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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista
domingo, novembro 16, 2014
Com prisão de empreiteiros na Lava Jato, o golpe faliu.
A militante ala tucana da PF procurou, procurou, tentou, tentou e não conseguiu encontrar nada contra Dilma.
Restou uma rocambolesca capa da Veja às vésperas das eleições para tentar eleger Aécio. O golpe falhou mais uma vez, e Dilma foi eleita.
Chegou a sexta-feira 14, com a sétima fase da operação prendendo cerca de 20 diretores de 9 das maiores empreiteiras do Brasil, inclusive alguns presidentes destas empresas.
Apesar de manterem as aparências e tentarem faturar com o fato, os políticos demotucanos não contavam com isso. O PIG (Partido da Imprensa Golpista) quer direcionar o fato apenas contra o PT, para derrubar Dilma, mas está difícil. E quer sangrar a Petrobras para privatizá-la a preço de banana. Mas como demonizar duas dezenas dos donos ou diretores de alguns dos maiores grupos econômicos do Brasil?
As grandes empreiteiras estão há décadas atuando. São velhas conhecidas dos governos tucanos, inclusive em outras operações da Polícia Federal como a Castelo de Areia. Continuam atuando nas maiores obras dos governadores do PSDB. Controlam os caros pedágios paulistas e paranaenses. Tem participações em empresas de vários setores da economia. Todas são grandes doadoras de campanha para todos os grandes partidos, e o PSDB é um dos que mais recebem.
Dessa vez, nenhum dono ou diretor de
Se os
Que existe corrupção envolvendo empreiteiras, funcionários e políticos corruptos, ninguém dúvida. E que políticos corruptos existem tanto em partidos da base governista como nos de oposição também todo mundo sabe. As operações da Polícia Federal, desde que sejam tocadas com rigor de seriedade, sem direcionamento político, nem seletividade, são necessárias para depurar a administração pública, sanear a política e para enquadrar as empresas privadas a não querer levar vantagem corrompendo nem formando cartéis. No final das contas, o governo Dilma sairá fortalecido e virá o reconhecimento popular de que seu governo realmente cria estruturas institucionais para acabar com a impunidade e combater a corrupção. Inclusive fortalece a campanha pela reforma política e pelo fim do
Nesta fase da Operação Lava Jato, foi pouco destacado, mas a Receita Federal também participou. Isso porque
*osamigosdopresidentelula
'Investigações na Petrobras vão continuar doam a quem doer', diz Cardoso
Ministro da Justiça ressaltou recebeu de Dilma Roussef a determinação de que todos os atos ilícitos sejam apurados e de que a Polícia Federal está cumprindo o seu papel
CC / ELZA FIÚZA / ABR
Brasília – Um dia após a deflagração da sétima fase da Operação Lava Jato, o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo disse ontem (15), em entrevista na sede da Presidência da República em São Paulo que, após informar a presidenta Dilma sobre o andamento das investigações das denúncias de corrupção envolvendo a estatal e empreiteiras, recebeu dela a determinação de que os trabalhos da Polícia Federal prossigam até o final.
Cardozo disse que as investigações atingem também políticos de partidos de oposição ao governo e que, independentemente do partido, "vão continuar doa a quem doer",. "Essas acusações contra políticos, sejam da base aliada ou da oposição, têm de ser apuradas. Se as pessoas estão envolvidas, precisam ser punidas".
"A presidenta Dilma está ciente das investigações. No momento em que pude ter acesso aos dados, por força do sigilo, eu repassei a ela e ela transmitiu o que estou dizendo: peça à Polícia Federal que prossiga com firmeza na apuração das irregularidades e que proceda com lisura e imparcialidade nas investigações e zele para que tudo seja esclarecido', afirmou.
De acordo com ele, a determinação do governo federal é de que "tudo precisa ser investigado, pouco importando cor político-partidária". Dilma Rousseff está na Austrália, onde participa da cúpula do G-20.
Cardozo ressaltou ainda que a Polícia Federal está cumprindo o seu papel e que o governo não aceitará, em qualquer momento, "insinuações de que se criaram obstáculos" para a investigação. Ele frisou que o governo federal quer que todos os atos ilícitos sejam apurados e o responsáveis punidos. Segundo acrescentou, "tudo será analisado cuidadosamente".
Terceiro turno
Sem citar nomes, Cardozo criticou parlamentares e partidos que fazem uso político da operação. "Há aqueles que ainda acham que estamos em uma disputa eleitoral, mas, talvez, não tenham percebido que o resultado das urnas já foi dado e que há vencedores."
"Repilo veementemente a tentativa de se politizar essa operação", reagiu o titular do Ministério da Justiça. Indagado se estava se referindo a algum político em particular, o ministro respondeu que se referia "a qualquer pessoa que esteja tentando transformar isso em palanque, tentando manter o clima eleitoral."
Em atividade
O ministro reafirmou que a Petrobras "não pode e não vai parar", apesar das denúncias de corrupção que envolvem a empresa. "Se por um lado as investigações têm de prosseguir, de outro lado, a Petrobras não pode parar", disse o ministro.
Ele adiantou que conversará com a presidenta da empresa, Graça Foster, para que "se tenha clareza" sobre a forma como o governo atuará com relação aos contratos firmados entre a Petrobras e as empresas envolvidas na investigação de corrupção. "A Petrobras não parará, continuará atuando e a lei será respeitada. A melhor defesa que precisamos fazer da Petrobras, que é uma empresa vital para o país, é investigar os fatos, apurar as ocorrências e punir pessoas."
Operação
Durante a entrevista, o ministro atualizou as informações sobre a Operação Lava Jato. Segundo ele, 49 mandados de busca e apreensão, determinados pela Justiça, foram executados sem nenhum incidente. Das nove conduções coercitivas determinadas pela Justiça, seis foram cumpridas e outras três estão pendentes de cumprimento.
O balanço apresentado informa ainda, que dos seis mandados de prisão preventiva, quatro foram cumpridos. Além disso, dos 19 mandados de prisão temporária expedidos, 15 foram executados, ou seja. "Os que ainda não foram localizados para a execução dos mandados de prisão são considerados foragidos", disse o ministro.
Por força da operação, já foram bloqueados R$ 720 milhões em pagamentos, proporcionais ao valor dos contratos firmados com as empresas envolvidas nas denúncias.
Com reportagem da Agência Brasil
*RBA
Desvio de dinheiros públicos na Rússia poderá resultar em *prisão perpétua

Foto: Fotolia.com/alexstr
O desvio de dinheiros públicos deve ser punido com prisão perpétua, foi a iniciativa apresentada por deputados da Duma de Estado da Rússia. Na opinião deles, essa medida iria favorecer um combate eficaz contra a corrupção.
A apropriação de fundos públicos, assim como de fundos extra orçamentários, como os fundos de pensão, de segurança social e de seguro de saúde obrigatório, deverá ser punida com sanções penais efetivas. Não com multa, nem com pena de liberdade condicional, mas com sentenças de prisão efetiva. Além disso, quanto mais dinheiro se roubou, mais longa deverá ser a pena de prisão, indo até à pena de prisão perpétua.
A proposta para este tipo de agravamento do Código Penal da Federação Russa está sendo elaborada por um grupo de deputados do parlamento russo. É importante referir que estes artigos não preveem saída em liberdade condicional desses condenados depois de cumprida parte da pena, refere o coautor do projeto de lei e membro do comitê para legislação civil, criminal, arbitral e processual Ivan Sukharev:
“Nós propomos a revisão das penas por apropriação de fundos orçamentários no valor de até 10 milhões de rublos (cerca de 220 mil dólares) para 5 a 10 anos de prisão em colônia penal de regime geral, acima dos 10 milhões – de 7 a 12 anos de prisão e acima dos 50 milhões de rublos (mais de um milhão de dólares) – a partir dos 10 anos de prisão até à prisão perpétua. São propostas medidas idênticas para a apropriação de fundos extra-orçamentários.”
Os autores do projeto de lei reconhecem que se trata de sentenças muito duras. Contudo, na opinião deles, cada pessoa que se candidata a um cargo público ou municipal deve compreender que existe um estatuto especial para os fundos que pertencem ao Estado e aos contribuintes. Por isso, aqui a ordem deve ser mantida precisamente através de medidas duras, sublinha o deputado Ivan Sukharev:
“Devemos compreender que os fundos públicos são formados a partir do dinheiro que os contribuintes honestos descontam para o orçamento. Dessa forma, os funcionários desonestos metem a mão no bolso de todos: da aposentada que vive da sua pensão, dos necessitados que pagam honestamente seus impostos, ou seja, roubam um círculo muito vasto de pessoas.”
Devemos referir que anteriormente na Rússia já se avançaram propostas para endurecer as sentenças a quem mete mão no erário público. Contudo, o encarceramento do corrupto não deve ser um fim em si mesmo, considera o presidente do Comitê Nacional Anticorrupção Kirill Kabanov:
“Não interessa prender para toda a vida. Nós defendíamos um endurecimento da pena por desvio de fundos públicos para 20 anos de prisão sem direito a anistia para os casos em que o prejuízo não seja compensado, ou seja, quando o dinheiro não for devolvido. Eu penso que isso seria o correto, porque uma simples pena de prisão não faz regressar o dinheiro ao orçamento.”
Paralelamente ao endurecimento das penas por desvio de fundos públicos e extra-orçamentários os deputados da Duma de Estado propõem o regresso ao Código Penal da Rússia de medidas como o confisco de bens. Na opinião dos peritos, a ameaça de longas penas de prisão, associadas à perda dos bens que se encontram aqui fora, tornará mais eficaz o combate contra a corrupção.
Prisão, corrupção, Rússia, tribunal, Rússia
Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_11_15/Desvio-de-dinheiros-p-blicos-na-Russia-poder-resultar-em-pris-o-perpetua-0736/
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radiovozdarrusia
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G20 decide priorizar questões sociais e se aproxima de exemplos brasileiros
Em discurso após encerramento do G20, Dilma ressalta que conclusões do grupo têm semelhanças com políticas públicas já praticadas no país, como acesso à energia e à educação pública
I

Cúpula dos países mais poderosos do mundo também define que desenvolvimento econômico tem de ampliar inclusão social
Brasília – De acordo com a presidenta Dilma Rousseff, os representantes do G20 – grupo que integra as 20 maiores economias do mundo – deram um tom diferenciado ao encontro cuja cúpula terminou hoje (16) na Austrália, ao priorizar daqui em diante temas como o desemprego, a baixa demanda e a desigualdade de acesso à educação e à energia. Segundo a presidenta, este são alguns dos fatores que prejudicam o desenvolvimento econômico mundial. Portanto, concluiu, ao se trabalhar contra esses problemas em escala planetária, trabalha-se a favor da superação da crise financeira mundial.
"Esta reunião do G20 teve uma característica que foi diferenciada, que foi o fato de uma preocupação grande com os processos de universalização do acesso à educação e à energia", disse a presidenta brasileira, durante entrevista à imprensa concedida após sua participação na plenária do encontro.
Dilma destacou que, do ponto de vista da economia, tais investimentos representam grande vantagem. “Nós definimos a necessidade de acesso universal à energia a custos acessíveis”, disse. “Um outro fato é que também definimos a importância do G20 tratar da educação como sendo não apenas uma questão social, mas uma questão econômica fundamental, principalmente como forma de inclusão social, mas também como forma de difusão do progresso em toda a sociedade”, acrescentou.
A presidenta ressaltou algumas semelhanças entre as conclusões do grupo e as políticas públicas praticadas no Brasil. “Nós não podemos achar que economia não tem esse componente social. Uma das coisas que o Brasil aprendeu é que economia também precisa de uma certa difusão não só, por exemplo, da universalização da luz, da água e de vários outros serviços, mas também da universalização da educação e da educação de qualidade. Isso é um aprendizado que tivemos no nosso próprio país”.
De acordo com a presidenta, no que se refere ao acesso à energia elétrica o Brasil está em uma situação "bastante razoável", uma vez que o país tem mais de 99% da população atendida. Outra conclusão que, segundo ela, ficou "mais clara dentro do G20", foi a necessidade de atuações visando ao aumento da demanda na economia – estratégia que o Brasil já vem adotando internamente, ajudando-o a lidar com os reflexos da crise internacional no mercado interno. A tendência, acenou Dilma, é que isso continue durante o próximo mandato.
Irrestrito
Perguntada sobre quais cortes estariam sendo estudados pelo governo brasileiro visando à retomada do crescimento, a presidenta disse que nem todos ajustes são feitos pelo lado de cortar a demanda. "Não se pode achar que com restrições a economia se recupera. Você tem de selecionar aquilo que pode dar maior nível de investimento e, portanto, maior capacidade de recuperação".
"Não defendemos que a melhor política seja a restrição da demanda como forma de sair da crise. Não é. E isso está provado na própria União Europeia", acrescentou ao defender a redução de despesas consideradas "não legítimas" ou excessivas.
"Você tem no Brasil um conjunto de gastos e de despesas que não levam, necessariamente, à ampliação do investimento, nem à ampliação do consumo. Essas despesas que não levam à ampliação do investimento e do consumo são aquelas que nós consideramos que podem ser cortadas", acrescentou.
Segundo ela, durante a reunião do G20 as autoridades chegaram à conclusão de que houve frustração do crescimento econômico, após as expectativas manifestadas no início do ano, de um crescimento mais robusto. "Esse crescimento não se verificou da forma como a gente esperava, tanto na Europa, como no resto do mundo", ressaltou.
"Uma série de problemas decorrentes do baixo crescimento apareceu e, basicamente, o que se verifica é que o emprego continua sendo um dos principais problemas, tanto econômicos como sociais, em todas as economias desenvolvidas da Europa e, também, em outros países", acrescentou. O Brasil, lembrou a presidenta, tem conseguido manter uma taxa elevada de emprego.
Outra questão que foi também muito discutida pelo grupo foi a necessidade de uma reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI), com o objetivo de dar nova correlação de forças na entidade, e de dar mais peso aos países em desenvolvimento. Dilma lembrou que essa reforma, que seria basicamente de cotas, havia sido decidida e teria de ser cumprida até 2010.
O que tem acontecido, disse, "são tempos diferentes de recuperação", entre países desenvolvidos e emergentes. "Todos os países emergentes tiveram uma situação melhor durante anos e resistiram à crise. Até que ela atingiu, de uma forma ou de outra, todos nós [emergentes] também. A China, por uma redução muito significativa do crescimento. Brasil, Rússia e África do Sul, idem. A Índia, tendo um ano pior e outro melhor."
Com reportagem da Agência Brasil
*RBA
Famiglia milionária dona do grupo Estado é a primeira entre as detentoras do poder na grande mídia a propor novo golpe no Brasil
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| A Policia Federal 100% apoiada por Dilma tem que seguir investigando a fundo,sem trégua; desta forma logo chegará as contas pertencentes as grandes redações dos jornalões e revistas da ultradireita, beneficiadas com as fábulas de dinheiros injetadas pelas maiores empreiteiras corruptoras dos Brasil. |
Esta com medo,é?
Jornal Estado de S. Paulo, da família Mesquita, pede, em editorial, que a presidente Dilma Rousseff seja enquadrada pelo Congresso Nacional por crime de responsabilidade e cassada num processo de impeachment; "Dilma Rousseff de tudo participou como ministra de Minas e Energia e da Casa Civil e, depois, como presidente da República"; um dos herdeiros do grupo, Fernão Lara Mesquita, recentemente foi às ruas com um cartaz onde se lia "Foda-se a Venezuela"; no sábado, em nota, o PSDB sugeriu punição à presidente Dilma; começa a campanha pela derrubada de uma presidente reeleita há menos de um mês no Brasil.
247 - A imprensa conservadora brasileira começa a fazer jus ao apelido que ganhou nos últimos anos, o de PIG, Partido da Imprensa Golpista.
Neste domingo, o jornal Estado de S. Paulo, da família Mesquita, prega abertamente a cassação da presidente Dilma Rousseff, no editorial "Crime de responsabilidade", cujo título já é autoexplicativo.
Eis um trecho:
"Somente alguém extremamente ingênuo, coisa que Lula definitivamente não é, poderia ignorar de boa fé o que se passava sob suas barbas. Já Dilma Rousseff de tudo participou, como ministra de Minas e Energia e da Casa Civil e, depois, como presidente da República.
Devem, todos os envolvidos no escândalo, pagar pelo que fizeram – ou não fizeram."
A mensagem é clara: a família Mesquita aderiu ao golpe e irá trabalhar pela queda de uma presidente reeleita há menos de um mês.
Recentemente, um dos herdeiros do grupo conservador, Fernão Lara Mesquita, foi às ruas com um cartaz onde se lia: "Foda-se a Venezuela". Para os Mesquita, o Brasil também seria "bolivariano".
Ontem, em nota, o senador Aécio Neves sugeriu, nas entrelinhas, que o PSDB irá trabalhar pelo impeachment da presidente Dilma
(leia aqui).
* EDUARDO BUERES
sábado, novembro 15, 2014
A construtora Cyrela desembolsou R$ 850 mil para “limpar” a antiga favela da Fazendinha,
Construtora paga R$ 850 mil para ‘limpar’ área onde havia favela
Luís Adorno —Cyrela doou montante a desabrigados de uma favela que pegou fogo em abril. Famílias cadastradas pela prefeitura receberam R$ 2 mil; outras, migraram para um terreno próximo
A construtora Cyrela desembolsou R$ 850 mil para “limpar” a antiga favela da Fazendinha, na Penha, zona leste de São Paulo, que sumiu depois de ter pegado fogo em 2 de abril deste ano. A empresa entrega no mês de dezembro um empreendimento de alto padrão que beirava a favela, na rua Aracati. Sobre os escombros, diversas famílias tentaram reerguer seus barracos nos dias seguintes ao incêndio.
A construtora, porém, interveio para que a comunidade não se reconstruísse e, por meio de um cadastro feito pela Prefeitura de São Paulo e pela ONG MDF (Movimento em Defesa do Favelado – Região Episcopal Belém), doou às famílias R$ 2 mil.
Quase 7 meses depois do fogo se alastrar no local, muros de aproximadamente 4 metros de altura foram erguidos para cercar o terreno. Só restou uma torre de energia no centro da antiga Fazendinha, que ficava à beira do córrego Aricanduva. A maior parte das 650 famílias que alegavam morar lá se espalhou por outras favelas da cidade. Cerca de 100 famílias, que afirmam não ter recebido a verba da construtora apesar de terem se cadastrado para receber a ajuda, migraram para um terreno próximo por não terem onde morar.
O empreendimento tem 400 apartamentos, de 2 e 3 dormitórios, com 53 e 66 metros quadrados respectivamente, divididos em 6 torres, num terreno de 19.716 metros quadrados. Com piscina, campo de futebol, bosque privativo, salão de festa, academia, sala de massagem, espaço gourmet, entre outros, o preço de cada unidade, para quem comprou antes da entrega, foi de aproximadamente R$ 323,8 mil. Segundo um corretor de imóveis de plantão, até abril, quando ainda existia a Fazendinha, apenas 10 unidades haviam sido vendidas. Agora, segundo ele, faltam 40. A Cyrela nega. E em nota diz que “toda e qualquer informação a respeito dos nossos empreendimentos são feitas através de nossos porta-vozes oficiais”.
Depois que o incêndio destruiu suas casas, os remanescentes da favela migraram para o outro lado do córrego Aricanduva. Primeiro, as famílias ficaram debaixo do viaduto Alberto Badra. Depois, foram para o terreno que ocupam até hoje. O local deve ser utilizado como área de interesse social a partir de 2017. Jair Dias, de 62 anos, que trabalha com reciclagem, é um desses desabrigados:
“Fui um dos primeiros a incluir meu nome no cadastro que a prefeitura veio fazer. Deram R$ 2 mil para um monte de família. Para mim, nada. Por isso, continuo aqui”, Jair Dias.
“Fui um dos primeiros a incluir meu nome no cadastro que a prefeitura veio fazer. Deram R$ 2 mil para um monte de família. Para mim, nada. Por isso, continuo aqui”, Jair Dias.
Passado todo esse tempo, as causas do incêndio ainda são um mistério. Segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública), os desabrigados e os bombeiros que atenderam a ocorrência prestaram depoimento no 10º DP (Distrito Policial), na Penha, mas o laudo que apontaria a causa do fogo não saiu. Segundo o Corpo de Bombeiros, até o fim de julho deste ano, 50 incêndios em favela foram registrados na cidade.
“Estou na rua há 8 anos, desde que meu pai e minha mãe morreram. Eles eram muito pobres. Fiquei sem nada”, diz Anderson Silva, de 50 anos. “Parei de estudar no 4º ano do primário para ajudar meus pais. Hoje, sobrevivo de bicos. Tem dia que eu como, tem dia que não”, afirmou. Silva vive com um amigo que também perdeu a casa no incêndio da Fazendinha. Os dois reclamam de falta de assistência.
“Desde que pegou fogo, não tenho aonde ir. A gente não quer saber se o incêndio foi criminoso ou não. Não vai mudar em nada a minha vida. Fico pensando que ainda bem que não tenho filho. Qual seria o futuro dele?”, Anderson.
“Desde que pegou fogo, não tenho aonde ir. A gente não quer saber se o incêndio foi criminoso ou não. Não vai mudar em nada a minha vida. Fico pensando que ainda bem que não tenho filho. Qual seria o futuro dele?”, Anderson.
Cícera Oliveira, de 55 anos, está na rua há 7 anos com suas 4 filhas. “Saí de casa porque apanhava do meu marido. Acabei trocando seis por meia dúzia”, diz. As filhas estão matriculadas na escola, mas frequentemente faltam às aulas. “Primeiro a barriga. Depois, a cabeça”, afirma antes de acrescentar que as meninas ajudam na renda familiar fazendo trabalho de reciclagem.
A líder comunitária Maria das Graças, de 64 anos, diz que as famílias têm recebido apoio de igrejas e de pessoas que passam por lá e deixam alimentos e roupas.
“Quando cercaram a favela, tiraram o nosso único ponto de água. Então, a gente só consegue tomar banho de mangueira em uma mecânica próxima”…Todos aqui trabalham. Mas pelas condições de vida, não conseguimos pagar aluguel nem na periferia”, Maria das Graças.
“Quando cercaram a favela, tiraram o nosso único ponto de água. Então, a gente só consegue tomar banho de mangueira em uma mecânica próxima”…Todos aqui trabalham. Mas pelas condições de vida, não conseguimos pagar aluguel nem na periferia”, Maria das Graças.
Outro lado
Em nota, a Cyrela confirma o pagamento. A empresa diz que há um termo de cooperação com a prefeitura e com a ONG MDF (Movimento em Defesa do Favelado – Região Episcopal Belém) para fornecer o dinheiro às famílias cadastradas pela administração municipal. “A comunidade estava em uma área de risco situada às margens do córrego Aricanduva, em um local com histórico de dois grandes incêndios. Diante deste cenário, entendemos que era importante contribuir com a segurança dos moradores locais”.
A construtora diz, ainda, que o acordo teve parecer favorável do MP (Ministério Público). A Promotoria nega. Diz que acompanhou o processo de assistência às famílias apenas até que ficasse acordado que 425 delas fossem inclusas no programa Minha Casa Minha Vida. As unidades habitacionais estão previstas para serem entregues a partir de 2017.
Questionada sobre o montante doado e sobre os R$ 2 mil concedidos às famílias, a prefeitura não se pronunciou. Em nota, afirmou que houve uma ação das secretarias municipais de Habitação, Assistência e Desenvolvimento Social e Coordenação das Subprefeituras para auxiliar os desabrigados e prestar atendimento emergencial às famílias.
“A Secretaria Municipal de Habitação realizou cadastro de 441 famílias. Elas foram incluídas na lista de cadastro da secretaria e vão aguardar unidades habitacionais definitivas a partir de 2017. A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social distribuiu 1.281 colchões, 321 cestas básicas e 257 kits de higiene aos desabrigados. Também ofereceu abrigo emergencial no clube da comunidade Unileste, localizado na rua Padre Lourenço, 780, mas nenhuma família aceitou”, diz a prefeitura.
*http://ponte.org/construtora-paga-r-850-mil-para-limpar-area-onde-havia-favela/
Durante as eleições, a mídia dos monopólios tentou influenciar a opinião pública divulgando de maneira seletiva o envolvimento de políticos no recebimento de propinas sobre os contratos das empresas. A intenção era enfraquecer o governo e fortalecer o candidato da direita nas eleições, mas o tiro saiu pela culatra quando ficou claro que políticos de todos os principais partidos, inclusive do PSDB, estavam envolvidos no recebimento ilegal de milhões de reais.
Com o seguimento das investigações, a face mais importante da corrupção acaba de ser revelada, e é exatamente a face que a grande mídia se esforça em esconder. No congresso, as cúpulas dos principais partidos fizeram um grande acordo para abafar as investigações, percebendo que o envolvimento afetava a todos.
Os verdadeiros beneficiados com a corrupção são os corruptores, ou seja, os capitalistas que também são chamados de executivos. São eles quem pagam a propina para verem suas empresas beneficiadas em contratos e licitações. Os nomes dos corruptores e de suas empresas dificilmente são destacados nas matérias da televisão. Os políticos e seus testas-de-ferro que recebem a propina para beneficiar as empreiteiras não passam de marionetes nas mãos desses corruptores.
Na manhã dessa sexta-feira, 14, a Polícia Federal começou a cumprir 85 mandatos de prisão e de busca e apreensão contra os corruptores da Petrobrás, verdadeiros beneficiados com o esquema. A lista de presos e de empresas envolvidas revela que grande parte do PIB nacional está ligado à corrupção, e que as empreiteiras que mais fazem doações aos partidos nas eleições são, também, as mais corruptas.
Uma dessas empreiteiras é a OAS, empreiteira ligada aos interesses da família Magalhães da Bahia. Seis de seus diretores executivos e funcionários tiveram prisão decretada hoje, entre eles, seu presidente, José Aldemário Pinheiro Filho.
A Camargo Corrêa também teve seu presidente, Dalton dos Santos Avancini,com prisão decretada, assim como o presidente do Conselho de Administração,João Ricardo Auler, além do seu vice-presidente.
A Queiroz Galvão teve a prisão de seu diretor-presidente decretada, Idelfonso Colares Filho, assim como de seu diretor de assuntos comerciais.
As empreiteiras UTC e Engefix tiveram 6 de seus diretores executivos com prisão decretada. Diretores da IESA Óleo e Gás, empreiteira Mendes Júnior,Oderbrecht e Galvão Engenharia também estão envolvidos.
A operação lava-jato é mais uma comprovação que a corrupção está na própria raiz do sistema capitalista, do financiamento privado de campanhas eleitorais e na relação promíscua entre o interesse público e o lucro privado.
Jorge Batista, São Paulo
*AVerdade
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