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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quinta-feira, janeiro 26, 2012

Nicolelis fala de religião e ciência

A Ascenção - Ilustração de Gustavo Doré



O mais renomado cientista brasileiro da atualidade, Miguel Nicolelis, vive entre Brasil, Estados Unidos e Suíça. Às vezes completa essa triangulação em uma semana e nem sabe em que fuso horário está. Mas isso não o incomoda. Com projetos nos três países, o neurocientista paulista, fanático pelo Palmeiras, tem a ambição de fazer um adolescente brasileiro tetraplégico dar o pontapé inicial na abertura da Copa do Mundo de Futebol de 2014. Para isso, usará uma veste robótica controlada pela força do pensamento.

Desvendar a possível interação cérebro- máquina é um dos grandes desafios de Nicolelis, referência na pesquisa com próteses neurais, cujo trabalho integra a lista das "Dez Tecnologias que Vão Mudar o Mundo", do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Professor de neuroengenharia da Universidade Duke (EUA), tem projetos educacionais igualmente ambiciosos no Brasil. Um deles é em Macaíba, no Rio Grande do Norte. Ali deverá ser inaugurado, no início de 2012, o "Campus do Cérebro", uma escola em período integral que beneficiará 5 mil crianças, do berçário ao ensino médio. Já o "Educação para Toda a Vida", que começa na barriga da mãe, vai prestar assistência gratuita para 15 mil gestantes na periferia de Natal.

Ele concedeu à Planeta a entrevista que segue.

Se um tetraplégico der um pontapé na bola, na abertura da Copa de 2014, será uma revolução na ciência. O que ela tem de essencial?

É uma nova forma de abordar a questão da reabilitação e uma nova forma de entender o cérebro. Sem uma nova teoria do cérebro a gente não teria conseguido chegar a essa tentativa de fazer uma aplicação clínica. É também uma revolução tecnológica, porque essas aplicações não vão se restringir à medicina. As interfaces cérebro-máquina envolvem interações com nossos computadores e com as ferramentas que usamos diariamente.

Esses tratamentos devem ajudar a romper o estigma das doenças?

Essa é uma das razões pelas quais escrevi este último livro [Muito Além do Nosso Eu, recém-lançado pela Companhia das Letras,]. ara mostrar que o que a gente chama de normal e anormal é separado por uma fronteira muito tênue. É muito rápido um cérebro dito normal evoluir para um dito patológico. Para um de nós ficar esquizofrênico não é preciso muito.

É um processo químico?

Entre outras coisas. No frigir dos ovos, tudo se resume a uma mudança de balanço de neurotransmissor e de atividade elétrica do cérebro. A gente percebe que são pequenas variações que levam você a ouvir vozes, ter delírios. Nos dias de hoje, aliás, a humanidade curiosamente é dominada por três esquizofrênicos que ouviam vozes, olhavam para o céu e achavam que alguém estava falando com eles.

Quem são?

Jesus Cristo, Maomé e Abraão. Muito provavelmente os três precisavam de haldol (medicamento para esquizofrenia). É arbitrária qualquer classificação que defina as bordas da normalidade. Cada vez mais a intolerância e o preconceito esculpem essa borda com seus interesses próprios ideológicos e políticos. Quando você vê o cérebro por dentro e começa a entender o que acontece, percebe como é fácil ir de um lado para outro.

Você falou de três símbolos religiosos. Você é ateu?

Sim, mas acho que a religião faz parte do sistema nervoso. Como o cérebro é um simulador da realidade, ele cria um modelo e uma ilusão de realidade para cada um de nós. Ele precisa de uma história: de onde viemos? Como começou o universo?

Materialista ou religiosa?

Exatamente. Os pigmeus africanos acham que a gente saiu do céu, que havia uma corda e eles foram descendo. Toda cultura tem uma história. O problema é que algumas são excludentes e prejudiciais ao bom convívio da espécie, na medida em que elegem os eleitos e os não eleitos.

A questão dos comandos cerebrais envolve telepatia?

Não, porque a telepatia pressupõe que a energia espontânea do cérebro é capaz de transmitir pensamentos.

Há energia no cérebro?

Ele tem um campo elétrico e magnético, mas muito pequeno. Não tem como um sinal sair do cérebro, passar pelo crânio e ir da minha cabeça para a sua. É impossível! Mas você pode registrar esses sinais, transmiti-los artificialmente - como a gente já faz - e mandá-los para uma máquina ou, em teoria, para outro cérebro. É nisso que estamos trabalhando.

Esse é o objetivo da brainnet?

Estamos trabalhando na ideia original, brain to brain interface. Trata-se de pegar o sinal de um cérebro e mandar para outro e ver se ele entende. Se for possível com um par de cérebros, será possível em qualquer combinação. Claro que tecnologicamente isso tem dificuldades enormes: não basta registrar o sinal, mas entregá-lo para outro cérebro. Em teoria, a ideia é factível.

Como você vê o futuro...

Bem diferente do atual. A gente tem a tendência de ter medo, porque todos os sinais do futuro são dramáticos.

... ... da máquina humanizada...

Isso é uma barbaridade científica. Não há nenhum computador que tenha a chance de reproduzir atributos humanos. Isso é pura balela, propaganda ideológica. É uma visão capitalista, de que você não vale nada e pode ser substituído por um robô. A máquina consegue executar movimentos repetitivos. Não consegue escrever poesia, pintar como Picasso, tomar decisões baseadas na natureza humana. Todas as características que fazem a gente ser como é resultam de processos extremamente complexos no cérebro e são fenômenos não computáveis.

Isso define o limite da tecnologia?

Claro, ela é uma expressão da nossa capacidade criativa. Por isso são tão interessantes esses achados neurofisiológicos recentes, que mostram que todas as ferramentas que criamos são assimiladas pelo cérebro como uma extensão do nosso corpo: mouse, caneta, raquete de tênis, bola, carro, bicicleta. O cérebro cria a ilusão do que o nosso corpo é. E tudo o que a gente experimenta é uma ilusão; é um modelo do mundo.

Tudo é ilusão?

Sim. Se seu cérebro fosse diferente, você ia ver o mundo diferente. A sua história de vida foi diferente da minha; nós dois olhamos uma rosa vermelha e ela evoca memórias peculiares em cada um. Até recentemente a gente achava que a sua experiência e a minha, ao olhar uma coisa assim, era a mesma. Hoje a gente sabe que não é: o cérebro tem uma opinião. Esse ponto de vista foi construído ao longo da sua vida e da minha e ao longo da nossa espécie do ponto de vista evolutivo. Nosso cérebro vai ter um papel cada vez mais relevante na ampliação do nosso alcance como espécie. O nosso corpo vai perder relevância.

Mas vivemos o culto do corpo.


Pois é, até hoje o culto do corpo dominou nossa espécie. Então, quem aproveitou, aproveitou. A partir daqui, quem vai ganhar o embate é a mente. A seleção natural de quem vai sobreviver privilegiará aqueles capazes de usar a mente para agir com uma cornucópia de equipamentos, ferramentas e tecnologias que serão controláveis apenas por pensamentos. Antes, sobrevivia quem caçava bem. Amanhã será a vez de quem conseguir usar a mente para controlar 200 equipamentos ao mesmo tempo.

Diz-se que usamos uma porcentagem ínfima da nossa capacidade.

Mentira. Na verdade, a gente usa tudo o que tem. Se tivesse mais, usava também. A gente perde neurônios a partir dos 18 anos, mas é uma perda muito pequena. Num certo ponto da vida essa perda passa a ser relevante: você vai esquecendo coisas e não tem mais a mesma agilidade mental.

Como você cuida dos neurônios?

Pensando. Desafiando a mente a pensar em coisas a que não estou habituado. É como um exercício físico.

Não cansa?

Demais. Tem dias que o esforço é tanto que eu capoto e acordo no outro. Estou ligado o tempo inteiro. Para mim isso não é trabalho, é prazer.

Vinte anos fora do Brasil modificaram a sua visão?

Ah, o exílio é o maior elixir do patriotismo. Você vê as coisas que não são boas, mas isso não abate as maravilhas que existem aqui. Temos muito potencial, que agora começa a aflorar de forma caótica. Mas temos um grande desafio pela frente. Nossa classe polícortica é muito fraca, muito pobre, dissociada da realidade. É uma classe que só pensa no espólio, em como extrair para si o que for possível. A situação da população melhorou bastante nos últimos anos, mas ainda falta muito para se construir uma cidadania plena. A educação é o único caminho.

Você se considera ousado?

Sim, desde o futebol na rua. Sempre me meti onde não era chamado.

E só encontrou espaço para se desenvolver fora?

Não havia muito espaço para minhas ideias quando deixei o Brasil. Ao pensar em voltar, fui desencorajado.

Por quem?

Pelo chefe do departamento que, claramente, tinha seus protegidos e sabia que minha volta ia causar problemas. Era 1991 e a situação brasileira era muito complicada, com o confisco do governo Collor. Perdi toda a poupança que tinha e nunca mais recuperei. Mas minha grande crítica é que acho que grande parte da ciência brasileira é humilde. As pessoas têm medo de ousar, têm complexo de que não se pode fazer coisa grande, ambiciosa. Têm medo.

Isso prejudica o Brasil?

A ciência brasileira é muito provinciana. A academia de ciências também, e a maneira de financiar é cartorial. Nosso modelo é um dos mais perniciosos para um jovem cientista penetrar. Os sujeitos mais seniores dominam tudo e se você não tem um padrinho não consegue nada, porque é clube fechado. Nos Estados Unidos é o contrário: as possibilidades de financiamento para os jovens são garantidas de forma a assegurar uma renovação contínua de talentos. Aqui, o negócio é manter o status quo.
*tecedora

Entre a tragédia e o milagre, o tempo

 

Está dificil escrever sem falar do imenso desastre ocorrido no centro do Rio.
Talvez seja mais adequado chamá-lo de milagre e não de tragédia, porque – embora cada ser humano seja um infinito – podem ser 20 e não são duzentos  ou dois mil os mortos nos escombros dos 32 pavimentos desmoronados dos três prédios e na calçada onde despencaram.
É inevitável pensar no que seria se aquilo tivesse ocorrido uma ou duas horas antes.
Este tempo, tão curto, foi imenso nos seus efeitos.
Foi o tempo do acaso ou da Providência, segundo cada um atribui em sua crença ou não-crença.
Mas o tempo pode ser decisão humana.
É aquele que define como agimos em relação ao mundo e às outras pessoas.
E, neste caso, o maior inimigo da sabedoria é o desejo de espetaculosidade.
É a pressa ou a imprudência que, embora seja preciso esperar os fatos e a apuração técnica para fazer juízos, alimentam o risco da tragédia, mesmo quando o milagre faz com que ela não seja tão imensa quanto poderia ser.
A intolerância, o “é órdi”, o desequilíbrio. A falsa inteligência dos que sabem tudo.
Que diferença dos homens simples que passaram esta madrugada removendo pedras com cuidado, não apenas pela esperança de encontrar vivos, mas pelo respeito com o corpo dos mortos.
Que luta contra o ímpeto e o vagar, para buscar, um a um, a todos!
Aqueles homens sabem que cada pessoa tem direito à vida e, se não a tiverem mais, ao cuidado que  ainda assim merece.
Eles não são doutores, eles não sabem citar em latim, não sabem artigos e alíneas.
Mas sabem que,  pobre ou rico, branco ou negro, vivo ou até mesmo morto, cada ser humano merece respeito.
*Tijolaço

Charge do Dia

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Presidenta Fernández ordena publicar informe Rattenbach



La alternativa ao neo liberalismo se chama consciência


*Dilmafacebook

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Manifestantes cercam e vandalizam carro de Kassab em São Paulo


Manifestantes dão pontapés na lataria de carro de Kassab
Foto: Marcio Fernandes/Agência Estado

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HERMANO FREITAS
Direto de São Paulo
Manifestantes cercaram e vandalizaram o carro da comitiva do prefeito Gilberto Kassab (PSD) na manhã desta quarta-feira no centro de São Paulo. Segundo a assessoria do político, a lataria do carro foi amassada. Não há informação de feridos.
Ainda de acordo com a assessoria do prefeito, a agressão aconteceu após a missa de aniversário da cidade nas proximidades da Catedral da Sé. O grupo, que protestava contra as ações do governo na Cracolândia e na ocupação do Pinheirinho, em São José dos Campos, tentou esvaziar os pneus do veículo usado por Kassab e usaram lixeiras para bater nos vidro. O grupo ainda arremessou ovos contra a comitiva.
A Polícia Militar interveio e usou bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta para dispersar a aglomeração. De acordo com a assessoria da corporação, os manifestantes pretendiam entregar um diploma fictício de "pior prefeito da história" a Kassab e, com a saída da comitiva, partiram para cima do carro por volta das 11h. Ainda segundo a PM, foram empregadas "técnicas de controle de distúrbios civis", sem especificar que tipo de medida foi utilizada.
Após o tumulto, a comitiva de Kassab se dirigiu à prefeitura de São Paulo. Por volta das 11h20, cerca de 1 mil manifestantes, segundo a PM, iniciaram uma marcha em direção à prefeitura para realizar novo protesto. Algumas ruas da região foram bloqueadas com o objetivo de impedir a aproximação dos manifestantes.
*Terra

Vamos deixar a intolerância de lado, não confundir São Paulo com algumas ações políticas, e celebrar São Paulo


*nassif

CHÁVEZ TERIA ENTRE 9 A 12 MESES DE VIDA SE NÃO FIZER TRATAMENTO INTENSIVO

Do períodico espanhol ABC

El cáncer de próstata del líder venezolano se complica con metástasis en los huesos, la espina dorsal y tumor en el colon, según informes médicos a los que accedió ABC

A Chávez le queda un año de vida a menos que acepte un tratamiento intensivo 

Entre nueve y doce meses le quedan de vida al presidente de Venezuela, Hugo Chávez, si insiste en rehusar el tratamiento adecuado que le obligaría a dejar temporalmente sus funciones presidenciales, según el último examen médico de los especialistas que le atienden. 

A partir de las nuevas pruebas realizadas el pasado 30 de diciembre, los médicos concluyeron que «su salud parece estar deteriorándose a paso más rápido; claramente ha habido metástasis en los huesos y la espina dorsal».

Así consta en uno de los informes confidenciales elaborados por informantes con acceso al equipo médico de Chávez, manejados por servicios de inteligencia y que ABC ha podido leer en su integridad. El último informe, del 12 de enero, especifica que el presidente venezolano «recibió en el último mes un incremento de dosis de calmantes y estimulantes», lo que explica la gran actividad pública que ha estado desarrollando.

Pero la gravedad de su estado quedó confirmada en el examen del 30 de diciembre, que localizó «un nuevo cultivo cancerígeno de aproximadamente 2 x 1,5 milímetros en el segmento superior del colon».El cuadro clínico reduce su esperanza de vidaen noviembre los médicos hablaban de un año, ahora el peor escenario es de solo nueve meses. Chávez podría morir antes de las elecciones del 7 de octubre obien llegar a ellas en tal estado, con abundante suministro de morfina, que podría incapacitarle para ejercer un cargo público.

Optimismo oficial
El Gobierno venezolano mantiene la tesis oficial de la curación del cáncer. Pero los detalles ofrecidos por los citados informes confidenciales indican lo contrario. «The Wall Street Journal» ya se hizo eco hace meses de algunos de esos datos; ahora ABC está en condiciones de ampliarlos. Lo que aquí sigue son sus partes más concluyentes.

Detectado el cáncer de próstata en enero de 2011, Chávez es sometido en junio a dos intervenciones en La Habana, la primera dirigida por un médico venezolano, y la segunda por los médicos rusos que después han seguido con todo el tratamiento. Diagnóstico: «Cáncer de próstata complicado con metástasis en colon y huesos». Esperanza de vida: «Cinco años, posiblemente más con buena atención».

A Chávez se le hace una operación de extirpación de próstata, pero no se le toca el colon. Se decide tratar el cáncer de colon con quimioterapia y se lleva a cabo la primera ronda. Para aplicar los remedios adecuados se plantea un viaje secreto a Moscú .

Una revisión del 1 de agosto constata que la primera ronda de quimio no ha dado los resultados buscados, ya que «algunos cultivos cancerígenos continúan creciendo». Entre el 2 y el 5 de septiembre tiene lugar en Venezuela la segunda ronda de quimioterapia. En días posteriores, Chávez cae desmayado en dos ocasiones, y una de ellas requiere cierto tiempo de recuperación.

En octubre se lleva a cabo la tercera tanda de quimioterapia. Los médicos hablan de «tumor agresivo en región pélvica complicado con metástasis de huesos y espina dorsal». Esperanza de vida: «No más de tres años si el tumor no se puede erradicar». El tratamiento se aplica en la base militar venezolana de La Orchila, donde se ha acondicionado una zona como hospital para Chávez.

Desobedece a los médicos
A finales de octubre, el equipo médico anuncia un «claro y significativo crecimiento de las células cancerígenas en médula ósea». Concluyen que «la extensión de la enfermedad se está acelerando». El 19 de noviembre Chávez es sometido a una cuarta tanda de quimioterapia. No obstante, pero «el cáncer ha continuado la metástasis en los huesos». 

Esperanza de vida: «Aproximadamente doce meses, asumiendo que siga negándose al tratamiento más intenso recomendado».
Nuevas pruebas realizadas entre el 4 y el 6 de diciembre establecen que «el número de células cancerígenas en sus huesos es la más alta desde que comenzó la observación».

Chávez es examinado con más profundidad el 30 de diciembre. «Su salud parece estar deteriorándose a paso más rápido», consideran los especialistas. Declaran «sin éxito» los esfuerzos por «retardar y parar la metástasis a los huesos». «Claramente ha habido metástasis en los huesos y en la espina dorsal». Además se le localiza «un nuevo cultivo cancerígeno de aproximadamente 2 x 1.5 mm en el segmento superior del colon». Esperanza de vida: «De nueve a doce meses» si sigue rehusando un tratamiento adecuado.

De acuerdo con el último informe consultado, del 12 de enero, durante estas semanas Chávez ha recibido «un incremento de dosis de calmantes y estimulantes que le ha ayudado a dar la impresión de que está estabilizado y le ha permitido un nivel de visibilidad alto».
*historiavermelha
https://lh3.googleusercontent.com/-ALMAFlVlryE/Tx_gQx4MTPI/AAAAAAAAOJE/BbZ-4nSv63E/w400/dia_do_carteiro.jpg

SARAMAGO: 'TER OLHOS QUANDO OUTROS OS PERDERAM' - O ROMPIMENTO DO GENIAL PORTUGUÊS COM O MODELO REPRESSOR DA CUBA CASTRISTA

Wilman Villar, dissidente que morreu 
depois de greve de fome.

O prisioneiro cubano Wilman Villar, de 31 anos, morreu no dia 19 em Santiago de Cuba, vítima de pneumonia e infecção generalizada em consequência de uma greve de fome que mantinha há 50 dias para protestar contra a pena de quatro anos de prisão a que tinha sido condenado por "desacato e atentado à autoridade".

Militante do movimento União Patriótica de Cuba, Villar foi preso no dia 14 de novembro do ano passado. E o governo de Cuba sequer reconheceu o prisioneiro como dissidente político, alegando que Villar seria um "preso comum", cujo motivo da prisão tinha sido agressão à mulher e resistência às autoridades. Já a Anistia Internacional informou que se tratava de um preso de consciência, detido quando participava de uma manifestação em apoio às Damas de Branco (mulheres de presos políticos). Em 2010, o regime cubano também alegara que outro preso político, Orlando Zapata, era um mero delinquente. Zapata também morreu depois de uma greve de fome.
  
Comandante Raúl Castro
É lamentável o silêncio e a conivência de uma certa esquerda com a violação de direitos humanos em Cuba. É uma espécie de fetichismo que, em nome da "luta anti-imperialista", justifica não apenas a ditadura castrista como também regimes genocidas como os de Gaddafi e Assad. Tal postura deixa a direita com o monopólio da crítica aos regimes stalinistas ou meramente nacionalistas. Essa esquerda ortodoxa é incapaz de se dissociar do bolchevismo e menos ainda de aceitar a crítica à ditadura de partido único feita por Rosa Luxemburgo, Victor Serge, George Orwell, Cornelius Castoriadis e Claude Lefort, entre outros. 
     
Em abril de 2003, quando o escritor português José Saramago rompeu com Cuba, escrevi o seguinte na revista ISTOÉ:

"O livro Ensaio sobre a cegueira, do escritor português José Saramago, Prêmio Nobel de Literatura de 1998, tem uma epígrafe que diz: “Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.” Em determinado ponto do romance, Saramago fala da “responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam”. Comunista de carteirinha e de velha cepa – ele aderiu ao Partido Comunista Português antes de se tornar escritor, em 1947 –, Saramago sempre defendeu o regime de Cuba e seu comandante-em-chefe, Fidel Castro, de quem era amigo.
O genial escritor português, José Saramago 
rompeu com Cuba em 2003

Na segunda-feira 14, o escritor finalmente abriu os olhos para uma realidade que ele sempre preferiu enxergar sob lentes opacas: num pequeno artigo para o jornal espanhol El Pais, Saramago desanca o regime castrista pela condenação de 75 dissidentes, muitos a penas de 20 a 25 anos de prisão, e pelo julgamento e fuzilamento sumários de três cubanos que tentaram sequestrar uma balsa para fugir para Miami. “De agora em diante, Cuba seguirá seu caminho e eu ficarei. Dissentir é um direito que se encontra inscrito com tinta invisível em todas as declarações de direitos humanos passadas, presentes e futuras. Dissentir é um ato irrenunciável de consciência. Pode ser que a dissidência conduza à traição, mas isso sempre tem que ser demonstrado com provas irrefutáveis”, escreve o português. “Não creio que se haja atuado sem deixar lugar a dúvidas no julgamento recente em que foram condenados a penas desproporcionadas os dissidentes cubanos. (...) Agora, chegam os fuzilamentos. Sequestrar um barco ou avião é um crime severamente punível em qualquer país do mundo, mas não se condena à morte os sequestradores, sobretudo tendo em conta que não houve vítimas. Cuba não ganhou nenhuma batalha heróica fuzilando esses três homens, mas perdeu minha confiança, arrasou minhas esperanças e frustrou minhas ilusões. Até aqui cheguei”, lamentou o escritor.

Nota do militanciaviva
O SAGRADO DIREITO AO  CONTRADITÓRIO, É UMA EXPRESSÃO UNIVERSAL E DIALÉTICA QUE O VERDADEIRO SOCIALISTA PROFESSA E DEFENDE COM RESPONSABILIDADE HISTÓRICA, E COM CORAGEM, SEM TITUBEAR.


O quê é a Nato?

Cresce o interesse das multinacionais pelos negócios "pobres": reformas, serviços. Tudo é ocasião para privatizar, introduzir códigos fiscais, novas contas bancárias, cartões de crédito.

É preciso liberalizar. E para liberalizar, os seguros tornam-se obrigatórios, pois já não há o Estado ou a autarquia nos bastidores, há só o privado.

Em Italia, por exemplo, em cruz estão agora os taxistas que, ao ler os diários nacionais, vivem em condições próximas daquela de Bill Gates. Aliás, nem se percebe porque continuam a trabalhar, deve ser um vício, como a cocaína.

A conclusão? A mesma dos taxistas dos Estados Unidos, totalmente liberalizados, totalmente compostos por imigrados: pessoas que fugiram dos próprios Países, das condições de inimaginável miséria, para aceitar salários de fome no estrangeiro.

Doutro lado, migrar é uma necessidade, não apenas das pessoas mas dos governos: por isso o primeiro ministro de Portugal e alguns homens do executivo dele convidam os Portugueses a abandonar o País. Tudo tornará mais simples gerir as liberalizações, que serão reduzidas até meros conflitos étnico-raciais, com as vítimas umas contra as outras. Racismo e xenofobia: pode haver acusação pior?

O que é mais simples: controlar um povo ou controlar um conjunto de pessoas com língua, religiões, usos diferentes? Paradoxalmente, a resposta correcta é a segunda, porque neste caso é suficiente a força.

Assim os diários italianos, em vez de tratar da revolta dos forcados (que continua), tratam dos taxistas, autênticos paxás que evadem o fisco, obstaculizam o crescimento, provavelmente lapidam as mulheres infiéis.

Um meu colega do liceu era filho de taxista e não lembro de tamanha riqueza; mas provavelmente disfarçava (e bem, diga-se). 

Estes tons de psico-guerra imperialista contra as corporações não são uma anomalia da propaganda, mas representam um facto natural que tem como objectivo a máxima privatização da sociedade. São a "prática" enquanto a "teoria" pode ser encontrada no Business & Economics Program do Concelho Atlântico, o órgão da Nato.

Nato e governance mundial? Esquisito, não é?
Não, não é: os bombardeiros servem para gerir o business. E com a guerra na Líbia, só para fazer um exemplo, deveríamos já ter percebido isso: bombas e bancos. A sinergia perfeita.

Vamos ver quem são os membros do Concelho Atlântico? E vamos.

Olhaolhaolha: entre os membros do Advisor Group do Business & Economics Program que trata das liberalizações há um italiano, tal Mario Monti.

Ehi, mas não é aquele homem dos bancos? É.
E não é aquele senhor que foi nomeado primeiro ministro sem ser eleito por ninguém? É.
No mesmo País onde os taxistas agora são a vergonha nacional? É.

Coisas estranhas da vida. Mas vamos em frente.

Ian Brzezinski, filho de Zbigniew Brzezinski, irmão do advogado Mark Brzezinski e do jornalista MSNBC Mika Brzezinski. Palavras para quê?

Outros:
Nancy Walbridge Collins, Aspen Institute, Council on Foreign Relations, Foreign Policy Association, Intelligence and National Security Alliance, International Institute for Strategic Studies, Rockefeller Foundation
Caio Koch-Weser, Banco Mundial, Deutsche Bank, World Economic Forum
Angel Ubide, Tudor Investment Corporation
Paula Stern, Stern Group
Jean Lemierre, BNP-Paribas
Rod Hunter, IBM
Paula Dobriansky, Thomson Reuters
Jacob A. Frenkel, American International Group (AIG)
Daniel Vasella, Novartis International AG
Gunter Thielen, Bertelsmann AG
Robert J. Stevens, Lockheed Martin
Martin Senn, Zurich Financial Services
John Wren, Omnicom
Jacob Wallenberg, Investor AB
Martin Sorrell, WPP Group PLC
Stephen A. Schwarzman, The Blackstone Group
Gordon Nixon, Royal Bank of Canada
Rupert Murdoch, News Corporation
Muhtar Kent, The Coca-Cola Company
Thomas Enders, Airbus S.A.S.
Robert E. Diamond, Barclays PLC
Josef Ackermann, Deutsche Bank AG

A lista poderia continuar, mas podemos parar, é já suficientemente claro. Ou seja, não é muito claro o que raio está a fazer a Coca-Cola na Nato, se calhar serve as bebidas.

A moral é que hoje a Nato é uma das maiores organizações de lobby bancárias, com certeza a mais potente, onde o papel principal é desenvolvido por elementos como JP Morgan, Deutsche Bank e Goldman Sachs: pois por cada nome de empresa contido na lista acima é possível efectuar breves pesquisas e descobrir assim a complicada teia de ligações, no fim das quais encontramos os conhecidos do costume.

Não admira, portanto, que Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial e homem Goldman Sachs,  tenha encontrado os membros do Concelho partilhando pérolas de sabedoria, numa reunião "generosamente suportada pela Deutsche Bank".

"Conflito de interesses"? Não entendo, o que significa?


Ipse dixit.
*informaçãoincorreta

Charge do Dia

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Brasil do século XXI

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Os flagelados do Judiciário

 


Acabo de ler e ver reportagens sobre dois assuntos, que não sei se são um só.
Uma, no Estadão, sobre as remunerações de até centenas de milhares de reais percebidas por  juizes e desembargadores em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Outra, na Folha e no Viomundo, sobre a violência e o desrespeito aos pobres moradores expulsos do Pinheirinho.
Para quem, ainda criança, viu atearem fogo e lançarem cães contra os favelados da Praia do Pinto e do Morro da Catacumba, há 40 anos,  é como descrer no progresso humano.
Ontem mesmo o Estadão publicava que os nobres desembargadores  consideravam uma violência ser exposto ao público o fato de que alguns deles – nem se discute se com origem legal ou não – terem movimentações imensas em suas contas bancárias, embora nome algum tenha sido revelado, porque as investigações são feitas dentro da prudência da lei, que deve preservar a todos.
E quem preserva essa pobre gente e seus filhos? Crianças, que os senhores juízes, quando são seus filhos, cuidam com tanto empenho, com tantas babás, boas creches, escolas de qualidade e todos os mimos e carícias?
Suas Excelências, decerto, não são monstros e não deixam de saber que – não importa que ganhem muito bem por seu trabalho – do fundamento jurídico da igualdade humana e dos princípios constituicionais da proteção aos direitos humanos e, sobretudo, das crianças. Inclusive e, especialmente, das pobres, que não têm senão o Estado para tutelar seus direitos mais comezinhos.
O que ocorreu em Pinheirinho não se passou no interior de Rondônia, nas selvas do Pará, ou em outro lugar remoto do qual  se pudesse dizer estar além das fronteiras da compreensão moderna da aplicação da lei como instrumento de proteção a direitos – e os sociais sempre se sobrepõem, do ponto de vista do Estado, aos individuais, embora não possam anula-los – e não a privilégios.
A Suprema Corte brasileira, que considerou relevante proteger os direitos do Sr. Daniel Dantas, para que este não fosse exposto com algemas nas mãos, acha correto disparar balas de borracha – nem falo das de verdade, que se disparou também – contra mulheres e crianças? A Justiça brasileira acha correto contribuir para o risco de promover outra Eldorado dos Carajás ali pertinho da maior metrópole do hemisfério Sul?
O que está acontecendo com o Direito e a Justiça deste país?
Quando se trata de pressionar o Governo Federal para conceder aumentos ao Judiciário, há declarações públicas, tratativas políticas o apelo ao bom funcionamento de uma instituição da República.
Quando se trata de defender seus mais frágeis jurisdicionados nem mesmo um apelo à moderação, à humanidade, ao bom-senso. Havia, na ordem mandatória do despejo, alguma determinação de que houvesse assistência social, preparação dos serviços públicos para encaminhar as pessoas a casas, as crianças a escolas, os carentes à assistência devida?
Ou apenas para enxotá-los, como se fossem cães?
Será que precisamos de um novo Sobral Pinto para constranger a Justiça brasileira, pedindo que se aplique aos seres humanos do Pinheirinho a lei de proteção aos animais?
O ovo da serpente, ao qual se referiu a Ministra Eliana Calmon, eclodiu em São José dos Campos. Um Judiciário – porque seria desonroso chamar a isso de Justiça – que é algo que já não se rege  nem pela moralidade e nem mesmo pela humanidade.
Há um campo de refugiados em São José dos Campos. Lá estão os flagelados. Não da seca, não das chuvas.
Os flagelados do Judiciário brasileiro, que repete a olímpica indiferença de Maria Antonieta.
*Tijolaço

Por que Ali Kamel escondeu a choradeira ?

O jornal O Globo descreveu com detalhes a forte emoção com que se desenrolou a solenidade com que o Nunca Dantes foi homenagear Fernando Haddad e fortalecer sua campanha em São Paulo.

Muito choro.
http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2012/01/LulaMinistros_tvdestaques.jpg

A presença de Lula fez o Aloizio Mercadante (ministro da Educação) e a Presidenta chorarem na frente de todo mundo.

Quando Lula tirou o chapéu preto e mostrou a cabeça raspada pela químio, outra forte emoção – aplausos.

Nada disso apareceu no jornal nacional (caixa baixa, revisor, por favor).
Navalha
Por que o Ali Kamel quis desidratar a festa ?
Transformar a solenidade numa troca de ministros usual, corriqueira ?
Por que ele não contou que a Presidenta acentuou que foi preciso um retirante nodestino se tornar presidente para entender que não há educação sem professores bem pagos ?
Por que o Ali Kamel escondeu os elogios ao ENEM ?
O que o Ali Kamel quer ?
Fingir que o Lula não tem carisma ?
Estavam ali os 90% de popularidade do Lula com os 60% de ótimo ou bom da Dilma.
E o jornal nacional se debruça sobre a campanha pela prefeitura de São Paulo e aos tucanos dedica seu horário eleitoral diário.
Quem vai denunciar o Ali Kamel ao Tribunal Superior Eleitoral ?
O PT ?
A Marta é que não vai ser, porque ela, como o PT de São Paulo, tem medo da Globo.
Cadê o Benardo ?
O que ele prometeu fazer em 2012, na reunião ministerial de segunda-feira ?
Ele chegou a mencionar a expressão Ley de Medios ?
Ele foi à reunião, amigo navegante ?
Já concluiu os estudos sobre o suposto estupro ?

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terça-feira, janeiro 24, 2012

Alckmin foi destituído do governo durante o domingo?

http://www.tj.sp.gov.br/Institucional/CanaisComunicacao/Noticias/Noticia.aspx?Id=12936

O povo perdoa muitas coisas num político, inclusive coisas que não deveria, mas se tem coisa que não pega bem é covardia.

O poderoso governador de São Paulo dormiu sábado como o rei da esperteza, pois na manhã seguinte, a polícia teria exterminado 1.700 lares, expulsando crianças, mulheres e trabalhadores pobres, pegando-os de surpresa na calada da noite de um domingo, em uma operação relâmpago.

A coisa desandou no extermínio do Pinheirinho, e a cidade de São José dos Campos virou uma praça de guerra, com repercussão nacional e internacional.

Mesmo assim, o poderoso governador ainda dormiu se vendo no programa Fantástico, da TV Globo, com a imagem "triunfal" de um ditador mão-de-ferro, mantenedor da lei (que nem sempre tem a ver com justiça), que impõe a "ordem" sobre "baderneiros" e "bandidos", coisa que agrada boa parte de seu eleitorado de índole fascista.

A coisa mudou de figura quando o telejornal "Bom Dia, Brasil" de segunda-feira (*) mostrou o mal-estar de uma mãe aflita com uma criança no colo, expulsa de sua casa por policiais do batalhão de choque, e que mal pôde pegar a mamadeira para o bebê, sem ter um lar para onde ir, só com a roupa do corpo.






O alerta vermelho dos marqueteiros tucanos soou no Palácio dos Bandeirantes.

Não há como um governador justificar a covardia de exterminar 1.700 lares com crianças e mães, deixando-as desalojadas, para entregar o terreno "limpo" à massa falida de um mega-especulador.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB/SP) tornara-se irremediavelmente o "açougueiro do Pinheirinho".

Então, na segunda-feita, o governador tucano quis abdicar do cargo retroativamente, por 24 horas, e voltar a ser apenas um "picolé de chuchu" durante o domingo.

O tribunal de Justiça soltou uma nota prá lá de esquisita, onde o Presidente do Tribunal disse que assumiu o comando da Polícia Militar naquela operação, tirando o poder de comando sobre a polícia das mãos do governador.

É constitucional isso?

O Poder Judiciário pode fazer uma intervenção no poder executivo, "destituindo" o governador do comando?

Que eu saiba o Poder Judiciário emite ordem judicial dizendo o quê tem que fazer. Como fazer é atribuição do Governador, pois a Polícia Militar está sob sua hierarquia.

Faltou coragem a Alckmin duplamente:

Faltou coragem para assumir a responsabilidade pela operação policial, que é intransferível.

E faltou coragem para desautorizar uma nota que o "destituiu" do cargo.

De hoje em diante, é o Presidente do Tribunal de Justiça quem decide quem governa São Paulo e quando. Basta uma ordem judicial, que Alckmin cede o comando para o desembargador Ivan Sartori governar, sem ter sido eleito para isso.

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 (*) A TV Record podia passar sem essa. A reportagem do Bom Dia, Brasil foi a melhor e mais realista, apesar da matéria do Fantástico ser fascista, e a do Jornal Nacional ter estragado a boa edição da manhã para aliviar Alckmin.
*osamigosdopresidentelula
Leonardo Boff, teólogo e escritor
O teólogo Leonardo Boff é considerado um dos nomes mais importantes da Teologia da Libertação e da defesa dos Direitos Humanos. Ingressou na Ordem dos Frades Menores em 1959 e, em 1992, pressionado pelo Vaticano, renunciou às atividades de padre. Boff é autor de mais de 60 livros sobre teologia, ecologia, espiritualidade, filosofia e antropologia. Durante a entrevista, Boff explica os princípios da teoria da libertação, fala dos anos como frei franciscano e dos conflitos com a igreja nesse período e critica a postura das igrejas na mídia.








Cuidado, tucanos: Serra se remói

 

Já era bem claro, para quem sabe, pelo tal “Brado Retumbante” da Rede Globo, que foi “casualmente” lançado.
Mas FHC, o decano do tucanato, tratou de explicitar, na entrevista à revista inglesa The Economist, que a Folha reproduz.
A tática para 2014 está montada: Aécio para a presidência, que livrará o PSDB do quarto massacre, pois, pela idade e candidatura inédita não fará vergonha; Alckmin para o Governo de São Paulo, para tentar fazer com que o provável naufrágio nas eleições paulistanas deste ano atinja o convés superior.
José Serra é impiedosamente moído pela fraternidade de tamanduá do ex-presidente.
Que, aliás, “prevê” o obvio: “uma briga interna muito forte no PSDB, entre Serra e Aécio”.
Briga na qual, agora, ele assume publicamente o lado de Aécio.
Serra, a esta altura, é pura bile.
Ele atribui a Aécio o inferno astral que enfrenta com as denúncias da “privataria”.
E não admite a ideia de se tornar o “boi de piranha” para que FHC atravesse o rio com Aécio de grumete.
Enquanto ele, inservível como candidato futuro, é destroçado como o grande beneficiário dos negócios da privatização.
Serra não enffrentará isso de forma aberta, polemizando.
Não é da sua natureza o combate, mas a intriga e a perfídia.
Fernando Henrique julga-se Luís XV, cohecido como “o Bem-Amado”, que arruinou a França.
Serra de outra natureza, é o homem (de)formado na penumbra, nas negaças, no jogo palaciano.
Sente que há uma pinça se fechando sobre ele, para removê-lo de cena.
Não lutará como o leão que não é. Mas como a víbora que sempre foi.
*Tijolaço

PT critica o PSDB por ação desastrada contra comunidade

http://sul21.com.br/jornal/wp-content/uploads/2012/01/pinheirinho-igreja-foto-filipe-jord%C3%A3o1.jpgO pessoal da comunidade invadida não faz parte da elite cheirosa, por isso a PM de Geraldo Alcmin baixou o pau em indefesos cidadãos.É esse o modo tucano de governar:para o rico, tudo.Para o pobre, porrada.
http://sul21.com.br/jornal/wp-content/uploads/2012/01/pinheirinho-policiais-credito-kit-gaion.jpg
Presidente nacional do partido, Rui Falcão criticou hoje a operação deflagrada pela PM na comunidade Pinheirinho, em São José dos Campos, interior de São Paulo; dirigente petista classificou como "violenta" a ação policial, que teve "a conivência do governador Geraldo Alckmin"
http://sul21.com.br/jornal/wp-content/uploads/2012/01/pinheirinho-moradores-credito-sindicato-dos-metal%C3%BArgicos3.jpg
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, criticou hoje a operação deflagrada ontem pela Polícia Militar de reintegração de posse da comunidade Pinheirinho, área de 1,3 milhão de metros quadrados em São José dos Campos (SP). Em vídeo, divulgado no portal do partido, o dirigente petista classificou como "violenta" a ação policial que, segundo ele, teve a conivência do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.
"Eu quero expressar minha solidariedade às famílias que foram violentamente expulsas do Pinheirinho, depois de uma ação violenta promovida por ordem da Justiça Estadual e com a conivência do governo estadual, o governador Geraldo Alckmin", afirmou.
A comunidade foi desocupada após decisão judicial que determinou a reintegração de posse do terreno, que pertence à massa falida da empresa Selecta S/A, do empresário Naji Nahas.
Na operação policial, foram usados dois helicópteros, carros blindados e cerca de dois mil soldados do Batalhão de Choque. O presidente nacional do PT lembrou que havia um acordo em andamento com os moradores do acampamento e considerou que famílias foram desalojadas "sem necessidade". "E o que é pior: com uso de extrema violência", criticou.
Ele relatou que, inclusive, um ouvidor do governo federal foi ferido na ação de reintegração. "Havia um acordo em andamento, mas precipitou-se a ocupação com a utilização de força desnecessária." Em nota, assinada pelo presidente da sigla, o PT afirma que a operação policial "frustrou" os esforços para uma saída pacífica no Pinheirinho. "O terreno poderia ser objeto, conforme proposta formal do governo federal, de uma ação conjunta dos vários entes federados."
A nota ressalta ainda que a prefeitura de São José dos Campos, atualmente sob o comando do PSDB, "rompeu unilateralmente as negociações" e condena "fortemente" o que chama de "intransigência" e "insensibilidade social" dos governos municipal e estadual.
"A prefeitura de São José dos Campos, o governo do Estado de São Paulo e o Tribunal de Justiça de São Paulo devem responder pelas consequências de seus atos nessa situação lamentável", defende. "O que choca é que o mínimo de civilidade e credibilidade se espera na relação administrativa entre entes da federação."
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse ontem que teve garantias do governador de São Paulo de que seria pacífica e segura a ação policial no Pinheirinho.
A bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo também divulgou nota na manhã de hoje na qual repudia "veementemente" o rompimento das negociações por um desfecho pacífico na comunidade. "A bancada petista vê, além de precipitação, a total ausência de sensibilidade social na ação articulada pelo governador de São Paulo e pelo prefeito de São José dos Campos, ambos do PSDB", afirma.
"Mais uma vez, presenciamos o aparelho estadual sendo usado em favor do interesse de poucos e em detrimento do sofrimento da população mais pobre", acrescenta.
*oterrordonordeste

Irã anuncia o fechamento definitivo do estreito de Ormuz.

VIDEO) Irán anuncia cierre definitivo del estrecho de Ormuz

Autor: 
em Aporrea.org
23 Ene. 2012 - Tras la decisión de la Unión Europea de aplicar un bloqueo gradual a Irán, el gobierno de ese país anunció el cierre definitivo del estrecho de Ormuz, principal vía marítima para los buques que transportan crudo desde los países árabes.

Cerrar el estrecho de Ormuz es un derecho legítimo de Irán para responder a la imposición de sanciones por parte de la Unión Europea. Así lo afirmó un portavoz del Parlamento de la República Islámica, Heshmatollah Falahapisheh, en una entrevista concedida a la agencia de noticias iraní Fars. Agregó que lo harán “definitivamente”.

La aplicación de esta medida por parte Teherán ya fue calificada de ilegítima por los diplomáticos británicos y estadounidenses. Por su parte, Occidente amenaza con respuestas de carácter bélico para impedir el cierre de la principal vía marítima para los buques que transportan el petróleo extraído en los países árabes.


*Brasilmobilizado

Brasileirus Ordinárius

http://1.bp.blogspot.com/-Is1Ncjb9jUw/Tx6ouFfsrgI/AAAAAAAAIWE/LA9pD3GidfA/s1600/Alckmin-Aroeira.jpg

Porta-voz do Tucanistão diz que foram encontradas armas de destruição em massa no país do eixo do mal, Pinheirinho

Um cidadão do Tucanistão faz seu protesto contra o país vizinho, o Brasil , diz que a lei no Tucanistão é cumprida à risca e o país está preparado para a guerra. Ele explica o porquê do seu ódio aos cidadãos de Pinheirinho e do Brasil:"Os moradores que invadiram o local são da classe "brasileirus ordinárius". O Brasileirus Ordinárius é aquela espécie de povo que pensa que é esperto, que vive pensando em ficar rico, mas não quer trabalhar para isso. Não pensa em estudar e geralmente não respeita o próximo nem as leis"