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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

domingo, outubro 10, 2010

O BRASIL DE SERRA – PETROBRAX INC LTD – BANK OF BRAZIL



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O BRASIL DE SERRA – PETROBRAX INC LTD – BANK OF BRAZIL


Laerte Braga
Imagino que não tenha sido revogada a parte do Código Penal que trata de falsidade ideológica. Caso em que o Ministério Público de São Paulo tão pressuroso quanto ao fato de Tiririca ser ou não analfabeto (preconceito puro) deveria, no zelo pela obediência à lei, pedir a cassação do registro da candidatura de José Arruda Serra.
O dito se declarou economista em seu pedido de registro. Onde?
Não valem aqueles diplomas que você compra na esquina, mas diploma mesmo, curso feito, essas coisas.
Só que parte do Ministério Público de São Paulo é tucano. Simples de entender. Que nem Gilmar Mendes no STF (SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DANTAS INCORPORATION LTD).
Nas muitas tentativas de desqualificação da candidata Dilma Roussef, no jogo sujo dos tucanos, DEM e das viúvas da ditadura (torturadores, estupradores, etc), fala-se no apoio do governo brasileiro, Lula, a Cuba.
Vamos lá.
Os Estados Unidos estão de olho no petróleo cubano. Petróleo e gás, duas imensas jazidas descobertas na costa cubana. A PETROBRAS vai ser a principal base de exploração dessas jazidas. Empresas norte-americanas fora. Beneficiários? Cubanos e brasileiros.
A empresa NORBERTO ODEBRECHT está realizando obras de modernização do porto de Mariel, em Cuba, com esse objetivo.
Com Arruda Serra a empresa brasileira (o controle acionário foi retomado pelo governo Lula) vira PETROBRAX INC LTD e o petróleo e o gás vão beneficiar empresas norte-americanas.
Como disse Clinton a George Bush pai no último debate da campanha eleitoral de 1992, todo esse trololó de Arruda Serra e seus miquinhos amestrados é apenas estupidez. “É economia seu estúpido, é economia”. Foi a frase de Clinton.
Num mundo globalizado segundo a vontade dos EUA o Brasil abre espaços e transforma-se numa potência mundial. É protagonista.
No mundinho de José Arruda Serra o Brasil vira coadjuvante desse processo. E o dito se declara economista.
Você vai acordar com a bandeira dos EUA tremulando em mastros de bases militares por aqui, todas para “salvar” o Brasil do “terrorismo”. De quebra levam o País inteiro sem disparar um só tiro ao contrário do que fizeram no Iraque (petróleo).
Basta comprar o presidente como compraram FHC, só isso, nada além disso.
Quando Arruda Serra fala em não olhar para o passado, mas para o futuro e o futuro se constrói a partir do presente, tudo bem. Só que olhar para o passado significa conhecer a história e a partir dela não permitir que o futuro seja o passado. A proposta de Arruda Serra é essa. Só essa.
Altos índices de desemprego, desnacionalização pela entrega das riquezas do Brasil, País a reboque dos EUA, elites paulistas chicoteando o resto dos estados brasileiros, esse quadro.
É só parar por cinco minutos e num exercício de memória lembrar o governo FHC.
O ministro das Relações Exteriores do Brasil no governo FHC ao chegar a New York para uma reunião da ONU foi interpelado pela polícia e teve que tirar os sapatos, entre outras coisas, mesmo se identificando, para ser revistado.
Os protestos? De nada adiantaram, era empregado do esquema, pago pelo esquema, falo de Celso Láfer.
Celso Amorim, atual ministro das Relações Exteriores do Brasil, é respeitado em qualquer canto do mundo.
Diferença de atitude, de caráter, de compromisso.
Arruda Serra joga com o medo, tenta infundir o medo na população. Quer vencer pelo medo.
Aterrorizante é a hipótese de um político venal como ele vir a ser presidente da República. Ao invés de festas juninas no Planalto vamos ter festas capitaneadas por Aécio Neves no clássico dizem que sou neto de Tancredo, dizem. Itamar vai atrás carregando os ingredientes.
O jornalista Amaury Ribeiro Júnior lança em novembro um livro sobre as ligações de Arruda Serra, sua filha e o banqueiro Daniel Dantas entre outras mamatas patrocinadas por esse esquema.
O prefácio, onde já se encontra parte do esquema tucano, corrupto, podre, é uma pequena mostra do que representam Arruda Serra e sua quadrilha. Ou, na ordem, a quadrilha e o quadrilheiro Arruda Serra.
Está em
É só ir lá nesse endereço, simples exercício de consciência política, de tomar conhecimento de fatos reais, documentados (com documentos públicos) e conhecer Arruda Serra e toda a sua extensão bandida.
O Brasil de Arruda Serra é esse. PETROBRAX INCORPORATION LTD, BANK OF BRAZIL, pedágios, desemprego, submissão ao capital internacional, um governo de quatro e muito bem propinado como foi o de FHC e os Arruda Serra na Prefeitura e Estado de São Paulo.
Já os professores... Salário de fome e polícia em cima de reclamarem.
E ainda tem quem assista CASSETA E PLANETA, um programa de terror que chamam de humorismo.
Ou acredite no JORNAL NACIONAL, em FOLHA DE SÃO PAULO, VEJA, etc.
Na edição de quinta-feira do JORNAL NACIONAL, Marina da Silva aparece falando sobre sua posição no segundo turno. Só que num plano geral e sem suas declarações. Quem conferiu em outro jornal, de qualquer outra rede, Marina estava dizendo que “O Brasil está pronto para ter uma mulher na presidência”.
Vai ver Bonner cortou isso por contrariar “os nossos amigos americanos”.
São pulhas da pior espécie e estão tentando desesperadamente vender o Brasil.
Ludibriar os brasileiros, atemorizar a todos nós com mentiras.
É outro Brasil o deles. É BRAZIL.

sábado, outubro 09, 2010

Privatizado

Bertolt Brecht

 

Bertolt Brecht

Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar.
É da empresa privada o seu passo em frente,
seu pão e seu salário.
E agora não contente querem privatizar o conhecimento, a sabedoria, o pensamento, que só à humanidade pertence.
*LuisFavre

“Aborto” é o filho bastardo
da herança de FHC

Na foto, amigo do Serra ao reverenciar Pinochet (morto)

O programa da Dilma no horário eleitoral – http://www.dilma13.com.br/verdades – ignorou a calhordice: recusou-se a politizar o aborto.

Comparou Lula a FHC, mostrou quem é, o que fez e o que vai fazer.

Ao contrário, o programa do Serra só tinha “aborto”.

Como se sabe, o jenio não tem uma ideia original.

Amiga navegante baiana sugeriu a seguinte reflexão.

Nas mãos de um inescrupuloso como o Serra – segundo o Ciro Gomes – a herança política e doutrinária do FHC reduziu-se à calhordice – de novo, segundo o Ciro: a politização do aborto.

Serra não tem o que mostrar.

Ele não tem estratégia, plano de voo.

Suas propostas são um Frankenstein construído num curso à distância da Faculdade do Gilmar.

O mais notável pensamento neoliberal, a frondosa árvore onde se penduram Hayek, Roberto Campos, Pinochet, Reagan, Thatcher, Salinas, Fujimori e Menem, toda essa notável tradição de filósofos e estadistas se reduziu a uma calhordice.

O PiG (*) dizia que o Serra, no segundo turno, ia tirar o Farol de Alexandria do armário.

De fato, tirou.

FHC aparece numa galeria, tão rápido quanto se fosse uma figurinha no álbum do Shrek.

O “aborto”, diz a amiga navegante baiana, comprova a irrelevância da oposição brasileira.

A herança do FHC é um conjunto vazio.

Clique aqui para ler “Como Serra e o FHC venderam o Brasil”.

Serra e o FHC, diz o Delfim, conseguiram o milagre de vender o patrimônio e aumentar a divida.

Uns jenios !

A calhordice é o último reduto dos velhacos, diria Samuel Johnson, se conhecesse os brucutus do José Serra.

Clique aqui para ler “como transformar a banda larga num esgoto”.

Clique aqui para ver o depoimento impressionante do Deputado Gabriel Chalita, perseguido de forma sórdida, depois que rompeu com o Serra.

O Aécio também vai comprar a ficha do “aborto” ?

O FHC subscreve o programa de seu filhote na tevê ?

Vamos ver o PSDB defender a Família, a Propriedade e a Tradição ? (Clique aqui para ler sobre o papel da TFP na campanha do Serra)

Quando o CCC entra na parada ?

Os tucanos vão falar de filho fora do casamento ?

É assim que os tucanos pretendem homenagear os Chicago boys, o Pinochet ?

O Serra queria o segundo turno para mostrar quem ele, de fato, é.

Conseguiu.

Clique aqui para ler “Ele não muda de idéia e foi prefeito até o fim” .


Paulo Henrique Amorim

A próxima capa da Veja

A próxima capa da Veja


José Serra, o homem santo. Na TV posa de bom moço.Na  vida real...Bem, na vida real quem conta é meu coleguinha Cloaca, aqui neste link
 

O MUNDO DÁ VOLTAS E MUITAS VEZES NÃO SAÍMOS DO MESMO LUGAR.MARINA É DILMA E LULA E NÃO SERRA

Geografia do voto



Veja o desempenho dos candidatos nas eleições 2010 (direito), município por município, e compare com os mapas de 2006 (esquerdo).
Diga-se de passagem, um ótimo trabalho desenvolvido pelo ESTADÃO, que quando quer SER APENAS UM JORNAL, cuja função é INFORMAR, dá prazer acessar.
*onipresente

Seja dita a verdade



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Chauí prega boicote ao PiG. Não dê entrevista ao PiG






Vamos tirar a folha de parreira deles, viu Palocci ?

POLÍTICA


Para Marilena Chauí, segundo turno não pode se tornar ‘plebiscito sobre aborto’


Em ato pró-Dilma em São Paulo, a professora de filosofia da USP sugere que petistas deixem de atender à mídia


Por: Guilherme Amorim, Rede Brasil Atual


Publicado em 08/10/2010


São Paulo – A filósofa Marilena Chauí fez palestra nesta sexta-feira (8), ao lado de intelectuais e membros do corpo docente da Faculdade de Direito do Largo São Francisco (FDUSP) em um ato organizado para defender a candidatura da governista para a Presidência da República. Ela afirmou que o monopólio da imprensa no Brasil transforma a mídia em um agente antidemocrático e que a disputa não pode se tornar em um plebiscito sobre o aborto, baseado em boatos.


A maioria dos participantes usou seu espaço de discurso para, além de diferenciar os projetos de governo dos candidatos, fazer críticas ao comportamento da imprensa.


Marilena Chauí defendeu que lideranças de esquerda e do PT deixem de atender jornalistas da imprensa convencional, em uma espécie de boicote a pedidos de entrevista. “Para defender a liberdade de expressão é preciso não falar com a mídia”, propõe Marilena Chauí. Ela acredita que a mídia dá espaço para figuras do partido e de movimentos sociais apenas para “parecer plural”, mas promovendo um “controle de opinião” sobre o que é publicado.


A professora aludiu ao caso da dispensa da colunista Maria Rita Kehl pelo jornal O Estado de S. Paulo. “A democracia não é simplesmente um regime da lei e da ordem”, explicou, defendendo que é necessário haver diversidade de opinião na mídia. A professora esclareceu que não se pode permitir que três ou quatro famílias mantenedoras dos meios de comunicação pautem a agenda política do Brasil.


“Temos que impedir que o segundo turno das eleições se torne um plebiscito nacional sobre o aborto”, definiu. Para ela, a cada semana é definida uma nova temática para o debate político – se referindo às discussões eleitorais levantadas recentemente, como a da liberdade de imprensa e a da religião.

Navalha
Conta-se que, um dia, o Otavinho da Folha (**) convidou a professora Chauí para ser articulista da Folha.
E, segundo me contou um aluno dela, a resposta da professora teria sido: eu não vou ser a folha de parreira do Otavinho.
Folha de parreira – aquela que os pintores usam para esconder a nudez.
Quem tem uma história parecida é o Carlos Lacerda, o Pai de Todos os Golpistas – e o mais inteligentes deles: “quem nasceu para José Serra jamais será um Carlos Lacerda”, diz o Brizola Neto.
Lacerda ajudou a dar o Golpe de 1964 e achou que o Brasil ia cair no colo dele.
Quando viu que os militares não iam largar o osso, rompeu com Castello Branco e inventou uma divergência com o Ministro do Planejamento, Roberto Campos, mentor espiritual do Serra e do Fernando Henrique (no campo do neoliberalismo).
Lacerda disse que a política econômica – precursora da privataria – era uma grande roubalheira.
E o Castello fazia o papel de “São Jorge da rua Conde da Lage”.
Na Conde da Lage, na Lapa, ficavam os prostíbulos mais famosos do Rio.
E, no alto das escadas dos prostíbulos, havia sempre um São Jorge iluminado.
É para isso que o Otavinho precisava da professora Chauí: para, como diz ela, “parecer plural”, virtuoso, protegido por um São Jorge iluminado.
A professora Chauí tem razão.
Para que falar com o PiG (*) ?
As declarações são manipuladas.
Na edição, na balança, as opiniões “piguistas” predominam, e os que divergem vão para o pé da página par, transformados numa minoria irrelevante.
Mas, para boicotar o PiG (*) isso, é preciso combinar com os Paloccis.
Combinar com o pessoal do PT que não resiste à urubóloga Miriam Leitão e a uma entrevistinha à GloboNews.
O Serra diz “me desculpe” a repórter da Globo, mas tem muito petista que faz o mesmo (em off).
Façam como o Ministro Samuel Pinheiro Guimarães que só dá entrevista à Eliane Catanhêde por e-mail.
(E mesmo assim ela manipula o título.)
Mas, é melhor mesmo não dar entrevista nenhuma.
E usar a internet, as redes sociais.
Melhorar os sites do Governo, dos partidos, das campanhas.
E tirar a folha de parreira do Otavinho.

Paulo Henrique Amorim
Em tempo: o presidente do PT, José Eduardo Dutra, caiu na asneira de dar uma entrevista ao Globo – pág. A9 – sobre a ida ao segundo turno e mereceu um título na primeira página: “Houve prostração”. É o espírito do Palocci: não pode ver um repórter da Globo.
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um  comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.