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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

terça-feira, dezembro 27, 2011

“É hora de fazer política”

Entrevista de Maria Rita Kehl

Ela afirma que o importante é que quem está se mobilizando tenha inteligência política suficiente para saber que pontos políticos podem mobilizar. Leia a íntegra. 

Por Áurea Lopes 

do Brasil De Fato

MST

Dois pesos: a psicanálise e o jornalismo. Foi a partir dessa parruda união de forças e percepções que Maria Rita Kehl produziu as crônicas de sua mais recente obra, entre muitos escritos em outros livros e jornais – incluindo o artigo que resultou na escandalosa suspensão de sua coluna no jornal O Estado de S. Paulo por ter defendido políticas do governo Lula, quando o jornal (que faz campanha contra a censura) apoiava o candidato à presidência José Serra.

“Eu até gostaria de fazer crônicas mais literárias, mas os temas da atualidade acabam me roubando... e é pra isso que eu vou”, diz a intelectual, que nesta entrevista exclusiva ao Brasil de Fato fala sobre “as dores do Brasil”, eixo agregador dos temas abordados em "18 crônicas e mais algumas", publicação da Boitempo Editorial lançada em novembro.

Indignada com o descaso dos governos e a indiferença da população diante das mazelas sociais (“restos não resolvidos de 300 anos de escravidão”), Maria Rita fala sobre o engajamento dos jovens nas lutas populares (“ainda é pouco”), a violência policial (“resultado de uma ditadura que termina impune”) e afirma que os recursos para aplacar as dores do país estão na militância: “É hora de fazer política”.

Brasil de Fato – Uma frase que do seu último livro que chamou muito a atenção e teve grande repercussão foi “O Brasil dói”. A pergunta inevitável é: quais as dores do Brasil que você considera mais preocupantes?

Maria Rita Kehl – Bem, não que seja uma frase genial, ao contrário, acho até banal. Mas talvez tenha chamado tanto a atenção porque corresponda ao sentimento de muita gente. A dor que o Brasil sente eu já intuía, mas aprendi com o meu ex-companheiro, o historiador Luís Felipe Alencastro, que é um estudioso da escravidão no Brasil. Uma parte do que se chama de um difuso mal estar tem a ver com os restos não resolvidos politicamente de 300 anos de escravidão. Quer dizer, não há explicitamente uma política de segregação no Brasil, mas nunca houve uma abolição, de fato. A abolição se deu porque economicamente o sistema já estava falido.

A escravidão acabou assim, com miséria, com os escravos chutados dos lugares, ganhando subsalários. Mas não houve nada para proteger essas populações, que foram jogadas nas ruas, sem trabalho, sendo tratadas do mesmo jeito que antes porque a cor da pele não muda... e marcou durante décadas os escravos. Demorou muito para o negro ser visto como um trabalhador livre, como qualquer outro. E mesmo hoje, acho importantes as políticas públicas feitas no governo Lula e no governo Dilma, mas embora não haja preconceito explícito, que agora é ilegal, há, sim, diferenças.

Outra coisa que dói, para pegar aquilo que me atinge, é a forma como a ditadura militar acabou. Igualzinho. De repente acabou, porque estava inviável mesmo... e não tem reparação, não tem investigação, julgamento de quem torturou, de quem matou... crimes de Estado ficaram impunes. Hoje há um movimento mais importante para tentar fazer alguma coisa, com muito esforço, conseguiu- se uma tímida comissão da verdade. Mas a indiferença da população é enorme. E dói também o desamparo de uma parte da população, quando tem inundação, quando desaba um morro... e você vê o modo como a verba pública é desviada, os mistérios não cumprem suas funções.... é isso que dói.

Como essas “dores” atingem, em particular, os jovens? Quais as perspectivas de futuro para que as novas gerações mudem esse cenário? O acesso à educação aumentou, mas e as oportunidades de trabalho?

Pelo que eu vejo nas minhas viagens pelo país, o ProUni (Programa Universidade para Todos) – que foi tão criticado, as pessoas diziam que o governo estava fazendo a privatização do ensino, o que não é – abriu uma perspectiva enorme. Em 2008, por exemplo, eu viajei por uma região do rio São Francisco. Todo mundo que a gente conversava tinha um parente na universidade ou estava na universidade. Isso quer dizer que o cara vai ser um doutor, contratado por um alto salário de uma companhia? Não. Mas significa que a visão de mundo dele vai melhorar, o status dele para emprego vai melhorar. Se vai ter emprego, ou não, não dá pra saber. E o mais importante é que isso revela um interesse desse jovem pelo estudo. Eu lembro, em Barra de São Miguel (AL), o garçom dizendo “eu quero estudar história e meu irmão, filosofia”. O que isso vai melhorar na renda dele de garçom? Não tão grande coisa. Mas a visão de mundo será outra. Então, eu acho que melhorou, mas ainda falta muito. 


Como você a participação política dos jovens, hoje?

Acho que hoje há um distanciamento. Como havia antes. Na época da ditadura, a gente pensava que todo mundo estava dentro porque a gente estava dentro. Mas era uma minoria de estudantes, uma minoria de militantes. Eu acho, por exemplo, que o MST é o único movimento que atrai os jovens, hoje, inclusive os de classe média. Os partidos não atraem, a política não atrai, a política estudantil está tendo agora um crescimento, que eu acho importante, mas está minguada, comparando-se ao que já foi. Então, tem gente que diz que o jovem de hoje não está interessado em mudar o mundo. Não parece. Uma porção de jovens de classe média apoia o MST, milita, vai trabalhar lá... até mora embaixo da lona preta. 


É como na minha geração. Claro, os estudantes estavam nas ruas... mas quem foi lutar? Uma minoria. As pessoas estavam adorando que o Brasil estava se tornando uma sociedade de consumo. A grande maioria, enquanto teve o milagre brasileiro, estava indo para os shoppings.

Talvez o que aconteça hoje, como não existe a ditadura, é que os jovens se envolvam em vários tipos de militância. A militância ecológica agrega muita gente. E não que eles tenham uma visão de esquerda, anticapitalista, revolucionária... talvez não tenham. Mas eles estão interessados na discussão política do meio ambiente. Porque está mais perto, é mais fácil de compreender, exige menos debate teórico, não sei por quê... mas esse é um campo de militância do jovem. Assim como as lutas pelos direitos individuais, antirracistas, por reconhecimento de homossexuais... Agora, essas lutas são fáceis do capitalismo absorver. A luta anticapitalista no Brasil ainda é confusa. O MST é uma exceção. Nessa crise, por exemplo, um grupo de estudantes acampou no Anhangabaú (Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo), tentando fazer algo como o que aconteceu em Wall Street, nos Estados Unidos. Mas aqui não tem efeito nenhum. Basta a imprensa ignorar e a polícia intimidar que o assunto não existe.

E não precisa muito para a polícia, principalmente a de São Paulo, “intimidar”. O que significa: partir para a pancadaria?

Olha, não existe mais um Doi-Codi aqui em São Paulo. Mas a polícia paulistana é tão violenta quanto. Mata, tortura e há uma indiferença da sociedade em relação a isso. Esse movimento que houve agora na USP não era, como muitos colunistas de jornal falaram, um movimento de jovenzinhos mimados. Eles estão lutando contra a falta de direitos. É confuso, evidente, porque não ter polícia no campus é controverso, pois teve até assassinato lá... Mas a questão é o modo como a polícia age. Não tem uma passeata que não seja dissolvida com porrada, gás de pimenta, cassetete... São Paulo, nesse ponto, é o estado mais conservador do país. E o que me assusta é que a violência é grave e a sociedade fica indiferente. No período militar, tinha uma parte da população que era indiferente também. Tinha uma parte que até apoiava a violência, achava ótimo que apanhassem os comunistas. Mas também tinha uma parte que não apoiava a violência, que não estava indiferente, mas que tinha medo. Hoje não é pra ter todo esse medo de se manifestar. Tudo bem, a polícia pode chegar, jogar gás de pimenta... mas pouca gente se manifesta. Na última passeata na avenida Paulista, não sei se foram uns 3 mil estudantes, mas é pouco. Podia ter uma passeata de 50 mil. 



PM de São Paulo

A violência – e a indiferença da sociedade – são mais marcantes no campo, onde a luta de classes é mais selvagem?

A região do agronegócio é um assunto à parte. No livro O que resta da ditadura, uma série de ensaios publicados pela editora Boitempo – esse livro vale ser citado, o leitor que puder deve ler – faz uma análise exatamente disso. Como uma ditadura que termina sem nem um tipo de investigação, de punição, deixa muitos restos. Tem um dado de uma pesquisadora estadunidense que diz que o Brasil, de todos os países que passaram por uma ditadura na América Latina, é o único onde a violência policial aumentou, em vez de diminuir. Só que não é mais contra estudantes, não é mais contra supostos subversivos... é contra pretos, pobres, favelados, contra gente fumando maconha, é o cara do exército que se acha desacatado pelo menino do morro...

A violência de classe no Brasil sempre existiu. Sérgio Buarque de Holanda nos mostrou o que os donos dos escravos faziam dentro de suas terras, por conta própria, a crueldade com os escravos... e a polícia não entrava. O fazendeiro, o senhor de engenho, dentro do seu pequeno feudo, fechado, era rei, policial, juiz. E o Estado não invadia, por uma questão de conluio. O pacto de classes no Brasil colonial e pós-colonial permitia, por exemplo, que o pai de família rural prendesse a filha desvirginada no quarto pro resto da vida... Sem falar nas revoltas populares que foram massacradas durante o período pré-independência. E a gente aprende na escola que a independência se deu sem sangue, dom Pedro lá, bonitinho, no cavalo... Por isso que eu coloquei no meu livro que o Brasil é afetivo, encantador, violento, tenebroso.

A que causas você atribui o aumento da violência?

Eu não sei analisar se a violência está aumentando. O que me preocupa mais, como disse, é a indiferença das pessoas em relação à violência. O que talvez esteja mais acentuado, e eu acho que isso tem a ver com os apelos da sociedade de consumo, é a violência dita banal. A violência que tem a ver com o jovenzinho que para no farol e começa a disputar com o outro quem põe o som mais alto, e acaba em racha, e acaba em tiro... e atropela gente que não tem nada a ver com isso. A violência do sujeito que acha que para se incluir tem de ostentar algum tipo de poder que lhe é conferido por uma mercadoria. Então ele pode matar para roubar um tênis, ou, quando ele consegue um carro, tem que ir até o limite de velocidade e arrisca as pessoas, não agüenta um pequeno confronto de trânsito e já sai para brigar. É o modo como nós estamos cada vez mais definindo quem nós somos, a nossa qualidade humana, pelas mercadorias e as disputas que isso promove.

E olha que interessante... no tempo do império, a segregação pelos signos de poder era tremenda. A roupa que cada um podia usar, o tecido que podia comprar, se andava de carruagem ou de cavalo... Ou seja, a segregação pelo que você pode ter existe em toda sociedade de classes. E talvez já tenha sido até mais forte. Muito poucos podiam ostentar ou desfrutar de benefícios e privilégios e a maioria não desfrutava nem de direitos. Os direitos estão se expandindo.

Inclusive o direito a integrar a sociedade de consumo.

Isso é curioso. Há um ponto includente, na sociedade de consumo. Por exemplo, a não ser que seja um garoto que só compra roupas de marcas importadas, não tem muita diferença entre o que usa um filho de família de classe média e o filho da empregada dessa família. Essas evidências eram muito mais fortes antes, havia menos mercadoria quando as roupas eram muito caras. Talvez por isso é que as pessoas briguem com mais violência por aquilo que as distingue. O filhinho de papai porque tem outro cara com um carrão e ele quer se sobressair. Ou o jovem de classe C, que pode comprar seu primeiro carro, e de repente acha que pode sair perseguindo os outros... Eu digo carro porque, dentro da sociedade de consumo, a propaganda de carro eu acho um horror! Na propaganda de bebida, o máximo que pode ter de segregação é: você comprou a marca X porque não sabia que a marca Y era melhor, então você é um otário. Mas a cerveja qualquer um tem dinheiro pra comprar. Agora, o carro... o cara passa com o carro e todo mundo fica babando a pé... o flanelinha disputa com o outro o direito de guardar o carro do playboy... o cara adora provocar inveja... o carro lhe basta, o mundo pode estar caindo lá fora... é o máximo da convocação para você não ter nenhum tipo de solidariedade com ninguém.

Uma apologia ao individualismo? E, daí, a indiferença em relação ao coletivo?

Um pouco isso. Mas temos de ver que o individualismo tem suas vantagens. Por isso eu não usei essa palavra. Por exemplo, o individualismo que tem a ver com liberalismo eu acho que traz ganhos mesmo na sociedade pós-capitalista, que eu não vou chamar de comunista, mas talvez de socialista, no sentido amplo. Eu espero que esses direitos individuais não se percam. Nós, que somos mulheres, sabemos os ganhos que tivemos com o individualismo. Que cada um possa escolher seus destinos, que cada um possa fazer suas opções sexuais, decidir se vai formar família ou não, que se possa ser mãe solteira, ser mãe por inseminação artificial, não ser mãe... sem ser a escória da sociedade! Que gente rica possa escolher trabalhar com o MST ou ir para comunidades indígenas na Amazônia. A riqueza das diferenças individuais é um ganho do capitalismo liberal, que a gente chama de individualismo. Ao mesmo tempo, o individualismo é nefasto quando lança as pessoas em uma luta de todos contra todos.

Os brasileiros e a sociedade brasileira têm recursos para trabalhar as “dores” do Brasil?

Sim, sem dúvida. Políticas públicas são saídas possíveis, mas precisa haver movimento social que pressione por essas políticas. Uma coisa que talvez tenha sido um problema no governo Lula é que muita gente que se mobilizava até então se sentiu assim: “ah... conseguimos eleger o Lula e as coisas vão acontecer”. Houve uma desmobilização e o próprio estilo de governar do Lula contribuiu para isso. “Deixa que eu cuido... calma, gente, as coisas não podem ser tão rápidas...” Esse estilo de governar eu acho um problema, politicamente. Embora ele tenha sido um grande governante do ponto de vista administrativo. Mas, politicamente, ele se colocar como um “pai” – aí vem aquela história... a gente não pode sempre dizer sim para os filhos. Enfim, ele ajudou muito a desmobilizar. Tudo bem, o papel dele não era mobilizar. Mas era acolher a mobilização. E tem também o crescimento econômico, que desmobiliza. Houve a inclusão econômica de muita gente, pelo menos da classe C, que contribuiu também para desmobilizar. As pessoas se interessam menos pelas outras lutas na hora em que elas começam a ter oportunidades individuais. Começam a cuidar de suas vidas, a fazer suas revoluções individuais. De um modo geral, as pessoas lutam muito pouco por idealismo. E, na maior parte das vezes, só quando a água bate no pescoço. Aí é que acontece a grande luta. O importante é que quem está se mobilizando tenha inteligência política suficiente para saber que pontos políticos podem mobilizar, como é que se dialoga com a sociedade mobilizada. Para articular, para angariar aliados. Senão ficam pequenos guetos de manifestações que ou são reprimidos ou não falam com ninguém. A questão toda, na essência, é fazer política. 
*Tecedora

Um belo presente de Papai Noel

Anonymous acessam cartões de crédito milionários e fazem doações aos pobres

Anonymous


Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão.



Por Redação Correio do Brasil, com Esquerda.net - de Lisboa

O grupo de hackers Anonymous atacou, nesta segunda-feira, a base de dados da agência de segurança norte-americana Stratfor e roubou os dados de, pelo menos, 4 mil cartões de crédito de grandes empresas mundiais e da Defesa dos EUA. Em seguida, numa fração de segundos, passaram a distribuir o saldo das contas milionárias a orfanatos, asilos e casas de saúde ao redor do mundo.


As doações a instituições de caridade foram acompanhadas da frase “Obrigado! Agência de Segurança Interna”.


Os piratas do cyberespaço alegaram que um dos motivos pelos quais conseguiram roubar dados da Stratfor deve-se ao fato da não encriptação (conversão ou transmissão de dados em código) da informação, o que será um grande embaraço para uma empresa que fornece análises políticas, econômicas e militares para clientes que precisam reduzir os riscos de segurança.


Entre os clientes da empresa, que fornece serviços de informação de defesa, lobby político e econômico, encontram-se algumas das 500 organizações mais lucrativas do mundo listadas na revista Fortune, como a BNP Paribas, Wester Union, American Express ou Visa, entre outras, e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos.


Os Anonymous anunciaram o ataque através do Twitter e justificaram a ação como uma “doação de Natal”. O grupo divulgou também, no Twitter, a lista das empresas clientes da Stratfor juntamente com os respetivos dados dos cartões de crédito, como o Departamento da Defesa norte-americano, o Exército, a Força Aérea e empresas do ramo tecnológico como a Apple ou a Microsoft.


Segundo diário norte-americano New York Times, os hackers mostraram ainda imagens de recibos de transferências feitas a partir de alguns desses cartões de crédito para instituições de caridade, acompanhadas da frase de agradecimento: “Obrigado! Agência de Segurança Interna”.


Um dos recibos divulgados estava em nome da Cruz Vermelha Norte-americana e tinha o nome de um ex-responsável do Departamento Governamental Bancário do Texas, Allen Barr. Citado pelo mesmo jornal norte-americano, Barr afirmou que foram debitados US$ 700 do seu cartão a favor de várias instituições de solidariedade.


– Foram todas instituições de caridade, Cruz Vermelha, CARE, Save The Children. Por isso, quando a empresa do cartão de crédito contactou a minha mulher ela não tinha a certeza se tinha sido eu a fazer a doação – explicou.


Fred Burton,vice-presidente da Stratfor, cujo site se encontra em manutenção, disse à agência norte-americana de notícias Associated Press que a empresa apresentou queixa às autoridades e que trabalham em conjunto na investigação.


Os Anonymous cumpriram, desta forma, a ameaça divulgada há algumas semanas de realizar um ataque a sites de grandes instituições durante o fim-de-semana de Natal. Em um e-mail aos clientes, a que a AP teve acesso, a Stratfor afirma que suspendeu o correio eletrônico e os seus servidores.

A corrupção do Grupo Estado, Editora Abril e Organizações Globo causam a perda total da pouca credibilidade da imprensa brasileira. Essa gente não pensa o futuro do Brasil e acha que tudo será como no século passado. Já estamos na segunda década do século XXI e a mídia não consegue evoluir. Eles, os donos, acham que poderão passar de pai para filho as empresas com essa mentalidade escravagista e excludente ad eternum, mas não será possível. A História do Brasil os julgará sem complascência. Tudo virá a público desde a escravidão, passando pelas ditaduras, o descalabro dos governos do PSDB, o assalto perpetrado por José Serra e gangue à riqueza do nosso país até a corrupção da imprensa brasileira 

 


VEM AÍ A CPI DA PRIVATARIA DA TUCANALHA !
*aposentadoinvocado

Casa dos tucanos está podre, vai cair

Por Marco Antonio Araujo, no blog O Provocador:

Diante do silêncio absoluto da mídia canalha, se tornou obrigação cívica divulgar o livro A Privataria Tucana (Geração Editorial), do jornalista Amaury Ribeiro Jr. A reportagem é uma porrada.

Charge do Dia

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhQW7ARvsICgrGnjWONa1vrtyG0H43NgC3GThy6KVywInVkVD4s25Xm5qMD_yZnq3OojMODQ2i4-urytUzDBOGVX1qjTUDK1CRR6vf7Xh6ULfGh8H94OQ-t7MiDZBaXb8L1_0h7FUobtBXg/s1600/bessinha.jpghttps://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEifZUuGoru07aGxdcwNtG93Szb-ATJvuhu7GJ4xbyZbYAAKklPVZgCoALF9nfIYhvbgzboO-Tb37ZiUdpMNn5OMmbjzz0hGKE3z1eJ_wcne5cakEXfYdQWgXtPw8PODcqWbWz21-tUoPG-i/s1600/bessinha.jpg

PSDB vai processar o Amaury:
vem que tem



Extraído do Tijolaço:

Vem que tem…

Da incansável amiga Conceição Lemes, no domingo de Natal, no Viomundo:


Deu ontem no blog do Noblat: PSDB decide processar autor do livro A Privataria Tucana.


Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, disse há pouco a este blog que na próxima semana seu partido entrará com ações na Justiça contra o jornaista Amaury Ribeiro Jr., autor do livro “A Privataria Tucana”, e o editor Luiz Fernando Emediaro, dono da Geração Editorial e responsável pela publicação do ivro.  “Vamos para cima deles. O livro está repleto de mentiras”, explica Sérgio.


Acabei de conversar, por telefone, com o jornalista Luiz Fernando Emediato sobre o assunto.


“Vivemos num sistema democrático e nos processar é um direito do PSDB”, afirma Emediato “Consequentemente, que o exercite, se julgar conveniente.”


“Apenas advirto que o último a processar o jornalista Amaury Ribeiro Jr. se deu mal”, observa. “Além de ter resultado na inocência do jornalista, o processo fez com que ele tivesse acesso aos documentos da CPI do Banestado, que embasam parte do livro A Privataria Tucana.”


Emediato refere-se a Ricardo Sérgio de Oliveira, ex- presidente da área internacional do Banco do Brasil na gestão FHC e tesoureiro de campanhas do PSDB, inclusive das de José Serra à presidência.


Ricardo Sérgio  entrou com processo contra Amaury por danos morais em função de  reportagens nas quais o denunciou. O jornalista recorreu então a um procedimento  chamado exceção da verdade, que lhe permitiu ter acesso a todos os documentos da CPI do Banestado que envolviam o Ricardo Sérgio.


Em entrevista dada a esta repórter, Amaury Ribeiro Jr. já antecipou:  “Com certeza, vou recorrer novamente à exceção da verdade para  provar que tudo o que está em A Privataria Tucana é verdade. É só me questionarem”.


Quanto à possibilidade de o PSDB processar  a Geração Editorial e/ou o seu dono, Emediato retruca: “Eu trabalhei em várias campanhas  do PSDB na década de 1990. Portanto, não me faltam documentos para eu me defender. Que venham os processos!”


Em tempo: o PSDB poderia aproveitar e entrar no Justiça contra os Anões do Orçamento que escaparam ilesos. Seria notável contribuição à Moral e aos Costumes. PHA

Portugueses desmascaram anúncio da Coca-cola


*comtextolivre

Protesto porque???

A Palestina vai de novo à ONU. Dessa vez, contra Israel.



Via Patria Latina
Palestina denunciará na ONU violações sistemáticas de direitos humanos, expansão das colônias em terras palestinas – colônias já consideradas ilegais pela Corte Internacional de Justiça, em 2004 – e a violência de exército, polícia e colonos israelenses contra a população palestina, suas plantações, seus meios de vida e seus bens.
Baby Siqueira Abrão*
A Palestina se prepara para levar outro pleito às Nações Unidas. E agora o alvo é Israel. Os motivos já são bem conhecidos de todos os que acompanham o dia a dia na região: violações sistemáticas de direitos humanos, expansão das colônias sionistas em terras palestinas – colônias consideradas ilegais pela Corte Internacional de Justiça em documento elaborado em 2004 – e a violência de exército, polícia e colonos israelenses contra a população palestina, suas plantações, seus meios de vida e seus bens.
Segundo Riyad Al-Malki, (foto) ministro das Relações Exteriores da Autoridade Nacional Palestina (ANP), que anunciou a medida no domingo, 11 de dezembro, o objetivo é obter a condenação de Israel. Os diplomatas já estão trabalhando para obter o apoio de 140 países, a maioria dos quais reconheceu o Estado palestino dentro das fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, em junho de 1967, quando Israel invadiu e tomou Gaza, Cisjordânia e Jerusalém oriental. Ryad Mansour, embaixador palestino na ONU, já iniciou conversações com os governos árabes, visando à nova iniciativa. Não se sabe ainda, porém, se ela será levada à Assembleia Geral ou ao Conselho de Segurança.
Na Palestina, a situação é cada dia mais tensa. Apenas na primeira semana de dezembro, de acordo com dados do Centro Palestino de Direitos Humanos, uma pessoa morreu e outras três ficaram feridas em consequência de um bombardeio em Gaza. Também em Gaza, a marinha israelense continua ameaçando os pescadores e atirando contra seus barcos, impedindo-os de trabalhar. A pressão também existe em outros pontos da faixa costeira: agricultores e pastores são alvos de atiradores do exército israelense, que não lhes permitem circular nas próprias terras, cuidar de seus animais e de suas plantações. Além disso, o bloqueio a postos de passagem de produtos comerciais levou ao fechamento de armazéns, causando desemprego, desabastecimento e crise no setor de gás.
Na Cisjordânia, 61 incursões militares em vilas e cidades e ataques às manifestações não violentas contra o muro e as colônias, realizadas às sextas-feiras, levaram à prisão 53 palestinos (8 crianças), 2 jornalistas e 3 ativistas de direitos humanos estrangeiros, além de provocar ferimentos em 4 pessoas e asfixia em dezenas delas. Em 10 de dezembro, dia em que se comemora a Declaração dos Direitos Humanos, adotada pela ONU em 1948, morria Mustafá Tamimi, um dos líderes da resistência popular da vila de Nabi Saleh, vítima de uma granada atirada contra seu rosto um dia antes por um soldado israelense.
Ainda na Cisjordânia, Ahmed Attoun, membro do Conselho Legislativo Palestino, foi deportado de Jerusalém para Ramala. O governo israelense demoliu uma fábrica e seis casas de famílias palestinas, obrigando outras duas a destruir as próprias moradias. Novos checkpoints foram colocados dentro de Jerusalém e ao redor da cidade, tornando ainda mais difícil a vida dos palestinos que moram lá.
Além disso, em 13 de dezembro, um grupo de 20 das mais importantes organizações humanitárias e de direitos humanos condenou, em documento conjunto, as violações cometidas pelo governo israelense. Às vésperas de mais uma reunião do Quarteto (Rússia, União Europeia, ONU e EUA) em Jerusalém, para tentar negociar um acordo entre Israel e Palestina, essas entidades revelaram dados preocupantes, computados pela ONU e pelo Peace Now: mil palestinos tiveram de abandonar suas moradias em 2011, o dobro de pessoas que passaram pelo mesmo drama em 2010. Metade são crianças.
Mais de 500 casas, poços de água e outras estruturas foram destruídas este ano, acompanhadas da expansão das colônias judaicas ilegais na Palestina (4 mil unidades só em Jerusalém oriental, o maior número desde 2006) e do aumento da violência dos colonos contra a população palestina. Mais de 10 mil oliveiras e outras árvores foram destruídas este ano. Como cada oliveira rende cerca de U$ 100 quando seus frutos são transformados em azeite, a economia das famílias dos vilarejos sofreu uma perda estimada em U$ 1 milhão.
“O aumento da expansão das colônias e da demolição de casas está levando a Palestina ao limite, destruindo seus meios de vida e as perspectivas de paz justa e duradoura”, afirmou Jeremy Hobbs, diretor executivo da Oxfam International, à agência de notícias Ma’an. “Há uma crescente desconexão entre o discurso do Quarteto e a situação real. O Quarteto precisa revisar de maneira radical sua abordagem e mostrar que pode mesmo mudar a vida de palestinos e israelenses”, acrescentou ele.
Apesar de todos esses graves problemas, a Assembleia Geral da ONU aprovou, no começo de dezembro, seis resoluções condenando apenas a expansão das colônias, que são somente parte – embora importante – da questão. O fato é que a ONU já condenou Israel centenas de vezes, por meio de resoluções, e os governos sionistas nunca se abalaram com isso. Continuam firmes no plano de expandir seus domínios para toda a Palestina histórica, criando um “Estado judeu” em toda ela, o que implica, forçosamente, a limpeza étnica e religiosa da região. Para impedir que esse plano se concretize são necessárias medidas muito mais convincentes do que discursos retóricos. Mas até agora nenhum governo se atreveu a propor e a aprovar sanções econômicas e políticas contra os governos de Israel.
Se a nova iniciativa palestina nas Nações Unidas conseguirá interromper a sanha sionista, é difícil avaliar. Como fato político, a atitude é bem-vinda: criará mais espaço para que a indignação do mundo se volte contra a política dos governantes de Israel e exija o fim de ocupação. Na prática, entretanto, é quase certo que as coisas continuem como estão. A menos que a comunidade internacional decida tomar medidas realmente definitivas para deter o monstro que ela mesma criou ao ceder às pressões dos lobbies sionistas e aprovar a recomendação da partilha da Palestina, em 1947, os palestinos continuarão a sofrer as consequências dessa decisão.
Mas, a julgar pela saída diplomática do Conselho de Segurança, ao reconhecer-se incapaz de um consenso sobre a admissão da Palestina como Estado-membro da ONU, muitos anos ainda se passarão antes que a população palestina consiga ter seus direitos mais elementares assegurados e respeitados. Até lá, ela, assim como a maioria dos povos da Ásia e da África, continuará vivendo a condição de pária num mundo cada vez mais à mercê dos senhores da guerra e do dinheiro.
(*) Baby Siqueira Abrão, correspondente do jornal Brasil de Fato no Oriente Médio, veio ao Brasil sob os auspícios da Embaixada Palestina, para uma série de palestras com Abdallah Abu Rahmah, líder do comitê popular de Bil’in, e para participar do I Encontro Brasileiro em Solidariedade ao Povo Palestino, realizado na Escola Florestan Fernandes, em Guararema, SP.
Fonte: Carta Maior
*GilsonSampaio

segunda-feira, dezembro 26, 2011

Deleite ouro de tolo

Homem revestido de ouro apela à humildade



«(…) o Natal tornou-se um festejo comercial, cujas luzes brilhantes escondem o mistério da humildade de Deus, que por sua vez nos pede humildade e simplicidade (…) luzes brilhantes escondem o mistério da humildade de Deus (…) vamos desfazer-nos da nossa fixação no que é material».
*DiarioAteista

Charge do Dia

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Deleite Raul

Deleite Milton

erra cerra

Brasil é a sexta Economia. E a Globo se muda para Londres

Saiu no respeitado jornal inglês The Guardian:
O Brasil ultrapassa a Inglaterra e se torna a sexta Economia do mundo.
Para quem se curva ao PiG, como o Bernardo, esse é um fato inexplicável.
O Guardian atribui a ultrapassagem (irreversível) à valorização dos produtos que o Brasil exporta.
E à (péssima) qualidade da política econômica (neo-liberal) da Inglaterra.
O Guardian está parcialmente certo.
Faltou explicar algumas coisinhas aos leitores ingleses.
Por exemplo, extraído da pág. 34 do Brasil Econômico:
Três fundos de ações – administrados pelo Bradesco e o Itaú – têm mais investidores (2 milhões e cem mil) do que os investidores da Bolsa.
Esses fundos concentram suas aplicações em Petrobrás (que o PiG e o Adriano Pires não recomendam) e Vale.
Quantos membros da Classe C estão na Bolsa, amigo navegante, através de fundos de bancos?
Na pág. 30, a Cyrela, uma das maiores empresas de construção civil do país, vai aplicar entre R$ 3,7 e R$ 4,5 bilhões em imóveis para cliente de baixa renda, o que significará 50% de sua receita.
Na pág. A12 do Valor, lê-se:
“Escola pública (que horror! Não é do DiGenio!) do país entre na onda dos tablets. MEC vai lançar editar para a compra de 300 mil aparelhos”.
Na pág. 4 do Globo, lê-se outra coisa horrorosa: “Maioria dos alunos de iniciação científica vem de classe baixa”.
“Essa é a cara do jovem pesquisador brasileiro”.
Não faz muito tempo os gatos pingados que assistem ao Bom (?) Dia Brasil tomaram conhecimento de mudança radical em sua política (?) editorial: 1/3 do programa tem como sede Londres.
Londres, que, como se sabe, é a capital do país que o Brasil acaba de ultrapassar.
1/3 do programa é para falar mal do Brasil.
1/3 para falar bem do Brasileirinho da Globo.
E 1/3 para descrever a Hecatombe Universal que tragará o Brasil.
Essa parte do Holocausto Ecônomico fica com o Renato Machado, que era âncora no Brasil.
E pediu para transferir-se para Londres.
É o homem certo no lugar certo, na hora certa: Londres.
Por que o Ali Kamel não transfere a sub-sede do Bom (?) Dia para Recife?
Para Sinop, em Mato Grosso?
Sabe o que tem lá em Sinop, Kamel?
É de matar a Urubóloga de depressão.
É assim, amigo navegante, a elite brasileira.
Quer ir morar em Londres.
Quantos londrinos desempregados não preferiam morar, hoje, no Rio Maravilha, amigo navegante?
Paulo Henrique Amorim

Holanda proíbe estrangeiros de fumarem maconha



A Holanda não permitirá mais que turistas frequentem cofeeshops para fumar maconha. A droga lá é legalizada desde 1976. A medida começa a entrar em vigor em 1º de janeiro do próximo ano nos 650 cofeeshops do país.

A medida tem a ver com duas preocupações dos governos locais: os jovens e o aumento da potência da maconha. Devido a manipulação genética, já contém mais de 15% de THC, o princípio ativo, o que aumenta os efeitos sobre o cérebro. ”É um perigo para o usuário mais vulnerável: os adolescentes e jovens”, disse o ministro da Justiça local ao explicar as medidas.



Proibir turistas de consumirem maconha em cofeeshops é uma forma de frear também o consumo de jovens. 


O governo quer receber outro tipo de visitante, diz o El Pais. Agora, só sócios cadastrados – e moradores locais – das cofeeshops poderão frequentá-las. E o número máximo de sócios é de 2 mil por estabelecimento.


*Tireotubo

Um ano de Dilma e a ascensão do Brasil


Um ano de Dilma e a ascensão do Brasil

Lula foi astuto na escolha de sua sucessora e protegeu o país do retrocesso neoliberal. E a presidenta, com sua própria liderança, tem superado desaforos e dificuldades


 


           
Os críticos mais à esquerda podem condenar a atitude de Lula, em sua primeira campanha e na condução dos dois governos, mas os resultados é que contam. Como dizia Marx, o critério da verdade é a prática. As concessões aos neoconservadores deram ao presidente espaço e tempo para trabalhar no seu objetivo maior. Lula trazia, com seu passado, o compromisso quase obsessivo de lutar contra a miséria. Nos primeiros anos, talvez supusesse que isso fosse possível a ferro e fogo. Pouco a pouco, aprendeu o jogo necessário da política: contra a força é necessária a astúcia.


Foi assim que, na busca de seu projeto, fez as alianças indicadas pelas circunstâncias. Como líder sindical, não fazia distinção entre os patrões, fossem nacionais, fossem estrangeiros; como líder de um partido, compreendeu que era preciso moderar o discurso. A isso foi aconselhado pela própria experiência, mas possivelmente também influenciado pela ala mais pragmática de seu grupo. Foi assim que Lula decidiu firmar documento assumindo o compromisso de respeitar todos os acordos assumidos anteriormente em nome do Estado, entre eles o das privatizações.


Ao convocar o empresário e político José Alencar, além de situar-se bem com os setores industriais, sempre inconformados com a voracidade do sistema financeiro, teve a sabedoria de ter um mineiro, com suas qualidades, como companheiro de chapa. Para sossegar os banqueiros, que temiam perder o controle do Banco Central, entregou o órgão a Henrique Meirelles. Trouxe ainda os empresários para o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, no qual puderam, e podem, defender interesses específicos de classe. E reduziu, embora não tenha eliminado, a sua ação conspiratória contra o governo chefiado por um proletário autêntico.


O primeiro passo foi retirar os pobres da miséria absoluta e secular, mediante a política direta de ajuda às famílias assoladas pela fome. Não foi difícil a ele chegar à equação singela: mais dinheiro na mão dos pobres significa mais consumo; mais consumo, mais emprego; mais emprego, mais consumo e mais empregos: enfim, o desenvolvimento geral da economia. O resultado é que todos ganharam, e muitos empresários perceberam que seus lucros crescem à medida que a renda nacional é mais bem distribuída e o mercado interno aumenta.


Ao mesmo tempo, Lula usou a plenitude da sabedoria nas viagens ao exterior. Como todos os meninos pobres e inteligentes, teve de negociar desde cedo, com os outros e com as circunstâncias: com irmãos mais velhos, com companheiros de trabalho e chefes, com os patrões. A virtude obtida na adversidade levou-o a quebrar a resistência dos governantes mundiais – ao contrário de Fernando Henrique, que pretendia conquistar os donos do mundo com a subserviência de sua diplomacia. Lula estava poupado, por exemplo, de citar Weber.


Comunicava-se com alma. Não tinha por que se curvar. O povo, ao elegê-lo, fizera-o igual a qualquer outro governante do mundo e permitia-lhe até, sem faltar à elegância, substituir os ritos rígidos do protocolo pela afetividade de quem respeita no outro alguém igual a si

 

Reconhecimento


Foi um Brasil novo, menos desigual no plano interno e mais respeitado no plano externo, que Lula entregou a Dilma Rousseff, moça da classe média de Belo Horizonte, já combatente contra a ditadura em um tempo em que Lula, dois anos mais velho, ainda não se interessava pela política. Dilma manteve todos os compromissos de Lula, mas é certo que não se trata de um clone do antecessor. Ela é senhora de ideias próprias e de biografia bem diferente, sobretudo no que se refere à atuação política. Exilada de Minas no Rio Grande do Sul, optou por seguir Leonel Brizola e se inscreveu no PDT, fez carreira na Prefeitura de Porto Alegre antes de participar do governo do estado – e de entrar para o Partido dos Trabalhadores.


 
Na escolha de Dilma, houve outro ato sábio de Lula. Só uma figura nova, de seu núcleo pessoal de confiança, provada como boa administradora e firme no comando, poderia unir, como uniu, o partido. Ao evitar expor a sucessão a riscos de dissidências internas, viabilizou a vitória que não permitiu o retrocesso neoliberal.



Dilma herdou de Lula as dificuldades para a manutenção do apoio parlamentar, necessário aos atos de governo. Sem partidos com programas ideológicos definidos, a verdadeira representação parlamentar é corporativa. As corporações – como a Febraban (federação dos bancos) e as multinacionais, nisso as mais ativas – trabalham primeiro para situar seus delegados na hierarquia dos partidos, na relatoria dos projetos mais importantes e no domínio das comissões do Congresso para, em seguida, fazê-los, mediante os partidos, ministros de Estado.



Ao assumir o governo, Dilma procurou manter a equipe de Lula quase integralmente. Foi então que enfrentou a primeira crise, no caso do ministro Antonio Palocci, que a substituíra na chefia da Casa Civil. Não havia como preservá-lo, depois de suas infelizes explicações públicas. A partir de então, intensificaram-se as denúncias contra outros ministros. Ela agiu com prudência, dando aos acusados a oportunidade de se explicar. Com Nelson Jobim, ela atuou rapidamente, porque, não estando acusado de nenhum ato ilícito – embora o Ministério da Defesa não esteja livre de suspeitas a serem investigadas –, o político gaúcho desafiara, com desaforo, a autoridade de seu governo. Essa autoridade da presidenta é reconhecida nos setores lúcidos da oposição.


 
No plano externo ela vem mantendo a nossa independência de julgamento e a aliança com os países que se encontram em situação semelhante à nossa, como China, Rússia, Índia, África do Sul e, mais recentemente, Turquia. É provável que a sua percepção de estratégia econômica seja mais acentuada. Ela já deu sinais nesse sentido, ao propor novo estatuto para a defesa das empresas realmente nacionais.


 
Na América do Sul, desenvolve o projeto da unificação política do continente, tendo o Mercosul como o instrumento de ação. O Brasil vem enfrentando, com êxito crescente, a crise mundial, que é política, embora se expresse na economia. É preciso registrar que o nosso país, sob Dilma, elevou sua posição, interna e externa, conforme registram os indicadores nacionais e internacionais.

As dificuldades que a presidenta venceu este ano a preparam para a reestruturação do governo no início do novo ano, de eleições municipais das quais dependerá o pleito presidencial de 2014. Dilma, ao que os fatos assinalam, irá conduzir o país no mesmo rumo, mas com sua própria forma de ver e entender o mundo, e isso se verá na composição de seu novo ministério.Brasil de Fato.

 

Papai Noel existe para alguns


O Papai Noel dos banqueiros 
Altamiro Borges 
O Papai Noel existe sim e é muito dadivoso. Que o digam os banqueiros da Europa e EUA, que receberam generosos presentes de Natal nos últimos dias – apesar de todas as suas sacanagens. É certo que milhões de trabalhadores europeus, desempregados, desalojados e desesperados, não terão um final de ano feliz – nem mesmo um 2012 feliz. Mas os banqueiros estão a salvo!
Nesta semana, o BCE (Banco Central Europeu) concedeu empréstimo de 489,2 bilhões de euros (cerca de 1,2 trilhão de reais) para 523 instituições rentistas do velho continente. Os juros são os mais baixos do mercado (1% ao ano), os prazos de pagamento são longos e as regras para uso do dinheiro público são flexíveis, nos marcos da libertinagem financeira neoliberal. Um presentão! 
“Praticamente 100% dos bancos dos 17 países que utilizam a moeda comum européia correram ao guichê do BCE para obter um total de € 489,2 bilhões na primeira operação que a autoridade monetária fez com prazo de três anos. A demanda dos bancos foi duas vezes maior do que previsto pelo mercado”, relata o jornal Valor, surpreso com a agilidade dos banqueiros.
Animado com o presentão de Natal, o jornal também informa que “em fevereiro de 2012, haverá outra rodada de financiamento do BCE nas mesmas condições, quando ficará mais claro até que ponto chega o apetite dos bancos. Ou seja, a operação de ontem dissipa o risco de crise de liquidez no começo de 2012”. Só não dissipa a tragédia das famílias desempregadas e desesperadas!
Como adverte a Folha, nada indica que o socorro aos bancos vai recuperar a economia européia. Um empréstimo semelhante foi feito pelo BCE em 2009, de 442 bilhões de euros, e não deu em nada. Os banqueiros embolsaram a grana e a sociedade ficou mais miserável. A tendência é que agora os 523 bancos também usem “a maior parte do dinheiro para se proteger”. Dane-se o povo!
Os caloteiros são perdoados
Nos EUA, a situação é a mesma. O espírito natalino abençoou os banqueiros e o Papai Noel continua com as suas ações generosas. Após bilionários empréstimos aos bancos, agora o governo Obama decidiu reduzir as punições aos caloteiros. Na semana passada, quatro ex-executivos do Washington Mutual (WaMu), grande banco ianque que faliu em 2008, tiveram suas dívidas perdoadas. 
A Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC, que garante os depósitos nos bancos dos EUA) tinha processado os quatro por crimes financeiros, já que “eles sabiam que o mercado imobiliário caracterizava uma bolha". A FDIC queria recuperar US$ 900 milhões, mas os executivos acabaram fechando acordo por US$ 64 milhões, dos quais arcarão com apenas US$ 400 mil.
Como ironiza Simon Johnson, num texto no jornal Valor, “Papai Noel chegou mais cedo neste ano... Os executivos levam a melhor quando as coisas vão bem e quando riscos se concretizam eles nada (ou quase nada) perdem”. Enquanto isso, a crise resultou em 8 milhões de desempregados nos EUA. Os banqueiros terão, novamente, um farto Natal. Já os trabalhadores...

*esquerdopata

Prefeito tucano é preso no RN suspeito de mandar matar presidente do PT


JULIANA CUNHA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
FELIPE LUCHETE
DE SÃO PAULO

O prefeito de Serra do Mel (252 km de Natal), Josivan Bibiano de Azevedo (PSDB), foi preso na manhã deste sábado sob suspeita de ser o mandante do assassinato do jornalista Edinaldo Filgueira, presidente municipal do PT e dono do jornal "O Serrano".
Ele foi preso em operação conjunta das polícias Civil e Federal, cumprindo mandado de prisão preventiva do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.
O mandado foi expedido depois que o Ministério Público afirmou ter encontrado fortes indícios de envolvimento do prefeito no crime.
Segundo a PF, Azevedo seria levado na tarde de hoje para um presídio estadual. Pelo menos outras seis pessoas já foram indiciadas sob suspeita de participar do crime, conforme a PF.
A reportagem não conseguiu localizar a defesa do prefeito.

O CRIME

Edinaldo Filgueira foi morto a tiros no dia 15 de junho, quando deixava o local de trabalho.

Segundo testemunhas, ele conversava com amigos na calçada em frente ao local onde editava o jornal quando foi surpreendido por três homens em uma motocicleta.

A vítima tentou fugir, mas foi atingida por seis tiros.

*esquerdopata

Presente de Natal: fim dos feriados

Por Altamiro Borges

No reino consumista do Natal, a mídia privada difunde a imagem de que está tudo ótimo no capitalismo. Todos compram e vivem em paz e harmonia no mundo do consumo. Mas não é bem assim. Que o digam os trabalhadores da Europa, que terão um dos piores natais das últimas décadas – enquanto os banqueiros são socorridos com 1,2 trilhões de reais dos cofres públicos.

domingo, dezembro 25, 2011

A fala de final de ano da Presidenta Dilma

Charge do Dia


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Tratamento neurológico cubano atende a mais de 80 países

do Solidários
Tratamento neurológico cubano atende a mais de 80 países
O Centro Internacional de Restauração Neurológica (CIREN) em Cuba atende pacientes de mais de 80 países em doenças como Parkinson, Alzheimer e epilepsia. O centro desenvolve mecanismos de prevenção em pessoas sãs e trabalha na reversão de pacientes já atingidos por doenças de caráter neurológico.Veja no vídeo abaixo da TeleSUR.
Postado por AF Sturt Silva

*GilsonSampaio

Irã inicia exercícios militares no Estreito de Ormuz

, Por Redação, com Reuters - do Teerã

Irã
A decisão de fechar o Estreito de Ormuz deve ser tomada pelas principais autoridades do país, afirmou Habibollah Sayyari (foto), comandante da Marinha iraniana
O Irã começou 10 dias de exercícios navais no Estreito de Ormuz neste sábado, aumentando a preocupação sobre um possível fechamento do canal de transporte de óleo mais importante do mundo, caso ocorra um conflito militar entre Teerã e o Ocidente.
O exercício militar, chamado de “Velayat-e 90″, acontece enquanto a tensão entre o Ocidente e Irã vem aumentando, devido ao programa nuclear do país islâmico.
Alguns analistas e diplomatas acreditam que a República Islâmica poderá tentar bloquear o Estreito caso entre em guerra com o Ocidente devido à suspeitas de que o país esteja fabricando a bomba atômica.
Os arqui-inimigos do Irã, Israel e EUA não descartam uma ação militar, caso a diplomacia e as sanções contra o país não consigam deter a atividade nuclear do Irã.
O Irã diz que quer a energia nuclear apenas para fins pacíficos.
– O Irã certamente tem poder militar para executar a decisão de fechar o Estreito de Ormuz, mas essa decisão deve ser tomada pelas principais autoridades do país, teria dito Habibollah Sayyari, comandante da Marinha iraniana, de acordo com a agência de notícias trabalhista semioficial do país, a ILNA.
O Irã já disse antes que responderia a qualquer ataque tendo como alvo os interesses dos EUA na região e Israel, além de fechar o Estreito, o único canal de acesso para os mercados estrangeiros de oito países árabes do Golfo – parceiros dos EUA.
Autoridades iranianas não deram nenhuma indicação de que o Estreito será fechado durante o exercício e até agora, ele não foi fechado durante exercícios anteriores.
– Os principais objetivos desse exercício são: exibir o poder defensivo e dissuasivo do Irã, e, ao mesmo tempo, enviar uma mensagem de paz e amizade no Estreito de Ormuz e nas águas livres, disse Sayyari.
– Ele também mostrará o poder do país de controlar a região, além de testar mísseis, torpedos e armas.
“Velayat” é uma palavra em persa que significa “supremacia” e é usada atualmente como um título de deferência para o Líder Supremo Ayatollah Ali Khamenei.
EUA, Grã Bretanha e Canadá anunciaram novas medidas contra os setores de energia e financeiros do Irã no mês passado e a União Européia está estudando uma proibição às importações de petróleo iraniano, que já está em vigor nos EUA.
*CorreioBrasil

sábado, dezembro 24, 2011

Lançado livro da vida da presidenta Dilma - 

O editor geral do Blog da Dilma, Daniel Pearl Bezerra foi ao Iguatemi de Fortaleza, e ao visitar a Livraria Saraiva, encontrou e comprou o livro de Ricardo Batista Amaral: "A VIDA QUER É CORAGEM, a trajetória de Dilma Rousseff, a primeira presidenta do Brasil", Editora Pessoa, e deixou reservado "A Privataria Tucana". A trajetória pessoal da presidenta Dilma Rousseff e a História do Brasil moderno se entrelaçam numa grande reportagem. O suicídio de Getúlio Vargas, quando ela era criança. O Golpe de 64, quando se aproxima das organizações de esquerda. A clandestinidade, prisão e tortura na ditadura militar. A luta pela anistia e pela redemocratização. O encontro de Dilma com Leonel Brizola, na fundação do PDT, e sua aproximação de Lula durante o apagão e na campanha eleitoral de 2002. A chefe da Casa Civil, que assume em plena crise do mensalão. Os bastidores da reeleição de Lula, a luta contra o câncer e a vitória nas eleições de 2010: uma história de resistência, esperança e coragem. Ricardo Batista Amaral. Preço: R$ 39,90 - Livrarias Saraiva.
*Ajusticeiradeesquerda

Nada contra o ministro Orlando

Ex-ministro do Esporte caiu mesmo 
sem comprovação das denúncias
Sem nenhuma prova, apenas com a palavra de um ex presidiário acusado de desvios de recursos do Ministério do Esporte, a revista Veja publicou uma reportagem acusando Orlando Silva de integrar um suposto esquema de desvio de verbas. A imprensa repercutiu o caso, a oposição explorou políticamente e Orlando caiu. O deputado pelo PCdoB paulista Aldo Rebelo assumiu a pasta e pediu auditoria nos convênios com ONGs,
Nesta quinta-feira, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, afirmou ao jornal Valor Econômico que a fiscalização dos convênios com organizações não-governamentais (ONGs) não identificou nenhum desvio de recursos. "Ao que me consta, não foram encontrados desvios", disse, ao fazer uma avaliação da pasta que assumiu há menos de dois meses. Rebelo afirmou que foram identificados apenas problemas formais na prestação de contas. "Às vezes é prazo de incorporação de documento, de emissão de nota. Irregularidade é isso. Não é propriamente desvio de recursos", disse.
Ao tomar posse, Rebelo disse que acabaria com os contratos com ONGs. A posição foi endossada pela presidenta da República Dilma Rousseff, que suspendeu os repasses a essas organizações.
Ele afirmou que o ministério não renovou os contratos encerrados e não iniciou novos convênios com ONGs. Estão sendo mantidos aqueles em andamento, segundo ele, com fiscalização "rigorosa" e acompanhamento da Controladoria Geral da União (CGU) para identificar possíveis problemas.
A intenção, disse, é substituir os convênios por parcerias com estados e municípios.
Helena Sthephanowitz
No Rede Brasil Atual
*comtextolivre 

Uma mensagem simples e sem credos


*diarioateista
Todas as Lojas
1. A Privataria Tucana
Livro
Amaury Ribeiro Jr.
De: R$ 34,90
Por: R$ 24,50

O Papai Noel dos banqueiros

Robert Garcia - www.rebelion.org
Por Altamiro Borges

O Papai Noel existe sim e é muito dadivoso. Que o digam os banqueiros da Europa e EUA, que receberam generosos presentes de Natal nos últimos dias – apesar de todas as suas sacanagens. É certo que milhões de trabalhadores europeus, desempregados, desalojados e desesperados, não terão um final de ano feliz – nem mesmo um 2012 feliz. Mas os banqueiros estão a salvo!

Presente de 1,2 trilhão de reais

Charge do Dia

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh6q2PgQhTRbOjiDIdS_SVLg8AyOBnhTlfQkvP6WGr_5iiUsW6dBma-wCZW9dJuL-8lZiMbpOh8vbyRAYtAwQ8ZHH_ig80Z_XvKvu1vv_TpDeC8JYW55WrUZWW0oZBxw0X_NGHo1R_p4JkE/s1600/charge_socorro_banqueiro.jpghttp://3.bp.blogspot.com/-38BVWH4Xjoc/TvSsY5SbniI/AAAAAAAAII0/ptxfwsW8SKE/s1600/henfil.gifhttp://www.diaadia.pr.gov.br/tvpendrive/arquivos/Image/conteudos/imagens/2011/portugues/natal.jpg

PETROBRAS ENCONTRA PETRÓLEO E GÁS NA AMAZÔNIA



http://www.earthisland.org/eijournal/autumn2007/images/Amazonlago.jpeg
A Petrobras encontrou indícios de petróleo e gás natural em dois poços terrestres na bacia do Solimões, no Amazonas. As primeiras descobertas de petróleo na região da Amazônia ocorreram ainda na década de 1950. A bacia do Solimões é a terceira bacia sedimentar em produção de óleo no Brasil, com uma reserva estimada de 132 milhões de barris de petróleo.
http://thirdcoastconnect.files.wordpress.com/2011/04/labranchkayak.jpg.

A empresa registrou a descoberta na Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na última quinta-feira (22). Entretanto, ainda não comunicou ao mercado o volume encontrado e, portanto, se a reserva é viável para comercialização.
*MilitânciaViva

O Brasil em defesa de Eliana Calmon! Abaixo a "casta" despótica do Poder Judiciário brasileiro!

O Terra Brasilis participa do apoio à corregedora do CNJ, Ministra Eliana Calmon.

*Ajusticeiradeesquerda

A arte dos livres pensadores

Certa palavra dorme na sombra
de um livro raro.
Como desencantá-la?
É a senha da vida
a senha do mundo.
Vou procurá-la.
Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
não desanimo,
procuro sempre.
Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra.
(Carlos Drummond de Andrade)