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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quarta-feira, novembro 23, 2011

“O torturador é um infame e covarde”, garante o Brigadeiro Rui Moreira Lima – especial para o QTMD?

  do QTMD?
Sentado na sala de sua casa, o Major-Brigadeiro aponta para a miniatura que representa fielmente o avião que usou na 2ª Guerra. Foto: Ana Helena Tavares
Detalhe de camisa. Foto: Ana Helena Tavares
“O povo desarmado merece o respeito das Forças Armadas”. Foi este um dos ensinamentos que Pedro Moreira Lima deixou em carta para o filho. Gozando de invejável lucidez aos 92 anos, o Major-Brigadeiro Rui Moreira Lima, que é um dos únicos pilotos veteranos da 2ª Guerra Mundial ainda vivos, abriu as portas de sua casa (em dois dias diferentes) para o “Quem tem medo da democracia?”. Para contar como a carta de seu pai o norteou por toda vida, levando-o a não aderir a golpes.
Por Ana Helena Tavares(*)
“Vargas governava cercado por nazistas”, lembrou Moreira Lima. Mas, diferentemente das ditaduras que reprimem e punem aqueles que são contrários a ela, na guerra – que, como garantiu o Major-Brigadeiro-do-Ar, “começou pelo mar” – os cadetes tinham liberdade de expressão: “Nós podíamos dizer se torcíamos pelos aliados ou pelos alemães”, frisou.
 
Todas as edições de “Senta a Pua!”, incluindo a em inglês Foto: Ana Helena Tavares
Clique aqui e assista a Rui Moreira Lima contando como o Brasil entrou na 2ª Guerra.
Clique aqui e assista-o declamando a carta de seu pai.
Sobre sua experiência na Itália, ele é autor de 2 livros – “Senta a pua!”, que já está na 3ª edição e traduzido para o inglês e “O diário de guerra”. Senta a pua! era uma ordem de abate, algo como: “Manda ver!”. Mas o homem que cumpriu 94 missões de guerra, sempre almejou a paz e, por conta disso, andou na contramão da ditadura, sendo colocado na reserva logo após o golpe de 64. E até hoje não foi anistiado pelo Estado. Tudo o que conseguiu foi na justiça comum. Pelo que reza a Constituição de 88, ele já teria a patente mais alta da Aeronáutica em tempos de paz, que é a de Tenente-Brigadeiro-do-Ar. Uma 4ª estrela no ombro, pela qual ainda luta. “Não pelo dinheiro, pois a diferença não é grande, mas por justiça”.
No início da década de 60, Rui Moreira Lima era responsável por organizar Conferências para cadetes. Em uma delas, foram explicados os motivos que levaram à construção de Brasília. “O Brasil estava à beira-mar, de costas para a terra, então a idéia era trazer o Brasil para o centro. Ainda se discute muito se foi bom ou ruim. Eu acho que foi ótimo, porque hoje o Brasil está integrado”, opina. Outra das Conferências (a 1ª), contou com a presença de D. Hélder Câmara. “Tem muita gente que engole a hóstia e nem sabe por que está engolindo a hóstia… Mas ele (D. Hélder) sabia tudo de costas”, elogia Moreira Lima, que pediu ao então padre que explicasse aos jovens militares o porquê da hóstia, o porquê da Páscoa, etc…  Depois, ainda convidou um conferencista para ministrar-lhes uma palestra sobre o que é democracia e o que é ditadura.
“O livro do Estado Maior (regimento das Forças Armadas) dizia que o Comandante podia promover conferências de esclarecimento aos seus comandados”, garante Moreira Lima. Porém, ao que parece, o alto comando não gostou dos esclarecimentos. Na conferência sobre democracia e ditadura, um sargento fez uma pergunta sobre Reforma Agrária. Moreira Lima permitiu que o conferencista (que era um coronel) respondesse. “Ele não falou nada demais. Falou que é importante o governo dar ensino e mantimentos… E o que o que o sujeito (agricultor) produzir é dele.” Em seguida, Moreira Lima ainda organizou uma conferência específica sobre Reforma Agrária. O conferencista fez uma crítica ao Congresso e “esse foi o ponto-chave”, analisa o Major-Brigadeiro, referindo-se aos motivos que o levaram a ser afastado da ativa. “Ao me impedirem de voar, tiraram a minha paixão”, lamenta-se.
“Quando veio a chamada ‘revolução’, que foi o golpe de 1º de Abril, eu estava em Santa Cruz. Eu era um oficial novo. Era Tenente-Coronel. E me convidaram para ser comandante da base. Enquanto isso, dois companheiros meus me telefonaram dizendo: ‘Rui, você não está sabendo o que está acontecendo, está uma loucura. Os majores estão tomando conta disso e ninguém mais está obedecendo a ordens. ’ Eu respondi da maneira como meu pai me ensinou (pela hierarquia): fui tenente, capitão , major, tenente-coronel e coronel desta unidade, agora vou comandar.”
 
O jovem Moreira Lima e sua esposa, com quem permanece casado até hoje
Rui Moreira Lima foi, então, alertado que outro militar – Lafayette –, com o mesmo pensamento legalista dele, já havia tentado comandar Santa Cruz e havia sido reformado. Moreira Lima tentou. “Não vai ter problema comigo não”, pensou. “Houve mil problemas, mas batalhei antes de haver os problemas.” E frisa que, durante o tempo em que conseguiu comandar a base, só mandou prender dois oficiais, mas “seguindo o regulamento militar e não por questões políticas”.
“Então, o que aconteceu é que, na luta pelo poder, me prenderam. Foi um golpe dentro do golpe”, definiu Moreira Lima, que diz ter orgulho de ter sido o único comandante de base a não ser preso de madrugada, nem em casa. Recebeu voz de prisão por telefone, na base, de madrugada, mas conseguiu passar o comando apenas na manhã seguinte, pois, do contrário, “iria morrer mais gente”. Atitude serena que irritou os militares golpistas: “Passa logo o comando desta merda”, ouviu do ministro militar que o telefonou. No que Moreira Lima respondeu: “O Senhor pode achar que esta base é uma merda, mas para mim não é. Agora, se o senhor disser que eu sou, aí eu fico à vontade e digo que o senhor é outra. O senhor venha aqui amanhã de manhã e faça aquele discurso bonito onde tinha dito que eu era o oficial padrão da FAB”.
Após a troca de comando, Moreira Lima ficou três dias em casa até ser efetivamente preso. “Foi uma violência. Me colocaram no porão do navio de tropa Barroso Pereira, perto da Ilha Fiscal. Quando todos os colegas estavam no Leopoldina, que era um navio de turismo, com ar condicionado, comida boa, banho de sol, etc… Três dias depois de eu ser preso o meu comandante de guerra soube que tinham me colocado num navio diferente e telefonou pro Castelo Branco, que também tinha sido meu companheiro na guerra (ele era general, eu tenente). Aí me mudaram de navio e cumpri 49 dias de prisão. Não havia nada contra mim. Mas, depois disso, passei a ser campeão sul-americano de prisão. ‘Qualquer coisa, prende o Rui!’”. Segundo Moreira Lima, antes do golpe de 64, ele nunca havia sido preso por questões políticas: “Nunca fui indisciplinado, mas não fechava a boca. Sempre disse as coisas com muita verdade. Tem muito puxa-saco por aí…”.
Clique aqui e assista a Moreira Lima contando sobre as conferências que promovia e a forma como foi preso em 64.
 
Mesinha de sala com a miniatura de seu avião de guerra e homenagens recebidas. Foto: Ana Helena Tavares
Como exemplo de militar íntegro, Moreira Lima contou suas lembranças do Marechal Teixeira Lott: “O filho dele chegou a ser meu aluno e meu comandado. Eu conheci o então General Lott quando ele era ministro da guerra. Era um sujeito incorruptível. Mas muito rígido. Foi ele que garantiu a posse do Juscelino (em 1956). E eu o apoiei, porque sabia que, senão, iriam fazer uma ditadura, como fizeram em 64.”
“Eles (UDN) nunca conseguiram chegar ao poder pelo voto. Só tomaram o poder pela força. Não foi um golpe do povo. Muitos civis que apoiaram no início pensaram que retomariam logo o poder, mas os militares não deixaram. O povo estava mal informado e até hoje está. O João Goulart não tinha nenhuma prática de comandar. E o Assis Brasil, que era general dele, também não. Mas todo o Brasil queria as reformas do Jango. Muitas até agora não foram feitas. Hoje, temos aí o agronegócio… E cadê a Agrária?”, pergunta-se Moreira Lima.
Para ele, Leonel Brizola – que, em 1961, quando Jânio Quadros renunciou, era governador do Rio Grande do Sul e garantiu a posse do vice João Goulart na presidência, ao lançar a Cadeia da Legalidade - “foi um exemplo de patriota, um sujeito de uma valentia e de uma coragem fantásticas”.
Sobre as torturas mentais que sofreu, ao ser preso novamente, 6 anos depois do golpe, a quebra de hierarquia militar foi uma das coisas que mais chocou Moreira Lima: “Eu, um coronel, fui preso por um sargento e fiquei três dias num buraco que era chão de barro, sem poder deitar na cama, que era um tripé. Quando eu precisava fazer necessidades fisiológicas, vinha um soldado de 18 anos apontando arma pra mim”. Conta que só não morreu “porque não tiveram tempo pra isso”. Crê ter sido salvo pela repercussão das mortes do jornalista Vladimir Herzog e do operário Manuel Fiel Filho, as quais forçaram o fim da ditadura.
“E tem essa história de ‘revanche’… Ninguém quer fazer revanche em ninguém!”, assegura. E pede para que as pessoas se imaginem no lugar de uma mãe cujo filho “estava na faculdade e sumiu de casa e foi para o Araguaia”, por exemplo. “Eu já conversei com amigos meus que estiveram lá e me disseram: ‘Rui, lá não tinha quartel nem pra nós nem pra eles.’ Mas a grande questão é que ninguém pode suportar perder o seu filho e não saber onde ele está. O torturador é um infame!”, verbera Moreira Lima com as mãos em punho. “No mundo inteiro, os torturadores são presos independentemente do tempo que se passou depois das torturas”. Mas ele não acredita que isso vá acontecer aqui, embora considere equivocada a decisão do STF de anistiar os torturadores: “É crime contra a humanidade! Esses sujeitos não têm consciência, não têm alma, são covardes! Eu até digo pros meus colegas e eles me dizem: ‘Mas Rui… Você não alivia nada!’ E eu digo que não posso aliviar. Isso é porque vocês não foram cassados, não perderam o direito de voar… O Figueiredo anistiou os torturadores, ‘o lado de lá’, e não anistiou nós militares que lutamos pela democracia. Já em 79 eu deveria ter a patente de Brigadeiro, mas fiquei esperando 17 anos.”
Clique aqui e assista a Moreira Lima chamando os torturadores de “infames” e “covardes”.
Além da impunidade, como exemplo de regalias a que tiveram direito os torturadores, Moreira Lima citou o caso de Brilhante Ustra, coronel que foi reformado após o golpe e colocado, através de adido militar, como Cônsul no Uruguai. Lá, ele foi um dia reconhecido pela atriz e então deputada Bete Mendes, que fez um escândalo, dizendo: “O senhor é o “Doutor Tibiriçá”. O senhor me torturou!”. Bete Mendes enviou uma carta ao então presidente José Sarney solicitando que Ustra fosse removido do cargo. Ela ainda pronunciou um discurso no Congresso. O general Lêonidas Pires Gonçalves (que foi colega de turma de Moreira Lima e era ministro do Exército de Sarney), não só manteve Ustra no posto como também avisou que não demitiria nenhum outro militar acusado de tortura. Depois disso, “Ustra ficou num ostracismo tranqüilo”, como definiu Moreira Lima. “E os três Clubes Militares ainda ofereceram um jantar de desagravo a esse cara. Com mais de 700 talheres!”, detalhou.
 
Medalha dada recentemente pelo Clube da Aeronáutica. Foto: Ana Helena Tavares
Ainda assim, o Major-Brigadeiro não vê possibilidade de um novo golpe: “Eu acho que a Dona Dilma não vai perder para esses caras”, disse balançando negativamente a cabeça. Mas acha bom que ela fique atenta: “Naquela época, cansei de avisar… Não façam isso, vai terminar em golpe, esses caras vão colocar o Jango pra fora.”
Em plena democracia, ele conta que ganhou um livro com uma biografia de Lula, autografado por ele, e colegas se sentiram incomodados. Quanto à recém instalada “Comissão da Verdade”, Moreira Lima acha “correto” que se apure de 1946 a 1988, mas vê “pressão dos golpistas”. E alerta que ainda hoje é “muito forte o medo que os civis têm dos militares. E estão cheios de razão, já que as Escolas Militares continuam chamando o que aconteceu em 64 de revolução. Não foi”, garante.
Clique aqui e assista a Moreira Lima falando sobre Lei de Anistia e Comissão da Verdade.
Ele considera que “a mídia não cumpre o papel de bem informar sobre a ditadura. Não se conta a história!”. Mas pondera que “devido ao jogo de interesses, esse papel não é cumprido satisfatoriamente em lugar nenhum do mundo”. Deveria se chamar “mírdia”, alfineta.
“Mas é preciso que se saiba tudo. Se você coloca uma rolha num tanque, uma hora a pressão da água vai empurrá-la, procurando a verdade. Aí, até a rolha vai querer estar na superfície para ver melhor o que está acontecendo e dizer para a água ‘não faz isso comigo, poxa!’”, metaforiza Moreira Lima.
Sobre a atuação de Dilma, ele vê de forma positiva. Crê que ela está “empenhada” em “destampar a rolha”: “Acho que ela está mergulhada de cabeça nisso. Só que há um sistema em volta dela que não a permite fazer tudo o que quer. Eu tenho uma vontade de falar com ela!”, exclama.
Clique aqui e assista a Moreira Lima falando sobre a “mírdia” e a atuação de Dilma
E conclui respondendo à pergunta-título deste site: “Olha, como eu não tenho medo da democracia, como eu amo a democracia, acho que só quem está devendo muito, com a consciência muito pesada, porque já praticou atos antidemocráticos – principalmente os que exerceram ditaduras, e foram discriminatórios em suas atitudes, matando e torturando – estes têm medo da democracia. Tenho certeza que têm”.
Clique aqui e assista-o respondendo “Quem tem medo da democracia?”.
Rui Moreira Lima e Ana Helena Tavares. Foto tirada pelo filho dele.
Esta entrevista é a continuação de uma série sobre a ditadura. Para conferir as anteriores, clique aqui.

terça-feira, novembro 22, 2011

O desastre da Chevron prova: pré-sal, só com a Petrobras

Com este escândalo que foi – e ainda está sendo – o vazamento de óleo em um dos poços da Chevron-Texaco no Campo de Frade, ao largo do Rio de Janeiro, trouxe, em toda a mídia brasileira, a discussão sobre a capacidade e o preparo do país para a exploração de petróleo no subsolo marinho.
Embora a discussão seja mais do que legítima, os objetivos com que ela é trazida, neste momento, não o são.
É como discutirmos a segurança nas estradas ao lado de um acidente onde o automóvel que o provocou tinha os pneus carecas e andava a 250 km por hora e ainda tinha tomado uns tragos.
A estrada poderia ser uma autobahn alemã e o desastre teria sido igual. Sobretudo porque a responsável pelo acidente ainda tem muitas explicações a dar sobre as razões de seu “erro de cálculo e, sobretudo, porque ocultou-o o quanto pôde.
Como é que não tem níveis pelo menos razoáveis de segurança um país que explora petróleo no mar há 35 anos, em milhares de poços perfurados no leito marinho e só agora tem o seu primeiro acidente de alguma expressão na plataforma continental?
É só olhar o mapa dos poços marítimos da ANP que está no post e você verá que o exagero com que se aborda a questão é apenas um encobrimento das verdadeiras intenções: bloquear a exploração da riquíssima fronteira econômica representada pelas jazidas do pré-sal e favorecer sua entrega aos poderosos interesses das grandes petroleiras estrangeiras.
É necessário eclipsar que este acidente – e já é confesso por parte da Chevron-Texaco, embora a mídia o minimize – decorreu exclusivamente da negligência de uma destas grandes petroleiras, interessada em gastar o mínimo possível nas perfurações q que – suprema ironia – nem mesmo tinha os sistemas de vigilância e inspeção submarino adequados, ao ponto de tê-los de aceitar emprestados pela Petrobras.
E a Petrobras os tinha porque há 40 anos desenvolve tecnologia e rotinas operacionais para exploração marítima. Primeiro com seu Centro de Pesquisas, depois em programas específicos, a partir de 1986, quando criou o Procap, seu Programa de Capacitação em Águas Profundas, com o objetivo de perfurar em até um quilômetro abaixo da superfície marinha. Depois vieram o Procap-2000 e o 3.000, com a necessidade de perfurar em locais ainda mais profundos. Só este último teve um investimento previsto em US$ 128 milhões,
A petroleira brasileira é reconhecida em todo o mundo como líder em tecnologia de exploração a grandes profundidades. E isso, é claro, tem um custo pesado que, muitas vezes, o investidor estrangeiro não quer suportar.
Aí é fácil dizer que as multinacionais são mais rentáveis, gastando menos para garantir a segurança de suas instalações.
Este episódio mostrou que não apenas não ficamos em nada a dever às gigantes do petróleo em matéria de segurança como, ao contrário, foi uma delas que se mostrou incompetente e criminosamente irresponsável na atividade mais arriscada da exploração, que é a perfuração e completamento de um poço pioneiro.
Além das razões econômicas, a segurança provida pela Petrobras é motivo mais que suficiente para a determinação de que só ela possa operar a perfuração e a operação de poços no pré-sal, muito mais profundos e complicados tecnologicamente que os de águas rasas e de profundidade média.
A resposta sobre se o Brasil está preparado para a exploração de águas ultra profundas é sim, ele está, através da Petrobras, que é uma empresa que deve contas e satisfação perante o Governo e o país.
Mas será não se for através de empresas que ganham montanhas de dinheiro, pagam um multa por poluir e, se quiserem, juntam as tralhas e vão embora, com um rico saldo em petróleo e em dinheiro.
Fernando Brito
*comtextolivre

O verdadeiro governante do planeta

Espanha quebrou.
Portugal quebrou.
Grécia quebrou.
Irlanda quebrou.
E falando claramente, a Europa está quebrada, os Estados Unidos também.
Mas os bancos estão cada vez mais robustos.
Alguém tem dúvidas sobre quem governa o planeta?
Eles é que decidem quem continua no poder e quem deve ceder o lugar.
O melhor exemplo é Berlusconi.
Que reinou como quis até o momento em que recebeu ordem para arrumar as malas.
Era um intocável.
Era.
Mas quem são esses bancos?
A quem pertencem?
Será que eles não têm face como nos querem fazer crer?
Dirão: bancos quebraram, outros fecharam, outros estão agonizantes.
Bobagem.
Os bancos pulverizados não passam de meros varejistas que são sempre sacrificados para manter as aparências.
O grande banco tem nome e endereço e há séculos manipula o sistema a seu bel prazer.
É o banco da família Rothschild.
Que desde o século XIV reina.
Seja o governo monarquia ou republica, capitalista ou socialista.
Jamais sofreu qualquer abalo, nem mesmo durante todas as guerras ou revoluções que afligiram a humanidade.
Até a Alemanha nazista teve que se curvar diante de seu poderio econômico.
Ou alguém acha que as guerras se ganham apenas com armas?
Não se esqueçam que sem fundos não se compra armamento.
O banco da família Rothschild controla também, através de prepostos, a mídia e a industria de entretenimento.
É tão poderosa essa família que controla até a Organização das Nações Unidas (ONU) que foi criada principalmente para criar o Estado de Israel.
E ameaçar e apoiar a invasão de nações que se recusam a se curvar ou entregar seus tesouros.
Alias essa família é tão poderosa que possui o titulo de “Guardiã do Tesouro do Vaticano”.
Quem quiser aprofundar esse texto, e ele precisa ser muito mais aprofundado e detalhado, basta consultar a História.
Alguém se habilita?
*Bourdoukan

Judeus são mesmos judeus?

Palavra da Bíblia
Ganhei uma bíblia, mas tive que assistir a missa.
O que acabou me remetendo à minha infância no Líbano quando era obrigado a assistir a missa todos os domingos.
Dos cinco aos nove anos de idade fui coroinha.
Explico: meu tio-avô era o padre da nossa aldeia.
Padre católico melquita, esclareça-se.
O sacerdote que me presenteou a Bíblia pediu para que eu lesse o capítulo que fala de Ruth.
Disse ao padre que já havia lido e relido a Bíblia, assim como também o Alcorão.
Ele insistiu para que eu lesse a história de Ruth.
Li e reli.
É impressionante como a gente deixa passar fatos tão importantes.
Repito, li, reli e conheço muitos trechos da Bíblia devidamente decorados, mas a leitura de Ruth me surpreendeu.
Principalmente quando descubro que ela não era judia, mas moabita.
Ruth, como os leitores do Livro Sagrado sabem, vem a ser Avó de David e bisavó de Salomão e, naturalmente de todos os seus descendentes, principalmente o mais nobre de todos, Jesus Cristo, o ilustre filho da Palestina.
E o que isso significa?
Tudo e muito mais.
Como se sabe, os judeus reconhecem como judeu somente quem nasce de mãe judia.
Em poucas palavras, Ruth era moabita, portanto David, Salomão e Jesus não são judeus.
É verdade que isso não teria a menor importância não fosse a avassaladora propaganda judaica, em nome deles e de Abraão, para justificar a invasão e a ocupação da Palestina.
E pesquisando ainda mais, não encontrei nenhuma escritura onde Deus oferece a Palestina ou qualquer pedaço de terra a Abraão e seus descendentes.
E se houve alguma oferta de Deus, ela sem dúvida alguma coube ao primogênito de Abraão, pois nas sociedades semíticas, o primogênito era sempre o herdeiro.
E o primogênito de Abraão como todos sabem foi Ismael, considerado o pai dos árabes.
Portanto meus amigos e de acordo com o Livro Sagrado, a Palestina ( incluindo Israel) sempre foi terra árabe e aos palestinos pertence.
Palavra da Bíblia.
Ou será que a Bíblia está equivocada?

MINISTÉRIO PÚBLICO DENUNCIA TRUCULÊNCIA DA PM NA USP

A Folha.com noticia: o Ministério Público solicitou abertura de inquérito para apurar brutalidade policial durante a desocupação da reitoria da Universidade de São Paulo, no último dia 8: utilização de bombas de efeito moral, ameaças aos estudantes, bloqueio desnecessário dos seus caminhos, etc. 

Em suma, as intimidações e provocações de sempre.

Uma estudante que mora no Crusp -- ala residencial para alunos da USP -- me escreveu dizendo-se sexualmente assediada por um PM durante a versão brasileira de As invasões bárbaras. Mas, teme revelar o seu nome e a humilhação que sofreu.

O promotor Eduardo Ferreira Valério revelou possuir mais de dez relatos sobre a atuação dos PMs no Crusp, que ele qualificou de "truculenta".

Como diria o Nelson Rodrigues, é o  óbvio ululante...

Eu gostaria que a PM tratasse os mandachuvas da grande imprensa de forma tão civilizada quanto agiu na USP, segundo a versão edulcorada, engana-trouxa, que seus veículos difundiram.

O caso foi enviado para o Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital), para a Corregedoria da PM e para o Gecep (grupo do Ministério Público que fiscaliza a polícia).
*Naufragodautopia

E o Horror à Diferença continua! 

Já estamos cansando de denunciar - veja aqui
Viram que notinhas tímidas da grande mídia sobre nosso desempenho no Para-Pan?
Quantos atletas foram entrevistados nos diversos programas de TV?
País
OURO
PRATA
BRONZE
TOTAL
01 Brasil
81
61
55
197
02 Estados Unidos
51
47
34
132
03 México
50
60
55
165
04 Cuba
27
16
11
54
05 Argentina
19
25
31
75
06 Colômbia
18
23
13
54
07 Venezuela
16
14
18
48
08 Canadá
13
22
28
63
09 Jamaica
1
4
0
5
10 Chile
1
0
3
4
11 Dominicana
0
1
1
2
12 Trinidad e Tobago
0
0
2
2
13 Peru
0
0
1
1
Parabéns Para-Atletas, voces orgulham nosso Brasil!
Dilma, receba bem nossos heróis!

Transferência de pepino tipicamente tucana.



"Estou muito à vontade com essa questão porque nem eu como governador fiz a licitação nem assinei o contrato, eu peguei já andando. Sérgio Avelleda nem funcionário do Metrô era."

Governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), tirando o corpo fora da ação judicial contra as obras da Linha 5 do Metrô, paralisada por decisão judicial. Mostra muito bem o quanto os tucanos estão unidos em São Paulo.O contrato foi assinado por Alberto Goldman (ex-vice-governador de José Serra).

Ocupação na praça dos outros é refresco


Wall Street só para banqueiros 
Blog do Nirlando Beirão 

O porta-voz do capitalismo sem controle debocha dos militantes do movimento Occupy Wall Street dizendo que eles poderiam apresentar suas reivindicações sem o transtorno de dormir em tendas na praça pública.

Estranho que esse mesmo Financial Times tenho achado uma beleza o espetáculo de militantes egípcios acampados na Praça Tahrir, no Cairo.

Quando o presidente Mubarak tentou expulsar os adversários da praça, foi chamado de ditador.

Agora que o prefeito Bloomberg manda baixar o cacete nos militantes de Wall Street dizem que ele está certíssimo, que é um inestimável democrata.

*esquerdopata

MAJOR-BRIGADEIRO DEFENDE PUNIÇÃO AOS TORTURADORES DA DITADURA

ESSA ENTREVISTA SÓ SAIU NO SITE DA ÉPOCA (CLIQUE NO LINK PRA VER A PÁGINA DA REVISTA) E NÃO DA VERSÃO IMPRESSA. POR QUE???



O Major-Brigadeiro-do-Ar Rui Moreira Lima, de 92 anos, participou de 94 missões de guerra na Itália. Em petição, ele pede punição de militares que praticaram crimes durante a ditadura (Foto: Stefano Martini)
Comissão da Verdade aprovada pelo Congresso é uma novidade positiva para esclarecer o passado, mas é fundamental punir quem torturou e matou durante a ditadura militar. Mais: é “burrice” das Forças Armadas defender o contrário, já que a maior parte dos que fazem parte delas hoje não participou das violações de direitos humanos. As opiniões não são de nenhum militante de esquerda ou familiar de morto ou desaparecido político. São de um militar da Força Aérea Brasileira (FAB), detentor da segunda maior patente da Aeronáutica e herói da Segunda Guerra Mundial.
Maranhense radicado no Rio de Janeiro, o Major-Brigadeiro-do-Ar Rui Moreira Lima, 92 anos, participou de 94 missões de guerra na Itália. Ele não gosta de se definir nem como de esquerda nem como de direita, mas como um democrata. Em 1964, foi um dos poucos militares a resistir ao golpe que deu início a 21 anos de ditadura. No dia 31 de março, pegou um avião e foi localizar as tropas que o general Olympio Mourão Filho guiava de Minas Gerais para derrubar o presidente João Goulart, no Rio de Janeiro. Chegou a fazer alguns voos rasantes sobre as tropas de Mourão. Sem autorização para atirar, voltou para a base de Santa Cruz, no Rio. Cassado, passou cerca de quatro meses preso e ficou proibido de voar por mais de 17 anos.
Com a volta da democracia, Moreira Lima retornou à Aeronáutica. No fim dos anos 70, fundou Associação Democrática e Nacionalista de Militares, entidade que luta pelos direitos de cabos cassados durante a ditadura e defende posições que destoam das que são comumente defendidas por seus colegas de Forças Armadas. Como presidente da entidade, protocolou uma petição para que o Supremo Tribunal Federal mudasse a interpretação da Lei da Anistia, de 1979. No documento, ele advoga pela punição de militares que praticaram crimes durante a ditadura. O STF acabou decidindo manter a interpretação que perdoa as violações ocorridas entre 1964 e 1985.
Amigo do comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, e frequentador dos eventos promovidos pela FAB, Moreira Lima finaliza a tradução para o inglês de seu livro Senta a Pua!, que narra a expedição da Força Expedicionária Brasileira na Itália. Hit them hard! tem previsão de ser lançado ainda neste ano.

Época - Como surgiu a ideia de fundar uma associação de militares para a democracia?
Rui Moreira Lima – Foi em 1979, quando veio a anistia do Figueiredo (João Figueiredo, presidente entre 1979 e 1985). Eu e outros colegas que foram impedidos de trabalhar queríamos garantir os nossos direitos. Quando o Figueiredo anistiou aqueles torturadores, ele cometeu um erro. Qual a lei que pode ajudar um torturador? No mundo inteiro, por meio de diversas convenções, da OEA, ninguém atura a covardia do torturador. É um bandido, um desgraçado, um covarde.

Época - O senhor defende a punição de quem praticou crimes na ditadura?
Lima - Em 1964, me tiraram da Aeronáutica e me proibiram de voar, que era o que eu sabia fazer. Fiquei 17 anos sem poder voar. Fui vender fubá, grão de bico, farinha. O meu retrato estava na base aérea de Santa Cruz (no Rio de Janeiro) para eu ser preso se entrasse lá. Hoje a FAB me estende tapete vermelho, é a minha casa. Mas alguns poucos caras da FAB fizeram isso comigo e eles deveriam pagar por isso.

Época - A Argentina recentemente condenou na Justiça diversos militares por crimes ocorridos durante a ditadura militar do país. O Brasil deveria fazer o mesmo?
Lima - Devia. Isso é fazer justiça. O Figueiredo era um comandante, um homem de cavalaria, mas era soldado, não entendia nada disso. Deu anistia para quem torturou. Não pode fazer isso. A Justiça é uma coisa séria.
*HistóriaVermelha

Ex-prefeita de Fortaleza prega fim do capitalismo em Nova York @dilmabr #ForçaLula

- Integrante do grupo de extrema-esquerda Crítica Radical, Maria Luiza Fontenele se juntou ao Ocupe Wall Street para "derrotar o capitalismo".
A ex-prefeita de Fortaleza, Maria Luiza Fontenele (no centro, à esquerda), e a militante Célia Zanetti exibindo panfletos durante manifestação em Nova York
No dia em que centenas de policiais desocuparam o parque em Lower Manhattan, em Nova York (EUA), o movimento Ocupe Wall Street ganhou reforço tupiniquim. A ex-prefeita de Fortaleza, Maria Luiza Fontenele, de 68 anos, desembarcou em solo americano com mil panfletos na bagagem. Nos folhetos, um manifesto traduzido do português para o inglês decreta a morte do capitalismo e afirma que o dinheiro está obsoleto.

Carregando o calhamaço de papel repleto de utopias com inspiração marxista e anarquista pelas ruas de Manhattan, Maria Luiza defende o extermínio do sistema capitalista. “A gente percebe uma insatisfação muito grande das pessoas. Elas não acreditam mais no sonho americano, mas também não têm claro qual a outra vida que desejam”, reflete a socióloga, prefeita de Fortaleza nos anos de 1986 a 1989, eleita pelo PT. Ela foi a primeira mulher a governar uma capital brasileira. Anos depois, brigou com a política partidária e radicalizou o discurso contra o capitalismo.
Nos mil panfletos impressos em Fortaleza e transportados com zelo na bagagem de mão, está o texto intitulado "Because we shall defeat capitalim" (traduzindo para o português: Porque derrotaremos o capitalismo). Nele o movimento de extrema-esquerda Crítica Radical – da qual Maria Luiza participa – prega uma “articulação transnacional pela emancipação humana”. Segundo a análise feita por eles, o momento pelo qual passa o capitalismo financeiro não é mais uma “crise cíclica” e sim o “colapso final”. “Essa ideia não é muito difundida aqui. Queremos debater para que mais pessoas conheçam essa reflexão”, explica.
Maria Luiza e Célia Zanetti – ambas militantes do movimento de extrema-esquerda Crítica Radical – pegaram um avião em Fortaleza com destino aos Estados Unidos no início da semana. As duas levaram um susto quando chegaram à Nova York na terça-feira (15). Elas esperavam encontrar um imenso acampamento no coração do capitalismo financeiro. A ideia era se juntar ao Ocupe Wall Street, mas a polícia nova-iorquina já havia desocupado o parque em Lower Manhattan.
Decepcionadas e com frio, as duas voltaram para o quarto do Hotel Pennsylvania localizado no centro de Manhattan, perto do Madison Square Garden. Na quinta-feira (17) elas voltaram às ruas e se depararam com a passeata de mil pessoas na região da Bolsa de Nova York, celebrando o segundo mês de vida do Ocupe Wall Street. Momento perfeito para a panfletagem, não fosse pelo tumulto e a prisão de 100 manifestantes que tentaram impedir os funcionários do sistema financeiro de trabalhar.
"Ocupe Wall Street" leva manifestantes de vários países às ruas
“Havia um esquema repressivo muito grande. As ruas estavam todas cercadas por barreiras e cordões humanos formados por policiais”, contou à reportagem do iG Célia Zanetti.
Mesmo diante dos perigos, as duas insistiram na missão e divulgaram os ideais de emancipação humana que costumam pregar em Fortaleza sempre que algum protesto ganha as ruas da capital cearense, como foi durante a greve dos professores da rede estadual do Ceará recentemente. “Tinha gente de quase todo o mundo. As pessoas foram muito receptivas”, disse Maria Luiza.
Prefeitura de Fortaleza
Maria Luiza foi eleita prefeita em 1985 quando os prefeitos das capitais voltaram a ser escolhidos pelo voto direto. Na campanha, a candidata do PT era considerada carta fora do baralho. As pesquisas apontavam Paes de Andrade em primeiro lugar com 50% das intenções de voto e Lúcio Alcântara em segundo com 21%. A então jovem professora do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará (UFC) aparecia em terceiro com 10%.
As urnas surpreenderam a todos, inclusive os petistas, que sequer possuíam um projeto consistente para a cidade, dada a descrença na vitória. Maria Luiza assumiu uma prefeitura endividada, com uma folha de pagamento do tamanho da receita do município e uma política fiscal que concentrava ainda mais que hoje os recursos nas mãos da União e dos Estados. Sem dinheiro e o apoio do então governador Tasso Jereissati, falando em “moralizar” a administração pública e com um discurso socialista, ela enfrentou greve geral, insatisfação popular e terminou a administração rachada com o PT e com as ruas da cidade cobertas pelo lixo.
O PT demorou mais de dez anos para se recuperar no Ceará, depois do saldo de sua primeira gestão em Fortaleza. Apenas na primeira eleição de Luiz Inácio Lula da Silva o partido conseguiu se restabelecer no Estado. Somente em 2004, em uma nova eleição surpreendente, sem o apoio da cúpula nacional do PT, Luizianne Lins levou o partido de volta ao poder, onde ainda permanece.
Causas internacionais
Não é a primeira vez que a ex-prefeita Maria Luiza se engaja em uma causa internacional. Ela, junto com outros integrantes do grupo Crítica Radical, lutou por anos contra a extradição do ativista italiano Cesare Battisti, acusado em seu país de assassinato e terrorismo. Ela esteve em Brasília no Palácio do Planalto em campanha pela libertação de Battisti por diversas vezes e também quando o caso foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Em seu último dia de mandato, com uma "canetada", o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pois fim ao impasse e manteve o ativista no Brasil, acatando um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU).

A imprensa corrupta,golpista e ultra racista brasileira,pede desculpas a Chevron por ter sido obrigada pelos blogs a noticiar o vazamento de óleo no mar do Brasil e ressalva que o vazamento foi bem menor que nos EUA e que vai tentar diminuir a repercussão junto ao povo brasileiro

Nos desculpe Chevron
 

Luciano Huck e o “peixe urbano”

Por Altamiro Borges

Na sua versão online, a Agência Estado deu hoje uma pequena notinha:

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Procon-SP autua três sites de compra coletiva por irregularidades

21 de novembro de 2011 - 13h 43


A Fundação Procon-SP autuou os sites Groupon, Click On e Peixe Urbano e mais onze estabelecimentos por irregularidades na venda de produtos e serviços por meio de compras coletivas. Entre as falhas encontradas pela fiscalização da entidade estão falta de garantia da qualidade dos serviços oferecidos, não devolução dos valores nos casos de não prestação do serviço e informação incorreta do porcentual de desconto oferecido. Segundo o Procon-SP, os sites de compras coletivas responderam por 767 reclamações de consumidores à entidade de janeiro a setembro deste ano.

As empresas irão responder a processos administrativos e correm o risco de serem multadas de R$ 400 a R$ 6 milhões, com base no artigo 57 do Código de Defesa do Consumidor. Nos estabelecimentos físicos, os fiscais encontraram ausência na informação de preço para que o consumidor ficasse impossibilitado de comparar o valor ofertado no site e o praticado, alteração dos preços anunciados no período da promoção e recusa na devolução do dinheiro nos casos de não prestação do serviço.


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O “bom-mocismo” da mídia

O curioso nesta história é que o Estadão simplesmente deixou de informar a seus leitores que uma das empresas autuadas, Peixe Urbano, tem como acionista o apresentador global Luciano Huck. E olha que o rapaz é uma celebridade!

Ele já foi capa da revista Veja, numa matéria bajuladora sobre seu “bom-mocismo”. Também foi um das estrelas da campanha do tucano José Serra em outubro passado. E, segundo alguns colunistas sociais, o astro da TV Globo até teria pretensões eleitorais.

Um negócio milionário

Os negócios de Luciano Huck com a empresa autuada são públicos. A revista Exame de dezembro último noticiou que ele adquiriu 5% das ações do Peixe Urbano. “O interesse em firmar a parceria foi do próprio apresentador, que tinha um amigo em comum com os fundadores”, revelou Letícia Leite, diretora de comunicação do sítio.

Ainda segundo a revista, o Peixe Urbano foi pioneiro no negócio de compras coletivas no Brasil. “Julio Vasconcellos, à frente do site, trouxe o modelo dos Estados Unidos há oito meses. Desde então, houve uma explosão nesse mercado. Hoje, são quase 250 sites copiando o modelo. Presente em 29 cidades, o Peixe Urbano já ultrapassou 5 milhões de usuários cadastrados”.

Jornal Nacional vai fazer escândalo?

A Exame também informou que Luciano Huck tem participação em outros negócios, como a academia carioca Body Tech e a rede de frozen yogurt Yoggi. Apesar destas informações estarem disponíveis na internet, o Estadão preferiu não mencionar o artista global. Se fosse alguém ligado ao governo seria o maior escândalo. Mas entre os "amigos" prevalece o “bom-mocismo”.

Será que o Jornal Nacional, da TV Globo, vai falar sobre as autuações? Será que Luciano Huck será capa de uma nova edição da revista Veja? Será que José Serra vai se solidarizar com seu cabo-eleitoral de luxo?

Bolero de Ravel

Charges do Dia do músico

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WATCH OUT, American Citizens!!!
Está tramitando um ato no congresso americano, o "Protect IP Act" que quer controlar o fluxo de informação na Internet... que terá implicações para a liberdade de expressão no mundo inteiro...: (Caio Vassão)
Como o Docverdade é acessado diariamente mais de 2 mil vezes somente nos EUA, esse é nosso recado para que a liberdade da Internet seja preservada nos EUA e no mundo.

Assinem petição no Avaaz.org

Right now, the US Congress is debating a law that would give them the power to censor the world's Internet -- creating a blacklist that could target YouTube, WikiLeaks and even groups like Avaaz!

Under the new law, the US could force Internet providers to block any website on suspicion of violating copyright or trademark legislation, or even failing to sufficiently police their users' activities. And, because so much of the Internet's hosts and hardware are located in the US, their blacklist would clamp down on the free web for all of us.

The vote could happen any day now, but we can help stop this -- champions in Congress want to preserve free speech and tell us that an international outcry would strengthen their hand. Let’s urgently raise our voices from every corner of the world and build an unprecedented global petition calling on US decision makers to reject the bill and stop Internet censorship. Sign now and then forward as widely as possible -- our message will be delivered directly to key members of the US Congress ahead of the crucial vote.
Sign petition here

Agradecimentos ao Partido Pirata Argentino

Chávez: "Socialismo, socialismo e mais socialismo"



Vermelho


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta segunda-feira (21) que ficará no poder até 2031, mas não verá o país como espera que ele se torne. No mesmo pronunciamento pediu aos jovens que terminem a tarefa de tornar a nação livre e grande.


"Por mais tempo que eu viva, já tenho certeza de que não verei a Venezuela como a sonho, mas o que me importa. Ela será vista por meus filhos, minhas filhas, meus netos, minhas netas, será vista por vocês, rapazes, e vocês, moças", afirmou Chávez em discurso para centenas de jovens que hoje marcharam em Caracas.

O líder da Revolução Bolivariana recebeu no dia do estudante universitário vários jovens que após terem feito uma passeata pela capital se concentraram no Palácio de Miraflores (sede do governo), onde cantaram e fizeram coro com o líder no hino nacional.

Chávez, que em junho deste ano passou por uma cirurgia para a retirada de um tumor cancerígeno, reiterou que deixará o poder em 2031, para desvirtuar as especulações sobre seu suposto precário estado de saúde.

"Tinha previsto sair em 2021, mas agora como os esquálidos (opositores) estão dizendo que estou morrendo, que já estou pronto para ir para a grelha, que já não aguento mais (...) agora tenho o plano e o proponho, com a ajuda de Deus e a vontade de vocês, de governar aqui de agora até 2031", declarou.

Chávez disse ainda que em seu próximo mandato, de 2013 a 2019, fará um "aprofundamento da revolução socialista".

"Socialismo, socialismo e mais socialismo. Temos que aprofundar a luta e a derrota contra os vícios do passado que ainda persistem entre nós. Os vícios do capitalismo: a violência, a insegurança, a desigualdade, a corrupção, o egoísmo, o individualismo, ainda há muito disso", declarou. 
*Cappacete