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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista
segunda-feira, julho 16, 2012
Por que a Globo é mesmo ridícula ? - "entrevista" de Rosane Collor ao “Fantástico” é uma ducha de água fria
![]() |
| Rede globo - mais uma vez - subestima telespectadores e pariu uma matéria velha como se nova fosse |
Ninguém
discute que Rosane Collor seja uma personagem interessante para um
programa dominical na televisão. O que espantou em sua aparição no
“Fantástico” foi a tentativa de transformação de uma entrevista sem
maiores novidades num evento de enorme importância.
Anunciada pela Globo desde a
sexta-feira, e deixada para ser exibida no final do programa, depois de
uma dezena de chamadas, a entrevista foi uma ducha de água fria.
“Revelações inéditas que confirmam boa
parte do que Pedro Collor, o irmão de Fernando Collor, disse há 20
anos…”, afirmou a repórter Renata Ceribelli logo no início, deixando
claro que não haveria nada de novo na entrevista.
Os primeiros dez minutos do encontro,
que durou 25, foram dedicados à amplificação de uma história já
conhecida sobre rituais de “magia negra” realizados na casa de Fernando
Collor em Brasília, à época em que era presidente da República.
Como lembrou o próprio “Fantástico”,
tanto Pedro Collor quanto a “feiticeira” que os realizou já haviam
falado destes rituais em entrevistas. “Então no livro você vai falar
justamente dos rituais que ele não gostaria que fossem contados?”,
perguntou Ceribelli, ajudando a demonizar a prática e extraindo de
Rosane a informação que houve trabalhos em cemitérios e sacrifícios de
animais.
Um dos momentos mais comentados e
engraçados da entrevista deu-se quando Rosane disse: “Não acredito em
coincidência, acredito em jesuscidência”. Quem assistiu, porém, a entrevista dada
a Eliane Trindade, exibida pela TV Folha em maio, notou que a frase,
na verdade, é um bordão que ela repete com frequência.
Naquela entrevista, a ex-primeira-dama
falou que tem interesse em disputar uma cadeira no Congresso, tema que
não foi abordado no “Fantástico”.
Para Ceribelli, Rosane entrou em
detalhes sobre a notória relação de Collor com PC Farias, tesoureiro de
sua campanha, e sobre o medo que tinha que o então marido cometesse
suicídio depois que o Congresso aprovou o processo de impeachment – uma
revelação que o próprio ex-presidente fez ao “Fantástico” em 2005,
como foi lembrado.
A maior novidade foi deixada para o 25º
minuto da entrevista. Rosane Collor revelou que recebe R$ 18 mil de
pensão do ex-marido, mas reivindica uma revisão deste valor na Justiça.
Citou uma amiga recém-separada, cujo marido não é ex-presidente nem
senador, que recebe pensão de R$ 40 mil.
Mauricio Stycer
*MilitânciaViva
O que justifica a reportagem, na verdade, não é nada mais do que a necessidade de atacar o agora inimigo Fernando Collor de Mello.
O que justifica a reportagem, na verdade, não é nada mais do que a necessidade de atacar o agora inimigo Fernando Collor de Mello.
A marcha que nunca foi para Jesus!

Ruy Marinho

No
próximo final de semana em São Paulo, vai acontecer mais uma edição da
Marcha para Jesus. Este evento espalhou-se pelo Brasil de forma
gradativa e hoje faz parte do calendário de várias cidades.
No
Brasil, o evento começou a ser realizado em terras Pauliceias no ano de
1993, organizado pela Igreja Renascer em Cristo através de seus líderes,
o “Apóstolo” Estevão Hernandes e “Bispa” Sônia Hernandes, ambos
conhecidos internacionalmente após sérios problemas com a justiça brasileira e americana,
em razão de suas respectivas infrações contravencionais. Além disso,
são conhecidos por serem expoentes do neopentecostalismo, bem como por
pregar as perniciosas doutrinas da restauração apostólica triunfalista e
teologia da prosperidade.
Há
muitos anos, este evento vem sendo questionado por muita gente, em
decorrência de ser organizado por uma única denominação com pessoas
duvidosas à frente, bem como pelas práticas e resultados negativos de
tais manifestações públicas.
Antes de
qualquer análise, é importante salientar a origem de tais eventos. O
modelo original da Marcha para Jesus que a Igreja Renascer copiou é tão
questionável quanto a existente em nosso país. Aliás, infelizmente no
Brasil já é tradição a importação de movimentos controversos de outros
países.
O conceito “Marcha para Jesus” começou na Inglaterra em
meados de 1987, através de uma ação ecumênica entre protestantes e
católicos de Londres. A organização foi iniciativa dos líderes
carismáticos Britânicos Gerald Coates, Roger Forster, Lynn Green e
Graham Kendrick. Segundo eles, a passeata pública foi feita para
demonstrar a “unidade entre a Igreja” e expressar a fé cristã para a
sociedade, bem como promover atos proféticos de batalha espiritual
contra espíritos territoriais malignos, dominantes da Europa
secularizada.
O que
muitos não sabem é que estes líderes britânicos são adeptos de práticas
neopentecostais controvérsias e de conceitos anti-bíblicos. Para se ter
uma idéia, um dos idealizadores da Marcha é Gerald Coates, famoso
carismático liberal Britânico, que tem como referência nada menos que
Rodney Howard-Browne, Benny Hinn e Kenneth Copeland.
Coates
nega abertamente a inerrância e suficiência das Escrituras, defende a
benção de Toronto e o derramamento de Pensacola como “mover” do Espírito
Santo, utiliza como fontes de ensino a espiritualidade Celta,
além de emitir falsas profecias e apoiar falsos profetas como Paul
Cain.[1] Lynn Green é um carismático ecumênico que defende a unificação
doutrinária das religiões monoteístas, principalmente entre católicos e
protestantes.[2] Roger Forster é um carismático controverso, árduo
defensor da batalha espiritual e da luta contra espíritos territoriais
malignos, através de atos proféticos e outras práticas místicas.[3] Por
fim, Graham Lendrick é um ministro de louvor carismático, autor de
músicas com letras teologicamente questionáveis, também defende o
ecumenismo, a benção de Toronto e é adepto da confissão positiva.
Com
estas informações, podemos ter uma ideia do que conceitua-se a original
Marcha para Jesus. Entretanto, no Brasil o problema é muito mais grave.
Como
todo ano, o evento reúne diversas denominações evangélicas, reunidas em
uma grande procissão pelas ruas da capital paulistana. Mas qual o
objetivo desta Marcha para Jesus no Brasil?
Segundo o “presidente” da Marcha para Jesus, “Apóstolo” Estevam Hernandes, “a Marcha Para Jesus não foi criada para exaltar nenhum homem, é a expressão do mover do Espírito Santo e um ato proférico!“(sic).[4]
Frase contraditória, pois se Estevam é o presidente da Marcha para
Jesus, automaticamente o mesmo será exaltado de alguma forma! Ora,
presidente é aquele que exerce uma liderança máxima, que ordena, que
delega, que dá a palavra final e que sanciona. Nem mesmo os líderes de
outras denominações presentes na marcha possuem autoridade sobre o
evento, quem dá as cartas é o líder da Renascer. Além do mais, todos
sabem que os discípulos da Igreja dos Hernandes “lutam e morrem” por
eles, tendo em vista o famoso jargão popularizado na época da prisão dos
líderes da Renascer: “Espada pelo Apóstolo e pela Bispa!”
A justificativa para o “fundamento espiritual” do evento é pior ainda, vejamos:
“A
Marcha tem como fundamento bíblico as passagens de Êxodo 14, Josue 6 e
João 13:35 [...]Todos os anos, a Marcha para Jesus têm revelado – em
âmbito mundial – o poder e a misericórdia de Deus aos homens. Milhares
de pessoas são curadas, libertas e restauradas.”[5]
Francamente,
citar passagens do Antigo Testamento não justifica a realização da
Marcha para Jesus. As “marchas” do povo Hebreu não tinham como alvo
evangelizar ou curar, mas eram marchas de guerra, para conquistar povos
ou exterminar inimigos, conforme a vontade de Deus naquela época. No
Êxodo, o que ocorreu foi um livramento específico de Deus para com o
povo Hebreu e não uma procissão evangelística. É totalmente anti-bíblico
alegorizar tais passagens Veterotestamentárias como se o povo Israelita
estivesse marchando para fora do Egito e para Canaã, de caras pintadas,
com bandeiras e faixas, os levitas fazendo shows gospel com seus
respectivos instrumentos, com o objetivo de “ganhar” para o Deus de
Israel os egípcios e os cananeus!
Imaginem
então, tomar de forma literal o texto de Josué 6 para os dias de hoje!
Já que é para literalizar o texto, então os “marchadores” devem também
tocar trombetas, marchar em volta da cidade sete vezes (não somente uma
dentro da cidade), ficar silenciosos (sem trios elétricos, sem gritos e
sem triunfalismos) nas seis primeiras voltas e só gritar na sétima.
O
interessante é que não vemos em nenhum lugar no Novo Testamento a ordem
evangelística de marchar para Jesus, ou no Antigo Testamento para Deus,
muito menos nas literaturas dos pais da Igreja, reformadores,
missionários e evangelistas por toda a história. Não há, absolutamente,
nenhum fundamento espiritual cristão para se praticar marchas
evangelísticas. Na verdade, eu não consigo imaginar como alguém pode se
converter em um evento como este.
Além do
“presidente” da Marcha para Jesus em destaque, também são destacados os
trios elétricos que puxam a “micareta gospel”, ao som de músicas
triunfalisticamente antropocêntricas, preparadas cuidadosamente para
massagear o ego dos participantes em detrimento do evangelho que
confronta o caráter. Uma “musicalidade” com direito ao melhor do gospel
atual: funk, axé, pagode e até reggaeton! Aí eu pergunto: A conversão
vem através do ato de levantar a mão e ir até a frente do trio em
resposta a um apelo feito neste ambiente? É no mínimo questionável esse
tipo de evangelismo, pois a palavra quase não é proclamada devido ao
foco na euforia festiva, salvo raras exceções quando é falada ou
cantada, mas de maneira superficial e distorcida, onde não há
entendimento profundo das Escrituras.
Por
falar em trio elétrico, muitos vêem os mesmos como uma grande
oportunidade de promover seus interesses particulares. Afinal, trata-se
de um evento com participação popular de mais de três milhões de pessoas
em média. A ocasião é perfeita para os manipuladores de massa de
manobra, principalmente políticos, dos quais com certeza vão aproveitar a
véspera de ano eleitoral para articular alianças com o “povo gospel”.
O que
falar do misticismo, dos atos proféticos, do triunfalismo apostólico
exclusivista e das profetadas que nunca se cumprem, dentre outros
absurdos que testemunhamos todos os anos nesses eventos? Em 2008, eu
postei no meu blog alguns atos anti-bíblicos praticados na respectiva
marcha. Pessoas anotavam pedidos e dificuldades num papel, colocavam o
mesmo dentro dos calçados com o intuito de “marchar” em cima para
quebrar as maldições escritas no papel, profetizando a conquista de seus
recpectivos pedidos (veja aqui).
Ou seja, um ambiente neopentecostal, antropocêntrico em sua essência,
onde é potencializada as mais variadas práticas místicas e anti-bíblicas
que se pode inventar.
Posto isso, infelizmente concluo que a Marcha para Jesus no Brasil tornou-se num evento com quatro objetivos principais:
1 – Competir com a “marcha do orgulho gay” em termos numéricos;
2 – Servir como trampolim para promoção de cantores, líderes e políticos “gospel”;
3 – promover o comércio milionário de produtos/serviços gospel;
4 – Ser um transtorno para a ordem da cidade, por conta da perturbação do sossego público e do bloqueio ao trânsito, afastando as pessoas do evangelho, bem como envergonhando os cristãos que não compactuam com o evento.
2 – Servir como trampolim para promoção de cantores, líderes e políticos “gospel”;
3 – promover o comércio milionário de produtos/serviços gospel;
4 – Ser um transtorno para a ordem da cidade, por conta da perturbação do sossego público e do bloqueio ao trânsito, afastando as pessoas do evangelho, bem como envergonhando os cristãos que não compactuam com o evento.
O meu
desejo é que o povo acorde de toda essa utopia prisional, que Cristo não
seja utilizado como cabo eleitoral de algum político e que o
cristianismo deixe de ser um trampolim para o sucesso de alguém.
Marchemos pela ética evangélica brasileira!
Soli Deo Gloria!
Notas:
1 – Para saber mais sobre quem são os fundadores da Marcha pra Jesus em Londres, veja estes links: http://op.50megs.com/ditc/coates.htm , http://www.christian-witness.org/archives/van1997/gcoates_1.html e http://www.christian-witness.org/archives/cetf1998/brotherandrewdoor.html .
2 – Ibid.
3 – Ibid.
4 – http://www.marchaparajesus.com.br/2012/marcha.php
5 – Ibid.
1 – Para saber mais sobre quem são os fundadores da Marcha pra Jesus em Londres, veja estes links: http://op.50megs.com/ditc/coates.htm , http://www.christian-witness.org/archives/van1997/gcoates_1.html e http://www.christian-witness.org/archives/cetf1998/brotherandrewdoor.html .
2 – Ibid.
3 – Ibid.
4 – http://www.marchaparajesus.com.br/2012/marcha.php
5 – Ibid.
*Mariadapenhaneles
Pelos dados do instituto de pesquisa, apenas 28 mil pessoas participaram de todas as atividades da marcha, que começou às 10h no centro, perto da estação da Luz, indo até a praça Heróis da FEB, na zona norte, onde houve shows de música gospel até as 22h.
Foi a primeira que a marcha teve seu público medido por critérios científicos. Ao longo dos 2,85 km do percurso, o Datafolha contou com 71 pesquisadores.
A mesma metodologia foi usada pela primeira vez na Parada Gay paulistana em junho, registrando a presença de 270 mil pessoas, e não os “milhões” propagados pelos organizadores.
Na comparação entre os dois eventos, a marcha teve apenas 65 mil pessoas a mais que a parada.
Quando o Datafolha anunciou o número de participantes da parada, o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, comemorou: "A verdade está aí, nua, crua e patente". O seu site de notícias, o Verdade Gospel, afirmou que "a casa caiu: a mentira gay desmascarada".
Por esse mesmo tom de avaliação, é possível dizer, também, que "a mentira evangélica foi desmascarada".
Com informação da Folha de S.Paulo.
Gays sempre mentiram sobre a parada, afirma Malafaia.
junho de 2012
Leia mais em http://www.paulopes.com.br/#ixzz20pC01teI
Paulopes
Marcha para Jesus em SP teve apenas 335 mil participantes
![]() |
| Número apurado pelo instituto desmente Hernandes, que tinha anunciado 5 milhões de participantes |
A Datafolha apurou que a Marcha
para Jesus realizada no sábado em São Paulo teve 335 mil participantes,
bem menos, portanto, do que os 5 milhões anunciados por Estevam
Hernandes, da Igreja Renascer e organizador do evento. Na estimativa
feita no dia pela Polícia Militar, a marcha reuniu 1 milhão de pessoas.
Pelos dados do instituto de pesquisa, apenas 28 mil pessoas participaram de todas as atividades da marcha, que começou às 10h no centro, perto da estação da Luz, indo até a praça Heróis da FEB, na zona norte, onde houve shows de música gospel até as 22h.
Foi a primeira que a marcha teve seu público medido por critérios científicos. Ao longo dos 2,85 km do percurso, o Datafolha contou com 71 pesquisadores.
A mesma metodologia foi usada pela primeira vez na Parada Gay paulistana em junho, registrando a presença de 270 mil pessoas, e não os “milhões” propagados pelos organizadores.
Na comparação entre os dois eventos, a marcha teve apenas 65 mil pessoas a mais que a parada.
Quando o Datafolha anunciou o número de participantes da parada, o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, comemorou: "A verdade está aí, nua, crua e patente". O seu site de notícias, o Verdade Gospel, afirmou que "a casa caiu: a mentira gay desmascarada".
Por esse mesmo tom de avaliação, é possível dizer, também, que "a mentira evangélica foi desmascarada".
Com informação da Folha de S.Paulo.
Gays sempre mentiram sobre a parada, afirma Malafaia.
junho de 2012
Leia mais em http://www.paulopes.com.br/#ixzz20pC01teI
Paulopes
D.Eugenio Sales: UM CARDEAL SEM PASSADO
do Assaz Atroz
José Ribamar Bessa Freire
O
tratamento que a mídia deu à morte do cardeal dom Eugenio Sales,
ocorrida na última segunda-feira, com direito à pomba branca no velório,
me fez lembrar o filme alemão "Uma cidade sem passado", de 1990,
dirigido por Michael Verhoven. Os dois casos são exemplos típicos de
como o poder manipula as versões sobre a história, promove o
esquecimento de fatos vergonhosos, inventa despudoradamente novas
lembranças e usa a memória, assim construída, como um instrumento de
controle e coerção.
O filme
Comecemos
pelo filme, que se baseia em fatos históricos. Na década de 1980, o
Ministério da Educação da Alemanha realiza um concurso de redação
escolar, de âmbito nacional, cujo tema é "Minha cidade natal na época do
III Reich". Milhares de estudantes se inscrevem, entre eles a jovem
Sônia Rosenberger, que busca reconstituir a história de sua cidade,
Pfilzing - como é denominada no filme - considerada até então baluarte
da resistência antinazista.
Mas a estudante
encontra oposição. As instituições locais de memória - o arquivo
municipal, a biblioteca, a igreja e até mesmo o jornal Pfilzinger Morgen
- fecham-lhe suas portas, apresentando desculpas esfarrapadas. Ninguém
quer que uma "judia e comunista" futuque o passado. Sônia, porém, não
desiste. Corre atrás. Busca os documentos orais. Entrevista pessoas
próximas, familiares, vizinhos, que sobreviveram ao nazismo. As
lembranças, contudo, são fragmentadas, descosturadas, não passam de
fiapos sem sentido.
A jovem pesquisadora
procura, então, as autoridades locais, que se recusam a falar e ainda
consideram sua insistência como uma ameaça à manutenção da memória
oficial, que é a garantia da ordem vigente. Por não ter acesso aos
documentos, Sônia perde os prazos do concurso. Desconfiada, porém, de
que debaixo daquele angu tinha caroço - perdão, de que sob aquele
chucrute havia salsicha - resolve continuar pesquisando por conta
própria, mesmo depois de formada, casada e com filhos, numa batalha
desigual que durou alguns anos.
Hostilizada
pelo poder civil e religioso, Sônia recorre ao Judiciário e entra com
uma ação na qual reivindica o direito à informação. Ganha o processo e,
finalmente, consegue ingressar nos arquivos. Foi aí, no meio da
papelada, que ela descobriu, horrorizada, as razões da cortina de
silêncio: sua cidade, longe de ter sido um bastião da resistência ao
nazismo, havia sediado um campo de concentração. Lá, os nazistas
prenderam, torturaram e mataram muita gente, com a cumplicidade ou a
omissão de moradores, que tentaram, depois, apagar essa mancha
vergonhosa da memória, forjando um passado que nunca existiu.
Os
documentos registraram inclusive a prisão de um judeu, denunciado na
época por dois padres, que no momento da pesquisa continuavam ainda
vivos, vivíssimos, tentando impedir o acesso de Sônia aos registros. No
entanto, o mais doloroso, era que aqueles que, ontem, haviam sido
carrascos, cúmplices da opressão, posavam, hoje, como heróis da
resistência e parceiros da liberdade. Quanto escárnio! Os safados haviam
invertido os papéis. Por isso, ocultavam os documentos.
Deus tá vendo
E
é aqui que entra a forma como a mídia cobriu a morte do cardeal dom
Eugênio Sales, que comandou a Arquidiocese do Rio, com mão forte, ao
longo de 30 anos (1971-2001), incluindo os anos de chumbo da ditadura
militar. O que aconteceu nesse período? O Brasil já elegeu três
presidentes que foram reprimidos pela ditadura, mas até hoje, não temos
acesso aos principais documentos da repressão.
Se
a Comissão Nacional da Verdade, instalada em maio último pela
presidente Dilma Rousseff, pudesse criar, no campo da memória, algo
similar à operação "Deus tá vendo", organizada pela Policia Civil do Rio
Grande do Sul, talvez encontrássemos a resposta. Na tal operação, a
Polícia prendeu na última quinta-feira quatro pastores evangélicos
envolvidos em golpes na venda de automóveis. Seria o caso de perguntar: o
que foi que Deus viu na época da ditadura militar?
Tem
coisas que até Ele duvida. Tive a oportunidade de acompanhar a
trajetória do cardeal Eugênio Sales, na qualidade de repórter da
ASAPRESS, uma agência nacional de notícias arrendada pela CNBB em 1967.
Também, cobri reuniões e assembleias da Conferência dos Bispos para os
jornais do Rio - O Sol, O Paiz e Correio da Manhã, quando dom Eugênio
era Arcebispo Primaz de Salvador. É a partir desse lugar que posso dar
um modesto testemunho.
Os bispos que lutavam
contra as arbitrariedades eram Helder Câmara, Waldir Calheiros, Cândido
Padin, Paulo Evaristo Arns e alguns outros mais que foram vigiados e
perseguidos. Mas não dom Eugênio, que jogava no time contrário. Um dos
auxiliares de dom Helder, o padre Henrique, foi torturado até a morte em
1969, num crime que continua atravessado na garganta de todos nós e que
esperamos seja esclarecido pela Comissão da Verdade. Padres e leigos
foram presos e torturados, sem que escutássemos um pio de protesto de
dom Eugênio, contrário à teologia da libertação e ao envolvimento da
Igreja com os pobres.
O cardeal Eugenio Sales
era um homem do poder, que amava a pompa e o rapapé, muito atuante no
campo político. Foi ele um dos inspiradores das "candocas" - como
Stanislaw Ponte Preta chamava as senhoras da CAMDE, a Campanha da Mulher
pela Democracia. As "candocas" desenvolveram trabalhos sociais nas
favelas exclusivamente com o objetivo de mobilizar setores pobres para
seus objetivos golpistas. Foram elas, as "candocas", que organizaram
manifestações de rua contra o governo democraticamente eleito de João
Goulart, incluindo a famigerada "Marcha da família com Deus pela
liberdade", que apoiou o golpe militar, com financiamento de
multinacionais, o que foi muito bem documentado pelo cientista político
René Dreifuss, em seu livro "1964: A Conquista do Estado" (Vozes, 1981).
Ele teve acesso ao Caixa 2 do IPES/IBAD.
Nós,
toda a torcida do Flamengo e Deus que estava vendo tudo, sabíamos que
dom Eugênio era, com todo o respeito, o cardeal da ditadura. Se não
sofro de amnésia - e não sofro de amnésia ou de qualquer doença
neurodegenerativa - posso garantir que na época ele nem disfarçava, ao
contrário manifestava publicamente orgulho do livre trânsito que tinha
entre os militares e os poderosos.
- "Quem tem
dúvidas...basta pesquisar os textos assinados por ele no JB e n'O Globo"
- escreve a jornalista Hildegard Angel, que foi colunista dos dois
jornais e avaliou assim a opção preferencial do cardeal:
-
A Igreja Católica, no Rio, sob a égide de dom Eugenio Salles, foi cada
vez mais se distanciando dos pobres e se aproximando, cultivando,
cortejando as estruturas do poder. Isso não poderia acabar bem. Acabou
no menor percentual de católicos no país: 45,8%...
Portões do Sumaré
Por
isso, a jornalista estranhou - e nós também - a forma como o cardeal
Eugenio Sales foi retratado no velório pelas autoridades. Ele foi
apresentado como um combatente contra a ditadura, que abriu os portões
da residência episcopal para abrigar os perseguidos políticos. O
prefeito Eduardo Paes, em campanha eleitoral, declarou que o cardeal
"defendeu a liberdade e os direitos individuais". O governador Sérgio
Cabral e até o presidente do Senado, José Sarney, insistiram no mesmo
tema, apresentando dom Eugênio como o campeão "do respeito às pessoas e
aos direitos humanos".
Não foram só os
políticos. O jornalista e acadêmico Luiz Paulo Horta escreveu que dom
Eugênio chegou a abrigar no Rio "uma quantidade enorme de asilados
políticos", calculada, por baixo, numa estimativa do Globo, em "mais de
quatro mil pessoas perseguidas por regimes militares da América do Sul".
Outro jornalista, José Casado, elevou o número para cinco mil. Ou seja,
o cardeal era um agente duplo. Publicamente, apoiava a ditadura e, por
baixo dos panos, na clandestinidade, ajudava quem lutava contra. Só
faltou arranjarem um codinome para ele, denominado pelo papa Bento XVI
como "o intrépido pastor".
Seria possível
acreditar nisso, se o jornal tivesse entrevistado um por cento das
vítimas. Bastaria 50 perseguidos nos contarem como o cardeal com eles se
solidarizou. No entanto, o jornal não dá o nome de uma só - umazinha -
dessas cinco mil pessoas. Enquanto isto não acontecer, preferimos ficar
com o corajoso depoimento de Hildegard Angel, cujo irmão Stuart, foi
torturado e morto pelo Serviço de Inteligência da Aeronáutica. Sua mãe, a
estilista Zuzu Angel, procurou o cardeal e bateu com a cara na porta do
palácio episcopal.
Segundo Hilde, dom Eugênio
"fechou os olhos às maldades cometidas durante a ditadura, fechando seus
ouvidos e os portões do Sumaré aos familiares dos jovens ditos
"subversivos" que lá iam levar suas súplicas, como fez com minha mãe
Zuzu Angel (e isso está documentado)". Ela acha surpreendente que os
jornais queiram nos fazer acreditar "que ocorreu justo o contrário!",
como no filme "Uma cidade sem passado".
Mas não
é tão surpreendente assim. O texto de Hildegard menciona a grande
habilidade, em vida, de dom Eugenio, em "manter ótimas relações com os
grandes jornais, para os quais contribuiu regularmente com artigos". As
azeitadas relações com os donos dos jornais e com alguns jornalistas em
postos-chave continuaram depois da morte, como é possível constatar com a
cobertura do velório. A defesa de dom Eugênio, na realidade, funciona
aqui como uma autodefesa da mídia e do poder.
Os
jornais elogiaram, como uma virtude e uma delicadeza, o gesto do
cardeal Eugenio Sales que cada vez que ia a Roma levava mamão-papaia
para o papa João Paulo II, com o mesmo zelo e unção com que o senador
Alfredo Nascimento levava tucumã já descascado para o café da manhã do
então governador Amazonino Mendes. São os rituais do poder com seus
rapapés.
- Dentro de uma sociedade, assim como
os discursos, as memórias são controladas e negociadas entre diferentes
grupos e diferentes sistemas de poder. Ainda que não possam ser
confundidas com a "verdade", as memórias têm valor social de "verdade" e
podem ser difundidas e reproduzidas como se fossem "a verdade" -
escreve Teun A. van Dijk, doutor pela Universidade de Amsterdã.
A
"verdade" construída pela mídia foi capaz de fotografar até "a presença
do Espírito Santo" no funeral. Um voluntário da Cruz Vermelha, Gilberto
de Almeida, 59 anos, corretor de imóveis, no caminho ao velório de dom
Eugênio, passou pelo abatedouro, no Engenho de Dentro, comprou uma pomba
por R$ 25 e a soltou dentro da catedral. A ave voou e posou sobre o
caixão: "Foi um sinal de Deus, é a presença do Espírito Santo" -
berraram os jornais. Parece que vale tudo para controlar a memória, até
mesmo estabelecer preço tão baixo para uma das pessoas da Santíssima
Trindade. É muita falta de respeito com a fé das pessoas.
-
"A mídia deve ser pensada não como um lugar neutro de observação, mas
como um agente produtor de imagens, representações e memória" nos diz o
citado pesquisador holandês, que estudou o tratamento racista dispensado
às minorias étnicas pela imprensa europeia. Para ele, os modos de
produção e os meios de produção de uma imagem social sobre o passado são
usados no campo da disputa política.
Nessa
disputa, a mídia nos forçou a fazer os comentários que você acaba de
ler, o que pode parecer indelicadeza num momento como esse de morte, de
perda e de dor para os amigos do cardeal. Mas se a gente não falar
agora, quando então? Stuart Angel e os que combateram a ditadura merecem
que a gente corra o risco de parecer indelicado. É preciso dizer, em
respeito à memória deles, que Dom Eugênio tinha suas virtudes, mas uma
delas não foi, certamente, a solidariedade aos perseguidos políticos
para quem os portões do Sumaré, até prova em contrário, permaneceram
fechados. Que ele descanse em paz!
P.S. - O
jornalista amazonense Fábio Alencar foi quem me repassou o texto de
Hildegard Angel, que circulou nas redes sociais. O doutor Geraldo Sá
Peixoto Pinheiro, historiador e professor da Universidade Federal do
Amazonas, foi quem me indicou, há anos, o filme "Uma cidade sem
passado". Quem me permitiu discutir o conceito de memória foram minhas
colegas doutoras Jô Gondar e Vera Dodebei, organizadoras do livro "O que
é Memória Social" (Rio de Janeiro: Contra Capa/ Programa de Pós-
Graduação em Memória Social da Universidade Federal do Estado do Rio de
Janeiro, 2005). Nenhum deles tem qualquer responsabilidade sobre os
juízos por mim aqui emitidos.
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José Ribamar Bessa Freire
é professor universitário (UERJ), reside no Rio há mais de 20 anos,
assina coluna no Diário do Amazonas, de Manaus, sua terra natal, e
mantém o blog Taqui Pra Ti. Colabora com esta nossa Agência Assaz Atroz
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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons
*GilsonSampaio
domingo, julho 15, 2012
Acredite: quem é dono e dirige esse fusquinha é o presidente de um país - o Uruguai
*NinaO presidente do Uruguai, José Mujica, desce de seu Fusca, que vale mil dólaresTodos os dias ele embarca no seu Fusquinha azul de estimação, de 1.300 cilindradas (foto), e toma o rumo de seu pequeno sítio Rincón del Cerro, nos arredores de Montevidéu, onde vive com a mulher, senadora da República – que é a proprietária da área. A casa é discretamente vigiada por dois seguranças.No fim do mês, quando recebe o salário de 12,5 mil dólares como presidente do Uruguai, José “Pepe” Mujica separa 1,25 mil [para si] e doa o restante, cerca de 90%, a pequenas empresas e Organizações Não-Governamentais que trabalham com habitações populares.– Este dinheiro me basta, e tem que bastar porque há outros uruguaios que vivem com menos – costuma repetir este uruguaio de maneiras simples, 77 anos, que, em reportagem do jornal espanhol El Mundo, foi chamado de “o presidente mais pobre do mundo”.Além de sua casa no pequeno sítio, seu único patrimômio é o Fusca avaliado em pouco mais de mil dólares.Vida espantosamente simplesComo transporte oficial, em vez dos carrões com ar-condicionado dos demais presidentes, ele usa um Corsa. Sua mulher, a senadora Lúcia Topolansky, parceira de muitos anos, também doa boa parte de seu salário.
Histórico do STF é negar pedido de suspeição
A praxe é o ministro se declarar impedido - por razões de foro íntimo -. O que não aconteceu e nem acontecerá com Gilmar Mendes, apesar das declarações - fora dos autos - que ele abusou de prestar ao pig condenando os réus desde sempre. Além de ser do conhecimento do mundo animal, vegetal e mineral que ele é um tucademopigoslpista que está no STF para prestar favores a FHC.
*Briguilino
Mídia quer enterrar CPI do Cachoeira
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| http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/ |
Por que será que a mídia demotucana deseja tanto encerrar as
investigações da CPI do Cachoeira? Após a cassação do ex-demo Demóstenes Torres,
o “mosqueteiro da ética” da Veja, ela até parece que suspirou aliviada com o
fim da agonia e passou a pregar o enterro da CPI. Será que ela teme que as
apurações também degolem o governador tucano Marconi Perillo ou atinjam o José
Serra e seu amigo Paulo Preto? Ou ela tem medo que as investigações cheguem à revista
Veja e respinguem no conjunto da mídia?
Votar nulo é uma forma de protesto sem sentido
No: Folha Vitória
O
voto nulo como forma de protesto surgiu nos anos em que se usava cédula
para votar. Os eleitores escreviam suas opiniões, votavam em animais ou
insetos. Até o ano de 1997, o voto em branco era computado como válido,
influenciando na definição do quociente eleitoral e partidário nas
eleições proporcionais, tanto para as majoritárias (Presidente, Senador,
Governador e Prefeito) quanto para as proporcionais (Deputados
Federais, Estaduais e Vereadores).
O artigo 224
do Código Eleitoral diz: Se a nulidade atingir a mais de metade dos
votos do país nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições
federais e estaduais ou do município nas eleições municipais,
julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará dia
para nova eleição dentro do prazo de 20 a 40 dias.
Feu Rosa explicou em qual situação uma eleição pode ser anulada pelo voto em branco. “Lendo
de forma isolada parece que se trata de votos nulos no momento da
votação, porém o citado artigo está localizado dentro do Capítulo VI do
Código Eleitoral que trata ‘Das nulidades da votação’, que cuida dos
votos dados em desacordo com os preceitos legais como, por exemplo,
votação feita perante mesa não nomeada por juiz eleitoral; quando
realizada em dia, hora e local diferentes do designado; quando não
respeitado o voto secreto; quando viciada de falsidade ou fraude”, afirmou o secretário do TRE.
Diante
dos exemplos apresentados por José Maria Feu Rosa, se os votos anulados
ou nulos forem superiores a mais de metade do total é que se aplicará o
artigo 224 do Código Eleitoral. Os casos em que, por manifestação
apolítica ou erro do eleitor na hora de votar, a quantidade de votos
nulos for superior a mais de metade dos válidos prevalecerá o resultado
normal.
José Maria Feu Rosa apresenta a opinião
pessoal de que este tipo de protesto não adianta. Para ele, o monopólio
dos partidos é o principal problema do Brasil. “O que se vê hoje é a
eleição sendo decidida dentro dos partidos com coligações e imposições
de coligações aos diretórios regionais e municipais, controlando o
número de candidatos e inibindo o surgimento de novas lideranças”, afirmou.
Como
um candidato não pode disputar as eleições sem um partido, e o mesmo
tem que ser nacional, fica difícil novas lideranças conseguirem chegar
ao poder. Sobre o voto nulo, José Maria Feu Rosa deixa uma reflexão
final e acredita que votar, exercer a cidadania, é o caminho correto.
“Penso
que o voto nulo não aperfeiçoa o sistema, muito pelo contrário acredito
que o voto precisa ser exercitado, praticado, da mesma forma como nosso
corpo precisa de exercício para funcionar bem, e é exatamente isto que
querem alguns quando falam em unificar as eleições, caso isto aconteça o
voto ficará sedentário”, concluiu.
*OCarcará
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