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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

segunda-feira, novembro 24, 2014

O monopólio e o oligopólio da mídia matam a criatividade.

Por uma nova política para o audiovisual

: Miguel do Rosário
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Mudando um pouco de assunto, eu gostaria de partilhar algumas reflexões sobre a indústria do audiovisual.
É um bom momento para falar nisso, sobretudo após a Globo lembrar que a Petrobrás tem reduzido o financiamento a FILMES brasileiros.
Mesmo com todas as críticas duras que faço ao jornalismo da Globo, eu sempre isentei as suas novelas.
As novelas, não, eu dizia a mim mesmo e a meus colegas.
A Globo é uma magnífica produtora de novelas, eu defendia.
Continuei afirmando isso INCLUSIVE muito tempo depois de ter parado de assisti-las, como fazia, meio esporadicamente, com a família, na minha infância e adolescência – e uma ou outra, depois.
Nos últimos anos, porém, aconteceram algumas coisas que vem mudando radicalmente a cultura audiovisual do brasileiro. E a minha também.
Primeiro, chegaram as tvs fechadas, e suas dezenas de canais de FILME.
Com a generosidade dos assinantes do BLOG, que me permitiram melhorar de vida, passei a assinar todos os canais disponíveis no Brasil.
O lado ruim é que meus ambiciosos objetivos de aquisição de cultura literária ficaram um tanto prejudicados (alguns adiados por tempo indeterminado), com a concorrência desleal por meu tempo livre imposta por tantos novos canais.
O lado bom é que parei, definitivamente, de ASSISTIR aos canais abertos.
E passei a ter uma noção bem maior do impressionante grau de breguice das novelas da Globo.
Aí chegou a Netflix, com a sua espetacular cartela de séries.
Devorei com sofreguidão House of CARDS e Homeland.
Agora estou assistindo The Killing, que se passa em Seattle.
E outras, que não cabe aqui repetir.
Não sou nenhum esquerdista anti-EUA, COMO se vê.
Admiro e consumo, sem culpa, a literatura e o cinema do império.
O problema dos EUA, para mim, é sua indústria bélica e a mania de intervir em outros países.
Se o imperialismo se limitasse a exportar coca-cola, starbucks, hamburguers, FILMES e séries, para mim tudo bem.
O problema de ROMA nunca foram os poemas de Virgílio, e sim a obsessão de aniquilar outros povos e outras culturas.
Entretanto, após assistir tantas séries, e contemplar a extraordinária diversidade de temas abordados, passei a ver as novelas da Globo de uma outra forma.
Também nisso, temos que melhorar muito.
Nossa indústria de ficção audiovisual, onde a Globo reina soberana, de repente passa a ser percebida COMO imensamente pobre e monocórdica.
Sempre os mesmos atores, os mesmos diretores, os mesmos criadores, alternando-se o tempo inteiro.
Os temas também são os mesmos.
Não há diversidade.
Alguns canais fechados tentaram fazer séries, mas usando atores e AUTORES da Globo.
A mesma linguagem, os mesmos tabus, os mesmos vícios.
COMO há uma concentração absurda do mercado, não se construiu uma saudável segmentação do público.
Ou seja, também nisso, a Globo mostrou-se nociva.
Nos EUA, a indústria do audiovisual é regulamentada por sindicatos extremamente fortes, que protegem roteiristas, atores e técnicos.
Aqui, não.
Os atores estão expostos à lei da selva, onde o MAIS forte – no caso, a Globo – tem poder de vida e morte sobre milhares de profissionais.
Você nunca viu nenhuma reportagem sobre os poderosos sindicatos da indústria norte-americana de entretenimento, certo?
Por que a Globo e outros canais morrem de medo de que haja algo parecido aqui.
Aqui, atores e AUTORES são considerados quase escravos.
Escravos de luxo, pagos regiamente, mas escravos.
A cultura, a política, a diversidade, as virtudes e os vícios dos brasileiros não são refletidos em nossa produção audiovisual.
Talvez este seja o PRINCIPAL mal causado pela concentração da mídia brasileira.
A política, quando é abordada, inclusive nos FILMES, é sempre de maneira maniqueísta, leviana, superficial.
Todavia, temos um país poderosamente integrado ao sistema audiovisual.
Todo mundo possui TV em CASA, mesmo nos rincões mais afastados do país.
Na era Lula, houve ainda troca por aparelhos melhores e instalação de parabólicas no interior.
Em virtude desta capilaridade fantástica, o potencial CULTURAL da TV, em termos de produção de símbolos para a massa, é infinito.
Além disso, o povo brasileiro, à diferença do norte-americano e europeu, não passou pela cultura literária.
Houve um salto DIRETO de um país com MAIS de 60% de analfabetismo, nos anos 60, para um país com 99% dos lares com TV, hoje.
Isso deve ser usado para o bem do povo.
Através da TV, pode-se dar lições de saúde, ensinar valores democráticos, proporcionar aulas de história, produzir lazer.
Sem esquecer que a indústria do entretenimento gera milhões de EMPREGOS e proporciona riqueza.
Só não gera EMPREGOS se tivermos poucos canais, ou um só canal, produzindo.
A indústria do entretenimento é hoje a segunda maior geradora de divisas para os EUA. Só perde para a exportação de armas.
Então, presidenta, não adianta se preocupar apenas com a indústria de transformação.
Tem de se preocupar igualmente com a indústria de entretenimento, até porque um maior desenvolvimento desta nos daria mais independência política e cultural.
BRASIL, como potência regional, deve isso à América Latina e ao mundo emergente em geral. Se eles consomem as novelas da Globo, consumiriam dez vezes mais se tivéssemos uma produção segmentada, com dezenas de séries produzidas por ano.
Isso poderia gerar divisas para o país, e ao mesmo tempo abrir espaço para nossos interesses comerciais e políticos, assim COMO faz a indústria americana para os interesses norte-americanos.
Claro que a ARTE só é possível num ambiente de liberdade e autonomia de criação.
O monopólio e o oligopólio da mídia matam a criatividade.
Este é um tema que o novo governo poderia trazer ao debate.
*Tijolaço

EM PROTESTO CONTRA KÁTIA ABREU MST OCUPA FAZENDA

domingo, novembro 23, 2014


Cuba apresenta vacina contra câncer de pulmão

O lançamento oficial foi realizado em Buenos Aires e, agora, segue viagem para Córdoba
O lançamento oficial da segunda vacina contra o câncer de pulmão, desenvolvida e registrada por autoridades sanitárias de Cuba, foi realizada na última sexta-feira (14/07) em Buenos Aires e terá continuação na próxima sexta-feira (28) em Córdoba, também na Argentina

Em 2008, Cuba registrou a vacina contra o câncer pulmonar e agora tenta comercializar o produto na Argentina graças a uma colaboração iniciada em 1994. Em março, a agência regulatória de Buenos Aires aprovou o registro da Racotumomab.

Com este medicamento, Cuba espera transformar o câncer avançado em uma doença crônica que possa ser controlada por períodos prolongados, como o diabetes e a hipertensão arterial.

A vacina, chamada Racotumomab (Vaxira) e desenvolvida pelo CIM (Centro de Imunologia Molecular de Cuba) foi aplicada com resultados favoráveis em pacientes da ilha caribenha entre os anos 2008 e 2011.

Ainda não foi possível precisar se a vacina é uma solução à doença, mas ela aumenta a esperança de vida dos pacientes, ao estimular o sistema imunológico do corpo humano.

O câncer de pulmão é considerado um dos mais mortais que existem, causando por volta de 1,4 milhões de mortes por ano, segundo estimativas da OMS (Organização Mundial da Saúde)
(Opera Mundi

Casamento de empreiteiras com poder começou com JK e teve lua de mel na ditadura

Carlos Madeiro

  • Folhapress
    A ponte Rio-Niterói em construção em 1972
    A ponte Rio-Niterói em construção em 1972
O casamento harmonioso das empreiteiras envolvidas na operação Lava Jato com as obras públicas é mais antigo do que muitos pensam: começou no governo Juscelino Kubitschek (1955-1960) e teve sua "lua-de-mel" na ditadura militar (1964-1985). Essa é a análise de especialistas ouvidos pelo UOL e que fizeram uma retrospectiva sobre a história das empreiteiras no Brasil.
Autor da tese de doutorado "A ditadura dos empreiteiros", o historiador Pedro Campos avalia que, no regime militar, as empreiteiras começaram a se nacionalizar e se organizaram, ganhando força no cenário político e econômico. Para isso, elas criaram associações e sindicatos.
"Até a década de 50, eram construtoras que tinham seus limites no território do Estado ou região. O que acontece de JK pra cá é que eles se infiltraram em Brasília", explica Campos, professor do Departamento de História e Relações Internacionais da UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro). A construção de Brasília, fundada em 1961, foi um marco para a história das construtoras: foi a partir de então que elas se uniram. "Ali, reuniram-se empreiteiras de vários Estados e começaram a manter contato, se organizar politicamente. Depois, passaram pelo planejamento da tomada de poder dos militares e pautaram as políticas públicas do país."
Com a chegada ao poder dos militares, as empreiteiras passaram a ganhar contratos do governo muito mais volumosos que os atuais. "Se eles era grandes, cresceram exponencialmente no regime militar. Se elas hoje são muito poderosas, ricas e têm um porte econômico como construtoras, posso dizer que elas eram maiores. O volume de investimentos em obras públicas era muito maior. Digamos que foi uma lua-de-mel bastante farta e prazerosa", comentou.
Entre as centenas de obras feitas no período miliar, há casos emblemáticos como a ponte Rio-Niterói, que foi feita por um consórcio que envolveu Camargo Corrêa e Mendes Junior entre 1968 e 1974. Já a Hidrelétrica Binacional de Itaipu, que teve o tratado assinado em 1973 e foi inaugurada em 1982, foi feira pelas construtoras Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Mendes Júnior. As mesmas Mendes Júnior e a Camargo Corrêa Transamazônica, que começou em 1970 foi inaugurada, incompleta, em 1972.
Apesar de denúncias de pagamento de propina terem sido escancaradas com a operação Lava Jato da Polícia Federal, o historiador acredita que a corrupção envolvendo empresários da construção e políticos é antiga.
"Todos os indícios são de que a corrupção não aumentou. O que a gente tem hoje é uma série de mecanismos de fiscalização que expõe mais, bem maior do que havia antes. Na ditadura não tinha muitos mecanismos fiscalizadores, e que o havia era limitado", afirmou.
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Operação Lava Jato da PF62 fotos

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O presidente da construtora UTC, empresário Ricardo Pessoa, chega preso à Superintendência da Polícia Federal no bairro da Lapa, na zona oeste de São Paulo. Ele é um dos alvos da sétima fase da Operação Lava Jato, na qual são cumpridos 27 mandados de prisão nos Estados do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Distrito Federal Leia mais Marcos Bezerra/Futura Press/Estadão Conteúdo

Internacionalização e campanhas

Uma das provas do sucesso das empreiteiras no Brasil na ditadura foram os investimentos fora do país. A Mendes Júnior, em 1984, por exemplo, inaugurou a ferrovia Baghdad-Hsaibah e Al Qaim-Akashat, que liga três importantes cidades no Iraque e tem 515 quilômetros.  A Odebrecht construiu a Hidrelétrica de Capanda, em Angola.
"As empreiteiras tiveram um volume de investimentos tão dilatado na época que os empresários fizeram ramificações econômicas e iniciaram a internacionalização. Assim, conseguiram desenvolver a estratégia manter o tamanho na participação política e na economia, diversificando suas atividades, como em ramo petroquímica, de telecomunicações, etanol. Hoje, elas são grande grandes multinacionais", afirma Campos.
Após a ditadura, e já com os cofres supercapitalizados, o financiamento privado de campanhas passou a garantir a manutenção das empreiteiras nas grandes obras do país. Somente na campanha deste ano, as empreiteiras doaram pelo menos R$ 207 milhões a candidatos de todos os cargos. No entanto, as doações sempre existiram, mas começaram a ser regulamentadas a partir de 1945 e já passaram por várias atualizações desde então.
"As vantagens a essas grandes empreiteiras nunca acabaram, pois com o regime democrático vieram as doações de campanha. E seria muita inocência achar que as empreiteiras doam por ideologia. Elas doam a todos. Tanto que vem aparecer dinheiro delas em prestação de conta  de um deputado estadual aqui de Alagoas, por exemplo", disse o cientista político e professor História do Brasil da Ufal (Universidade Federal de Alagoas) Alberto Saldanha.
Para o juiz maranhense Márlon Reis, a força adquirida pelo lobby das grandes empreiteiras viciou o sistema de licitações.  "A grande maioria dos empresários não acredita na possibilidade de participar das grandes licitações em condição de igualdade com as financiadoras de campanha. Isso reduz a confiança nas instituições, inibe a livre concorrência e reduz o ritmo do desenvolvimento", analisou.
Com a proximidade ao poder, as empresas passaram a tornar o mercado de participação em obras públicas exclusividade de um "clube", como era chamado.
"Nunca houve uma descentralização [de empresas] porque elas monopolizam e só abrem espaço para menores de forma terceirizada. Caberia ao gestor dar transparência ao processo, mas como aqui, nesse caso, uma mão lava a outra, aí se faz de tudo para tentar burlar", afirmou o professor Alberto Saldanha.
Data de fundação das empreiteiras
  • 1939
    Camargo Corrêa
  •  
  • 1944
    Odebrecht
  • 1948
    Andrade Gutierrez
  •  
  • 1953
    Mendes Júnior
  • 1953
    Queiroz Galvão
  •  
  • 1965
    Engevix
  • 1974
    UTC Engenharia
  •  
  • 1976
    OAS
  • 1996
    Galvão Engenharia

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*PauloBevilaquadeCastro

É nosso dever revelar suas intenções.



Jornal GGN - O que é que se parece com um golpe, tem cheiro de golpe, tem contorno de golpe, mas é apresentado de tal forma que não se parece com um? Pois o site Causa Operária trouxe um bom texto analisando este golpismo disfarçado. Leia a matéria a seguir.
Enviado por Leo V.
do Causa Operária
 
Depois da Marcha da Família, “o retorno”, realizada em março desse ano, a direita novamente foi às ruas pedir a intervenção militar em ato realizado no início de novembro.
Tal reivindicação é extremamente repudiada e, para os golpistas, é mais que isso; é uma maneira desastrada de colocar o problema.
Logo em seguida à passeata, diversos políticos, principalmente do PSDB, negaram que defendessem uma intervenção militar de qualquer tipo. Xico Graziano, do PSDB, condenou tanto os que desejam a volta do regime militar, dizendo que esses deveriam sair do PSDB, e também se disse contrário ao pedido de impeachment. O próprio Aecio Neves e outras figuras tucanas adotaram a mesma posição.
Na passeata chamada para o dia 15 de novembro, os manifestantes se dividiram entre os que pediam intervenção militar, impeachment já e investigação do governo. Os primeiros eram minoritários e ficaram relativamente isolados dos demais. O cantor Lobão, que inclusive já deu declarações defendendo a ditadura, escreveu em seu twitter que não compareceu ao ato desse sábado justamente em razão da campanha em favor da intervenção militar. O colunista da Veja Reinaldo Azevedo escreveu um artigo também criticando a reivindicação. O título da matéria diz “Canalha minoritária e golpista macula protesto democrático contra desmandos do governo petista”. Azevedo procurou ainda amenizar o discurso de Eduardo Bolsonaro que não pediu intervenção militar no ato porque considera que “não é o momento”. Bolsonaro revela as intenções da direita assim como Olavo de Carvalho, que escreveu “os adeptos sinceros da ‘intervenção militar’ NÃO SÃO nossos inimigos. Apenas ninguém lhes informou que se querem realmente uma ação militar, não deveriam frustrar tão afoitamente o elemento-surpresa”.
A polêmica no meio da direita não é ser a favor ou contra a intervenção, mas sim falar abertamente ou não em intervenção e em que momento.
O golpe de Estado é uma daquelas coisas das quais não se deve falar e sim fazer. E os golpistas sabem disso.
Além disso, é preciso fazer o golpe parecer algo constitucional e democrático e não uma violação flagrante dos direitos da população. Provavelmente a direita percebeu que as condições ainda não estão dadas. Falar em golpe só cria um repúdio e, em lugar de preparar o próprio golpe, prepara a população para combate-lo.
De agora em diante, a direita se dedicará a aparecer como a grande defensora da democracia e da legalidade para que sua ação golpista não seja percebida como tal. É nosso dever revelar suas intenções.

Documentário a maior mentira da humanidade

Se religião prestasse,


A Morte Fictícia de um Deus




Por Ana Burke.
.
Os RELIGIOSOS pensam que mataram alguém que nunca morreu e devem se mortificar eternamente por isto. Pior, pensam que são assassinos poderosos, pois conseguiram matar um deus, um ser divino, imortal e são treinados a acreditar nisto e a repetir para si mesmos em cada culto, ou liturgia: “Por minha culpa…por minha culpa, por minha máxima culpa…”
Segundo conta a bíblia, o martírio deste Ser durou seis horas, mas o martírio de quem o segue deve durar por toda a vida. O preço cobrado pela mentira da salvação e da vida eterna é algo monstruoso.
E para expurgar esta culpa, ter matado alguém que ressuscitou, e sabia que iria ressuscitar, que não iria morrer, devem esquecer que estão vivos, que o mundo existe, se enterrar em uma caverna escura (igreja), onde eles têm suas mentes deterioradas e a sua inteligência embotada.
Se religião prestasse não seria obrigatória. O muçulmano que abandona o Islã é condenado e perseguido. O mórmom que abandona a seita vai ficar separado da família depois da morte, perde o paraíso prometido e a família entra em desespero. Qualquer Testemunha de Jeová que abandona a igreja é completamente marginalizado (é chamado de apóstata) e abandonado por toda a comunidade religiosa e, principalmente, pela sua família se arriscando a morrer na solidão, abandonado.
Qualquer pessoa que não tenha religião é marginalizada e tida como uma aberração, um satanás, um demônio que deve ser afastado para não contaminar as ovelhas. Perseguir é a ordem. Discriminar é mandatório e o resultado em muitos países é a morte daqueles que se recusam a beber do mesmo fel.
Se religião prestasse, não estaria imperando nos países mais pobres do mundo ou arrebanhando as pessoas mais ignorantes e carentes do planeta.
*****
Para saber mais sobre as Testemunhas de Jeová:
A Sentinela (15 de Julho de 2011). Não siga “falsos instrutores” pp. 15-16. wol.jw.org/. Página visitada em 2 de Março de 2014.
*A.Burke

Gangsterismo da Rede Globo está impune

a gLOBO E SEUS GANGSTERESO blog Diário do Centro do Mundo divulga importante matéria, na qual inaugura a série sobre o processo de sonegação de impostos da Globo envolvendo os direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002. O repórter Joaquim de Carvalho está apurando o caso em várias cidades. No final, será apresentado um documentário. Fiquemos ligados.

A seguir o blog Megacidadania reproduz um trecho da supracitada matéria onde se vê a gravidade de seu conteúdo.

“A Globo sonegou impostos, mediante fraude, no montante de 183 milhões de reais, em valores atualizados em 2006. Por considerar a fraude uma agravante da sonegação, aplicou multa em percentual dobrado, no valor de 274 milhões de reais. Com os juros de mora, calculados até 29 de setembro de 2006, Zile entregou à Globo uma conta de 615 milhões de reais.”

O auditor fiscal fez ainda uma representação para fins penais, que deveria ser encaminhada ao Ministério Público. Nela, como um anatomista diante de um cadáver, descreve cada pedaço de um quebra cabeças que revela uma intrincada engenharia financeira.

“Em um ano e meio, diversas operações societárias foram engendradas para que, ao fim, a TV Globo e a Globosat pudessem transmitir a Copa em que o Brasil se sagrou pentacampeão. Foram seis alterações sociais e duas empresas constituídas e destituídas neste curto espaço de tempo”, escreve.

Segundo ele, as operações tinha “um único objetivo”: esconder das autoridades brasileiras a aquisição dos direitos de transmissão da Copa do Mundo pela TV Globo e, com isso, “fugir da tributação mais desfavorecida”.

Alberto Zile reconhece o direito das empresas de buscar reduzir o pagamento de impostos. Mas diz que o chamado “planejamento fiscal” tem um limite: a fraude. E ele cita o caso da empresa Empire, constituída nas Ilhas Virgens Britânicas.

A Empire não tinha uma câmera sequer, muito menos microfone ou antena de transmissão, mas até alguns meses antes do início da Copa de 2002 eram dela os direitos de transmissão de um dos maiores eventos esportivos do planeta.

A TV Globo pagou pela Empire cerca de 221 milhões de dólares, mesmo sabendo que a Empire, além de não contar com equipamentos, não tinha sequer um escritório. Sua sede era uma caixa postal nas Ilhas Virgens Britânicas, a PO Box 3340, compartilhada com a Ernst & Young Trust Corporation (BVI) Ltd.

Na investigação, o auditor descobriu que, por trás da Empire, estava a própria TV Globo. Em sua defesa, o grupo sustentava que a compra da Empire fazia parte de uma estratégia de ampliação dos negócios da Globo no Exterior. Mas a farsa caiu por terra quando a Receita Federal fez um questionamento por escrito sobre a propriedade da Empire.

CLIQUE AQUI E ACESSE A ÍNTEGRA DESTA MATÉRIA DO DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO