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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

sexta-feira, dezembro 23, 2011

Kim Jong-iL, o ditador amado

 

Por Marco Antonio L
Do Opera Mundi

Mariana Terra, no Opera Mundi
Segundo Arnaldo Carrilho, embaixador do Brasil na Coréia do Norte, o país está 'encoberto em luto profundo'.
Pouco se sabe sobre a República Democrática Popular da Coreia. O país, de 24 milhões de habitantes, é um dos mais fechados do mundo e, por isso, é frequentemente alvo de análises subjetivas. Exemplo disso é que após a morte do líder Kim Jong-il, no sábado (17/12), as cenas de norte-coreanos chorando nas ruas levantaram a dúvida se eles estariam realmente emocionados. Mas, de acordo com o embaixador brasileiro em Pyongyang, Arnaldo Carrilho, que vive na capital há mais de um ano, o clima é de genuína consternação com o falecimento do "Grande Líder".
"A Coreia do Norte está encoberta em luto profundo. [Kim Jong-il] era visto com admiração, especial carinho e respeito", contou Carrilho em entrevista por email ao Opera Mundi. Segundo ele, os questionamentos de alguns países do Ocidente sobre os rumos tomados pelo país incomodam os norte-coreanos, especialmente aqueles vindos da imprensa, que é vista como "uma injunção do imperialismo ocidental".
Carrilho também explicou que o culto à personalidade do líder falecido e de seu pai, "Fundador da Pátria, o Iluminado Kim il Sung", como é chamado o ex-governante, pai de Jong-il, faz parte da cultura coreana, "a ponto de conviver bem com o stalinismo (1945-53)", o que foi interrompido pela ocupação norte-americana no Sul.
Com a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, a antes ocupada Coreia foi divida, com o Norte sendo administrado pela União Soviética e o Sul pelos Estados Unidos. Após a saída da URSS, a reunificação se encaminhava, mas a consolidação do regime de Syngman Rhee no Sul, com o apoio dos EUA, acabou com as esperanças. Em 1950, teve início a Guerra da Coreia, com os dois lados querendo a reunificação sob seus respectivos governos. Tecnicamente, os dois países permanecem em conflito.
As informações desencontradas no Ocidente, conforme explicou Carrilho, se devem ao fato de que não há correspondentes internacionais na Coreia do Norte e questionamentos, como a veracidade do choro da população, são comuns. "Esse tipo de informação é colhido em praças inimigas da RPDC, logo, suspeitas", disse.
Processo de transição
Antes mesmo da morte de Kim Jong-il a Coreia do Norte já se preparava para a transição de poder, explicou Carrilho. De acordo com o embaixador, a nomeação ano passado do filho caçula do líder morto, Kim Jong-un, como general, vice-presidente da Comissão Nacional Militar e membro do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores, já demonstrava isso.
Quanto à atuação do Brasil após o falecimento do líder norte-coreano, Carrilho garantiu que o país "continuará a manter boas relações com as duas Coreias, nas esferas bilateral e multilateral, emprestando decisivo apoio à causa da reunificação da Península", aliado ao intermédio desempenhado pelo Brasil nas discussões sobre o programa nuclear nas esferas internacionais.
Pressionada pela AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), o programa nuclear da Coreia do Norte foi foco das atenções há pouco tempo por conta de dois testes nucleares subterrâneos realizados nos últimos anos. O primeiro, em outubro de 2006, não obteve sucesso. Já o segundo, em maio de 2009, foi considerado mais potente. A capacidade do arsenal nuclear norte-coreano é desconhecida.
Vida cotidiana
Isolada do mundo, a Coreia do Norte atrai curiosidade justamente pelo pouco que se sabe sobre seu interior. Histórias de pobreza e fome são frequentes na imprensa, além de acusações de autoritarismo e repressão do governo.

"[Na Coreia do Norte] as pessoas se apresentam adequadamente vestidas, têm moradias disponíveis e vivem em cidades que primam pela limpeza pública. Os cortes de eletricidade, o racionamento de água corrente e a dieta alimentar reduzida não são de molde a afetar o trabalho social", afirmou o embaixador brasileiro.

De acordo com ele, nas regiões mais afastadas do Norte, nas fronteiras com a China e a Rússia, os níveis de pobreza são mais precários, mas ambos países já iniciaram cooperação com a RPDC, visando à criação de ZEEs (zonas econômicas especiais).

O complexo de vira-latas, ontem e hoje


Roberto Amaral
CartaCapital

“A ponte Rio-Niterói é, portanto, uma linda obra turística, cuja prioridade não se justifica em um país de escassos recursos que se defronta com necessidades berrantes que aí estão nesta mesma região do País, clamando pela ação do Governo”.
Eugênio Gudin, O Globo, 2/3/1974
Foi Nelson Rodrigues, em crônica às vésperas da Copa do Mundo de 1958 (Manchete esportiva, 31/5/1958), quando a seleção brasileira partia desacreditada para a disputa na Suécia, quem grafou o conceito de “complexo de vira-latas”, resumo de um colonizado e colonizador sentimento de inferioridade em face do estrangeiro e do que vem de fora, seres e coisas, ideias e fatos.

'Para os áulicos do conservadorismo, tudo o que significa
investimento  com vistas ao futuro deve ser adiado,
como supérfluo'.   Foto: Jupiterimages/AFP
Impecável a definição, cujas raízes nos levam à empresa colonial e ao escravismo, à dependência cultural às diversas Cortes que sobre nós reinaram e ainda reinam.
Peca, porém, o teatrólogo genial e reacionário militante ao atribuir tal “complexo” a um fenômeno nacional, como se fosse ele um sentimento de nosso povo, de nossa gente, pois nada é mais povo brasileiro do que o torcedor de futebol.
Esse sentimento existe, mas regado pela classe dominante brasileira, desde a Colônia, que sempre viveu de costas para o país e com os sonhos, as vistas e as aspirações voltadas para a Europa. Terra de “índios desafeitos ao trabalho”, de “negros manimolentes e banzos” e “europeus de segunda classe”, nosso destino, traçado pelos deuses, era a de eternos coadjuvantes. História própria, industrialização, destino de potência… ah, isso jamais!
Nem no futebol, pois havíamos perdido as copas de 1950 e 1954 justamente porque éramos (eram nossos jogadores) um povo mestiço.
Pensar grande, pensar na frente, projetar-se no mundo e na História, isso é coisa de visionários ou políticos “populistas”.
Tal cantochão reacionário foi construído pelos pensadores dos interesses dominantes (desde os que no Império advogavam o “embranquecimento da raça” e por isso, só por isso, chegaram a admitir a abolição da escravatura), e ainda hoje é o refrão da direita impressa.
Para essa gente, o destino de nosso país era o de exportador de café e importador de manufaturas (“porque produzir aqui se podemos importar o produto estrangeiro, melhor e mais barato?”), e agora é o de exportador de soja e minério in natura. Amanhã, que os fados nos protejam, o destino que nos devotam é de exportadores de óleo bruto, como o Iraque, o Irã, a Venezuela, a Arábia Saudita…
O único engenho concedido ao nosso povo é o carnaval, comercializado pela tevê monopolizada. Mas dizem ao nosso povo os jornalões que não temos capacidade de construir meia dúzia de estádios.
Mesmo o futebol entrou em questionamento, depois que o Santos caiu de quatro nos gramados japoneses. A grande imprensa agora prescreve que o futebol brasileiro precisa reaprender com o catalão, repleto de atletas estrangeiros, inclusive, brasileiros…
Um bom representante desse pensamento conservador – que no Império ceifou pioneiros como Mauá – é Eugênio Gudin, criador (ao lado de Octavio Gouvêa de Bulhões) do ensino da economia em nosso país, e fundador do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas. Monetarista e anti-desenvolvimentista, anti-varguista e anti-juscelinista, iluminador do moderno neoliberalismo brasileiro, combatia a intervenção do Estado na economia, o apoio (com incentivos ou o que fosse) à industrialização, e defendia com unhas e dentes, desconsiderando a realidade objetiva, o equilíbrio financeiro e a austeridade fiscal.
Gudin, como a maioria dos economistas, gostava de falar em “custo de oportunidade”, que procura medir o que poderia ter sido feito em saúde, educação e mais isso e mais aquilo, com os gastos de determinada obra ou melhoramento. Por exemplo, quanto poderíamos ter investido em saúde se não investíssemos na transposição do São Francisco, em que pese ao preço de deixar à míngua milhões de brasileiros do semi-árido nordestino…
Por isso, Gudin, como a classe dominante e a direita impressa, foram contra Brasília e mesmo contra a ponte Rio-Niterói, e são, agora, contra o trem-bala que ligará Campinas-São Paulo ao Rio de Janeiro.
Ainda na ditadura, um falecido jornalão carioca insurgiu-se contra as obras do metrô em nossa cidade, sob o tacanho argumento de “que ainda não haviam sido esgotadas as possibilidades do trânsito de superfície”.
Chateaubriand, nosso Cidadão Kane, mobilizou sua cadeia de jornais e rádios para combater os investimentos da União na triticultura gaúcha “porque era muito mais barato importar trigo dos EUA’”, que então renovavam seus estoques de guerra.
Agora mesmo há os que julgam desperdício os investimentos em hidroelétricas e em Angra III.
Ora, em país que de tudo carece, tudo é urgente e igualmente tudo é adiável. Mais importante do que o “custo de oportunidade” é a oportunidade do investimento, ainda que signifique o atraso de obras e serviços “inadiáveis”.
Assim foram os investimentos dos anos 50 na Petrobras (que Gudin e outros consideravam um desperdício, até por que “o Brasil não possuía petróleo”) e a seguir os investimentos da estatal em pesquisa, de que a prospecção em águas profundas é apenas um dos frutos. Aos míopes daquele então, pergunto: que seria o Brasil de hoje dependente da importação de petróleo? Que será o Brasil de amanhã sem energia elétrica?
Aí então é que não podemos pensar em saúde e educação universais. Mas, para os áulicos do conservadorismo, tudo o que significa investimento com vistas ao futuro deve ser adiado, como supérfluo. Daí o desmantelamento tecnológico de nossas forças armadas, daí o atraso da indústria nuclear, daí o atraso na indústria espacial, daí o atraso na produção de fármacos, na recuperação das ferrovias.
Paremos aqui, pois o rol é interminável.
O Brasil de hoje mostra a relevância dos “injustificáveis investimentos” na construção de Brasília (incorporando à economia mais da metade do território nacional) e da ponte Rio-Niterói, a qual, aliás, já dá sinais de saturação.
Todo mundo pode construir seu trem-bala. Podem o Japão, a China, a Itália, a França, a Espanha… mas o Brasil, não, pois aqui “há outras necessidades exigindo recursos”. E na China e na Espanha por acaso já não há mais nada pedindo investimentos? Seus críticos de boa e de má-fé reduzem o projeto à ligação entre as duas maiores metrópoles do país, ou seja, a um simples sistema de transporte, o que, convenhamos, já o justificaria.
Mas aos esquecidos lembremos o processo de urbanização que essa nova via proporcionará, criando em torno de seu trajeto e de suas estações novas condições de vida e moradia, desafogando os grandes centros, atraindo serviços e indústrias, ou seja, promovendo o desenvolvimento que ensejará investimentos em saúde, educação, saneamento etc.

Presidenta Dilma defende aumento de cooperativas para catadores e rejeita violência contra população em situação de rua

A presidenta Dilma Rousseff reiterou hoje (22) o compromisso de seu governo com os catadores de materiais recicláveis e com a população em situação de rua. Na celebração de Natal que reuniu cerca de mil pessoas na quadra do Sindicato dos Bancários, em São Paulo (SP), a presidenta afirmou que vai trabalhar para que os 190 milhões de brasileiros tenham direitos iguais. Segundo ela, a força do Brasil não está no petróleo ou na agricultura competitiva, mas na força de sua população.
“Estamos abertos a ouvi-los e a procurar os melhores caminhos. O meu governo tem compromisso com os catadores e com a população de rua. E não é só mais um compromisso. Ele é o compromisso principal, porque os 190 milhões de brasileiros precisam ter direitos iguais, acesso aos mesmos serviços. Se eu fracassar nesse compromisso, terei fracassado na minha missão”, disse a presidenta.
Ela defendeu que as cooperativas sejam ampliadas para que mais catadores tenham assegurados seus benefícios. Além disso, segundo a presidenta, o cadastramento dos catadores pode contribuir para o acesso ao Sistema Único de Saúde, a cursos de formação profissional e ao Bolsa Família.
“Nossa maior obsessão com os catadores é construir cooperativas, associações, e garantir que eles tenham a proteção de uma organização forte para de fato atuar na sociedade. Nós podemos construir um caminho de proteção para o catador.”
A presidenta disse ainda que o governo federal fará um esforço para combater a violência contra a população em situação de rua, o que chamou de “limpeza humana”.
“Vamos criar com os estados um diálogo para impedir esteja violência que vocês estão denunciando. Muitas vezes o que está ocorrendo é uma limpeza humana nas grandes cidades.”
O Natal da presidenta Dilma com os catadores e pessoas em situação de rua foi marcado por apresentações musicais e um desfile de modelos vestidas com roupas feitas com material reciclado, além de uma celebração mística.

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*esquerdopata

Mídia sufoca a liberdade de expressão


*Miro

Deleite John Lennon

CORPORATIVISMO DA ELITE DO JUDICIÁRIO GERA CRISE DE CREDIBILIDADE, FALÊNCIA E DECANDÊNCIA DO IMPÉRIO DA LEI

 


O ministro Marco Aurélio Mello no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília
O ministro Marco Aurélio Mello,é um dos ministros do Supremo Tribunal Federal

Para leitor, decisão do STF sobre o CNJ favorece a corrupção


Ao reduzir o poder do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) de investigar juízes, o STF (Supremo Tribunal Federal) sinalizou a todos os corruptos que continuem com suas roubalheiras, desvios, superfaturamentos, fraudes, vendas de sentenças e diversos outros crimes que sugam dinheiro de áreas prioritárias.
 
Sinalizou mais uma vez a todos brasileiros que aqui é o país da impunidade, que o crime compensa e o combate à corrupção não é prioridade da Justiça e dos governantes.



Sérgio Lima - 19.dez.2011/Folhapress/Blog o Proletário





EQUADOR SOCIALISTA AVANÇA NA MELHOR DISTRIBUIÇÃO DA RIQUEZA

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Cerca de 440 mil pessoas deixaram de ser pobres no Equador no último quinquênio (2006 e 2010), pelo esforço sustentado em busca de maior equidade, afirmou o secretário de Planejamento e Desenvolvimento (Senplades), Fánder Falconí.

Em 2010, segundo a pesquisa nacional de emprego e desemprego urbana e rural do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (INEC), a pobreza total medida neste país pelas pessoas que recebem rendimentos menores de 2,3 dólares diários, foi de 32,8 por cento.

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Essa cifra percentual reflete uma diminuição de 4,8 pontos com respeito a 2006, quando a pobreza por rendimentos foi de 37,6 por cento, sublinha Falconí em seu artigo intitulado Urgente equidade!, na mais recente edição digital do jornal O Telégrafo.

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Rafael , o jovem  presidente socialista, que batalha em defesa da dignidade e escreve a nova  história do seu povo

Coincide "com estes avanços o recente informe Pobreza, desigualdade e percepções sobre o mundo do trabalho na América Latina", difundido pela Comissão Econômica para a América Latina e Caribe em 2011, destaca o acadêmico e ex-chanceler equatoriano.


Há outro sucesso substantivo: a pobreza nacional rural caiu de 60,6 a 53 por cento no mesmo período, enfatizou o também membro do Birô Político do dirigente Movimento PAIS.

Configura-se, assim, explicou o titular de Senplades, um novo padrão de acumulação e regime de regulação, no qual as crises econômicas não implicam retrocessos em pobreza e desigualdade (dois conceitos diferentes), como no passado.

A desigualdade ou a concentração do rendimento nos ricos requer tempos mais longos para ser diminuída, porque implica, inclusive, problemas culturais, de educação, ponderou.

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Tal desigualdade é uma característica da história da América Latina, região onde existem as maiores diferenças entre pobres e ricos do planeta, recordou, ao citar como fonte o relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento de 2010.

Maior equidade para a América Latina supõe um marco de convivência democrática, no qual se processem os conflitos sociais e os dissensos políticos, e também, agregou um tratamento político e técnico das debilidades estruturais herdadas.

Sem dúvida, concordou, é melhor investir em obras públicas, educação e saúde que seguir atados ao pagamento da dívida externa ou sujeitar às políticas do Fundo Monetário Internacional, inequitativas por antonomásia.

Os bons resultados de Equador não são o único argumento para impulsionar uma mudança de regime de acumulação e de modelo de Estado.

É evidente, agregou Falconí, que as soluções aos problemas da vida quotidiana (insegurança, desemprego, insalubridade, atenção médica, exclusão, discriminação, migração) reclamam ações urgentes em matéria de equidade.


Fonte: Prensa Latina

Charges do Dia

http://img.photobucket.com/albums/v85/jumento/022/emigrantes.jpgDocentes de Portugal ^

Oferta tucana em SP: Minha Casa, meu Incêndio

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Premiê português sugere que professores desempregados deixem o país

O primeiro-ministro de Portugal, o conservador Pedro Passos Coelho, sugeriu que os professores desempregados emigrem para países lusófonos. O chefe de governo ainda realçou as “necessidades” educacionais do Brasil.
Em uma entrevista publicada no último domingo (18) ao jornal Correio da Manhã, o líder do PSD (Partido Social-Democrata) foi questionado sobre se aconselharia os “professores desempregados a “abandonarem a zona de conforto” e a “procurarem emprego em outro país”.
Passos Coelho
O premiê, por sua vez, sugeriu que eles fossem para Angola. “E não só. O Brasil tem também uma grande necessidade ao nível do ensino básico e secundário”, disse.
Pedro Passos Coelho deu esta resposta depois de ter referido as capacidades de Angola para absorver mão-de-obra portuguesa em setores relacionados à tecnologia de informação e ainda em áreas relacionadas à saúde, educação, meio ambiente e comunicações”.
“Sabemos que há muitos professores em Portugal que não têm ocupação a esta altura. O próprio sistema privado não consegue ter oferta para todos”, afirmou, sem apontar qualquer outra saída.
“Estamos com uma demografia decrescente, como todos sabem. Portanto, nos próximos anos, haverá muita gente em Portugal que, das duas uma: ou consegue se formar como professor e estar disponível para outras áreas ou, querendo manter-se sobretudo como professores, podem olhar para todo o mercado da língua portuguesa e encontrar aí uma alternativa”, explicou.
Portugal é um dos países da Europa com menor nível de escolarização da população, segundo o Relatório do Desenvolvimento Humano de 2011, publicado em novembro pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).
No país ibérico, a escolarização média da população com mais de 25 anos é de 7,7 anos. Em outros países europeus afetados pela crise, como na Grécia e na Itália, o índice chega a 10,1 anos. Na Espanha, é de 10,4 e, na Alemanha, de 12,2 anos. 
*comtextolivre