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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

sábado, junho 16, 2012

Comissão da Verdade decide criar “Wikipédia da ditadura”

Conforme o iG antecipou, integrantes já definiram que também utilizarão informações de internautas nas investigações; assim trabalhos do órgão devem durar mais que dois anos ---
Wilson Lima- iG Brasília--
Roberto Stuckert Filho/PR--
-Comissão da Verdade vai criar sistema on line para ajudar em investigações---
Durante as primeiras reuniões da Comissão da Verdade, os sete membros do órgão definiram que vão instituir um sistema on line para colher informações de parentes de vítimas da ditadura. A ideia é que esse sistema seja uma espécie de “Wikipédia” do regime militar.

McDonald's e CPI do Trabalho Escravo

Por Felipe Rousselet, na revista Fórum:
Na última terça-feira, 12, a rede de fast food McDonald's foi tema de uma audiência pública na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados. Convidada para prestar informações sobre sua jornada de trabalho e o seu sistema de remuneração de funcionários, a empresa não enviou nenhum representante. A reunião já havia sido remarcada três vezes, por sugestão da própria empresa, para que a mesma adequasse a agenda dos seus diretores ao compromisso.

Coisas que os brancos apreciam: a 135ª intervenção humanitária


11/4/2012, Marc Michael*, Jadaliyya em: Stuff White People Like n. 135 Humanitarian Intervention
15/6/2012  Marc Michael*, Conflicts Forum em: Stuff White People Like n. 135 Humanitarian Intervention  
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu
Em geral entendo-me bem com brancos. Para começar, fui criado em país de brancos. Alguns dos meus melhores amigos são brancos. Na minha longa história de amizade com brancos, aprendi uma coisa: se você quer que seus amigos brancos continuem a ser seus amigos, é preciso seguir algumas regras sacrossantas, dentre as quais a principal é: não falar mal das coisas que os brancos apreciam. Para os que não estejam habituados a esse cânone, há na internet uma página bem útil, que leva exatamente esse nome: “Coisas que os brancos apreciam. Embora já tenham praticamente esgotado o conceito, em verbetes que cobrem questões variadíssimas, que vão das TED Conferences ao Campeonato de Frescobol e à gastronomia asiática Fusion, falta lá uma importantíssima questão, que, sim, é coisa que os brancos apreciam: intervenção militar humanitária. Aqui, tento remediar essa lamentável omissão.
Intervenção humanitária na Líbia
Ao abordar amigos brancos em potencial, boa dica para quebrar o gelo é alguma frase curta sobre como resolver a crise du jour do Terceiro Mundo. Mas a intervenção militar humanitária, por mais que seja hobby exclusivo de brancos, também é questão espinhosa, difícil de manejar, porque implica conhecer a fundo todos os complexos códigos conversacionais, comparáveis às complexidades do croquet ou do bridge.
Na conversa que sempre se segue, evite manifestar qualquer dúvida clara sobre o valor ou as intenções da intervenção humanitária e de sua prima pobre, menos militarizada, a ajuda humanitária. “Intervenção” sempre é, pela própria natureza, nobre. Exclui necessariamente qualquer tipo de interesse financeiro ou geoestratégico. E mesmo que adiante, no processo, seja impossível não ver esses interesses, não comprometem nem deslegitimam a empreitada. São detalhes que ensinam que tudo sempre pode ser melhorado. Discordar disso, por pouca e superficial que seja a discordância, é o caminho mais curto para que seus amigos e conhecidos brancos ponham-se a falar mal de você pelas costas (teórico conspiracionista sem-noção); dependendo de o quanto você discorde, falam também na sua cara. Então, seja a favor de intervenção humanitária.
Intervenção humanitária na África
Diga você o que disser, a escolha da região do mundo que, em sua opinião, mais mereça intervenção humanitária, sempre revelará muito sobre o seu caráter. Por exemplo, se você recomendar intervenção humanitária na Palestina, mostrará personalidade com tendências tradicionalistas, limítrofe, quase orientalista. Mas se recomendar que se faça intervenção humanitária na Síria, você é do tipo mais Kosovo-intervencionista sensível. Nesse caso, você teme que se repita o massacre de Srebrenica. Por sua vez, se você manifestar preocupação com as crianças-soldados na África, estará dizendo aos brancos potencialmente seus amigos que você não só é extremamente devotado à felicidade dos condenados da Terra, mas, também, que é bem informado e sabe das coisas sobre partes do mundo que raramente aparecem no radar da empresa-imprensa de infoentretenimento.
Cidade na Síria após intervenção humanitária dos "rebeldes" árabes
Nessa confusão, os calouros aspirantes a amigos de brancos sempre erram numa coisa: apoiam indiscriminadamente todas as intervenções humanitárias, todas, sem diferença. Errado. É indispensável manifestar preferências, opinião, bom gosto, nessas questões sensíveis. Algumas intervenções são boas por questões geotopológicas, de terreno – por exemplo: planícies e desertos são bons cenários para intervenção humanitária, como na Líbia; a uniformidade étnica também, porque alta diversidade de etnias pode facilmente levar a guerra civil, como no Iraque; e os brancos são pacifistas. Qualquer outra linha de seleção de preferências a favor de intervenção humanitária criará problemas para seus amigos brancos, que descartarão suas preferências e você em pessoa, como sujeito sem serventia prática. Por exemplo: países ricos em petróleo, com governos que mantêm os interesses dos brancos sempre bem junto ao coração, como os Emirados Árabes Unidos ou a Arábia Saudita, absolutamente não são caso de intervenção humanitária; tampouco as colônias de colonizadores brancos contemporâneos, como Israel, onde o governo pensa que democracia seja modelo recém-inventado de arma de destruição em massa.
Com a “primavera árabe” no cardápio, o ápice do bom gosto branco sofisticado esse ano é introduzir na conversa a noção de “tipos de intervenção”. Embora para alguns o tópico exija trabalhosa pesquisa em blogs especializados e assinatura da revista The Economist, explicar com riqueza de detalhes o tipo de intervenção que pareça a você mais apropriado para cada contexto em torno do qual role o papo revela personalidade sutil, afinada com as nuances microscópicas da arte de matar não brancos, bem longe de casa. Os ataques devem ser preventivos? Ou o melhor será esperar que se acumulem certo número de cadáveres de inocentes oprimidos não brancos, antes de mandar para lá os Marines

Decidida a questão da tipologia, é preciso escolher entre (a) intervenções que visam a cercar defensivamente algumas áreas específicas de específico interesse para os brancos, e optar por ataques cirúrgicos que destroem a capacidade de fogo do inimigo, capacidade de fogo a qual algum governo branco e/ou empresa branca vendeu ao hoje inimigo, semana passada; e (b) intervenção militar física, direta, a qual, contudo, pode implicar que seu atual presidente não continue nem atual nem presidente eleito para segundo mandato. Há a alternativa, sim, de elogiar as virtudes pouco ortodoxas de sanções econômicas, as quais asseguram que crianças nativas morram morte digna, de fome, e tenham a privacidade perfeitamente preservada contra a superexposição na imprensa internacional.
Agora então, que você já incluiu com sucesso seus novos amigos brancos no Facebook, você começa a pensar que pode parar de falar sobre o significado de matar gente que você não conhece em terras sobre as quais sabe pouco – chamando o morticínio de “salvar” os carinhas. Errado.
Defender o seu voto e o político que você ajudou a eleger saiu de moda. Mas entraram em moda a intervenção no ciberespaço e a intervenção do ciberespaço nos jantares. O ativismo digital substituiu os bilhetes e os telefonemas, como arma preferencial, no arsenal disponível contra a injustiça global. Quase sempre se trata de ter assistido a vídeos militantes em YouTube e recomendá-los, para aprofundar a conscientização dos seus amigos e deputados e senadores brancos; mas muitos “gostei” (“curtir”) no Facebook valem praticamente a mesma coisa, na ciberguerrilha contra a consciência-zero.
Para os que se sintam um pouco limitados pela falta de alternativas, o ativismo digital afinal permite que os brancos ponham seu dinheiro onde põem os debates. Depois dos momentos “adote um órfão não branco faminto” e/ou “adote uma especiezinha ameaçada”, os e-revolucionários brancos veem ampliarem-se consideravelmente as suas perspectivas de justiça global, com o momento “adote um movimento revolucionário”.
Hillary Clinton
Filha bastarda do compromisso de H. Clinton com os direitos humanos à comunicação e com o movimento “adote um monge tibetano”, a internet permite hoje que os cidadãos brancos conscientes do mundo ganhem amigos ou conhecidos – como presente de aniversário ou de Natal, por exemplo – e “adicionem” um ativista revolucionário sírio: basta oferecer-se para pagar, por exemplo, a conta telefônica do ativista, por um mês ou dois. Infelizmente já não é possível adotar “combatentes da liberdade” árabes, exceto no caso dos carcereiros da prisão da baía de Guantánamo.
Coisas que os brancos não apreciam muito 
Nenhum guia decente de etiqueta branca que trate de o que dizer sobre “intervenção humanitária” estará completo, se não mencionar a regra central, pétrea, absoluta, cuja violação põe em risco até as mais sinceras amizades brancas: nunca, never, em nenhum caso pergunte a um amigo branco por que a “intervenção humanitária” é hobby exclusiva e especificamente de brancos.
Essa pergunta é tabu. Pode levar à morte súbita de um, dois, três, quatro ou cinco mitos fundacionais: o mito do privilégio dos brancos, o mito do “sofrimento do colonizador”, o mito da supremacia dos brancos, o mito de que os brancos não são racistas e o mito de que nunca perdem a compostura branca.
Drone RQ-170 (jato)
Comprova-se facilmente, se você gosta de experimentos perigosos. Tente perguntar a amigo branco se ele consideraria inteligente recomendar ataque preventivo, pela ONU, cirúrgico, com drones, contra as fábricas que produziam armas para os EUA, na primavera de 2003; para tentar evitar, por exemplo, que morressem um milhão de iraquianos, na guerra do Iraque. Não se surpreenda se seu amigo branco puser-se imediatamente a listar diferenças entre Bush e Saddam ou Gaddafi: Bush até talvez fosse meio dedo-nervoso no gatilho, mas jamais desceria a ponto de massacrar o próprio povo, o que só gerentões não brancos fazem. Questão de estilo. Nas democracias corporativas brancas ocidentais, governos provêm serviços (exceto eutanásia) ao próprio povo. Governo que mate manifestantes pacíficos do próprio povo é tão impossível quanto acionistas do Wal-Mart abrirem fogo de verdade contra fregueses, entrincheirados atrás do balcão de informações ou do setor de pães; seria absurdo em termos de marketing & Relações Públicas. Em liberalês, a língua que só os liberais brancos falam, o privilégio dos brancos implica necessariamente governo dotado de altos saberes de senso comum gerencial.
Há cerca de 12 anos, o Sul Global deu-se conta de que os brancos padecem de um plus de privilégio que os impede de ver com lucidez as próprias fraquezas. Por isso, emitiram Declaração assinada por 133 países, aproximadamente dois terços do globo e 100% do mundo não branco, em que gentilmente explicam que matar o próprio povo e lutar pela liderança política no próprio país são ações interpretadas em geral como política soberana, e que interferir nesse tipo de decisão não é exatamente o que se considera legal. Os brancos imediatamente esqueceram o lembrete.
Bernard Kouchner
O ministro francês de Relações Exteriores, Bernard Kouchner, por exemplo, lançou campanha em prol do “referendo putativo” [no Brasil, se diz mais frequentemente, “suposto”, que é sinônimo de “putativo” [1]: “suposto bandido”, “suposto ladrão”, “suposto kurrupto”, “suposta lei”, “suposto honesto”, “suposto ético”, mas nunca “suposto jornalista”, “suposto jornalismo”, “suposta fonte”, “suposta notícia” ou “suposto fato” (NTs)].
A intervenção humanitária passava a ser justa, se os brancos imaginassem os iraquianos a dizerem “sim” ao bombardeio-detonação do próprio país até ser convertido em amontoado de ruínas, num referendo apenas suposto, hipotético, jamais perguntado – cujo fundamento é o hino dos necrófilos: “Quem cala consente”. Assim ficou evidente que não se tratava propriamente de os brancos sentirem-se com algum “direito à intervenção humanitária”, o que seria uma modalidade de privilégio, mas, mais, de que se autoinvestiam num “dever de proteger” os pobres do mundo.
Esse desenlace nos devolve aos bons velhos tempos coloniais, quando o “dever de proteger”, “o peso sob o qual arca o colonizador branco” eram muito regularmente invocados para apoiar intervenções militares. Só não se entende por quê. Por que o peso sob o qual arca o colonizador branco é tão branco?
É sabedoria corrente no norte, que os brancos são geneticamente predispostos à empatia, à generosidade. Que cuidam melhor dos que oprimem. Não demora, e um cientista branco descobrirá que os brancos têm um gene que os capacita melhor para a solidariedade, para a compaixão pelos que sofrem, do que se lê todos os dias na primeira página do New York Times. Contra esse argumento genético, o melhor é tratar a coisa como fenômeno de fundamento histórico, uma especificidade cultural. O “dever de proteger” que incumbe aos de pele branca explica-se como se explica a “missão civilizatória” tão cara ao projeto colonial: os brancos governam melhor.
Essa forma de supremacia branca contemporânea sofre ligeira distorção na imaginação, o suficiente para que não se a entenda completamente, mas ainda assim é aproveitável como ferramenta de análise: governos brancos não massacram o próprio povo; as democracias (vale dizer: as políticas de brancos, por brancos, para brancos) não guerreiam entre elas.
O impecável silogismo segundo o qual os brancos fantasiam a própria supremacia e o peso que carregam às costas reza que os brancos têm um dever de proteger a vida, porque protegem melhor. De reservas naturais a protetorados, de zebras a tuaregues, de desastres ecológicos a poços de petróleo, a cantoria humanitária é sempre a mesma:
1) Todos os seres humanos têm igual direito à vida;
2) Governos brancos preservam melhor a vida;
3) Ergo, só os brancos merecem governar.
No frigir dos ovos, a intervenção humanitária estipula que há um direito humano à vida, e ninguém tem melhores atributos que os brancos para tomar conta da vida, essa preciosíssima mercadoria. Os brancos mantêm a vida viva por mais tempo.
A discussão não tem fim, porque, se se aceita que os brancos são naturalmente mais bem dotados para fazer o management da vida; e que a soberania dos estados-nação nada vale, se se trata de salvar vidas... não há qualquer imperativo moral que obrigue a resistir contra a volta da administração colonial sobre os interesses dos nativos. Afinal de contas, as estatísticas estão aí, a demonstrar sem sombra de dúvida que governos brancos cuidam muito melhor da vida dos respectivos cidadãos brancos – e daí, portanto, que tenham de assumir o dever de cuidar, logo, de vez, do resto dos cidadãos do resto do mundo.
O tabu que cerca essa questão – e razão pela qual você não pode perguntar a amigo branco por que a intervenção humanitária é hobby branco e de brancos – resulta desse fato tantas vezes encoberto: só as guerras e as intervenções humanitárias tocam bem fundo nas gozosas raízes dos sentimentos suprematistas dos brancos.
Conclusão: O que fazer?
Assim sendo, pois: você deseja salvar o mundo e ter amigos brancos, mas sabe que assistir a vídeos de YouTube e participar de quermesses de venda de bolo para fazer finanças para comprar armas para o governo de Uganda em luta contra o Exército da Resistência de Deus  [orig. Lord's Resistance Army (LRA)] não bastará.
Soldados do Exército de Resistência de Deus (Lord's Resistance Army) 
Você teme Deus e teme guerras, e já começa a desconfiar de que seu governo está mais interessado em resgatar banqueiros que fábricas de armas. Você deseja participar e promover justiça para todos, mas você não é branco perfeito, branco puro. E, mais importante, você já está de saco totalmente cheio de envolver-se apaixonadamente em invasões de países (qualquer um) árabes, tanto quanto já morre de tédio ao ver seu time favorito vencer mais um jogo decisivo do campeonato universal de futebol americano.
Temos então a solução perfeita para o seu caso: seja você mesmo a mudança. Passe a mão numa metralhadora e embarque para a Síria. Você consegue. Você estará arriscando a própria vida por ideais nos quais você não sabe se acredita muito. Mas... pense pelo lado bom. Você será a matéria-prima que os brancos mais apreciam: sem braços nem pernas. E livre. 

Notas de rodapé
*Marc Michael é sociólogo e vive no Cairo. Está concluindo sua tese de PhD na Universidade de Cambridge. Escreve sobre saúde pública, finanças, direito, política internacional e desenvolvimento
[1] Putativo. Adj. Acepções: 1) falsamente ou erradamente atribuído a (alguém ou algo); supositício, suposto (Ex.: filho putativo). 2) Rubrica: termo jurídico. Diz-se daquilo que, embora ilegítimo, é objeto de suposição de legitimidade, fundada na boa-fé (ou não) (Ex.: casamento putativo).

Tourinho Neto, o juiz que mandou soltar Cachoeira

No: Brasil 247

Desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Tourinho Neto tem sido um dos poucos magistrados sensíveis às demandas do advogado Marcio Thomaz Bastos, contratado por R$ 15 milhões, no caso do bicheiro Carlos Cachoeira; conheça algumas de suas decisões:

Preso desde o dia 29 de fevereiro deste ano, o bicheiro Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, obteve pouquíssimas vitórias na Justiça até agora, embora tenha contratado um dos advogados mais caros do País: o criminalista Marcio Thomaz Bastos, ao custo de R$ 15 milhões. Em praticamente todas as decisões favoráveis, a assinatura nos despachos foi do desembargador Tourinho Neto.
A primeira dessas decisões aconteceu no dia 17 de abril, quando Cachoeira conseguiu deixar o presídio de segurança máxima em Mossoró (RN) e foi transferido para Brasília. Juiz responsável pela decisão? Tourinho Neto. Três dias atrás, Tourinho Neto tomou também a primeira decisão para, eventualmente, sacramentar a morte da Operação Monte Carlo. Relator de um pedido de habeas corpus apresentado por Thomaz Bastos, ele considerou as escutas ilegais.
Segundo Tourinho Neto, o delegado encarregado da investigação, Matheus Mella Rodrigues, fundamentou o pedido de interceptações em denúncias anônimas. “Não se pode haver a banalização das interceptações, que não podem ser o ponto de partida de uma investigação, sob o risco de grave violação ao Estado de Direito”, disse ele. O julgamento será retomado na terça-feira e se os demais magistrados acompanharem o relator, o trabalho dos policiais será atirado no lixo. Curiosamente, Cachoeira, notório por sua indústria de grampos ilegais, tenta se safar questionando a legalidade dos grampos da polícia.
Tourinho Neto também tomou outra decisão favorável a Cachoeira, no dia 13 deste mês, ao mandar desbloquear os bens do laboratório farmacêutico Vitapan, que está em nome de sua ex-mulher, Adriana Aprígio – o pagamento dos honorários de Thomaz Bastos passa pela indústria farmacêutica de Anápolis (GO).
Tourinho Neto é desafeto da ministra Eliana Calmon, corregedora do Conselho Nacional de Justiça, e é também visto com ressalvas por certas alas da Polícia Federal e do Ministério Público. Sua decisão de hoje, no entanto, não garante a liberdade de Cachoeira, porque ele ainda está em preso em função de outra operação da Polícia Federal, a Saint-Michel, cujo habeas corpus ainda não foi julgado. 
*OCarcará

Cachoeira seguirá preso devido outro mandado

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) informou hoje (15), por meio da assessoria, que o empresário goiano Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, não pode ser solto. Segundo o MP, segue valendo um mandado de prisão resultante da Operação Saint-Michel, que apurou fraudes na área do transporte público no Distrito Federal.

Preso desde 29 de fevereiro, Cachoeira conseguiu um habeas corpus, nesta sexta-feira (15), do desembargador Fernando Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1). O magistrado entendeu que não há mais motivos para manter o empresário preso devido à Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que investigou um suposto esquema de corrupção, tráfico de inflência e exploração ilegal de jogos no Centro-Oeste.

A Operação Saint-Michel foi iniciada no Distrito Federal, com material apurado na Operação Monte Carlo, quando o grupo de Cachoeira foi investigado por suspeita de fraude na licitação que selecionou o operador do sistema de bilhetagem eletrônica do sistema de transporte coletivo do DF. A operação, do MPDFT e da Polícia Civil do Distrito Federal, foi deflagrada em abril e resultou na prisão do diretor da Delta Construções no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, entre outros envolvidos no caso.

 (Agência Brasil)

UM SILÊNCIO ENSURDECEDOR




Cesare Battisti: até o Mino Carta quer o fígado dele

O Brasil já deu asilo a ex-ditadores e golpistas de direita, como os portugueses Marcelo Caetano e António Spínola e os generais paraguaios Alfredo Stroessner e Lino César Oviedo; e a esquerdistas como o ex-padre colombiano Olivério Medina, representante das Farc no Brasil; e a Cesare Battisti, ex-militante da esquerda armada italiana nos anos 1970. Mas a mídia só fez escândalo no caso deste último – até o Mino Carta saiu em defesa da posição do governo italiano. Por que raios? Às vezes há menos coisas entre o céu e a terra do que imagina nossa vã filosofia...

Abaixo, um texto do Paulo Moreira Leite – o único, até agora, a tratar do assunto:  

E a turma anti-Battisti vai protestar?

Confesso nunca foi um fanático pela causa do Cesare Battisti, aquele militante da extrema-esquerda italiana que foi condenado por terrorismo na Itália e, após muita polêmica, recebeu autorização para residir no Brasil. Minha opinião é que era possível encontrar argumentos contra e favor do asilo.
Mas o debate cansou pelo tom eleitoral-politizado. Agora, um senador boliviano chamado Rocha Pinto decidiu pedir asilo no Brasil. No momento, ele se encontra internado na Embaixada. O Itamaraty disse sim e só aguarda pelo salvo-conduto do governo Evo Morales para autorizar sua viagem ao Brasil.
Estranho que até agora a campanha anti-Battisti não tenha se manifestado. A folha corrida do senador, a se acreditar no que diz o governo boliviano, não é pequena. Inclui acusações de corrupção, assassinato, massacre de camponeses e vai por aí. Mesmo assim, aquela turma que chegou a tentar assustar os brasileiros diante de uma possível reação do Silvio Berlusconi, que seria capaz de interrromper a bunga-bunga de sempre para aplicar outro tipo de retaliação, permanece em silêncio.
Por que? Porque interessava usar Battisti para apontar, em Lula, uma suposta conivência com terroristas. Apenas isso. Considerando o passado de Dilma…
Eu acho que o governo brasileiro faz bem em dar asilo ao senador boliviano, por mais que isso desagrade a Evo Morales, vizinho e em certa medida, aliado.
É a tradição brasileira. O país já abrigou ditadores e até nazistas fugidos. Por que não iria dar asilo a um senador acusado de corrupção? O caso Rocha Pinto tem essa utilidade. Ajuda a mostrar que a decisão de manter Battisti no país foi acertada. Concorda?
*militânciaViva 

A CRISE DA RAZÃO E A DESTRUIÇÃO DO MUNDO




Grandes pensadores, e não apenas os sacerdotes menores, recorrem ao mito de Adão, a fim de associar o fim da inocência ao pecado. Uma teologia mais alta repelirá a idéia ortodoxa: Deus, existindo, não criaria seres dotados das sementes da inteligência para serem parvos. Ao dotá-los da mente, dotou-os, naturalmente, da dúvida e da busca da verdade. Da busca da verdade, ainda que não do encontro desta mesma verdade
A verdade absoluta, como todas as idéias que ocupam a inteligência do homem, é uma categoria de fé. Apesar da advertência de que só ela nos libertará, nunca a teremos, a não ser cada um de nós em sua própria fé. Aquilo em que cremos – mesmo a dúvida - é a nossa verdade.
Em todos os tempos, convivemos com o conflito entre os grandes pensadores e os reitores das sociedades políticas. O poder – e a tese se alicerça nos fatos históricos – sempre esteve associado ao medo, à loucura e à fome do ouro. Cabe, assim, aos que pensam, moderar os desatinos dos poderosos e – quando a situação de insensatez chega ao insustentável – favorecer o retorno à normalidade. Esse retorno se faz com as revoluções, não necessariamente sangrentas. 
Andrea Mantegna San Girolamo nel Deserto
Na visão de Vitor Hugo – e a citação é sedutora – o poder muitas vezes se sustenta em ficções rendosas, e a tarefa da revolução é a de promover o retorno da ficção à realidade.
A realidade está submetida à necessidade, que é a grande legisladora, e que atua, de tempo em tempo, para corrigir os seus desvios, ou seja, restituir o real ao campo do necessário. É assim que podemos pensar um pouco na questão chave de nossos dias, a da preservação da vida na Terra.

Uma inteligência do Universo, se houvesse alguma além dos homens – mesmo sendo a divina – talvez chegasse à conclusão de que a espécie humana perdeu a sua razão de ser. A mente dos homens – seu atributo maior – abandonou a sua razão essencial, que era a de contemplar o mistério do universo, tanto nas grandes constelações e galáxias, como no vôo de um inseto e buscar o seu sentido. Ao contrário, vem pretendendo fazer do Universo um submisso servidor.

O homem não convive mais com o mundo, mas o agride com a plena consciência do crime. Ele pode, e deve, usufruir dos bens do planeta, mas não destruí-los, sem que se destrua a civilização que conhecemos. Há uma razão para que a visão estética do mundo e a construção de planos mentais se reúnam no vocábulo grego teoria, contemplação. Conciliar a contemplação do mundo com o projeto, que transforma o homem em criador e êmulo da natureza, é associar a idéia do desígnio, de Prometeu, à da esperança, de Epimeteu.

Há quarenta anos que a comunidade internacional se reúne periodicamente, para discutir o estado do planeta. Este Jornal do Brasil, ao noticiar a Primeira Conferência do Meio Ambiente, realizada em Estocolmo, em 1972, deu às matérias um titulo geral que continua válido: A Terra está doente. A agressão continua, até mesmo no simulacro de providências, que agravam o problema, em lugar de resolvê-lo, como as ONGs e os protocolos daqui e dali, para iludir os bem intencionados e fazer a fortuna dos espertos.

A ciência em pouco tem contribuído para resolver o problema. Ao contrário, as grandes descobertas científicas, sobretudo as do campo da química e da bioquímica, têm agravado o quadro de caquexia geral do planeta – como é o caso dos defensivos agrícolas e da engenharia genética, com as sementes transgênicas. As multinacionais do agronegócio, que criam sementes transgênicas e agrotóxicos assassinos, se associam aos gananciosos produtores de grãos, senhores de vastas extensões de terras férteis.
Esses empreendedores, se optassem por uma agricultura mais racional, teriam, segundo alguns especialistas, mais retorno econômico e preservariam o solo, as águas, o meio ambiente, enfim, o futuro. Um exemplo da insensatez da tecnologia capitalista na produção rural é o caso da superprodução de leite na Europa, com vacas alimentadas com proteínas vegetais - como a soja - importadas dos paises em desenvolvimento. Com o excesso, produzem leite em pó, que é depois reconstituído para alimentar os bezerros – e liberar mais leite para o mercado, ou seja, para a superprodução e o retorno aos bezerros. É o lucrativo ciclo da insensatez.

A razão capitalista impede que esse leite possa salvar da morte milhares de crianças na África. É provável que nessa razão prevaleça a idéia dos clubes de blidelberg do mundo (que são vários) de que o planeta será muito melhor e mais saudável sem os pobres.
Entre outras formas de tornar impossível a sobrevivência dos homens e de outras manifestações de vida no planeta, encontra-se, em primeiro lugar, esse modelo de produção de nossos dias, que se revela no prefixo trans. É um recurso da tecnologia, como tantos outros, para servir ao lucro imediato, à fome do ouro, a que se refere Lucrécio.

A Conferência que se abre no Rio não conduzirá a resultados realmente importantes se for movida pela idéia de que a ciência e os bons sentimentos poderão salvar o mundo. A questão é política, de poder. E enquanto o poder estiver, como está hoje, na mão dos banqueiros e dos grandes conglomerados industriais, que controlam as universidades, os laboratórios de pesquisas, os grandes meios de informação universal, e remuneram cientistas, tecnólogos e, sobre todos eles, os políticos e os policy makers, o planeta continuará a ser deliberadamente assassinado, em benefício de algumas famílias. Elas mesmas já desertaram da espécie humana e, em seu egoísmo doentio, vivem as ficções rendosas.
O mundo está à espera de que a necessidade imponha aos homens a ação imediata para o retorno à realidade, enfim, à normalidade, à solidariedade que salvará o planeta. E convém lembrar que norma, em latim, é a denominação do esquadro, que marca o ângulo reto, princípio imemorial das construções sólidas.

Castigo supremo: Cachoeira terá que manter distância de Veja


EM SUA DECISÃO, O DESEMBARGADOR TOURINHO NETO CONDICIONA A LIBERDADE DO BICHEIRO CARLOS CACHOEIRA AO FATO DE QUE ELE SE MANTENHA LONGE DOS JORNALISTAS POLICARPO JÚNIOR E EUGÊNIO BUCCI
16 de Junho de 2012 às 00:34
247 – Em sua polêmica decisão, que mandou soltar o Carlos Cachoeira, e que só não foi efetivada porque outra operação da Polícia Federal impede sua soltura, o desembargador Tourinho Neto listou diversas pessoas com quem o bicheiro, uma vez em liberdade, não poderá manter contato. Uma delas é o jornalista Policarpo Júnior, diretor da sucursal brasiliense da revista Veja. Outra, curiosamente, é o também jornalista Eugênio Bucci. Ex-presidente da Radiobrás, Bucci é também consultor do empresário Roberto Civita, dono da Editora Abril.

Miro Teixeira é sócio de advocacia que defende encrencados com a PF e CPI's


O deputado Miro Teixeira (PIG-RJ, ops... PDT-RJ), em movimento combinado com os holofotes da TV Globo retirou o foco da CPI que, talvez, já voltasse as atenções em breve para a questão da parceria Veja-Cachoeira, e fez estardalhaço com o "sigilo gastronômico" do dono da empreiteira Delta, Fernando Cavendish, ao preocupar-se mais com um almoço em Paris do que com o sigilo bancário da empreiteira, já quebrado.

Já dissemos aqui que amizades de políticos com empreiteiros sempre é coisa complicada, mas é insuficiente para dizer que um político é corrupto. Todo político influente conhece empresários. Cabe ao político impor limites a essas relações para não se submeter a interesses escusos.

Aliás, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) também é amigo de Fernando Cavendish e, estranhamente, ninguém o cobra por isso.

Voltando ao deputado Miro Teixeira, ele chegou a insinuar que quem encontrou-se em Paris com Cavendish, seria da "tropa do cheque", fazendo alusão a parlamentares que poderiam estar comprados pelo empreiteiro.

O problema é que se for para fazer ilações, Miro Teixeira também pode despertar suspeitas.

Charge do Dia



A presidenta Dilma recebeu no Planalto uma comitiva de atletas que vão disputar os jogos Olímpicos de Londes. Confraternizou e desejou sucesso



A TV Globo boicotou a notícia, numa desconsideração com nossos atletas brasileiros, por mero interesse comercial, já que uma emissora concorrente, a TV Record, é quem transmitirá os jogos com exclusividade.
*osamigosdopresidentelula

Aref é só a ponta do iceberg do propinoduto paulistano

 

 do Rovai
Durante entrevista coletiva concedida ontem, 14, o promotor Sílvio Marques, da Promotoria do Patrimônio Público e Social, afirmou que as investigações sobre o esquema de propina no Aprov (Departamento de Aprovação de Edificações) envolvem mais pessoas e empresas do que as mencionadas até agora. De fato, o enriquecimento ilícito do ex-diretor do Aprov, Hussain Aref Saab, é apenas o fio solto do novelo. Afinal, Aref, um peixe pequeno na hierarquia da administração municipal, teria conseguido montar um esquema tão perfeito que seus superiores na Secretaria Municipal de Habitação em nenhum momento desconfiaram de suas artimanhas? Você acredita nisso?
Hussain Aref Saab teria conseguido sozinho montar um esquema milionário de propinas dentro da Secretaria Municipal de Habitação? (Foto: Divulgação)
Aref é a ponta do iceberg deste escândalo que atinge em cheio a gestão Serra-Kassab. O promotor afirmou, na entrevista coletiva, ter interrogado um corretor de imóveis que disse ter vendido 35 imóveis para Aref. A maioria paga em dinheiro entregue em envelopes pardos contendo notas de R$ 100, R$ 50, R$ 20 e R$ 10. O promotor ainda declarou que Aref pediu 4 milhões de reais para liberar um empreendimento na Av.Faria Lima.
Em reportagem do jornal Folha de S.Paulo, uma ex-diretora financeira da Brookfield Gestão de Empreendimentos (BGE) disse que a multinacional pagou R$ 1,6 milhão em propina, entre 2008 e 2010, para obras no shopping Higienópolis e Paulista. Segundo ela, a proprina teria sido paga ao ex-diretor do Aprov e ao vereador Aurélio Miguel (PR). A despeito de Aurélio Miguel ter rompido com a base aliada de Kassab nas ultimas eleições para a presidência da Câmara, as denúncias que agora pesam contra ele são pesadíssimas e indicam que seu rompimento  diga mais respeito a “interesses contrariados” do que a “ideologia política”.
Shopping Higienópolis teria tido obras irregulares autorizadas depois de pagamento de propina (José Luiz Brandão / Flickr)
O fato é que a gestão Serra-Kassab tem como uma de suas maiores marcas o esquema “é bom para ambas as partes” que criou com  o setor da construção civil. Projetos de reurbanização, como o que acontece na Luz, acabam com a história da cidade em função da especulação imobiliária. E o mesmo ocorre em bairros como Pinheiros e Vila Madalena, que assistem a cada dia o trator de Kassab derrubar pequenas casas para dar lugar a grandes torres. Empreendimentos que estes bairros não vão comportar em suas ruas estreitas e que vão tornar um local aprazível em inóspito, além de piorar ainda mais o já  caótico trânsito local.
Manifestação contra a verticalização desenfreada de Pinheiros (Foto: Reprodução / Facebook)
O Ministério Público atualmente é o único canal de investigação destas denúncias, uma vez que a base aliada esvazia qualquer votação de convocação de servidores municipais e cargos de confiança para prestarem contas sobre escândalos (veja matéria do SPressoSP sobre essa tática). Um exemplo disso, foi quando o site SPressoSP escancarou nesta reportagem, por meio de depoimentos e documentos, o esquema de desvio de recursos públicos na Virada Cultural. Mais uma vez, a bancada governista derrubou toda tentativa de apuração na Câmara Municipal.
E como estamos em tempo de Rio + 20 e Cúpula dos Povos e este blogueiro já está no Rio de Janeiro para cobrir o evento e participar do Fórum Mundial de Mídia Livre nunca é muito lembrar que o Partido Verde, que grita contra o governo federal, em algumas questões ambientais nas quais até tem razão, em São Paulo está a frente da Secretaria do Verde e não diz nada sobre essas ocupações absurdas do espaço público.
Aliás, este PV de São Paulo consegue levar à cidade a erguer o bizarro troféu de ser uma das piores do planeta no quesito coleta seletiva. Apenas 1% do lixo produzido em São Paulo é coletado seletivamente.
Muita água ainda vai correr por baixo desta ponte construída pelo esquema de propinas do Aprov. E se algo mais do que a ponta do iceberg emergir, podem anotar. Peixe graúdo, bem graúdo, vai aparecer neste esquema.
*GilsonSampaio

Cuba é uma merda: ONU destaca a eliminação da transmissão materno-infantil do vírus da AIDS.

Cuba produz seis medicamentos anti-retrovirais e continua a investigação no sentido de mais eficazes medicamentos e vacinas.
Cuba na segunda-feira apresentou suas conquistas na luta contra o VIH/SIDA e saúde, apesar do bloqueio dos Estados Unidos, que impede o acesso a novos medicamentos e tecnologias, relatou Prensa Latina. Na ilha já foi removida a transmissão materno-infantil do HIV, enquanto ele está sob o controle da infecção pelo sangue, explicou o representante permanente adjunto de Cuba para as Nações Unidas, Oscar González de León.
Falando em uma sessão da assembleia geral relativa à luta contra este mal, o diplomata sublinhou a baixa prevalência de VIH entre população da idade 15-49, mulheres grávidas e pessoas com doenças sexualmente transmissíveis. Ele explicou que em Cuba há um programa Multisectorial de prevenção e controle no campo e serviços médicos gratuitos são garantidos para toda a população. Há acesso universal à terapia anti-retroviral e é garantido o direito ao emprego, salário total, diferenciados alimentos e pleno exercício dos direitos políticos e sociais das pessoas infectadas.
“Cuba produz seis medicamentos anti-retrovirais e continua a investigação no sentido de medicamentos mais eficazes e uma vacina,” disse o representante cubano. González de León, disse que, para Cuba, o gozo do mais alto padrão atingível de saúde física e mental é um direito humano fundamental e inalienável de todos os seres humanos. Não importa a nacionalidade, raça, sexo, crença, religião, orientação sexual ou qualquer outro pretexto disse para justificar a discriminação e acesso a direitos de saúde, observou ele.  Ele disse que esses direitos tem um amplo apoio jurídico em Cuba e sua realização prática é ampla, apesar dos recursos limitados do país e o bloqueio económico, comercial e financeiro dos Estados Unidos contra a Ilha. Ao mesmo tempo, ele salientou que a ilha ajuda a outros países do terceiro mundo no domínio da saúde, no presente existem 868 38 mil profissionais de saúde.
Além disso, mais de 14 000 estudantes de 122 países têm se formado na escola latino-americana de medicina e outros programas de estudo. Estima-se que os progressos em todo o mundo na luta contra o VIH-SIDA são inadequados e condenou o estigma, a discriminação e a desigualdade entre os sexos como obstáculos ao acesso universal à prevenção, tratamento e cuidados aos pacientes e suas famílias. Contra tudo isto  ele exigiu erradicar a pobreza extrema e a fome, promover a igualdade entre os sexos e a emancipação das mulheres e garantir o direito à educação e a saúde de todas as pessoas e educação sexual para adolescentes e jovens.  Ele apontou que os esforços dos países do Sul para atingir os objectivos do desenvolvimento do milênio, incluindo a saúde, serão praticamente anulados apesar de vontade política para os concretizar.
*GilsonSampaio

Ernesto Che Guevara: Hombre cabal, sincero y revolucionario

Duración: 02:22



*GilsonSampaio

Deleite Santana

sexta-feira, junho 15, 2012

Desembargador manda libertar bicheiro Carlinhos Cachoeira

Tourinho manda soltar Carlinhos Cachoeira.
Viva o Brasil!

Desembargador manda libertar bicheiro Carlinhos Cachoeira





O desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, concedeu nesta sexta-feira habeas corpus para a soltura do bicheiro Carlinhos Cachoeira, preso no complexo penitenciário da Papuda, em  Brasília.

O alvará de soltura deverá ser enviado ao presídio da Papuda ainda nesta sexta.

O habeas corpus foi impetrado pela defesa de José Olímpio de Queiroga Neto, do grupo de Cachoeira, libertado na última quarta.

Os advogados de Cachoeira pediram a extensão do benefício para o bicheiro, e o desembargador concedeu.

O advogado Augusto Botelho, que trabalha no escritorio contratado para a defesa de Cachoeira, afirmou que, apesar da revogação da prisão, relativa à Operação Monte Carlo, Cachoeira não será solto imediatamente.

Isso porque uma juíza da 5a Vara da Justiça Estadual de Goiás indeferiu nesta sexta pedido da defesa de revogação da prisão de Cachoeira referente à Operação Saint-Michel.

Botelho informou que a defesa de Cachoeira pretende ingressar com novo pedido de habeas corpus no plantão judicial em Goiás.


Navalha
Quer dizer, então, que a Justiça brasileira vai condenar o José Dirceu ? É isso ?
E o Ministério Público vai recorrer da decisão do desembargador Tourinho ?
Ou vai demorar tanto que o Carlinhos terá tempo de se encontrar com o Dr Abdelmassih ?
Não deixe de ler: Desembargador Tourinho anula provas da Monte Carlo contra Cachoeira. Viva o Brasil !
Paulo Henrique Amorim