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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista
quarta-feira, outubro 29, 2014
Mercado tem virada e prevê "lua-de-mel" com Dilma
Um dos maiores críticos do primeiro governo Dilma
Rousseff no mercado internacional, diretor de pesquisas da Nomura
Securities – a maior corretora do Japão – vê cenário muito favorável
para o Brasil no pós-eleição; Toni Volpon aponta "lua-de-mel" com o
mercado global a depender da escolha da presidente para ministro da
Fazenda; com Bovespa fechando em alta de 3,62% e dólar em baixa de 1,9%
nesta terça-feira 28, ficou provado que nome do setor financeiro, como o
do presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, na Fazenda, agrada
investidores; Dilma joga com calma, ganha tempo e detém a iniciativa
28 de Outubro de 2014 às 19:28
A Nomura Securities é a maior corretora do Japão, com responsabilidades sobre bilhões em investimentos.
- Os níveis de reservas internacionais ainda estão muito altos. Quando isso é comparado com o 'carry trade' muito alto que o Brasil paga, certamente o maior para qualquer grande mercado emergente com grau de investimento, muitos investidores julgam que é melhor se envolverem com um yield local de 12% do que se preocupar com uma possível crise que está fora do horizonte de investimento", diz o texto de Volpon. Como se lê, bastante pragmático.
Nesta terça, a Bovespa subiu 3,62%, com o dólar em baixa de 1,9%, num movimento atribuído a dois fatores. A presidente Dilma demonstrou calma em não trocar, no calor do resultado eleitoral, a equipe econômica. Houve, simultaneamente, boa repercussão sobre a cogitação do nome do presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, para o cargo de ministro da Fazenda no segundo governo. A presidente anunciou que fará mudanças em sua equipe todas de uma vez, até o mês de dezembro. Com isso, ela manteve em suas mãos a iniciativa sobre o mercado, que passou a trabalhar com a expectativa de um mudança de guarda no Ministério da Faz
*247
*TadeuVezzi
entulhos autoritários, encravados no sistema político e no monopólio da mídia, sobre os quais se mantém a dualidade de poderes que freia a aceleração e o aprofundamento das reformas
Altman: “tese da divisão é para chantagear governo”
Jornalista afirma que "o país reelegeu a
presidente Dilma Rousseff e o programa petista, mas as forças derrotadas
buscam impor sua agenda"; em um movimento sutil, diz Breno Altman, a
oposição tenta emparedar o governo e obrigá-lo a acatar medidas e
nomeações ao gosto do bloco político-social batido nas urnas, ou seja, o
PSDB; "A chave conceitual destas operações está na afirmação de que a
nação teria saído dividida do processo eleitoral. Fora desse diapasão,
não teria condições e legitimidade para governar", explica; "A direita
ensaia, com a tese da divisão, um discurso para dobrar e desidratar o
governo, antes de esquartejá-lo"
28 de Outubro de 2014 às 21:35
"Trata-se de emparedar o governo e obrigá-lo a acatar medidas e nomeações ao gosto do bloco político-social batido nas urnas", diz ele, em referência ao PSDB do candidato derrotado Aécio Neves. "A chave conceitual destas operações está na afirmação de que a nação teria saído dividida do processo eleitoral. Fora desse diapasão, não teria condições e legitimidade para governar", explica.
Segundo Altman, "a tese da divisão serve, neste momento, à intenção de encurralar o governo e forçá-lo a adotar caminho que, atendendo as reivindicações do mercado, provoque o máximo desgaste junto aos eleitores e militantes de esquerda".
"A direita ensaia, com a tese da divisão, um discurso para dobrar e desidratar o governo, antes de esquartejá-lo", diz ainda. "A esquerda, talvez com alguma timidez, acumula forças para enfrentar os entulhos autoritários, encravados no sistema político e no monopólio da mídia, sobre os quais se mantém a dualidade de poderes que freia a aceleração e o aprofundamento das reformas", completa.
Leia a íntegra em Tese da divisão é chantagem contra o governo
*247
ESTE É O IRMÃO DE DILMA QUE O PERDEDOR DIFAMOU
Budista
e ex-hippie, Igor Rousseff, advogado de 67 anos que agora tenta criar
tilápias, é o único irmão da presidente reeleita. Ele mora há quase duas
décadas na pequena e bucólica Passa
Tempo, cidade no interior de Minas Gerais com cerca de 8 mil habitantes e
duas dezenas de cachoeiras. Ontem à noite ele recebia, em sua pequena
casa com portão baixo de madeira e um fusca verde-limão na garagem,
amigos que entravam sem bater para cumprimentá-lo pela vitória da irmã.
Leia mais aqui, ó: http://bit.ly/1tYxbWu
*TadeuVezzi
terça-feira, outubro 28, 2014
Avanço: PM está proibida de usar armas e bala de borracha em manifestações

Avanço: PM está proibida de usar armas e bala de borracha em manifestações
Decisão judicial determina, também, que Polícia Militar apresente, em 30 dias, plano de atuação da corporação em protestos
Por Redação
A Polícia Militar está proibida de utilizar armas e bala de borracha em manifestações. A decisão é do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e foi tomada na última sexta-feira (24).
Na mesma decisão, o TJ obriga a PM a apresentar um plano de atuação da corporação durante manifestações, em caso de necessidade de dispersão dos manifestantes. Para cada dia de atraso, o governo de São Paulo deverá pagar R$ 100 mil de multa. O Estado pode recorrer do resultado.
Além de proibir o uso de armas e bala de borracha, a decisão do TJ determina que todos os policiais envolvidos na operação devem estar identificados. O uso de bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta só “em casos extremos”, esclarece o texto.
Foto de capa:
Jornalista Giuliana Vallone, atingida no olho direito por uma bala de borracha disparada por um policial durante manifestação (esquerda)
Fotógrafo Sérgio Silva, que perdeu o olho esquerdo após ser atingido por uma bala de borracha atirada por policiais, durante manifestação (direita)
Cônsul de Cuba em São Paulo: "EUA lucra com multas a países que têm vínculos com Cuba"
A matéria é do dia 24 de outubro. A votação do bloqueio, que a Cônsul fala, aconteceu hoje. Leia mais aqui
Por Théa Rodrigues no Vermelho
Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) deve votar novamente a questão do bloqueio norte-americano a Cuba. No ano passado, com 188 votos a favor e apenas dois contra (Israel e Estados Unidos), a Assembleia reiterou o seu apelo pelo fim deste impasse que já dura mais de meio século. O Portal Vermelho entrevistou Ivette Martínez Leyva, cônsul de Cuba em São Paulo, que falou sobre a necessidade de acabar com essa política.
Portal Vermelho: A Assembleia Geral das Nações Unidas já votou contra o bloqueio norte-americano a Cuba por 22 vezes, 188 países foram a favor desta resolução no ano passado. Qual a perspectiva para a votação deste ano?
Ivette Martínez Leyva: Desde novembro de 1991, Cuba apresenta na Assembleia Geral das Nações Unidas a resolução “Necessidade de colocar fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos contra Cuba”. Durante 22 anos consecutivos, a moção cubana teve respaldo da maioria dos países membros. No próximo dia 28 de outubro, quando o foro da ONU votar a resolução cubana, esperamos obter uma nova vitória política, mantendo os 188 votos a favor da suspensão, alcançados em 2013.
Cuba sofreu perdas de mais de 1 bilhão por conta do bloqueio imposto pelos Estados Unidos, uma política que se mantem e m sua totalidade. O presidente Barack Obama, assim como seus antecessores, não fez nada além de reforçar sua aplicação, sem poder justificar sua implementação.
Em que medida a posição da Assembleia Geral da ONU pode contribuir para pôr fim ao bloqueio?
O voto quase unânime na ONU dá a Cuba um apoio categórico e demonstra com nitidez aos Estados Unidos que ele está sozinho na implementação desta política. A realidade demonstrou que o governo norte-americano tem sido omisso em relação ao respaldo internacional a Cuba em sua denúncia contra esta política genocida. A administração do presidente Obama, por exemplo, quis passar uma imagem de flexibilização em relação a Cuba, mas as cifras demonstram que as restrições são iguais ou superiores àquelas impostas por seus antecessores.
Não só os membros da Assembleia Geral, mas a opinião pública norte-americana também demonstrou seu rechaço a política de bloqueio, inclusive o jornal New York Times se pronunciou contra a falida política anticubana.
O bloqueio segue tendo impacto na vida dos cubanos. Quais são os mais prejudiciais?
Entre os exemplos mais concretos deste impacto podemos destacar a questão da saúde. As crianças cubanas que sofrem de câncer de retina não podem ser beneficiadas pelo tratamento ocular, porque as placas de iodo radioativo necessárias para este tratamento são produzidas exclusivamente pela empresa estadunidense 3M.
Na área artística se estima que o efeito econômico, no período de um ano, supera os 22 milhões de dólares. Sua aplicação extraterritorial impede também a adequada promoção, difusão e comercialização do talento artístico cubano.
No setor agrícola as perdas ocasionadas no período de maio de 2013 até maio de 2014 superam os 307 milhões de dólares. Entre os principais prejuízos estão o remanejamento de mercados para a importação dos insumos para a indústria alimentícia, o que provoca um encarecimento de custos e gastos adicionais por frete marítimo, assim como a proibição da utilização do dólar comercial nas transações.
Existem muitos outros danos que poderia citar.
Alguém lucra com o bloqueio a Cuba?
Segundo o informe de Cuba sobre o bloqueio, de 2009 até 2014, a administração de Obama multou 36 entidades norte-americanas e estrangeiras em mais de 2 bilhões de dólares, por manter vínculos com Cuba.
Como denunciamos em todos os cenários internacionais possíveis, o bloqueio, além de ilegal, é moralmente insustentável, sem antecedentes de um sistema de sanções unilaterais similar por um período tão prolongado.
A União Europeia revê suas posições e melhora as relações com Cuba. Os países da Celac condenaram, de forma unânime, o bloqueio. O secretário-geral da OEA esteve na ilha pela primeira vez desde a suspensão do país do organismo. Essas ações demonstram uma maior aproximação mundial em relação a Cuba? Isso significa o isolamento dos EUA?
Exatamente, a União Europeia e a OEA revisaram sua política e suas posições sobre Cuba, encaminhadas a uma melhoria e uma relação de cooperação. O governo dos Estados Unidos, pelo contrário, leva mais de cinco décadas isolando o país das relações econômicas, políticas, sociais e culturais com outros países. Contudo, o fracasso desta política se evidencia cada vez mais, pois Cuba mantém relações diplomáticas com 184 dos 192 membros da ONU.
Ivette Martínez Leyva: Desde novembro de 1991, Cuba apresenta na Assembleia Geral das Nações Unidas a resolução “Necessidade de colocar fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos contra Cuba”. Durante 22 anos consecutivos, a moção cubana teve respaldo da maioria dos países membros. No próximo dia 28 de outubro, quando o foro da ONU votar a resolução cubana, esperamos obter uma nova vitória política, mantendo os 188 votos a favor da suspensão, alcançados em 2013.
Cuba sofreu perdas de mais de 1 bilhão por conta do bloqueio imposto pelos Estados Unidos, uma política que se mantem e m sua totalidade. O presidente Barack Obama, assim como seus antecessores, não fez nada além de reforçar sua aplicação, sem poder justificar sua implementação.
Em que medida a posição da Assembleia Geral da ONU pode contribuir para pôr fim ao bloqueio?
O voto quase unânime na ONU dá a Cuba um apoio categórico e demonstra com nitidez aos Estados Unidos que ele está sozinho na implementação desta política. A realidade demonstrou que o governo norte-americano tem sido omisso em relação ao respaldo internacional a Cuba em sua denúncia contra esta política genocida. A administração do presidente Obama, por exemplo, quis passar uma imagem de flexibilização em relação a Cuba, mas as cifras demonstram que as restrições são iguais ou superiores àquelas impostas por seus antecessores.
Não só os membros da Assembleia Geral, mas a opinião pública norte-americana também demonstrou seu rechaço a política de bloqueio, inclusive o jornal New York Times se pronunciou contra a falida política anticubana.
O bloqueio segue tendo impacto na vida dos cubanos. Quais são os mais prejudiciais?
Entre os exemplos mais concretos deste impacto podemos destacar a questão da saúde. As crianças cubanas que sofrem de câncer de retina não podem ser beneficiadas pelo tratamento ocular, porque as placas de iodo radioativo necessárias para este tratamento são produzidas exclusivamente pela empresa estadunidense 3M.
Na área artística se estima que o efeito econômico, no período de um ano, supera os 22 milhões de dólares. Sua aplicação extraterritorial impede também a adequada promoção, difusão e comercialização do talento artístico cubano.
No setor agrícola as perdas ocasionadas no período de maio de 2013 até maio de 2014 superam os 307 milhões de dólares. Entre os principais prejuízos estão o remanejamento de mercados para a importação dos insumos para a indústria alimentícia, o que provoca um encarecimento de custos e gastos adicionais por frete marítimo, assim como a proibição da utilização do dólar comercial nas transações.
Existem muitos outros danos que poderia citar.
Alguém lucra com o bloqueio a Cuba?
Segundo o informe de Cuba sobre o bloqueio, de 2009 até 2014, a administração de Obama multou 36 entidades norte-americanas e estrangeiras em mais de 2 bilhões de dólares, por manter vínculos com Cuba.
Como denunciamos em todos os cenários internacionais possíveis, o bloqueio, além de ilegal, é moralmente insustentável, sem antecedentes de um sistema de sanções unilaterais similar por um período tão prolongado.
A União Europeia revê suas posições e melhora as relações com Cuba. Os países da Celac condenaram, de forma unânime, o bloqueio. O secretário-geral da OEA esteve na ilha pela primeira vez desde a suspensão do país do organismo. Essas ações demonstram uma maior aproximação mundial em relação a Cuba? Isso significa o isolamento dos EUA?
Exatamente, a União Europeia e a OEA revisaram sua política e suas posições sobre Cuba, encaminhadas a uma melhoria e uma relação de cooperação. O governo dos Estados Unidos, pelo contrário, leva mais de cinco décadas isolando o país das relações econômicas, políticas, sociais e culturais com outros países. Contudo, o fracasso desta política se evidencia cada vez mais, pois Cuba mantém relações diplomáticas com 184 dos 192 membros da ONU.
Postado por AF Sturt Silva
*solidarios
Senador que fala em 'ética' é réu em 11 processos por corrupção
Senador Mário Couto, que tomou a defesa histérica de Aécio Neves e pediu o impeachment de Dilma é acusado de fraude em 11 processos

Mário Couto, que se autoproclama como paladino da ética, tem a conta bloqueada pela justiça e acumula diversos processos (Agência Senado)
Uma figura regional ganhou notoriedade nacional ontem na patética discussão travada em torno do Marco Civil entre Aécio e Lindbergh Farias no Senado, imortalizada num vídeo que viralizou na internet.
Era o senador Mário Couto, do PSDB do Pará. Ele saiu correndo em direção de Lindbergh, dedo em riste numa gesticulação histérica. Tomou a defesa de seu colega de partido, e a cena poderia terminar em pugilato se não interviessem ali.
Couto é a chamada chave de cadeia, e é revelador do sistema político e jurídico nacional que ele ocupe ainda uma cadeira no Senado, da qual profere, não raro, do alto de sua ficha corrida pesada, inflamados pronunciamentos pela ética e contra a corrupção.
A biografia de Couto é rica.
Algum tempo atrás, uma mulher numa pequena cidade do Pará entrou com um processo contra ele depois de ter sido chamada – contou ela – de “macaca” e coisas do gênero.
No processo, ela disse que a razão da fúria de Couto foi ela não haver deixado que ele pregasse em sua casa cartazes de um candidato a prefeito.
Como deputado pelo Pará, ele se meteu em encrencas legais também. O Ministério Público o acusou de fraudar licitações na Assembleia Legislativa, da qual era presidente.
Empresas em nome de laranjas ganharam concorrências em série. O controle das licitações da Assembleia Legislativa estava a cargo da filha de Couto, Cilene.
Por conta das licitações suspeitas, a conta de Couto foi bloqueada pela justiça paraense, para evitar transferências de dinheiro para parentes, amigos ou, simplesmente, laranjas.
Até no futebol a crônica dele é notável.
Couto, algum tempo atrás, virou patrono de um time da segunda divisão paraense. O estádio do time, do interior do Pará, recebeu seu nome, e é conhecido como Coutão.
Algumas contratações caras para os padrões locais despertaram suspeitas. Como um clube tão modesto poderia bancar as despesas – sem receita de estádio e com patrocínio tímidos?
A resposta, segundo as evidências, residiria no Detran do Pará, um reduto de Couto de acordo com pessoas que conhecem a política do Pará.
As denúncias sugerem que Couto arrumava bons empregos no Detran para mulheres de jogadores, e ali estaria o pagamento, com dinheiro do contribuinte paraense.
No YouTube, um vídeo mostra uma cena desalentadora neste capítulo futebolístico. Numa reportagem de uma emissora local, aparece um pequeno empresário brandindo uma papelada.
Eram os documentos de um terreno, disse o empresário, que foi tomado por Couto para fazer parte das dependências do clube. O terreno fica ao lado do Coutão.
Apesar dos documentos, apesar da luta do proprietário do terreno na justiça, não houve reintegração de posse. Isso, no Brasil, é algo que só funciona contra favelados como os da Favela Oi.
Couto, no passado, segundo é amplamente comentado entre os paraenses, foi ptesença destacada no jogo do bicho.
Nada disso impede o senador de ser um cruzado pela moralidade. Antes de tomar a defesa física de Aécio, ele pediu o impeachment de Dilma por causa do caso da refinaria de Pasadena.
A presença de Mário Couto no Senado mostra várias coisas, nenhuma delas animadora. Uma delas é que o PSDB tem que olhar para o espelho antes de falar em moralização.
Mas a conclusão mais importante é: que venha, urgentemente, uma reforma política.
**Pragmatismopolitico
*Marcos Roberto Magno
*Marcos Roberto Magno
Llimpinho e Cheiroso
André Richterl
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu na terça-feira, dia 28, regime de prisão aberto ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, condenado na Ação Penal 470. Com a decisão, Dirceu poderá cumprir o restante da pena inicial de sete anos e 11 meses em casa.
Segundo informações da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, Dirceu tem direito a progressão de regime semiaberto para o aberto desde o dia 20 de outubro, por ter cumprido 11 meses e 14 dias de prisão, um sexto da pena, requisito exigido pela Lei de Execução Penal.
Para alcançar o marco temporal para obter o benefício, o ex-ministro também descontou 142 dias da pena por trabalhar durante o dia em escritório de advocacia de Brasília e estudar dentro do presídio. Ele foi preso no dia 15 de novembro do ano passado.
De acordo com o Código Penal, o regime aberto deve ser cumprido em uma casa de albergado, para onde os presos retornam somente para dormir. No Distrito Federal, pela inexistência do estabelecimento no sistema prisional, os juízes determinam que o preso fique em casa e cumpra algumas regras, como horário para chegar ao domicílio, não sair da cidade sem autorização da Justiça e manter endereço fixo.
* Justiceira de Esquerda
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