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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quinta-feira, novembro 27, 2014

A aprovação de um novo marco regulatório para o setor deve ser uma das prioridades do próximo governo e da próxima legislatura. Esta será, portanto, uma bandeira prioritária para o PSOL

Regulação da mídia tem que ser prioridade na próxima gestão, diz deputado



Trechos de um discurso do deputado Ivan Valente, do PSOL, na Câmara dos Deputados:
A presidenta Dilma Rousseff e membros do governo tem declarado com frequência, desde a campanha eleitoral, que a próxima gestão do Executivo FEDERAL debaterá o tema da regulação dos meios de comunicação de massa.
A agenda, sem dúvida, é das MAIS urgentes para a consolidação da democracia brasileira. Uma vez mais, o posicionamento da maior parte dos grandes grupos de comunicação durante as eleições comprovou que a mídia brasileira tem lado, e é conduzida essencialmente pela defesa de seus interesses privados – muito distantes do interesse público.
O PSOL tem compromisso histórico com a democratização dos meios de comunicação e reafirmou este compromisso uma vez MAIS no processo eleitoral. Nossa candidata, Luciana Genro, foi a única a incluir em seu PROGRAMA de governo as reivindicações dos movimentos que, há décadas, defendem mais diversidade e pluralidade na mídia.
O programa do PSOL defendeu a quebra dos oligopólios midiáticos e o fim da renovação automática das concessões de rádio e TV.
Não é a primeira vez que a GRANDE mídia escancara sua face nada independente ao longo de uma campanha eleitoral. Não é a primeira vez que a esquerda fica indignada com isso. Não é a primeira vez que o governo diz que a democratização das comunicações é condição necessária para a democracia brasileira.
Mas depois passam as eleições, chega o FINAL do ano, e o governo senta novamente em cima do tema, como fez o ministro Paulo Bernardo, que engavetou o anteprojeto de novo marco regulatório entregue pelo então ministro Franklin Martins, no final do governo Lula.
A aprovação de um novo marco regulatório para o setor deve ser uma das prioridades do próximo governo e da próxima legislatura. Esta será, portanto, uma bandeira prioritária para o PSOL, que, da mesma forma, no nosso entendimento, deve também ser abraçada pelo conjunto dos movimentos sociais do país.
*DCM
O extermínio em massa COMO estratégia de CONTROLE das classes trabalhadoras no Brasil.

              O pensador francês Loic Wacquant é um sociólogo do crime que é conhecido internacionalmente por ter popularizado, no mundo acadêmico e entre ativistas, a categoria de Estado Penal. Para Wacquant o projeto econômico e político neoliberal trás no seu bojo COMO elemento intrínseco o amplo fortalecimento do aparelho de repressão do Estado, o fortalecimento e expansão sem precedentes do sistema carcerário, uma reconfiguração dos programas sociais para dotá-los de um caráter de controle e uma forte ideologia punitiva e individualista. Nas palavras do autor:

A penalidade neoliberal apresenta o seguinte paradoxo: pretende remediar com um ‘mais Estado’ policial e penitenciário o ‘menos Estado’ econômico e social que é aprópria causa da escalada generalizada da insegurança objetiva e subjetiva em todos os países, tanto do Primeiro COMO do Segundo Mundo (WACQUANT, 2011, p. 09)[1]
            
 Ao analisar os mecanismos de controle no mundo neoliberal, Wacquant reconhece três principais estratégias:

I: A primeira estratégia é o controle via PROGRAMAS sociais. Por exemplo, uma cidade tem muitas pessoas vivendo em situação de rua, o poder público para controlar essa situação cria conjuntos habitacionais para alocar essas populações. A estratégia de controle das tensões sociais via PROGRAMAS sociais e ampliação dos serviços públicos foi comum nos países centrais do imperialismo (EUA e Europa Ocidental) na época de ouro da social-democracia (1945-1973).

II: A segunda estratégia é a medicalização. É a idéia de mostrar problemas sociais COMOdistúrbios médicos ou psiquiátricos. Por exemplo, muitas pessoas em situação de rua consomem muito álcool como forma de agüentar as duras condições diárias; contudo, os discursos midiáticos e políticos colocam a situação de uma forma como se o alcoolismo (entendido como doença) que gerasse o “morador de rua” e não ao contrário.

III: A terceira estratégia é a penalização. O Estado neoliberal criminaliza comportamentos e práticas das classes populares, amplia o aparelho repressivo do Estado e o sistema penal. A guerra às drogas, legitimadora do encarceramento em massa, é um dos discursos de penalização usados no Estado neoliberal.
             
          O que quero levantar é o seguinte: embora de forma genial, as três estratégias apontadas por Wacquant não se encaixam de forma adequada na realizada brasileira. A primeira estratégia, controle via programas sociais, praticamente não foi usada em nossa história. Temos poucas experiências nesse sentido e na nossa história é um dado constante um amplo contingente da população ser totalmente excluída de qualquer direito social e acesso à serviços públicos. As melhoras relativas dos últimos anos e as políticas de combate à miséria extrema dos Governos do PT não mudaram radicalmente a situação (basta pensar que não temos serviços públicos universais).
          
        A estratégia de controle via medicalização também é algo raro em nossa história. Por um simples fato: nunca tivemos uma rede de serviços públicos de SAÚDE que cobrissem toda população. O Sistema Único de Saúde, o SUS, por exemplo, é algo bem recente em nossa história. Então, mesmo que o discurso da medicalização seja presente, ele nunca foi dominante entre nós.
           
        A terceira estratégia de penalização é amplamente usada entre nós, contudo, a questão a ser levantada é que ela compartilha o protagonismo com outra (não trata por Wacquant): o extermínio em massa das classes trabalhadoras.
           
         A polícia militar, o sistema penal, o sistema carcerário, a estrutura do judiciário e a nossa cultura política configuram-se como continuidades da ditadura empresarial-militar. Depois dos comunistas, o inimigo interno que domina o imaginário é o trabalhador morador da favela. Os índices de letalidade da polícia brasileira estão entre os maiores do mundo. Para termos uma idéia, a polícia brasileira mata mais que a pena de morte em todos os países que a usam no mundo (ESTADOS UNIDOS, Rússia, China, etc.). Todas as mortes são legitimadas, naturalizadas, invisibilizadas, pelos aparelhos ideológicos da CLASSE dominante. O principal desses aparelhos, os monopólios de mídia, produzem diariamente a legitimidade e ao mesmo tempo a invisibilidade dessa violência[2]
             
          Para termos uma idéia mais concreta dessa violência, temos que comparar o índice de letalidade da polícia brasileira com a dos Estados Unidos (maior sistema carcerário e aparelho repressivo de CONTROLE do mundo):

Dados da 8ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública [...] mostram que, no período de cinco anos, os policiais brasileiros mataram mais do que os agentes americanos em 30 anos. Nos últimos cinco anos, os policiais brasileiros mataram, em serviço e fora, 11.197 pessoas, uma média de seis por dia. Enquanto nos Estados Unidos, nos últimos 30 anos, foram 11.090 mortos, média de uma pessoa por dia.[3]
              
           Só a polícia do Rio de Janeiro e de São Paulo, entre 1993 e 2011, assassinaram 22 mil pessoas. Temos que ter claro os alvos: a imensa maioria dos assassinados são homens, negros, pobres, jovens entre 14 e 26 anos e moradores de favelas. Esse processo de extermínio é - como já dizemos – legitimado-invisibilizado pelos aparelhos ideológicos da CLASSEdominante e reproduzido institucionalmente. É necessário lembrar os atos de resistência que figuram como instrumento institucional LEGAL para o extermínio. 
          
           É fundamental frisar a institucionalização dessa política de extermínio. Ela não é resultados de falhas no aparelho do Estado ou mau funcionamento das instituições. É a própria forma e a configuração das instituições e como elas são projetadas para se relacionar com as classes trabalhadoras que produz esse extermínio em massa. Essa relação dos aparelhos do Estado com as classes trabalhadora pode ser pensada através do comportamento da presidente Dilma. Ela não disse nada depois da chacina em Belém, cometida por policiais, que matou mais de dez pessoas. Mas se pronunciou quando nos protestos de 2013, um coronel da PM foi agredido por alguns manifestantes e não teve maiores ferimentos (em solidariedade ao policial, é claro). Nesse sentido, pode ser ilustrativo usar a redefinição da categoria de totalitarismo dado pelo filósofo Giorgio Abamgem, como forma de pensarmos que regime político vive a classe trabalhadora:

O totalitarismo moderno pode ser definido, nesse sentido, como a instauração, por meio de um estado de exceção, de uma guerra civil LEGAL que permite a eliminação física não só dos adversários políticos, mas também de categorias inteiras de cidadãos que, por qualquer razão, pareçam não integráveis ao sistema político. Desde então, a criação voluntária de um estado de emergência permanente (ainda que, eventualmente, não declarado no sentido técnico) tornou-se uma das práticas essenciais dos Estados contemporâneos (Agamben, 2003, p.13) [3]



[1] - As prisões da Miséria. Loic Wacquant. Tradução: André Telles, Editora Jorge Zahar – RIO DE JANEIRO , 2011
[2] - Documentário TV Alma Sebosa. Uma demonstração de como os monopólios de mídia tratam a violência sobre as CLASSES trabalhadoras: https://www.youtube.com/WATCH?v=ST9h5BWZSTE

[4] – Estado de exceção. Giorgio Agamben. Boitempo Editorial. 2003. 

Vídeo mostra ação de policial que matou menino em Cleveland


O policial que atirou no sábado passado em um menino negro de 12 anos que estava com uma arma de brinquedo em uma área da cidade de Cleveland tomou a decisão segundos depois de chegar ao local, segundo o vídeo de uma câmera de vigilância.
O fato aumentou as críticas às técnicas utilizadas pela polícia dos Estados Unidos, em meio aos distúrbios provocados pela decisão de um júri de libertar um policial branco que matou um jovem negro desarmado em agosto na cidade de Ferguson, estado de Missouri.

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Tamir Rice faleceu no domingo em um hospital de Cleveland, Ohio. Um dia antes, dois policiais que atenderam a um chamado de emergência balearam a criança em um parque.
O vídeo mostra o menino caminhando por uma calçada e brincando com a pistola, depois apontando para um pedestre com o objeto e mais tarde sentado em uma área do parque.
Uma viatura estaciona perto da criança e um policial sai do lado do carona com uma arma. Ele atira imediatamente em Rice, enquanto o menino caminha para o carro.
Apesar da curta duração do incidente, policiais de Cleveland afirmaram que Rice ignorou as ordens de levantar os braços e que parecia que pretendia pegar algo da cintura antes de ser atingido.
"Ele recebeu a ordem para levantar as mãos três vezes", disse o subchefe de polícia Edward Tomba.
A polícia de Cleveland também divulgou o áudio de uma ligação para o serviço 911, na qual um homem afirma que uma pessoa, provavelmente menor de idade, estava com uma pistola que ele suspeitava ser de brinquedo.
"Há um garoto com uma pistola (...). Provavelmente é falsa, mas está apontando para todos", afirmou o homem. Mas a central não informou aos policiais que a pistola provavelmente era de brinquedo, nem que o suspeito era menor.
A polícia de Cleveland identificou o policial que matou Rice como Timothy Loehman, branco de 26 anos. Loehman, que está na polícia desde março, e o outro agente que dirigia a viatura estão suspensos durante a investigação. Os dois policiais foram interrogados, mas suas declarações não serão divulgadas, segundo Tomba.

*Yahoo

Roda de Capoeira recebe título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade

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Com o título, a Roda de Capoeira reúne-se agora ao Samba de Roda do Recôncavo Baiano (BA), à Arte Kusiwa- Pintura Corporal (AP), ao Frevo (PE) e ao Círio de Nazaré (PA), também reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. (Foto de Marcello Casal Jr/ABr)

Uma das manifestações culturais mais conhecidas no Brasil e reconhecidas no mundo, a Roda de Capoeira recebeu, nesta quarta-feira (26/11), da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Após votação durante a 9ª sessão do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Imaterial, a Roda de Capoeira ganhou oficialmente o título. A reunião da Unesco, que começou na segunda-feira (24/11), segue até a próxima sexta-feira (28/11) na sede da organização em Paris.
"O reconhecimento da Roda de Capoeira pela Unesco é uma conquista muito importante para a cultura brasileira. A capoeira tem raízes africanas que devem ser cada vez mais valorizadas por nós. Agora, é um patrimônio a ser mais conhecido e praticado em todo o mundo", destacou a ministra interina da Cultura, Ana Cristina Wanzeler.
Além da presidenta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema Machado; da diretora do Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI-Iphan), Célia Corsino; e dos diplomatas da delegação do Brasil junto à Unesco, capoeiristas brasileiros também acompanharam a votação, entre eles os mestres Cobra Mansa, Duda Pirata, Peter, Paulão Kikongo, Sabiá e a Mestra Janja. O som do atabaque e do berimbau comoveram os representantes dos países presentes à apresentação que fizeram ontem (25/11) na sede da Unesco em Paris.
A presidenta do Iphan, Jurema Machado, presente na sessão do comitê, explicou que as políticas de patrimônio imaterial não existem apenas para conferir títulos, mas para que os governos assumam compromissos de preservação de seus bens culturais, materiais e imateriais, como a Roda de Capoeira. "O reconhecimento internacional amplia as condições de salvaguarda desse bem", esclarece. "Os compromissos assumidos pelo governo para com essa salvaguarda envolvem ações de promoção, de valorização dos mestres, seja na inserção no mercado de trabalho, seja na preservação das características identitárias da capoeira ou na formação de redes, de cooperação e de transmissão de conhecimento", complementa a presidenta do Iphan.
Para isso, o órgão, vinculado ao Ministério da Cultura (MinC), deu apoio aos próprios capoeiristas para se realizar amplo inventário dos grandes grupos de capoeira e mestres no Brasil e ajudou-os a instalar comitês estaduais distribuídos pelo país. Neles, capoeiristas podem formular reivindicações e compromissos relacionados à salvaguarda e à promoção dessa manifestação cultural. "A política do patrimônio imaterial tem uma especificidade: é fundamental que os mestres e praticantes tenham iniciativa porque passam a ser protagonistas da própria política", destaca Jurema Machado.
As medidas que favorecem a salvaguarda como ação sistemática do Iphan tiveram início com um decreto do ano 2000. Quatro anos mais tarde, houve outro grande avanço na área, quando se criou um departamento exclusivo para isso no órgão. "É trazer para proteção do Estado toda uma diversidade de práticas e conhecimentos que são patrimônio brasileiro tanto quanto prédios e paisagens. É patrimônio vivo que implica uma complexidade grande, com muitas ações por parte do poder público, mas que temos aprendido a fazer", conclui.
Com o título, a prática cultural afro-brasileira que é, ao mesmo tempo, luta, dança, esporte e arte, reúne-se agora ao Samba de Roda do Recôncavo Baiano (BA), à Arte Kusiwa- Pintura Corporal (AP), ao Frevo (PE) e ao Círio de Nazaré (PA), também reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
Originada no século XVII, em pleno período escravista, a capoeira desenvolveu-se como forma de sociabilidade e solidariedade entre os africanos escravizados, estratégia para lidarem com o controle e a violência. Hoje, é um dos maiores símbolos da identidade brasileira e está presente em todo território nacional, além de ter praticantes em mais de 160 países, em todos os continentes. A Roda de Capoeira e o Ofício dos Mestres de Capoeira tiveram o reconhecimento do Iphan como Patrimônio Cultural Brasileiro em 2008 e estão inscritos, respectivamente, no Livro de Registro das Formas de Expressão e no Livro de Registro dos Saberes.
O Patrimônio Cultural Imaterial abrange expressões de vida e tradições de toda parte do mundo que ancestrais passam para seus descendentes. Segundo a Unesco, embora procure manter uma identidade e continuidade, esse patrimônio é vulnerável porque muda constantemente. Por isso, a comunidade internacional adotou a Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial em 2003. O documento legal define o que é Patrimônio Cultural Imaterial, além de definir também o comitê e os métodos de trabalho dele. 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

quarta-feira, novembro 26, 2014

Vereadora Lucimara Passos vai à tribuna da Câmara sem calcinha e desafia Agamenon Sobral.


Lucimara Passos, que mulher! ‪#‎FimDaViolênciaContraMulher‬
Sergipe - Vereadora Lucimara Passos vai à tribuna da Câmara sem calcinha e desafia Agamenon Sobral.
No Dia de Combate à Violência contra Mulher, o tema principal da Câmara dos Vereadores de Aracaju foi a calcinha da vereadora Lucimara Passos (PCdoB), erguida por ela enquanto discursava da tribuna da Casa, usando apenas seu vestido e um terninho. A vereadora estava ali rebatendo declarações do vereador Agamenon Sobral (PP), que criticou duramente uma mulher que tentou casar sem calcinha, mas foi barrada pelo padre. “Ela devia ganhar uma surra de couro cru e um banho de sal”, disse o vereador, comentando sobre o tema, em entrevista a um programa de rádio na manhã desta terça-feira, 25.
A vereadora disse ainda que se sentiu atingida com o fato, e desafiou: “hoje vim com vestido mais curto e com minha calcinha no meu bolso. E alguém aqui pode me chamar de vagabunda ou alguém pode dizer que tenho que ser surrada porque minha calcinha está no meu bolso? Os senhores não têm esse direito!”, bradou a vereadora em discursando da tribuna.
“Os senhores não podem me julgar ou julgar mulher nenhuma em função da roupa que veste ou da calcinha que usa ou que não usa! Essa calcinha não define meu caráter”, completou ela.
Veja o discurso completo de Lucimara: https://www.facebook.com/video.php?v=552193941590908
Lucimara foi aparteada pelos vereadores Emmanuel Nascimento e Iran Barbosa que concordaram com sua posição, mas negou abrir espaço para o vereador Agamenon, presente também ao plenário da Câmara.

GRINGO ADORA ALCKIMIN PSDB Sabesp: Festa em Nova Iorque, seca em SP

sabesp ny

Sabesp: Festa em Nova Iorque, seca em SP

Sem investir e planejar, a companhia que secou o maior sistema de abastecimento do estado neste ano, em 2012 comemorava os R$4,3 bilhões em lucros distribuídos aos acionistas deNova Iorque; confira o vídeo da festa 
Por Redação 
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) culpa o clima pelo o que já é considerada a maior crise de abastecimento da história de São Paulo. Desde o início do ano, quando o volume dos reservatórios começou a diminuir, que técnicos e especialistas vem alertando que a Sabesp já sabia dos riscos de uma estiagem e que a falta de água que assola o estado agora é resultado direto da falta de planejamento.
Em 2012, no entanto, ano em que a companhia já sabia de todos os riscos de uma mudança climática, foram distribuídos R$4,3 bilhões em lucros aos acionistas de norte-americanos. Em um vídeo da própria Sabesp, é possível ver a presidenta Dilma Pena, Andrea Calabi (secretário estadual da Fazenda no governo Alckmin e conselheiro da companhia) e membros da diretoria comemorando os “resultados positivos” junto aos acionistas na bolsa de Nova Iorque, com direito a fotos, aplausos e banquete.
O vídeo foi gravado em maio. No mesmo ano, a Sabesp enviou aos investidores da bolsa norte-americana um relatório que apontava os riscos que eles corriam de ter seus lucros diminuídos uma vez que a seca para esse ano já era prevista. Desde então, nenhum investimento de grande impacto foi feito em São Paulo, por parte da estatal, para evitar o colapso que o estado vive agora.
Os lucros distribuídos aos acionistas naquele ano, de aproximadamente R$4,3 bilhões ultrapassam, inclusive, a ajuda que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) pediu à presidenta Dilma Rousseff, no início deste mês, para salvar São Paulo da crise hídrica: R$3,5 bilhões.
Foto: Reprodução/Youtube 
*spressosp
*CibéliaPires

Essa é uma luta com raízes profundas na crise social que se instalou com mais força nos EUA desde de 2008.


Michael Brown, 18 anos.Michael Brown, 18 anos.
Como era esperado por várias organizações do movimento popular dos EUA, o tribunal do Missouri se recusou a indiciar o policial Darren Wilson, que no último dia 9 de agosto assassinou a tiros o jovem negro Michael Brown, de 18 anos, na cidade de Ferguson, estado do Missouri.
A declaração do júri acontece um dia depois de que outra criança negra foi assassinada por policiais, dessa vez em Cleveland, estado de Ohio. No último domingo, Tamir Rice, de 12 anos, foi alvejado por 2 tiros por uma dupla de policiais enquanto brincava em um parque público. A polícia apresentou uma arma de brinquedo que supostamente estava sendo portada pela criança como justificativa para os disparos.
Na noite de ontem (24) violentos protestos de rua aconteceram em várias cidades dos EUA, tendo como ponto de partida o subúrbio de Saint Louis, em Ferguson. Carros de polícia e estabelecimentos que representam as sedes de grandes multinacionais foram incendiados.
Uma grande manifestação nacional está convocada para hoje na Times Square em Nova Iorque.
O grande crescimento da desigualdade social nos EUA tem afetado principalmente os negros e imigrantes, moradores dos bairros pobres. Essa é uma luta com raízes profundas na crise social que se instalou com mais força nos EUA desde de 2008.
Da Redação
*Averdade