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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

terça-feira, fevereiro 28, 2012

Guerra pelo petróleo – a militarização do Atlântico Sul

A guerra pelo petróleoA militarização do Atlântico Sul, efetivada pela 4ª Frota dos Estados Unidos, recebe um reforço da Armada Inglesa. Tudo para garantir o controle do petróleo da América do Sul.
A dupla Estados Unidos e Inglaterra movimentam suas tropas para garantir o controle colonial das áreas produtoras ou detentoras de grandes reservas petrolíferas ainda não exploradas em sua plenitude.
O caso iraniano, em função da importância deste país para o fornecimento mundial de petróleo, recebe grande atenção da mídia, e apesar dos esforços do oligopólio da informação em reduzir a ameaça de invasão do Irã ao fato combate às armas de destruição em massa, não existe aquele ser humano, possuidor de inteligência mediana, que não associe ao petróleo os verdadeiros motivos do conflito.
O cerco ao Irã necessita de uma operação complexa envolvendo o controle político da Síria como forma de isolamento dos persas e enfraquecimento da presença militar russa no Mediterrâneo. Como sabemos no cenário de guerra previsto para o controle do Irã, a Rússia é classificada como aliada deste país e possui, justamente na Síria, uma base militar naval cujo poder de fogo foi acrescido desde o final de 2011 com pelo menos um porta aviões, submarinos e mísseis balísticos.
Enquanto ao caso iraniano aplica-se o clássico conto das armas de destruição em massa – lembrai-vos do Iraque – no Atlântico Sul as forças coloniais apresentam-se menos sutis, e revivendo os dias de glória, a esquadra britânica envia de forma despudorada forças navais, incluindo a jóia da Armada, devidamente protegida por um submarino nuclear.
Nesta ocupação militar a monarquia inglesa (existiria um regime mais ridículo?) aproveita para promover o príncipe herdeiro que divide o seu tempo nesta missão entre divertir-se pilotando um avião e posar para fotos vestindo uniformes militares em tentativa patrioteira de levantar o moral da elite britânica fortemente abalada em função da crise econômica.
Apenas um questionamento. O leitor já imaginou que tipo de repercussão resultaria da imagem do filho do presidente da Venezuela (eu nem sei se ele tem um filho), usando uniforme militar e pilotando um caça em qualquer região do planeta? Sabemos todos a resposta.
Retomando. Uma força militar inglesa sem justificativa aparente está ocupando o sul do nosso continente. O motivo oficial seria um exercício de rotina para proteger um enclave colonial – sim, eles ainda existem ! – as Ilhas Malvinas.
A Argentina, que não possui bomba atômica, reivindica a soberania das Malvinas. Os ingleses, para militarizar a região não podem, deste modo, usar a desculpa da arma de destruição em massa para proteger a sua colônia. Assim utilizam do aniversário de 30 anos da guerra contra os argentinos como justificativa.
Certamente, com seu apego à tradição supersticiosa dos magos, os ingleses consultaram os astros e receberam algum tipo de informação mágica dando conta da tomada da ilha a cada 30 anos pelos argentinos.
Independente da magia, o potencial petrolífero das Malvinas merece nossa atenção. Estima-se um volume de 8,3 bilhões de barris, existindo cálculos que elevam este número para 60 bilhões de barris.
Somente a empresa Rokhopper possui em seu bloco estimativas de 350 milhões de barris, mas ao buscar financiamento alega um potencial de 500 milhões. A Coroa, que encontra-se em apuros financeiros, estima arrecadar nas Malvinas, somente em royalties, 180 bilhões de dólares.
Mohamed Mossadegh
A Inglaterra possui vasta experiência em controlar na marra áreas petrolíferas fora de seu território. A atual British Petroleum (BP) nasceu assim e por coincidência no Irã, quando no início do século XX o Lorde do Almirantado, Winston Churchill, resolveu substituir o carvão por um óleo derivado do petróleo para movimentar os navios de guerra.
Este controle durou até os anos 50 quando o governo de Mohamed Mossadegh nacionalizou pela primeira vez o petróleo iraniano. Depois desta nacionalização os Estados Unidos – ironicamente com apoio dos aiatolás – realizaram um golpe contra Mossadegh instituindo uma monarquia que entregou o petróleo às empresas estadunidenses.
Em nossos dias as duas potências realizam um acordo quanto a divisão das áreas produtoras reservando o petróleo iraniano, em sua maior parte, para os Estados Unidos, enquanto os ingleses assumem, dentre outras regiões, as ilhas Malvinas.
Lembre-se: O Brasil, abençoado por Deus e bonito por natureza, também localiza-se no Atlântico Sul e possui petróleo em grande quantidade ainda não explorado. A legislação brasileira, ao contrário da iraniana ou venezuelana, permite a livre exploração por empresas estrangeiras que tornam-se proprietárias do petróleo retirado das profundezas do pré-sal ou dos blocos em terra. Ao que tudo indica para o Brasil não há necessidade de navios de guerra, afinal, possuímos um governo pacifico e cordial.
Wladmir Coelho
*Averdade

O Brasil na TV

 

O Brasil que se vê na TV está restrito ao Rio e à São Paulo, salvo raras exceções. Exibem-se nas novelas e nos telejornais, lindas paisagens e graves problemas urbanos dessas metrópoles para todo o país.
Fico a me perguntar o que interessa ao morador de Belém o congestionamento da Marginal do Tietê, exaustivamente mostrado pelas redes nacionais de TV? Não haveria fatos locais muito mais importantes para a vida dos telespectadores do Pará do que as mazelas da capital paulista?
No entanto, o conteúdo que vai ao ar não é determinado pelos interesses ou necessidades do telespectador e sim pela lógica comercial. Para o empresário de TV local é mais barato e mais lucrativo reproduzir o que a rede nacional de televisão transmite, inserindo alguns comerciais da região, do que contratar profissionais para produzir seus próprios programas.
Para as grandes redes trata-se de uma economia de escala: com um custo fixo de produção, o lucro cresce à medida em que os anúncios são veiculados num número crescente de cidades.
Isso ocorre porque como qualquer outra atividade comercial a lógica do capital é a da concentração, regra da qual a televisão, movida pela propaganda, não escapa. Só que a TV não é, ou não deveria ser, apenas um negócio como outro qualquer.
Por transmitir valores, idéias, concepções de mundo e de vida, ela é também um bem cultural e não uma simples mercadoria. Dai a necessidade de ser regulamentada e ter os seus serviços acompanhados de perto pela sociedade.
Como concessões públicas, as emissoras têm obrigação de prestar esses serviços de maneira satisfatória, atendendo às necessidades básicas de informação e entretenimento a que todos tem direito. Caso contrário, caberiam reclamações, processos e punições, como ocorre em quase todas as grandes democracias do mundo.
Aqui, além de não existirem órgãos reguladores capazes receber as demandas do público e dar a elas os devidos encaminhamentos, não temos uma legislação capaz de sustentar esse processo. Por aqui vale tudo.
E quem perde é a sociedade, empobrecida culturalmente por uma televisão que a trata com desprezo. Diretores de emissoras chegam a dizer, preconceituosamente, que “dão ao povo o que o povo quer”.
Um caso emblemático da falta que faz essa legislação é o da produção e veiculação de programas regionais. Se o mercado concentra a atividade televisiva no eixo Rio-São Paulo, cabe a lei desconcentrá-lo, como determina artigo 221 da Constituição, até hoje não regulamentado.
Sua tramitação é seguidamente bloqueada no Congresso por parlamentares que representam os interesses dos donos das emissoras de TV.
Em 1991 a então deputada Jandira Feghali apresentou um projeto de lei estabelecendo percentuais de exibição obrigatórios para produção regional de TV no Brasil. Doze anos depois, em 2003, após várias concessões feitas para atender aos interesses dos empresários, o texto foi aprovado na Câmara e seguiu para o Senado, onde dorme um sono esplendido até hoje.
São mais de vinte anos perdidos não apenas para o telespectador, impossibilitado de ver o que ocorre na sua cidade e região. Perdemos também a oportunidade de abrir novos mercados de trabalho para produtores, jornalistas, diretores, atores e tantos outros profissionais obrigados a deixar suas cidades em busca de oportunidades limitadas nos grandes centros.
Mas se os interesses empresariais das emissoras bloqueiam esse florescimento artístico e cultural, as novas tecnologias estão abrindo brechas nessas barreiras. O barateamento e a diminuição dos equipamentos de captação de imagens impulsionaram o vídeo popular e a internet vem sendo um canal excelente de divulgação desses trabalhos.
Combina-se a vontade e a capacidade de fazer televisão fora das emissoras tradicionais com a necessidade do público de acompanhar aquilo que acontece perto de sua casa ou de sua cidade.
O que não descarta a necessidade da existência de programação regional nas grandes emissoras, como forma de tornar o Brasil um pouco mais conhecido pelos próprios brasileiros.
Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP. É autor, entre outros, de “A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão” (Summus Editorial). Twitter: @lalolealfilho.

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Candidatura Serra revela desdém pela inteligência do paulistano

A recém-anunciada decisão do ex-governador tucano José Serra de disputar mais uma vez a prefeitura de São Paulo revela seu mais completo desprezo pela inteligência da maioria do povo paulistano.
Serra tem lá suas razões para acreditar que a maioria dessa população é incapaz de assoviar e amarrar os sapatos ao mesmo tempo. Até hoje, há muita gente aqui que recita com orgulho o bordão de que “Maluf rouba, mas faz”, apesar de ser um ladrão que não pode nem sair do Brasil por ser procurado pela Interpol.
São Paulo, quase sempre, vota no pior. Em 1985, elegeu Jânio Quadros contra o então progressista Fernando Henrique Cardoso. A prefeitura de Jânio fundou máfias como a dos fiscais e fez a qualidade de vida despencar na cidade.
A devastação nas finanças paulistanas e a paralisação dos serviços públicos foi de tal ordem que, em 1988, ocorreu um fenômeno raro na capital paulista: para consertar o desastre janista, o paulistano elegeu a primeira de duas mulheres petistas, Luiza Erundina.
Por motivos ideológicos, a imprensa paulista fustigou o governo Erundina, que saneara as finanças e implantara programas sociais revolucionários, e trabalhou intensamente pela primeira vitória eleitoral legítima de Paulo Maluf a um cargo no Poder Executivo.
Com a ajuda sobretudo do jornal O Estado de São Paulo, Maluf se elege prefeito em 1992 e consegue eleger o sucessor, Celso Pitta, em 1996. Os dois governos produzem um desastre tão completo que, em 2000, uma cidade novamente falida coloca uma petista de novo no poder para consertar o que direita fizera.
Marta Suplicy saneia novamente as contas da prefeitura, implanta programas sociais revolucionários como Erundina e, apesar de terminar seu mandato bem-avaliada pela maioria dos paulistanos, estes elegem novamente um governo conservador.
Em 2004, o tucano José Serra se elege prometendo que não faria do cargo de prefeito um trampolim para voos políticos mais altos, descumpre a promessa abandonando a prefeitura nas mãos do vice, Gilberto Kassab, e, apesar disso, este se elege prefeito em 2008.
Os paulistanos justificaram o voto no indicado de Serra, apesar de ele ter mentido por escrito ao prometer não deixar o cargo de prefeito caso fosse eleito, com a premissa de que queriam colocar o “competente” tucano em uma posição ainda melhor.
É neste ponto que surge novo teste para a inteligência do povo de São Paulo. Segundo a última pesquisa Datafolha sobre a aprovação do prefeito que Serra vendeu aos paulistanos, sua administração, como a de outros prefeitos conservadores, tem sido um desastre.
A popularidade de Gilberto Kassab chegou ao fundo do poço. A pesquisa foi realizada nos dias 26 e 27 de janeiro último e detectou que só 22% dos eleitores aprovam a atual gestão, enquanto que 37% consideram-na péssima ou ruim.
Para entender por que Kassab é tão mal avaliado, há que olhar para o Índice de Desenvolvimento Humano da capital paulista em comparação com outras capitais do Sul e do Sudeste, com as quais cabe comparação.
Como se vê, a cidade mais rica da América Latina chegou à penúltima colocação entre as capitais do Sul e do Sudeste, acima apenas de Belo Horizonte. A qualidade de vida em São Paulo vem caindo ano a ano devido às loucuras eleitorais que a população praticou com Janio, Maluf, Pitta, Serra e Kassab.
Para todos esses, a prefeitura da capital paulista representou apenas um trampolim político. Atualmente, Kassab cuida muito mais do partido que criou (PSD) do que da administração da cidade.
Ora, pela lógica, se Serra indicou Kassab – assim como Maluf indicou Pitta – e a indicação se revelou desastrosa, a população paulistana deveria fazer com o tucano o que fez com Maluf em 2000, quando lhe negou a eleição por ter indicado um prefeito que fez um mau governo.
Vale lembrar que, naquele ano, a imprensa negou apoio ao candidato da direita. Estadão, Folha e Veja apoiaram Marta em 2000, pois São Paulo estava em verdadeiro estado de calamidade.
Este ano, porém, mais uma vez Estadão, Folha de São Paulo e revista Veja devem trabalhar intensamente pela eleição do candidato da direita, assim como trabalharam pela eleição de Jânio, de Maluf, de Pitta, de Serra e de Kassab.
Por outro lado, a queda progressiva da qualidade de vida pode ocasionar o que ocorreu quando a cidade elegeu Erundina e Marta. Após dois governos desastrosos como o de Maluf e o de Pitta, a população, em tese, poderia optar por eleger um petista de novo para arrumar a casa, ainda que seja para entregá-la de novo à direita na eleição seguinte.
Todavia, há um fenômeno na eleição deste ano que inexistiu quando as duas mulheres petistas se elegeram prefeitas.
O engajamento da imprensa na candidatura tucana deve ser muito maior do que foi na de Maluf em 1992 e na de Pitta em 1996. Será como na de Serra, em 2004, e na de Kassab em 2008.
O ponto fora da curva, porém, é a rejeição a Serra, que explodiu nos últimos anos concomitantemente à degradação da qualidade de vida gerada pela eleição de um prefeito como Kassab, que governa nas horas vagas, entre uma articulação política e outra.
E ainda restam as implicações do livro da Privataria tucana no processo eleitoral paulistano, mas esse assunto merece um post só para si…
*Blog da Cidadania

Tecnologias para o controle Humano


*Mundodesconecido

O perdão do “tirano autoritário”

O presidente Rafael Correa, do Equador, acaba de dar um tapa  de luvas em seus detratores.
Anunciou o perdão da indenização judicial a que foram condenados editorialistas e donos do jornal “El Universo”, que o acusaram de mandar o Exército abrir fogo contra civis na tentativa de insurreição policial em que foi agredido.
Pouco importava à direita que não tenha sido aberto fogo e que a ordem jamais tenha sido dada.
A condenação por danos morais, de US$ 40 milhões de dólares, foi perdoada pelo presidente “tirânico e autoritário”. Bem como a sentença de três anos de detenção que a Suprema Corte aplicou-lhes.
“”Embora eu saiba que muitos querem que não seja feita nenhuma concessão aos que não merecem, e embora tenha tomado a decisão de iniciar este julgamento, decidi ratificar algo há tempos decidido em meu coração (…) perdoar os acusados, concedendo a eles a remissão das condenações que merecidamente receberam”, disse Rafael Correa.
Mas essa gente é tão desavergonhada que, mesmo diante desse ato de grandeza, vai criar mil e uma chicanas para chamar a Correa de tirania e ataque á liberdade de imprensa.
Que, entretanto, sai com um estigma indelével deste episódio.
Porque, bem o disse Correa, há perdão, mas não o esquecimento.
*Tijolaço

 Inteligência
dos EUA trabalha para o PiG

O Stanley Burburinho envia denúncia-bomba: tem alguém do PiG que “compra” furo de reportagem de empresa que trabalha com Inteligência para o Governo americano.

Quem será ?

Quem tem bala para isso ?

A infatigável e insubstituível Stanley Burburinho (quem será ele ?) :

Veja o e-mail vazado pelo WikiLeaks que mostra que existe um grande jornal brasileiro que é parceiro de uma empresa que fornece serviços de inteligência confidenciais para grandes corporações dos EUA e também para e agências governamentais, incluindo o Departamento de Segurança Interna dos EUA , os fuzileiros navais dos EUA e Agência de Inteligência de Defesa dos EUA

WikiLeaks: The Global Intelligence Files


Na segunda-feira, 27 fevereiro de 2012, o WikiLeaks começou a publicar “Os Arquivos Globais de Inteligência”, mais de cinco milhões de e-mails do Texas sede da empresa de “inteligência global” Stratfor. Os e-mails datam entre julho de 2004 e final de dezembro de 2011. Eles revelam o funcionamento interno de uma empresa que atua como uma editora de inteligência, mas fornece serviços de inteligência confidenciais para grandes corporações, como a Dow Chemical Co. de Bhopal, a Lockheed Martin, Northrop Grumman, Raytheon e agências governamentais, incluindo o Departamento de Segurança Interna dos EUA , os fuzileiros navais dos EUA e Agência de Inteligência de Defesa dos EUA. Os e-mails mostram a teia de informantes da Stratfor, estrutura de pagamento, técnicas de lavagem de pagamento e métodos psicológicos.


LEMBRETE da Confederação – Lista de Anseios do Brasil E-mail ID-5502132

Data: 2011/12/05 15:33:37

De: allison.fedirka @ stratfor.com

Para: econ@stratfor.com, latam@stratfor.com

Lista de nomes-econ@stratfor.com


Estarei enviando a lista de orientações para o nosso parceiro Confederação amanhã. Obrigado a todos aqueles que responderam. Incluí e exemplifiquei uma lista de itens no final deste e-mail. Por favor, sintam-se livres para fazer alterações ou adicionar qualquer coisa ao e-mail.


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Oi a todos,


Ontem me encontrei com um parceiro da confederação brasileira, um grande jornal daqui. Ontem me encontrei com o POC (POC (Militar) = Point Of Contact: Ponto de Contato – http://wikileaks.org/wiki/POC_(military)) [ponto de contato] principal, bem como o cabeça do jornal para discutir como poderíamos tornar a nossa parceria mais produtiva.


Uma das coisas que o jornal solicitou de nós foi uma lista de itens específicos de nosso interesse. Nosso POC (ponto de contato) está disposto a nos colocar em contato com vários repórteres que são especialistas em nossas áreas de interesse. Essas pessoas estarão disponíveis para bate-papos em geral e também questões específicas.


Então, o que eu preciso é de uma lista de itens que nos interessam. É necessário que tenha um bom equilíbrio entre específico versus geral.


Depois de pronto, eles terão uma idéia melhor de quem colocarão em contato com a gente. Então, poderemos enviar perguntas específicas, por exemplo: como é que o derramamento de petróleo pela Chevron afeta os regras do petróleo?


Ontem eu conheci pessoas que podem ajudar com a macroeconomia / política, infra-estrutura e política brasileiras. Então, essas seriam boas áreas para se obter alguns itens de nosso interesse. Esta lista será útil tanto para a cooperação e para atualização da nossa orientação. Gostaria de obter essa lista para o nosso POC na segunda-feira da próxima semana ou terça-feira no mais tardar.


Obrigado,

Allison


ECONOMIA

- A decisão política sobre crescimento, inflação

- Disputas comerciais com a Argentina

- Relação com a China; investimentos em energia, dumping de mercadorias, concorrência no setor


INFRA-ESTRUTURA

- Modernização dos projetos portuários

- Medida a ser implementada para se certificar de que os projetos da Copa do Mundo serão concluídos dentro do prazo


DEFESA

- Os exercícios militares na fronteira

- 13 tratados com os países fronteiriços para coordenar os esforços na luta anti-droga

- Qualquer pressão sobre os orçamentos militares em face de restrições financeiras


Política brasileira

- Remodelação do gabinete em Janeiro[2012, acredito – posse de Dilma]

- Resultados e conseqüências da votação para divisão do estado do Pará.


http://wikileaks.org/gifiles/docs/5502132_confed-reminder-brazil-wish-list-.html

*PHA

Charge do Dia

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhD6ONvFbkBwzBCHtYRlysAOXch2qul6m56WkaRD3YJBzMWxMOmLQHx3m2qAol_atU8bCDkA6yT0MZJOlXZoarZaWlMn5cVpjZb3Xif4MTWo4v2R8-dGURqmMTiNSeh6Ev95cC7k_1tjUE/s1600/PRIVATADA.jpghttps://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEglHobVg3nW0ERIRSKT53r_uX-OTIctNSbnLvGFQe2u1lytpXSEuV93cDbaTYIL0n_FIInoJYJMHFK6BygeVI5wQ3_-oobq6KTDY2r6ta9V28z966B8tpObInIIR7-j7JF4jIWKB3ocnkY/s1600/Bessinha_PrivatariaCordaBamba.jpg

As liberdades de Cuba

O assunto “Cuba” andou frequentando o DR nas últimas semanas, não apenas em função da visita da Presidenta Dilma à ilha caribenha – e o tucanato de plantão espichou as orelhas, vendo no fato uma oportunidade de formulações críticas à postura do Estado Brasileiro -, mas também porque a visita provocou, por parte da grande mídia, muitas reportagens, todas, invariavelmente, contrárias ao regime cubano e todas, invariavelmente, deixando de observar o saudável princípio do contraditório que recomenda, na busca de uma hipotética verdade, a audição das duas partes envolvidas. Aqui no site, é claro, os artigos que trataram do assunto enfocaram esses distintos pontos de vista.

 

Como não me manifestei então, faço-o agora, movido não apenas pelo desejo da não omissão, mas também pelo fascínio do tema, que integra minha visão do mundo desde o tempo de jovem, quando os guerrilheiros de Sierra Maestra derrubaram o governo de Fulgencio Batista, então amparado pelos Estados Unidos, em uma época em que se fazia de muitos países da América Latina – Cuba, principalmente – um grande quintal americano, um quintal sujo pelas atividades mafiosas, pela corrupção generalizada, e pela desavergonhada exploração do povo cubano por uma elite que fazia o jogo do imperialismo. Esses não são termos usados ao acaso, não são chavões de que me valho para retratar a situação de então. Qualquer ida aos livros mostra que a política do “big stick” do Roosevelt do início do século XX veio tendo desdobramentos e materializações em intervenções militares nos países considerados “focos desestabilizadores” ou na sustentação de governos corruptos que representavam seus interesses políticos e/ou econômicos (caso da Cuba de então).

 

Maiores justificativas não poderia haver para a Revolução Cubana que então se efetivou, com franco apoio popular. E a animosidade em relação aos americanos, se já tinha esses antecedentes históricos, mais profunda se tornou após a malograda tentativa da invasão por refugiados e mercenários (treinados e contratados pela CIA) na Baía de Porcos.

 

De lá para cá, é preciso entender a história da ilha e das opções ideológicas e estratégicas do governo fidelista a partir da correlação de forças que rachava o planeta na chamada guerra fria. Os aliados cubanos não poderiam ser outros senão os que representavam, à época, a negação do capitalismo explorador que a ilha experimentara de perto e não queria ver revivido.

 

Do jovem idealista que via a Revolução cubana como uma marca da liberdade, até o homem maduro de hoje, fui acompanhando a distância o que acontecia na ilha, nem sempre amparado por notícias confiáveis, até que resolvi, em 2004, ir a Cuba. O regime já estava passando por sérios problemas decorrentes do isolamento submetido pelos americanos, o bloqueio, agora sem o contraponto aliado do mundo socialista que havia ruído. Mas eu queria ver de perto o que acontecia e, de alguma forma, resgatar uma história que me tinha sido tão cara nos tempos da juventude.

 

Claro que foi uma viagem no tempo, como se costuma dizer ao mencionar os velhos carros americanos deixados na ilha pela elite em fuga e a ausência de aparatos tecnológicos e de conforto que a realidade da ilha não permitia. Encontrei, aqui e ali, alguns sinais de que o sistema socialista não poderia resistir imutável por muito tempo, seja porque os jovens ansiavam por um outro descortino do mundo, seja porque os próprios setores governamentais, principalmente através do turismo, percebiam que a abertura era uma questão de sobrevivência.

Mas tive oportunidade de ver – sem qualquer dificuldade – que, também como componente daquela “parada no tempo” (se pensarmos nos valores do “progresso tecnológico” de hoje), havia aspectos realmente dignos de destaque positivo: os cubanos não possuíam mendigos nem crianças abandonadas pelas ruas, e disso se orgulhavam: os cubanos não morreriam desassistidos pelas autoridades de saúde, pois tinham um sistema de referência mundial; os cubanos não tinham analfabetos (foi interessante perceber que os jovens adolescentes, em sua maioria, liam muito: quase todos conheciam, por ler, obras clássicas consagradas, como o Dom Quixote); os cubanos tinham uma saudável educação do corpo; a droga e a prostituição, se existiam, eram absolutamente pouco significativas, se comparadas com os “padrões” ocidentais.

 

Voltei com duas convicções. A primeira, de que, seria inevitável a abertura cubana, lenta e gradual, não por causa da perversa pressão norte-americana, que se mostrou inócua durante mais de 50 anos , mesmo diante de uma pequena ilha a uma hora de Miami e com uma base inimiga em seu território, mas porque os tempos imporiam, infelizmente, tais mudanças. Cuidadosas mudanças, para não permitir a volta ao regime de quintal e a presença de espiões, agentes e sabotadores ávidos por um festim desestabilizador... A segunda convicção é a de que, se, após a distensão, Cuba souber manter as suas grandes conquistas sociais, sem paralelo em qualquer ponto da América Latina – e poderá, dado o grau de politização do seu povo - certamente se transformará, logo nas primeiras décadas deste século, no país mais exitoso de todo o complexo latino-americano.

As liberdades de ir e vir e de expressar-se são, sim, viscerais e importantes. Mas são relativas e não são as únicas. Um país que mantém mendigos, miseráveis e analfabetos, por exemplo, não lhes permite tais liberdades. Um país que comercializa a saúde e a educação, por exemplo, desconsidera muitas outras liberdades, tão ou mais relevantes para a dignidade humana.

 

Rodolpho Motta LimaAdvogado formado pela UFRJ-RJ (antiga Universidade de Brasil) e professor de Língua Portuguesa do Rio de Janeiro, formado pela UERJ , com atividade em diversas instituições do Rio de Janeiro. Com militância política nos anos da ditadura, particularmente no movimento estudantil. Funcionário aposentado do Banco do Brasil.rdades, tão ou mais relevantes para a dignidade humana.Direto da Redação

*Oterrordonordeste

HÁ 32 ANOS NASCIA O PARTIDO PRA MUDAR O BRASIL


*HistóriaVermelha

Aproxima-se um holocausto financeiro enquanto a Alemanha ataca a Grécia

"É preciso não esquecer que o projecto do euro, foi iniciado pela Alemanha como uma forma subreptícia de reunificar a Alemanha Oriental e Ocidental. Agora que foi reunificada, a Alemanha movimenta-se por toda a Europa pilhando activos." Max Keiser.
"Não se trata de teorias da conspiração, trata-se da falta de leis. A banca já não obedece ás leis." Max Keiser.


*GuerraSilenciosa

Se batem em “bichas” ou “mendigos”, a culpa pode ser sua

Escultura em homenagem ao índio Galdino de Jesus na Praça do Compromisso, Brasília.


Por Leonardo Sakamoto



Enquanto isso, entre amigos da classe média…

- Uma puta! Alguém pega o extintor para jogar nessas vadias.

- Um índio! Alguém pega gasolina para a gente atear fogo nesses vagabundos.

- Um mendigo! Alguém pega um pau para a gente dar um cacete nesses sujos.

- Umas bichas! Alguém pega uma lâmpaga fluorescente para bater nessas aberrações.

Duas pessoas em situação de rua foram queimadas neste sábado (25) em Santa Maria, cidade-satélite do Distrito Federal. Um rapaz de 26 anos não resistiu às queimaduras de terceiro grau e morreu no dia seguinte. A outra vítima, um homem de 42 anos, está internado em estado grave. Testemunhas afirmam ter visto um grupo de pessoas primeiro incendiando um sofá e depois queimando os dois enquanto dormiam, utilizando um líquido inflamável.

Bater em “puta” e “bicha” pode. Assim como em índio e “mendigo”. Lembram-se do pataxó Galdino, que morreu queimado por uma “brincadeira” de jovens da classe média brasiliense enquanto dormia em um ponto de ônibus em 1997? Ou a população de rua do Centro de São Paulo, que vira e mexe é morta a pauladas enquanto descansa? Até onde sabemos, apesar dos incendiários brasilienses terem sido presos, eles possuíam regalias, como sair da cadeia para passear. E na capital paulista, crimes contra populacão de rua tendem a ser punidos com a mesma celeridade que agressões contra indígenas no Mato Grosso do Sul.

Isso quando a culpa não recai sobre a própria vítima. “Afinal de contas, o que essa gente diferenciada estava fazendo fora do seu lugar? Os jovens agiram com violência desnecessária, mas o mendigo também pediu, né?”

Na prática, as pessoas envolvidas nesses casos apenas colocaram em prática o que devem ter ouvido a vida inteira: putas, bichas, índios e mendigos são a corja da sociedade e agem para corromper os nossos valores morais e tornar a vida dos cidadãos de bem um inferno. Seres descartáveis, que vivem na penumbra e nos ameaçam com sua existência, que não se encaixa nos padrões estabelecidos pelos homens de bem.

A sociedade tem uma parcela grande de culpa em atos como esse, da mesma forma que tem com os jovens que se tornam soldados do tráfico por falta de opções, fugindo da violência do Estado e do nosso desprezo. A culpa é deles. Mas também é nossa.

* Blog do Sakamoto

Grupos de sem-teto preparam ocupações e protestos contra Kassab. De acordo com líder de movimento, gestão do atual prefeito de São Paulo não construiu UMA casa popular

Todo apoio ao MTST

A administração do prefeito Gilberto Kassab (PSD) deve ser o alvo central de uma série de manifestações de movimentos por moradia que estão sendo organizadas na capital paulista. Elas devem começar em abril e se estender até maio. Estão previstas ocupações de terrenos e edifícios em diferentes regiões da cidade. 

Foto: AE
Prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, será alvo de protestos
"Em seis anos de governo, o Kassab não fez nada pela moradia popular, não construiu uma casa", diz Luiz Gonzaga da Silva, mais conhecido como Gegê, um dos articuladores das manifestações, ao explicar a ofensiva contra o prefeito. "Se aconteceu alguma coisa foi porque pegou carona em alguma programa de moradia do governo federal ou do Estado." 
Gegê é diretor do Movimento de Moradia de São Paulo, uma das seis organizações que promovem reuniões para iniciar a ofensiva a partir de abril. "No nosso próximo encontro vamos ter a participação de mais duas associações. Quando começarmos as ocupações teremos pelo menos dez movimentos." 
Embora seja militante histórico do PT e já tenha integrado a direção nacional do partido em duas ocasiões, Gegê nega qualquer interferência petista na articulação. "Os movimentos populares não têm ligações com partidos nem com centrais sindicais", afirma. "Ideologicamente podem ter proximidade com essa ou aquela central, mas isso não significa que sejam guiados por ela." 
Resistência 
Além de dirigente do Movimento de Moradia da Cidade de São Paulo, Gegê atua como vice-presidente da Central Nacional de Movimentos P0pulares, entidade que agrega grupos de defesa dos interesses sem-teto, sem terra, indígenas, quilombolas, trabalhadores na área de saúde e da educação, entre outros. Segundo suas informações, também devem ocorrer manifestações por mais moradias populares em outros Estados. No caso paulista, diz ele, embora Kassab seja o alvo principal, os governos federal e estadual também deverão ser cobrados. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
*Cappacete

Caiu a máscara da Igreja Universal


*FernandaTardim

Israel:uma sociedade estruturada no fanatismo e no racismo



 

A partir da recente tragédia, onde 10 crianças palestinas foram mortas em um acidente de carro, enorme quantidade de comentários racistas e de ódio, proveniente de Israel, inundaram redes sociais, jornais e mídia, celebrando a morte das crianças palestinas. Para as pessoas comuns civilizadas, comemorar a morte de crianças (ou qualquer ser humano), seria uma aberração grosseira. No entanto, para a sociedade israelense, isso é algo habitual, comum. Não é um fato isolado, tão pouco se trata de uma minoria de fanáticos, jovens desajustados ou algo semelhante. Este é o fiel retrato de uma sociedade, cuja base está estruturada no fanatismo, na psicose, na paranóia e no ódio aos "gentios"(não judeus). Simplesmente este é o resultado do discurso e das políticas do estado , das autoridade políticas, sociais e morais de Israel.
2012-02-20 06:11:58 / Fonte: Comitê democrático palestino - Chile
Um ônibus de transporte de crianças palestinas  de um jardim de infância, colidiu com um caminhão israelense próximo de um ponto de controle militar israelense - checkpoint - na parte norte de Jerusalém, o vazamento de óleo provocou imediatamente um grande incendio. (16/02/2012)
Dez crianças foram mortas imediatamente e, pelo menos, 20 foram gravemente feridas, oito dos quais estão em estado crítico, de acordo com fontes médicas palestinas.
Até aqui, essa informação  não é mais do que uma lamentável e muito triste notícia policial, nem mais nem menos. No entanto, frente a esta tragédia, uma enorme quantidade de israelenses, através das redes sociais, jornais, periódicos, comentários na mídia, etc., celebraram a morte de crianças palestinas.
Muitos defensores de Israel  minimizaram os comentários apontando que estes correspondiam a uma minoria. Infelizmente, isso não é verdade, a reação à desgraça das crianças e suas famílias corresponde a uma importante maioria significativa e o mais triste, é o resultado de uma permanente e sistemática campanha de racismo e ódio dos distintos governos, autoridades políticas, militares, "morais" e até religiosas do estado de Israel.
Para as pessoas comuns e civilizadas, celebrar a morte de crianças (ou qualquer ser humano), seria uma grosseira aberração. No entanto, para a sociedade israelense isso é comum, é algo habitual. Este fato não é um evento isolado, tão pouco se trata de uma minoria de fanáticos, ou juvens desajustados, ou algo semelhante. É o reflexo fiel de uma sociedade baseada e estruturada no fanatismo, na psicose, na paranóia e no ódio dos "gentios", os não judeus. Simplesmente, é o resultado do discurso e da atuação das autoridades políticas, sociais e morais de Israel.
Exemplos como estes podem ser vistos todos os dias. Bastaria ler a imprensa israelense, ou ouvir os comentários e discursos dos diversos atores da política israelense, para verificar esta triste realidade.
Apenas a título de exemplo, as mensagens de ódio e racismo sobre a tragédia que aconteceu com os meninos e meninas palestinos, também apareceu no Facebook oficial de Premier israelense Netanyahu, com frases tão odiosas como "são apenas crianças palestinas," ou "morte aos árabes", "temos de enviar vários caminhões para concluir a tarefa," entre muitas outras. (Haaretz 17/02/2012).
Um ex ministro do Governo israelita, Rechavam Zeevy, sugeriu que fosse exigido dos palestinos, que vivem em Israel e que têm nacionalidade israelense, "a obrigação de levar sinais, cartões ou marcas de cor amarela em suas roupas, para que possam ser distinguidos dos israelitas.” Proposta já implementada, historicamente, pelos nazistas na Alemanha. Este mesmo Ministro declarou, sem constrangimento, que a solução da Palestina " é expulsar os palestinos dela e, assim, desta forma, através da limpeza, será preservado o sangue judeu.”
O Grão Rabino Ovadia Yosef, líder espiritual do partido Shas, um dos mais importantes partidos de Israel da coalisão do actual governo, qualificou os árabes como "macacos". E, posteriormente, acrescentou: "os árabes são serpentes que Deus se arrependeu de te-las criado". Em outra ocasião,afirmou: “Devemos exterminar os árabes" e exigiu que o estado  "ataque os árabes com todos os tipos de armas, para que não sobre nenhum árabe."
Não houve ninguém,  nenhuma declaração de repulsa e desagravo por estas declarações racistas. Ao contrário, o estado israelita colocou em prática as exigências de Ovadia Yosef:  atacou os árabes com mísseis, utilizando contra eles todos os tipos de armas, incluindo urânio empobrecido, fósforo branco e F-16.
Um soldado israelense em declaração a rádio militar , referindo-se aos palestinos mortos: "Ataco-os e os mato - como se estivesse dançando Rock and Roll". Um chefe de governo israelense, dirigindo-se aos soldados, disse: "não queremos que penses, mas que atueis!”
O atual Ministro de relações exteriores, que é o verdadeiro governante de Israel, Avigdor Lieberman, exigiu lançar bombas nuclear em Gaza. (4 De fevereiro no "Jerusalem Post"). Em 2002, ele defendeu o bombardeio de Teerã , da barragem egípcia de Aswan, de Beirute, propos assassinar Arafat e esmagar a Cisjordânia. "Não deixar pedra sobre... destruir tudo," afirmou, incluindo alvos civis, como os centros comerciais, bancos ou estações de gás.
Essas mensagens são ouvidas diariamente por crianças e jovens israelenses. Desde tenra idade, esses meninos são doutrinados e educado sob estes valores, o resultado é o que se observa. Não é estranho ver as crianças israelenses escrevendo mensagens na cabeça dos mísseis que são lançados por seu poder militar, desejando-lhes sucessos (aos mísseis) e o número máximo de vítimas. Nem é raro, nem tao pouco estranho ver como colonos, paramilitares e os próprios militares israelenses se gabam e demonstram orgulho por torturarem e matarem palestinos.
Camisetas com frases como "uma bala dois mortos", referindo-se as mulheres palestinas grávidas, ou como matar crianças palestinas, são tomadas com orgulho pelos militares. Os alunos de escola de Herzliya Hayovel, participantes de um campeonado de tiros, em um base militar, cobriam seus objetivos com o kuffiyeh Palestina, (diário israelense Haaretz 3 de abril de 2011), etc., estes são alguns exemplos das práticas comuns e rotineiras da ocupação.
Uma pesquisa, de Março de 2010, realizada pela Universidade de Tel Aviv, demostra que: 49,5% dos estudantes judeus israelenses secundaristas acreditam que cidadãos palestinos que vivem em Israel não devem ter os mesmos direitos que os judeus; 56% acham que não devem ser elegíveis para o Knesset (parlamento israelense). De acordo com um relatório de Janeiro de 2011, publicado no jornal israelense Yediot Aharonot, professores judeus em Israel indicam que o racismo anti-árabe entre alunos judeus atingiu níveis alarmantes, a ponto de proporem a matança dos palestinos. Os professores informaram a existência grafites nas paredes das escolas e até mesmo escritos nas folhas das provas escolares, onde a juventude expressa seu racismo violento: "morte aos árabes". De acordo com o relatório, um estudante de uma escola em Tel Aviv disse a seu professor em sala de aula que seu sonho era tornar-se um soldado para ser capaz de exterminar todos os árabes; os outros alunos da classe aplaudiram, em seu apoio. Em grande parte´, esta reação da juventude é, também consequência direta do Projeto Educacional racista das escolas israelenses, onde as criianças judias são regularmente doutrinadas
A grande maioria da sociedade israelense é imigrante de países longínquos, de regiões tais como Rússia, Índia, Etiópia, América Latina, Europa, etc. E, por isso, todos eles sabem que se encontram vivendo em terras e casas de um outro povo,  verdadeiros e históricos proprietários que estão sendo sistematicamente expulsos de suas terras e passam a viver como refugiados. Contudo, o fanatismo não permite aos colonos judeus ver esta injustiça, fecham os olhos para as atrocidades que seus militare levam a cabo contra os palestinos.
Tudo se passa ao contrário, eles se sentem (ou foram convencidos) como se fossem vítimas dos "terroristas" que pretendem sua destruição ou eliminação. Esta psicose, verdadeira indústria de paranóia, é o pilar fundamental da política sionista que tem conseguido manter uma férrea e implacável união entre imigrantes de diferentes origens, raças, etnias, idiossincrasias e nacionalidades que hoje formam esta sociedade.
Esta sociedade ou o estado de Israel, não puni as ações criminosas contra os palestinos, muito pelo contrário, há uma espécie de "Prêmio social" para tais atitudes. De fato, milhares de palestinos foram e continuam sendo assassinados , dezenas de milhares feridos, enormes danos a propriedades e aos bens palestinos, no entanto, nem um único israelita foi criminalizado. Entretanto, dezenas de milhares de palestinos passaram pelos cárceres israelitas, sob diversas acusações.
Curiosamente, as vítimas são os palestinos e os punidos, também!
Esta estranha mistura de fanatismo, psicose e paranóia tampouco lhes permite ver ou ouvir as críticas de setores e organismos humanitários e de defesa dos direitos humano. As críticas são simplesmente desclassificadas por expressões como "anti-semita" ou "antijudíos". Isso é suficiente para desqualificar as críticas, as denúncias e as opinioes contrária à atuação do estado de Israel.
19 De fevereiro de 2012
tradução do Blog
*GilsonSampaio

Os Brinquedos do Pinheirinho

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domingo, fevereiro 26, 2012

Seguindo proposta brasileira, as Farc abandonam sequestros e anunciam libertação de todos os reféns

Guerrilha aceitou proposta do Brasil, que ajudará no processo de entrega dos polícias e militares mantidos em cativeiro.

Via Opera Mundi

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram no domingo, dia 26, que não recorrerão mais à prática de sequestros como arma política para pressionar o governo colombiano. No anúncio divulgado em seu site na internet, o secretariado da guerrilha também confirmou a libertação de dez policiais e militares colombianos atualmente mantidos como reféns.
O texto afirma que as Farc continuam a buscar a paz em diálogo com o governo colombiano. “Por isso, queremos comunicar a nossa decisão de ampliar a liberação já anunciada de seis prisioneiros de guerra, para os quatro restantes em nosso poder”, diz o comunicado.
“Anunciamos que a partir da data banimos a prática deles [sequestros] em nossa atuação revolucionária”, informaram as Farc, que disseram que a decisão obriga a guerrilha a revogar uma “lei” do grupo rebelde, que, em 2000, autorizou seu financiamento com o sequestro de civis.
O comunicado também agradece a atuação de autoridades brasileiras na mediação do conflito e dão a entender que a libertação dos reféns poderá ser feita no Brasil. “Ao agradecer a oferta generosa do governo presidido por Dilma Rousseff, que nós aceitamos sem hesitação, queremos expressar nossos sentimentos de admiração para as famílias dos soldados e policiais em nosso poder”. O Brasil colocou à disposição os meios logísticos para a missão humanitária de entrega dos reféns.
O fim do sequestro como arma política era uma das antigas reivindicações da ONG CCP (Colombianos e Colombianas pela Paz), liderada pela ex-congressista Piedad Córdoba.

Há três anos, Piedad e a CCP mantêm negociações com as Farc, que já permitiram a libertação de maneira unilateral de 20 rebeldes e, agora, os dois compromissos finais deles sobre os sequestros.

Os reféns
Os militares e policiais, todos eles em cativeiro há mais de 12 anos, são os últimos reféns remanescentes das Farc, que chegaram a manter mais de 50 políticos, militares, policiais e três norte-americanos, que pretendiam trocar sem sucesso por 500 rebeldes presos.

O comando central da guerrilha pediu à porta-voz das famílias dos reféns, Marleny Orjuela, que os receba na data estipulada, ainda não divulgada publicamente.

Os reféns a serem libertados são os militares Luis Alfonso Beltrán Franco, Luis Arturo Arcía, Robinson Salcedo Guarín e Luis Alfredo Moreno Chagüeza, e os policiais Carlos José Duarte, César Augusto Lasso Monsalve, Jorge Trujillo Solarte, Jorge Humberto Romero, José Libardo Forero e Wilson Rojas Medina.

Todos eles são membros das forças armadas ou de segurança da Colômbia sequestrados em ações realizadas entre 1998 e 1999, nos piores anos da atividade das Farc, guerrilha ativa desde 1964.

Na lista de reféns, também aparece Luis Eduardo Peña, subcomissário da Polícia Nacional, de quem se desconhece se continua vivo, pois tanto as Farc como a ex-congressista Piedad Córdoba insinuaram que ele teria morrido em cativeiro.

Paulo Henrique Amorim e o Negro da Casa Grande

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“É necessário saber que, historicamente, havia duas espécies de escravos: o negro da casa e o negro do campo. O negro da casa vivia junto do senhor, na senzala ou no sótão da casa grande. Vestia-se, comia bem e amava o senhor. Amava mais o senhor do que o senhor amava a ele. Se o senhor dizia: — Temos uma bela casa. Ele respondia: — Pois temos. Se a casa pegasse fogo, o negro da casa corria para apagar o fogo. Se o senhor adoecesse dizia: — estamos doentes. Se um escravo do campo lhe dissesse ‘vamos fugir desse senhor’, ele respondia: — Existe uma coisa melhor do que o que temos aqui? Não saio daqui. O chamávamos de negro da casa. É o que lhe chamamos agora, porque ainda há muitos negros de casa.”
Malcolm X
Em um dos seus discursos, cujo trecho reproduzi acima, Malcolm X, um dos maiores ativistas negros pelos direitos civis posicionava-se frente a muitos negros que agem a serviço dos brancos. Negros que não honram a sua negritude e assim prestam um desserviço a comunidade negra, pois aos olhos menos atentos parece que ele ascendeu, mas, na verdade, ele é uma fração que age como serviçal e se coloca sempre ao lado do não negro por algum benefício, seja salarial, seja “meritocrático”, ou por algum tipo de honraria que recebe como forma de gratidão a “serviços prestados”.
O nigeriano Wole Sowinka, primeiro negro a receber o prêmio Nobel de Literatura pronunciou a célebre frase: “O tigre não precisa proclamar a sua tigritude. Ele salta sobre a presa e a mata”. Na verdade a postura de alguns jornalistas como Heraldo Pereira demonstra como a frase de Sowinka é tão atual.
Ora, é este o mesmo jornalista que se apresenta como um funcionário ou um negro da Casa Grande da Rede Globo e nunca fez um comentário sequer quando a emissora se posiciona contra as cotas, contra as comunidades quilombolas e sobre qualquer tipo de avanço da comunidade negra. Este mesmo jornalista não fez ou faz um único comentário ou reflexão acerca do livro “Não somos racistas” escrito pelo seu chefe, o diretor de jornalismo da Rede Globo, Ali Kamel. Este mesmo repórter se curva frente ao ministro Gilmar Mendes, atitude diametralmente oposta à postura digna, honrada e altiva do Excelentíssimo Ministro Joaquim Barbosa que o enfrenta e diz a verdade acerca da postura de um ministro que representa a elite branca, burguesa, aristocrática, ruralista, machista e homofóbica deste país.
Eis que, de repente, o repórter Heraldo Pereira, sempre silencioso frente às maiores questões raciais deste país, sente a sua negritude desrespeitada pelo Jornalista Paulo Henrique Amorim. Sem dúvida a postura é a mesma que Malcolm X dizia em seu discurso. Um verdadeiro negro da Casa Grande.
O histórico de Heraldo Pereira o coloca como um indivíduo subserviente a serviço da elite. E toma para si a dor do seu chefe, tentando desqualificar um jornalista com posição de vanguarda e anti-racista como Paulo Henrique Amorim (para quem não conhece basta visitar o site: www.conversaafiada.com.br) e assim colocá-lo na posição de racista. Logo Paulo Henrique Amorim, um dos poucos jornalistas da grande mídia deste país que enfrenta verdadeiramente os representantes da elite e que é curiosamente processado por todos eles. Só para exemplificar Ali Kamel, o famoso “não somos racistas”, foi testemunha de acusação neste processo juntamente com o próprio Gilmar Mendes.
Daí cabe um desagravo à figura de Paulo Henrique Amorim que, ao utilizar o termo negro de alma branca, nada mais fez do que trazer à tona um debate antigo, mas de forma antagônica à maneira tradicionalmente utilizada.
Outrora o termo negro de alma branca era utilizado em casos de negros “educados”, “civilizados” e que agiam como brancos, com toda a civilidade do outro. A expressão era utilizada com a idéia de um sujeito dotado de polidez, um ser letrado, que avançou, apesar das adversidades a que os de sua raça estavam expostos.
O que Paulo Henrique Amorim fez foi descortinar a expressão e colocá-la como de fato deveria ser. O termo “negro de alma branca” deste modo caracteriza-se como um negro a serviço de um determinado setor, uma pessoa que não dignifica a sua ancestralidade e origem, ao se dispor a fazer determinado papel, e quando não assume responsabilidade para com os seus. É como imaginar um judeu nazista de pensamento ariano, para mim algo impensável.
Evoco então Milton Santos que pontuou: “É por isto que no Brasil quase não há cidadãos. Há os que não querem ser cidadãos que são as classes médias, e há os que não podem ser cidadãos que são todos os demais, a começar pelos negros que não são cidadãos. Digo-o por ciência própria. Não importa a festa que me façam aqui e ali, o cotidiano me indica que não sou cidadão neste país… (sic) o meu caso é o de todos os negros deste país, exceto quando apontado como exceção. E ser apontado como exceção além se ser constrangedor para aquele que o é, constitui algo de momentâneo, de impermanente, resultado de uma integração casual”.
Enfim, o que envergonhava Milton Santos serve de júbilo para Heraldo Pereira. Uma lástima para nós, verdadeiramente negros de alma negra.
Marcos Rezende
Membro do Fórum de Entidades Nacionais de Direitos Humanos e bacharel em História, Marcos Rezende lecionou em escolas públicas e particulares buscando aproximação dos alunos com a história da cidade, enfatizando a questão da desigualdade social e racial.
Além de ser principal voz de resistência contra o episódio da derrubada do terreiro Oyá Onipó Neto, no Imbuí, presta auxílio a pequenas entidades e afoxés que participam do Carnaval e atua com destaque no Coletivo de Entidades Negras (CEN), organização não-governamental, sem fins lucrativos e sem vínculos político-partidários, que tem o objetivo de estabelecer o diálogo e diminuir a intolerância entre diferentes segmentos raciais e sociais. Também é Conselheiro Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, recebeu a Medalha Zumbi dos Palmares da Câmara Municipal de Salvador por serviços prestados a comunidade negra. É Religioso do Candomblé.
*comtextolivre

50 mil mortos na Líbia: Tribunal de Haia deveria julgar a si próprio.


*GilsonSampaio

Incêndio comprometeu 40% do programa antártico brasileiro, diz pesquisador

Agência Brasil
O incêndio que destruiu sábado (25) a Estação Antártica Comandante Ferraz, na Ilha Rei George, comprometeu 40% do programa antártico brasileiro. A avaliação é do diretor do Centro Polar e Climático da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Jefferson Simões, que já esteve 19 vezes no continente gelado, das quais cinco na Comandante Ferraz.
“Foram afetadas principalmente as áreas de biociência, algumas pesquisas sobre química atmosférica, de monitoramento ambiental, principalmente sobre o impacto da atividade humana naquela região do planeta. Infelizmente, isso também representou uma perda enorme em termos de equipamentos. Ainda não podemos estimar, mas ultrapassa a casa da dezena de milhões de dólares”, lamenta o pesquisador.
Segundo Simões, no entanto, o programa antártico continuará funcionando porque a Comandante Ferraz, apesar de concentrar uma parte importante das pesquisas brasileiras, não era a única estação científica brasileira. Ele explica que, pelo menos metade dos pesquisadores, trabalha em navios de pesquisa ou em acampamentos isolados na Antártica.
Além disso, Simões conta que, em janeiro deste ano, foi inaugurado um módulo de pesquisa no próprio Continente Antártico, chamado de Criosfera 1, localizado a 2.500 quilômetros ao sul da Comandante Ferraz, que está concentrando importantes pesquisas brasileiras. Segundo a Academia Brasileira de Ciências, essa é a estação de pesquisas latino-americana mais próxima do Polo Sul.
“É um módulo totalmente automatizado, que coleta dados meteorológicos, de química atmosférica, inclusive dióxido de carbono, e outros estudos. Essa expedição [de instalação do módulo] foi liderada por mim, com pesquisadores de sete instituições nacionais, como a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro”, disse.
De acordo com o pesquisador, a reconstrução da Estação Comandante Ferraz demorará, pelo menos, dois anos, em consequencia das condições geográficas da Ilha Rei George. “O processo de reconstrução, para voltar ao nível em que estava, demorará de dois a três anos. A logística é muito difícil e só podemos construir durante o verão antártico. E o inverno já está chegando”, disse.
*JB

Uma bela crítica de Mauricio de Souza sobre a ilusão do PIG...

O Mito da Caverna – Platão 

Do BLOG DO MORAIS




Os religiosos são muito violentos Drauzio Varella


*Opensadordaaldeia

O que a Opus Dei, o PSDB e a Jovem Pan estão tramando agora?

Mauricio Calábria


A trilha invisível das radiofrequências não é de propriedade particular. Por isso, uma emissora de rádio ou TV somente pode operar se for agraciada com uma concessão do poder público.
Para isso, as empresas de radiodifusão devem, segundo a lei, prestar serviços de comunicação social, visando sempre ao bem coletivo.
Portanto, é comum e justo que se reserve um período da programação a conteúdo de interesse do povo, verdadeiro proprietário do território em que se propagam as ondas de informação codificada.
A rádio Jovem Pan não reconhece esse direito. Por isso, move uma campanha destinada a suprimir a "Voz do Brasil".

O interesse nessa censura é antigo. Tem origem na insubordinação do baronato paulista, historicamente resistente à lei e ao pacto federativo.

A atual campanha alega que o governo federal utiliza o espaço para fins de propaganda.

Incomoda demais a esse grupo neoconservador, firmemente atrelado ao PSDB, que o público seja informado sobre o crescimento econômico brasileiro e sobre o processo de universalização de direitos.

Parte da mídia, tenta, de todas as formas, eliminar os últimos redutos de dissonância informativa.

Procura-se, a todo custo, instituir um espaço 100% dedicado a insultar, desqualificar e criminalizar o governo federal e as forças populares.

Nesse padrão, impera o radicalismo religioso, o culto ao egoísmo, o repúdio à inclusão econômica e a consolidação de mitos de intolerância que constituem obstáculos à plena integração social de negros, mulheres, homossexuais, migrantes e imigrantes.

Em São Paulo, esse trabalho de lavagem neuronal é executado dia e noite, de forma a se manter a hegemonia política neoconservadora do PSDB e de seus aliados nos setores mais atrasados da sociedade.

Para isso, a rádio tem levado ao ar depoimentos de "celebridades" como José Serra, cacique do conservadorismo ressentido; Roberto Romano, "intelectual" orgânico da neodireita; e Ives Gandra, membro da Opus Dei e aguerrido inimigo de qualquer causa popular ou progressista.

Ainda que num formato arcaico, a "Voz do Brasil" representa o outro lado, a ponta de contato que sobrou com a informação divergente. Constitui-se, portanto, na lasca da democracia que se perdeu com o atual padrão centralizado de concessões no campo midiático.

O objetivo da campanha da Jovem Pan é construir um modelo autoritário de informação dirigida, em que o interesse do baronato paulista prospera acima do direito dos brasileiros.

Diz quem fala por ti e te direi quem és!

*esquerdopata