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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

domingo, novembro 25, 2012

Uma cidade que vive uma tensão cotidiana, um projeto de apagamento da memória coletiva e o afastamento sistemático dos pobres do mar. Distopia::021 é um video documentário sobre a revitalização da zona portuária do Rio de Janeiro no horizonte dos megaeventos esportivos internacionais (Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos 2016).


*docverdade

Presidente prestigia posse de golpista supremo



Israel: mil olhos por um olho

Saudades da inquisição

*esquerdopata

Veja e a máfia. Tudo a ver.

 

 
A CPI do Cachoeira acaba de divulgar o relatório final de suas investigações.
 
 
Aqui, provas valeram mais que suposições. Além do próprio bicheiro, condenado e solto (??!! alguém desenha pra mim?), de graúdos, foram indiciados: Policarpo Jr., editor da Veja em Brasília; Marconi Perillo, governador de Goiás; Demóstenes Torres, senador cassado e outros 40. O relatório ainda acusa de prevaricador o procurador Roberto Gurgel.
O mais importante, a meu ver, é indiciamento de Policarpo Jr.
 
Passamos anos acusando o PiG de agir como PiG. Principalmente por ter o domínio dos fatos (aqui, literalmente falando!) e a exclusividade da opinião publicada sobre eles. Chegou, enfim, a hora da verdade para uma das quatro famiglias que dominam a mídia no Brasil. As gravações entregues à CPI pela Polícia Federal, revelando o conteúdo de mais de duzentas conversas entre o editor da Veja e o bicheiro – trocando favores, definindo pautas e atacando adversários em matérias plantadas – não podiam passar em branco.
 
Cachoeira ainda aparece em “relacionamento íntimo” com o governador de Goiás, Marconi Perillo. E isso não é novidade. Afinal, o PSDB é campeão nacional de fichas-sujas. Marconi só vai engrossar o caldo.
 
Se, por um lado, a oposição e os juízes se agarram à condenação fraudulenta de José Dirceu para dar continuidade ao golpe contra o PT, por outro, a relação criminosa entre o editor da revista de maior circulação no país e um bicheiro cheio de tentáculos em elevadas esferas políticas, retira a Veja do saco das publicações mexeriqueiras e a afunda no dos criminosos lesa-pátria.
 
A inclusão de Policarpo Jr. e mais 4 jornalistas no grupo dos indiciados é um alívio. Corriam boatos de que o mafioso Civita intimidara os membros da CPI pelo livramento do editor de sua revista. Já Rupert Murdoch, o magnata da mídia mundial, mil vezes mais poderoso que Civita, foi obrigado a fechar um de seus jornais, o News of the World, por imposição das leis inglesas que regulam os meios de comunicação daquele país.
 
 
Nossa mídia rasteira classificou o relatório final da CPI do Cachoeira como retaliação pela farsa do julgamento da farsa do chamado mensalão do PT. O PiG foca somente os jornalistas envolvidos com a quadrilha de Cachoeira. Choraminga a mesma ladainha da liberdade de expressão de SUA famiglia. Mas o total de indiciados soma 34. Tem gente que recebeu coisa de R$ 1,8 milhões de Cachoeira. Em termos de valores em espécie, o que os jornalistas receberam é trocado perto do que movimentaram os graúdos. Mas se falarmos em reforços para a realização do debate pela Lei de Médios, é um argumento de peso.
 
Obviamente que o dono da Abril tem mais força política que os acusadores de Policarpo Jr. E pelo atual espírito de inconstitucionalidade que assola o STF – justo aqueles que deveriam proteger nossa Constituição com unhas e dentes –, Veja pode se safar nas páginas de toda a famiglia e nos tribunais. Mas não vai “apagar” sua associação com o crime organizado.
 
 
Nas manchetes, perdemos feio para a mídia corporativa. Mas existem outras frentes de batalha. Teremos muitas ações e eventos de apoio à Dirceu e Genoino. Mais adiante, quando partirem para cima de Lula, virá uma onda maior de protestos contra a criminalização do partido que não conseguem derrotar nas urnas desde 2002.
 
À partir do relatório desta CPI e somando-se as incontáveis falcatruas da publicação, Veja torna-se o exemplo mais cristalino da necessidade de regulação da mídia.
 
 
O PT ensaia uma nova postura. Anda trocando a indiferença conveniente e costumeira pelo enfrentamento e defesa de seus mais caros membros. Sabemos que é isso que a mídia golpista quer. Enfrentamento. Para que possa usar seus canhões assassinos de reputações contra os “insurgentes” sem dar chances de defesa – o que, aliás, ensinou aos capas-pretas do STF. Mesmo assim, a reação do PT é positiva e deve ser mais contundente.
 
 
Vem chumbo grosso do lado de lá. Se não mostrarmos agora nossa indignação contra a mídia e o STF, outros golpes, como o da 470, a roubarão de nós.
 
 

A estratégia imperialista para a América Latina avança com a escalada militar.




Cheryl Pellerin (Edição de Rick Rozoff*)

A estratégia imperialista para a América Latina avança com a escalada militar. Não apenas com o alargamento da rede de bases militares dos EUA, mas com o estreitamento da colaboração militar atravé
s, nomeadamente, do programa MODA e da inicativa DIRI. O programa MODA está em aplicação no Afeganistão. Agora o Departamento de Defesa está a expandi-lo no sentido do compromisso de outros países fora do Afeganistão, como o Peru e o Montenegro. No Hemisfério Ocidental, Chile, Brasil, Peru, Colômbia e Guatemala já participam da Iniciativa DIRI (Defense Industrial Reform Initiative [Iniciativa de Reforma Industrial da Defesa]).


WASHINGTON: No decurso da visita desta semana para se encontrar com líderes do Peru e Uruguai e os seus homólogos numa conferência de ministros da Defesa das Américas, o secretário de Defesa dos EUA Leon E. Panetta irá implementar elementos da “Orientação Estratégica do Departamento de Defesa dos EUA para 2012” [orig. 2012 DOD Strategic Guidance: Sustaining US Global Leadership. Priorities for the 21th century Defense[1]] relativos ao Hemisfério Ocidental.[2]



Ontem, antecipando a visita de Panetta, o Departamento de Defesa distribuiu a “Declaração sobre a Política de Defesa do Hemisfério Ocidental” [orig. Western Hemisphere Defense Policy Statement[3]].

A Declaração “visa a explicar como essa orientação estratégica irá modelar o nosso compromisso para com a região, como se aplica à região e, assim, irá acrescentar maior detalhe sobre como iremos implementar essa Orientação Estratégica no Hemisfério Ocidental” – informou aos jornalistas um dos funcionários da Defesa que viaja com o secretário Panetta.

“O documento articula os nossos objectivos com a Orientação Estratégica” – acrescentou. – “e creio que é importante destacar que o secretário não estará apenas a divulgar a Orientação Estratégica, mas estará já a trabalhar efectivamente na sua implementação no decurso da sua estadia.”

Panetta realizará esse objectivo, disse o funcionário, trabalhando com nações presentes em esforços que envolvem (…) o fortalecimento de instituições de defesa multilateral na região e o apoio ao desenvolvimento de instituições de defesa amadurecidas e profissionais.

Os funcionários do Ministério da Defesa dos EUA buscam também reforçar instituições multilaterais de Defesa na região, onde muitos países, de entre os quais Uruguai, Peru, Argentina, Brasil e outros, são o que funcionário do Ministério da Defesa designou como “exportadores de segurança”.

Esses países, disse, contribuem sob diversas formas significativas para a segurança regional e global, incluindo a intervenção enquanto tropas de manutenção da paz da ONU, e a ajuda à capacitação e ao treino de forças policiais e forças armadas na América Central e em outras zonas.

“Em Abril, em Cartagena, Colômbia, à margem da Cimeira das Américas, o presidente da Colômbia Juan Manuel Santos e o presidente Barack Obama assinaram um plano de ação para coordenarem esforços na mesma direção” – disse o funcionário da Defesa. “Estaremos alavancando essa experiência, essa capacitação, as lições aprendidas por tantos países da região no sentido de coordenar esforços de modo a evitar a duplicação de acções na América Central”, explicou

“Em Outubro”, acrescentou, “estaremos a construir um plano detalhado de acção, segundo o qual os EUA e a Colômbia coordenarão quem faz o quê, de modo a alavancar os recursos e condições de que necessitamos para efectivar a criação de capacidades, o treino e outras, na América Central e em outros locais.”

Disse ainda que os EUA e o Canadá dispõem também de um plano de trabalho específico envolvendo a América Central.

“Estamos a desenvolver esta linha e ela é coerente com a orientação do secretário e com os termos da Declaração Estratégica para Defesa do Hemisfério Ocidental, no sentido de desenvolver abordagens inovadoras e parcerias inovadoras que nos capacitem a lidar com os muito complexos desafios que enfrentamos no Hemisfério” – acrescentou o funcionário.

No Peru, o secretário Panetta irá oferecer, integrando o esforço para apoiar o crescimento de instituições de defesa maduras e profissionais, a possibilidade de o país participar no programa chamado “Conselheiros do Ministério da Defesa”, Ministry of Defense Advisers, MODA.

O programa MODA está em aplicação no Afeganistão. Agora o Departamento de Defesa está a expandi-lo no sentido do compromisso de outros países fora do Afeganistão, como o Peru e o Montenegro.

Se o Peru aceitar a parceria, o programa MODA inserirá no Departamento de Defesa do Peru um especialista técnico que ali trabalhará até dois anos. Esse especialista disponibilizará aconselhamento técnico consistente em questões como orçamentação, aquisição, pesquisa, planeamento e planeamento estratégico – informou aos jornalistas o funcionário do Departamento de Defesa.

O Programa MODA é uma parceria que os EUA oferecem a países que já trabalharam com os EUA em outro programa chamado DIRI, “Defense Industrial Reform Initiative” [Iniciativa de Reforma Industrial da Defesa]. Para este programa, equipas do Departamento de Defesa dos EUA deslocam-se para os diferentes países, onde trabalham com os ministérios locais de defesa uma ou duas semanas de cada vez, sobre questões técnicas semelhantes.

No Peru, disse o funcionário, “o secretário Panetta explicará o Programa MODA ao ministro de Defesa peruano, e depois caber-nos-á garantir que o programa será exactamente adequado àquilo que os peruanos considerem que lhes é mais conveniente e eficaz.”

No Hemisfério Ocidental, Chile, Brasil, Peru, Colômbia e Guatemala já participam actualmente no programa DIRI – disse o funcionário.

Para além da assistência humanitária e da resposta a situações de calamidade, outros tópicos em discussão na conferência de ministros de Defesa incluirão a preservação da paz, o Sistema Interamericano de Defesa, e segurança e defesa, relacionada com o papel dos militares em situações que não sejam de Defesa – como o combate ao tráfico de drogas.

A Iniciativa das Operações Globais de Preservação da Paz dos EUA [orig. US Global Peacekeeping Operations Initiative, GPOI], trabalha com vários países como Peru, Uruguai, El Salvador e outros no treino e equipamento de tropas para manutenção da paz e no reequipamento dos centros de treino para essas tropas.

Desde 2007, os EUA já transferiram para o governo do Peru o equivalente a $7 milhões de dólares, de fundos da GPOI.
Foto: Cheryl Pellerin (Edição de Rick Rozoff*)
 
A estratégia imperialista para a América Latina avança com a escalada militar. Não apenas com o alargamento da rede de bases militares dos EUA, mas com o estreitamento da colaboração militar através, nomeadamente, do programa MODA e da inicativa DIRI. O programa MODA está em aplicação no Afeganistão. Agora o Departamento de Defesa está a expandi-lo no sentido do compromisso de outros países fora do Afeganistão, como o Peru e o Montenegro. No Hemisfério Ocidental, Chile, Brasil, Peru, Colômbia e Guatemala já participam da Iniciativa DIRI (Defense Industrial Reform Initiative [Iniciativa de Reforma Industrial da Defesa]).
 

WASHINGTON: No decurso da visita desta semana para se encontrar com líderes do Peru e Uruguai e os seus homólogos numa conferência de ministros da Defesa das Américas, o secretário de Defesa dos EUA Leon E. Panetta irá implementar elementos da “Orientação Estratégica do Departamento de Defesa dos EUA para 2012” [orig. 2012 DOD Strategic Guidance: Sustaining US Global Leadership. Priorities for the 21th century Defense[1]] relativos ao Hemisfério Ocidental.[2]

 

Ontem, antecipando a visita de Panetta, o Departamento de Defesa distribuiu a “Declaração sobre a Política de Defesa do Hemisfério Ocidental” [orig. Western Hemisphere Defense Policy Statement[3]].

A Declaração “visa a explicar como essa orientação estratégica irá modelar o nosso compromisso para com a região, como se aplica à região e, assim, irá acrescentar maior detalhe sobre como iremos implementar essa Orientação Estratégica no Hemisfério Ocidental” – informou aos jornalistas um dos funcionários da Defesa que viaja com o secretário Panetta.

“O documento articula os nossos objectivos com a Orientação Estratégica” – acrescentou. – “e creio que é importante destacar que o secretário não estará apenas a divulgar a Orientação Estratégica, mas estará já a trabalhar efectivamente na sua implementação no decurso da sua estadia.”

Panetta realizará esse objectivo, disse o funcionário, trabalhando com nações presentes em esforços que envolvem (…) o fortalecimento de instituições de defesa multilateral na região e o apoio ao desenvolvimento de instituições de defesa amadurecidas e profissionais.

Os funcionários do Ministério da Defesa dos EUA buscam também reforçar instituições multilaterais de Defesa na região, onde muitos países, de entre os quais Uruguai, Peru, Argentina, Brasil e outros, são o que funcionário do Ministério da Defesa designou como “exportadores de segurança”.

Esses países, disse, contribuem sob diversas formas significativas para a segurança regional e global, incluindo a intervenção enquanto tropas de manutenção da paz da ONU, e a ajuda à capacitação e ao treino de forças policiais e forças armadas na América Central e em outras zonas.

“Em Abril, em Cartagena, Colômbia, à margem da Cimeira das Américas, o presidente da Colômbia Juan Manuel Santos e o presidente Barack Obama assinaram um plano de ação para coordenarem esforços na mesma direção” – disse o funcionário da Defesa. “Estaremos alavancando essa experiência, essa capacitação, as lições aprendidas por tantos países da região no sentido de coordenar esforços de modo a evitar a duplicação de acções na América Central”, explicou

“Em Outubro”, acrescentou, “estaremos a construir um plano detalhado de acção, segundo o qual os EUA e a Colômbia coordenarão quem faz o quê, de modo a alavancar os recursos e condições de que necessitamos para efectivar a criação de capacidades, o treino e outras, na América Central e em outros locais.”

Disse ainda que os EUA e o Canadá dispõem também de um plano de trabalho específico envolvendo a América Central.

“Estamos a desenvolver esta linha e ela é coerente com a orientação do secretário e com os termos da Declaração Estratégica para Defesa do Hemisfério Ocidental, no sentido de desenvolver abordagens inovadoras e parcerias inovadoras que nos capacitem a lidar com os muito complexos desafios que enfrentamos no Hemisfério” – acrescentou o funcionário.

No Peru, o secretário Panetta irá oferecer, integrando o esforço para apoiar o crescimento de instituições de defesa maduras e profissionais, a possibilidade de o país participar no programa chamado “Conselheiros do Ministério da Defesa”, Ministry of Defense Advisers, MODA.

O programa MODA está em aplicação no Afeganistão. Agora o Departamento de Defesa está a expandi-lo no sentido do compromisso de outros países fora do Afeganistão, como o Peru e o Montenegro.

Se o Peru aceitar a parceria, o programa MODA inserirá no Departamento de Defesa do Peru um especialista técnico que ali trabalhará até dois anos. Esse especialista disponibilizará aconselhamento técnico consistente em questões como orçamentação, aquisição, pesquisa, planeamento e planeamento estratégico – informou aos jornalistas o funcionário do Departamento de Defesa.

O Programa MODA é uma parceria que os EUA oferecem a países que já trabalharam com os EUA em outro programa chamado DIRI, “Defense Industrial Reform Initiative” [Iniciativa de Reforma Industrial da Defesa]. Para este programa, equipas do Departamento de Defesa dos EUA deslocam-se para os diferentes países, onde trabalham com os ministérios locais de defesa uma ou duas semanas de cada vez, sobre questões técnicas semelhantes.

No Peru, disse o funcionário, “o secretário Panetta explicará o Programa MODA ao ministro de Defesa peruano, e depois caber-nos-á garantir que o programa será exactamente adequado àquilo que os peruanos considerem que lhes é mais conveniente e eficaz.”

No Hemisfério Ocidental, Chile, Brasil, Peru, Colômbia e Guatemala já participam actualmente no programa DIRI – disse o funcionário.

Para além da assistência humanitária e da resposta a situações de calamidade, outros tópicos em discussão na conferência de ministros de Defesa incluirão a preservação da paz, o Sistema Interamericano de Defesa, e segurança e defesa, relacionada com o papel dos militares em situações que não sejam de Defesa – como o combate ao tráfico de drogas.

A Iniciativa das Operações Globais de Preservação da Paz dos EUA [orig. US Global Peacekeeping Operations Initiative, GPOI], trabalha com vários países como Peru, Uruguai, El Salvador e outros no treino e equipamento de tropas para manutenção da paz e no reequipamento dos centros de treino para essas tropas.

Desde 2007, os EUA já transferiram para o governo do Peru o equivalente a $7 milhões de dólares, de fundos da GPOI.*revolucionarioseternamente

Alunos denunciam câmeras espiãs no bandejão; USP diz que são para ‘monitorar fluxo das refeições’



A foto maior, à esquerda, mostra o quadro que tinha as câmeras ocultas.No alto, à direita, o “furo” na tela que escondia uma câmera. Abaixo, ela instalada

por Conceição Lemes

Há pouco mais de três semanas estudantes, professores e funcionários da USP, na Cidade Universitária, foram surpreendidos com uma denúncia: a reitoria havia instalado, escondidas atrás de quadros no saguão do bandejão central, microcâmeras.
Na hora do jantar desse mesmo dia, as câmeras foram removidas.

A reitoria não deu qualquer explicação nem sobre a colocação nem sobre a retirada dos equipamentos de vigilância. E várias perguntas da comunidade uspiana continua sem respostas, entre as quais estas:
*Por que ela não foi informada previamente da instalação das câmeras?
* Em que outros lugares da Cidade Universitária as pessoas (visitantes e a comunidade da USP) estão sendo vigiadas sem serem informadas?
* O que foi feito com as imagens obtidas durante o tempo em que elas funcionaram sem serem descobertas?
*A instalação das câmeras foi feita por iniciativa da própria reitoria? Se não, quem são os responsáveis?
Assustados com o caso e mais ainda com o silêncio que se seguiu (dentro e fora da USP), um grupo de alunos de graduação em Jornalismo e de pós-graduação em Ciências da Comunicação, resolveu “solicitar informações sobre a instalação das câmeras espiãs dentro do restaurante universitário”.

“Em razão da gravidade dos fatos, imaginávamos que seriam investigados por algum dos órgãos internos da Universidade, especialmente por sua Comissão de Ética, para apuração dos responsáveis e esclarecimento do ocorrido”, diz o grupo de alunos em e-mail enviado ao Viomundo.  “Como não verificamos qualquer movimento nesse sentido, nós resolvemos agir. Fazendo uso da Lei de Acesso à Informação e do Decreto Estadual nº 58.052/12, encaminhamos três pedidos à Reitoria da USP, por meio do Serviço de Informações ao Cidadão – SIC, do governo do Estado.”

Os três pedidos de esclarecimentos foram encaminhados no dia 10 de novembro. Eles  podem ser acompanhados AQUI. Números dos protocolos: 6675012240868159122409 e 70274122411.

USP: CÂMERAS SÃO PARA “ACOMPANHAR O FLUXO E MANTER O ABASTECIMENTO DAS REFEIÇÕES” 

Esta repórter contatou a assessoria de imprensa da reitoria da USP, para saber: 1) Foi a reitoria que determinou a instalação dessas câmeras?; 2) Qual o objetivo delas?; 3) Por que estavam escondidas?; 4) O que a reitoria vai fazer com as imagens obtidas?

Resposta da assessoria de imprensa,via e-mail:

A Superintendência de Assistência Social informa que duas câmeras foram instaladas à entrada do Restaurante Central com a única e exclusiva finalidade de acompanhar o fluxo e manter o abastecimento das refeições, visando a melhor atender à comunidade uspiana. Em razão da demanda crescente de usuários no Restaurante, torna-se necessário monitorar o tempo e o fluxo contínuo para servir as refeições. Cartazes com essas informações estão sendo afixados no local para informar os usuários.

 A reitoria da USP tem até dia 30 para responder os três pedidos de esclarecimentos feitos pelo grupo de alunos. Eles acreditam que a reitoria vá usar o prazo por inteiro, aproveitando o final do ano e as férias, que invariavelmente esfriam esse tipo de questão.
“Caso a reitoria se recuse a fornecer as informações requeridas, retarde deliberadamente ou forneça intencionalmente informações incorretas, incompletas ou imprecisas, o reitor será processado por improbidade administrativa”, antecipa o grupo. “Será também nos termos da Lei de Acesso à Informação e art. 11 da Lei nº 8.429/92.

Em tempo 1. Esses alunos não fazem parte de nenhum coletivo conhecido da universidade. Atemorizados pelo fato, eles estavam conversando sobre o fato e  resolveram arregaçar as mangas. Os nomes dos signatários constam dos requerimentos; apenas não querem que seus dados sejam amplamente divulgados.
Em tempo 2. Se a finalidade era somente monitorar o fluxo de abastecimento das refeições, por que esconder as câmeras atrás das telas? E se não havia realmente nenhuma outra intenção, como fichar os alunos, por que elas foram removidas tão logo a denúncia veio a público?

*cappacete

Charge e foto do dia









Veja que a imprensa brasileira é contra o governo brasileiro.Por quê a omissão dos parlamentares do PT e PMDB?


 


Até quando? 

A revista Veja se tornou o governo brasileiro, pode tudo de acusar sem provas a impedir um relatório de uma CPMI, sem dizer que já manda no Judiciário. 


As reações do PT e, principalmente, do PMDB, esse partido que está em todos os lados e na verdade não está em nenhum, ora é oposição, ora é situação, tudo ao mesmo tempo em uma mesma administração do país, são pífias. 


Uma notinha ali outra acolá, é muito pouco. 


As forças democráticas que venceram as eleições pelo voto estão sendo atacadas de uma maneira vil pela imprensa brasileira que não se conforma com as urnas. 


Diga-se de passagem, essa instituição faz isso tem mais de quinhentos anos. 


Somos obrigados a ler, ver e ouvir ataques orquestrados a Lula, a Dilma e ao PT e, ao mesmo tempo, não temos uma reação à altura. 


Todos os dias são ilações, mentiras, omissões efetuadas pela imprensa brasileira sem que haja um só pedido de esclarecimento à Justiça. 


Estou cansado de tudo isso e ainda tenho ouvir a presidenta dizer que mais vale o 'ruído' da imprensa do que o silêncio da ditadura. 


Ora uma coisa não tem nada com a outra, a imprensa não está fazendo ruído e sim descumprindo a lei maior do país, a Constituição Brasileira. 


O deputado relator da CPMI do Cachoeira ao tentar ler o relatório da Comissão Parlamentar, foi agredido em uníssono pela a detentora do ruído no país. 


O relatório foi apedrejado no mesmo dia que foi solto o motivo maior da CPMI, o larápio Cachoeira. 


A imprensa nem se deu conta tanta era a ânsia de proteger seus empregados corruptos, que pela teoria do 'Domínio de Fato' levariam seus empregadores para cadeia. 


Enquanto o governo do PT não se posicionar com vontade, preparar uma estratégia para rebater esses ataques e até mesmo recorrer a Justiça para reparação dessas infâmias verá sua moral estraçalhada em progressão geométrica por essa gente que não aceita a democracia e que continuará a ofender e desqualificar o governo até que ele caia e tudo possa voltar como antes de 2002, onde éramos o país do futuro. 


A 'elite' nunca teve nenhum interesse em melhorar as condições do povo brasileiro, vejam o caso emblemático da tentativa de tornar os empregados domésticos trabalhador com direitos plenos da CLT. 


A grita dos escravocratas é feroz, apesar da tentativa de disfarce. Tentam se fingir de preocupados com o nível de emprego, mas na verdade nada mais querem de que tudo permaneça igual, que o progresso não chegue ao povo brasileiro. 


A nossa luta é grande e de várias gerações, por isso precisamos dos que têm mais voz do que nós, os parlamentares que elegemos e que devem fazer o seu papel com mais denodo e desassombro. 


V.Exas. não têm que pensar em seus mandatos, em tentar se perpetuar na Câmara dos Deputados ou no Senado Federal, não foi para isso que os elegemos, foi para lutar até a exaustão contra um inimigo feroz e covarde, a imprensa corrupta, golpista, ultra racista e ladra brasileira, que pensa que tem o direito de se apoderar da riqueza nacional. 


Hélio de Souza Borba
 

*cutucandodeleve

Indignados contra julgamento do STF lotam ato em defesa de José Dirceu e de José Genoíno hoje, em SP

 


Dirceu: 'Eu estava marcado para morrer, mas não tenho vocação para a morte'

Durante 'Ato em Defesa do PT', em São Paulo, ex-ministro afirma que vai 'ficar de pé' e que sua inocência está 'registrada nos autos do STF'.

Para ex-ministro José Dirceu, judicialização da política é o novo campo das forças conservadoras.


do Rede Brasil Atual


São Paulo - O ex-ministro José Dirceu afirmou neste sábado (24) que estava “marcado para morrer” desde o início do processo político e midiático conhecido por "mensalão". Da cassação de seu mandato de deputado pela Câmara Federal, em 2005, à condenação pelo STF na Ação Penal 470, agora, Dirceu fez um histórico detalhado dos vários momentos em que as leis e as regras democráticas foram reinterpretadas ou ignoradas para que a investida contra ele e o PT se transformasse num “julgamento de exceção, de caráter sumário”.

“Eu estava marcado para morrer. Só não fui fuzilado porque no Brasil não existe pena de morte. E o problema é que eu não tenho vocação para a morte. Vou ficar de pé”, disse o ex-ministro, arrancando aplausos das pessoas que compareceram ao Sindicato dos Engenheiros, no centro de São Paulo, para o “Ato em Defesa do PT”.

O ato foi organizado pela corrente O Trabalho na abertura do 5º Encontro Nacional Diálogo Petista. A corrente, adversária histórica de Dirceu e de seu grupo dentro do partido, é uma das que estão mais à esquerda no espectro político petista. Segundo Markus Sokol, um de seus líderes, as divergências internas não impedem a solidariedade aos companheiros e a denúncia da maneira como se deu o julgamento, cujo objetivo real seria atingir o PT, a esquerda e as forças populares.

Participaram da plenária, que também contou com o ex-deputado José Genoino, igualmente condenado sem provas, representantes de movimentos sociais e da CUT, além da militância e de parlamentares, como o senador Eduardo Suplicy (SP) e o deputado estadual paulista Zico Prado.

Dirceu classificou de “desfaçatez” a série de manobras criadas para cassá-lo e depois condená-lo, em especial a “narrativa sem provas e sem contraditório” do STF, que “violou” princípios constitucionais como a presunção da inocência e o direito ao recurso a outras instâncias da Justiça.

“O que aconteceu (comigo) é grave e transcende ao julgamento, porque suspende as garantias individuais de todos os cidadão”, avaliou. Segundo ele, o seu caso e de outros criou uma jurisprudência segundo a qual, a partir de agora, qualquer pessoa pode ser condenada sem provas ou testemunhos.

“Mas estou tranquilo”, ressaltou. “Está documentado. Minha inocência está registrada para a história nos autos do próprio STF”.

Dirceu analisou o momento como uma “contra-ofensiva” das forças conversadores. “Como foram derrotados no campo político e social, e também no campo eleitoral, eles criaram outro campo, o da judicialização da política, com a instrumentalização da mídia”, acusou.

Ele afirmou que o PT só vencerá essa contra-ofensiva se fizer um “profundo” balanço político dos último dez anos e traçar uma estratégia de “luta comum”, entre todas as correntes internas e a sociedade, para os próximos dez.

“Aonde quer que eu esteja, quero participar desse debate”, concluiu.


*Opensadordaaldeia