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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

domingo, outubro 19, 2014

“Elegeram candidatos fascistas, repressores, racistas e homofóbicos expressivamente e agora exercitam na internet seu orgulho patético.

O TSE acaba de violar o processo eleitoral brasileiro de forma grave


O TSE acaba de violar o processo eleitoral brasileiro de forma grave

O Tribunal agiu como censor e proibiu que depoimento da ex-presidenta do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, Eneida da Costa, continuasse sendo veiculado







Atendendo a uma representação da candidatura de Aécio Neves, o Tribunal agiu como censor e proibiu que o depoimento da ex-presidenta do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, Eneida da Costa, continuasse sendo veiculado pela propaganda eleitoral da candidata Dilma Rousseff.

Pior do que retirar a propaganda do ar, a decisão do TSE representa um retrocesso ao processo que tem por obrigação revelar quem são os candidatos, seu passado e o que eles representam.

O Tribunal acaba de criar a sua Lei Falcão - aquela lei da ditadura que proibiu que o horário eleitoral fosse usado para a crítica à ditadura.

Coincidente e tristemente, justo ao julgar um programa que falava em ditadura e desrespeito à liberdade de imprensa. .

A acusação feita pela jornalistas de Minas Gerais era a seguinte:

“Tudo que desagradava o governo Aécio era como no tempo da ditadura, era um telefonema e o repórter, o fotógrafo, o jornalista, em qualquer posto, estava ameaçado de perder o seu EMPREGO porque contrariou os desejos do Palácio da Liberdade, do governo de Minas, dos tucanos".

A maioria do Tribunal, na sessão (relizada no dia 16), derrubou o voto do relator e de mais duas ministras, que negavam provimento ao pedido de Aécio e mantinham a propaganda.

A maioria contrariou também a recomendação do Ministério Público de que uma intervenção do Tribunal no debate eleitoral teria um efeito perverso.

Mais acintoso é o fato de que a representação feita por Aécio nem se deu ao trabalho de contestar os fatos. Ou seja, o advogado de Aécio não o defendeu da acusação de perseguir jornalistas.

Um dos que votaram pela retirada do programa considerou as acusações como de caráter pessoal. E defendeu, cheio de arroubos, que "nós não podemos gastar o DINHEIRO público para esse tipo de propaganda eleitoral".

Está certo o ministro. O dinheiro público precisa ser economizado para se pagar o auxílio moradia de juízes e para fazer caixa para, se aprovada a PEC 63, pagar, apenas aos doutos membros  do Judiciário, salários acima do teto constitucional.
Se a acusação de perseguição de jornalistas foi considerada pessoal, imagine o que será da acusação de nepotismo, de construção de aeroporto em terras do tio e de patrocínio a rádios da família?

O presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, reconheceu que o julgamento daquela noite mudou a jurisprudência do Tribunal - isso a uma semana das eleições. 

A partir de agora, fica decidido que “os programas eleitorais gratuitos e as propagandas têm que ser programáticas, propositivas, e que o debate pode ser ácido ou duro, mas relativo a questões programáticas e questões de políticas públicas”.

E quando a perseguição a jornalistas é a política pública? E quando o nepotismo e a construção de aeroportos em terras de famíliares são a política pública?

O TSE fez o que não deve fazer: legislar no lugar do Congresso. Nas palavras do próprio Toffoli, com a decisão, “é um novo modelo que se está sinalizando para a propaganda eleitoral gratuita”.

O pior de tudo é que um dos ministros mais enfáticos na censura da propaganda de Dilma é o mesmo que já mandou inúmeros recados de que tornou-se desafeto da presidenta por que ela nunca o consultou sobre indicações de nomes para os tribunais superiores.

Um ministro que usa suas decisões como troco para a sua mágoa, isso sim é pessoal.

O problema da decisão tomada pelo TSE revela não o baixo nível do debate eleitoral. Revela o baixo nível do próprio Tribunal.

Assistam aqui ao vídeo do julgamento e tirem suas próprias conclusões
 
(*) Antonio Lassance é cientista político.




"Moneda común del BRICS terminará con hegemonía del dólar y será contrapeso para EE.UU."


El siguiente paso del bloque de los BRICS debe ser la creación de una moneda y sistema financiero único, que ayude a un desarrollo justo de sus integrantes y liberarse de la hegemonía del dólar, considera uno de los principales empresarios rusos.
"La creación de la moneda única de los países BRICS (Brasil, Rusia, India, China y Sudáfrica) es factible. Ya hemos dado el primer paso hacia la independencia del mecanismo financiero occidental con la creación del Banco BRICS. Lógicamente el siguiente paso es conformar una moneda única del bloque", dijo el director general del gigante metalúrgico ruso Uralvagonzavod, Oleg Sienko, en una entrevista con la revista 'BRICS Business Magazine'.

Según Sienko, la moneda única permitirá salir de la dependencia de los centros financieros occidentales y del dólar. Además una moneda fuerte como la del BRICS será utilizada para sus transacciones por países de América Latina, del sudeste de Asia y África, "que están cansados de la hegemonía del dólar y el euro".

El director de Uralvagonzavod considera que la solidez de la moneda del bloque progresista estará garantizada por "los grandes activos, materias primas y recursos naturales" con los que cuentan los países miembros.

No obstante, Sienko cree que con la aparición de la moneda del BRICS el mundo "se dividirá en dos". Uno "progresista", donde estarán los países del BRICS y las naciones progresistas, y otro "pesimista", encabezado por EE.UU. y en el que también estarían Europa y otros países afines.

"La moneda única del bloque ayudará a los mercados emergentes a superar su dependencia del sistema financiero occidental y de la hegemonía del dólar, y tendrán un crecimiento económico más justo. Uno de los efectos de la moneda común de los BRICS, será que el bloque se convertirá en una fuerte alianza independiente que será un contrapeso para EE.UU.", finalizó.

SEPA MÁS: Las últimas noticias del BRICS en RT 

Las sanciones contra Rusia en realidad buscan socavar a los BRICS
 
"EE.UU. se venga de Argentina mediante los fondos buitre por su interés por el BRICS"
 
"Rusia se convertirá en el centro de un nuevo orden mundial"


Fidel Castro:"El BRICS es necesario para frenar el intento de recolonizar el planeta"
 
El Banco de Desarrollo del BRICS, ¿la muerte del FMI y el Banco Mundial?


Texto completo en: http://actualidad.rt.com/economia/view/143937-moneda-comun-brics-muerte-dolar *FláviaLeitão
coca cola brasileira
Coca-Cola comercializada no Brasil contém a maior concentração do 4-metil-imidazol (4-MI), produto presente no corante Caramelo IV e classificado como cancerígeno nos Estados Unidos, de acordo com informações da assessoria de imprensa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).
Conforme o Idec, a Coca-Cola do Brasil tem nove vezes mais o limite diário de 4-MI estabelecido pelo governo da Califórnia, que fixou a quantidade máxima de consumo diário de 39 ml do refrigerante por dia. Nos EUA, a empresa alterou a fórmula do produto para diminuir a concentração do 4-MI, segundo o jornal britânico Daily Mail. No Reino Unido, ativistas favoráveis a uma alimentação saudável para crianças querem que a empresa tome a mesma medida.
De acordo com o levantamento, o refrigerante vendido no Brasil contém 263 cmg do corante em 350 ml. Na Coca-Cola vendida no Quênia, que ficou na segunda posição, há 170 cmg para cada 355ml. A pesquisa, realizada pelo Centro de Pesquisa CSPI (Center for Science in the Public Interest, em inglês), de Washington testou a quantidade da substância nas latas vendidas também no Canadá, Emirados Árabe, México, Reino Unido e nos Estados Unidos. Procurada, a empresa ainda não se manifestou sobre a pesquisa.
Procurada, por meio de nota a Coca-Cola respondeu que a quantidade do 4-MI presente no corante caramelo utilizado nos produtos é “absolutamente segura” e que os índices do ingrediente apontados em amostra brasileira pela pesquisa estão dentro dos padrões aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A empresa afirmou ainda que não vai alterar sua fórmula e que mudanças no processo de fabricação de qualquer um dos ingredientes, como o corante caramelo, não tem potencial para modificar a cor ou o sabor da bebida. “Ao longo dos anos já implementamos outras mudanças no processo de fabricação de ingredientes, no entanto, sem alterar nossa fórmula secreta“, diz a nota.
Conforme a empresa, ela se orienta por evidências científicas sólidas para garantir que os produtos são seguros e a Coca-Cola Brasil produz bebidas rigorosamente dentro das normas e observando as regras sobre quantidades e ingredientes recomendadas. ‘O elevado padrão de qualidade e segurança dos nossos produtos permanece sendo nossa mais alta prioridade”, completa.
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Relembrando, que esta questão não está apenas relacionada com a Coca-Cola, mas também com a Pepsi, de acordo com este artigo do Daily Mail.
Veja a explicação abaixo, retirada do artigo:
O que é a substância carcinogênica na Coca-Cola e Pepsi?
A cor dos refrigerantes vem parcialmente partir do 4-metilimidazole (4-MI), um produto químico que se forma na produção do corante de caramelo.


Coca-Cola, Pepsi e outros fabricantes insistem que ele é seguro em doses baixas encontradas em bebidas.


Mas estudos têm mostrado que a exposição a longo prazo ao produto químico causa câncer de pulmão em ratos, e as autoridades de saúde na Califórnia decidiram que os produtos com mais de 29 mcg (0.029 mg) devem levar uma advertência de saúde.


Quando a pesquisa do Centro para Ciência no Interesse Público, um grupo de campanha, as latas encontradas continham quase 140mcg, todas as empresas de refrigerante em todos os EUA foram forçadas a cortar os níveis.


Ativistas dizem que o consumo diário de alimentos com 30mcg de 4-MI causaria câncer em uma em cada 100 mil pessoas ao longo de suas vidas.


Mas a FDA (Food and Drug Administration) diz que alguém precisaria beber mais de 1.000 latas de cola todos os dias para atingir os níveis que causaram câncer em ratos de laboratório.
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Resolvi enviar uma pergunta para o SAC da Coca-Cola, questionando a quantidade de  4-metil-imidazol (4-MI) utilizada no Brasil e recebi o que acredito ser a resposta padrão (copy&paste) que dão para qualquer um que ouse questionar a segurança no consumo dos refrigerantes da Coca-Cola.
A Coca-Cola agradece a sua visita ao nosso site!
Informamos que a quantidade de corante caramelo IV utilizado em nossos produtos é absolutamente segura, e está de acordo com os valores definidos pela Comissão do Codex Alimentarius (orientações relacionadas a alimentos seguidas internacionalmente),  e pela ANVISA. Para ultrapassar os limites estabelecidos para consumo do corante caramelo IV a pessoa precisaria consumir diariamente 80 litros de refrigerante.
Assim, a quantidade de 4-MI ingerida pelo consumo de refrigerantes não é considerada significativa ou indicativa de risco à saúde humana.
Nós, da Coca-Cola Brasil, buscamos um elevado padrão de qualidade e segurança nos nossos produtos. Essa é a nossa mais alta prioridade!
Coca-Cola Brasil.
Abra Felicidade! 
Fiz mais um questionamento em relação à quantidade exata da substância nos refrigerantes brasileiros e ainda aguardo a resposta.
Veja também a discussão sobre o assunto no Fórum Anti-NOM.
Atualização: a Anvisa publicou um informe técnico tentando mostrar a avaliação da Califórnia, que definiu um limite inferior ao do Codex Alimentarius, como não científico. Veja aqui o informe. 
Fontes:


Leia mais: http://www.noticiasnaturais.com/2013/07/coca-cola-brasileira-tem-maior-taxa-de-produto-cancerigeno-no-mundo/#ixzz3Gccy5vkT

Passagem para Jamaica




sábado, outubro 18, 2014

Apostam em Brasil ESQUIZOFRÊNICO

Coronel Telhada para Ministro da Cultura de Aécio?Assista o vídeo…

Fernando Brito
telhada
É impagável o vídeo da TV Folha sobre o  pouco concorrido encontro de “intelectuais e artistas” em apoio a Aécio Neves,  que teve como um dos protagonistas o polêmico Coronel Telhada, uma espécie de Jair Bolsonaro da PM paulista.
Telhada é um dos participantes do vídeo e diz que sempre foi ligado ao movimento cultural, entre outras coisas, por ter sido, como ele diz “segurança do Gugu” Liberato, e porque a PM sempre investiu em “bandas e fanfarras”.
Bacana.
Lobão acusa Chico Buarque e os Racionais MC de serem artistas “chapa-branca” e diz que “os professores nas escolas são todos comunistas”.
Se ficasse nisso, era apenas uma reunião de pessoas dignas de piedade.
Mas eles estão se tornando agressivos e a agressão verbal e quase física de um energúmeno ao ator e escritor  Gregório Duvivier, foi ameaçado de “umas porradas” mo Leblon por  declarar em sua coluna na Folha de S.Paulo apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff. Aliás, depois de outro ator, Dado Dollabela, condenado pela Justiça do Rio de Janeiro por agressão à atriz Luana Piovani, tê-lo chamado de “marginal” por sua opção política no Facebook.
Talvez o Coronel Telhada seja mesmo um nome adequado para a “cultura da intolerância” que essa gente pratica.
Assista o vídeo.

*tijolaço




*oinversodocontraditório

A argumentação intelectual dos eleitores de Aécio