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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

terça-feira, outubro 13, 2015

A caixa-preta da ditadura-civil-militar

O jornalista Lucas Figueiredo avalia o “sumiço” dos arquivos da repressão brasileira
por Sergio Lirio — 
AP
Lucas Figueiredo é um dos mais premiados jornalistas brasileiros e um dos raros profissionais a quem faz sentido associar o termo “investigativo”. Nunca foi um mero e acrítico reprodutor de grampos ou documentos convenientemente vazados por autoridades, esse estilo preguiçoso que construiu na mídia carreiras tão meteóricas quanto inconsistentes.
Só por essa razão valeria prestar atenção em seu novo livro, Lugar Nenhum: Militares e Civis na Ocultação dos Documentos da Ditadura (Lucas Figueiredo. Companhia das Letras. 170 págs., 34,90 reais), integrante de uma coleção sobre osarquivos da repressão organizada pela Companhia das Letras. Há outro motivo, tão relevante quanto as qualidades do autor: Figueiredo foi pesquisador da Comissão Nacional da Verdade. Tem, portanto, autoridade e conhecimento de sobra para analisar o assunto.
CartaCapital: Por que os militares ainda resistem a fornecer documentos sobre a ditadura, principalmente os arquivos da repressão?
Lucas Figueiredo: Uma vez no poder, a partir de 1964, os militares implantaram uma política de Estado baseada naperseguição, sequestro, tortura, assassinato e ocultação de corpos daqueles considerados inimigos. No fim da ditadura, eles trabalharam para apagar ou esconder a memória de seus crimes.
Destruir todos os documentos poderia, no entanto, parecer uma confissão de culpa, então boa parte dos arquivos foi simplesmente escondida em organizações militares ou colocada sob a guarda de oficiais da reserva. Ao manter intacta parte dos arquivos, os militares puderam e sempre poderão dizer, sobretudo para o público interno, que não têm do que se envergonhar em relação ao passado, que apenas cumpriram seu dever ao aniquilar o inimigo disposto a dominar o País e converter o Brasil em uma ditadura de esquerda.
Ainda segundo esse discurso, manter os arquivos longe do público, da mídia, do Ministério Público e da Justiça seria dar continuidade à luta contra o comunismo. Ainda hoje, os militares se escondem atrás de uma suposta luta contra o revanchismo patrocinado por antigos e novos inimigos. No vermelho da goiaba, as Forças Armadas apenas escondem seus crimes.
CC: Os civis ainda têm medo dos militares, ainda são assombrados pelo fantasma de um golpe tramado nas casernas? 
LF: No fim da ditadura, Tancredo Neves fez um pacto silencioso com os militares. O governo civil não investigaria os crimes das Forças Armadas na ditadura e, em troca, os militares não trabalhariam para desestabilizar o governo civil. Em sua primeira entrevista como presidente eleito, em 1985, Tancredo deixou isso bem claro ao dizer que não governaria olhando pelo retrovisor, que não estava disposto a trabalhar para colocar os militares no banco dos réus.
O pacto delineado por Tancredo foi posteriormente implantado por José Sarney e mantido por Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Lula e, agora por Dilma Rousseff. Nenhum presidente civil do pós-ditadura, não custa lembrar, eles também são os comandantes-em-chefe das Forças Armadas, atuou com energia para abrir os arquivos.
Lucas-Figueiredo
Repórter premiado, Figueiredo também trabalhou como pesquisador da Comissão da Verdade / Washington Novais
Preferiram engolir a desculpa esfarrapada dos militares, e eu me refiro aos ministros militares e comandantes pós-1985, de que os arquivos foram destruídos em época incerta e sem registro. De Sarney a Dilma, todos os presidentes civis poderiam dizer aos comandantes militares que essa desculpa da destruição total e corriqueira dos arquivos é inaceitável.
Se arquivos foram destruídos, e uma grande parte realmente o foi, isso tinha o objetivo de apagar provas, o que também pode ser entendido como infração administrativa e crime. Quem diz isso não sou eu, é a legislação que trata da salvaguarda de documentos sigilosos do período posterior a 1964. Enfrentar os militares, exigir deles explicações convincentes, significaria inaugurar uma agenda complexa e sujeita a turbulências.
Não acredito que hoje haveria risco de golpe militar, mas certamente haveria tensão política e nos quartéis. Até hoje, contudo, não subiu a rampa do Palácio do Planalto alguém disposto a implantar essa agenda.
Basta lembrar que FHC e Lula, por intermédio da Advocacia-Geral da União, tentaram evitar, com todas as forças possíveis, que a Justiça Federal de Brasília ordenasse a abertura dos arquivos da Guerrilha do Araguaia. Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula e Dilma acharam que seria mais cômodo para eles deixar as gavetas trancadas. Ainda que isso tenha significado colocar a democracia em posição extremamente frágil.
CC: Há quem argumente que a sociedade brasileira tem menos interesse nos crimes da ditadura do que nos países vizinhos. Isso explicaria os nossos tímidos avanços. Concorda com essa visão ou acredita que o problema deriva dos receios, até mesmo covardia, de quem teria poder para exigir e garantir a transparência desse processo? Ou está no fato de que muitos dos apoiadores do regime continuam na ativa, tanto na política quanto no setor privado?
LF: Concordo com todas essas razões. A partir de 1985, o poder civil no pós-ditadura esteve impregnado de apoiadores do regime militar. E, diferentemente do que aconteceu e ainda acontece na Argentina e no Uruguai, por exemplo, esse não é um assunto caro a uma parcela grande da sociedade brasileira. Há, por certo, setores muito empenhados, de organizações de familiares a grupos muito preparados dentro do Ministério Público e da Justiça. Mas não há como negar que o grosso da sociedade não se incomoda com o passado autoritário do País.
CC: O Brasil terá outra oportunidade de discutir esse assunto a fundo ou as comissões da verdade vão enterrar de vez a possibilidade de o País se reencontrar com seu passado? Um dia teremos torturadores e mandantes julgados e presos?
LF: Com o resultado tímido da Comissão Nacional da Verdade, perdemos uma grande chance de avançar. A luta pelo resgate da verdade sempre vai existir, mas a luta pela Justiça agora corre contra o tempo, pois falamos de crimes ocorridos há 30, 40 ou 50 anos. Daqui a pouco, mesmo que se decida julgar os crimes da ditadura, não haverá ninguém para sentar no banco dos réus. 

* Reportagem publicada na edição 871 de CartaCapital com o título "Medo e Mentiras"

Iraque e Afeganistão pedem ajuda a Rússia

Aviões russos Sukhoi em aeroporto perto de Latakia, base russa durante a operação contra o Estado Islâmico.

Países 'libertados' pelos EUA pedem ajuda à Rússia

© Sputnik/ Smitry Vinogradov


O Iraque e o Afeganistão, que um dia foram libertados e “democratizados” pelos EUA, atualmente estão à procura de ajuda russa para combater os terroristas do grupo Estado Islâmico. Moscou está pronta para ajudar mas só após um pedido oficial dos governos, divulgou o periódico italiano Il Giornale.

"O equilíbrio de forças tem mudado no Oriente Médio," escreveu a edição.
Após a guerra no Iraque de 2003 o país se tornou um protetorado de Washington. Mesmo assim, agora Bagdad está deixando o seu "libertador" e se virando para a Rússia.
O artigo sublinhou que este pedido foi resultado de ataques aéreos da coalizão liderada pelos EUA, que provaram ser pouco eficientes no combate contra o grupo terrorista Estado Islâmico. 
Recentemente, o governo iraquiano anunciou que poderia pedir a ajuda da Rússia, mas Moscou respondeu que só consideraria um pedido oficial.
A respectiva declaração foi feita pela presidente do Conselho da Federação da Rússia (Câmara Alta do Parlamento russo), Valentina Matvienko. Enquanto isso, o pedido oficial ainda não foi feito pela parte iraquiana.
Segundo o artigo italiano, a mesma questão está sendo estudada no Afeganistão onde, durante o encontro com o líder da Chechênia, Ramzan Kadyrov, o vice-presidente Abdul Rashid Dostum pediu a ajuda russa na luta contra o terrorismo.
Desde 30 de setembro último, a pedido do presidente sírio Bashar Assad, a Rússia iniciou ataques localizados contra as posições do Estado Islâmico na Síria, usando aviões Su-25, bombardeiros Su-24M, Su-34, protegidos por caças Su-30SM.
Segundo os dados mais recentes, as Forças Aeroespaciais russas realizaram, desde o início da operação, cerca de 140 missões contra as posições dos terroristas, nomeadamente postos de comando, campos de treinamento e arsenais. Além disso, os navios da Frota do mar Cáspio lançaram 26 mísseis de cruzeiro contra os territórios controlados pelos jihadistas. A precisão de ataque é de cerca de 5 metros.
Os alvos dos ataques são estabelecidos com base nos dados de reconhecimento russo, sírio, iraquiano e iraniano. O embaixador sírio na Rússia, Riad Haddad, confirmou que as missões aéreas são realizadas contra organizações terroristas armadas, e não contra grupos da oposição política ou civis. Além disso, segundo ele, em resultado da operação da Força Aérea russa, já foi destruída cerca de 40% da infraestrutura do Estado Islâmico


Leia mais: http://br.sputniknews.com/mundo/20151009/2381845/iraque-afeganistao-russia-estado-islamico.html#ixzz3o
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Os EUA estão lentamente perdendo sua influência e posição como uma força dominante no planeta

Presidente russo Vladimir Putin em encontro do Conselho pela Sociedade Civil e Direitos Humanos

Imprensa austríaca: A Europa deveria ser grata a Putin

© Sputnik/ Sergey Guneev

O envolvimento da Rússia na Síria é um importante sinal para o mundo de que a crise não pode ser resolvida sem Moscou. Os EUA estão lentamente perdendo sua influência e posição como uma força dominante no planeta, segundo publicado na revista austríaca Contra Magazin.

Os Estados Unidos devem oficialmente recuar de posições dominantes haja vista que sua operação na Síria provou ser ineficaz e até contraproducente.
A guerra de propaganda norte americana contra a Rússia não tem nada a ver com a realidade enquanto que a Rússia revela-se como o único país que está tentando alcançar a paz e consolidar a estabilidade na região, escreveu o jornal.
Os Estados Unidos acreditavam que a sua política destinada a enfraquecer regiões inteiras, bem como estados por meio de revoluções coloridas, ONGs e outras forças de vários tipos iria ajudá-los a alcançar seu objetivo e derrubar o governo Assad.
No entanto, o objetivo em si é totalmente ridículo quando a situação é analisada de forma mais atenta, diz o artigo. O fato de um Estado querer a cabeça de outro Estado para abandoná-lo em seguida é algo extraordinário, para não mencionar o fato de que os EUA são um país remoto, que não é nem um vizinho sírio, nem foi historicamente envolvido em um conflito direto com este.
"Não há nenhuma razão nem evidência de qualquer má conduta de natureza legal — então por que a um estado estrangeiro e distante é permitido forçar um governante [de outro Estado] a recuar", indaga a revista.
O que está em contradição com o direito internacional é a hegemonia dos Estados Unidos. Os Estados Unidos tem-se comportado como se tivesse o direito de desfrutar de mais privilégios do que qualquer outro país, acrescentou.
Ao mesmo tempo, o presidente russo, Vladimir Putin deixou claro e frisou que é um político honrado, que adere ao direito internacional e está interessado na paz e soberania, disse o jornalista. Segundo ele, a Europa deveria ser grata a Putin, pois este demonstra neutralidade e respeita a soberania dos países devastados pelo conflito.


Leia mais: http://br.sputniknews.com/mundo/20151011/2398013/Imprensa-austriaca-A-Europa-deveria-ser-grata-a-Putin.html#ixzz3oSQbIkUj

Não entendeu nada da treta entre os estudantes de SP e o Geraldo Alckmin?


 compartilhou o vídeo de NINJA.
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NINJA em Masp
Não entendeu nada da treta entre os estudantes de SP e o Geraldo Alckmin?‪#‎NaoFecheMinhaEscola‬
Vídeo: Henrique Cartaxo/Jornalistas Livres, com colaboração de Mídia Ninja e vídeos enviados por estudantes

Alguma coisa está errada, porque está na Constituição o princípio da não culpabilidade.

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“Qual é a ordem natural? Apurar para, selada a culpa, prender-se em execução da pena”

Em uma entrevista concedida ao jornal Correio Braziliense, o Ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello deu alguns pareceres em “off” sobre as prisões que ocorrem no Paraná sob a tutela do juiz Sérgio Moro.
Sobre as prisões que ocorreram no Paraná, o ministro disse:
A população carcerária provisória chegou praticamente ao mesmo patamar nas masmorras. Alguma coisa está errada, porque está na Constituição o princípio da não culpabilidade.
Enquanto não houver decisão condenatória já preclusa na via dos recursos, temos que presumir que há não culpabilidade. Mas dá-se uma esperança vã à sociedade, como se fôssemos ter dias melhores prendendo de forma açodada, precoce, temporã.
Há um exagero nas prisões ?
Não conheço as premissas lançadas pelo colega Sérgio Moro, mas está se generalizando a prisão.
Qual é a ordem natural? Apurar para, selada a culpa, prender-se em execução da pena.
Não posso imaginar que todas essas delações, principalmente delação que parte de alguém que está entre quatro paredes, sejam espontâneas.
Palavra de delator é confiável ?
A palavra do corréu não serve para respaldar a condenação. Os delatores são corréus. A delação não é um testemunho.
O lado positivo da delação é que avança na elucidação de alguns fatos, mas a delação precisa ser espontânea. Não posso prender alguém para fragilizá-lo e conseguir que ele entregue as pessoas
*BR29

USA entrega armas rebeldes sírios


Rebeldes do Primeiro Batalhão sob o grupo de oposição Exército Livre da Síria participam de treinamento militar em 10 de junho de 2015, nos arredores de Aleppo.

EUA entregam munições para rebeldes sírios

© AFP 2015/ BARAA AL-HALABI

Os Estados Unidos entregaram uma pequena quantidade de munições para os rebeldes localizados ao norte da Síria, segundo informou uma fonte das Forças Armadas norte-americanas, em condição de anonimato.

De acordo com o militar, a operação de reforço dos opositores ao presidente Bashar al-Assad, realizada no último domingo, faz parte da renovada estratégia de Washington de ajudar outros grupos que combatem o Estado Islâmico, menos de duas semanas após o início dos ataques russos contra a organização terrorista, a pedido do governo local.
Em entrevista à mídia norte-americana, o presidente dos EUA, Barack Obama, reconheceu o fracasso do seu dispendioso programa de treinamento para os rebeldes sírios que lutam para derrubar tanto o Estado Islâmico quanto Bashar al-Assad. Segundo ele, os militares dos EUA não conseguiram preparar uma "força terrestre que pudesse resistir ao EI", pois, enquanto Assad estiver no poder, esses militantes dificilmente vão "se concentrar no Estado Islâmico". 


Leia mais: http://br.sputniknews.com/mundo/20151012/2410439/EUA-entregam-municoes-para-rebeldes-sirios.html#ixzz3oSJYLyuk

Revolución Bolchevique y Gran Guerra Patria

Revolución Bolchevique y Gran Guerra Patria
Un partisano soviético conduce a un entumecido miembro de las Waffen SS al cautiverio en el Frente de Kalinin, en el norte de la URSS, en noviembre de 1942.
El partisano porta un fusil alemán Mauser K98, sin duda arrebatado al prisionero.
Um partisano soviético conduz a um entumecido membro da waffen ss ao cativeiro na frente de kalinin, no norte da URSS, em novembro de 1942.

O Partisano Puerta uma espingarda alemão mauser k98, sem dúvida roubado ao prisioneiro.

Aécio conclui que não houve fraude na eleição. Aécio foi derrotado





A decisão de promover uma auditoria das urnas foi tomada apenas quatro dias depois do 2º turno das eleições presidenciais do ano passado e foi o primeiro movimento golpista de Aécio Neves

Aécio Neves e seus pares golpistas sofrem uma derrota. os votos da eleição presidencial, finalmente foram contados. E Aécio não é o presidente. Ele foi sim derrotado por Dilma

Quase um ano depois de o PSDB pedir autorização ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para promover uma auditoria sobre o resultado da eleição presidencial de 2014, o partido concluiu na semana passada que não houve fraude no processo.

Um documento elaborado pelo departamento jurídico da sigla deve ser apresentado ao TSE nesta semana, provavelmente na quarta-feira, dizendo que o relatório das urnas não é "conclusivo" em relação a fraudes, mas que o sistema de voto eletrônico "não permite a plena auditagem".

Segundo o relato de tucanos que tiveram acesso ao documento, o PSDB vai sugerir que o tribunal faça uma série de alterações no sistema de votação, como adoção do voto impresso, unificação do horário da eleição em todo território nacional e aperfeiçoamento do sistema de voto paralelo, adaptando-se ao voto biométrico. Os tucanos pedirão que o TSE faça um "tese de penetração", procedimento que consiste em forjar um ataque de hacker a uma urna em condições normais de uso.

A decisão de promover uma auditoria das urnas foi tomada apenas quatro dias depois do 2º turno das eleições presidenciais do ano passado e foi o primeiro movimento do PSDB de contestação ao resultado do pleito. Em dezembro, o partido abriu outra frente ao protocolar no TSE um pedido de cassação do registro da candidatura de Dilma Rousseff e Michel Temer com alegação de que eles teriam praticado abuso do poder político e econômico na campanha eleitoral.

Com o acirramento da crise política, o julgamento pelo Tribunal de Contas da União (TCU) das contas do governo e no TSE da ação aberta pelo PSDB, o pedido de auditoria se tornou, nas palavras de um tucano, "obsoleto".

A avaliação majoritária do partido é de que a iniciativa acabou se tornando um problema porque reforçaria o discurso governista de que a oposição quer ganhar a eleição no tapetão.Carlos Sampaio, disse que não poderia falar sobre a auditoria,

A assessoria do TSE afirmou que "até o presente momento" não foi protocolado pelo interessado (o PSDB) qualquer manifestação nos autos do processo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.