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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista
quarta-feira, novembro 28, 2012
Jefferson se consagra no Supremo.
É um Herói da Pátria !
O próximo passo será o Ministro (Collor de) Mello recomendar ao Papa a beatificação de Jefferson

Saiu no Globo:
STF reduz pena de Jefferson por reu ter denunciado esquema do mensalão
RIO E BRASÍLIA – Ao retomarem nesta quarta-feira o cálculo das penas dos réus condenados no mensalão, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) caminham para encerrar o julgamento do processo, quarenta e nove sessões após o início dos debates, no dia 2 de agosto. O primeiro réu a ter a pena analisada foi o ex-deputado Roberto Jefferson, delator do esquema de compra de votos, que pegou, no total, seis anos, onze meses e 24 dias de prisão – em regime semiaberto – além do pagamento de R$ 746,2 mil, referentes a 287 dias/multa.

O Supremo levou em consideração o valioso papel de Thomas Jefferson na tarefa Suprema de algemar o Dirceu.
Por isso, sua pena foi reduzida.
Lewandowski lembrou que, até hoje, Jefferson não disse onde estavam os R$ 4 milhões que recebeu do PT para pagar despesas de campanha ( e não para votar com Lula …).
(Como se sabe, até hoje, não se provou a existência de um mensalão.)
Lewandowski deu a entender que seria preciso, primeiro, saber qual o Jefferson que era Heróico: se o que disse que o culpado era o Dirceu, ou se quando disse que o culpado era o Lula, ou que não houve um mensalão.
Sim, porque o Jefferson disse qualquer coisa.
Desde cedo, porém, segundo (Collor de) Mello, se soube que o Supremo entendia que Jefferson era um Herói da Pátria.
(Panteão que, agora, conta com a inestimável contribuição do Cyonil –, outro Herói do jn.)
Breve, Jefferson continuará a carreira de astro da tevê.
Não dormirá uma única noite atrás das grades.
Vai poder trabalhar à noite.
Pode fazer parte da bancada de “analistas” políticos da GloboNews – única seção eleitoral em que o Lula perdeu a ultima eleição -, ou ancorar o programa “Entre Caspas”, de palpitantes entrevistas sobre o que aconteceu – ante-ontem.
Resumo da ópera: o Valdemar da Costa Neto e o Thomas Jefferson levaram penas inferiores à do Dirceu…
Paulo Henrique Amorim
[Desejo de Golpe] Brigadeiro Frota: "há uma forte vontade para tirar este governo sem-vergonha que está aí”
A “direitona” está indócil no Brasil. Durante o governo do presidente Lula ela se movimentou de forma razoavelmente discreta. No governo Dilma, no entanto, ela tem se mexido com muita mais desenvoltura, e no ano passado até assinou um manifesto promovido pelo Clube da Aeronáutica contra a Presidente. (leia aqui)
Confira agora a entrevista do ultradireitista, brigadeiro Ivan Frota, que sem meias palavras diz em entrevista ao Jornal Diário da Manhã de Goiânia que “há uma forte vontade para tirar este governo sem-vergonha que está aí”.
Hélmiton Prateado
(do Jornal Diário da Manhã)
*+ no GilsonSampaio
Dez jornalistas mais burros e reacionários do Brasil
É hora dos prêmios de 2012.
A divulgação sai mais cedo porque tudo pode acabar dia 12 de dezembro.
A lista dos mais burros e reacionários deu trabalho aos julgadores.
É muito difícil encontrar um jornalista de opinião política na grande
mídia brasileira que não seja burro, reacionário ou as duas coisas.
Eu sou burro e reacionário.
Mas sou insignificante. A comissão julgadora não me classificou entre
os mil primeiros em reacionarismo. Já em burrice eu poderia ter um
lugar melhor.
Eis a lista dos grandes vencedores:
1 – Merval Pereira
2 – Reinaldo Azevedo
3 – Ricardo Noblat
4 – Eliane Cantanhede
5 – Arnaldo Jabor
6 – Lauro Jardim
7 – Boris Casoy
8 – Ferreira Gullar
9 – Ricardo Setti
10 – Olavo de Carvalho
Olavo de Carvalho, ao menos, parece honesto e leu alguns livros.
É incrível como Arnaldo Jabor vem perdendo terreno. Qualquer um
consegue, hoje, ser mais burro e reacionário do que ele sobre qualquer
assunto.
O Rio Grande do Sul está por baixo. Apesar de quase todos os seus
colunistas serem reacionários, o Estado não consegue emplacar um só
entre os dez primeiros. Sem dúvida, um despretígio para o nosso
jornalismo. Nossos colunistas mais reacionários têm sido ultrapassados
em conservadorismo até por figuras inexpressivas como Lauro Jardim,
editor de notinhas, volta e meia mentirosas ou milimetricamente sacanas e
ardilosas, da revista Veja.
O grande destaque é mesmo Merval Pereira cuja burrice garantiu-lhe um
lugar na Academia Brasileira de Letras sem jamais ter um escrito um só
livro.
Logicamente a revista Veja emplaca o maior número de destaque na categoria.
Ferreira Gullar é um caso de escola, um exemplo de como um grande
poeta de esquerda pode se transformar num cronista idiota de direita.
Custei a perceber a qualidade de alguns nos quesitos em questão. Como
não sou poste, mudei de posição sobre eles quando, enfim, entendi que
eram figuras relevantes em se tratando de burrice e reacionarismo. Eu
não poderia ser injusto com eles. Há outros, conhecidos, que tentam
entrar na lista dos dez mais destacados, mas, apesar do esforço, ainda
lhes falta profundidade.
Boris Casoy é o mais burro e reacionário da televisão.
Todos os citados aqui receberão, por mérito próprio, sem necessidade
de cotas, dois prêmios em 2012: Medalha Lacerdinha e Troféu Jair
Bolsonaro. Parabéns a todos pela brilho no obscurantismo e na estupidez.
Se alguma injustiça tiver sido cometida pela omissão de algum nome
fundamental, a comissão julgadora está disposta a ampliar a lista de
agraciados com os troféus mais cobiçados e bem pagos do Brasil.
*Saraiva
Quem manda no Brasil
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O PT governa o país desde 2003, depois de vencer três eleições presidenciais em seguida.
Apesar disso, não detém o poder.
Ele continua a ser exercido pela mesmas forças que o partido derrotou nas urnas - grandes empresários, latifundiários, banqueiros, militares etc etc.
São esses os personagens que, paradoxalmente, se beneficiam do governo do PT, que criou um verdadeiro mercado de consumo no país, mas fazem de tudo para defenestrá-lo do Palácio do Planalto.
São eles que movem essa guerra sem trégua, sem limites, com batalhas às vezes à luz do dia, mas quase sempre travadas nos subterrâneos da República.
Essas forças nunca permitirão que um governo trabalhista, social-democrata, se consolide no Brasil, tome o poder no Brasil.
Essas forças preferem arruinar o país a vê-lo sob o controle de outras pessoas fora de seu círculo, de sua classe.
Nunca capitularão, nunca permitirão que o Brasil se transforme numa verdadeira República, numa democracia, num país moderno e justo.
Nunca permitirão que as terríveis desigualdades sociais que destróem o futuro do país terminem.
Nunca permitirão que haja Justiça para todos, sem distinção - e não apenas para alguns, os seus inimigos.
Essas forças podem até permitir que o PT, ou outro partido assemelhado, ganhe mais uma eleição presidencial.
Desde que tudo o que importa mesmo continue nas mãos de quem realmente manda.
O resto é perfumaria.
CRÔNICAS DO MOTTA
A milícia demotucana
O governo Geraldo Alckmin conseguiu materializar
um pesadelo que o orgulho paulista há pouco julgava irrealizável: a participação de policiais e outros funcionários públicos nos grupos de
extermínio que espalham chacinas pela periferia paulistana. Algo
que estávamos acostumados a assistir somente nas apocalípticas coberturas
globais do cotidiano carioca transforma-se em cena cotidiana do centro empresarial do país.
Não se trata “apenas” do fracasso administrativo
no combate ao crime organizado, mas de uma putrefação institucional que desafia
a própria autoridade civil eleita com base na suposta excelência
administrativa. Em seu continuado esforço para preservar o governador Geraldo
Alckmin, Ministério Público e Assembléia Legislativa tornaram-se cúmplices das
mortes de tantos civis inocentes. E a imprensa local, que abdica tão
rapidamente das prerrogativas republicanas quando estas deixam de servir-lhe, contribui
para a impunidade dos assassinos.
Vê-se o quanto a onda moralista do noticiário é
genuína e apartidária.
*GuilhermeScalzilli
Dilma afirma que década de 1990 fez América do Sul perder 'tempo valioso'. Ao lado da presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, brasileira ressalta que governantes da região não têm 'o direito' de cometer o erro de não promover a integração
Dilma afirma que década de 1990 fez América do Sul perder 'tempo valioso'
Ao lado da presidenta da Argentina, Cristina Kirchner,
brasileira ressalta que governantes da região não têm 'o direito' de
cometer o erro de não promover a integração
Publicado em 28/11/2012, 18:20
Última atualização às 18:22
Dilma enfatizou que as políticas de ajustes recessivos
levaram desemprego e desesperança aos cidadãos (Foto: Roberto Stuckert
Filho. Planalto)
São Paulo – A presidenta Dilma Rousseff voltou a afirmar hoje (28) em
Los Cardeles, próximo a Buenos Aires, que a América do Sul foi
prejudicada pelas políticas recessivas adotadas pelos governos da região
durante as décadas de 1980 e 1990. “Naquele momento interrompemos a
nossa industrialização e perdemos um tempo valioso ao descuidarmos do
imprescindível projeto de integração regional”, disse a brasileira ao
lado da presidenta da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner.
Dilma dedicou boa parte dos seus 31 minutos de discurso durante o encerramento de uma conferência de empresários da setor industrial a promover comparações com o momento atual da Europa e ressaltar a necessidade de parceria entre os governos de Brasil e Argentina. “Temos, hoje, maturidade política e econômica para cooperar. Temos um quadro internacional que nos impõe essa necessidade. É bom destacar que a volta da democracia em nossos países soterrou os nefastos resquícios de rivalidade regional do passado”, apontou. “Nós já perdemos oportunidades no passado de estreitar as nossas relações, de nos integrarmos. Neste momento não temos o direito, perante nossos povos e nossos países, de cometer o erro de não nos integrarmos.”
Dilma recordou que o comércio bilateral cresceu quase seis vezes ao longo da década, mas avaliou que o montante de US$ 40 bilhões alcançado em 2011 ainda é pouco ao se levar em conta a complementaridade entre as duas nações e do quadro atual do mundo, marcado por recessão. Durante a conferência, a presidenta voltou a advertir que considera equivocadas as medidas adotadas pela União Europeia para tentar frear o quadro de crise. De 2008 para cá, as economias regionais têm imposto cortes de direitos sociais e previdenciários na tentativa de diminuir o tamanho das dívidas que assolam as nações, o que provoca protestos dos trabalhadores e dos jovens, grupos mais afetados.
“O Brasil vem defendendo uma articulação, uma combinação entre ajustes e estímulos fiscais, com vista à retomada do crescimento. Porque doeu na nossa carne, aqui na América Latina, a terrível experiência dos ajustes recessivos ocorridos em nossos países nas décadas de 80 e 90. Desindustrialização, desemprego, perda de direitos sociais e democráticos, desesperança”, afirmou.
A presidenta enumerou ainda as medidas tomadas pelo Brasil na tentativa de conter os efeitos da crise internacional, como a valorização do dólar frente ao real e os sucessivos cortes na taxa de juros. Para ela, é possível que a Argentina colabore com os esforços do governo federal em promover melhorias na infraestrutura, resolvendo os problemas históricos que prejudicam o desenvolvimento nacional. “Eu queria dizer que juntos nós somos muito mais fortes, juntos nós temos condição de enfrentar, de uma forma mais efetiva, os desafios que o mundo coloca diante de nós e as obrigações que os nossos povos nos impõe, porque devemos a eles mais desenvolvimento, mais justiça social e a manutenção desse quadro democrático e de paz que honra a nossa região.”
Dilma retorna ainda hoje a Brasília. Ela cancelou a participação na cúpula da União de Nações Sul-americanas (Unasul), marcada para sexta-feira (30) em Lima, por problemas de agenda, segundo o Palácio do Planalto.
*redebrasilatual
Dilma dedicou boa parte dos seus 31 minutos de discurso durante o encerramento de uma conferência de empresários da setor industrial a promover comparações com o momento atual da Europa e ressaltar a necessidade de parceria entre os governos de Brasil e Argentina. “Temos, hoje, maturidade política e econômica para cooperar. Temos um quadro internacional que nos impõe essa necessidade. É bom destacar que a volta da democracia em nossos países soterrou os nefastos resquícios de rivalidade regional do passado”, apontou. “Nós já perdemos oportunidades no passado de estreitar as nossas relações, de nos integrarmos. Neste momento não temos o direito, perante nossos povos e nossos países, de cometer o erro de não nos integrarmos.”
Dilma recordou que o comércio bilateral cresceu quase seis vezes ao longo da década, mas avaliou que o montante de US$ 40 bilhões alcançado em 2011 ainda é pouco ao se levar em conta a complementaridade entre as duas nações e do quadro atual do mundo, marcado por recessão. Durante a conferência, a presidenta voltou a advertir que considera equivocadas as medidas adotadas pela União Europeia para tentar frear o quadro de crise. De 2008 para cá, as economias regionais têm imposto cortes de direitos sociais e previdenciários na tentativa de diminuir o tamanho das dívidas que assolam as nações, o que provoca protestos dos trabalhadores e dos jovens, grupos mais afetados.
“O Brasil vem defendendo uma articulação, uma combinação entre ajustes e estímulos fiscais, com vista à retomada do crescimento. Porque doeu na nossa carne, aqui na América Latina, a terrível experiência dos ajustes recessivos ocorridos em nossos países nas décadas de 80 e 90. Desindustrialização, desemprego, perda de direitos sociais e democráticos, desesperança”, afirmou.
A presidenta enumerou ainda as medidas tomadas pelo Brasil na tentativa de conter os efeitos da crise internacional, como a valorização do dólar frente ao real e os sucessivos cortes na taxa de juros. Para ela, é possível que a Argentina colabore com os esforços do governo federal em promover melhorias na infraestrutura, resolvendo os problemas históricos que prejudicam o desenvolvimento nacional. “Eu queria dizer que juntos nós somos muito mais fortes, juntos nós temos condição de enfrentar, de uma forma mais efetiva, os desafios que o mundo coloca diante de nós e as obrigações que os nossos povos nos impõe, porque devemos a eles mais desenvolvimento, mais justiça social e a manutenção desse quadro democrático e de paz que honra a nossa região.”
Dilma retorna ainda hoje a Brasília. Ela cancelou a participação na cúpula da União de Nações Sul-americanas (Unasul), marcada para sexta-feira (30) em Lima, por problemas de agenda, segundo o Palácio do Planalto.
*redebrasilatual
Bancada evangélica afirma que os psicólogos estão errados. E amanhã? Serão os engenheiros? Os advogados?: “cura” dos gays?
Bancada evangélica agora investe na “cura” dos gays
Na Câmara, a Comissão de Seguridade Social e Família passou a tarde de terça-feira, 27, debatendo um projeto de lei,
apresentado pelo deputado tucano João Campos, de Goiás. Ele quer
suspender a resolução do Conselho Federal de Psicologia que, desde 1999,
impede os psicólogos de tentar curar a homossexualidade. Alega que a
resolução extrapola as competências daquela instituição e fere o direito
constitucional dos terapeutas e dos pacientes.
Mas será
que a verdadeira preocupação do deputado é a defesa da Constituição?
Tudo indica que não. Eis alguns detalhes que vale a pena destacar para
entender melhor o debate.
1. João
Campos é delegado de polícia e pastor. Preside a Frente Parlamentar
Evangélica, cuja principal atividade no Congresso tem sido boicotar
projetos de interesse de feministas e homossexuais.
2. O
projeto ignora o debate científico em torno da questão. Os integrantes
do Conselho Federal de Psicologia proibiram os tratamento de cura da
homossexualidade porque há muito tempo ela não é considerada doença. A
Organização Mundial da Saúde (OMS) a retirou da lista de doenças mentais há
22 anos. Por esse viés, o que os conselheiros disseram com a resolução
foi o seguinte: tratar uma doença inexistente, prometer cura ao paciente
e cobrar por isso é charlatanice. Só.
3. No
esforço para requalificar os homossexuais como doentes, o deputado João
Campos acaba, indiretamente, questionando a competência dos conselhos
para regular atividades profissionais. Hoje ele diz que os psicólogos
estão errados. E amanhã? Serão os engenheiros? Os advogados? Os
antropólogos? Vai desqualificar a teoria evolucionista e proibi-la nas
escolas?
Não foi à
toa que, durante a sessão, o presidente do Conselho, Humberto Cota
Verona, enfatizou que faz parte das responsabilidades legais da
instituição definir o limite de competência do exercício profissional.
Perguntou: “Para que servem então os conselhos e o que fazer das leis
que definiram suas funções?”
4. Por
qual motivo o deputado convidou Silas Malafaia para a sessão de ontem?
Trata-se de um pastor conhecido sobretudo pela obsessão com a questão
homossexual e as azedas polêmicas que provoca em torno disso. No debate
de ontem, ele chegou a acusar o Conselho Federal de Psicologia de fazer
“ativismo gay”.
5. O
esforço do deputado goiano para definir os gays como doentes e abrir as
portas para o seu tratamento não combina com o programa do partido ao
qual está filiado. O PSDB não trata a homossexualidade como doença. Se
assim fosse, por que estaria estimulando a formação de núcleos gays tucanos ?
6. Por
último, uma curiosidade: ontem, em Nova York, uma instituição de defesa
dos direitos dos gays anunciou em entrevista coletiva a abertura de
processo legal contra uma organização que vende um tipo de terapia para a
cura gay, por meio de conversações coletivas. De acordo com relatos de
pessoas presentes à entrevista, os participantes eram submetidos a
humilhações, como ficar nu ou bater com tacos de beisebol na imagem da
mãe. No mesmo dia, em Bogotá, na Colômbia, jovens foram às ruas
protestar contra um senador que fez comentários depreciativos a respeito
dos gays.
*Mariadapenhaneles
"SE TIRAM O CAPETA PORQUE NÃO TIRARIAM VIADAGEM KKKK"
"SE TIRAM O CAPETA PORQUE NÃO TIRARIAM VIADAGEM KKKK"
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