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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

terça-feira, abril 09, 2013

PELA REVISÃO DO JULGAMENTO DO MENTIRÃO!!!

*ajusticeiradeesquerda

DIRCEU, CUNHA, GENOÍNO ET ALTRI SÃO AUTORES PRESUMÍVEIS DE SUPOSTOS DELITOS, COMPROVADOS POR TEORIAS INCERTAS E PROVAS DUVIDOSAS ...  *

Margaret Thatcher se une a Pinochet


*carlosmaia

Globo se enforca no 'Mensalão': ou anula condenações, ou a TV irá para a forca junto

do Saraiva

O julgamento do "mensalão" (AP-470) entrou numa sinuca de bico, agora que virão os recursos. A base da condenação dos petistas foi que teria havido desvio de dinheiro público da Câmara dos Deputados e da Visanet (aliás é empresa privada). Porém tanto a Câmara dos Deputados como a Visanet tem provas de que o dinheiro foi gasto para fazer anúncios ou patrocínios esportivos e culturais. As provas não se limitam a recibos e notas fiscais, mas também nos próprios anúncios (que foram efetivamente veiculados), principalmente nos mais famosos jornais, revistas e TV`s do Brasil. E estão registradas para todo mundo conferir nas páginas impressas e nos videotapes.

Sabe-se lá porquê, a maioria dos ministros do STF, ignorou essas provas apresentadas pela defesa, atestadas por laudos de auditoria, e tratou tudo como se fosse dinheiro desviado.

Pois bem, agora só tem um jeito: inocentar quem foi condenado injustamente com base em informações falsas.

Do contrário, para sustentar essa tese de condenação, só se admitir que a Globo, Folha, Veja, Estadão, etc, teriam feito parte da quadrilha para receber o dinheiro da SMPB e desviá-lo, como observou o ministro Lewandovski em seu voto, no caso do contrato da Câmara.

Logo, ou o STF terá que anular diversas condenações, onde tomou por base essa estória de desvio da Câmara e da Visanet, ou terá condenar também, por exemplo, a TV Globo, com as seguintes consequências:

- Os gestores da emissora (e dos jornalões) que supostamente participaram do suposto desvio, teriam que ser condenados tanto quanto Marcos Valério;

- O Ministério Público teria que abrir ação exigindo devolução do dinheiro, recebido pelas empresas de mídia, aos cofres públicos;

- A TV Globo, os jornalões e revistas que receberam o dinheiro da SMPB teriam que ser consideradas empresas inidôneas por corrupção, e ficarem proibidas de fazer qualquer contrato com o governo e com estatais, além de ficarem proibidas de contrair empréstimos de bancos públicos, por um longos anos.


- Por ser uma concessão pública, se uma TV for considerada inidônea por corrupção, o Congresso terá que cassar sua concessão (sem nenhum arbítrio, conforme a Constituição), pelo mesmo motivo que cassa deputados.

Aliás, do jeito que o julgamento tratou o BV (Bônus de Volume), como se fosse "propina", no mínimo, por coerência, a emissora teria que estar arrolada no processo, e teria que "provar sua inocência" da mesma forma que foi exigido dos demais réus.

A revista "Retrato do Brasil", da imprensa alternativa ao PIG (Partido da Imprensa Golpista), faz uma série de reportagens históricas, mostrando as provas irrefutáveis da defesa, que foram ignoradas.

Os jornalões, revistonas e TV's ainda mantem um silêncio sepulcral sobre o assunto, porque não tem como desmentir a reportagem. Mas não terão como fugir de verem suas empresas como as maiores beneficiárias do dinheiro, naquilo que inventaram ser o mensalão.

A falta da velha mídia ter escondido estes fatos no noticiário é um dos episódios que entrará para história dos grandes vexames da imprensa golpista, ao lado de episódios como o golpe da Proconsult e da bolinha de papel nas eleições de 2010.
O colunista Elio Gaspari (jornais Folha de São Paulo e O Globo) já prepara o terreno. Publicou essa notinha na coluna de domingo:
NAS BANCAS
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Está chegando às bancas uma edição especial da revista "Retrato".
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Sua capa diz tudo:
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"A construção do mensalão -- Como o Supremo Tribunal Federal, sob o comando do ministro Joaquim Barbosa, deu vida à invenção de Roberto Jefferson."
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Coisa do respeitado jornalista Raimundo Rodrigues Pereira.

Canonizando Margaret

Vladimir Safatle

"Não existe esse negócio de sociedade. Existem apenas homens e mulheres individuais, e há famílias." Foi com essa filosofia bizarra que Margaret Thatcher conseguiu transformar o Reino Unido em um dos mais brutais laboratórios do neoliberalismo.
Com uma visão que transformara em inimigo toda instituição de luta por direitos sociais globais, como sindicatos, Thatcher impôs a seu país uma política de desregulamentação do mercado de trabalho, de privatização e de sucateamento de serviços públicos, que seus seguidores ainda sonham em aplicar ao resto do mundo.
De nada adianta lembrar que o Reino Unido é, atualmente, um país com economia menor do que a da França e foi, durante um tempo, detentor de um PIB menor que o brasileiro. Muito menos lembrar que os pilares de sua política nunca foram questionados por seus sucessores, produzindo, ao final, um país sacudido por motins populares, parceiro dos piores delírios belicistas norte-americanos, com economia completamente financeirizada, trens privatizados que descarrilam e universidades com preços proibitivos.
Os defensores de Thatcher dirão que foi uma mulher "corajosa" e, como afirmou David Cameron, teria salvo o Reino Unido (Deus sabe exatamente do quê). É sempre bom lembrar, no entanto, que não é exatamente difícil mostrar coragem quando se escolhe como inimigo os setores mais vulneráveis da sociedade e quando "salvar" um país equivale, entre outras coisas, a fechar 165 minas.
Contudo, em um mundo que gostava de se ver como "pós-ideológico", Thatcher tinha, ao menos, o mérito de não esconder como sua ideologia moldava suas ações.
A mesma mulher que chamou Nelson Mandela de " terrorista" visitou Augusto Pinochet quando ele estava preso na Inglaterra, por ver no ditador chileno um "amigo" que estivera ao seu lado na Guerra das Malvinas e um defensor do "livre-mercado".
Depois do colapso do neoliberalismo em 2008, ninguém nunca ouviu uma simples autocrítica sua a respeito da crise que destroçou a economia de seu país, toda ela inspirada em ideias que ela colocou em circulação. O que não é estranho para alguém que, cinco anos depois de assumir o governo do Reino Unido, produziu o declínio da produção industrial, o fim de fato do salário mínimo, dois anos de recessão e o pior índice de desemprego da história britânica desde o fim da Segunda Guerra (11,9%, em abril de 1984). Nesse caso, também sem a mínima autocrítica.
Thatcher gostava de dizer que governar um país era como aplicar as regras do bom governo de sua "home". Bem, se alguém governasse minha casa dessa forma, não duraria muito.
*Saraiva

segunda-feira, abril 08, 2013

Charge foto e frase do dia



























Primeira exibição de Faroeste Caboclo, o filme, será em Brasília Filme inspirado na obra de Renato Russo vai chegar à capital 15 dias antes da estreia nacional
Cena mostra a chegada de Santo Cristo na Rodoviária (Divulgação)
Cena mostra a chegada de Santo Cristo na Rodoviária


A primeira sessão de pré-estréia de Faroeste caboclo, o filme, será em Brasília, em 14 de maio, uma terça-feira. O longa-metragem vai ser exibido somente para convidados, em salas dos cinemas do Park Shopping, no Guará. A estreia nacional no circuito comercial está marcada para 30 de maio.

A informação foi dada ao Correio Braziliense, em primeira mão, pelo diretor da obra, o brasiliense René Sampaio. "Fizemos questão de começar o filme pela capital. Não faria sentido iniciar em outro lugar, um filme brasiliense, de um diretor da cidade, rodado em Brasília e adaptado para o cinema, essa história tão cara a cara de todos nós", afirmou ele. Já a ssessoria de comunicação do Park Shopping informou apenas que haverá "uma grande festa" e que a pelicúla será exibida simultaneamente em "várias salas".

Por meio de Faroeste Caboclo, Brasília vai ganhar as telas de todo o país. Em 30 de maio, entrará em circuito nacional uma das mais aguardadas obras do cinema brasileiro. O longa-metragem ambientado no Distrito Federal do fim da década de 1970, onde e quando Renato Russo escreveu a música homônima, está pronto. Os primeiros a assistirem a versão final da produção foram a mãe, a irmã e o filho do compositor e cantor. A sessão exclusiva ocorreu mês passado.

Cartaz do filme Faroeste Caboclo (Divulgação)
Cartaz do filme Faroeste Caboclo
Violência e desigualdade

O filme segue roteiro fiel aos versos da letra da canção-hino, sucesso da Legião Urbana que retrata a violência e desigualdade brasilienses de 30 anos atrás. O longa terá cerca de 100 minutos, de acordo com René Sampaio. "Mais de 80% do tempo de tela é ocupado por cenas rodadas no Distrito Federal e no Entorno. O resto foi rodado em Pau Ferro, sertão de Pernambuco, e no Polo de Cinema de Paulínia (SP)", conta. Respeitado no universo da sétima arte por curtas como Sinistro (2000), Sampaio estreia em longas com Faroeste caboclo.

Outro candango envolvido na obra é o músico Philippe Seabra, fundador, vocalista, guitarrista e letrista da Plebe Rude, banda formada nos anos 1980 em Brasília, como Os Paralamas do Sucesso, o Capital Inicial e a Legião Urbana. Seabra é o responsável pela trilha sonora de Faroeste caboclo. Trilha que deve incluir a canção-título. Mas como ela aparecerá é o maior segredo do longa.

Filho de Renato Russo

O único filho de Renato Russo, Giuliano Manfredini acompanhou de perto as filmagens de Faroeste caboclo. Tanto que ganhou um papel na trama. Fruto do relacionamento do vocalista da Legião Urbana com uma fã, Raphaela Bueno, morta em um acidente de carro em 1989, Giuliano mora com a avó no Lago Sul. Aos 22 anos, se divide entre o curso de administração em uma faculdade particular e a administração prática de uma produtora cultural. Giuliano, que nunca havia participado de um filme como ator, já foi guitarrista da banda Síndrome, hoje vive agitando o cenário musical da capital com os shows e eventos organizados por sua empresa, a Mundano Produções.

O envolvimento da família Manfredini na produção de Faroeste caboclo vem desde 2006, quando os produtores do filme começaram a desenvolver o projeto de adaptação da canção para o cinema. "Foram muitos encontros, telefonemas, e trocas de e-mails com a direção e a produção, em que eram compartilhadas impressões pessoais sobre roteiro, locações e escolha do elenco", lembra René Sampaio, sem, no entanto, revelar o papel do filho de Renato Russo no longa.

Protagonistas famosos

Faroeste Caboclo, a canção, foi composta por Renato Russo em 1979, quando ele tinha apenas 19 anos, mas lançada somente em 1987, no álbum Que país é este?, da Legião Urbana. Escrito por Marcos Bernstein e Victor Atherino, com consultoria do escritor Paulo Lins, autor do clássico livro Cidade de Deus, o roteiro de Faroeste caboclo ambienta a rotina violenta de quadras do Plano Piloto e, principalmente, da periferia de Brasília entre 1979 e 1981.

Para dar vida à canção nas telonas, os roteiristas criaram novos personagens. Além de João, Maria Lúcia e Pablo, há um senador e um policial corrupto. Vivido pelo experiente Marcos Paulo, o senador é o pai de Maria Lúcia. O não menos experiente Antonio Calloni interpreta o policial bandido. "Aceitei o convite desse projeto por se tratar de uma homenagem ao Renato Russo, um poeta, um gênio da nossa música", comentou ele em uma madrugada, em meio à gravação de uma troca de tiros, contracenada com atores profissionais e policiais civis de verdade, de Brasília.
Gravação do filme Faroeste Cabolclo (Hugo Santarem/Pixel Imagem)
Gravação do filme Faroeste Cabolclo


Entre os protagonistas do longa, há atores que ganharam fama recentemente com participações em tramas globais. Protagonista da minissérie Subúrbia, Fabrício Boliveira interpreta João de Santo Cristo, o rapaz pobre do interior da Bahia que se muda para Brasília em busca de uma vida melhor. Já Maria Lúcia, a quem Santo Cristo o coração prometeu, é vivida por Ísis Valverde, a piriguete-maria-chuteira Suellen da novela Avenida Brasil. Jeremias —maconheiro sem-vergonha, que desvirginava mocinhas inocentes e se dizia que era crente mas não sabia rezar — é vivido pelo jovem ator de teatro Felipe Abib.
Filme conta história da música de Renato Russo (Hugo Santarem/Pixel Imagem)
Filme conta história da música de Renato Russo   
Na trama de René Sampaio, o gosto pela maconha leva Maria Lúcia a conhecer os inimigos Jeremias e Santo Cristo. Os traficantes se encontraram pela primeira vez em um casarão do Lago Sul. Jeremias é marcado pelas roupas de couro e um bigodão ao estilo mexicano, típico dos antigos faroestes americanos. Para manter esse clima de bangue-bangue, o diretor escolheu as ruas empoeiradas do Jardim ABC, para rodar as cenas de Ceilândia do fim dos anos 1970. A comunidade localizada no Entorno recebeu uma cidade cinematográfica e a equipe de Faroeste caboclo por quatro semanas.

Adiamentos


Orçado em R$ 6 milhões, Faroeste caboclo tinha estreia prevista para outubro de 2011, depois adiada para o início de 2012. No entanto, os produtores esbarraram na falta de dinheiro para concluir o longa. Uma equipe de mais de 100 pessoas, entre atores, produtores e técnicos, participou das locações na capital, em abril e maio do ano passado. O restante, rodaram em junho e julho, no Polo Cinematográfico de Paulínia e no sertão pernambucano, que serviram de cenário para as cenas da infância e juventude de João do Santo Cristo na Bahia.


Para as filmagens do longametragem, os produtores montaram uma base na 609 Norte, numa das unidades do Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb). Eles ocuparam quatro amplas salas do subsolo da faculdade. Cada cômodo foi destinado a uma etapa da produção. Havia espaço para ensaios dos atores, testes de figurinos, pesquisas para cenários, entre outros. Tudo muito organizado para rodar e finalizar o filme.

Com o intuito de não deixar técnicos, atores e todos os outros profissionais perdidos, cada fase da filmagem ficava escrita em quadros fixados nas paredes. Eles também serviam para as fotografias e desenhos dos cenários, roupas, mobílias e todos os objetos que serão usados nas cenas. Entre eles estava a clássica Winchester 22, escolhida por João para enfrentar o Jeremias. "Como se trata de um personagem, a do filme será especial, banhada a ouro", revelou a produtora Bianca De Felippes.

Feriado


Os produtores, porém, não revelam o valor para a finalização do filme nem demonstram preocupação com a demora no lançamento. Com o tempo esticado, têm se empenhado em editar as imagens para transformá-las em uma grande produção, conforme o anunciado desde o início do projeto, em 2008, quando René Sampaio conseguiu a autorização da família de Renato Russo para levar às telas a história escrita em música. Mas, agora, garantem, a estreia não será mais adiada.

O primeiro fim de semana de exibição será no feriado de Corpus Christi, uma sexta-feira. "Tomamos a decisão durante o Festival do Rio (em outubro), em reunião com o distribuidor, procurando a melhor janela para entrarmos em um grande número de salas em todo o Brasil", conta Sampaio. "Não fechamos ainda o corte final. O distribuidor viu uma montagem em estado adiantado e gostou muito, prevendo um grande lançamento. Esse corte deverá estar pronto nos próximos dias e, então, pretendemos fazer uma sessão exclusiva para a família (de Renato Russo), em primeira mão", completa o diretor.


Quem é quem

João do Santo Cristo

No cinema, o soteropolitano Fabrício Boliveira participou de 400 Contra 1 e Tropa de Elite 2. Na TV, protagoniza a minissérie Subúrbia, da Globo.

Jeremias

Felipe Abib, jovem ator de teatro, interpreta o "traficante de renome" inimigo de Santo Cristo. Ele atuou em 180º, longa-metragem de Eduardo Vaisma.

Maria Lúcia

Ísis Valverde, a piriguete-maria-chuteira Suellen da novela Avenida Brasil, interpreta a "menina linda" por quem Santo Cristo se apaixona.

Pablo

Na fita, "o peruano que vivia na Bolívia e muitas coisas trazia de lá" é interpretado pelo uruguaio César Troncoso, o protagonista Beto, de O banheiro do Papa).

Senador Ney

O personagem, pai de Maria Lúcia, que não está na canção-título, é interpretado pelo global Marcos Paulo, que após uma longa temporada voltou a trabalhar como ator.

Marco Aurélio

Outro personagem criado para o filme. Vivivo por Antonio Calloni, trata-se do líder de um grupo de policiais corruptos que dão proteção ao traficante Jeremias.



Ficha técnica

Direção: René Sampaio

Roteiro: Marcos Bernstein, Victor Atherino e Paulo Lins

Elenco: Ísis Valverde (Maria Lúcia), Fabrício Boliveira (João do Santo Cristo) e Felipe Adib (Jeremias), Antonio Calloni (policial Marco Aurélio), César Troncoso (Pablo), Cinara Leal (Teresa)

Produção: Gávea Filmes, Fogo Cerrado, República Pureza

Co-produção: Globo Filmes e Lereby

Distribuição: Europa Filmes

Finalização: O2 Filmes



Para saber mais

Tragédia brasileira

Escrita por Renato Russo em 1978, Faroeste caboclo conta, em 159 versos, as desventuras de João de Santo Cristo, o "bandido destemido e temido no Distrito Federal", desde o nascimento numa fazenda no interior da Bahia, à sua morte, num duelo com o traficantes Jeremias, em Ceilândia. A letra virou febre nacional após ser gravada e lançada pela Legião Urbana em 1987, por meio do disco Que país é este?, o terceiro da banda. A música tem 1.239 palavras, 168 versos e 9 minutos e 3 segundos de duração.
Cena do filme mostra a Rockonha (Hugo Santarem/Pixel Imagem)
Cena do filme mostra a Rockonha
Rockonha

As cenas da Rockonha, a festa organizada por Jeremias — "maconheiro, sem-vergonha" — onde muita gente acabou presa — de verdade — em flagrante pela temida polícia nos anos de chumbo da ditadura militar foram filmadas em Sobradinho, no mesmo sítio onde ocorreu a original, descrita por Renato Russo. A produção do longa cedeu à Encontro imagens inéditas da gravação da balada movida a rock e a maconha.

Produção conjunta

Faroeste caboclo
é o primeiro longa de René Sampaio e o trabalho de estréia da Gávea Filmes, de Bianca De Felippes. Ela é ex-sócia de Carla Camurati na Copacabana Filmes, que abrigou o projeto inicialmente. A Gávea Filmes (RJ) divide a produção do longa baseado na canção de Renato Russo com a República Pureza (RJ) e a Fogo Cerrado Filmes (DF).

Herdeiro da Legião

Além de único filho de Renato, Giuliano Manfredini é herdeiro de grande parte do espólio das músicas da Legião Urbana. Mas diz que, quando se trata da banda, todas as decisões são tomadas em conjunto com os outros ex-integrantes da Legião, Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá, que hoje desenvolvem trabalhos solo.

Morte precoce

Registrado como Renato Manfredini Júnior e nascido em 27 de março de 1960, o cantor e compositor adotou o nome artístico Renato Russo quando morava em Brasília e iniciava sua carreira. Primeiro, ele integrou o Aborto Elétrico, que, após seu fim, deu origem à Legião Urbana e ao Capital Inicial. Bissexual assumido, Renato morreu devido Às complicações causadas pela Aids, aos 36 anos, em 11 de outubro de 1996.
*correiobrasiliense

Condenado sem provas - Não houve compra de votos nem uso de dinheiro público: a entrevista de José Genoino a Kennedy Alencar, a primeira à grande mídia depois do covarde linchamento moral do qual foi vítima







*opensadordaaldeia

Margaret Thatcher's death greeted with street parties in Brixton and Glasgow


Crowds shout 'Maggie Maggie Maggie, dead dead dead' during impromptu events

Thatcher death party
People in Brixton, south London celebrate the death of Margaret Thatcher. Photograph: Danny E. Martindale/Getty Images

Several hundred people gathered in south London on Monday evening to celebrate Margaret Thatcher's death with cans of beer, pints of milk and an impromptu street disco playing the soundtrack to her years in power.
Young and old descended on Brixton, a suburb which weathered two outbreaks of rioting during the Thatcher years. Many expressed jubilation that the leader they loved to hate was no more; others spoke of frustration that her legacy lived on.
To cheers of "Maggie Maggie Maggie, dead dead dead," posters of Thatcher were held aloft as reggae basslines pounded.
Clive Barger, a 62-year-old adult education tutor, said he had turned out to mark the passing of "one of the vilest abominations of social and economic history".
He said: "It is a moment to remember. She embodied everything that was so elitist in terms of repressing people who had nothing. She presided over a class war."
Builder Phil Lewis, 47, a veteran of the 1990 poll tax riots, said he had turned out to recall the political struggles the Thatcher years had embroiled him in. "She ripped the arsehole out of this country and we are still suffering the consequences."
Not all those attending were old enough to remember Thatcher's time in power. Jed Miller, 21, clutching a bottle of cider, said: "She was a bit before my time, but family never had anything good to say about her."
Not all were there to celebrate. Student Ray Thornton, 28, said he was there to commemorate "victims" of Thatcherism. "It is a solemn day. It is important to remember that Thatcherism isn't dead and it is important that people get out on the street and not allow the government to whitewash what she did," he said.
Unemployed Kiki Madden scrawled "you snatched my milk and our hope" on a fence and said she felt slightly guilty taking delight in Thatcher's death, "but in the end I can't deny the fact that Thatcher made me so unhappy when I was a kid. I grew up in Liverpool and all my friends' dads lost their jobs on the docks under Thatcher. It was an awful time."
Alex Bigham, a local Labour councillor, condemned the event, taking to Twitter to brand it disgraceful.
Glasgow party Celebrations of Margaret Thatcher's death in George Square, Glasgow. Photograph: Jeff J Mitchell/Getty Images In Glasgow, more than 300 people gathered in the city centre for an impromptu party, organised on Twitter.
Members of organisations including the Anti-Bedroom Tax Federation, the Communist party, the Socialist party, the Socialist Workers party and the International Socialist Group, were joined by members of the public in George Square.
A chorus of "so long, the witch is dead" erupted, along with chants of "Maggie Maggie Maggie, dead dead dead," from the gathering as champagne bottles were popped.
*theguardian



Abaixo assinado: Autor de ‘A Privataria Tucana’ vai disputar Academia Brasileira de Letras com FHC

Campanha que defende o nome de Amaury Ribeiro Jr. foi lançada nesta segunda (8) por um grupo de jornalistas, intelectuais e professores universitários. Objetivo é disputar cadeira de número 36, que está vaga desde que o jornalista e escritor paulista João de Scantimburgo morreu, em 22 de março passado.

Da Redação da Carta Maior
São Paulo – Um grupo de jornalistas, intelectuais e professores universitários progressistas lança nesta segunda-feira (8) uma campanha para defender o nome do jornalista Amaury Ribeiro Júnior para a Academia Brasileira de Letras (ABL).

Jornalista premiado, hoje funcionário da TV Record, Ribeiro Jr. é autor do best-seller “A privataria tucana”, livro-reportagem denuncia irregularidades na venda de empresas estatais durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

A candidatura de Ribeiro Jr. visa se contrapor à do próprio Fernando Henrique, que está inscrito para disputar a cadeira de número 36, que está vaga desde que o jornalista e escritor paulista João de Scantimburgo morreu, em 22 de março passado.

As inscrições de candidaturas na ABL podem ser feitas até 26 de abril. Depois deste prazo, a entidade marca em até 60 dias uma reunião para a eleição, em que o novo imortal deve ter a metade mais um dos votos dos atuais imortais para ser eleito para a cadeira.

Leia, a seguir, o manifesto da candidatura de Amaury Ribeiro Jr. Para assinar, clique aqui.

“A PRIVATARIA É IMORTAL - Amaury Ribeiro Júnior para a Academia Brasileira de Letras

Não é a primeira vez que a Academia Brasileira de Letras tem a oportunidade de abrir suas portas para o talento literário de um jornalista. Caso marcante é o de Roberto Marinho, mentor de obras inesquecíveis, como o editorial de 2 de abril de 64: 

"Ressurge a Democracia, Vive a Nação dias gloriosos" – o texto na capa de "O Globo" comemorava a derrubada do presidente constitucional João Goulart, e não estava assinado, mas trazia o estilo inconfundível desse defensor das liberdades. Marinho tornou-se, em boa hora, companheiro de Machado de Assis e de José Lins do Rego.

Incomodada com a morte prematura de "doutor" Roberto, a Academia acolheu há pouco outro bravo homem de imprensa: Merval Pereira, com a riqueza estilística de um Ataulfo de Paiva, sabe transformar jornalismo em literatura; a tal ponto que – sob o impacto de suas colunas – o público já não sabe se está diante de realidade ou ficção.

Esses antecedentes, "per si", já nos deixariam à vontade para pleitear – agora - a candidatura do jornalista Amaury Ribeiro Junior à cadeira 36 da Academia Brasileira de Letras.

Amaury, caros acadêmicos e queridos brasileiros, não é um jornalista qualquer. É ele o autor de "A Privataria Tucana" – obra fundadora para a compreensão do Brasil do fim do século XX. 

Graças ao trabalho de Amaury, a Privataria já é imortal! Amaury Ribeiro Junior também passou pelo diário criado por Irineu Marinho (o escritor cubano José Marti diria que Amaury conhece, por dentro, as entranhas do monstro). 

Mas ao contrário dos imortais supracitados, Amaury caminha por outras tradições. Repórter premiado, não teme o cheiro do povo. Para colher boas histórias, andou pelas ruas e estradas empoeiradas do Brasil. E não só pelos corredores do poder. 

Amaury já trabalhou em "O Globo", "Correio Braziliense", "IstoÉ", "Estado de Minas", e hoje é produtor especial de reportagens na "TV Record". Ganhou três vezes o Prêmio Esso de Jornalismo. Tudo isso já o recomendaria para a gloriosa Academia. A obra mais importante do repórter, entretanto, não surge dos jornais e revistas. "A Privataria Tucana" – com mais de 120 mil exemplares comercializados – é o livro que imortaliza o jornalista.

A Privataria é imortal - repetimos!

O livro de Amaury não é ficção, mas é arte pura. Arte de revelar ao Brasil a verdade sobre sua história recente. Seguindo a trilha aberta por Aloysio Biondi (outro jornalista que se dedicou a pesquisar os descaminhos das privatizações), Amaury Ribeiro Junior avançou rumo ao Caribe, passeou por Miami, fartou-se com as histórias que brotam dos paraísos fiscais. 

Estranhamente, o livro de Amaury foi ignorado pela imprensa dos homens bons do Brasil. Isso não impediu o sucesso espetacular nas livrarias - o que diz muito sobre a imprensa pátria e mais ainda sobre a importância dos fatos narrados pelo talentoso repórter.

A Privataria é imortal! Mas o caminho de Amaury Ribeiro Junior rumo à imortalidade, bem o sabemos, não será fácil. Quis o destino que o principal contendor do jornalista na disputa pela cadeira fosse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.


FHC é o ex-sociólogo que – ao virar presidente – implorou aos brasileiros: "Esqueçam o que eu escrevi". A ABL saberá levar isso em conta, temos certeza. É preciso esquecer.


Difícil, no entanto, é não lembrar o que FHC fez pelo Brasil. Eleito em 1994 com o apoio de Itamar Franco (pai do Plano Real), FHC prometeu enterrar a Era Vargas. Tentou. Esmerou-se em desmontar até a Petrobras. Contou, para isso, com o apoio dos homens bons que comandam a imprensa brasileira. Mas não teve sucesso completo.


O Estado Nacional, a duras penas, resistiu aos impulsos destrutivos do intelectual Fernando.


Em 95, 96 e 97, enquanto o martelo da Privataria tucana descia velozmente sobre as cabeças do povo brasileiro, Amaury dedicava-se a contar histórias sobre outra página vergonhosa do Brasil - a ditadura militar de 64. Em uma de suas reportagens mais importantes, sobre o massacre de guerrilheiros no Araguaia, Amaury Ribeiro Junior denunciou os abusos cometidos pela ditadura militar (que "doutor" Roberto preferia chamar de Movimento Democrático).


FHC vendia a Vale por uma ninharia. Amaury ganhava o Prêmio Esso...


FHC entregava a CSN por uns trocados. Amaury estava nas ruas, atrás de boas histórias, para ganhar mais um prêmio logo adiante...


As críticas ao ex-presidente, sabemos todos nós, são injustas. Homem simples, quase franciscano, FHC não quis vender o patrimônio nacional por valores exorbitantes. Foi apenas generoso com os compradores - homens de bem que aceitaram o duro fardo de administrar empresas desimportantes como a Vale e a CSN. A generosidade de FHC foi muitas vezes incompreendida pelo povo brasileiro, e até pelos colegas de partido - que desde 2002 teimam em esquecer (e esconder) o estadista Fernando Henrique Cardoso.

Celso Lafer - ex-ministro de FHC - é quem cumpre agora a boa tarefa de recuperar a memória do intelectual Fernando, ao apresentar a candidatura do ex-presidente à ABL. A Academia, quem sabe, pode prestar também uma homenagem ao governo de FHC, um governo simples, em que ministros andavam com os pés no chão - especialmente quando tinham que entrar nos Estados Unidos.

Amaury não esqueceu a obra de FHC. Mostrou os vãos e os desvãos, com destaque para o caminho do dinheiro da Privataria na volta ao Brasil. Todos os caminhos apontam para São Paulo. A São Paulo de Higienópolis e Alto de Pinheiros. A São Paulo de 32, antivarguista e antinacional. A São Paulo de FHC e do velho amigo José Serra - também imortalizado no livro de Amaury.

Durante uma década, o repórter debruçou-se sobre as tenebrosas transações. E desse trabalho brotou "A Privataria Tucana".

Por isso, dizemos: se FHC ganhar a indicação, a vitória será da Privataria. Mas se Amaury for o escolhido, aí a homenagem será completa: a Privataria é imortal!
*ajusticeiradeesquerda