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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

terça-feira, julho 27, 2010

2014 a Copa do Mundo de Futebol Lula faz a sua parte






Para 2014, a primeira obra é a paz nos estádios

Hoje, acho que demos um passo muito importante na preparação da Copa de 2014. Porque obras, havendo recursos, podem ser aceleradas e aprontadas a tempo. Mas o comportamento humano, esse leva tempo para ser modificado. Ao sancionar a lei que modifica o Estatuto do Torcedor e criminaliza a violência nos estádios, o presidente Lula vai ao encontro dos anseios de todo o brasileiro que gosta realmente de futebol.

A lei estabelece uma série de punições, contra os cambistas, contra a desorganização dos estádios, contra as “malas” que circulam forjando resultados e, sobretudo, regula o funcionamento das chamadas torcidas organizadas. A partir de agora, a torcida que promover tumultos nos estádios fica impedida de acompanhar os jogos por até três anos, como informa o site do jornal O Estado de S. Paulo.

O problema com as “organizadas” é que elas atraem os bons e também os maus torcedores. Quem de fato torce por seu time, agora, é também responsável por evitar que pessoas que vão aos estádios para agredir e brigar possam agir sob a “proteção” da bandeira dos clubes que, em alguns casos, até estimulam este comportamento. As torcidas organizadas terão cadastro e seus membros (e seus clubes) responderão coletivamente pelos prejuízos causados por atitudes de vandalismo e agressão.

A lei também formaliza a proibição de coisas que há muito tempo deveriam estar longe dos gramados: fogos de artifício, cartazes e cânticos racistas e ofensivos, além das invasões de campo.

O torcedor no estádio quer poder voltar aos estádios, quer ir acompanhado da família, dos filhos pequenos. É verdade que a situação já vinha melhorando, mas infelizmente ainda há muitos estádios onde o clime de violência e insegurança ainda não permite isso.

O povo brasileiro sempre fez do futebol uma paixão. Temos, agora que faltam quatro anos para sediarmos a maior competição futebolística do mundo, de trabalhar com afinco para que, dentro e fora do campo, um jogo de futebol seja sempre um espetáculo de técnica, arte e alegria.

dotijolaço

Para igreja católica uns matam + ou -






PERDÃO PARA ASSASSINOS NO CHILE,CRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO:PARA A IGREJA HÁ ASSASSINATO PERDOÁVEL?


Na semana passada, a Igreja Católica do Chile, pediu oficialmente que os assassinos e torturadores presos no país vizinho fossem perdoados e indultados.
Esta mesma Igreja Católica é contra a descriminalização do aborto. Ou seja, quer que o aborto continue sendo crime e quem o realize seja condenado e cumpra pena.

Interessantes pontos de vista de uma mesma instituição.
Ao proteger o direito a vida, quer que uns sejam condenados e paguem seus crimes, enquanto outros, assassinos e torturadores, sejam perdoados.

Não quero aqui abrir a discussão sobre a descriminalização do aborto.
Este é um assunto complexo, que demandaria muito mais do que apenas um artigo em um blog.
Claramente não tenho uma posição determinada, mas estou aberto à ampla argumentação e discussão.

O ponto que ressalto é a incongruência desta Igreja Católica.
Não se pode posar de defensor irrestrito da vida humana e ao mesmo tempo defender o "perdão" a assassinos e torturadores.
O argumento da Igreja é que nem todos os presos tem o mesmo grau de responsabilidade.
Ora, se eu recebo uma ordem para torturar um ser humano, ou para assassiná-lo, e a cumpro, sou tão criminoso e responsável quanto quem me ordenou.
O fato é que a Igreja não pode em um dia pedir que um aborto seja considerado crime, e que portanto o seu autor seja condenado, e no outro pedir perdão para outro tipo de assassino!
Qualquer vida humana tem igual valor!
Assassino é qualquer um que cometer assassinato!

A Igreja Católica se põe, desta maneira, a fazer uma escolha política, ao defender que matadores e torturadores não paguem pelos seus crimes, mas que aquelas mulheres que realizaram um aborto sejam condenadas.

Não creio que Jesus Cristo faça esta diferença.

Sou católico, praticante, e me envergonho profundamente com esta posição.

A Igreja KatóliKa S.A Fazendo Das Suas

Bebê morre após ser submerso três vezes durante batismo

Vídeo amador mostra o momento em que o padre mergulha a criança (Cortesia Publika TV)

Vídeo amador do batismo circulou na mídia moldávia (cortesia Publika TV)
Um padre da Moldávia está sendo investigado pela morte de um bebê que se afogou após ter sido submergido três vezes durante a cerimônia de batismo.
Familiares acusam o padre, Valentin Taralunga, da Igreja Católica Orotodoxa, de negligência ao prosseguir com a cerimônia apesar dos sinais de que a criança, de um ano e meio, estava se afogando na pia batismal.
Médicos da capital moldávia, Chisinau, diagnosticaram que o bebê morreu por afogamento. O padre está sendo investigado por homicídio culposo, punível com até três anos de prisão.
Ao prestar depoimento, o padre Taralunga negou as acusações e disse que obedeceu aos cânones religiosos que ensinam sobre a cerimônia de batismo.
A família repassou à polícia um vídeo amador do momento em que o religioso submerge a criança na água. O conteúdo do vídeo foi divulgado pelas TVs locais.
Entretanto, os investigadores que trabalham no caso disseram a uma delas, a Publika TV, que ainda é cedo para chegar a uma conclusão.
Na cerimônia católica ortodoxa, os padres tampam o nariz e a boca das crianças durante os curtos instantes em que elas são submergidas na água benta.
Um porta-voz da Igreja moldávia disse não recordar de semelhante episódio na história religiosa do país.
Logo após a imersão na água, o bebê é visto com dificuldades de respirar. Segundo testemunhas, minutos depois a criança começou a espumar pela boca e sangrar pelo nariz.
Levado para ser socorrido, o bebê morreu a caminho do hospital. O diagnóstico da morte foi ocorrência de água nos pulmões.

Comentário Amoral:
"Depois se dizem contra o aborto!"

E o dinheiro do trabalhador que estava aqui ?






Querem salvar a BrOi.
Eles acham que português é burro


O Crespo não botaria o rico dinheirinho dele na mão DESSES brasileiros


Saiu na Folha (*), pág. B4:

“Lula articula acordo Oi-Portugal Telecom – Governo planeja operação para que empresas se associem e possam tocar o Plano Nacional de Banda Larga.”

“ … o governo estimula uma participação cruzada”.

A PT entra na Oi, como minoritária, e a Oi entra na PT como minoritária.

A PT, que não entende um grama de banda larga, viria aqui instalar a banda larga.

Segundo a Folha (*), “a Oi tem restrições de caixa” – ou seja, a Broi foi para o saco.

Hoje, a BrOi vale menos do que as empresas que lhe deram origem: a Brasil Telecom e a Oi.

Depois de ir para o saco – e lançar ao mar a ideia inicial dos jenios do BNDES, ou seja, criar uma multinacional brasileira para entrar nos mercados globais de telefonia – depois do afundamento da P36, a BrOi foi ao Governo e vendeu a idéia de fazer a banda larga.

Ou seja, pegar o dinheiro da banda larga e pagar as dividas.

Como se sabe, a BrOi nasceu com dinheiro dos trabalhadores no FAT.

A grana foi direto para o bolso de dois empresários (?) – Carlos Jereissati e Sergio Andrade – que, sem botar um tusta, tomaram conta do mercado nacional de telefonia fixa, fora São Paulo.

No meio do caminho, para tornar a fusão possível, se tornou necessário pagar um cala-a-boca de US$ 2 bilhões ao Daniel Dantas.

Por essa circunstância não se vê um único tucano falar mal da BrOi.

(Deve ser para não importunar o “brilhante” do FHC.)

E o dinheiro do trabalhador que estava aqui ?

O gato comeu.

Agora surge essa ideia jenial de pegar o rico dinheirinho dos portugueses para salvar os empresários (?) brasileiros.

Amigo navegante: você pegaria o seu rico dinheirinho e entregaria ao Carlos Jereissati e ao Sergio Andrade para tocar uma empresa que eles não conseguiram botar de pé?

E você, lá dentro, atolado numa participação minoritária ?

Você, minoritário, dá dinheiro para eles tocarem um negócio que você não conhece …

Você, amigo navegante, acha que português é burro ?

Este ordinário blogueiro é neto do Justino dos Santos Crespo, que aparece lá em cima, elegante e suave.

Nada disso.

Não tinha nada de “suave”.

Era um Crespo – e minha mãe garante que Crespo era apelido, por causa do temperamento.

O Crespo era dono da melhor padaria de Aldeia Campista, bairro que foi tragado pela Tijuca e Vila Isabel, na ZN do Rio.

O Crespo dava a este ordinário blogueiro sonho com Grapete, combinação que até hoje ele considera insuperável.

O Crespo era tudo menos burro.

Era um padeiro erudito.

Apelidou o neto de prof. Paes Pita, personagem do Eça.

Obrigava os filhos a ler Camões (a lírica).

O neto ouviu Caruso, no “Pagliacci”, pela primeira vez, na vitrola dele.

O Crespo odiava o Salazar.

Acredito que lá em Vizeu, onde nasceu, não exista um único burro.

Mas, na Portugal Telecom, são todos uns burros.

Paulo Henrique Amorim

Clique aqui para ouvir o Caruso no “Pagliacci” e ter uma ideia de como esse Crespo era burro.

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

doconversaafiada

Celso Amorim, afirmou que os críticos da política externa brasileira veem o Brasil com "olhos pequenos"






Os anos de Celso Amorim no Itamaraty

Da BBC Brasil

Críticos 'veem Brasil com olhos pequenos', afirma Amorim

Guila Flint
De Tel Aviv para a BBC Brasil

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou que os críticos da política externa brasileira veem o Brasil com "olhos pequenos" e "não conseguem compreender" que o país passou a ter "grandeza" no cenário internacional e, em consequência, está sendo chamado a desempenhar um papel ativo nas questões mundiais.

Em seu último dia de visita a Israel, o chanceler concedeu uma entrevista exclusiva à BBC Brasil na qual fez um balanço de seus oito anos de trabalho à frente do Itamaraty e rebateu diversas críticas à política externa brasileira.

Amorim também analisou o papel do Brasil no Oriente Médio e na América Latina e falou sobre sua visão do futuro da posição brasileira no cenário mundial.

O ministro dividiu os críticos à política externa brasileira em dois grupos principais – as grandes potências, que segundo ele, querem manter o monopólio do poder, e críticos dentro do país que não compreendem que "o Brasil é um país grande".

"Os críticos de fora do Brasil também não querem a participação (em questões da paz e segurança mundiais) da Índia, da África do Sul ou da Turquia, pois querem preservar o monopólio do poder que têm", afirmou.

"Já no Brasil (os críticos) são pessoas que não conseguem compreender que - sem nenhuma megalomania, sem nenhum exagero - o Brasil tem um tamanho e uma grandeza no cenário internacional."

Venezuela x Colômbia

Amorim rejeitou as críticas de que a participação crescente do Brasil nas questões mundiais, especialmente no Oriente Médio, se dá em detrimento dos esforços do país para ajudar a resolver os problemas da América Latina.

"Na questão da crise entre a Venezuela e a Colômbia, a primeira coisa que o presidente Lula fez foi telefonar para o presidente Chávez, e também entramos em contato com os ministros colombianos. Uma coisa não interfere na outra, pelo contrário, o prestígio internacional do Brasil nos ajuda também a trabalhar na região", disse.

O ministro disse que a América do Sul tem mecanismos para resolver crises como a que está ocorrendo entre a Venezuela e a Colômbia e lembrou que na próxima quinta-feira, dia 29, os ministros da Unasul vão se reunir para discutir a questão.

"A tarefa imediata é administrar a situação até a chegada do novo governo colombiano e então procurar uma solução mais permanente."

Oriente Médio

Amorim disse que os esforços que o Brasil dedicou, durante os últimos oito anos, às questões do Oriente Médio "valeram a pena".

"Política externa não é uma coisa que se faz com um horizonte de um ou dois mandatos, mas nós iniciamos um processo e temos hoje uma relação de intimidade e de conhecimento dos problemas que não sonhávamos ter dez anos atrás."

O chanceler disse que, cada vez que vai ao Oriente Médio, sente que há “um interesse na participação do Brasil, sinto isso da parte dos palestinos, dos israelenses e dos iranianos, e de outros - egípcios, sírios...."

“Vale a pena o esforço, porque aqui (no Oriente Médio) estão concentrados os problemas principais da paz mundial, e o Brasil é um grande país e todos nós temos que pagar um preço pela manutenção da paz. "

"A paz é como a liberdade, é como ar, você só sente como ela é importante quando ela não existe", disse Amorim.

E completou: "Os países que querem ter uma participação têm que pagar algo por isso e é melhor que seja em diplomacia do que em outras formas".

Irã

O ministro afirmou que o Brasil vai respeitar as sanções do Conselho de Segurança da ONU contra o Irã, embora tenha se oposto a elas, "pois respeita a lei internacional".

No entanto, segundo Amorim, o Brasil não tem obrigação de se alinhar a favor das sanções unilaterais decretadas pelos países europeus ou pelos Estados Unidos.

"Continuamos achando que o melhor caminho para resolver a questão do projeto nuclear iraniano é por meio do diálogo e não do isolamento".

O ministro afirmou que se houver uma guerra com o Irã as consequências poderão ser "absolutamente trágicas".

"Mas prefiro apostar na paz e temos que continuar trabalhando para evitar que isso aconteça", disse.

Eleições

Diante da aproximação das eleições no Brasil, Amorim afirmou que considera que mesmo na ausência do presidente Lula, o papel do Brasil no cenário internacional continuará crescendo.

"Pelé só teve um, mas o Brasil continuou a ser campeão mundial", comparou Amorim.

De acordo com a avaliação do ministro, daqui a dez anos ninguém terá duvidas sobre o papel importante e central do Brasil nas relações internacionais, inclusive nas questões da paz e segurança mundiais.

"O Brasil já tem um papel importante nas questões financeiras, nas relações comerciais e na questão do clima. A maior resistência em relação à participação do Brasil e de outros países em desenvolvimento é na parte de paz e segurança, pois os cinco membros do Conselho de Segurança são também potências nucleares que querem barganhar entre elas as condições da paz no mundo".

"Mas isso vai mudar, porque o mundo não pode continuar tendo, no seu processo decisório, os mesmos paises de 1945."

"Esses oito anos em que servi no Ministério foram muito privilegiados pois foram um momento de transformação do mundo e do Brasil", resumiu.

Sobre seus planos futuros, Amorim disse que no momento tem dois convites, "um é real, que é do reitor da Universidade do Rio de Janeiro, para ajudar na universidade, e o outro... eu gostaria de crer que tenho um convite... que é dos meus netos, para passar mais tempo com eles".


Política Externa de Lula é "Soberana e Bem-Sucedida"

A projeção internacional do Brasil não é uma das metas do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, mas sim um recurso para privilegiar a integração entre os países e possibilitar a solução de conflitos por meio de negociações diplomáticas. A análise é do sociólogo Emir Sader, que concedeu entrevista ao Opera Mundi.

“O que o governo Lula busca não é colocar o Brasil em uma posição de destaque no cenário internacional para provar que possui um plano de política externa bem sucedido. O objetivo do Brasil é possibilitar um mundo multipolar no qual todos tenham o mesmo poder ou as mesmas possibilidades de negociar as questões internacionais por meio da diplomacia e do diálogo, o que consequentemente promove destaque internacional”, explicou ele que também é professor da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro).

Alvo tanto de críticas e quanto de elogios, a política externa aplicada por Lula colocou o Brasil uma posição no cenário internacional a ponto de possibilitar a mediação do conflito entre os Estados Unidos e o Irã em razão do programa nuclear.

Porém, para alguns, a aplicação das sanções a despeito do acordo firmado entre Irã, Brasil e Turquia é um dos exemplos que ilustram falhas da política externa conduzida pelo presidente brasileiro.

Multipolaridade
Em entrevista concedida ao jornal Folha de S. Paulo, o historiador mexicano Jorge Castañeda, que foi ex-ministro das Relações Exteriores do México durante o governo de Vicente Fox (2000-2006) classificou como “fracassados” os objetivos de Lula no âmbito internacional.

Para ele, Lula fez um bom governo internamente, porém nas questões internacionais deixou a desejar por não ter conseguido uma cadeira permanente para o Brasil no Conselho de Segurança da ONU, não ter tido êxito na Rodada Doha e na Conferência sobre o Clima, em Copenhague, onde tentou ser o protagonista de um possível acordo de redução de poluentes.

“Estes são alguns objetivos pontuais e metas ambiciosas. Antes de qualquer coisa, a política externa brasileira não se limita a estes episódios. O governo Lula se colocou como um agente promotor da multipolaridade, contribuiu para o fortalecimento da América Latina e soube atuar como potência regional”, disse Sader.

O sociólogo acredita que o fato de os conflitos regionais não serem mais mediados pelos Estados Unidos e a economia não depender das relações com os norte-americanos são as principais vitórias da política externa brasileira, que para ele foi “bem sucedida e feliz” nas mãos de Lula. “O Brasil atualmente tem uma política internacional soberana e independente”, acrescentou.

Visibilidade
Para Sader há uma relação direta de dependência entre a administração das questões internas e externas. “É como um ciclo vicioso: a soberania externa depende da estabilidade interna, que por sua vez depende da independência econômica e social que o país tem internacionalmente”, explicou.

Portanto, segundo Sader, o que fez a diferença na relação do Brasil com o mundo foi o entendimento de Lula – e de seu corpo diplomático – de que a política externa não poderia ser apenas um recurso para dar mais visibilidade aos interesses nacionais, mas sim um instrumento para fortalecer o país diante do cenário internacional, o que poderá ser decisivo para o desenvolvimento interno do Brasil.

“Um dos méritos do governo Lula foi conseguir articular e definir prioridades voltadas para a relação entre as questões internas e externas, direcionando a posição que o país quer alcançar internacionalmente de acordo com os interesses nacionais internos”, argumentou.

América Latina
Quanto às críticas de Casteñeda em relação à “abstenção” de Lula em conflitos entre países que estão mais perto do Brasil como Uruguai, Argentina, Colômbia e Venezuela, Sader disse que o presidente brasileiro sempre prestou atenção aos impasses regionais, se colocando até mesmo à disposição para mediar o conflito entre os presidentes Álvaro Uribe e Hugo Chávez, por exemplo.

“A união latino-americana e o fortalecimento dos países da região como unidade foram extremamente importantes para o alcance da posição de respeito que o Brasil atingiu, e o Lula tem mérito nisso”, disse Sader.

Estabilidade
A estabilidade do Mercosul, a formação dos Bric (Brasil, Rússia, Índia e China, países que se destacam no cenário mundial pelo crescimento rápido), são alguns dos exemplos dados pelo sociólogo para comprovar o êxito da política externa brasileira.

Além disso, para ele as críticas de Castañeda não devem ser encaradas com tanto peso, já que foram feitas pelo ex-ministro das Relações Exteriores do México, que durante sua gestão não colocou o México entre os países com maior projeção internacional; ao contrário, “fez o México cada vez mais dependente dos Estados Unidos e com uma autonomia econômica, política e de articulação internacional extremamente limitadas”.

“O México hoje apresenta uma das situações mais catastróficas da região. Cerca de 90% das relações comerciais deles dependem dos EUA. Isso é uma política externa bem sucedida? Acho que no mínimo ele precisa rever o conceito de fracasso internacional”, concluiu.

O Plinio pode ser viajante tem direito





Plínio, do Psol, diz que permitirá a "indústria da maconha"

plínio Foto: Eduardo Enomoto/Futura Press

Plínio de Arruda participou de uma sabatina da Rede Record nesta terça
Foto: Eduardo Enomoto/Futura Press

O candidato do Psol à presidência da República, Plínio de Arruda Sampaio, afirmou nesta terça-feira (27), em sabatina da Rede Record que, se eleito, irá permitir a "indústria da maconha" no País. Segundo ele, o fato de algumas drogas serem consideradas ilegais alimenta o crime organizado. O candidato defendeu a legalização de drogas "culturais" como a maconha e o chá usado no ritual religioso do Santo Daime. Mas, segundo ele a questão ainda será discutida no Psol.

Questionado sobre o casamento gay, Plínio, que é católico, defendeu a separação entre a união civil e religiosa. Ele disse ser favorável ao casamento civil entre duas pessoas do mesmo sexo. "O quadro pode ser regulamentado pela lei civil. É um casamento civil legítimo", explicou. "Essas pessoas têm uma vida comum, têm gastos, constroem um patrimônio".

Sobre o aborto, o candidato do PSOL disse que como chefe de governo deve fazer uma "política de Estado". Para ele, o aborto é uma questão social grave. "Quero legalizar o aborto. A mulher vai em um juiz da família e é ouvida em audiência para saber se ela não está sendo pressionada ou se não tem a consciência".

Plínio afirmou ainda que pretende elevar o salário mínimo até R$ 2 mil. Segundo Plínio, este é o valor estabelecido pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) como mínimo necessário.

Além dessa meta de governo, o candidato do Psol também defendeu a redução da jornada de trabalho. "Se você dobrar a força de trabalho pode diminuir a jornada das pessoas que já estão trabalhando. É uma questão de qualidade de vida", acredita. "Se nós temos uma grande parte da força de trabalho sem ocupação, por que o trabalhador tem que trabalhar oito horas por dia?", questionou.

O compromisso de Dilma é com o povo, não com agenda da direita






Dilma não cai na armadilha de autonomia do BC

O compromisso de Dilma é com o povo, não com agenda da direita

Dilma Rousseff se recusou hoje a firmar qualquer compromisso de formalizar a autonomia do Banco Central, segundo o Valor. Fez muito bem, pois essa é uma agenda da direita interessada em controlar as taxas de juros para aumentar os ganhos dos rentistas.

O BC já desfruta de autonomia operacional e tem status de ministério, o que já vai muito além do que mereceria uma autoridade monetária que não pode funcionar desvinculada dos interesses maiores do país. A dissociação da economia da política é uma estratégia do mercado, que adora funcionar em liberdade e longe do controle do Estado, a quem vê como inimigo.

A economia é essencialmente política, pois todos os seus movimentos interferem diretamente na vida da população. Não se pode olhar os números de forma fria como se eles fossem um mundo à parte. Cada ponto percentual na taxa de juros altera o destino de milhões de brasileiros e isso não pode ficar exclusivamente a cargo de um grupo de iluminados que não olhem para o país como um todo.

Dilma aproveitou a armadilha lançada para lembrar que foi Fernando Henrique quem manipulou a taxa de câmbio durante o período eleitoral. Para quem não lembra ou não viveu, FHC segurou o real artificialmente valorizado até às eleições de 1998, quando foi reeleito, e desvalorizou-o fortemente depois, endividando e quebrando várias empresas com financiamentos em dólar, inclusive algumas jornalísticas que sempre o apoiaram.

dotijolaço




Dilma diz que Serra usa a boca do vice para atacá-la

Dilma Rousseff (PT), está cada vez mais afiada nas entrevistas que tem concedido.

Nesta terça-feira (27), falando à rádio Difusora de Mossoró (RN), perguntaram a Dilma sobre as declarações do vice de Serra, acusando o PT de ligação com as FARC e o narcotráfico.

Dilma disse que responderia ao próprio Serra, pois o vice apenas era escalado para fazer o "serviço sujo":

"Acho muito ruim essa característica que está assumindo a campanha do meu adversário José Serra. Eu não considero que um candidato à presidência da República deva colocar alguém pra fazer as acusações. Então vou responder ao ex-governador José Serra, candidato a presidência da República: eu acho lamentável que a eleição tenha descido, da parte do meu adversário, a esse nível...

...Atribuo a uma certa preocupação e nervosismo decorrente do fato de que ele não tem tido bom desempenho. A partir daí eu não acho que tenha justificativa acusações desse teor. E acho que o povo brasileiro não merece esse nível de discussão...

... É um dos momentos mais desqualificados em toda história das campanhas eleitorais depois da democratização do País. São acusações completamente infundadas, inconsequentes e irresponsáveis"
, declarou.
dosamigosdopresidentelula

A internet a informação terá de mudar o mundo











EUA e Paquistão, quem fará a reportagem?









O inglês The Guardian está dando uma bela lição de jornalismo. Recebeu o arquivo com mais de 91 mil relatórios secretos vazados para o site WikiLeaks e preparou um enorme banco de dados, com ótimas ferramentas e infográficos para pesquisa. A coisa é tão vasta e complexa que David Leigh, seu editor de investigações (sim, eles ainda fazem isso) aparece em vídeo para explicar em tutorial como usar o material. Um lorde.

Mas, do que já surgiu de informação, uma me parece maior que todas, e é claro que boa parte da mídia internacional e a nossa não deve dar a devida importância: o apoio do governo paquistanês aos talibãs. Trairagem com os americanos, diriam alguns? Talvez o buraco seja mais em cima. Caberia uma belíssima reportagem se alguém juntasse informações que a própria mídia forneceu ao longo dos últimos nove anos sobre as relações entre EUA e Paquistão. Esta poderia ter feito seu trabalho, mas não o fez. Só agora aparecem fatos graças à internet e a um provável militar descontente.

Sugiro alguns pontos:

A CIA e a ISI, a central de inteligência paquistanesa, trabalham coladinhas há anos. A última é cria da primeira, usam o mesmo modelo, é permanente a colaboração entre as duas. Quem diz é o New York Times. E a CIA já repassou centenas de milhões de dólares para sua congênere no Paquistão, diz o Los Angeles Times.

A CIA e a ISI criaram o talibã, disse Asif Ali Zardari, o próprio presidente do Paquistão, registrado no The Times of India. Interessante, não? Será que isso não dá uma bela reportagem em edição dominical? E não foi o único a dizer. Selig Harrison, um especialista em Ásia do the Woodrow Wilson International Centre for Scholars, confirmou o mesmo, com dados abundantes, no Emperor's Clothes.

E a denúncia de que a ISI estava por trás dos ataques em Mumbai em 2008? Teoria da conspiração? Há nomes envolvidos, diz o News Daily, cadê a reportagem?

E a história, de variadas fontes, que relataram que pouco antes do 11 de setembro o chefe do serviço secreto paquistanês, General Mahmood Ahmed, esteve em Washington. Lá, manteve conversas no Pentágono com o conselho de Segurança Nacional, depois com o diretor da CIA, Tenet, com pessoas da Casa Branca e com Marc Grossman, subsecretário dos EUA para assuntos externos. As mesmas fontes dizem que Mohamed Atta, um dos alegados terroristas do 11/9, recebeu pagamento no valor de 100 mil dólares de Amed Omar Saeed Sheikh, da ISI, que deposita o dinheiro em nome do general Mahmood Ahmed, diz o Asia Times.

Quem vai fazer a reportagem?