plataforma da Petrobras, localizada no campo de Roncador.
Mas ninguém quis saber e os órgãos oficiais jamais divulgaram, formalmente, estes dados.
O vazamento,ao que tudo indica, é do bolsão de petróleo que se formou na extensão de poço sem revestimento que a Chevron perfurava ali.
Ou, pior ainda, resultado de uma vedação tardia e inadequada, do poço acidentado.
Mas, infelizmente, o relatório da ANP sobre os erros da Chevron na perfuração, entregue à empresa americana, continua “sigiloso”, à espera que a petroleira apresente sua defesa.
É interessante essa inovação jurídica de ser sigiloso um documento público, sobre um assunto de interesse público.
A Petrobras, quando tem problemas, informa à opinião pública, sem subterfúgios, como ocorreu no derramamento de dez litros – o equivalente a um balde – de água poluída por óleo.
Já os milhares de barris de petróleo da Chevron podem ficar na obscuridade.
Dizer que se está esperando o “DNA” do petróleo, para saber de qual campo vazou é irrelevante.
O vazamento que aparece no apartamento 202, depois de um desastre no apartamento 302, é óbvio.
Vai para a conta da Petrobras, que é boa de apanhar, uma Geni da mídia.
*Tijolaço

O Autor da obra "Deus, um delírio", Richard Dawkins, participou de um debate sobre religião e ateísmo, estando completo e com legendas em português


O empacamento do PAC
em Londrina

Só falta concluir os prédios dessa rua à esquerda. Um horror ! (Fotos: Marcelo Roque)


O ansioso blogueiro visitou na manhã desta terça-feira a maior obra do Minha Casa Minha Vida.

Fica no bairro de Vista Bela, na região Norte de Londrina, no Paraná.

Aqui viverão 12 mil famílias.

É uma prova incontestável de que, como assegura o PiG (*), o PAC empacou.

No período 2011-2014, serão construidas 12 milhões de novas moradias, com um investimento total de R$ 142 bilhões.

Só em 2012 serão investidos R$ 42 bilhões.

Em 2002, no ambiente da Herança Maldita – clique aqui para ver a tabelinha que faz o FHC cortar os pulsos – a Caixa investiu R$ 4 bi em habitação.

Dez vezes menos.

Isso, sim, é que era Avanço !

Leia também sobre o Horror em Londrina:

Minha Casa dá origem a “minicidade” em Londrina – Publicado em 13/06/2011


Cerca de 10 mil pessoas vão morar no Residencial Vista Bela, o maior canteiro do programa federal. Conjunto fez disparar a demanda por materiais de construção na região


Londrina – Considerado o maior canteiro de obras do programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida no país, o condomínio Vista Bela, localizado na região norte de Londrina (Norte do Paraná), vai abrigar, quando estiver concluído, uma “minicidade” com cerca de 10 mil pessoas. O megaprojeto, que está sendo erguido em uma área de 630 mil metros quadrados, chegou a empregar, em meados do ano passado, 1,5 mil trabalhadores, incluindo dez mestres de obra e dez engenheiros. Hoje trabalham nos canteiros cerca de 950 pessoas.


Serão ao todo 2.712 unidades habitacionais, entre casas e apartamentos, voltadas para famílias com renda de até três salários mínimos. O local terá 17 ruas, 31 quadras e 90 prédios.


(…)

Em Londrina, Gleisi Hoffmann visita maior obra do Minha Casa, Minha Vida – Publicado em: 06/08/2010


(…)


Os números do Vista Bela são impressionantes. No terreno de 650 mil metros quadrados vão morar entre 10 mil e 12 mil pessoas. Serão 1.272 casas e 1.440 apartamentos distribuídos em 90 prédios. A Caixa Econômica Federal investe aproximadamente R$ 80 milhões no residencial.


(…)



Paulo Henrique Amorim

Divulgan imágenes de una base secreta de EEUU en Groenlandia para misiles nucleares

 

El diagrama de la base
No, estas imágenes no muestran fotografías en blanco y negro de la base rebelde en el planeta helado de Hoth. Es parte de un plan secreto para instalar una base de propulsión nuclear del Ejército de EE.UU., que fue construida bajo las capas de hielo de Groenlandia, a 800 kilómetros del Polo Norte, y conocida como “Camp Century”.
La base fue construida, según versión oficial, para llevar a cabo investigaciones científicas, pero la verdadera razón ha sido develada recientemente: probar la viabilidad de enterrar misiles nucleares bajo el hielo en un esfuerzo conocido como Proyecto Iceworm, en el contexto de la Guerra Fría.
El coronel del ejército de los Estados Unidos, John H. Kerkering, fue el militar puesto al frente de un ambicioso proyecto que construyó literalmente una ciudad subterránea bajo el hielo de Groenlandia.
En 1959 y bajo el nombre en clave de “Proyecto Iceworm”, el Centro de Desarrollo e Investigación Polar de los Estados unidos puso en marcha todo un entramado para construir la ciudad subterránea bajo las capas de hielo de la isla ubicada a 800 kilómetros al sur del Polo Norte, entre los océanos Atlántico y Glaciar Ártico. Era una disposición táctica y geográfica que lo hacía idóneo para cumplir sus objetivos de agresión nuclear contra la URSS.
El lugar elegido para realizar el proyecto fue una meseta a 6.180 pies (unos 1.883 metros) sobre el nivel del mar y con una temperatura media de unos -23 grados centígrados, aunque podía llegar a alcanzar los -56 grados.
Unas potentes tuneladoras fueron trasladas hasta el lugar, realizando todo un entramado de largos pasillos subterráneos que acabaron albergando una central nuclear, cuyo coste de traslado había superado los 5 millones de dólares.
Los 30 edificios interiores estaban realizados por placas de madera prefabricadas y en ellas se encontraban las viviendas, biblioteca, servicios médicos y religiosos, lugares de ocio y servicio (cantina, teatro, peluquería, lavandería), almacenes, laboratorios y todo lo imprescindible para llevar una vida lo más placenteramente posible en un lugar tan hostil, aparte de poder realizar con normalidad el trabajo encomendado a los militares que allí residían (85 en época de invierno y aproximadamente 200 en verano).
El suministro de agua que recibía Camp Century se realizaba a través de un bombeo de vapor de un pozo de hielo, por el que el elemento líquido que se utilizaba pertenecía a la nieve caída sobre Groenlandia dos mil años antes.
A través de una línea ferroviaria de más de tres kilómetros se conectaban los veintiún túneles interiores y una calle central de aproximadamente mil metros de larga.
Todo se preparó para simular un centro de investigación y experimentación científica, pero en realidad escondía todo un entramado de defensa militar que había decidido trasladar hasta allí aquel centro de operaciones debido a su perfecta ubicación a medio camino entre Nueva York y Moscú.
Pero todo aquel monumental montaje que tuvo un costo de 8 millones de dólares, (60 millones si lo trasladamos a nuestros días) de poco sirvió, ya que, tras varios años de construcción, apenas tuvo una producción activa, abandonando el proyecto en el año 1966.
El mayor problema que se encontraron fue el movimiento de los glaciares, ya que éste amenazaba con colapsar los túneles y tal y como se dio por finiquitado fueron derrumbándose.
Hasta 1997 no se dieron a conocer los detalles del Proyecto Iceworm tras desclasificarse los documentos por parte del Instituto danés de política exterior, que facilitó un informe a petición del parlamento de su país que dio debida cuenta de los planes norteamericanos en Groenlandia. Esta isla pertenece a Dinamarca, país que se había declarado, en 1957, territorio libre de armamento nuclear. A los EEUU no le importó en lo absoluto.
La base de agua, así, cavado 150 pies en el hielo, donde el hielo un serpentín de calentamiento luego derretida por el agua potable.
La base se abastecía de agua con una torre de 150 pies en el hielo.
Un serpentín de calentamiento derretía el hielo para obtener agua potable.
Base Militar en Groenlandia
Base Militar en Groenlandia
Base Militar en Groenlandia
Base Militar en Groenlandia
Base militar en Groenlandia
Base Militar en Groenlandia
Base militar en Groenlandia
Base Militar en Groenlandia
Base militar en Groenlandia
Base Militar en Groenlandia
Base militar en Groenlandia
Base Militar en Groenlandia
Base militar en Groenlandia
Base Militar en Groenlandia
Dibujo del pozo de agua de Camp Century.
Dibujo del pozo de agua de Camp Century.
La localización de Camp Century
La localización de Camp Century
No CubaDebate
*comtextolivre

Os descalabros tucanos em São Paulo

Por José Dirceu, em seu blog:

Tucano quando não consegue administrar os problemas da cidade e do Estado improvisa sai pela tangente, quase sempre com a pior e mais errada das saídas. Com o dia santo da Sexta-Feira da Paixão, o sábado de Aleluia e o domingo de Páscoa organizei para vocês uma série de descalabros cometidos ou anunciados pelos tucanos só nestes três últimos dias.
Sinto, mas em apenas três dias os peessedebistas foram capazes de perpetrar, praticar, ou anunciar esse amontoado de barbaridades. Como não conseguem despoluir o rio Pinheiros, os tucanos agora o perfumarão. É verdade: matéria publicada ontem pela Folha de S.Paulo diz que a meta do governo Geraldo Alckmin, agora, "é acabar com o cheiro de ovo podre do rio, cartão postal às avessas da cidade".

Num ponto o jornal tem razão: o mau cheiro do Pinheiros realmente chega à marginal Pinheiros, à linha de trem e à ciclovia que beiram o rio, incomoda quem trabalha e vive na vizinhança. E principalmente incomoda o mercado imobiliário e o shopping Cidade Jardim.

Falta policiamento nas estradas, aeroportos superlotados

Ontem, final de feriado prolongado, quem voltou do interior não viu policiamento nas estradas. Nem recebeu orientação alguma. Parecia que elas nem foram privatizadas, vendidas pelo tucanato para quem ofereceu maior preço - e cobra mais alto pedágio - e que não tem órgão nenhum para sequer fiscalizar os serviço prestado pelas concessionárias.

Não fossem as emissoras de rádio e a comunicação via celular de cada cidadão, todos estariam às escuras no congestionamento gigantesco, mais do que previsto no final do feriado prolongado. Chega-se em casa e se lê que os aeroportos do interior de São Paulo estão um descalabro só.

Não há lugar para todos nos salões de embarque e os passageiros ficam pelos corredores; do lado de fora falta estacionamento e sobram carros; não há táxis autorizados, os viajantes têm de se socorrer dos clandestinos que, em algumas cidades, já invadiram e institucionalizaram-se na área dos autorizados. Verdadeiros caos - estes sim, os verdadeiros apagões.

José Serra não fez o dever de casa

E o ex-governador José Serra que criticava o governo federal, quis fazer dos tais apagões dos aeroportos federais uma das principais bandeiras de sua campanha presidencial derrotada de 2010? E o governador Geraldo Alckmin que está aí há um ano meio e não solucionou nada disso? E é a 3ª vez que Geraldinho é governador!

E esta, agora, de nomear presidente do metrô de São Paulo, o maior do país, por um dia? É o que aconteceu. Um dia após anunciar um presidente novo para a companhia, José Kalil Neto, em substituição a Sérgio Avelleda (derrubado discretamente depois de acusado de ter patrocinado concorrência de cartas marcadas para uma linha do metrô) o governador Alckmin voltou atrás. Descobriu-se que Kalil foi condenado por improbidade administrativa em 2010.

O governador veio a público e ficou o dito pelo não dito. Explicou que anunciara Kalil como interino, mas que vai escolher outro presidente efetivo para o metrô. Enquanto isso, o metrô vai sendo sucateado e mantém a média de uma a duas panes por semana, que paralisam ou obrigam a lentidão na circulação do sistema.

Cada uma dessas panes prejudica no mínimo 100 mil passageiros. E pior, estão ocorrendo também, até institucionalizando-se, na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), de trens de subúrbio da Grande São Paulo. Fácil, fácil selecionar, em apenas três dias, quatro decalabros. É o modo tucano de governar.
*Miro

O partido mídia e o crime organizado

 blog Viomundo:

Algumas análises sobre a velha mídia brasileira, aquela concentrada em poucas famílias, de natureza monopolista, e que se pretende dona do discurso e da interpretação sobre o Brasil, pecam por ingenuidade. Pretendem conhecer sua atuação orientando-se pelos cânones e técnicas do jornalismo, como se ela se guiasse por isso, como se olhasse os fatos com honestidade, como se adotasse os critérios de noticiabilidade, como se recusasse relações promíscuas com suas fontes, como se olhasse os fatos pelos vários lados, como se recusasse uma visão partidarizada da cobertura.