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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

sexta-feira, março 30, 2012

BRICS impõe sua agenda enquanto países desenvolvidos afundam na crise

Países emergentes consolidam espaço e exigem mais poder nas decisões multilaterais e nos organismos financeiros mundiais.  Enquanto a Europa e EUA passam por graves crises, BRICS planejam banco paralelo ao FMI.

Mais no Blog do Saraiva

Demóstenes é a cabeça do iceberg.
CPI tem que ir mais fundo

Na pág. 3 do Globo desta sexta-feira há gravações que mostram a relação empresarial e legislativa entre o nobre Senador, o Varão de Plutarco de Goiás, e o empresário do jogo de bicho, Carlinhos Cachoeira.

O destino político de Demóstenes está traçado: a sarjeta.

Demóstenes, porém, é a cabeça do iceberg.

A expulsão do DEMO e do Senado, a investigação no Supremo, isso não basta.

Tem que descer mais fundo, nas águas turvas.

E só uma CPI – alô, alô, PT de São Paulo – pode meter a mão na lama.

Como aquela outra, do Roberto Jefferson.

Descer pelo esgoto em que entrou, na condição de testemunha especialíssima, o Toninho da Barcelona, aquele doleiro ilustre, convocado pelo falecido ACM para derrubar o Presidente Lula.

Uma CPI de verdade – alô, alô, Gilmar Tatto, Chinaglia – tem que apurar o que o Luiz Fernando Correa não apurou: cadê o áudio do grampo ?

Ou, vai ver, nunca houve aquele grampo ?

Por que a Veja e o Cachoeira queriam destituir o dr Paulo Lacerda, Gilmar Tatto ?

Não é uma boa pergunta ?

Tatto, que tal perguntar ao Demóstenes sobre a ligação entre a indústria de genéricos em Anápolis e o Ministro da Saúde Padim Pade Cerra, que tentou se apropriar da ideia dos genéricos ?

O Demóstenes reza pela cartilha do Aécio Never ou do Padim Pade Cerra ?

A quem interessava fuzilar o José Dirceu com aquele vídeo do Valdomiro Diniz ?

Talvez seja o caso de convocar para depor a Renata Lo Prete, que Ilustrou a Folha (*) e hoje ilumina a Globo News.

Ela ganhou um Prêmio Pulitzer com a entrevista do Roberto Jefferson.

Talvez ela saiba por que o empresário Cachoeira queria fuzilar o Dirceu.

O Cachoeira não é ingênuo.

O Demóstenes não é bobo.

Bobos somos nós, não é isso, Gilmar Tatto ?

Em tempo: se o amigo navegante ainda não percebeu, Gilmar Tatto é o novo líder do PT na Câmara. Ele é de São Paulo e prefere ver Satanás nu a tratar de CPI da Privataria. CPI da Privataria, do Cachoeira, é tudo a mesma gente. A rigor, bastava uma CPI só. Como se dizia em “Casablanca”, são “the usual suspects”.

Clique aqui para ler “Nassif: Cerra é fã de Demóstenes”.


Paulo Henrique Amorim

Charge do Dia


Kelly

Desarquivando o Brasil: O luto numa terra de cadáveres insepultos

 

 

 do Idelber Avelar
Idelber Avelar
Convocada pela jornalista Niara de Oliveira, reúne-se a partir de ontem até o dia 02 de abril, em vários blogs, a 5ª Blogagem Coletiva #DesarquivandoBR, um esforço de cobrança, reflexão e ativismo sobre os rumos da nossa memória como país. Nos termos da convocação: O objetivo dessa blogagem continua sendo a abertura dos arquivos secretos da ditadura militar, a investigação dos crimes e violações de direitos humanos cometidos pelo Estado brasileiro contra cidadãos, a localização dos corpos e restos mortais dos desaparecidos políticos, e a revisão da Lei da Anistia para que se possa processar e punir criminalmente os torturadores, além de responsabilizar o próprio Estado pelos crimes de tortura, assassinato e desaparecimento forçado no período entre 1964 e 1979. Chamo a atenção especialmente para as vinte e seis impressionantes postagens de Pádua Fernandes, que vão desde a crítica literária até o trabalho de arquivo, passando pela teoria do Direito.
Contribuirei escrevendo um pouco sobre um tema relacionado, e ao qual eu dediquei um livro: o luto pelos mortos.
Em marcado contraste com outros países, no Brasil ainda não nos foi possível fazer o luto pelos nossos mortos. O luto, esse processo de reconciliação e aceitação do caráter irreversível da perda, depende, acima de tudo, da existência do cadáver. A morte sem cadáver, sem atestado de óbito, sem o registro de seu acontecer, sem responsabilização, invariavelmente lança o sobrevivente àquele processo que poderíamos chamar de luto suspenso – em que o sujeito, mesmo convicto da perda, não pode processá-la, pois falta-lhe o rastro material que fundamenta o luto. Esse rastro, essa marca, é fundamental, pois ela é tanto a garantia de que poderá ser realizado o sepultamento simbólico como a garantia de que o sujeito poderá processar sua perda sem ser acossado pelos fantasmas de que está abandonando e traindo o objeto amado que se foi.
Muito mais que qualquer outro país que eu conheça, o Brasil é uma terra de cadáveres insepultos. Trinta e dois anos se passaram desde a volta dos exilados e a promulgação da Lei da Anistia. Desde então, os governos militar, peemedebista, collorido, tucano e petistas se sucederam sem que se realizasse um única ação estatal de julgamento e punição dos responsáveis pelas torturas, execuções, violações acontecidas durante a ditadura militar. O nosso trabalho de luto é incompleto e precário, pois falta-lhe o essencial: o reconhecimento institucional, na pólis, do evento acontecido, e a responsabilização de seus agentes.
Freud acreditava que o trabalho do luto tinha um prazo definido para se cumprir e, na ausência de uma resolução, o sujeito estaria condenado à melancolia – aquele estado em que, incapaz de superar a perda, o sujeito se confunde com o objeto perdido. A melancolia não é necessariamente a tristeza. Na realidade, ela pode, inclusive, mascarar-se num estado eufórico, que tenta encontrar conquistas compensatórias, que vão, aqui no caso, do crescimento do PIB aos números da produção de soja. O passado, no entanto, não cessa de inscrever-se. E quanto mais o passado se inscreve sem sem resolvido, mais energia libidinal o sujeito terá que dispender no sufocamento da demanda de resolução. É o que Freud chamou de luto triunfante, que descreve exatamente, ao modo de ver, o processo vivido pelo Brasil. Nessa forma de luto incompleto, pendente e negacionista, o sujeito triunfa – imaginariamente – sobre um objeto perdido que lhe permanece oculto.
Esta tem sido uma modalidade de luto brasileira por excelência. Nossa morada é a desmemória. Jamais reparamos as vítimas da escravidão, contentando-nos com a construção de mitologias da mestiçagem e da cordialidade racial, enquanto os negros continuavam sofrendo na pele a realidade da discriminação e da violência. Jamais nos encarregamos do legado de memória deixado pelo genocídio das populações ameríndias, convenientemente esquecidas para que se impusesse o programa da ordem e do progresso. Nunca fizemos luto genuíno pelas cadáveres e corpos mutilados do Estado Novo, soterrados sob o mito do varguismo nacional e popular que foi propagado até mesmo pelos comunistas que haviam sido suas vítimas preferenciais. Hoje, curiosamente, muitos dos que concordariam com as três frases anteriores repetem o mesmo paradigma com relação aos crimes da ditadura militar. O importante é “olhar pra frente”, nos dizem, ignorando ou escondendo o fato de que quem carrega cadáveres insepultos nas costas jamais poderá olhar pra frente, só pra baixo.
Pouquíssimo trabalho de memória e de reparação foi feito no Brasil ante as vítimas do genocídio ameríndio, da escravidão, da ditadura do Estado Novo. Que não contentemos, mais uma vez, em varrer a sujeira do passado para debaixo do tapete.
*GilsonSampaio

No dia 1º de abril, Cordão da Mentira desfila pelas ruas de São Paulo

 do SPressoSP
Concentração será às 11h30 em frente ao cemitério da Consolação, no Dia da Mentira e do Golpe Militar de 1964
Da Redação
Composto por coletivos políticos, grupos de teatro e sambistas de diversos grupos e escolas de São Paulo, o Cordão da Mentira discutirá, de modo bem humorado e radical, de quem são os interesses que bloqueiam uma real transformação da sociedade brasileira. No dia 1º de abril, data que marca o dia da mentira e o golpe militar de 1964, o cordão da mentira desfilará pelas ruas da cidade cantando e questionando quando de fato acabará a ditadura civil-militar.
Estandarte do Cordão da Mentira (Divulgação)
Em seu manifesto, o movimento explica suas intenções. “No dia da mentira de 1964, ocorreu o golpe que instituiu a ditadura civil-militar. Dizem que ela acabou. Porém, a maior ilusão da história brasileira repete-se. A ditadura civil-militar se fortalece no golpe de 1964 e, até hoje, ninguém sabe quando vai acabar! Nós vamos celebrar[..]”.
Para os manifestantes, casos como o do Pinheirinho, Eldorado dos Carajás e o constante massacre de pobres nas periferias são símbolos da continuidade da ditadura “que privilegia os ricos em detrimento dos mais pobres”.
“[...]Quando admitimos que os crimes do passado permaneçam impunes, abrimos precedentes para que eles sejam repetidos no presente. Com a roupagem indefectível da democracia, da constituição, do direito à livre manifestação, o Estado continua executando os seus inimigos e calando de uma forma ou de outra aqueles que pensam e atuam em favor da tolerância, em favor da utilização dos espaços públicos de maneira respeitosa e saudável. Em nome da manutenção da produção e do consumo ostensivo vivemos o estado de exceção como regra e o direito conquistado de ir às urnas acaba apenas legitimando o que é uma verdadeira licença para calar, reprimir, matar[...]”, continua o manifesto.
A concentração do Cordão da Mentira será às 11h30 em frente ao cemitério da Consolação. Às 13h30 o desfile será iniciado passando pela Avenida Higienópolis, Largo de Santa Cecília, Avenida Duque de Caxias, entre outros locais até terminar no cruzamento das ruas Mauá e General Osório.
*GilsonSampaio

Era assim e ainda é...



*Gilson Sampaio

Cerco a Clube Militar causa tumulto no centro do Rio

Cerco a Clube Militar causa tumulto no centro do Rio Foto: Fernando Rabelo/Folhapress

Manifestação na Cinelândia contra oficiais da reserva que não aceitam a Comissão da Verdade é dispersada pela polícia com bombas de gás lacrimogênio e prisões; vice-presidente do Clube Militar classificou apuração dos crimes da ditadura como posição 'revanchista'


247 – Com bandeiras do Partido Comunista Brasileiro e palavras de ordem de esquerda, cerca de 600 manifestantes ocuparam na tarde desta quinta-feira 29 a frente do Clube Militar, na Cinelândia, centro do Rio. Lá dentro, os integrantes do clube promoviam uma reunião para lembrar o golpe militar de 31 de março de 1964. O vice-presidente da agremiação, general da reserva Clóvis Bandeira, classificou a Comissão da Verdade, criada pelo governo para apurar crimes cometidos durante os governos militares, como “revanchista”. À medida em que os participantes do encontro saiam para a rua, eram recebidos com vaias e apupos. Homens da Polícia Militar esticaram dois cordões de isolamento para afastar os manifestantes do prédio, mas as barreiras foram pressionadas. Para conter a manifestação, bombas de gás lacrimogênio foram lançadas pela PM entre os integrantes do protesto. Um jovem foi preso. Quatro ficaram feridos.


"Do jeito que está sendo conduzida, ela [a Comissão da Verdade] é simplesmente revanchista", disse Bandeira, que defende a apuração, na comissão, dos crimes cometidos pela guerrilha de esquerda contra militares.
À saída do encontro, os ex-militares foram hostilizados pelos manifestantes, chamados de torturadores e assassinos. A PM utilizou bombas de efeito moral e jatos de gás de pimenta para dispersar a multidão.


Militares da reserva, por meio do Clube Militar do Rio, enviaram convites para o ato, organizado para acontecer na sede do Clube - denominado “1964 – A Verdade”. O evento acontece um mês após o lançamento de manifesto em que cobram da presidente do país postura contrária à Comissão da Verdade e à revogação da Lei da Anistia. Entre seus painelistas, o general Luiz Eduardo Rocha Paiva, principal crítico das duas leis federais.


Em declaração à jornalista Miriam Leitão, durante entrevista, Paiva fez várias declarações que questionam a morte de Wladimir Herzog pelos militares; fala até mesmo que a presidente Dilma Rousseff não sofreu tortura pelos aparelhos do governo da repressão. Também no início do mês fez outras declarações que, certamente, seriam impedidas de circular se fossem dadas durante o regime ditatorial do qual ele participou.
*Amoralnato

quinta-feira, março 29, 2012

Roger Waters: É preciso lutar pela liberdade da Palestina

“O objetivo é criar um encontro que irá incentivar homens e mulheres de boa-fé a se unir em apoio da justiça e da liberdade para as pessoas da Palestina”. Foi o que declarou em coletiva à imprensa, nesta quarta-feira (28), no hotel Fasano, em Ipanema, no Rio de Janeiro, o baixista e compositor inglês Roger Waters, ex-Pink Floyd, defendeu a causa palestina.
"Quando você observa os dois lados, fica claro que há apenas um a apoiar", disse o músico, ao divulgar o Fórum Social Mundial Palestina Livre, que irá ocorrer em novembro em Porto Alegre.
Segundo ele, o caminho mais correto para Israel é voltar às fronteiras de 1967. "Acho a paz possível, talvez não agora, mas nos próximos anos."
Durante a coletiva ele desabafou "há certas culturas que querem nos vender uma noção de vida que não corresponde ao que a vida é de verdade. O muro da desinformação é provavelmente a força mais potente e negativa que existe".
O músico, que fez críticas ao presidente do Chile, Sebastian Piñera, quando tocou no país no começo de março, elogiou o atual momento do Brasil. E citou o papel do presidente Lula para as mudanças observadas no país.
Waters ressaltou que o crescimento brasileiro e da América Latina como um todo nos últimos anos demonstra uma reconfiguração nesta região. "Apesar de não morar aqui, sinto que as pessoas estão se organizando melhor, a distribuição está sendo feita de uma forma mais justa do que no passado. O país está se tornado um exemplo de potência mundial."

Organizações humanitárias e mídia a soldo do petróleo saudita ou Lembram-se da iraniana condenada à morte por apedrejamento?

 

Nem todas são Sakineh

A execução de Amina
Lembram-se de Sakineh?
A jovem iraniana condenada a morte por ter cometido adultério?
Uma história triste, que chegava do Irão e que ocupou as páginas dos diários de todo o mundo.
Sakineh teve a apoio das organizações humanitária do planeta, tal como Avaaz, Human Rights Watch ou Amensty International. Até surgiram blog para salvar a vida dela, por exemplo Liberdade para Sakineh.
A história da rapariga era mais uma demonstração da crueldade do regime dos ayatollah: um País sem coração, governado por monstros, atrasado e inimigo da Humanidade. Um País que deve ser combatido e democratizado.
Afinal Sakineh não foi lapidada. Apesar de ter assassinado o marido com a ajuda dos dois amantes (o que não é coisa tão simpática, mas este é um pormenor que as associações humanitárias esquecem frequentemente), Sakineh não foi justiçada e continua nas prisões do Irão. Mas o País continua a ser um regime de monstros.
Lembram-se de Amina bint Abdul Hamis bin Salem Nasser?
Acho que não. Esquisito, pois com um nome assim não deveria ser difícil lembrar dela. Mas ninguém conhece a mulher. Aliás: conhecia. Pois Amina foi justiçada em Dezembro com a acusação de bruxaria na província setentrional de al-Jawf, na Arábia Saudita.
Amina foi a decapitada.
Agora tenho um vazio na memória. É que não consigo lembrar dum blog tipo Liberdade para Amina, nem de campanhas de Avaaz, Human Rights Watch ou Amnesty International.
Estranho, não é? Onde estão as mulheres que choravam cada vez que aparecia o rosto de Sakineh?
Mais: na Arábia o caso de Amina nem é uma excepção, é a regra.
Pouco antes da decapitação de Amina, na cidade de Medina tinha sido decapitado um sudanês, "culpado" de bruxaria também. Neste caso o homem foi forçado a confessar sob tortura e nem um advogado foi-lhe concedido.
'Abd Allāh bin ʿAbd al-ʿAzīz Al Saʿūd
Um País demasiado rígido? Nem por isso, pois não há só decapitação: há o enforcamento e o apedrejamento também. Neste aspecto a Arábia oferece várias soluções.
E para poder experimenta-las (não todas, só uma delas...): assassinato, estupro, assalto à mão armada, tráfico de drogas, homossexualidade, bruxaria, adultério, apostasia e sabotagem.
Funciona? Sim, funciona bem: em 2011 foram realizadas 79 execuções, em 2010 tinham sido 27 e em 2009 67. O topo foi alcançado em 1995, quando 191 pessoas foram mortas pelo Estado, mais da metade de nacionalidade estrangeira; isso para que ninguém pense na Arábia como um País de racistas.
É normal, portanto, que um homem ou uma mulher condenados sejam arrastado até a morte logo fora da mesquita, onde são amarrado, ajoelhados aos pés do carrasco e da espada dele, diante de uma multidão que grita "Alá Akbar" ("Deus é grande").
Assim morreu Amina. E as organizações que ficaram sem voz para salvar Sakineh? Nem um pio. E porquê? Porque a Arábia Saudita é boa. Vejam o simpático rosto do rei 'Abd Allāh bin ʿAbd al-ʿAzīz Al Saʿūd: é um rosto que sugere bondade, confiança. Um homem assim não pode ser mau e nem o petróleo dele.
O Irão? O Irão é mau, vê-se logo.
Demonstração: queria matar Sakineh.
Ipse dixit.
Nota: acerca do mesmo assunto podem ler este artigo do blog O Tempo Chegou, escrito na altura dos acontecimentos.
Fontes: NewNotizie
*GilsonSampaio

A manifestação dos caras-pintadas diante do Clube Militar

Foi um acaso. Eu passava hoje pela Rio Branco, prestes a pegar o Aterro, quando ouvi gritos e vi uma aglomeração do lado esquerdo da avenida. Pedi ao motorista para diminuir a marcha e percebi que eram os jovens estudantes caras-pintadas manifestando-se diante do Clube Militar, onde acontecia a anunciada reunião dos militares de pijama celebrando o "31 de Março" e contra a Comissão da Verdade.
Só vi jovens, meninos e meninas, empunhando cartazes em preto e branco, alguns deles com fotos de meu irmão e de minha cunhada. Pedi ao motorista para parar o carro e desci. Eu vinha de um almoço no Clube de Engenharia. Para isso, fui pela manhã ao cabeleireiro, arrumei-me, coloquei joias, um vestido elegante, uma bolsa combinando com o rosa da estampa, sapatos prateados. Estava o que se espera de uma colunista social.
A situação era tensa. As crianças, emboladas, berrando palavras de ordem e bordões contra a ditadura e a favor da Comissão da Verdade. Frases como "Cadeia Já, Cadeia Já, a quem torturou na ditadura militar". Faces jovens, muito jovens, imberbes até. Nomes de desaparecidos pintados em alguns rostos e até nas roupas. E eles num entusiasmo, num ímpeto, num sentimento. Como aquilo me tocou! Manifestantes mais velhos com eles, eram poucos. Umas senhoras de bermudas, corajosas militantes. Alguns senhores de manga de camisa. Mas a grande maioria, a entusiasmada maioria, a massa humana, era a garotada. Que belo!
Eram nossos jovens patriotas clamando pela abertura dos arquivos militares, exigindo com seu jeito sem modos, sem luvas de pelica nem punhos de renda e sem vosmecê, que o Brasil tenha a dignidade de dar às famílias dos torturados e mortos ao menos a satisfação de saberem como, de que forma, onde e por quem foram trucidados, torturados e mortos seus entes amados. Pelo menos isso. Não é pedir muito, será que é?
Quando vemos, hoje, crianças brasileiras que somem, se evaporam e jamais são recuperadas, crianças que inspiram folhetins e novelas, como a que esta semana entrou no ar, vendidas num lixão e escravizadas, nós sabemos que elas jamais serão encontrada, pois nunca serão procuradas. Pois o jogo é esse. É esta a nossa tradição. Semente plantada lá atrás, desde 1964 - e ainda há quem queira comemorar a data! A semente da impunidade, do esquecimento, do pouco caso com a vida humana neste país.
E nossos quixotinhos destemidos e desaforados ali diante do prédio do Clube Militar. "Assassino!", "assassino!", "torturador!", gritava o garotinho louro de cabelos longos anelados e óculos de aro redondo, a quem eu dava uns 16 anos, seguido pela menina de cabelos castanhos e diadema, e mais outra e mais outro, num coro que logo virava um estrondo de vozes, um trovão. Era mais um militar de cabeça branca e terno ajustado na silhueta, magra sempre, que tentava abrir passagem naquele corredor humano enfurecido e era recebido com gritos e desacatos. Uma recepção com raiva, rancor, fúria, ressentimento. Até cuspe eu vi, no ombro de um terno príncipe de Gales.
Magros, ainda bem, esses velhos militares, pois cabiam todos no abraço daqueles PMs reforçados e vestidos com colete à prova de balas, que lhes cingiam as pernas com os braços, forçando a passagem. E assim eles conseguiram entrar, hoje, um por um, para a reunião em seu Clube Militar: carregados no colo dos PMs.
Os cartazes com os rostos eram sacudidos. À menção de cada nome de desaparecido ao alto-falante, a multidão berrava: "Presente!". Havia tinta vermelha cobrindo todo o piso de pedras portuguesas diante da portaria do edifício. O sangue dos mortos ali lembrados. Tremulavam bandeiras de partidos políticos e de não sei o quê mais, porém isso não me importava. Eu estava muito emocionada. Fiquei à parte da multidão. Recuada, num degrau de uma loja de câmbio ao lado da portaria do prédio. A polícia e os seguranças do Clube evacuaram o local, retiraram todo mundo. Fotógrafos e cinegrafistas foram mandados para a entrada do "corredor", manifestantes para o lado de lá do cordão de isolamento. E ninguém me via. Parecia que eu era invisível. Fiquei ali, absolutamente sozinha, testemunhando tudo aquilo, bem uns 20 minutos, com eles passando pra lá e pra cá, carregando os generais, empurrando a aglomeração, sem perceberem a minha presença. Mistério.
Até que fui denunciada pelas lágrimas. Uma senhora me reconheceu, jogou um beijo. E mais outra. Pessoas sorriram para mim com simpatia. Percebi que eu representava ali as famílias daqueles mortos e estava sendo reverenciada por causa deles. Emocionei-me ainda mais. Então e enfim os PMs me viram. Eu, que estava todo o tempo praticamente colada neles! Um me perguntou se não era melhor eu sair dali, pois era perigoso. Insisti em ficar l mesmo, com perigo e tudo. E ele, gentil, quando viu que não conseguiria me demover: "A senhora quer um copo d'água?". Na mesma hora o copo d'água veio. O segurança do Clube ofereceu: "A senhora não prefere ficar na portaria, lá dentro? ". "Ah, não, meu senhor. Lá dentro não. Prefiro a calçada mesmo". E nela fiquei, sobre o degrau recuado, ora assistente, ora manifestante fazendo coro, cumprindo meu papel de testemunha, de participante e de Angel. Vendo nossos quixotinhos empunharem, como lanças, apenas a sua voz, contra as pás lancinantes dos moinhos do passado, que cortaram as carnes de uma geração de idealistas.
A manifestação havia sido anunciada. Porém, eu estava nela por acaso. Um feliz e divino acaso. E aonde estavam naquela hora os remanescentes daquela luta de antigamente? Aqueles que sobreviveram àquelas fotos ampliadas em PB? Em seus gabinetes? Em seus aviões? Em suas comissões e congressos e redações? Será esta a lição que nos impõe a História: delegar sempre a realização dos "sonhos impossíveis" ao destemor idealista dos mais jovens?
*comtextlivre


Comissão da OEA investiga Brasil por caso Herzog

País foi notificado oficialmente e terá cerca de dois meses para explicar por que não puniu o assassinato do jornalista, morto no DOI-Codi de São Paulo, em 1975


Wilson Tosta, de O Estado de S.Paulo
Ampliado às 13h15
Foto feita na cela do DOI-Codi, em outubro de 1975 - Reprodução/Arquivo AE
Reprodução/Arquivo AE
Foto feita na cela do DOI-Codi, em outubro de 1975
*Nassif

Rio: jovens melam ato
em defesa de 64

 






Comemoração de militares termina em pancadaria no Centro do Rio


RIO – O que era para ser uma simples comemoração pela passagem dos 48 anos do golpe que culminou em 21 anos de ditadura no Brasil, organizada por militares da reserva, nesta quinta-feira, no Centro do Rio, foi marcada por uma grande confusão. Cerca de 350 pessoas, entre eles representantes do PT, PCB, PCdoB, Psol, PDT e outros movimentos sociais de esquerda, bloquearam a entrada principal do Clube Militar, na esquina das avenidas Rio Branco e Almirante Barroso, e tumulturam a chegada dos convidados para o evento. O tempo todo gritavam palavras de ordem, chamando os militares de torturadores, assassinos e covardes. Cada militar que chegava ao local era cercado, xingado e só conseguia entrar no prédio sob escolta da PM.

Um dos militares revidou ao xingamento, pegou o celular de um manifestante, que reagiu. Houve empurra-empurra e o estudante de Ciências Sociais Antônio Canha, de 20 anos, acabou sendo atingido por um tiro de descarga elétrica de uma pistola Taser. Os manifestantes também derramaram um balde de tinta vermelha nas escadarias do Clube Militar, representando o sangue derramado durante a ditadura, e atingiram um segurança do local com ovos.

Nas ruas próximas, vários cartazes com frases como “Ditadura não é revolução”, “Onde estão nossos mortos e desaparecidos do Araguaia?”, além de fotografias de desaparecidos durante os anos de chumbo. Parentes de desaparecidos compareceram ao protesto, como Maria Cristina Capistrano, filha do David Capistrano, jornalista e ex-ativista do PCB.

- Em 1974, ele foi levado para o DOPS no Rio de Janeiro e depois para a casa da morte, em Petrópolis. Desde então nunca mais tivemos notícias dele. Devidoa a casos como este do meu pai, acho importante este tipo de mobilização.

O polciamento do local foi feito pela tropa de choque da PM, que cercou a entrada do Clube. Uma pessoa foi presa após se desentender com um militar. A confusão começou com xingamentos e acabou em socos e pontapés e com o manifestante sendo levado pela PM num camburão, o que provocou mais revolta dos manifestantes. No momento em que o jovem foi colocado no camburão, várias pessoas tentaram impedir que ele fosse levado, cercando o veículo. A PM, então, usou de spray de pimenta para dispersar a aglomeração. Os manifestantes fecharam a Avenida Rio Branco por dez minutos e só liberaram o trânsito após os policiais usarem bombas de efeito moral, cujos estilhaços feriram na barriga a manifestante Miriam Caetano, de 33 anos.

Os militares, que ficaram o tempo todo acuados dentro do prédio, foram saindo aos poucos pela porta dos fundos do local.

Clique aqui e leia: “Vergonha: OEA denuncia o Brasil por Herzog”
*PHA

Cachoeira-Veja: um Murdoch brasileiro?

Do site Brasil 247:
Relações incestuosas e, portanto, desvirtuadas entre jornalistas e fontes já causaram prisões e fecharam uma publicação secular. Na Inglaterra, ano passado. Diretora executiva da News Corp., o conglomerado de mídia do magnata Ruppert Murdoch, a jornalista Rebekah Brooks chegou a ser presa pela polícia inglesa, interrogada por 12 horas e libertada sob fiança somente após contar o que sabia a respeito do trabalho de apuração que incluía escutas ilegais sobre personalidades do país e aquisição de informações com policiais mediante pagamentos em dinheiro.
O jornal The News of the World, que veiculava o material obtido na maior parte das vezes por aqueles métodos, teve de ser fechado por Murdoch, depois de mais de cem anos de publicação, por força dos protestos dos leitores e do público em geral. Eles se sentiram ultrajados com o, digamos, jeitinho que a redação agia para obter seus furos. Os patrões Ruppert e seu filho James precisaram dar explicações formais ao Parlamento Britânico sobre as práticas obscuras. Ali, foram humilhados até mesmo por um banho de espuma a contragosto.
No Brasil, neste exato momento, a revista impressa de maior circulação do país está com seus métodos de apuração igualmente colocados em xeque. Afinal, o caso das duzentas ligações telefônicas grampeadas pela Polícia Federal, nas investigações da Operação Monte Carlo, envolve num circuito fechado, e privilegiado, um contraventor especializado em se infiltrar em grandes estruturas do establishment e o atual número dois da revista. O jornalista Policarpo Jr., que acumula o cargo de diretor da sucursal de Brasília, pode até ser visto como o número três ou quatro na hierarquia interna, à medida em que, em seu último arranjo de poder, o diretor de redação Eurídes Alcântara estabeleceu o singular modelo de ter três editores-chefe na publicação. Mas com pelo menos quinze anos de serviços prestados à revista no coração do poder, Policarpo, reconhece-se, é “o cara”. Ele foi repórter especial e seu estilo agressivo de atuar influenciou a atual geração de profissionais de Veja. Eles são temidos por sua capacidade de levantar escândalos, promover julgamentos morais e decretar o destino de reputações. A revista, a cada semana, se coloca como uma espécie de certificadora da moral e dos bons costumes no País, sempre pronta a baixar a marreta sobre o que julga fora dos seus padrões.
O problema, para Veja, é que o jogo de mão entre Policarpo Jr. e Carlinhos Cachoeira pode ter sido pesado, apesar de ainda não estar claro. O silêncio da revista a respeito não contribui em nada para o seu esclarecimento. A aparente relação de intimidade pessoal entre editor-chefe e o contraventor não apenas não é um fato como outro qualquer, como pode ser a ponta do maior escândalo de mídia já visto no Brasil. A não publicação, na edição de Veja que está nas bancas, da surpreendente descoberta de ligações perigosas entre o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) – que na terça-feira 26, sob intensa pressão, renunciou ao posto de líder do partido no Senado – e Cachoeira acentuou a percepção generalizada de que o bicheiro e o jornalista tinham um ou alguns pactos de proteção e ajuda. Será?
Em nome de ter a notícia em primeira mão, é admissível, do ponto de vista ético, ao profissional da mídia, manter relacionamentos privilegiados com quem ele considerar importante para este fim. Inclusive contraventores. O que não é eticamente aceitável é fazer com que esses relacionamentos derivem para a não publicação de notícias ou a divulgação parcial dos fatos.
O ex-governador José Serra, recentemente, foi apontado pelo ex-ministro em plena queda Wagner Rossi como um dos pauteiros (aquele que define os assuntos a serem abordados) de Veja. Pode ter sido um efeito de retórica do Rossi flagrado pela revista como dono de uma mansão incompatível com seu histórico de homem público. Mas jamais, como agora, houve a suspeita real de que um contraventor pudesse exercer o mesmo papel de, digamos, pauteiro externo da revista. A interrogação é procedente à medida em que, especialmente em Brasília, circulam rumores de que Policarpo comentaria abertamente com Cachoeira os assuntos que seriam abordados em edições futuras da revista e as angulações editoriais das reportagens.
Para qualquer um que trabalhe com informação, conhecer por antecipação o conteúdo de Veja é uma grande vantagem competitiva. Um assessor de imprensa, por exemplo. A posse desse tipo de ativo pode representar a diferença entre um bom contrato e nenhum contrato. Se se abre o espaço para a indicação de assuntos, então, ai o lobista entra no paraíso, passando a ter condições de posicionar seus interesses em espaços nobres que vão da capa à última folha do papel tipo bíblia de Veja, passando pela prestigiada sessão de entrevistas, as páginas amarelas. Será?
Na Inglaterra, em meio às primeiras informações sobre o real modo de agir dos jornalistas do The News of the World, a primeira reação da casa foi também a de silêncio. Em seguida, negativas. Mas os desdobramentos do caso, que incluíram o suicídio de um ex-alto funcionário do governo britânico, levantaram o véu da farsa e a verdade, finalmente, mostrou sua face. Na versão tupi, a suspeita é de que tenha ocorrido, entre Policarpo e Cachoeira, bem mais do que acontece num relacionamento normal entre jornalista e fonte de informação. Cachoeira, via Policarpo, talvez tenha se tornado um observador privilegiado da construção semanal da pauta política da revista, especialmente durante a eclosão do escândalo do mensalão, como afirmou ao 247 o ex-prefeito de Anápolis, Ernani de Paula.
Em nome de ter a notícia em primeira mão, é admissível, do ponto de vista ético, ao profissional da mídia manter relacionamentos privilegiados com quem ele considerar importante para este fim. Mas quase nunca é aceitável fazer com que esses relacionamentos derivem para a não publicação de notícias ou a divulgação parcial dos fatos.
Normalmente, o mundo político espera uma edição da revista Veja para conhecer o conteúdo que ela apresenta sobre os outros. Neste final de semana, o que se quer saber é o que Veja falará dela mesma.
*Tijolaço

A raiz do problema tem nome e endereço: desde 2008, Alckmin e Serra abafam CPI sobre propinas da Alstom Se o dinheiro da propina paga aos tucanos por multinacionais como Alstom e Siemens, por contratos superfaturados com a CPTM (ver vídeo abaixo), tivesse sido aplicado em obras e equipamentos, sem desvios para contas na Suiça, a situação não chegaria a esse ponto.



*+Amigosdopresidentelula

Dilma em coletiva na Índia

ENTIDADE PRODUZ VÍDEO SOBRE ABORTO E SAÚDE PÚBLICA


*EducaçãoPolitica

Praticante do candomblé sofre bullying após aula com leitura da Bíblia


Praticante do Candoblé, uma religião de raízes africanas
 
Ahhh… a religião e toda sua tolerância, tratamento igualitário e compaixão com o próximo me emocionam.
Um estudante de 15 anos teria sido alvo de bullying em uma escola estadual (pública) de São Bernardo do Campo por causa de sua religião – o candomblé. As provocações começaram após o jovem se recusar a participar de orações e da leitura da Bíblia durante as aulas de história, ministradas por uma professora evangélica. O aluno cursa o 2º ano do ensino médio na escola Antonio Caputo, no Riacho Grande.
Segundo o pai do aluno, Sebastião da Silveira, 63, faz dois anos que o filho comenta que a professora utilizava os primeiros vinte minutos da aula para falar sobre a sua religião. “O menino reclamava e eu dizia para ele deixar isso de lado, para não criar caso. Ela lia a Bíblia e pedia para os alunos abaixarem a cabeça, mas isso ele não fazia, porque não faz parte da crença dele”, disse.
Depois disso, começaram a incomodar o garoto. Num caso extremo, lançaram um papel com catarro em suas costas. Em outro episódio, fizeram cartazes com a foto de um homem e uma mulher vestindo roupas características do candomblé e escreveram que aqueles eram os pais do estudante. A pedido da família, o menino foi trocado de sala, mas não quer mais ir para a escola e apresenta problemas de fala, como gagueira, e ansiedade.
O pai do garoto disse que foi até a unidade de ensino para conversar com a professora de história sobre as orações antes da aula: “Ela se mostrou intransigente e falou que era parte da didática dela. Eu disse que se Estado é laico, alunos de todas as religiões frequentam as aulas e devem ser respeitados, mas ela afirmou que não ia parar”.
É a religião construindo um mundo melhor, mais justo e fraternal para todos. Lindo isso.
*DiarioAteista

CONVITE  III Festival Sul-Americano da Cultura Árabe – 30 de março – Dia da Terra Palestina



image*GilsonSampaio

O esvaziamento da lei seca

De O Estado de S. Paulo

STJ exige bafômetro ou exame de sangue para provar embriaguez e esvazia lei seca

 
FELIPE RECONDO / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
O motorista parado em blitz da lei seca que se recusar a fazer o teste do bafômetro ou o exame de sangue não poderá ser acusado nem punido pelo crime de dirigir embriagado, mesmo que haja sinais evidentes de que está embriagado. Por decisão da 3.ª Seção do Superior Tribunal de Justiça, só é possível processar criminalmente o motorista se houver comprovação de que ele dirigia tendo concentração de álcool no sangue superior a 0,6 grama por litro.
E isso só poderia ser feito com os exames que estão previstos na lei - bafômetro ou exame de sangue. Na prática, a decisão esvazia a lei seca, embora não cancele as penas administrativas (como suspensão da CNH), porque o motorista não é obrigado a produzir provas contra si e pode recusar-se a fazer os exames.
*Nassif

Carnaval filmado no Rio de Janeiro em 1955



*Chebola : só nao sei como aparece Getúlio...

Tenha pena dos quem vive com 19 mil [por mês]

 

É o sentimento do senador Cyro Miranda (PSDB-GO) 
Eu tenho pena é do pobre goiano que votou neste sujeito na ilusão que ele iria para o senado defender os interesses do povo e do estado de Goiás. Pela frase acima, acho que o Justo Veríssimo é a caricatura do dito sujo.
*Briguilino

MMA, a nova barbárie da TV Globo

Por Gianni Carta, na CartaCapital:

Eles choram, cozinham, fazem faxina e conversam. São seres humanos como nós. É isso que The Ultimate Fighter, o novo reality sobre os lutadores de MMA (sigla para artes marciais em inglês) quer provar.

O reality é transmitido pela tevê Globo aos domingos à meia-noite. Os 12 remanescentes episódios servirão como um excelente substituto para soníferos. Pelo menos funcionou para mim na estreia, no domingo 25.

O pesadelo na Líbia pós-Kadafi

Por Igor Fuser, no sítio da Fundação Maurício Grabois:

Misteriosamente, a Líbia desapareceu da “grande mídia” nos cinco meses transcorridos após o assassinato de Muamar Kadafi e a tomada do poder por seus inimigos, com a decisiva ajuda de milhares de bombas lançadas por aviões da Inglaterra, França e EUA.

A súplica de Demóstenes para Cachoeira

Charge do Dia

luscar


29 de Março, Aniversário da Encantadora Cidade de Salvador

A encantadora capital da Bahia, cidade mais antiga e primeira capital do Brasil, completa 463 anos de existência. Salvador é a cidade mais negra fora do continente africano. Segundo o IBGE, 80% da população é composta por afrodescendentes, oriundos de várias tribos e reinos, que aqui chegaram escravizados. Misturados aos elementos da cultura indígena e europeia, a herança trazida pelas diversas etnias africanas transformou a Bahia num lugar particularmente mágico.

CONHEÇA UM POUCO MAIS EM:
 
- Vídeos sobre Salvador: [Vídeo-2], [Vídeo-3]
- Pontos Turísticos: [Vídeo-1]
*Egrégorasecarrancas

USP: Segundo denúncia, policiais militares atuam em conjunto com o PCC no campus da universidade

O jornalista Sandro Barboza, da TV Bandeirantes, divulgou trechos de um relatório de investigação da morte do estudante Felipe Ramos de Paiva, dentro da USP em maio de 2011, o qual afirma que a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) paga “semanalmente elevados valores aos policiais militares que atuam na região”. A morte do estudante dentro do campus da USP foi o pretexto utilizado pelo reitor Grandino Rodas para a implementação permanente de efetivos da PM no campus.

Fábio Nassif, via Carta Maior

O Jornal da Band transmitiu uma matéria na noite de terça-feira, dia 27, com uma denúncia sobre o envolvimento de policiais militares e integrantes do crime organizado dentro da Universidade de São Paulo, entre outros locais. O jornalista Sandro Barboza divulgou trechos de um relatório de investigação da morte do estudante Felipe Ramos de Paiva, dentro da USP em maio de 2011, o qual afirma que a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) paga “semanalmente elevados valores aos policiais militares que atuam na região”.

A morte do estudante dentro do campus da USP foi o pretexto utilizado pelo reitor Grandino Rodas para a implementação permanente de efetivos da PM no campus. O relatório sobre o caso, feito pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, foi arquivado justamente porque se tratava de um esquema da PM com os criminosos, segundo a reportagem. O relatório arquivado foi a base para a investigação da equipe de reportagem da emissora.

“Mesmo tendo recebido o documento, a Secretaria de Segurança Pública designou os policiais do 16º [DP] para fazer o patrulhamento na cidade universitária”, diz o jornalista na reportagem, em referência ao Departamento Policial que faz fronteira com a USP e com a Favela de São Remo.
A reportagem é baseada neste relatório e no depoimento de um ex-investigador do DHPP (não identificado) que teria ajudado neste caso. Ele afirma que “alguns trabalhos, com certeza o governador [Geraldo Alckmin], o secretário de Segurança Pública [Antônio Ferreira Pinto], o comandante geral da PM [coronel Álvaro Batista Camilo] têm ciência”. A edição da matéria sugere que o caso da USP seria um deles.
O intervalo de tempo entre a morte do estudante e a implementação do policiamento cotidiano na USP coincide com a finalização e o arquivamento do relatório da Polícia Civil. Ou seja, a decisão do reitor João Grandino Rodas foi simultânea à conclusão do relatório sobre a morte do estudante.
Criminalização
O convênio entre a Secretaria de Segurança Pública e a USP é de setembro de 2011, assinado por Ferreira Pinto e Rodas, mas apenas no dia 27 de outubro o movimento estudantil expressou com mais veemência sua contrariedade ao convênio, depois de a Polícia Militar deter três estudantes por supostamente portarem uma pequena quantidade de maconha. No mesmo dia, houve uma ocupação da sede da administração da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), e policiais usaram bombas, balas de borracha e cassetetes contra estudantes.
No dia 11 de novembro, a PM entrou com um efetivo de 400 policiais e prendeu 73 estudantes que ocupavam o prédio da reitoria. Em seguida, o movimento estudantil ganhou força, realizou assembleias massivas e decretou greve. A Polícia Militar permaneceu atuando no local e novos conflitos já ocorreram.
As novas denúncias podem inverter o discurso que o reitor e o governo do Estado de SP conseguiram impor à sociedade, com ajuda de alguns meios de comunicação, de que os estudantes – usuários ou não de drogas – e o movimento estudantil são os criminosos contra os quais a policia deve estar em luta permanente. Se as informações da investigação estiverem corretas, poderão comprovar que os criminosos são os policiais militares do reitor Rodas, do Secretário Ferreira Pinto e do governador Geraldo Alckmin (PSDB).
A Carta Maior publicou matéria em novembro de 2011 sobre a aposta da Secretaria de Segurança Pública em militares linha dura e a interferência da secretaria nas investigações do DHPP nos casos de mortes cometidas por policiais, registradas como “resistência seguida de morte”. Segundo os dados da própria secretaria, apenas 30% das investigações dessas ocorrências explicaram o ocorrido.
*Limpinhoecheiroso

Demóstenes, Veja, Mensalão e o STF - Quem armou para detonar José Dirceu? # @

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:O texto que o Escrevinhador reproduz abaixo merece ser lido com muita atenção. A informação é de que Carlinhos Cachoeira (aquele que a Folha, com deferência, chama de “empresário do jogo”) teria tramado o Mensalão em parceria com Demóstenes Torres (DEM-GO) – o grande tribuno da moral e dos bons costumes. E mais: a Veja pode ter participado da trama.

Hum…
Revista Veja constrangeu reportagens investigativas sobre Demóstenes Torres e Carlinhos Cachoeira, forjando a surrada técnica de contra-informação usada por José Serra, de se passar por vítima de dossiês quando é flagrado em algum escândalo de corrupção.
http://veja.abril.com.br/101007/p_060.shtml
Uma matéria de contra-informação publicada na revista Veja em 2007 para blindar o senador Demóstenes Torres (DEM/GO) das acusações que agora vem ao conhecimento público, reforça indícios da associação da revista Veja com Carlinhos Cachoeira.

Em 2007, o senador Demóstenes Torres (DEMos/GO) conspirava no conselho de ética no Senado e na imprensa para cassar o então presidente do senado Renan Calheiros (PMDB/AL), acusado de ter contas supostamente pagas por um lobista de uma empreiteira.

Por trás da trama do denuncismo, a preocupação com a ética passava longe. Havia apenas a disputa política pelo poder no Senado.
Leia matéria completa :

Boa pergunta, Fidel Castro: "O que faz um Papa?"

 

O Papa disse que o regime de Cuba já se não usa.
Não há ninguém melhor do que o Papa para falar de regimes obsoletos.

 

 

O bumerangue  - contra o governo cubano - retornou e engasgou na garganta profunda do "piedoso" Senhor.

Vamos aos afazeres de um Papa.

. Cuida das "ovelhas" - o que queira diabo dizer isso.

 . Dá emprego, casa e comida a pedófilos.

 . Protege os pedófilo sob sua guarda.

 . Mantem um banco para lavagem de dinheiro.

 . Sob o manto da "religiosidade" sonega imposto de sempre.

 . Mantem palácios no mundo para sua serventia.

 P.S. quem quiser me enviar mais "afazeres de um Papa" por favor enviar para meu email ou colocar como comentário. Obrigada.
*Brasilmostraatuacara

A presidenta Dilma, em visita à India para reunião dos BRIC's, também comemorou ao ser ouvida pela reportagem da TV NBR:


BRICS impõe sua agenda enquanto países desenvolvidos afundam na crise

Países emergentes consolidam espaço e exigem mais poder nas decisões multilaterais e nos organismos financeiros mundiais.  Enquanto a Europa e EUA passam por graves crises, BRICS planejam banco paralelo ao FMI.

Mais no Blog do Saraiva
*Brasilmostraatuacara

Haddad resume como Serra/Kassab poderiam melhorar a vida dos paulistanos e perderam a oportunidade



Fernando Haddad (PT/SP) concedeu entrevista a Ricardo Kotscho, do R7, e um dos pontos altos foi como resumiu o problema da qualidade de vida do paulistano que cabe à prefeitura de São Paulo fazer e não está fazendo.

Eis a transcrição deste trecho:
"... A vida do paulistano melhorou da porta para dentro de casa. Da porta para fora de casa a vida não melhorou. Da porta para dentro melhorou porque a economia melhorou, a geração de emprego e renda melhorou. Da porta para fora, o poder público municipal não foi capaz de aproveitar esse momento de prosperidade para equilibrar esse jogo. Há um desequilíbrio entre a vida privada, com carro, computador, TV de Plasma... Você sai e não encontra espaço público, segurança, iluminação, educação de qualidade... Essa discrepância é a marca de São Paulo nos dias de hoje. Nós temos de traduzir em investimentos públicos para reequilibrar o jogo...E que as pessoas se sintam convidadas a participar da vida comunitária, fora de casa, nos parques, nas praças,  nos teatros, nos museus, e assim por diante."
Em outro trecho ele diz também como o uso da prefeitura como plataforma de oposição ao governo federal, evitando fazer convênios da prefeitura com projetos federais, prejudicou políticas públicas como habitação, erradicação da pobreza, educação, saúde, que exigem esforços em comum de todas as instâncias de governo (municipal, estadual e federal).
A entrevista completa pode ser assistida aqui ou lida aqui.
*OsamigosdopresdidenteLula

Dilma e os BRICs
calam a elite

Ué, cadê o Cerra ? E o FHC ? Não foi ?
Antes que o PiG (*) diga que o encontro dos BRICs em Nova Delhi foi um fracasso e que a Dilma não brilhou, o ansioso blogueiro visitou a imprensa da Índia e agências internacionais de notícias para saber o que aconteceu.

Por exemplo, descobriu que, de fato, os BRICs deram o primeiro passo para criar um Banco de Desenvolvimento, como contra-peso ao Banco Mundial (controlado desde Bretton Woods pelos Estados Unidos).

“Este novo banco de desenvolvimento tentará converter o poder econômico dos BRICs em influência diplomática coletiva”.

Além do banco de desenvolvimento, o objetivo é aproximar as Bolsas de Valores dos países dos BRICs.

E estimular o comércio nas próprias moedas.

Por exemplo: no encontro, Rússia e Índia anunciaram que, em três anos, passarão a comercializar em suas próprias moedas.

(Como a China é rival das duas, é provável que, breve, a China faça o mesmo, para entrar no jogo – PHA)

Por falar em maior “influência diplomática”:

os BRICs rejeitaram a ação unilateral americana contra o Irã.

A suspensão da compra de petróleo elevou os preços e, segundo os BRICs, isso prejudica a recuperação econômica mundial.

A Rússia queria uma condenação mais forte contra os Estados Unidos, mas os outros países atenuaram a linguagem.

Os BRICs querem uma solução diplomática para Síria.

E lamentaram a lentidão com que o FMI tenta re-erguer a economia mundial.
Navalha
Por mais que os colonistas (*) do PiG (**) lamentem, os BRICs se tornaram uma força política irremediável.
A elite brasileira gostaria que BRICs fosse o acrônimo de Bélgica, Roma, Inglaterra, Califórnia e Suíça.
Já foi tempo, amigo navegante.
O Rei Leopoldo morreu.
Eles é que não sabem.



Em tempo: nem a Urubóloga – que voltou das férias e isso é uma ameaça à paz mundial – conseguiu falar mal da reunião de Nova Delhi. No Bom (?) Dia Brasil, ela, porém, disse que o Brasil não tem “competência” para exportar para a Índia. Ela não se contém …


Paulo Henrique Amorim


(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (**) que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta  costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse  pessoal aí.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
*PHA

Petrobras promove tolices privadas

Vejam só, a Petrobras promove/patrocina festas privadas e descarrega na rubrica de Responsabilidade Social e Ambiental. O convite acima se refere a uma festa de aniversário de um ator e diretor da TV Globo, chamado Jorge Fernando, certamente alguém que nutre uma folha de serviços prestados às comunidades desassistidas do Rio de Janeiro, alguém com irretocável vocação voltada para a benemerência, à assistência social (e ambiental), e ao serviço anônimo e caritativo para a população carente do estado do Rio de Janeiro. Quase uma Madre de Calcutá do pedaço.
*comtextolivre