Páginas

Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

sábado, março 28, 2015

Bill Gates elogia gestâo Lula e Dilma



Imagem1


Bolsa Família e a surpreendente redução da miséria no Brasil chamam atenção de Bill Gates
A impactante redução da miséria, causada pela distribuição de renda no Brasil, chamou a atenção de um dos homens mais ricos do mundo: Bill Gates. O Bolsa Família é um dos programas de transferência de renda mais divulgados e estudados internacionalmentedevido ao marcante sucesso e resultados positivos. Baseado no conceito de transferência de renda, ele está eliminando a miséria e, por consequência, a fome no Brasil, emancipa a mulher dando a ela prioridade no cadastro do programa e garante o acesso à educação básica, já que um dos requisitos para ganhar o benefício é a matrícula dos filhos nas escolas.
Na sua página de relacionamento social no facebook, Bill Gates faz uma pergunta: o programa de transferência de renda no Brasil ajudou a reduzir a pobreza? E compartilha a matéria do professor de Economia da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, Berk Özler, que destaca o Bolsa Família como importante instrumento de redução da miséria.
Até o momento que fechamos esta matéria, a postagem do magnata Bill Gates já tinha quase 14 mil curtidas e mais de 1.900 compartilhamentos. Nos mais de 600 comentários, pessoas que acharam o gráfico interessante, pessoas que observaram que o Brasil conseguiu cortar pela metade a população que vivia na extrema pobreza com a implantação do programa de transferência de renda, desejos de que governos de diversas partes do mundo implantem programas similares, observações de que o Bolsa Família contribuiu para incrementar o consumo no país, o que ajudou a lidar com a crise financeira mundial iniciada em 2007, entre outros apontamentos de benefícios do programa. A pergunda de Bill Gates está respondida, não só nos comentários mas emdiversos estudos e matérias produzidos nos últimos anos: o programa de transferência de renda ajudou sim a reduzir a pobreza.
Bill Gates Bolsa Família

MP abre inquérito contra líder do revoltados online por preconceito contra nordestinos

Deborah Albuquerque, sócia do Revoltados Online, gravou um ataque aos eleitores do PT em 2014, chamando-os de “miseráveis, imbecis e burros”

Ministério Público Federal identificou mais de 100 pessoas responsáveis por publicações e ofensas contra nordestinos após a reeleição da presidenta Dilma Rousseff, no fim de outubro do ano passado.
Os autores das ofensas foram identificados após quebra de sigilo de e-mails. O próximo passo, após a identificação, é convocar todos os envolvidos para prestar depoimento na Polícia Federal.
Nas redes sociais, logo após a divulgação do resultado das eleições, foi possível localizar as mais diversas mensagens discriminatórias. A jornalista Deborah Albuquerque Chlaem, moradora de São Paulo, gravou um depoimento raivoso no qual chamava de “miseráveis, imbecis e burros” aqueles que votaram em Dilma.
O deputado estadual eleito por São Paulo, coronel Paulo Telhada (PSDB), também publicou mensagem com ofensas e defendeu a independência do Sudeste do Brasil. “Chegou a hora de São Paulo se separar do resto desse país”, declarou, no Facebook.
revoltados 01
Em pouco tempo, internautas também ressuscitaram movimentos separatistas, movidos por demonstrações de preconceito contra nordestinos.
A publicação de mensagens discriminatórias, mesmo em redes sociais, é passível de punição. De acordo com a lei do racismo (Lei nº 7.716/89), qualquer tipo de preconceito, insinuação de cunho discriminatório para tentar diminuir, por em uma situação desigual ou tentar ofender determinado grupo pode ser considerado crime.

O código vale para quem publicar ou reproduzir mensagens de viés preconceituoso na internet. A pena pode variar de um a três anos de prisão, além de multa, podendo ser agravada por ser em ambiente virtual, pelo maior alcance que as agressões podem gerar.
*PensaBrasil

Ricos brasileiros têm quarta maior fortuna do mundo em paraísos fiscais

Imagem: Agencia Brasil
Ricos brasileiros são os quartos no mundo em remessas a paraísos fiscais
Os super-ricos brasileiros detêm o equivalente a um terço do Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas produzidas do país em um ano, em contas em paraísos fiscais, livres de tributação. Trata-se da quarta maior quantia do mundo depositada nesta modalidade de conta bancária.
A informação foi revelada este este domingo por um estudo inédito, que pela primeira vez chegou a valores depositados nas chamadas contas offshore, sobre as quais as autoridades tributárias dos países não têm como cobrar impostos.
O documento The Price of Offshore Revisited, escrito por James Henry, ex-economista-chefe da consultoria McKinsey, e encomendado pela Tax Justice Network, mostra que os super-ricos brasileiros somaram até 2010 cerca de US$ 520 bilhões (ou mais de R$ 1 trilhão) em paraísos fiscais.
O estudo cruzou dados do Banco de Compensações Internacionais, do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial e de governos nacionais para chegar a valores considerados pelo autor.
Em 2010, o Produto Interno Bruto Brasileiro somou cerca de R$ 3,6 trilhões.

'Enorme buraco negro'

O relatório destaca o impacto sobre as economias dos 139 países mais desenvolvidos da movimentação de dinheiro enviado a paraísos fiscais.
Henry estima que desde os anos 1970 até 2010, os cidadãos mais ricos desses 139 países aumentaram de US$ $ 7,3 trilhões para US$ 9,3 trilhões a "riqueza offshore não registrada" para fins de tributação.
A riqueza privada offshore representa "um enorme buraco negro na economia mundial", disse o autor do estudo.
"Instituições como Bank of America, Goldman Sachs, JP Morgan e Citibank vêm ofrecendo este serviço"
John Christensen, diretor Tax Justice Network
Na América Latina, chama a atenção o fato de, além do Brasil, países como México, Argentina e Venezuela aparecerem entre os 20 que mais enviaram recusos a paraísos fiscais.
John Christensen, diretor da Tax Justice Network, organização que combate os paraísos fiscais e que encomendou o estudo, afirmou à BBC Brasil que países exportadores de riquezas minerais seguem um padrão. Segundo ele, elites locais vêm sendo abordadas há décadas por bancos, principalmente norte-americanos, pára enviarem seus recursos ao exterior.
"Instituições como Bank of America, Goldman Sachs, JP Morgan e Citibank vêm oferecendo este serviço. Como o governo americano não compartilha informações tributárias, fica muito difícil para estes países chegar aos donos destas contas e taxar os recuros", afirma.
"Isso aumentou muito nos anos 70, durante as ditaduras", observa.

Quem eniva

Segundo o diretor da Tax Justice Network, além dos acionistas de empresas dos setores exportadores de minerais (mineração e petróleo), os segmentos farmacêutico, de comunicações e de transportes estão entre os que mais remetem recursos para paraísos fiscais.
"As elites fazem muito barulho sobre os impostos cobrados delas, mas não gostam de pagar impostos", afirma Christensen. "No caso do Brasil, quando vejo os ricos brasileiros reclamando de impostos, só posso crer que estejam blefando. Porque eles remetem dinheiro para paraísos fiscais há muito tempo".
Chistensen afirma que no caso de México, Venezuela e Argentina, tratados bilaterais como o Nafta (tratado de livre comércio EUA-México) e a ação dos bancos americanos fizeram os valores escondidos no exterior subirem vertiginosamente desde os anos 70, embora "este seja um fenômeno de mais de meio século".
O diretor da Tax Justice Network destaca ainda que há enormes recursos de países africanos em contas offshore
*BBC

A Rússia vai ajudar a Palestina a conseguir seu objetivo de se tornar um Estado independente com a capital em Jerusalém


O presidente russo, Vladimir Putin

Putin: Rússia vai ajudar a Palestina a se tornar um Estado independente

© Sputnik/ Aleksei Nikolsky

A Rússia vai ajudar a Palestina a conseguir seu objetivo de se tornar um Estado independente com a capital em Jerusalém Oriental, segundo declarou o presidente russo, Vladimir Putin, em seu discurso aos participantes da cúpula da Liga Árabe neste sábado (28).
"A Rússia vai continuar a contribuir para a consecução deste objetivo [a independência da Palestina], trabalhando através de canais bilaterais e através de canais multilaterais, incluindo o ‘Quarteto’ de mediadores internacionais", disse Putin.
O chamado Quarteto, composto por Rússia, Estados Unidos, Nações Unidas e União Europeia, foi criado em 2002 com o objetivo de alcançar um acordo de paz de longo prazo entre Israel e os palestinos.
O presidente russo ressaltou neste sábado a necessidade de uma cooperação mais estreita entre o Quarteto e a Liga Árabe, e destacou a prontidão de Moscou para cooperar ainda mais com a Liga.
Os palestinos querem a criação de um Estado independente nos territórios da Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, que está parcialmente ocupada por Israel, bem como na Faixa de Gaza. 


Leia mais: http://br.sputniknews.com/mundo/20150328/593799.html#ixzz3Vidi1lBg

Manifestaçao por ciclovias vista panoramica



PUTA Q PARIUUU !!!!!!
3.666 visualizações
Olha a manifestação de hoje dos ciclistas ..... Vista do meu prédio ...

Eduardo Cunha recebeu dinheiro da Bradesco Saúde na campanha e agora impede CPI dos Planos de Saúde


Eduardo Cunha impede CPI dos Planos de Saúde
Vergonhosamente, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), vetou a constituição da CPI dos Planos de Saúde. Em apenas um dia, o deputado Ivan Valente (PSOL/SP) coletou 201 assinaturas de parlamentares pedindo a CPI para investigar as irregularidades e abusos praticados pelos planos de saúde – que transformaram a saúde em mercadoria.
A alegação do presidente foi que a CPI não tem foco. Ou seja, ele desprezou a quantidade enorme de queixas nos Procons, com mais de 80% dos casos revelando ilícitos contratuais das operadoras. Desprezou ainda as práticas abusivas cometidas pelas empresas contra médicos e demais trabalhadores da saúde, além de outras dezenas de reclamações sobre procedimentos, baixa remuneração, aumentos abusivos acima da inflação, violação de autonomia legal dos profissionais de saúde para obter mais lucros com menos serviços e adiamento indeterminado dos processos – que na Justiça os consumidores ganham em 88% dos casos. Num universo de pelo menos 50 milhões de cidadãos prejudicados por esta conduta, Eduardo Cunha diz que a CPI não tem foco.
Os motivos de Eduardo Cunha, na verdade, são outros. Ele precisa explicar porque, como relator da Medida Provisória 627, fez uma emenda anistiando multas dos planos de saúde em 2 bilhões de reais. Ou seja, de cada mil multas, as empresas pagariam apenas vinte. Que beleza para os comerciantes da saúde!Dilma acabou vetando o dispositivo.
Agora, na prestação de contas ao TSE, o deputado Eduardo Cunha declarou ter recebido 250 mil reais da Bradesco Saúde. E o Código de Ética Parlamentar é bem claro no seu Artigo 5º “Atenta contra o decoro relatar matéria de interesse específico de pessoa que tenha contribuído para campanha eleitoral”.
Vamos entrar com mandado de segurança no STF contra essa medida arbitrária e interesseira do presidente da Câmara, com base em voto já exarado pela Ministra Rosa Weber sobre os pedidos de CPI que diz “preenchidos os requisitos para a instauração da CPI, o seu conteúdo, no que diz respeito ao fato determinado apontado pela minoria parlamentar, não está à disposição da maioria, tampouco das Mesas das Casas Legislativas e de seus Presidentes”.
Não vamos admitir a manobra de Eduardo Cunha e usaremos todos os meios disponíveis para instalar a CPI e desmoralizar presidentes que não tem moral para ocupar cargos de mando no legislativo brasileiro.
*DCM

Mídia ignora fraude de R$ 19 bilhões no setor privado

PF realizou Operação Zelotes na sede do Safra e em empresas dos ramos bancário, siderúrgico, automobilístico e da construção civil no esquema, que por enquanto deu prejuízo de R$ 19 bi à Receita
por Helena Sthephanowitz 
zelote.jpg
Nas operações de busca realizadas em Brasília, SP e Ceará, foi apreendido R$ 1 milhão em dinheiro vivo e carros de luxo
Na quinta-feira (26), a Polícia Federal realizou a Operação Zelotes na sede do banco Safra,  e em empresas dos ramos bancário, siderúrgico, automobilístico e da construção civil no esquema, que por enquanto, deu  prejuízo de R$ 19 bilhões à Receita Federal a partir da anulação ou redução indevida de multas aplicadas pelo órgão em São Paulo. A PF atuou  em conjunto com a Corregedoria-Geral do Ministério da Fazenda, Receita Federal e Ministério Público Federal, para cumprir mandatos de busca e apreensão dentro da investigação de um esquema que corromperia conselheiros e funcionários do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), para anular, reduzir ou atrasar cobrança de impostos pela Receita Federal.

Segundo a PF, a investigação já constatou R$ 5,7 bilhões de impostos sonegados neste esquema, mas os valores suspeitos, ainda em investigação, alcançam a estimativa de R$ 19 bilhões. É um valor muito superior aos desvios na Petrobras estimados pelo Ministério Público Federal na Operação Lava Jato. Nas operações de busca realizadas durante a manhã em Brasília, São Paulo e Ceará, foram apreendidos R$ 1 milhão em dinheiro vivo e carros de luxo.
Todo e qualquer tipo de corrupção é nefasto e não existe corrupção "melhor" do que outra. Claro que os efeitos piores para a sociedade sempre são daqueles desvios que causam maior dano ao erário, reduzindo verbas públicas. Mesmo assim, há uma ironia conceitual na sonegação que é pouco abordada. Se um hospital público é construído com dinheiro dos impostos cometendo crimes de superfaturamento e propinas, uma parte do dinheiro público é roubada. Mas se sonegadores subornam fiscais e nem chegam a pagar os impostos devidos, roubam o hospital inteiro, já que nem chega a ser construído por falta da verba, que haveria se o imposto fosse recolhido. A sonegação é o crime do "rouba e não faz", com duplo prejuízo para a sociedade.

Porém, a sonegação atrai pouca atenção e pouco repúdio da mídia empresarial oligárquica. Basta comparar o tempo e espaço no noticiário dedicado a cada caso, além da própria ênfase dada. A Operação Lava Jato vai fazer aniversário de um ano que não sai do noticiário, tendo ou não notícia nova relevante. Já as contas secretas de brasileiros no banco HSBC suíço tem um tratamento muito mais discreto. E a Operação Zelotes caminha para ter um tratamento mais discreto ainda, apesar do rombo estimado de R$ 19 bilhões.
Parece até que a sonegação é vista com certa simpatia por setores mais ricos da sociedade, onde se incluem alguns donos da mídia, como se sonegação fosse apenas um deslize, ou até um "desagravo" à obrigação que todos têm de pagar impostos na forma da lei para vivermos em uma sociedade civilizada.

Voltando ao Carf, o órgão se assemelha a um tribunal no âmbito administrativo, procurando resolver contestações sobre cobrança de impostos antes de ir à disputa judicial. Tem metade de seus membros composta por funcionários de carreira da Receita Federal, e a outra metade composta por representante dos contribuintes indicados por entidades classistas empresariais. Em geral, indicam advogados tributaristas. Havendo empate em um julgamento, um representante do fisco dá o voto de minerva, com o objetivo de a autoridade tributária deter maioria e ter a palavra final em caso de divergência equilibrada.

Essa estrutura existente há 80 anos que parecia equilibrada para ambos os lados, hoje julga recursos que envolvem R$ 565 bilhões em impostos. Os altos valores envolvidos atraíram a cobiça e a corrupção.

De acordo com a PF, escritórios de advocacia e consultoria intermediavam "facilidades" entre os contribuintes e os conselheiros que julgavam seus processos. Empresas de consultoria e honorários de advogados seriam usados como meio de lavar dinheiro para pagar propina.

Segundo a PF, são investigados desde 2013 cerca de 70 processos administrativos sob suspeita. Os investigadores não revelaram nomes das empresas nem das pessoas envolvidas, alegando sigilo. Mas informaram que são investigados grandes bancos, empresas do ramo automobilístico, da indústria, da siderurgia e do agronegócio.

A sede do Safra foi um dos alvos dos mandados de busca e apreensão. Mas não foi informado se o banco é investigado ou se é alguma pessoa física que trabalha no banco. Um dado relevante é o diretor de questões tributárias do banco ("Tax Diretor") e diretor setorial tributário da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Carlos Pelá, ser também conselheiro do Carf.

Empresas do grupo Gerdau também seriam alvo da operação segundo o noticiário. As principais suspeitas recaem sobre empresas que contrataram as consultorias que exerciam influência junto ao Carf para controlar o resultado favorável de julgamentos.
*RBA

ACABAR COM A TIRANIA CORPORATIVISTA

PROIBIR DOAÇÃO DE EMPRESAS PARA CANDIDATOS
Você sabe o que México, Canadá, França, Portugal, Polônia e Costa Rica têm em comum? Esses e outros 34 países proíbem doações de empresas para candidatos e gastam muito menos do que o Brasil para financiar suas campanhas eleitorais, de acordo com estudos conduzidos pelo Instituto Internacional pela Democracia e Assistência Eleitoral (Idea). Enquanto aqui as discussões sobre a reforma política se arrastam há décadas no Congresso sem que os principais partidos consigam chegar a um consenso, cada vez mais países proíbem ou impõem restrições às doações empresariais. Em nenhum outro momento, o povo brasileiro esteve tão engajado e consciente da importância da reforma para aprimorar nossa democracia. Não temos o direito de, mais uma vez, perder tempo e desperdiçar a energia das ruas. É hora de agir para combater a corrupção e diminuir a influência do poder empresarial sobre o Estado e as eleições. ‪#‎ReformaPolítica‬ já!
*ClaudiaMAriaBerto

REGIMÁLIA

by Zé Celso
Coro de Pra dar um fim no juízo de deus, em cartaz nesse momento no Teat(r)o Oficina. Foto Márcio Moraes.
Coro de Pra dar um fim no juízo de deus, em cartaz nesse momento no Teat(r)o Oficina. Foto Márcio Moraes.
Ressurgiu esta palavra em minha mente quando escrevi um texto para um Livro sobre José Wilker, de autoria de Marcelo Laffitte.
regimália - palavra q o diretor argentino Victor García trouxe pra gíria do teatro brasileiro dos anos 60, sinônimo de “os porra loucas". Era como os Artistas do Partidão (P.C.) chamavam a geração de jovens possuídos em seus Corpos - Ne
o Pagãos, pela revolução internacional do "aqui agora" de 1968. Assim, “porra loucas” eram, por exemplo, os Coros de "Roda Viva". Não era uma questão ideológica, mas uma concreta e maravilhosa emersão de uma contradição enriquecedora e nova, não só no Teatro Brasileiro, mas Mundial: o ressurgimento, depois de milênios, dos Coros da Tragédia Grega. Os do Partidão opunham os “regimales” aos "Representativos", isto é, aos artistas de teatro com repercussão na mídia mesmo nos anos da Ditadura Militar. Os "Representativos" eram celebridades, mas não no sentido desta palavra hoje, pois eram pessoas reconhecidas, muito talentosas, politizadas e adoradas, mas temerosas da revolução que muitos Grupos do Poder Jovem traziam para o Teatro no Brasil, desconhecendo as fronteiras Arte&Vida, Palco&Plateia. Corpos de Atuadores rompendo a 4ª Parede, tocando nos Corpos do Público como no Carnaval, no Candomblé... Quando “Roda Viva” foi atacada pelo CCC (Comando de Caça aos Comunistas), Cacilda Becker superou esta divisão da Classe Teatral declarando na TV Tupy : “Todos os Teatros são meus Teatros”. Vitor Garcia não via um sentido pejorativo em “regimales”, pois trabalhou com muitos “porra loucas” na sua montagem de “Cemitério de Automóveis”, de Arrabal.
Zé Celso

Artaud e Zé Celso, dois momos heresiarcas

by Zé Celso
Matéria publicada em 27/03/2015 no site da Revista Cult, por Welington Andrade:
“Artaud dizia que se uma época se desinteressa do teatro é porque ele não a representa mais. O teatro de Zé Celso sempre interessou a sua época, sempre a representou. Não somente porque ele sempre aplicou o primário ‘princípio da atualidade’ (que consiste, por exemplo, em colocar o Brasil de 1963 numa peça russa de 1902), mas sobretudo porque, bem mais profundamente, ele sempre situou essa atualidade para além dos acontecimentos, num jogo de tensões capaz de traduzir a vida do seu ponto de vista universal, imenso e livre”.
Ana Helena Camargo de Staal,
Primeiro ato: cadernos, depoimentos, entrevistas (1958-1974).
A atriz Camila Mota em cena de "Pra dar um fim no juízo de Deus". foto Jennifer Glass.
A atriz Camila Mota em cena de "Pra dar um fim no juízo de Deus". foto Jennifer Glass.
Pela segunda vez em menos de vinte anos, o diretor José Celso Martinez Corrêa e o elenco do Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona abrem as portas do Bixiga para que Antonin Artaud (1896-1948) – vindo não se sabe bem de onde, talvez do asilo de Rodez ou da sede da Radiodifusão Francesa, talvez ainda da Paris feérica da primeira metade do século XX de cuja cena cultural foi um notável errante ou mais simplesmente de sua Marselha natal – saúde o povo de São Paulo e peça passagem. O criador do teatro da crueldade, segundo mostra Zé Celso, está mais louco do que nunca, quer dizer, mais momo do que nunca. Em ambos os casos, não custa nada lembrar, mais poeta do que nunca.
Pra dar um fim no juízo de deus é o nome da peça radiofônica que Fernand Pouey convidou Artaud a conceber, em novembro de 1947, como um quadro do programa A voz dos poetas. A experiência consistiu na articulação de quatro textos, três que já estavam escritos – “Tutuguri, o rito do sol negro”, “A busca da fecalidade” e “A questão se coloca em” –, e uma introdução geral que Artaud escreveu especialmente para a ocasião, com cujo título, inclusive, a iniciativa foi batizada. Gravada entre 22 e 29 de novembro daquele ano, a peça contou com as participações de Maria Casarès, Paule Thévenin e Roger Blin, além do próprio autor, e seria transmitida publicamente em 2 de fevereiro de 1948.
Seria, não fosse o fato de o diretor da Radiodifusão Francesa, Vladimir Porché, ter se assustado com a “obscenidade” dos textos a ponto de interditar a veiculação do trabalho na emissora. Passados alguns dias nos quais personalidades do mundo artístico e jornalistas foram chamados a debater se a obra deveria ser liberada ou não, Pouey chegou a uma solução intermediária, organizando, em 23 de fevereiro, uma transmissão privada da gravação, somente para convidados, no cinema Le Washington – o que naturalmente deixou Artaud, pouquíssimos dias antes de sua morte, em 4 de março de 1948, bastante desolado. (Vale lembrar que, embora o texto tenha sido publicado já no ano da proibição do programa, somente em 1973 este seria transmitido pelo rádio).
Às vésperas de completar sete décadas de existência, Para dar um fim no juízo de deus transforma-se novamente pelas mãos de Zé Celso e do Oficina (a primeira montagem data de 1996) em um ritual mágico, disposto a impelir o espectador a um “estado de vida poética”, cuja poesia – contrariando o mais equivocado dos lirismos – é, a um só tempo, “negra e radiosa”, como desejava o autor de Heliogábalo.
Leia a matéria completa no Portal da Revista Cult