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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

terça-feira, outubro 05, 2010

Brasil "tem cara de mulher"

Brasil "tem cara de mulher", diz Cristina Kirchner após eleições

A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, destacou hoje o "excelente" resultado das eleições presidenciais deste domingo, especialmente por conta da vantagem obtida pela candidata Dilma Rousseff (PT).
Além disso, em sua conta na rede social "Twitter", a governante argentina se mostrou surpreendida com a quantidade de votos obtida por Marina Silva (PV). "Acabo de ver o excelente resultado de Dilma. Surpreendente Marina Silva. O Brasil tem vocação popular e cara de mulher", assinalou Cristina Kirchner, após chegar à Alemanha, onde realiza uma visita oficial. 
 

É bom não esquecer que Serra não apresentou qualquer programa.





Lembretes para o segundo turno de 2010




É bom não esquecer que Serra não apresentou qualquer programa. Mas seu último ato significativo no governo de S. Paulo foi a privatização da Nossa Caixa, brecada porque adquirida pelo Banco do Brasil. Isso é um bom prognóstico para o que vai acontecer com o Banco do Brasil. Caixa Econômica Federal, Petrobrás, etc.
Flávio Aguiar
Aos meus amigos verdes, gostaria de lembrar que Fernando Gabeira já declarou apoio a Serra, o que mostra como de fato ele considera Marina da Silva e as instâncias do próprio partido.
Assim como a causa ambiental, uma vez que entre Serra/DEM/Índio da Costa e causas ambientais há uma distância de anos-luz.
É bom lembrar também que Serra ganhou nos estados do chamado “espinhaço do agro-business”, que vai de Santa Catarina a Rondônia. Isso permite uma bela previsão do que vai ser o seu governo, muito mais do que frases sem cabeça nem pé.
A propósito de anos-luz: o que ajudou a empurrar Serra para o segundo turno, dando mais votos a Marina, foi a campanha obscurantista, retrógrada, caluniosa e que usa o nome de todas as religiões em vão, acusando, por exemplo, Dilma Rousseff de ser a favor do aborto.
Aos preocupados com a liberdade de imprensa, lembro que na mídia que apóia a candidatura de Serra, velada ou abertamente, desde 2006 tornaram-se comuns as “operações limpeza” (inclusive a pedido), eliminando jornalistas (inclusive de renome) dissidentes (como durante a ditadura) ou que não tocavam de acordo com a música.
Já a quem se preocupe com política externa, lembro que, se Serra levar a sério suas declarações durante a campanha, erguerá uma cortina de ferro nas fronteiras do nosso país, acabando com a integração continental. Sem falar que retornaremos aos tempos do beija-mão e da barretada à potência de plantão. O Brasil vai perder todo o prestígio que acumulou nos últimos anos. Vai murchar em matéria de contatos com a África, Ásia e América Latina, sem que isso signifique uma melhor posição diante da Europa ou da América do Norte.
Se a preocupação for com a idéia de que “é bom alternar quem está no poder”, sugiro que comecemos por pensar no caso de S. Paulo, o segundo orçamento da nação, que completará vinte anos sob a batuta da coligação PSDB/DEM, com resultados precários na educação, saúde e segurança.
Para quem ache que “é tudo a mesma coisa”, lembro que a arte da política (de acordo, entre outros, com Gramsci) é a de discernir as diferenças para além das aparentes semelhanças, e que essas diferenças aparecem mais pelo acúmulo de atos do que pelo de palavras e promessas.
Lembro ainda que, devido aos resultados do primeiro turno, uma vitória de Serra vai transformar o governo federal em cabide para uma penca de políticos subitamente desempregados da sua coligação, que já deviam estar defenestrados (pelo voto, como foram) da nossa vida pública há muito tempo.
É bom não esquecer que Serra não apresentou qualquer programa. Mas seu último ato significativo no governo de S. Paulo foi a privatização da Nossa Caixa, brecada porque adquirida pelo Banco do Brasil. Isso é um bom prognóstico para o que vai acontecer com o Banco do Brasil. Caixa Econômica Federal, Petrobrás, etc.
Ao invés de programas, Serra distribuiu gestos e palavras a esmo. Dizer que quem fuma é contra Deus, puxar Ave Maria em missa, falar em austeridade fiscal e ao mesmo tempo prometer aumentos vertiginosos do salário mínimo, dizer que tem preocupação ambiental e ao mesmo tempo prometer no Pará que vai mexer na legislação que protege a Amazônia não é um programa nem um bom começo para quem quer alardear honestidade política e coerência.
E por aí se vai.
Dilma, por sua vez, defende um programa (que pôs em prática) ao mesmo tempo social e austero, demonstrou ser uma candidata de idéias próprias e não um factóide de si mesmo que fica esgrimindo promessas a torto (sobretudo) e a direito. Foi atacada, caluniada, difamada e manteve a linha o tempo inteiro (ao contrário de Serra, que seguido perdeu a linha quando confrontado com perguntas incômodas), não recorreu a esses golpes baixos tão típicos das campanhas da direita. Não é o caso de se concordar com ela em tudo. Mas Dilma é diálogo.
Leia, medite e passe adiante, se achar que é o caso. Obrigado pelo seu tempo.
Flávio Aguiar é correspondente internacional da Carta Maior em Berlim.


Filho de Tuma:
a Folha (*) matou meu pai


    Na foto, o senador que o Otavinho matou
    A edição da CartaCapital que chegou hoje às bancas traz na página 42 artigo de Rogério Tuma filho e médico do senador Romeu Tuma.

    Começa assim:

    “Mentira – a serviço de alguma força obscura, Folha on line e UOL noticiam a morte do senador Tuma e não se retratam.”


    Rogério Tuma é também membro da Comissão de Ética do Hospital Sírio-Libanês onde o senador está internado.

    Ele assegura que, jamais, integrante da Folha on line ou do UOL entrou em contato com alguém que pudesse confirmar ou desmentir uma fonte anônima que seria médico do próprio hospital.

    O artigo conclui assim:

    “No momento, sem uma imprensa justa e honesta basta ao senador Romeu Tuma o direito de ler seu obituário e completá-lo. A Rede Globo foi muito econômica com seus feitos. E o luto é da imprensa brasileira.”


    A internação de Romeu Tuma e de Orestes Quércia provavelmente contribuiu para eleger Aloysio Nunes Ferreira senador pelo PSDB de São Paulo.

    O filho de Tuma acredita que José Serra e Aloysio talvez conheçam as razões de Otavinho, o dono da Folha (*).

    Paulo Henrique Amorim

    Jaques Wagner governador da Bahia fala e diz




    Sergio Cabral diz:




    Proteja-se dos e-mails falsos que ajudam o Serra

    É uma coincidência, mas a baixaria só beneficia o Serra
    O Conversa Afiada recomenda sugestão de navegante para ir ao site “anti-tucano”:

    http://anti-tucano.blogspot.com/2010/09/lista-de-emails-falsos-contra-dilma.html
    Aproveite para ler esse artigo do Ivo:

    A campanha Dilma descobriu a pólvora.

    Ivo Pugnaloni

    “Alguém está usando e-mails falsos para denegrir a candidata de Lula!”

    Ora, que novidade!

    Francamente, não foi por falta de aviso.

    O “Império” já fez isso e muito pior nas eleições na  Venezuela, na Ucrânia, na Moldávia, na Romênia, no Irã e mais recentemente na Colômbia, onde ficou célebre o “mago indiano Ravi Singh”…

    Aquele, que por sinal, já andou por aqui, na campanha Serra, mas que “não funcionou” e foi mandado embora ( mas sobre o qual  agora muita gente estará pensando: “será que ele não funcionou mesmo?” )

    E-mail falso é coisa antiga, mas muito eficiente.

    Até a campanha de Obama foi gravemente ameaçada por essa tática básica.

    Mas lá nos EUA a política não é uma brincadeira.

    E ninguém se impressiona mais com “gênios” e “gurus”, que mandam você fingir que não está acontecendo nada e o que vem de baixo não te atinge.

    Para combater as mentiras vindas do submundo, sem assinatura, a campanha Democrata criou uma página oficial de desmentir baixarias.

    Simples assim: ao apócrifo, Obama respondeu com o Oficial, o assinado, o verdadeiro.

    Nela, em vez de receber em seu computador e-mails falsos com baixarias,  os usuários eram convidados, nas inserções de televisão da campanha de Obama, a visitar um site onde já encontrava uma coleção das calúnias, vídeos, documentos e fotos falsificadas que os republicanos espalhavam sobre ele.

    A coleção de calúnias era aumentada todos os dias com a contribuição dos usuários, que eram convidados a enviá-las, de preferência com os e-mails que vieram junto com a mensagem.

    Junto, no site, havia o desmentido oficial, as provas da falsificação e ainda um grande e enfático pedido ao usuário que retransmitisse o desmentido para o maior numero de internautas.

    Tudo isso sem nenhuma observação do tipo “spam é feio, indelicado e politicamente incorreto”…

    Foi assim que operou Obama, desmistificando, tirando o ar de “segredo”, de verdadeira “revelação”, da informação falsa que “misteriosamente” chegava ao e mail individual de cada usuário.

    E você sabe, para o iniciante de internet, o que é “misterioso” tem valor…faz quem recebe a informação parecer único, especial, superior, diferente da massa que apenas vê TV…

    A campanha Dilma teria percebido isso mais cedo e tomado essa providencia básica, de criar um site de desmentido, se não estivesse contaminada por três erros.

    O primeiro erro é o clima de “já ganhou” ,não da candidata que leva tudo bem a sério, nem da direção, mas da própria militância, contaminada compreensivelmente talvez pelo comodismo natural da campanha midiática e pelos institutos de pesquisas, que podem ter inflado os índices para cima, atrapalhando mais o trabalho político do que quando os põe para baixo.

    O segundo erro é acreditar muito no efeito da TV, veículo cuja credibilidade vem sendo erodida diariamente, esquecendo de convidar a militância ( não a paga, mas a voluntária) para a discussão nas ruas, para a panfletagem, para as portas de fábricas, para os terminais de ônibus.

    O terceiro erro foi achar que o email é “coisa do passado”e que a moda agora é o twitter, as redes sociais e parafernálias a que a grande massa de internautas não tem acesso por serem ainda muito complicadas.Acontece que a maioria da população e principalmente a nova classe C só comprou seus computadores há poucos anos ou até meses.

    Assim, a grande massa de usuários, não consegue ainda usar e ter acesso às complicadas ferramentas que os entendidos acham “o must” e recomendam, em lugar do “ultrapassado e mail”…

    Quem pensa assim, e esquece que essa enorme massa consegue perfeitamente receber e mails falsos com links que a levam a vídeos falsos contra a Dilma no Youtube, pois seus endereços podem ser captados facilmente por sistemas de inteligência dedicados a obter e mails válidos na internet.

    Afinal, se isso fosse difícil, não receberíamos dezenas de e mails por dia, anunciando “milhões de e mails válidos para a sua empresa vender mais”.

    Essa terceira praga espalhou um tipo de “bom-mocismo” irracional, ingênuo e despolitizado entre a militância da campanha Dilma, dizendo coisas como:


    1.      “Mandar e mail para quem você não conhece é feio e isso não deve ser usado, pois isso é spam e o spam é politicamente incorreto” ( mas o outro lado pode mandar dezenas de spams por dia para a minha caixa..)


    2.      “O e-mail é coisa do passado, a moda é o twitter e as redes sociais”, ( na verdade só uma minoria de internautas usa essas coisas, mas com várias identidades, principalmente para paquera, dando a impressão que são muito mais usuários do que realmente são );


    3.      “Não adianta a campanha fazer vídeos desmentindo boatos, pois fazendo assim nós estaríamos entrando no mesmo nível dos adversários. O melhor é fingir que não está acontecendo nada e cada um fazer seus próprios vídeos e colocar no Youtube,de preferência  engraçados, para se tornarem “virais” ( sem comentários…)


    Esses conceitos, copiadas de algum livro escrito pelo mais novo sabichão da moda “nos States”, desarmou nossa militância, deixando-a pensar que sozinhos, os blogs particulares de abnegados jornalistas e militantes de esquerda, o twitter e os facebook da vida resolveriam o problema e conseguiriam fazer frente à mídia pró-Serra, que tem mais de 60 anos de experiência em dar golpes de estado e fazer oposição com tecnologia.

    Para tentar recuperar os estragos não é difícil. Mas exige determinação e urgência:

    a.      Colocar no ar, imediatamente uma página de desmentidos, do tipo “É mentira deles!”, parecida com a do Obama.( por falar nisso: o PT não havia contratado uns especialistas da campanha do Obama? Onde eles andam? Que dizem?)


    b.      Divulgar o endereço de internet da página “É mentira deles” em todos os cartazes, folhetos e “santinhos” da campanha e principalmente, na campanha de TV e rádio, dizendo que só desesperados e gente sem proposta, que quer ganhar a eleição a qualquer custo, faz aquilo.


    c.      Usar o enorme tráfego que isso irá gerar para essa página, para mostrar, na condição de vítima das calúnias e do bloqueio da mídia, todas as propostas de Dilma, em detalhes, e principalmente os números e as realizações do governo Lula, que a mídia golpista esconde há oito anos.

    No tempo do movimento para depor Sarney e dar o golpe tipo Honduras com Perillo e Gilmar Mendes, o senador Mercadante se queixou que “não agüentava mais a pressão de seus eleitores pelo Twittwer”.

    No Irã, mensagens falsas dizendo “Pai, estou cercada na praça, venha rápido!”, atraiam  milhares de pais desesperados para suas “manifestações espontâneas contra a fraude eleitoral”, onde se viam no meio de bombas e de correria…

    Até quando vamos acreditar que informática é um convento de freiras e que tudo ali é real e verdadeiro?

    Até quando vamos deixar de levar em conta que quem criou toda essa tecnologia  tem condição de dominá-la a tal ponto de com não mais que dez pessoas conseguir automatizar procedimentos de envio que são feitos aos milhões e disseminados, na ponta, às centenas, por milhares de militantes reais da direita?

    A revolução não será nem televisionada nem twittada, pessoal!

    Chega de acreditar em Papai Noel e só em TV e apenas na militância virtual!

    Vamos convocar para as ruas a militância consciente e organizada, como fazíamos no passado, pois a maioria de nós só espera um chamado, uma hora e um local, que nunca vem!

    Vamos colocar o bloco na rua, nos pontos de ônibus, distribuindo folders com a comparação Lula x FHC, as propostas de Dilma e com o endereço da nossa página de desmentidos, a “É mentira deles”, ou qualquer outro nome que os marqueteiros queiram dar.

    Temos que fazer do limão da calúnia uma limonada e um autêntico tiro no pé para eles.

    E rápido!

    Os apoios a Dilma no mundo evangélico



    Os apoios a Dilma no mundo evangélico

    Por AndréR
    Vamos colocar os dois lados da moeda:
    Líder de 27 mil pastores pede apoio para Dilma

    Do mesmo modo como a gente contra, a gente a favor de Dilma e o PT. Nada de anormal.



    Eleições 2010


     

    Edir Macedo divulga carta em apoio a candidatura de Dilma

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    DE SÃO PAULO
    O líder da Igreja Universal do Reino de Deus, o bispo Edir Macedo, publicou na internet uma carta em defesa da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.
    Líder nas pesquisas, Dilma é alvo de ataques de católicos e evangélicos sob a acusação de que defende o aborto. Em sua carta, Macedo diz que a petista é vítima de mentiras e acusou autores de spam de fazer "o jogo do diabo".
    Na carta, Edir Macedo nega ainda que Dilma tenha afirmado que nem mesmo Cristo tiraria dela sua vitória.
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    Ao falar dos ataques contra Dilma via email, o bispo afirma que "se os cristãos fossem tão ágeis e eficientes para usar as ferramentas modernas da comunicação na pregação do Evangelho, assim como parecem ser para disseminar boatos, certamente muitas almas seriam ganhas para o Senhor Jesus".
    "Quem pensa que está prestando algum serviço ao Reino de Deus, espalhando uma informação sem ter certeza de sua veracidade, na verdade, está fazendo o jogo do diabo", criticou.
    "O Senhor Jesus não precisa de advogados, nem de assessores de comunicação que saiam em "defesa" de Seu Nome. Ele precisa de verdadeiros cristãos, que entendam, vivam e preguem a Verdade".

    Reprodução
    *LuisNassif

    Desmascarando os e-mails falsos.




    Desmascarando os e-mails falsos. Espalhem pela Net


    Para facilitar a divulgação nesta última semana de campanha, fiz uma compilação dos emails falsos que circulam nesta campanha sobre Dilma Rousseff e seus respectivos desmentidos. Cada link remete ao leitor ao texto em questão. Espalhem, é importante:

    A morte de Mário Kosel Filho: http://migre.me/1pfAb
    A Ficha Falsa de Dilma Rousseff na ditadura http://migre.me/1pfCc
    O porteiro que desistiu de trabalhar para receber o Bolsa-Família http://migre.me/1pfEJ
    Marília Gabriela desmente email falso http://migre.me/1pfSW
    Dilma não pode entrar nos Estados Unidos http://migre.me/1pfTX
    Foto de Dilma ao lado de um fuzíl é uma montagem barata http://migre.me/1pfWn
    Lula/Dilma sucatearam a classe média (B) em 8 anos: http://migre.me/1pfYg
    Email de Dora Kramer sobre Arnaldo Jabor é montagem http://migre.me/1pfZH
    Matéria sobre Dilma em jornais canadenses é falsa: http://migre.me/1pg1t
    Declarações de Dilma sobre Jesus Cristo – mais um email falso: http://migre.me/1pg2F
    Fraude nas urnas com chip chinês – falsidade que beira o ridículo: http://migre.me/1pg58
    Vídeo de Hugo Chaves pedindo votos a Dilma é falso: http://migre.me/1pg6c
    Matéria sobre amante lésbica de Dilma é invenção: http://migre.me/1pg7p

    *stanleyburburinho

    Bispo denuncia trama armada contra Dilma na seccional paulista da CNBB

    Nossa presidente



    Bispo denuncia trama armada contra Dilma na seccional paulista da CNBB



    Ainda estou de ressaca da mais suja eleição presidencial  que se tem história neste país. Tenho ouvido e visto cada história disseminada pelos diversos canais de comunicação. 

    O que está escrito abaixo é apenas uma artéria aberta por onde sangrou milhões de votos que estavam consolidados para Dilma, mas no meio do caminho veio a ONDA DE BOATOS, e foram muitos.

    Ontem uma senhora disse: eu ainda estou em dúvida porque o que falam desta mulher, não tem comparação, nem com o Lula nas eleições de 1989. 

    Na verdade, disseminou-se uma campanha para desconstrução da Dilma jamais visto neste país.


    Maria Inês Nassif
    conta hoje, no Valor Econômico, como a Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) patrocinou uma campanha contra a candidatura de Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores. A matéria relata que, no dia da eleição, o padre Paulo Sampaio Sandes expôs na homilia o suposto veto da Igreja Católica brasileira a Dilma e a todos os candidatos do PT. Segundo informa Maria Inês Nassif, o padre Paulo faz parte de uma congregação tradicional que é contra, entre outras coisas, o aborto, a união civil de homossexuais e a adoção de crianças por casais de homossexuais. Na saída da missa, o padre distribuiu uma carta onde a regional da CNBB pede aos fies que não votem em candidatos que defendem o aborto, nomeando os candidatos petistas. Não foi um caso isolado.
    O bispo de Jales, Demétrio Valentini (foto), denunciou que integrantes da Regional Sul, contando com a conivência de alguns bispos, articularam uma trama para induzir os fiéis paulistas a acreditarem que a CNBB nacional tinha imposto um veto aos candidatos do PT nessas eleições, o que é negado pela direção da entidade. “Estamos constrangidos, pois a nossa instituição foi instrumentalizada politicamente com a conivência de alguns bispos”, disse Valentini ao Valor. A Regional Sul 1, que abrange as dioceses do Estado de São Paulo, recomendou que às paróquias que distribuíssem o “Apelo aos Brasileiros”, que acusa o PT de ser parceiro do “imperialismo demográfico representado por fundações norteamericanas” e de “apoiar o aborto”. Apesar do desmentido da CNBB nacional, o documento foi distribuído em São Paulo.

    Um dos articuladores do movimento antipetista na Igreja Católica, diz ainda a matéria de Maria Inês Nassif, é o bispo de Guarulhos, Dom Luis Gonzaga. Em julho deste ano, ele escreveu um artigo intitulado “Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, onde, entre outras coisas, recomendou aos “verdadeiros cristãos católicos” que não apoiassem Dilma e o PT. Dom Valentini vem reagindo, por meio de artigos, contra esse movimento. “Não é bom para a democracia que alguns decidam pelos outros(…) Mas é pior ainda para a religião, seja qual for, pressionar os seus adeptos para que votem em determinados candidatos, ou proibir que votem em determinados outros em nome de convicções religiosas”, escreveu o bispo de Jales no artigo intitulado “Pela liberdade de consciência”.
    *OlhosdoSertão

    Todo mundo precisa de regras


    Debate sobre liberdade de imprensa e regulação da mídia avança no mundo

    No domingo passado, três dos principais veículos impressos do país voltaram a destacar suas opiniões sobre o que consideram restrições à liberdade de imprensa, depois de críticas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à cobertura eleitoral. Para o presidente, a imprensa estaria se comportando “como um partido” de oposição.

    Em um gesto pouco comum no Brasil, o jornal O Estado de São Paulo assumiu seu apoio ao candidato da oposição, acusando o governo de “perder a compostura” com as críticas. O editorial da Folha de S.Paulo, publicado na capa, afirma: “Fiquem advertidos de que tentativas de controle das imprensa serão repudiadas – e qualquer governo terá de violar cláusulas pétreas da Constituição na aventura temerária de implantá-lo”.

    A revista Veja trouxe na capa texto sobre o artigo V da Constituição, que garante o direito à livre expressão, sob a manchete “liberdade sob ataque”. A matéria acusa o presidente de censurar a imprensa. “Nos países democráticos, a liberdade de imprensa não é assunto discutível, mas um dado da realidade”, diz o texto.

    Veja como são as leis que regulamentam a imprensa em outros países:
    O debate acalorado pode fazer parecer que a regulação da mídia é uma criação da agenda eleitoral do país, resultado de um embate entre governistas e opositores. Mas ela está longe de ser uma questão apenas brasileira. No mundo todo, tem avançado a discussão sobre como regular o setor e como equilibrar isso com a garantia da liberdade de expressão.
    Para o pesquisador em políticas de comunicação Gustavo Gindre, ligado ao Instituto de Estudos e Projetos em Comunicação e Cultura (Indecs), é natural que isso aconteça. "O cenário da comunicação está mudando muito velozmente. A lei dos EUA já está antiga, e só tem 14 anos. Mesmo assim, ela sofre revisões periódicas. É quase uma obrigação dos países mudar as leis que não acompanham essas mudanças".
    Debates sobre a regulação de mídia têm avançado em especial na América Latina, e não apenas nos países governados por partidos à esquerda. Nos últimos anos, México, Argentina, Equador e Venezuela propuseram novas leis.
    No Brasil, o debate sobre a regulação do setor de comunicação tem esquentado desde 2009, quando foi realizada a Conferência Nacional de Comunicação. Tudo indica que a discussão deve pegar fogo depois das eleições. Está previsto para novembro um evento nacional para delinear um novo marco regulatório para o setor.
    A "regra" é ter regra
    O papel das leis de imprensa e das leis de mídia é regular as atividades dos meios de comunicação e balancear os limites entre o direito à livre expressão e à informação e os interesses individuais e coletivos de pessoas, empresas e grupos sociais.
    Segundo o pesquisador Murilo César Oliveira Ramos, professor da Universidade de Brasília e conselheiro da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), a maior parte dos países tem regras para estabelecer o que pode e o que não pode no setor audiovisual, o que não significa prejuízo da liberdade de expressão.
    "Tem várias maneiras de decidir o que deve ir ao ar ou não. Quando os EUA e o Canadá dizem que não pode ter propaganda comercial no meio de programas infantis, é um limite. Quando a legislação francesa estabelece que tem que ter programas feitos na França, é um tipo de regulação de conteúdo. No Brasil temos limites para propaganda de cigarro, por exemplo", diz ele. "Mas se você falar em imprensa a situação é diferente. Como os jornais e revistas não dependem de frequências públicas, têm uma ação regulamentar muito mais frouxa, com mecanismos mais próximos da auto-regulação no mundo todo, com raras exceções".
    França
    A Lei de Imprensa mais antiga em vigor é a da França, de 29 de julho de 1881, que influenciou países como Itália, Espanha e Portugal.
    Ela garante a liberdade de expressão, com a livre circulação de jornais sem regulação governamental. O mesmo vale para a internet. Mas a mesma lei coloca limites como a possibilidade de ações judiciais em casos de infâmia ou difamação (ou seja, a publicação de informações prejudiciais à reputação de alguém sem base em fatos reais).
    Também é proibido o incitamento a cometer crimes, discriminação, ódio ou violência. Em casos de discriminação, a multa pode chegar até a 45 mil euros ou detenção. E pela lei nenhum grupo de mídia pode controlar mais de 30% da mídia impressa diária.
    A rédea na França é ainda mais curta no caso dos meios audiovisuais. O país tem uma agência reguladora independente, o Conselho Superior do Audiovisual, que aponta diretores para os canais públicos e outorga licenças para o setor privado (de 5 anos para rádio e 10 para canais de tevê). Também monitora o cumprimento de obrigações pela mídia como a função educativa e a proteção aos direitos autorais, podendo aplicar multa. Dos nove conselheiros, três são indicados pelo presidente, três pelo Senado e três pela Câmara dos Deputados.
    O CSA tem a missão de garantir que a mídia audiovisual reflita a diversidade da cultura francesa. Ele garante, por exemplo, que as outorgas de TV e rádio sigam o pluralismo político - há rádios anarquistas, socialistas e até de extrema-direita - e que representem os grupos minoritários. Outra frente é a preservação da língua francesa. Há uma cota de músicas francesas que têm que ser transmitidas pelas rádios e, pela lei, 60% da programação de TV tem de ser europeia, sendo 40% de origem francesa.
    Gustavo Gindre, que atualmente trabalha na Ancine (Agência Nacional de Cinema), acha a regra positiva. "Com a reserva de conteúdo os canais têm que se abastecer de produtores pequenos, médios e grandes. Isso estimula a produção independente, mas também incentiva a produção de grandes grupos de comunicação, como o Canal Plus, que produz conteúdo francês para vender no exterior, garantindo uma expressão da cultura francesa no cenário global".
    Portugal
    Há cinco anos Portugal instituiu sua própria agência reguladora, ainda mais poderosa que a francesa, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social. Além de ajudar da elaboração de políticas públicas para o setor, ela concede e fiscaliza concessões de rádio e tevê, telefonia e telecomunicações em geral, mas também regula jornais impressos, blogs e sites independentes.
    Ao mesmo tempo, atende e dá encaminhamento a queixas vindas da população. Seus conselheiros são indicados pelos congressistas e aprovados pelo presidente da República. Em particular a entidade cuida de assegurar rigor, isenção e transparência no conteúdo, o pluralismo cultural e a diversidade de expressão, além de proteger o público mais jovem e minorias contra conteúdos considerados ofensivos.
    Reino Unido
    O pesquisador Murilo Ramos explica que esse modelo, de órgãos de regulação fortes, é uma característica dos países europeus. Ao mesmo tempo, prevalece um modelo de exploração público estatal, cujos conteúdo é pensado em termos estratégicos para o país. "O grande exemplo é a BBC inglesa", diz.
    A BBC é uma empresa pública independente financiada por uma licença de TV que cada domicílio tem de pagar. A BBC controla a maioria da audiência do país com 14 canais de TV, cinco rádios nacionais, dezenas de rádios locais e serviços internacionais em 32 línguas - esses, essenciais para a influência britânica no cenário mundial.
    Mas, apesar do domínio da BBC, o Reino Unido também incentiva o pluralismo. Em 2005, para fomentar as rádios comunitárias, o governo britânico começou a oferecer licenças de cinco anos para as rádios não legalizadas, além de uma verba inicial para que elas se legalizassem, com grande adesão.
    Quanto à imprensa, o país não tem uma lei específica. A liberdade de expressão é protegida pela Lei de Direitos Humanos, de 1998, que também introduziu a privacidade como um direito essencial. A liberdade tem de ser compensada também com a proteção da reputação de pessoas contra difamação. Mas o principal limite, de acordo com a cultura jurídica britânica, é a necessidade de preservar a inviolabilidade de julgamentos. Assim, a principal preocupação é evitar qualquer interferência externa nos processos judiciais - por exemplo, os jornalistas não podem publicar detalhes sobre um criminoso ou sobre provas de um crime.
    Em 2003, criou-se uma agência reguladora para o setor de mídia, o Ofcom (Office of Communications; em inglês, Departamento de Comunicações). Outro órgão importante é a PCC (Press Complaints Comission), uma comissão independente que recebe reclamações sobre a imprensa e negocia retratações fora do âmbito judicial. Os jornais, voluntariamente, aderem ao código de procedimentos da PCC, que foi aprovado pelo Parlamento.
    Itália
    Na Itália, a legislação tem cada vez mais influência do governo, ou melhor, do primeiro-ministro.
    Em junho, protestos se seguiram à aprovação da "lei da mordaça" proposta por Silvio Berlusconi, que limita o uso e difusão das escutas telefônicas em investigações oficiais, prevendo pena de até 30 dias de prisão e multa de até 10 mil euros. Os principais canais comerciais e agências de notícia pararam sua programação em protesto.
    Dos 8 canais nacionais abertos, três são estatais e três controlados pelo grupo Mediaset, de Berlusconi. Juntos, os grupos RAI, estatal, e Mediaset controlam 85% da audiência e 90% dos anúncios. Como Berlusconi pode orientar a linha de ambos os grupos, ele controla a mídia.
    De acordo com uma lei de 1997, a Itália tem um um órgão colegiado para supervisionar o setor de telecomunicações, a mídia eletrônica e a imprensa - a Autoridade pela Garantia na Comunicação. O presidente do órgão é escolhido pelo governo e o conselho de oito membros, eleito pelo parlamento. Mas seu papel é enfraquecido num cenário de forte concentração. Do mesmo modo, a Ordem dos Jornalistas reivindica o papel de monitor ético dos seus membros, mas não tem muito poder.
    Estados Unidos
    Nos EUA, não há uma lei de imprensa e, sim, uma série de regras contidas em diferentes legislações. Mas, segundo a tradição norte-americana, a liberdade de imprensa é garantida pela famosa primeira emenda da constituição, que garante a liberdade de expressão como um dos direitos mais fundamentais da sociedade. Todas as outras regulações da imprensa são elaboradas a partir dessa premissa.
    Assim, os jornais funcionam sem qualquer regulação governamental. O mesmo se aplica à internet. Já os canais de TV e rádio são supervisionados pela FCC (em inglês, Comissão Federal de Comunicações), formada pela Lei de Comunicação de 1934 (são seis membros escolhidos pelo presidente e aprovados pelo Senado) e também por comissões no Senado e na Câmara, além de decisões da corte suprema. A legislação garante o direito de processo caso alguém se sinta vítima de difamação por parte da mídia.
    O professor Murilo Ramos explica que, nos EUA, os canais públicos acabam sendo marginais em relação às grandes empresas comerciais. Mas é um erro afirmar que não há regulação.
    "Há uma regulação forte e um órgão regulador ativo para o setor audiovisual. A FCC tem conflitos o tempo todo com os radiodifusores. E tem ações fortes. Alguns anos atrás, por exemplo, aplicou uma multa pesadíssima contra a CBS porque a cantora Janet Jackson mostrou um seio na final do campeonato de futebol americano", explica.
    Mesmo assim, a regulação midiática segue uma visão liberalizante: acredita-se que o mercado e a opinião pública devem ser os principais reguladores do conteúdo, com o mínimo de interferência do governo possível. Somente quando há uma percepção generalizada de abuso o FCC estuda novas legislações ou a aplicação da legislação com mais rigidez. Foi o caso do seio de Jackson. As regras vetam, por exemplo, a exibição de cenas consideradas indecentes e obrigam todos os canais a transmitir pelo menos três horas por semana de programação educativa para crianças.
    "A verdade é que os limites de propriedade, que ainda são mais fortes nos EUA do que aqui no Brasil, têm sido abrandados nos últimos anos. Nos anos 1960 havia uma obrigação de ter produções independentes na TV, e isso vem sendo abrandado pelo FCC em prol dos grandes grupos de comunicação", diz Gustavo Gindre.





    *Turquinho

    Tiririca pode votar mas não pode ser votado, hipocrisia!

    Quanta desigualdade, quanta injustiça...
    O Tiririca [ U filiu do Brazil ]foi denunciado a justiça acusado de ser analfabeto, e dái que ele seja?...
    O analfabeto tem o direito de votar, mas não tem o direito de ser candidato, de ser votado?...
    Que lógica é esta?...
    O primeiro projeto de lei que o Tiririca deve apresentar é o que acabe de vez com este absurdo: 
    O analfabeto ser discriminado, poder votar e não poder ser votado.
    Imoralidade é uma injustiça desta! 
    Por que este promotor que faz tanta questão de perseguir o Tiririca não reprova os palhaços que aprovaram  esta discriminação absurda?...
    A constituição proíbe toda forma de discriminação e preconceito o alfabetizado promotor não sabe disso?...
    Hipócrita!!!


    *Briguilino 

    Suprema lambança federal.

    O Supremo começou a lambuzar-se quando o ex-Supremo Presidente do Supremo Gilmar Dantas (*) deu um HC a Heráclito Fortes e permitiu que ele se candidatasse à reeleição como senador pelo Piauí.

    Lamentavelmente, o eleitor do Piauí preferiu fazer uma cirurgia bariátrica na carreira do notável Senador.

    (Note-se, a bem da verdade histórica, que FHC mandou Gilmar para o Supremo e Heráclito empregou a filha de FHC no Senado, para trabalhar em casa. Êpa, êpa !)

    Clique aqui para ler sobre o destino dos que tentaram dar uma surra no Presidente Lula.

    Depois, o presidente do Supremo Cezar Peluzo não conseguiu levar a Casa a uma decisão.

    Resultado, 136 milhões de brasileiros votaram sem conhecer as regras do jogo.

    Pior, 11,5 milhões de votos estão encaixotados, à espera da decisão sobre se a Ficha Limpa vale.

    Ou seja, 135 milhões de brasileiros pensavam que iam eleger um Senado e uma Câmara e se esborracharam na lambança Suprema.

    Maluf vai ou não vai ?

    500 mil paulistas querem que ele vá.

    Jader vai ou não ?

    Muitos paraenses querem.

    O Cassio Cunha Lima, esse notável tucano, pode ?

    Muitos paraibanos querem ele no Senado.

    Quem vai governar o Amapá ?

    Capiberibe, ameaçado pela Lei e mais votado para Governador, ou  Borges ?

    A eleição no Amapá foi, portanto, uma palhaçada.

    E ainda falam mal do Tiririca.

    O Supremo se tornou um agente da instabilidade, uma ameaça ao funcionamento da democracia representativa.

    Estamos aí no campo da inépcia.

    Do ponto de vista da Ética, pior foi o ex-Supremo Presidente do Supremo Gilmar Dantas (*) pedir vistas numa votação que estava 7 a 0, depois de um telefonema de José Serra.

    Serra conseguiu o que quis, aliás.

    Gilmar atrasou a decisão sobre os dois documentos, embaralhou a divulgação e muitos eleitores deixaram de votar em Dilma e talvez em Marina.

    Mas, esse Golpe não cola mais.

    Desde, é claro, que o Tribunal Superior Eleitoral seja capaz de informar os eleitores e os mesários.

    E é esse Supremo que quer Governar o Brasil – o Legislativo e o Executivo.

    Já imaginaram se o Supremo tivesse que decidir sobre o IOF na entrada dos dólares ?

    O Real ia a 1 dólar enquanto o Supremo se engasgava na sua própria inação.

    (Agora, sobre o Daniel Dantas, o Supremo age em 48 horas, duas vezes.)


    Paulo Henrique Amorim