Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Eles choram, cozinham, fazem faxina e conversam. São seres humanos como
nós. É isso que The Ultimate Fighter, o novo reality sobre os lutadores
de MMA (sigla para artes marciais em inglês) quer provar.
O reality é transmitido pela tevê Globo aos domingos à meia-noite. Os 12
remanescentes episódios servirão como um excelente substituto para
soníferos. Pelo menos funcionou para mim na estreia, no domingo 25.
Volta e meia, quando alguém quer questionar a necessidade de regulação
de conteúdo na mídia, diz que ‘o melhor controle é o controle remoto’.
Essa frase é usada não apenas por adversários de qualquer forma de
regulação, mas também por políticos de esquerda que querem deixar claro
que respeitam a liberdade de imprensa. A expressão, contudo, é
superficial e revela um olhar negligente e conservador.
Misteriosamente, a Líbia desapareceu da “grande mídia” nos cinco meses
transcorridos após o assassinato de Muamar Kadafi e a tomada do poder
por seus inimigos, com a decisiva ajuda de milhares de bombas lançadas
por aviões da Inglaterra, França e EUA.
Nova pesquisa eleitoral divulgada nesta segunda-feira (26/03) em Paris
mostra dois fatos novos na corrida presidencial francesa, cujo primeiro
turno será disputado em 22 de abril. Segundo enquete realizada dias após
a descoberta da identidade do atirador responsável pelos atentados de
Toulouse, os números mostram como principal novidade a ascensão do
candidato Jean-Luc Mélenchon (Frente de Esquerda) e estabilidade entre
os dois favoritos, o socialista François Hollande e o atual presidente
Nicolas Sarkozy.
O golpe e a ditadura foram a desembocadura natural da direita brasileira
– partidos e órgãos da mídia, além de entidades empresariais e
religiosas. A direita brasileira aderiu, em bloco, ao campo
norteamericano durante a guerra fria, adotando a visão de que o conflito
central no mundo se dava entre “democracia”(a liberal, naturalmente) e o
comunismo (sob a categoria geral de “totalitarismo”, para tentar fazer
com que aparecesse como da mesma família do nazismo e do fascismo).
A encantadora capital da Bahia, cidade mais antiga e primeira capital do
Brasil, completa 463 anos de existência. Salvador é a cidade mais negra
fora do continente africano. Segundo o IBGE, 80% da população é
composta por afrodescendentes, oriundos de várias tribos e reinos, que
aqui chegaram escravizados. Misturados aos elementos da cultura indígena
e europeia, a herança trazida pelas diversas etnias africanas
transformou a Bahia num lugar particularmente mágico.
USP: Segundo denúncia, policiais militares atuam em conjunto com o PCC no campus da universidade
O jornalista Sandro Barboza, da TV
Bandeirantes, divulgou trechos de um relatório de investigação da morte do estudante
Felipe Ramos de Paiva, dentro da USP em maio de 2011, o qual afirma que a organização
criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) paga “semanalmente elevados valores
aos policiais militares que atuam na região”. A morte do estudante dentro do campus
da USP foi o pretexto utilizado pelo reitor Grandino Rodas para a implementação
permanente de efetivos da PM no campus.
O Jornal da Band transmitiu uma matéria
na noite de terça-feira, dia 27, com uma denúncia sobre o envolvimento de policiais
militares e integrantes do crime organizado dentro da Universidade de São Paulo,
entre outros locais. O jornalista Sandro Barboza divulgou trechos de um relatório
de investigação da morte do estudante Felipe Ramos de Paiva, dentro da USP em maio
de 2011, o qual afirma que a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC)
paga “semanalmente elevados valores aos policiais militares que atuam na região”.
A morte do estudante dentro do campus
da USP foi o pretexto utilizado pelo reitor Grandino Rodas para a implementação
permanente de efetivos da PM no campus. O relatório sobre o caso, feito pelo Departamento
de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, foi arquivado justamente
porque se tratava de um esquema da PM com os criminosos, segundo a reportagem. O
relatório arquivado foi a base para a investigação da equipe de reportagem da emissora.
“Mesmo tendo recebido o documento,
a Secretaria de Segurança Pública designou os policiais do 16º [DP] para fazer o patrulhamento na cidade
universitária”, diz o jornalista na reportagem, em referência ao Departamento Policial
que faz fronteira com a USP e com a Favela de São Remo.
A reportagem é baseada neste relatório
e no depoimento de um ex-investigador do DHPP (não identificado) que teria ajudado
neste caso. Ele afirma que “alguns trabalhos, com certeza o governador [Geraldo Alckmin], o secretário de Segurança
Pública [Antônio Ferreira Pinto], o comandante
geral da PM [coronel Álvaro Batista Camilo]
têm ciência”. A edição da matéria sugere que o caso da USP seria um deles.
O intervalo de tempo entre a morte
do estudante e a implementação do policiamento cotidiano na USP coincide com a finalização
e o arquivamento do relatório da Polícia Civil. Ou seja, a decisão do reitor João
Grandino Rodas foi simultânea à conclusão do relatório sobre a morte do estudante.
Criminalização
O convênio entre a Secretaria de Segurança
Pública e a USP é de setembro de 2011, assinado por Ferreira Pinto e Rodas, mas
apenas no dia 27 de outubro o movimento estudantil expressou com mais veemência
sua contrariedade ao convênio, depois de a Polícia Militar deter três estudantes
por supostamente portarem uma pequena quantidade de maconha. No mesmo dia, houve
uma ocupação da sede da administração da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências
Humanas (FFLCH), e policiais usaram bombas, balas de borracha e cassetetes contra
estudantes.
No dia 11 de novembro, a PM entrou
com um efetivo de 400 policiais e prendeu 73 estudantes que ocupavam o prédio da
reitoria. Em seguida, o movimento estudantil ganhou força, realizou assembleias
massivas e decretou greve. A Polícia Militar permaneceu atuando no local e novos
conflitos já ocorreram.
As novas denúncias podem inverter
o discurso que o reitor e o governo do Estado de SP conseguiram impor à sociedade,
com ajuda de alguns meios de comunicação, de que os estudantes – usuários ou não
de drogas – e o movimento estudantil são os criminosos contra os quais a policia
deve estar em luta permanente. Se as informações da investigação estiverem corretas,
poderão comprovar que os criminosos são os policiais militares do reitor Rodas,
do Secretário Ferreira Pinto e do governador Geraldo Alckmin (PSDB).
A Carta Maior publicou matéria em novembro de 2011 sobre a aposta da Secretaria de
Segurança Pública em militares linha dura e a interferência da secretaria nas investigações
do DHPP nos casos de mortes cometidas por policiais, registradas como “resistência
seguida de morte”. Segundo os dados da própria secretaria, apenas 30% das investigações
dessas ocorrências explicaram o ocorrido.
*Limpinhoecheiroso
Demóstenes, Veja, Mensalão e o STF - Quem armou para detonar José Dirceu? # @
Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:O
texto que o Escrevinhador reproduz abaixo merece ser lido com muita
atenção. A informação é de que Carlinhos Cachoeira (aquele que a Folha,
com deferência, chama de “empresário do jogo”) teria tramado o Mensalão
em parceria com Demóstenes Torres (DEM-GO) – o grande tribuno da moral e
dos bons costumes. E mais: a Veja pode ter participado da trama.
A
história política é repleta de senões e detalhes e é preciso ficar
atento a eles. Há uma cena que sempre me vem à mente quando o caso do
mensalão volta à tona. Ao fim da entrevista do presidente Lula com os
“blogueiros sujos” foi sugerida uma foto oficial. Antes de fazê-la,
senti Lula pegando-me pelo braço e ao mesmo tempo dizendo: “Deixa eu
dizer uma coisa, deixa eu dizer uma coisa…”, o que fez com que os
“sujos” se reunissem em torno dele. Sem que ninguém tivesse tocado no
assunto, disparou. “Uma coisa que quero combinar com vocês é que depois
que eu desencarnar vou contar tudo o que sei dessa história do mensalão.
Sabem por quê? Porque o Zé Dirceu pode ter muitos defeitos, mas o que
fizeram com ele nessa história foi um absurdo… Depois de desencarnar,
quero dar uma entrevista para vocês para falar disso, combinado?
Revista Veja constrangeu reportagens investigativas sobre Demóstenes
Torres e Carlinhos Cachoeira, forjando a surrada técnica de
contra-informação usada por José Serra, de se passar por vítima de
dossiês quando é flagrado em algum escândalo de corrupção.
Uma matéria de contra-informação publicada na revista Veja em 2007 para
blindar o senador Demóstenes Torres (DEM/GO) das acusações que agora vem
ao conhecimento público, reforça indícios da associação da revista Veja
com Carlinhos Cachoeira.
Em 2007, o senador Demóstenes Torres (DEMos/GO) conspirava no conselho
de ética no Senado e na imprensa para cassar o então presidente do
senado Renan Calheiros (PMDB/AL), acusado de ter contas supostamente
pagas por um lobista de uma empreiteira.
Por trás da trama do denuncismo, a preocupação com a ética passava longe. Havia apenas a disputa política pelo poder no Senado.
Países
emergentes consolidam espaço e exigem mais poder nas decisões
multilaterais e nos organismos financeiros mundiais. Enquanto a Europa e
EUA passam por graves crises, BRICS planejam banco paralelo ao FMI.