Páginas

Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quarta-feira, junho 27, 2012

A onda de violência e as gavetas do Alckmin

Dica do @Cidoli



Reportagem exibida na Band revelou, há três meses, o pacto entre o PCC e o governo paulista. A nova onda de violência que atinge a capital é prova, mais que contundente, de que os relatórios denunciando a ligação umbilical entre os altos comandos de segurança pública e a facção criminosa seguem nas gavetas.

Assista:

*Tecedora

Demóstenes Torres não será cassado. A Veja e o resto da corrupta vão comemorar.

OPERAÇÃO MONTE CARLO »
Corrida para cassar Demóstenes  
Perda de mandato será analisada pela CCJ na semana que vem e vai a plenário em 11 de julho, a 6 dias do início do recesso

» JOÃO VALADARES



Demóstenes registra presença: senador tenta esfriar o caso empurrando o julgamento para depois do recesso (Monique Renne/CB/D.A Press)
Demóstenes registra presença: senador tenta esfriar o caso empurrando o julgamento para depois do recesso
 O pedido de cassação do mandato do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), braço político do esquema do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, aprovado segunda-feira por unanimidade no Conselho de Ética, vai ser votado no plenário do Senado em 11 de julho. A garantia foi dada pelo presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), senador Eunício Oliveira (PMDB-CE). A defesa do parlamentar goiano tinha a esperança de jogar a votação para agosto e, dessa maneira, aproveitar o esfriamento do clima no Senado para salvar o mandato. O Congresso Nacional entra em recesso em 17 de julho. Para inviabilizar qualquer possibilidade de o processo ser votado após o descanso parlamentar, a Mesa Diretora, depois de entendimento de um grupo de senadores com o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), marcou sessões ordinárias deliberativas em plenário na quinta e na segunda-feira.

A medida é necessária para a contagem de prazo exigida pelo Regimento do Senado. O relatório do senador Humberto Costa (PT-PE) chegou ontem à CCJ. “Vamos ter hoje (ontem) a primeira sessão ordinária do Senado. Na próxima quarta-feira, o processo será votado na comissão. Acabamos de acertar com o presidente Sarney para fazer sessão ordinária na quinta e na segunda para contar prazo”, informou Eunício Oliveira. Ele antecipou que não há nenhum motivo para o relatório não ser aprovado na CCJ. “Não vejo nenhum risco de o pedido de cassação ser arquivado. O rito foi acompanhado pelos membros da CCJ. Quando votei a favor do encaminhamento do processo no Conselho de Ética, abrindo a votação, tinha convicção daquilo que estava fazendo.”

Dessa maneira, sendo aprovado em 4 de julho e publicado no Diário Oficial do Senado um dia depois, o regimento determina que o pedido só pode ser encaminhado ao plenário depois de três dias úteis. O regimento abre margem para interpretações diversas em relação ao prazo e havia o entendimento, entre alguns parlamentares, de que o pedido de cassação já poderia ser votado na próxima semana. “A norma interna fala que pode ir ao plenário em até cinco sessões. Dessa maneira, já poderíamos votar na primeira sessão. Mas, para não ocorrer nenhum tipo de questionamento, estamos tendo todo o cuidado”, salientou Eunício. O senador explicou que não existe possibilidade de a tramitação ser questionada pela defesa de Demóstenes.

Em silêncio
Na tarde de ontem, o senador goiano pegou todo mundo de surpresa. Fez uma aparição relâmpago no plenário do Senado. Chegou, cumprimentou alguns colegas, marcou presença, participou de uma votação e foi embora rapidamente. Na saída, ao ser abordado por alguns jornalistas, repetiu o mantra que tem proferido desde que surgiram as primeiras denúncias: “Falem com o meu advogado”. Ele deixou o plenário pelo acesso privativo.

O relatório apresentado no Conselho de Ética por Humberto Costa, que agora vai ser apreciado na CCJ, foi aprovado por unanimidade. Foram 15 votos a favor do pedido de perda de mandato. A votação foi nominal e aberta. Na CCJ, os membros vão analisar os aspectos constitucionais e jurídicos. No relatório, o senador pernambucano deixou claro que Demóstenes Torres quebrou o decoro parlamentar ao colocar o mandato a serviço da organização criminosa chefiada pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira. No documento de 79 páginas, com várias citações de juristas e filósofos, Humberto Costa destacou vários trechos de diálogos travados entre o parlamentar goiano e o contraventor. O relatório alega que não é crível que o representado afirme não conhecer as atividades ilegais do comandante da quadrilha.

41 Quantidade de votos necessários para a cassação de Demóstenes Torres em plenário

Cronograma
» O relatório do senador Humberto Costa (PT-PE), que pede a cassação do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), chegou ontem à CCJ. De acordo com o regimento, o prazo para aprovação na comissão é de cinco sessões ordinárias deliberativas no plenário do Senado

» Após entendimento com o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) garantiu que o relatório será apreciado e votado na CCJ em 4 de julho

» Se aprovado na CCJ, o que deve ocorrer sem nenhum problema, o ato será publicado no Diário Oficial do Senado na quinta-feira, 5 de julho. Pelo regimento, é preciso respeitar, após a publicação, o prazo de três dias úteis antes de seguir para votação no plenário

» Portanto, o relatório que pede a cassação do mandato do senador Demóstenes Torres vai ser votado no plenário em 11 de julho

» Ao contrário do Conselho de Ética, a votação no plenário é secreta. Para ocorrer a cassação, são necessários 41 votos

Aliada de Agripino desiste em Natal

Por Altamiro Borges
Com 92% de reprovação na sociedade, segundo recente pesquisa, a prefeita de Natal, Micarla de Sousa (PV), anunciou ontem que não concorrerá à reeleição neste ano. A notícia representa mais um duro baque para a oposição demotucana. A “prefeita verde” foi uma invenção do senador José Agripino Maia, presidente nacional do DEM, e revelou-se um verdadeiro desastre.

Caso Orlando: "Veja" diz que não tem que dar satisfação à verdade

Deleite Gil 70 anos

Nos Barracos da Cidade

Gilberto Gil

Nos barracos da cidade
Ninguém mais tem ilusão
No poder da autoridade
De tomar a decisão
E o poder da autoridade, se pode, não faz questão
Mas se faz questão, não
Consegue
Enfrentar o tubarão
Ôôô , ôô
Gente estúpida
Ôôô , ôô
Gente hipócrita
E o governador promete,
Mas o sistema diz não
Os lucros são muito grandes,
Grandes... ie, ie
E ninguém quer abrir mão, não
Mesmo uma pequena parte
Já seria a solução
Mas a usura dessa gente
Já virou um aleijão
Ôôô , ôô
Gente estúpida
Ôôô , ôô
Gente hipócrita
Ôôô , ôô
Gente estúpida
Ôôô , ôô
Gente hipócrita
Ôôô , ôô
Gente estúpida
Ôôô , ôô
Gente hipócrita
*midiacaricata

Imperatriz da Alemanha, Angela Merkel, surtou

A doidivana, digo, imperatriz alemã surtou.

Em vez de dizer, "enquanto eu governar", a louca disse "enquanto eu viver" não haverá eurobonus.

Ela acha que governará até morrer.

 Esse é o problema do parlamentarismo.

 Os ministros de Estado permanecem no poder mais tempo do que o Chaves, e se acham democratas.

Helmut Kohl, antigo chanceler alemão, achava também que morreria no poder.

Tambem! Governou a Alemanha 16 longos anos.

É isso que dá o parlamentarismo. 
*Brasilmostraatuacara

terça-feira, junho 26, 2012

Deleite Bob Marley

David Icke - The Lion Sleeps No More Legendado 1 of 4


*Gabriel L.

Ustra é condenado a indenizar família de Luiz Eduardo Merlino

"Brilhante"
O coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra foi condenado pela Justiça de São Paulo a pagar uma indenização de R$ 100 mil à família do jornalista Luiz Eduardo da Rocha Merlino, morto sob tortura em 19 de julho de 1971 nas dependências do DOI-Codi (Destacamento de Operações e Informações – Centro de Operações de Defesa Interna), órgão de repressão da ditadura então comandado pelo réu.
A sentença foi proferida por Cláudia de Lima Menge, juíza de Direito da 20ª Vara Cível do foro central de São Paulo. Ustra terá que pagar R$ 50 mil a Regina Maria Merlino Dias de Almeida, irmã da vítima, e a Angela Maria Mendes de Almeida, sua companheira na época.
“Evidentes os excessos cometidos pelo requerido, diante dos depoimentos no sentido de que, na maior parte das vezes, o requerido participava das sessões de tortura e, inclusive, dirigia e calibrava intensidade e duração dos golpes e as várias opções de instrumentos utilizados. Mesmo que assim não fosse, na qualidade de comandante daquela unidade militar, não é minimamente crível que o requerido não conhecesse a dinâmica do trabalho e a brutalidade do tratamento dispensado aos presos políticos. É o quanto basta para reconhecer a culpa do requerido pelos sofrimentos infligidos a Luiz Eduardo e pela morte dele que se seguiu, segundo consta, por opção do próprio demandado, fatos em razão dos quais, por via reflexa, experimentaram as autoras expressivos danos morais”, afirma a juíza na sentença.
Segundo Cláudia de Lima Menge, o processo em questão não guarda relação com a Lei de Anistia de 1979, por esta ser “de âmbito exclusivamente penal”. “Não é de olvidar, porém, que até mesmo a anistia assim referendada pela Corte Suprema não está infensa a discussões, tendo em conta subsequente julgamento proferido pela Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), em que o Brasil foi condenado pelo desaparecimento de militantes na guerrilha do Araguaia, enquadrados os fatos como crimes contra a humanidade e declarados imprescritíveis”, escreve.
Militantes do Partido Operário Comunista (POC), Merlino e Angela Mendes de Almeida estavam clandestinos desde 1968. Em 1971, após um período na França, o jornalista voltou ao Brasil. Em 15 de julho, quando visitava a família em Santos, litoral paulista, foi levado preso por agentes do DOI-Codi.
Segundo relatos de testemunhas, nas dependências do órgão Merlino passou por severas sessões de tortura, que acarretaram sua morte quatro dias depois. Companheiros de prisão, entre eles o ex-ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vanucchi, afirmam tê-lo visto com evidentes sintomas de falta de circulação nas pernas, consequência das horas no “pau de arara”.
A versão oficial da sua morte foi de suicídio: ele teria se jogado na frente de um carro quando era transportado ao Rio Grande do Sul para reconhecer colegas militantes.
*comtextolivre