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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista
sábado, junho 09, 2012
Gravações indicam
Caixa 2 no DEMO/RN
O Conversa Afiada recebeu o seguinte e-mail:
Olá Paulo Henrique Amorim,
Jose Jorge te recomendou o artigo ‘Viomundo – O que você não vê na mídia – Daniel Dantas (o bom) Lemos: Gravações indicam caixa 2 do DEM no RN’.
(Não deixe de ler também a reportagem de Leandro Fortes na Carta Capital sobre a suspeita de Caixa Dois de Agripino Maia, o Papa do DEMO no Rio Grande do Norte e interlocutor privilegiado do Gilmar Dantas (*).)
Na campanha eleitoral de 2006. Interceptações telefônicas foram feitas pelo Ministério Público
O artigo posse ser visto nesse link – http://www.viomundo.com.br/denuncias/daniel-dantas-lemos-gravacoes-revelam-caixa-2-do-dem-no-rn.html
Olá Paulo Henrique Amorim,
Jose Jorge te recomendou o artigo ‘Viomundo – O que você não vê na mídia – Daniel Dantas (o bom) Lemos: Gravações indicam caixa 2 do DEM no RN’.
(Não deixe de ler também a reportagem de Leandro Fortes na Carta Capital sobre a suspeita de Caixa Dois de Agripino Maia, o Papa do DEMO no Rio Grande do Norte e interlocutor privilegiado do Gilmar Dantas (*).)
Na campanha eleitoral de 2006. Interceptações telefônicas foram feitas pelo Ministério Público
O artigo posse ser visto nesse link – http://www.viomundo.com.br/denuncias/daniel-dantas-lemos-gravacoes-revelam-caixa-2-do-dem-no-rn.html
Daniel Dantas Lemos: Gravações indicam caixa 2 do DEM no RN
por Daniel Dantas Lemos, no seu blog
As eleições de 2006 foram
realizadas sob a égide do controle das contas de campanha e dos seus
gastos. No ano anterior, o escândalo do chamado mensalão expôs as
vísceras dos vícios e indícios de crimes de financiamento de campanha em
cena no país.
Era de se esperar que os partidos tomassem mais cuidado naquela eleição com as práticas vedadas pela legislação eleitoral. No Rio Grande do Norte (RN), o PFL, atualmente DEM, não teve esse cuidado. É o que se depreende dos 42 áudios de interceptações telefônicas feitas pelo Ministério Público Estadual a que o blog teve acesso e publicou entre a segunda-feira (21) e o domingo (27).
No âmbito de uma investigação
do Ministério Público estadual, o telefone celular de Francisco Galbi
Saldanha, atualmente secretário-adjunto da Casa Civil do governo Rosalba
Ciarlini (DEM), foi grampeado. E trouxe à luz conversas muito
elucidativas, principalmente entre Galbi e Carlos Augusto Rosado, marido
da atual governadora e então candidata ao Senado Federal.
Rosalba foi eleita em 2006,
mas os telefonemas mostram esquemas de compra de apoio de políticos,
compra de votos, fraude em prestação de contas com uso de notas fiscais
frias e uma complexa rede de Caixa 2.
Por envolver políticos com o
conhecido foro especial (o senador José Agripino, a então senadora
Rosalba Ciarlini e o deputado federal Betinho Rosado), a investigação
foi encaminhada pelo Ministério Público Estadual e também pelo
Ministério Público eleitoral para a Procuradoria Geral da República
(PGR), em janeiro de 2009. A PGR não conseguiu ainda esclarecer o que
foi feito da investigação desde então.
Muitas conversas explicitam,
por exemplo, o uso de dinheiro vivo para pagamento de gastos de campanha
– enquanto a lei exigia o uso de cheques vinculados às contas.
Francisco Galbi Saldanha
trabalha com Carlos Augusto Rosado desde os tempos em que o atual
primeiro-cavalheiro era presidente da Assembleia Legislativa
(1981-1983).
Até indícios do envolvimento
com a máfia dos sanguessugas aparecem nessas ligações. Albert Nobrega,
atual secretário de administração do estado, pede ajuda imediatamente a
Galbi por causa de umas ambulâncias compradas pela prefeitura de Mossoró
à época da máfia dos sanguessugas. Em 2006, Nobrega era presidente da
Comissão de Licitação da prefeitura de Mossoró e é ele que diz que, sem
ajuda de Galbi, “vai lascar Rosalba”, já senadora eleita.
Ouve-se também a voz de José
Agripino Maia negociando com Galbi Saldanha o repasse de uma verba de R$
60 mil (em três parcelas de R$ 20 mil) ao ex-vereador natalense
Salatiel de Souza.
Carlos Augusto também orienta
Galbi a repassar dinheiro para o ex-vereador de Natal, Renato Dantas (R$
50 mil) e para o atual presidente da Câmara Municipal de Natal, Edivan
Martins (R$ 25 mil). Tudo em troca do apoio dos políticos à candidatura
de Rosalba ao Senado e Garibaldi Filho ao governo do estado.
Outro grave crime foi
confessado nos áudios: Carlos Augusto Rosado informou à tesoureira da
campanha do irmão que iria cair R$ 100 mil na conta de campanha de
Betinho. Mas o dinheiro era de Rosalba. Depois, Carlos e Galbi tentam
articular uma forma de, com uso de notas frias, justificar a retirada do
dinheiro da conta de Betinho. Utilizam-se, inclusive, de notas frias do
posto de combustível Leste-Oeste, de propriedade do irmão caçula de
Carlos Augusto. O deputado federal Betinho Rosado é irmão de Carlos
Augusto Rosado e atualmente ocupa o cargo de secretário de agricultura.
O pequeno relato não dá conta de tudo o que está nos áudios. Mas você pode ouvir os principais:
* Uso de duas contas pessoais de Galbi para pagar por apoio de dois vereadores de Natal, entre eles o atual presidente da Câmara.
* Citação
de dinheiro a ser pago por apoio para deputados estaduais do RN, entre
eles Ricardo Motta (PMN), atual presidente da Assembleia Legislativa
* Depósito
de R$ 100 mil na conta de campanha do deputado federal Betinho Rosado
(DEM), irmão de Carlos Augusto. Dinheiro é de Rosalba
* Aqui, Galbi e Carlos Augusto discutem, entre outras coisas, como tirar o dinheiro da conta de Betinho com o uso de notas frias.
*Aqui, a voz do Senador José Agripino discutindo sobre o pagamento ao ex-vereador de Natal Salatiel de Souza (DEM).
* Nessa outra gravação, Salatiel é chamado de cabra safado porque recebeu dinheiro mas mudou de lado na eleição.
Essas são as mais
significativas. Há várias demonstrando a fraude em notas fiscais e
recibos eleitorais para justificar gastos de campanha, como esta AQUI.
(*) Clique aqui para ver como eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas (*) ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…”
*PHA
Os novos gladiadores
Zoroastro Sant’Anna - Jornalista e cineasta
Nosso Homem nº 21
Ilustrações e legendas - redecastorphoto
Chegaram
os gladiadores eletrônicos do UFC. Todos os sistemas totalitários da
história do mundo mesclaram pão e diversão numa estratégia perversa de
dominação, o conhecido método panis et circenscis, pão e circo,
ou seja, não deixar faltar pão nem diversão. Ainda está na memória de
muitos brasileiros o general Médici fazendo embaixadinhas e o advento da
televisão em cores para a transmissão da Copa do Mundo de 1970, TV
colorida na sala e sessão de pau-de-arara nos porões.
Bandeira dos desgovernos MILICANALHAS
Durante
mais de 700 anos, de 300 A.C. a 400 D.C., os imperadores romanos
utilizaram os gladiadores como forma de “diversão” pública. Gladiadores
porque usavam uma espada curta, chamada gladius e eram guerreiros
capturados e treinados, ou mesmo cidadãos falidos, que recorriam as
armas do circo romano para conseguir algum dinheiro ou a morte. Muitos
mercadores enriqueceram alugando e vendendo gladiadores, os primeiros
empresários do mundo do entretenimento.
Gladiadores no Coliseu romano
Tudo
começou por volta de 288 A.C. quando o império romano enfrentou a
primeira Guerra Púnica, contra a poderosa Cartago, hoje república árabe
da Tunísia, no norte da África, perto da ilha da Sicília. Um exército de
mercenários havia tomado a cidade italiana de Messina, matando todos os
homens e tomando as mulheres como suas, controlando o estreito que
ligava a Itália à ilha, causando sérios prejuízos comerciais ao império
de Roma. Cartago enviou tropas para fortalecer os mercenários enquanto
os romanos enviaram novos exércitos para retomar a região.
Esta
guerra custou muito ao império criando grande descontentamento entre os
romanos e o imperador Diocleciano decretou então as temporadas de
“jogos” que duravam até oito meses, com uma agenda de combates na grande
arena de Roma, depois conhecida como Coliseu. Sangue humano para
ensopar o pouco de pão, eterna e infalível receita para acalmar as
multidões sedentas de liberdade e diversão. A guerra durou mais de 100
anos e terminou com a destruição de Cartago e o trágico espetáculo dos
gladiadores ficou mais 600 anos em cartaz.
Gladiador romano
Desde
a antiguidade a humanidade cria brigas, muitas sangrentas e mortais,
sob a capa do esporte, briga de cães, peixes, galos, pássaros, cobras,
insetos e até mesmo a briga de aranhas. Os homens brigam desde os tempos
imemoriais, sejam por mulheres, terras, dinheiro, honra, vingança ou
poder. Há algo de atávico e imperioso no ato de brigar, característica
aguçada pelo espírito de competição estimulado pelo capitalismo enquanto
forma de produção e organização social, onde a pior humilhação que se
pode impor a um ser um humano é a de qualificá-lo como um loser, um perdedor, quando na verdade perder é apenas uma probabilidade lógica ao se disputar.
Tenta-se
desde os tempos longínquos transferir o sentimento de disputa esportiva
e saudável das Olimpíadas para as raias menores da violência física,
como o box clássico e agora a temível MMA-Mix Martial Arts, esse
sarapatel de pancadarias explícitas do UFC, com sanguinolência ao vivo e
em cores pelos maiores canais de televisão do mundo ocidental e agora
do Brasil, onde corpulentos brutamontes espancam seus adversários com
técnicas misturadas até que um deles desabe humilhado e sangrando ou
desista por dor insuportável. A técnica e a força de machucar pessoas,
cobertas de aplausos, dor e dinheiro.
A
banalização da violência faz com que se encare a questão de uma mulher
enciumada, detonar a cabeça do marido com uma pistola P 380, esquartejar
seu corpo, ensacar e distribuir num terreno baldio como apenas mais um
crime do cotidiano urbano de uma cidade atormentada. O fato do rico
marido assassinado ter em casa mais de 40 armas de fogo modernas,
inclusive fuzis, e mais de 10 mil munições não é sequer discutido,
afinal era tudo legal, ricamente registrado.
Novo gladiador
Uma
emissora brasileira de televisão brasileira está investindo milhões no
MMA, esse novo “esporte” que, certamente, será um sucesso de audiência.
Da mesma forma que são sucessos de audiência imbecilidades como o BBB, o
programa do Ratinho, Pânico na TV e outras aberrações. Não se trata
aqui de ser contra ou a favor do UFC-MMA, o fato está aí e o que cabe é
discutir o porque da sua existência e que forças e interesses estão por
trás dessa iniciativa.
Não é apenas mais um
esporte inocente. É a violência física entrando por nossa casa a dentro.
É fácil argumentar que se não quer ver, mude de canal, mas as coisas
não são tão simples assim. Existe todo um marketing, toda uma motivação
introdutória, uma cooptação quase indefensável praticada pela mass mediadirigida
aos jovens e aos menos avisados. Existe uma apologia explícita da
técnica exercida com força bruta para domínio e submissão do próximo.
Além do mais, os maiores campeões mundiais são brasileiros, verdadeiros
ícones de uma cultura do vencer, nem que seja na porrada.
Arena de UFC-MMA, o novo Coliseu romano
As
lutas consideradas esportivas com o box, judô, taikwondô, jiujitsu,
mai-tai e tantas outras não foram suficientes para satisfazer aquele
gostinho de sangue na boca que toda sociedade saboreia com maior ou
menor prazer. Foi preciso retirar a elegância de um Muhamed Ali, Sugar
Ray Robson ou Rocky Marciano, diminuir o tamanho de suas luvas de box,
para proteger menos e machucar mais. Foi preciso juntar todas as formas
de combate físico conhecidos numa briga só para tornar o espetáculo mais
atraente e sangrento. Não há um único round do UFC em que o sangue não jorre, não seja aparente, provocante e rico. E, atrás de tudo, o dinheiro, muito dinheiro.
Em
cada golpe, soco ou ponta pé desferido no outro, cada cidadão esmurra e
se vinga do guarda de trânsito achacador, do flanelinha indevido, do
político corrupto, da sogra incômoda, da mulher desamada, do vizinho mau
caráter e do Estado injusto e incompetente. Cada gota de sangue
derramada no ringue é uma lágrima derramada neste triste viver no mundo
inóspito do século XXI. Os novos gladiadores eletrônicos chegaram para o
delírio da plebe. Enfim.
· Travesti – O
ator Antônio Fagundes está fisicamente travestido do falecido político
Antônio Carlos Magalhães, na novela “Gabriela” que estréia na próxima
semana. ACM foi um dos últimos coronéis da política brasileira, Vice-Rei
da Bahia, responsável por vários escândalos como o dos grampos no
Congresso e o da distribuição de concessões de rádios e televisões para
políticos corruptos enquanto Ministro das Comunicações do governo
Sarney.
· Safado – Sucesso
absoluto a peça de Paulo Lobo “O Anjo Safado”, com a participação do
ator Antônio Leite e direção de Jorge Lins, exibida no Atheneo.
· Era outro – Já
virou piada a CMPI do Cachoeira. Todo mundo mente, até quem pergunta.
São tantos os fios a serem puxados nesse novelo, que não há tantos dedos
possíveis e muito menos onde guardar tanta lã. Agora, o vereador que
intermediou a casa que o governador Marcondes Perillo vendeu por R$ 2,4
milhões ao criminoso Cachoeira, diz que não foi ele quem pagou em
dinheiro vivo, que o negócio dele foi de R$ 1,6 e pago em dinheiro. Quem
comprou não foi um e nem quem pagou foi o outro. Ninguém entende mais
nada.
· Mengão – Roubaram o
Flamengo e não foi em campo, foi na tesouraria mesmo, aqui no Leblon.
Dois homens armados levaram quase R$ 15 mil dos cofres do clube. O
comentário é que o roubo teve a participação de funcionários pois um dos
ladrões chamou o tesoureiro pelo nome. Dizem que não tem a nada a ver
com Ronaldinho Gaúcho a quem o time deve mais de R$ 40 milhões.
· Igualzinho – O
atual presidente do Uruguai, Jose Pepe Mujica, tem 77 anos, é
ex-guerrilheiro tupamaro, vive em casa própria, uma chácara a 20 km de
Montevidéu, doa 90% do salário e faz um bom governo, segundo a imprensa.
Mujica saiu sozinho outro dia para comprar uma tampa de privada, quando
foi reconhecido pelos jogadores do time local, Huracán, que o
convidaram para um churrasco e lá foi ele com a tampa da privada debaixo
do braço.
*GilsonSampaio
sexta-feira, junho 08, 2012
Imbecilidade norte-americana: 40 anos de napalm sobre crianças no Vietnã
A imbecilidade humana. Hoje faz 40 anos que o exercito norte-americano despejou bombas de Napalm sobre crianças no Vietnã.
Florestan Fernandes Júnior
Para quem não sabe, o Napalm é uma bomba incendiaria feita com gasolina transformada num gel pegajoso.
Em
1980, o uso de bombas incendiarias contra civis foi proibida por uma
resolução da ONU, no entanto a bomba continua liberada para uso contra
objetivos militares.
Como se as bombas soubessem discernir na hora da explosão o civil do militar.
Só pra constar, os norte-americanos foram os únicos no mundo a utilizarem a bomba atômica contra humanos.
Leia mais
Por
conta da insanidade e da ganancia dos homens ainda somos um povo
bárbaro. Prepare o lenço, as cenas deste pequeno filme são de arrancar
lágrimas nos mais sensíveis.
*GilsonSampaio
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