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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

sábado, abril 07, 2012

A Burguesia Empanturra-se!

 

Via SOA-Brasil
Na sociedade capitalista a classe detentora do poder econômico e político, a burguesia globalizada, empanturra-se no frenesi de sua existência sem nenhum sentido humano e engrandecedor para os homens.
Ari de Oliveira Zenha
"Sua obsessão pela acumulação, exploração e reprodução do capital e de poder, nacional e global, parece não ter fim"
Sua obsessão pela acumulação, exploração e reprodução do capital e de poder, nacional e global, parece não ter fim. Ela já está levando o mundo à beira de um abismo em todos os sentidos e limites que jamais os clássicos da economia política crítica puderam imaginar. Estamos participando deste descalabro aniquilante, desumanizador, alienante e desintegrador da sociedade globalizada.
Vestida, ou melhor, despida das suas vestes “deslumbrantes” e “encantadoras”, ela tenta realizar, e na grande maioria das vezes têm conseguido colocar todo o seu arsenal mesquinho e hipócrita de seu existir, como o único possível e alcançável por toda a sociedade.
O manto que a encobre é o mesmo que, às avessas, encobre bilhões de seres humanos na mais absoluta miséria e sofrimento.
Estrutura
É de se perguntar: será que o modo de exploração e de produção do capital que tem levado há séculos a humanidade a buscar uma existência digna, de uma sociedade solidária, harmônica e socialmente justa poderá passar a ser real tendo como sustentação – base – esta estrutura de produção? A realidade histórica e concreta nos tem mostrado que o capitalismo só conseguiu estabelecer uma relação econômica-social-política no mundo edificando um domínio em que o que prepondera é a injustiça, a exploração, a desumanização, a alienação do homem não só diante de si mesmo como em suas relações social, econômica e política.
"Devemos preservar a dignidade e a honradez do ser humano, mas despida da roupagem burguesa. Que a burguesia impõe seu modo de produção e vida é fato, mas também é fato que a sociedade civil cada vez mais o repudia como o único e possível"
As mansões cinematográficas, os carrões, os automóveis luxuosos o existir luxuriante, entediado, enfim, uma vida que não é aquela desejada por bilhões de seres humanos deste planeta, mas que a burguesia se entulha em seu insignificante modus de vida – a vida tecnológica, de marketing, de soluções e de possibilidades dentro do seu mundo alienador e alienante. Esse mundo “melhor” proposto por ela, só pode ser admissível nas recheadas carteiras da burguesia transnacional/nacional e no seu ideário de vida luxuriosa e insensata.
Novo Rumo
Devemos preservar a dignidade e a honradez do ser humano, mas despida da roupagem burguesa.
Que a burguesia impõe seu modo de produção e vida é fato, mas também é fato que a sociedade civil cada vez mais o repudia como o único e possível.
Temos alternativas, temos soluções que estão ao nosso alcance e que dependem do aprofundamento e ampliação das relações democráticas e da organização da sociedade civil para a superação deste modo de produção, que foi instituída histórica e concretamente e pode ser superado também historicamente pela sociedade consciente e organizada.
Fonte: Caros Amigos
*GilsonSampaio

Paixão de Cristo – Paixão da Terra

 

 

Para os cristãos a Sexta-feira Santa celebra a Paixão do Filho do Homem. Ele não morreu. Foi morto em consequência de uma prática libertadora dos oprimidos e de uma mensagem que revelava Deus como “Paizinho”(Abba) de infinita bondade e de ilimitada misericórdia que incluía a todos até “os ingratos e maus”. Antes de ser executado na cruz, foi submetido a todo tipo de tortura. Segundo alguns intérpretes sofreu até abuso sexual.
Como referem os relatos do Novo Testamento, usando palavras do profeta Isaias, “foi considerado a escória da humanidade, o homem das dores, pessoa da qual se desvia o rosto, desprezível e sem valor, tido como castigado, humilhado e ferido por Deus; mas ele, justo e servo sofredor, se ofereceu livremente para ficar junto aos malfeitores, tomando sobre si crimes e intercedendo por todos nós”.
Desceu até o inferno da solidão humana, gritando nos extertores da cruz: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste”? Porque desceu até ao mais profundo, Deus o elevou até ao mais alto. É o significado da ressurreição, não como reanimação de um cadáver, mas como uma revolução na evolução, realizando nele, antecipadamente, todas as potencialidades escondidas no ser humano. Ele irrompeu como criatura nova, mostrando o fim bom de todo o processo evolucionário.
Mesmo assim, como dizia Pascal, Cristo continua em sua paixão,agonizando até o fim do mundo, enquanto seus irmãos e suas irmãs, a Terra que o viu nascer, viver e morrer, não forem finalmente resgatados. Já dizia a mística inglesa Juliana de Norwich (1342-1413): “ele sofre com todas as criaturas que sofrem no universo”. Outro contemplativo inglês, William Bowling, do século XVII, concretizava ainda mais afirmando:”Cristo verteu seu sangue tanto para as vacas e os cavalos quanto para nós homens”.
Hoje a paixão de Cristo se atualiza na paixão do mundo, nos milhões e milhões de sofredores, vítimas de um tipo de economia que dá mais valor ao vil metal que à dignidade da vida, especialmente da vida humana. O Cristo se encontra crucificado na Terra devastada; suas chagas são as clareiras de florestas abatidas; seu sangue são os rios contaminados.
A rede de organizações que acompanham o estado da Terra, a Global Footprint Network, revelou no dia 23 de setembro de 2008, exatamente uma semana após o estouro da crise econômico-financeira que, neste exato dia, se tinham ultrapassado em 30% os limites da Terra. Chamaram-no de The Earth Overshoot Day: o dia da ultrapassagem da Terra. Esta notícia não ganhou nenhum destaque nos meios de comunicação, ao contrário da crise financeira que até hoje ganha a primeira página.
Com esta ruptura, a Terra já não tem condições de repor os bens e serviços necessários para a manutenção do sistema-vida. Em outras palavras, a Terra perdeu a sustentabilidade necessária para a nossa subsistência. Por causa disso, milhões e milhões de seres humanos são condenados a morrer antes do tempo e entre 27-100 mil espécies de seres vivos, segundo dados do conhecido biólogo Edward Wilson, estão desaparecendo a cada ano. Este fato inaugura aquilo que alguns cientistas já denunciaram como sendo uma nova era geológica. Foi chamada de antropoceno, na qual o grande meteoro rasante e destruidor da natureza é o ser humano.
Com sua voracidade e obsessão de crescer mais e mais para consumir mais e mais está se transformando numa força avassaladora dos ecossistemas e da Terra como um todo. Comparece como o Satã da Terra quando deveria ser seu anjo da guarda.
A Avaliação Ecossistêmica do Milênio, organizada pela ONU entre os anos 2001-2005, envolvendo cerca de 1.300 cientistas do mundo inteiro, além de outras 850 personalidades das várias ciências e da política, concluíram que dos 24 serviços ambientais essenciais para a vida (água, ar puro, climas, alimentos, sementes, fibras, energia e outros) 15 deles se encontravam em processo acelerado de degradação. Quer dizer, estamos destruindo as bases físico-químico-ecológicas que sustentam a vida sobre o planeta.
Agora não dispomos mais uma Arca de Noé que salve alguns e deixe perecer os demais. Desta vez, ou nos salvamos todos ou todos corremos o risco de perecer.
Neste contexto vale recordar as sábias palavras do Secretário Geral da ONU Ban Ki Moon, proferidas no dia 22 de fevereiro de 2009 referindo-se à crise econômico-financeira em relação à crise ecológica:”Não podemos deixar que o urgente comprometa o essencial” É urgente encontrar um encaminhamento à crise dos mercados e das finanças, mas é essencial garantir a vitalidade e a integridade da Terra. Sem esta salvaguarda, qualquer outra iniciativa ou projeto perdem sua base de sustentação.
Temos que transformar a paixão da Terra num processo de sua ressurreição na medida em que suspendermos a guerra total que movemos contra ela em todas as frentes. Isso somente se alcançará refazendo o contrato natural que se funda da reciprocidade: a Terra nos dá tudo o que precisamos para viver e nós lhe retribuímos com cuidado, respeito e veneração, pois é nossa grande e generosa Mãe.
Esta é o desafio e a mensagem que cabe assumer na Sexta-feira Santa do presente ano de 2012.
Leonardo Boff é ecoteólogo e da Comissão Central da Carta da Terra.
*LeonardoBoff

sexta-feira, abril 06, 2012

Deleite Gil

As relações de Demóstenes e Gilmar


*Miro

Documentário sobre o Profeta Gentileza, um "louco de Deus" que viveu no Rio de Janeiro e pregou por todo Brasil sua mensagem anti-capitalista, ecológica, social e religiosa, cujo ponto de partida é a máxima "Gentileza gera gentileza". O depoimento de Gentileza, sua atuação nas ruas do Rio de Janeiro e o registro de sua obra pictórica são os grandes atrativos do filme.

Parto Orgásmico - 2008












SINOPSE
Desafiando o mito de que é doloroso e perigoso por natureza e deve ser deixado nas mãos dos médicos, o filme mostra as potencialidades emocionais, espirituais e físicas do parto. Acompanhamos de forma íntima onze mulheres que num trabalho de dar a luz o mais natural possível, gemem, beijam, riem e até gozam. O depoimento de vários especialistas no assunto, médicos e parteiras, junto com as mães, comprovam que estatisticamente esta é uma forma de parir mais saudável e mais segura, tanto para a mãe quanto para o bebê.

DADOS DO ARQUIVO
Diretor: Debra Pascali-Bonaro
Áudio: Inglês
Legendas: Português
Duração: 87 min.
Qualidade: DVDRip
Tamanho: 700 MB
Servidor: Torrent

LINKS
Parte única

Postado por Bukowski

Charge do Dia


Bancos chiam, mas vão baixar juros

 

Há quase três anos, vários meses depois da eclosão da crise de 2008, Lula finalmente conseguiu – após uma intensa pressão sobre o então presidente do Banco Central, Henrique Meirelles – baixar não apenas a taxa Selic como, ao preço de ter de substituir a direção do Banco do Brasil, fazer com que baixassem os juros efetivamente cobrados da população e do setor produtivo da economia, com uma redução do preço do dinheiro nos bancos públicos.
Na ocasião, não faltaram críticas. As de sempre, dos “analistas econômicos” e outras, mais diretas, dos donos dos bancos privados.
Dia 11 de agosto de 2009:
“O presidente-executivo do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, afirmou nesta terça-feira que algumas taxas de juros que estão sendo cobradas por bancos públicos não são sustentáveis.
Em palestra a líderes empresariais, o executivo afirmou que “as taxas que estão sendo praticadas não são sustentáveis em muitos casos”.
“Tem que remunerar o capital”, disse Setubal, ao responder pergunta sobre a chance de o “spread” bancário cair nos próximos meses.
Como se viu, não apenas as taxas eram sustentáveis como os bancos públicos exibiram belos lucros em seus balanços e tomaram parte do espaço da banca privada. O próprio Itaú, então o maior dos bancos brasileiros, teve de amargar a perda da liderança do ranking bancário para o próprio Banco do Brasil.
O crescimento da economia, com isso, chegou a 7,5% em 2010, bem acima do que o Dr. Setúbal previa:
O executivo afirmou ainda que considera que a economia do país está em ritmo de crescimento de quatro por cento ao ano e que deve crescer de quatro por cento a cinco por cento em 2010.
Agora, quando Dilma comanda um processo idêntico de irrigação da atividade econômica, não é nenhuma supresa que a reação dos bancos seja a mesma.
Mas o tom, certamente, será mais baixo.
Afinal, nem eles acreditam que a suposta “fidelidade” de seus clientes vá resistir a uma decisão de manter-lhes taxas muito mais altas que as cobradas pelos bancos públicos.
Naquela ocasião, os bancos privados cobravam um “spread” – diferença entre o custo da captação do dinheiro e o dos empréstimos – que, no mundo, só perdia para o Zimbabue.
Capitalismo selvagem é isso aí.
*Tijolaço

Bancos privados acham que brasileiro é otário

 

A presidenta Dilma resolveu enquadrar os bancos e atacar os juros escorchantes cobrados dos clientes, como medida para aquecer o mercado interno, pois menos juros, mais dinheiro no orçamento familiar para poder consumir melhor, reformar a casa, comprar algo que faltava, ou substituir o que está funcionando mal, etc. Não é preciso dizer que isso faz a roda da economia girar e gerar empregos.

Os bancos estatais BNB, Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal já anunciaram redução de até 75% sobre os juros cobrados dos clientes - pessoas físicas e empresas.

O BB reduziu os juros do crédito rotativo do cartão de crédito de 12,25% para 3% ao mês. No crédito para financiamento de veículos, os juros caíram de 1,70% para 0,99% ao mês (nos bancos privados essa taxa varia de 1,73% a 1,85% ao mês). Nas linhas de crédito para consumo em lojas deve cair para menos de 2%.

Os bancos públicos ainda vão estimular a troca de financiamento mais caros antigos, pelos novos com juros menores. Estas medidas devem levar muita gente a trocar de banco. Já pensou pagar uma prestação menor sobre um financiamento já existente?
Os bancos privados estão catimbando diante da ofensiva, e a FEBRABAN quer fazer lobby no Planalto na semana que vem.
No jornalão "O Globo", defensor dos bancos com o blá-blá-blá de que o valor das ações caem se os juros caírem, saiu essa pérola:
"Eles [bancos privados] acreditam ainda que, mesmo com os cortes significativos nas taxas cobradas pelos bancos públicos, não vão perder clientes, porque há uma resistência natural em trocar de banco."
Pode até ter algumas pessoas acomodadas e outras com outros motivos que justifiquem não mudar de banco, mas diante dessa forma dos bancos privados tratarem os brasileiros, mudar para um banco público virou um ato de AÇÃO POLÍTICA, pela melhor distribuição de renda, de atitude pela prosperidade da nação e até de patriotismo, mesmo para quem não esteja utilizando financiamento.
Se os mais esclarecidos mudarem para os bancos públicos, mesmo sem precisar, ajudarão os mais vulneráveis ou receosos, pois ao sentir a perda de clientes, os bancos privados acompanharão a queda de juros.
*osamigosdopresidentelula

O que muitos já sabiam: VEJA a serviço do crime organizado

 

As suspeitas levantadas nos últimos anos sobre a revista VEJA pela imprensa independente e blogs, estão sendo confirmadas pelas revelações feitas no óvazamento das informações da operação Monte Carlo. Da fabricação de factóides políticos à espionagem ilegal, a revista esteve todo o tempo representando interesses de uma organização criminosa da qual faz parte.
Seja com o intuito de livrar criminosos da condenação, como aconteceu na cruzada para inviabilizar juridicamente a operação Satiagraha e desmoralizar os responsáveis por ela, seja para criar crises institucionais no governo federal, ou para defender interesses financeiros do consórcio que faz parte, a revista e seus prepostos cometeram crimes e atentaram gravemente contra o estado de direito democrático.
Confirmada a relação próxima do diretor da Sucursal de Brasília da revista, Policarpo Junior, com o conhecido contraventor Carlinhos Cachoeira e seus arapongas, começam a aparecer os indícios que a VEJA usava com frequência os serviços de espionagem de políticos, ministros e personalidades públicas para servir de base as suas reportagens.
Essa semana o Correio Braziliense publicou uma matéria que aponta que as imagens publicadas pela revista do Hotel onde se hospedava José Dirceu teriam sido obtidas pela equipe de arapongas do contraventor. Até hoje a VEJA jurava que as imagens tinham sido obtidas pelo circuito interno do Hotel. Na época, nós analisamos as imagens e afirmamos, em primeira mão, que pelas suas características tinham sido obtidas através de câmeras espiãs (Clique aqui para ler o artigo VEJA passou recibo do crime).
Diálogos captados pela Polícia Federal mostram que Carlinhos Cachoeira gabava-se por ser a maior fonte da revista. Foram registradas mais de duzentas ligações entre o contraventor e Policarpo Junior, além de encontros pessoais. A revista, por sua vez, utilizava o material obtido ilegalmente por Cachoeira, imagens, vídeos, áudios e e-mails interceptados, e atribuía a “fontes” na ABIN, com o intuito de acusar o governo federal de tentar atacar adversários políticos utilizando os métodos que a própria revista praticava, e ao mesmo tempo tentando enfraquecer a agência de inteligência e a Polícia Federal.
O conhecido episódio do suposto grampo da conversa entre o Senador preferido do Contraventor, Demóstenes Torres, e o Presidente do STF à época, Gilmar Mendes, cujo áudio nunca foi mostrado pela revista, e que investigações recentemente concluídas pela PF afirmaram que nunca existiu, foi motivo de grande estardalhaço no país, com o governo Lula sendo acusado de estado policialesco, gerando grande desconforto quando Mendes declarou publicamente que “chamaria o Presidente às falas”, e culminando com a demissão de Paulo Lacerda da ABIN, um profissional qualificado que vinha se dedicando a desmontar o crime organizado no país.
A grave farsa que colocou em risco a estabilidade política do país e o equilíbrio entre os poderes, tramada por personagens que as investigações da operação Monte Carlo revelaram serem sócios (Demóstenes, A VEJA e provavelmente Gilmar Mendes) apesar de ter sido completamente desmontada por investigação séria, não motivou qualquer retratação da revista ou dos outros personagens envolvidos que cobraram explicações do governo federal à época.
Em um país com uma imprensa e judiciários sérios, esses episódios seriam suficientes para levar a revista a encerrar suas atividades e levar seus responsáveis ao banco dos réus, mas os tentáculos da organização criminosa alcança o poder judiciário e outros veículos de comunicação ( com raras exceções como no caso da revista Carta Capital).
Muita informação ainda está por ser revelada, como o conteúdo das conversas entre o contraventor e o representante da VEJA, portanto preparem seus narizes para o mau cheiro que essas informações vão exalar.
*comtextolivre

Cristão ou não, aproveite o texto brilhante do mestre Santayana para refletir

 

Via Jornal do Brasil
A crucificação de Cristo, o suicídio e a rebelião em Atenas
“… mediante a Trilateral e o Clube de Bielderbeg, controlados, como se sabe, por meia dúzia de poderosas famílias do mundo. Esse projeto é o de dizimar, por todos os meios possíveis, a população, e transformar a Terra no paraíso dos 500 mil mais poderosos ricos e eleitos, em oposição à utopia cristã”.
Mauro Santayana
O homem que prenderam, interrogaram, torturaram, humilharam, escarneceram e crucificaram, na Palestina de há quase dois mil anos, foi, conforme os evangelhos, um ativista revolucionário. Ele contestava a ordem dominante, ao anunciar a sua substituição pelo reino de Deus. O reino de Deus, em sua pregação, era o reino do amor, da solidariedade, da igualdade.
Mas não hesitou em chicotear os mercadores do templo, que antecipavam, com seus lucros à sombra de Deus, o que iriam fazer, bem mais tarde, papas como Rodrigo Bórgia, Giullio della Rovere, Giovanni Médici, e cardeais como os dirigentes do Banco Ambrosiano, em tempos bem recentes. O papa reinante hoje, tão indulgente com os gravíssimos pecados de muitos de sua grei, decidiu, ex-catedra, que as mulheres não podem exercer o sacerdócio.
Ao longo da História, duas têm sido as imagens daquele rapaz de Nazaré. Uma é a do filho único de Deus, havido na concepção de uma jovem virgem, escolhida pelo Criador. Outra, a do homem comum, nascido como todos os outros seres humanos, em circunstâncias de tempo e lugar que o fizeram um pregador, continuador da missão de seu primo, João Batista, decapitado, porque ameaçava o poder de Herodes Antipas. Tanto João, quanto Jesus, foram, como seriam, em qualquer tempo e lugar, inimigos da ordem que privilegiava os poderosos. Por isso — e não por outra razão — foram assassinados, decapitado um, crucificado o outro.
Os homens sentem a presença do Absoluto quando as circunstâncias o negam
Um e outro tiveram dúvidas, segundo os evangelistas. João Batista enviou emissário a Jesus, perguntando-lhe se era mesmo o messias que esperava, e Cristo, na agonia, indagou a Deus por que o abandonava. Os dois momentos revelam a fragilidade dos homens que foram, e é exatamente nessa debilidade que encontramos a presença de Deus: os homens sentem a presença do Absoluto quando as circunstâncias o negam. João Batista sentia-se movido pela fé, ao anunciar a vinda do Salvador.
Era um ativista, pregando a revolução que viria, chefiada por outro, pelo novo e mais poderoso dos profetas. Ao saber que Cristo pregava e realizava milagres, supôs que ele poderia ser aquele que esperava, mas duvidou. Nesse momento, moveu-se pela esperança de que o jovem nazareno fosse o Enviado — o que confirmaria a sua fé. Cristo, na hora da morte, talvez levasse a sua dúvida mais adiante, e se perguntasse se a sua morte, que previra e esperara, serviria realmente à libertação dos homens — desde que salvar é libertar. O Reino de Deus, sendo o reino da justiça, é a libertação. Daí a associação entre essa felicidade e a vida eterna, presente em quase todas as religiões.
Na pregação de Cristo, a libertação começa na Terra, na confraternização entre todos os homens. Daí o conselho aos que o quisessem seguir, e ainda válido — repartissem com os pobres os seus bens, como fizeram, em seguida, os seus apóstolos, ao criar a Igreja do Caminho. Se acreditamos na vida eterna, temos que admitir que a vida na Terra é uma parcela da Eternidade, que deve ser habitada com a consciência do Todo. Assim, a vida eterna começa na precariedade da carne.
Quarta-feira passada — quando em São João del Rei, em Minas, a Igreja celebrou o Ofício das Trevas no rito antigo — um grego, Dimitris Christoulas, chegou pela manhã à Praça Syntagma, diante do Parlamento Grego, buscou a sombra de um cipreste secular, levou o revólver à têmpora, e disparou. Em seu bilhete de suicida estava a razão: aos 77 anos, farmacêutico aposentado, teve a sua pensão, reduzida em mais de 30%, ao mesmo tempo que se elevou brutalmente o custo de vida.
As medidas econômicas, ditadas pelo empregado do Goldman Sachs e servidor do Banco Central europeu, nomeado pelos banqueiros primeiro ministro da Grécia, Lucas Papademos, não só reduziram o seu cheque de aposentado, como o privaram dos subsídios aos medicamentos. Quero morrer mantendo a minha dignidade, antes que me veja obrigado a buscar minha comida nos restos das latas de lixo — escreveu em seu bilhete de despedida, lido e relido pelos que tentaram socorrê-lo, e que se reuniam na praça. “Tenho já uma idade que não me permite recorrer à força — mas se um jovem agora empunhasse um kalashinov, eu seria o segundo a fazê-lo e o seguiria”.
No mesmo texto, Christoulas incita claramente os jovens gregos sem futuro à luta armada, a pendurar os traidores, na mesma praça Syntagma, “como os italianos fizeram com Mussolini em Milão, em 1945”. O tronco do cipreste se tornou um painel dos protestos escritos. Em um deles, o suicídio de Christoulas é definido como um “crime financeiro”.
A morte de Christoulas, em nome da justiça, pode trazer nova esperança ao mundo, como a de Cristo trouxe
A morte de Christoulas, em nome da justiça, pode trazer nova esperança ao mundo, como a de Cristo trouxe. Não importa muito se ainda não foi possível construir o reino de Deus na Terra, e não importa tampouco que o nome de Cristo tenha sido invocado para justificar tantos e tão repugnantes crimes. No coração dos homens de boa vontade, qualquer que seja o seu calvário — porque todos os homens justos o escalam, onde quer que nasçam e morram — a felicidade os visita, quando comungam do sentimento de amor de Cristo pela Humanidade. Nesses momentos, ainda que sejam apenas segundos fugazes, habitamos o Reino de Deus.
Nunca, em toda a História, tivemos tanto desdém pela vida dos homens, como nestes tempos de ditadura financeira universal. Estamos vivendo vésperas densas de medo, mas dentro do medo, há centelhas de esperança. A morte do aposentado, quarta-feira de trevas, em Atenas, é, com toda a carga trágica de seu gesto, partícula de uma dessas centelhas.
Estamos cansados de sangue, mas o que está ocorrendo hoje — teorizem como quiserem economistas e sociólogos — é a etapa seguinte do grande projeto dos neoliberais, que vem sendo executado sistematicamente pelos que realmente mandam no mundo e que assumiram sua governança (para usar o termo de seu agrado), mediante a Trilateral e o Clube de Bielderbeg, controlados, como se sabe, por meia dúzia de poderosas famílias do mundo. Esse projeto é o de dizimar, por todos os meios possíveis, a população, e transformar a Terra no paraíso dos 500 mil mais poderosos ricos e eleitos, em oposição à utopia cristã.
Mas é improvável que os pobres, que são a maioria, não identifiquem seu real inimigo, e se sacrifiquem, sem resistência, ao Baal contemporâneo — esse sistema financeiro que acabou com a antiga sacralidade da moeda, ao emitir papéis sem nenhuma relação com os bens reais do mundo e com a dignidade do trabalho. A força da mensagem do nazareno deve ser retomada: os oprimidos — negros, brancos, muçulmanos, cristãos, budistas e ateus — devem compreender que os habitam o homem, e não animais distintos, destinados à violência em proveito dos promotores da barbárie.
Ao expirar, depois de torturado, ultrajado seu corpo, humilhado, escarnecido, Cristo se tornou a maior referência de justiça. Aos 77 anos, o aposentado grego, ao matar-se, transformou-se em bandeira que ameaça iniciar, na Grécia, novo movimento em favor da igualdade — a mesma ideia que levou Péricles a fundar o primeiro estado de bem-estar social da História, ao reconstruir Atenas, empregar todos os pobres, e dotar os marinheiros do Pireu do primeiro conjunto de casas populares da História.
Vinte séculos podem ter sido apenas rápido intervalo — um pequeno descanso da razão. 
*Gilsonsampaio

Senado aprova projeto que diminui tempo de contribuição para aposentadoria de pessoas com deficiência

 

por Mariana Jungmann

Brasília - O Senado aprovou hoje (3) o substitutivo ao Projeto de Lei da Câmara 40/2010 que trata de novas regras para a contribuição previdenciária de pessoas com deficiência. A matéria, que foi aprovada com alterações e voltará para a Câmara dos Deputados, institui um modelo diferenciado de valor e tempo de contribuição de acordo com o grau de gravidade da deficiência.

No caso das pessoas com deficiência grave, o substitutivo estabelece que o tempo de contribuição para o Regime Geral da Previdência Social será de 25 anos, para homens, e 20 anos, para mulheres. Já as que são portadoras de deficiência moderada deverão contribuir por 29 anos e 24 anos respectivamente. Para as pessoas com deficiência leve, o projeto estabelece que o tempo de contribuição será de 33 anos (homens) e 28 anos (mulheres).

A idade para aposentadoria também muda. Aqueles que cumprirem o prazo mínimo de 15 anos de contribuição passam a ter o direito a se aposentar aos 60 anos (homens) e 55 anos (mulheres), independentemente do grau de deficiência.

O texto define pessoas com deficiência como aquelas que possuem impedimentos de longo prazo de natureza mental, sensorial ou intelectual que as impeçam de participar plena e efetivamente da vida em sociedade e em igualdade de condições com as que não têm deficiência. O projeto, no entanto, deixa para o Poder Executivo a tarefa de estabelecer os critérios para a definição dos graus de deficiência.

A matéria foi relatada pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que tem uma filha com síndrome de Down. Parlamentares envolvidos com a causa dos deficientes físicos, como o deputado Romário (PSB-RJ), acompanharam a votação que resultou em 52 votos favoráveis e nenhum contrário.
Fonte: Agência Brasil - 04/04/2012

quinta-feira, abril 05, 2012

A dívida Gringa

Gilmar, Demóstenes e Perillo: CPI já!



Nada mais pernicioso para o regime democrático e a promoção do desenvolvimento do País que o controle do aparelho de Estado pelo crime organizado. 

A instrumentalização criminosa das instituições impede que as legitimas demandas da sociedade encontrem expressão em atos e políticas públicas enquanto o jogo de barganhas inerentes `a prática do crime dissipa recursos públicos e afasta indispensáveis investimentos internacionais.

A corrupção tem na ação de grupos que operam negócios ilícitos desde dentro do Estado fonte permanente de alimentação. Muito embora o agente público ou o político inescrupuloso sirvam de esteio `a práticas lesivas ao interesse público, é a captura das instituições estatais por organizações que atuam a margem da lei a força insidiosa responsável pela drenagem do civismo e perda de perspectiva ética dos que queiram opor-lhe resistência.

Por tratar-se de questão da maior relevância para os resguardo das funções de Estado,  a investigação dos meios e recursos de que se valem organizações ilegais nas suas operações no interior dos poderes da República deve possuir não apenas caráter permanente, com base em operações policiais, senão que extraordinário por intermédio de instrumentos horizontais de apuração dotados de poderes outorgados pela Constituição Federal.

A comissão parlamentar de inquérito é a arma de que dispõe a cidadania para dar enfrentamento `a sanha de grupos criminosos de pretender colocar a seu serviço os poderes da República e os mandatos conferidos pelo voto popular.  E com frequência não apenas estes, mas também a imprensa  e instâncias inferiores de governo.

Este parece ser o caso das revelações que cercam as ações do grupo de Carlinhos Cachoeira, trazidas a público em recente operação da polícia federal. Há fortes indícios a sugerir que estejam envolvidos na tentativa de usurpação  dos direitos de cidadania um senador, um ministro do Supremo Tribunal Federal, deputados da câmara baixa e um governador.

Quantos mais serão os envolvidos? Qual a extensão exata da ação criminosa no interior do aparelho de Estado? Se o fato que escandaliza o País não for motivo de CPI que então dissolva-se o parlamento e renunciem os governantes federais por comprovada associação também eles com o crime organizado.
*Brasilquevai

Feliz Páscoa

Jovens "anti-64" sofrem ameaças

Por Mauricio Thuswohl, na Rede Brasil Atual:

A proximidade da criação da Comissão da Verdade para a investigação de crimes cometidos durante a ditadura no Brasil continua acirrando ânimos entre os setores mais conservadores da sociedade. A Polícia Federal, a Secretaria Nacional de Direitos Humanos e o Ministério da Justiça receberão esta semana um pedido de proteção feito por um grupo de cinco pessoas que vêm sofrendo ameaças de agressão e morte pela internet nos últimos dias.



Os Desmandamentos da Semana...

I. Ninguém é tão feio como na identidade, nem tão bonito como no Facebook.

II. Geek não morre, fica offline.

III. E quem é vivo sempre aparece online...

IV. Achar uma virgem é fácil, o difícil é acertar no ascendente!

V. Fui ler a sorte no café e não vi borra nenhuma!

VI. Tristeza na música brasileira: Foi encontrada viva em seu apartamento, hoje pela manhã, a cantora Joelma da banda Calypso.

VII. Moda é a caução do arrependimento.

VIII. Deus é amor. Mas o diabo é foda.

IX. "Write drunk; edit sober." Ernest Hemingway

X. Uma coisa é sair com mulher feia, outra coisa é voltar com mulher feia.
*umpoucodetudoumpouco

Protógenes e a mídia bandida


Liberdade de Imprensa não pode ser confundida com mentiras

Midiacracia: vassalos da guerra, estelionatário da informação

Liberdade de Imprensa não pode ser confundida com mentiras
*SOABRASIL

Caso Demóstenes expõe roubalheira e moral hipócrita da direita O senador Demóstenes Torres foi, na prática, expulso do DEM nesta terça-feira (3), embora a versão oficial diga que ele decidiu sair do partido. Conhecido pelo discurso da moralidade, de combate à corrupção, o senador tinha o costume de denunciar membros do governo Dilma. Agora ele é acusado de ser cúmplice de negócios ilegais controlados pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira, em um esquema que envolve diretamente o governador tucano de Goiás, Marconi Perillo.



A mídia tem se esforçado para esconder o envolvimento do governador tucano no caso que pode gerar uma CPI no Congresso Nacional. Porém, nesta terça-feira, o governador foi forçado a se manifestar sobre o caso.
"Lamento muito que estes fatos estejam acontecendo. Até porque eu fui colega do senador Demóstenes e ele foi um senador que produziu muito. Elaborou milhares de relatórios, ajudou na mudança do Código de Processo Penal, no Código de Processo Civil... É uma das autoridades mais respeitadas nessa área jurídica", disse o Perillo ao R7.
Ele negou as evidências que o ligam ao bicheiro Carlinhos Cachoeira. "Eu queria tranquilizar a todos em relação ao governo do estado. Não há qualquer vínculo de ilícito do governo do estado em relação à contravenção ou com a prática de quaisquer outros crimes. Por esta razão, nós estamos tranquilos, trabalhando, cumprindo agenda diária."O governador diz ainda não temer as investigações da Polícia Federal. A reportagem de capa da CartaCapital desta semana, porém, não tergiversa, e divulga, sob o título "O crime no poder", provas consideráveis do envolvimento do governador tucano com o esquema ligado ao senador expulso e ao bicheiro.
No: Vermelho
*OCarcará 
 

"Veja se associou ao crime organizado"

 

 *MIro

 

Eduardo Galeano lança novo livro e afirma: “Fomos treinados para ter medo de tudo”



eduardo galeano literatura aborto
Simplesmente uma das maiores mentes da América, autor de "Veias Abertas na América Latina" uma obra clássica que revela um continente e um povo oprimido mas lutador.  Galeano é um dos grandes humanistas de nosso tempo, progressista  e porque não dizer um intelectual orgânico que faz de suas obras um instrumento de luta por liberdade. Aos meus alunos e aos leitores digo: a leitura é obrigatória. Veja matéria:

Blog de Eri Casto
A cada dia, nasce uma história em “Os filhos dos dias”, novo livro do escritor uruguaio. São 366 textos que, segundo Galeano, são histórias de invisíveis que merecem ser contadas. Confira a entrevista



Por que este título: Os filhos dos dias?
Segundo os maias, nós somos filhos dos dias, ou seja, o tempo é que estabelece o espaço. O tempo é nosso pai e nossa mãe e, como somos filhos dos dias, o mais natural é que a cada dia nasça uma história. Somos feitos de átomos, mas também de histórias.

Dentro dessas histórias há muitas vinculadas à nossa vida cotidiana. Você assinala: “vivemos em um mundo inseguro”. A particularidade é que projeta que existem diferentes concepções sobre a insegurança. A que se refere?

Muitos políticos no mundo inteiro, não é algo que passa somente em nosso país, exploram um tipo de histeria coletiva a respeito do tema da insegurança. Te ensinam a ver o próximo como uma ameaça e te proíbem de vê-lo como uma promessa, ou seja, o próximo, esse senhor, essa senhora que anda por aí, pode roubar-te, sequestrar-te, enganar-te, mentir para você, raramente oferecer-te algo que valha a pena receber. Creio que essa forma parte de uma ditadura universal do medo. Fomos treinados para ter medo de tudo e de todos e este é o álibi que necessita a estrutura militar do mundo. Este é um mundo que destina metade de seus recursos à arte de matar o próximo. Os gastos militares, que são o nome artístico dos gastos criminais, necessitam de um álibi. As armas necessitam da guerra, como os abrigos necessitam do inverno.
Veja entrevista completa no Brasil de Fato, original de La Republica.
*MilitânciaViva

Combustíveis fósseis: 300 anos em 300 segundos ...e a propósito de tendências: vamos atrás no tempo para observar o caminho dos combustíveis fósseis nos últimos 300 anos. Tudo em 300 segundos.


*InformaçãoIncorreta

Coordenadores da campanha de Serra descobrem que ele não fez nada quando foi prefeito


Os coordenadores de campanha de José Serra começaram a traçar uma estratégia para reduzir a rejeição do tucano, e entraram numa sinuca de bico. Descobriram que Serra não fez nada quando foi prefeito, em 2004.
Olha o que saiu no Poder on-line:
Ainda que seja uma corrida municipal, o PSDB trabalhará para mostrar no horário eleitoral os trabalhos realizados por Serra quando era governador do estado, mas que tenham tido reflexos na capital.
Mesmo realizações de Geraldo Alckmin em convênios com o município podem ganhar destaque, na linha de vender os benefícios de uma parceria da cidade com o correligionário governador.
O tucano ficou 15 meses na prefeitura sem fazer nada, a não ser escândalos de corrupção e privataria tucana, como trocar merendeiras pela máfia da merenda escolar.
Além de não fazer nada, ainda desmontou ou reduziu vários programas e projetos deixados pela gestão anterior de Marta Suplicy. Seu único legado é ter deixado o vice Kassab de herança, o que complica mais ainda por dois motivos:
1. A gestão de Kassab também não tem um legado vistoso para deixar e não está bem avaliada. O desejo do paulistano é de mudança, com os gargalos no trânsito, as enchentes e falta de programas estruturais de moradia, transportes, educação e saúde.

2. Falar em ter abandonado o cargo e passado a prefeitura para Kassab, reforça a lembrança da promessa assinada e descumprida de não renunciar para se candidatar a outro cargo, gesto que 10 entre 10 paulistanos acreditam que Serra poderia perfeitamente repetir em 2014.

A “solução” será repetir mais do mesmo já visto em 2010: falar do Rodoanel do Paulo Preto (uma obra estadual com apoio e recursos federais), dos genéricos “Cachoeira” (cujo pai do programa foi de fato Jamil Haddad) ... e ... e ... do que mais? Ahhh! Quem sabe das ambulâncias sanguessugas dos irmãos Vedoin. Isso foi criação genuinamente do Serra.

Até falar em Metrô está complicado, depois do irmão do ex-presidente do Metrô na gestão Serra ter contas bloqueadas na Suíça devido ao escândalo das propinas da Alstom e depois do rombo de R$272 milhões nos cofres públicos, denunciado pelo Ministério Público, devido a licitações combinadas.

Sob censura, greve na Universidade Federal de São Paulo completa 14 dias

 Todo apoio aos colegas da UNIFESP!

 
Movimento grevista enfrenta retaliações como bloqueio na internet e corte no fornecimento de água; greve possui adesão da maioria dos alunos e professores

Há  cinco dias, a página no Facebook “Greve Unifesp” está bloqueada. Ao tentar abri-la na sexta-feira (30/03), a comissão de greve da Universidade Federal de São Paulo se deparou com o seguinte aviso: “Por motivos de segurança, sua conta está temporariamente bloqueada”. Diante disso, anteontem (02/04), a comissão decidiu criar uma nova página. Desta vez, conseguiu manter-se no ar por apenas dez minutos, não conseguindo nem ao menos fazer uma postagem, até receberem um outro aviso de que “devido à denúncia” a página deveria ser excluída, sem maiores explicações.
Além da censura na internet, o movimento também foi alvo de outra retaliação na última semana de março. O fornecimento de água por todo o campus foi interrompido – coisa incomum, de acordo com os grevistas, visto que nos períodos de aulas, com um número muito maior de estudantes presentes, nunca houve falta de água.

Motivos

A greve teve início no dia 22 de março, após assembleia realizada no campus da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, com a presença de quase todos os alunos e docentes da universidade. A paralisação ocorre devido aos problemas na infraestrutura, transporte, moradia e representatividade da instituição, localizada no município de Guarulhos.
Desde 2007, o campus de humanas está instalado no bairro dos Pimentas, com a promessa da prefeitura de Guarulhos de que seria de forma provisória, e, que o quanto antes, o prédio definitivo seria construído. Porém, o campus continua no mesmo local, e agora com um número maior de cursos e de alunos.
Segundo a comissão de comunicação da greve, a universidade possui recursos federais destinados às suas atividades. As salas do CEU (Centro Educacional Unificado), segundo a comissão, que deveriam ser para uso dos moradores do bairro dos Pimentas, estão sendo utilizadas pelos alunos da Unifesp por falta de salas de aula.
“Não somos contra a colaboração da administração municipal, mas pensamos que os recursos federais devem ser melhor utilizados e de forma transparente”, comenta o estudante Jonatas Santiago, um dos membros da comissão.

Transporte e moradia

Grande parte dos estudantes vem de regiões distantes da cidade de São Paulo e enfrentam uma jornada diária de pelo menos duas horas em transporte público. O mesmo se compara com a realidade dos moradores, que antes mesmo da universidade, já vinham enfrentando o caos no trânsito desde a Marginal Tietê até à avenida Juscelino Kubitchek, no Pimentas.
Para Jonatas, a vinda do campus para o bairro só fez piorar a situação, pois são mais de 2 mil alunos que optam por morar nas proximidades da universidade, intensificando cada dia mais o aumento no valor dos alugueis e do custo de vida em geral.“Não existe moradia estudantil no campus Guarulhos e em nenhum outro campus da Unifesp originários do Plano de Expansão das universidades públicas."

Atividades

Apesar das dificuldades, alunos e professores realizam atividades em conjunto com os alunos do CEU, como a organização de um cursinho pré-vestibular para alunos da rede pública, atividades corporais como dança e capoeira.
Hoje/ontem (03/04), o movimento realizou um ato no vão do Masp para informar a população sobre os transtornos ocorridos na universidade. As próximas atividades da greve estão sendo divulgadas no blog greveunifesp.blogspot.com.br
*Cappacete

Deputados protocolam representação contra fascista boçal

Deputados protocolam representação contra Bolsonaro por quebra de decoro
Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

Deputados da Comissão de Direitos Humanos e da Subcomissão da Verdade protocolaram hoje (4) na presidência da Câmara representação contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) por quebra de decoro parlamentar. Os deputados alegam que Bolsonaro tentou impediu a realização da primeira sessão da subcomissão e ofendeu um servidor da Casa. Procurado pela Agência Brasil, Bolsonaro, que é oficial da reserva do Exército, se defendeu dizendo que foi ofendido pelo funcionário.
De acordo com o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Domingos Dutra (PT-MA), que também é membro da subcomissão, Bolsonaro quebrou o decoro parlamentar ao impedir a realização da reunião. A audiência, fechada à imprensa, estava marcada para ouvir os depoimentos de dois camponeses e dois militares que tiveram participação na Guerrilha do Araguaia. Bolsonaro, segundo Dutra, também tirou foto dos depoentes para tentar constrangê-los.
THIETRE - RIO DE JANEIRO
*Ajusticeiradeesquerda

O fascista Bolsonaro devia ser preso

Por Altamiro Borges

O fascistóide Jair Bolsonaro (PP-RJ) adora provocar. Mas desta vez ele pode ter se exagerado, o que finalmente possibilitaria a sua punição por quebra de decoro parlamentar. Segundo a Agência Brasil, nesta quarta-feira (4), o deputado tentou impedir a realização da primeira audiência da subcomissão de Direitos Humanos da Câmara Federal e ainda ofendeu um servidor do Legislativo.

Charge do Dia

edera

Dilma manda Verde lamber sabão. (Da Natura)


Será o jn no ar ?



Pessoas contrárias a hidrelétricas na Amazônia vivem ‘fantasia’, diz Dilma


Presidente adverte que não mudará os planos de desenvolvimento para a região


BRASÍLIA – A presidente Dilma Rousseff (PT) aproveitou uma reunião com os integrantes do Fórum do Clima, no Palácio do Planalto, para avisar de vez aos grupos ambientalistas que lutam contra a construção de usinas hidrelétricas na Amazônia que o governo não mudará seu projeto de aumento da oferta de energia e de desenvolvimento da região. Ela chegou a dizer que essas pessoas contrárias à construção das hidrelétricas vivem num estado de “fantasia.”


Ao se referir à participação do Brasil na Rio+20, a conferência das Nações Unidas que será realizada em junho, na capital do Rio de Janeiro, a presidente lembrou aos que estavam na reunião que o mundo real não trata de tema “absurdamente etéreo ou fantasioso”. “Ninguém numa conferência dessas também aceita, me desculpem, discutir a fantasia. Ela não tem espaço para a fantasia. Não estou falando da utopia, essa pode ter, estou falando da fantasia”, afirmou Dilma.


Dilma disse que o Brasil vai trabalhar pelo desenvolvimento sustentável, para tirar as pessoas da pobreza e para encontrar formas de conciliar o progresso com o respeito ao meio ambiente.


Pouco antes, ao se pronunciar no Fórum do Clima, a representante das ONGs, Sílvia Alcântara, acusara o governo de promover um retrocesso na questão ambiental e de, com o pré-sal, levar o Brasil a ocupar o terceiro lugar entre os países que mais emitem gases de efeito estufa já em 2020. Num pequeno pedaço de papel, Dilma anotou tudo o que a ambientalista falou.


Sem se referir diretamente ao que Sílvia havia dito, Dilma defendeu a energia de fontes hidráulicas e desdenhou da energia eólica e solar, ambas defendidas pelos grupos mais radicais como alternativa às hidrelétricas. Disse que, como presidente, tem de explicar como as pessoas vão comer, ter acesso à água e energia. “Eu não posso falar: ‘Olha, é possível só com eólica iluminar o planeta.’ Não é. Só com solar? De maneira nenhuma.”

Navalha
O jn no ar desta quarta-feira fez uma contundente reportagem sobre as hidrelétricas na Amazônia – contra !, evidentemente.
Tentou associar patrões de inclinação escravista à impropriedade de se construir hidrelétricas na Amazônia, especialmente as que fazem parte daquilo que o PiG (*) chama de “o PAC emPACou”.
Como se sabe, o jn no ar não pousa onde as coisas dão certo.
O GPS do Ali Kamel é atraído pelo imã da desgraça.
Uma questão de estilo.
O jn já teve a sua fase Verdista, assim como todos os colonistas (**) do Globo, a comecar pala Urubóloga, que exibe uma inclinação verdista muito acentuada.
Todos se apaixonaram pela Blá-blá-rina e sua capacidade de tirar voto da Dilma e eleger o campeão de camisa verde, o Padim Pade Cerra.
A Blá-blá-rina é aquela que queria impedir a construção de hidrelétricas na Amazônia, porque os bagres não podiam copular.
Depois se provou cientificamente que o desejo de copular dos bagres vence qualquer barragem.
Essa sugestão da Presidenta deveria ser levada em consideração: mandar os Verdes lamber sabão com sabão da Natura.
É uma forma de manter o equilíbrio ambiental.



Em tempo: quem pagou o jatinho da Blá-blá-rina na campanha ?

Em tempo2: leia aqui a versão bem comportada do “mandar lamber sabão”.


Paulo Henrique Amorim

USA se prepara para la gran Catástrofe? Por Administrator Cat. Conspiració armageddon, catastrofe, Desastre, Obama, Orden ejecutiva, tercera guerra mundial Una más que sospechosa y casi secreta orden ejecutiva presidencial ha sido firmada por Obama el pasado 16 de Marzo, en ella se le entregan los mismos poderes que ostentaban los grandes dictadores, emperadores y tiranos reyes a lo largo de la historia…