Páginas

Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

segunda-feira, abril 02, 2012

Festival de culto ao pênis atrai 13 mil pessoas no Japão

Retorno àqueles dias “mal-ditos”

Jean Wyllys

Jornalista , é deputado federal pelo PSOL-RJ e integrante da frente parlamentar em defesa dos direitos LGBT. CARTA CAPITAL
A verdade sobre os porões de tortura, vôos da morte, assassinatos e sequestros para conter a resistência é certamente terrível, mas necessária. Temos direito a ela!

Eu nasci em 1974, quando o Brasil estava sob a ditadura do general Ernesto Geisel. Nasci na periferia miserável de Alagoinhas, cidade do interior da Bahia.
Quando me entendi por gente, lá pelos anos 1980, a ditadura ainda vigorava, mas lá, por aquelas bandas, não se fala em ditadura. Meus pais, meus tios e meus vizinhos – aquelas pessoas pobres em luta apenas pelo pão de cada dia – não falavam em ditadura.
E aquele comunicado da censura oficial que antecipava cada programa de tevê que eu via pela janela do único vizinho com aparelho em casa, aquele comunicado nada significava além de um alerta inócuo para mim e para os demais.
Só anos depois, já no final do ensino fundamental, pude perceber, pelos livros da biblioteca da casa paroquial (“Brasil: nunca mais”, o principal deles) que nós fazíamos parte da pátria mãe que dormia distraída enquanto era subtraída em “tenebrosas transações”, para citar Chico Buarque.
Aliás, por falar em Chico Buarque, a trilha sonora oficial daqueles “anos de chumbo” – que inclui, além de Buarque, Geraldo Vandré, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Torquato Neto, Elis Regina e etc. – não era ouvida naquelas bandas.
O que se tocava nas poucas radiolas, autofalantes da “feira do pau” e na Rádio Emissora de Alagoinhas, eram artistas como Nelson Ned, Odair José, Agnaldo Timóteo, Paulo Sérgio, Cláudia Barroso, Waldick Soriano e Fernando Mendes, além, claro, de Roberto Carlos.
As verdades da ditadura – a censura, os conflitos, as torturas, os assassinatos, os exílios – não chegavam até nós, da mesma maneira que nossa verdade naqueles anos era – e é – ignorada pelos envolvidos na resistência à ditadura e responsável em parte pela construção da memória daquele período.
A memória é uma construção social e, sendo assim, pode cristalizar determinados aspectos de um tempo, em detrimento de outros que poderiam e podem ser muito importantes para se pensar o quadro político-social vigente naqueles anos (afinal, a visão de mundo das camadas populares, colocadas à margem do centro de decisão política, deve ter algo a nos dizer sobre a ditadura: elas não sabiam ou não queriam saber, ou tinham medo de saber ou eram simplesmente ignoradas em sua invisibilidade e subalternidade? Sabemos hoje que, durante a ditadura, o perigo rondava o conhecimento, e que, por isso, muitos oscilavam entre saber e esquecer).
Ora, o historiador francês Jacques Le Goff, afirma que é preciso interrogar-se sobre os esquecimentos.  “Devemos fazer o inventário dos arquivos do silêncio, e fazer a história a partir dos documentos e das ausências de documentos”.
Até onde se sabe, não existem documentos que recupere a memória do tratamento que os líderes dos movimentos revolucionários davam aos homossexuais (em especial às mulheres lésbicas) seja em seus “aparelhos”, seja nas prisões. Sendo assim, devemos trabalhar a partir dessa ausência e do silêncio sobre em torno desse assunto. Há muito para se dizer sobre aqueles dias “mal-ditos”.
A eleição da presidenta Dilma Rousseff – ela mesma uma vítima direta dos crimes da ditadura militar e agente da resistência ao terrorismo de estado praticado naqueles anos – abre um capítulo para a memória, que não consiste apenas em estabelecer uma verdade historiográfica daqueles crimes.
Tanto a verdade historiográfica quanto a temporada de julgamos que esperamos que se suceda à historiografia pressupõem uma construção de significados em um prazo longo (e não podemos ser ingênuos em acreditar que essa construção não resultará em conflito ideológico e de valor – vejam, por exemplos, a tagarelice do deputado e ex-militar Jair Bolsonaro, defendendo que se gozava de liberdade no período da ditadura; a ação de militares contra uma recente novela do SBT que tratou superficialmente daqueles dias “mal-ditos”; e o manifesto contrário à Comissão Nacional da Verdade assinado por mais de cem militares da reserva e seguido pela arrogante declaração do secretário-geral do Exército questionando a veracidade das torturas de que foi vítima a presidenta Dilma).
A verdade – ou verdades – sobre os porões de tortura, vôos da morte, assassinatos, sequestros, a desumanidade dos métodos dos repressores para conter a resistência é certamente terrível, sobretudo para quem sobreviveu aos fatos. Mas é necessária. Eu tenho direito a ela! Minha geração e as que vieram depois têm direito a ela!
A Comissão da Verdade, liberada do imediatismo dos fatos, poderá nos oferecer uma narrativa não unificadora, porque esta não seria desejável. Esperamos que todos os que escreveram aquelas páginas infelizes e sobreviveram a esse ponto de resgatá-las sejam ouvidos pela Comissão da Verdade.
Por isso, para garantir a lisura dos trabalhos da mesma e auxiliá-la ao mesmo tempo, um grupo de deputados da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara – do qual faço parte – decidiu instituir uma Subcomissão Parlamentar da Memória, Verdade e Justiça  que conta com  o coordenação da deputada Luiza Erundina. Assim que se noticiou a existência dessa subcomissão, chegou, ao meu gabinete, um exemplar do calhamaço “A verdade sufocada – a história que a esquerda não quer que o Brasil conheça”, escrito pelo coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra.
E eu já o li (criticamente, claro). Sabemos que tanto a Comissão Nacional da Verdade quanto a nossa subcomissão parlamentar não poderão reconstruir tudo, mas a utopia de tudo saber a respeito daquelas páginas infelizes de nossa história deve servir como um programa, um horizonte e uma advertência para o futuro.
*Turquinho

Lutas.doc - Episódio 2 - Recursos Humanos

HUMOR: REVISTA VEJA TEM SURTO DE HONESTIDADE E RESOLVE FAZER MATÉRIA SOBRE OPERAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL

E quem anuncia na Veja, como é que fica?
Qual dessas revistas fez 200 ligações para o bicheiro Carlinhos Cachoeira?
*Veja mais em educação Política

Para que não esqueçamos a ditadura


*carcara

Ditadura argentina, a mais sanguinária da América do Sul, foi fracasso militar e econômico

Os argentinos recordam hoje – feriado nacional – os 33 anos do golpe que instaurou, no dia 24 de março de 1976, a mais sanguinária Ditadura Militar da América do Sul. 

Organizações de defesa dos Direitos Humanos, associações civis, partidos políticos e sindicatos realizarão cerimônias para recordar os 30 mil civis assassinados pela Ditadura. Diversas marchas estão programadas para exigir que a Justiça acelere os processos contra os autores de crimes contra a Humanidade.


O ditador argentino Jorge Rafael Videla acreditava que estava realizando uma missão divina

FATOS E NÚMEROS
- Entre 1976 e 1983 os militares assassinaram ao redor de 30 mil civis, entre eles, crianças e idosos, segundo estimativas de ONGs argentinas e organismos internacionais de defesa dos Direitos Humanos.

- Os militares afirmam que mataram “somente” 8 mil civis (segundo declarações do próprio general e ex-ditador Reynaldo Bignone, à TV francesa na virada do século, outros colegas seus dizem que não mataram pessoa alguma)

- O Estado argentino, com a volta da Democracia, recebeu pedidos para indenizações da parte de parentes de 10 mil desaparecidos.

- A Ditadura teria sido responsável pelo sequestro de 500 bebês, filhos das desaparecidas. Desde o final dos anos 70 as avós da Praça de Mayo localizaram e recuperaram a identidade de 95 dessas crianças, atualmente adultos.

- Em 1983, nos últimos meses da Ditadura, um relatório das próprias forças armadas argentinas indicou que a guerrilha e grupos terroristas de esquerda e cristãos nacionalistas teriam assassinado 900 pessoas. Diversos historiadores afirmaram ao longo dos anos que esse número está ligeiramente inflacionado, já que diversos dos mortos da lista militar teriam sido assassinados pelos próprios militares, na miríade de brigas internas (e, convenientemente, teriam colocado a culpa nos terroristas).


Nos últimos anos, equipes de especialistas começaram a descobrir fossas comuns onde estão enterrados os corpos dos desaparecidos

MODALIDADES DE ASSASSINATOS
Formas de assassinar civis, por parte dos militares, durante a Ditadura:
- Jogar pessoas vivas, desde aviões, sobre o rio da Prata ou o Oceano Atlântico.
- Juntar prisioneiros, amarrados, e dinamitá-los.
- Fuzilamento.
- Morte por terríveis torturas

MODALIDADES DE TORTURAS
As modalidades de tortura abrangeram um amplo leque. Algumas foram criadas na Argentina, outras, importadas das forças de segurança da França que haviam atuado na Guerra da Argélia.

- Picana elétrica – criada nos anos 30 na Argentina por Leopoldo Lugones Hijo, filho do escritor Leopoldo Lugones. Era o instrumento para assustar o gado com choques elétricos. Aplicado a seres humanos, tornou-se no instrumento preferido de tortura na Argentina. A neta do escritor e filha do torturador, Susana ‘Piri’ Lugones, militante de esquerda, foi torturada e morta na Ditadura com o invento criado pelo próprio pai.

- Submarino molhado: afundar a cabeça de uma pessoa em uma tina d’água. Ocasionalmente a tina também estava cheia de excrementos humanos.

- Submarino seco: colocar a cabeça de uma pessoa dentro de um saco de plástico e esperar que ela ficasse quase asfixiada.

- O rato no cólon: colocação de um rato, faminto, no cólon de um homem. Nas mulheres, o rato era colocado na vagina.

Diversas testemunhas indicam que os torturadores argentinos ouviam marchas militares do Terceiro Reich e discursos de Adolf Hitler enquanto torturavam.


Colegas ditadores: o chileno Augusto Pinochet (ao fundo) e o argentino Jorge R. Videla (em primeiro plano)

GUERRA CIVIL OU GUERRILHA LOCALIZADA?
Os militares deram o golpe e instauraram a ditadura mais sanguinária da História da América do Sul (América do Sul, não América Latina) com o argumento (um dos vários) de que a guerrilha controlava grande parte do país.
Mas, a realidade é que a pequena guerrilha argentina, mais especificamente a que era protagonizada pelo ERP (Exército Revolucionário do Povo), dominava às duras penas uma pequena porcentagem da província de Tucumán, a menor província da Argentina (localizada no norte do país).
A magnificação da guerrilha foi útil para os militares e também para o prestígio dos guerrilheiros. A nenhum dos dois lados era conveniente admitir a realidade, de que a área controlada pela guerrilha era ínfima.
Os militares e os setores civis que apoiaram o golpe (e os saudosistas daqueles tempos) afirmavam (e ainda afirmam) que o país estava em guerra civil nos nos 70.
Mas, “guerra civil”, rigorosamente, seriam conflitos de proporções mais substanciais, tais como a Guerra da Secessão dos EUA, a Guerra Civil Espanhola, a Guerra Civil Russa logo após a proclamação do Estado Soviético, a Guerra das Duas Rosas (Lancasters versus Yorks, na Inglaterra) ou a Guerra Civil da Grécia após o fim da Segunda Guerra Mundial. Ainda: a Guerra Civil da Nicarágua, e a de El Salvador.
Isto é: bombardeios de cidades, grandes êxodos de refugiados, centenas de milhares de mortos, uma boa parte de um país controlado por um dos lados, e outra parte controlada por outro lado. Isso não ocorreu na Argentina nos anos 70.

FRACASSOS ECONÔMICOS E MILITARES
Além de ter sido a mais sanguinária Ditadura da região no século XX, o regime de 1976-83 foi um fracasso tanto na área militar como na esfera econômica.

Fiascos Militares:

O general Galtieri – famoso por seu costume de ingerir significativas doses de scotch – protagonizou a invasão das ilhas Malvinas em abril de 1982; em junho seus oficiais já estavam assinando a rendição às tropas britânicas

- Entre 1976 e 1978 a Ditadura colocou quase a totalidade das Forças Armadas para perseguir uma guerrilha que já estava praticamente desmantelada desde antes do golpe, em 1975. Analistas militares destacam que este desvio das Forças Armadas argentinas (que havia iniciado no final dos anos 60 mas intensificou-se a partir do golpe) reduziu drásticamente o profissionalismo dos militares.

- Em 1978, a Junta Militar argentina levou o país a uma escalada armamentista contra o Chile. Em dezembro daquele ano, a invasão argentina do território chileno foi detida graças à intermediação papal. O custo da corrida armamentista colocou o país em graves problemas financeiros.

- Em 1982, perante uma crise social, perda de sustentabilidade política e problemas econômicos, o então ditador Leopoldo Fortunato Galtieri – famoso por seu intenso approach ao scotch – decidiu invadir as ilhas Malvinas para distrair a atenção da população. Resultado: após um breve período de combate, os oficiais do ditador renderam-se às tropas britânicas.

Desastres econômicos:

Martínez de Hoz, Ministro da Economia do ditador Videla, aumentou a dívida pública argentina, elevou o déficit fiscal e criou ‘la plata dulce’ (a ciranda financeira argentina)

- Em sete anos de Ditadura, a dívida externa subiu de US$ 8 bilhões para US$ 45 bilhões.

- A inflação do governo civil derrubado pela Ditadura, que era considerada um índice “absurdo alto” pelos militares havia sido de 182% anual. Mas, este índice foi superado pela política econômica caótica da Ditadura, que encerrou sua administração com 343% anual.

- A pobreza disparou de 5% da população argentina para 28%

- A participação da indústria no PIB caiu de 37,5% para 25%, o que equivaleu a um retrocesso dos níveis dos anos 60.

- Além disso, a Ditadura criou uma ciranda financeira, conhecida como “la plata dulce”, ou, “o doce dinheiro”.

- Ao mesmo tempo em que tomavam medidas neoliberais, como a abertura irrestrita das importações, os militares continuavam mantendo imensas estruturas nas empresas estatais, que transformaram-se em cabides de emprego de generais, coronéis e seus parentes.

- Os militares também estatizaram US$ 15 bilhões de dívidas das principais empresas privadas do país (além das filiais argentinas de empresas estrangeiras).

- No meio desse caos econômico, os militares provocaram um déficit fiscal de 15% do PIB.

- A repressão provocou um êxodo de centenas de milhares de profissionais do país. Os militares, em cargos burocráticos, exacerbaram a corrupção na máquina estatal.

MILITARES E ESPORTE - Apesar das denúncias de graves violações aos Direitos Humanos a FIFA não cancelou a realização da Copa de 1978. Para a Ditadura, a vitória nesse evento esportivo foi um trunfo político, que lhe garantiu alta popularidade. Os argentinos exilados discutiam no exterior se deveriam torcer a favor ou contra a seleção. Alguns argumentavam que a vitória na Copa não favoreceria a Ditadura, e que esporte e política nunca se misturam. Outros destacavam que esporte e política misturam-se, e muito.

NEGOCIATAS DE 1978 – O Orçamento inicial da Copa de 1978 era de US$ 70 milhões. Custo final da Copa: US$ 700 milhões (o valor supera amplamente o custo da Copa realizada na Espanha, em 1982, que foi de US$ 520 milhões).
*militânciaviva

Fukushima "false flag"?


Eis uma informação que , até agora, parece não ter circulado nos meios "alternativos" de Portugal:

http://rev-fin.webnode.pt/

Fukushima : Um novo 11 de Setembro ?

Jim Stone ex- analista da NSA ( National Security Agency) dos EUA http://www.jimstonefreelance.com/fukushima1.html publicou recentemente um artigo controverso onde pretendeu desmontar a narrativa oficial do desastre de Fukushima e propor uma explicação alternativa.

Stone argumenta, baseado em dados sismográficos registados no Japão, que o terramoto apresentou o grau 6.0 na escala de Richter e não 9.0 como os meios de comunicação repetidamente afirmaram. Jim acredita que a narrativa do terramoto de grau 9.0 foi usada para encobrir o tsunami de grau 9.0 que terá sido causado pela explosão de uma bomba nuclear colocada no fundo do oceano ao largo do Japão. O tsunami terá sido uma punição de Israel pelo facto de o governo japonês se ter oferecido para enriquecer urânio para o Irão.

Inverosímil ? Aparentemente sim. Mas Jim Stone apresenta argumentos verificáveis e, de acordo com as práticas seguidas em qualquer investigação rigorosa, são eles que teremos que julgar. A sua tese não pode ser excluída à priori simplesmente por estar contra tudo aquilo que nos mostraram nos meios de comunicação de massas de todo o mundo. Jim argumenta que, nos vídeos do tsunami, não se observam danos estruturais compatíveis com um terramoto da magnitude 9.0. Exceto na zona afetada diretamente pelo tsunami não se observam danos significativos em edifícios de vários andares nem pontes destruídas pelo sismo. Como comparação, afirma Stone, basta observar as imagens dos danos provocados pelo terramoto de Kobe com uns "meros" 6.9 graus na escala de Richter.

Está disponível no youtube uma entrevista de Jim Stone, que se encontra foragido no México à procura de asilo político, realizada por Kerry Cassidy do Project Camelot : http://www.youtube.com/watch?v=MzQM6x-t8sw . Nesta entrevista Jim Stone revela que Israel tem a capacidade de desencadear "acidentes" em qualquer central energética ou instalação industrial usando o vírus Stuxnet. De acordo com a wikipedia http://en.wikipedia.org/wiki/Stuxnet
o " Stuxnet é um worm de computador projetado especificamente para atacar o sistema operacional SCADA, desenvolvido pela Siemens para controlar as centrífugas de enriquecimento de urânio iranianas. Foi descoberto em junho de 2010 pela empresa bielorrussa desenvolvedora de antivírus VirusBlokAda. É o primeiro worm descoberto que espiona e reprograma sistemas industriais.Ele foi especificamente escrito para atacar o sistema de controle industrial SCADA, usado para controlar e monitorar processos industriais.O Stuxnet é capaz de reprogramar CLPs e esconder as mudanças.O vírus pode estar camuflado em mais de 100 mil computadores, porém, para sistemas operacionais domésticos como o Windows e Mac OS X, o worm é inofensivo, só funciona efetivamente nas centrífugas de enriquecimento de urânio iranianas, já que cada usina possui sua própria configuração do sistema SCADA. A origem do vírus Stuxnet ainda não foi definida, sabe-se que provavelmente tenha sido desenvolvido a mando de um país (Estados Unidos ou Israel), teoria defendida por Mikka Hypponen, não sendo possível o seu desenvolvimento por usuários domésticos e necessitando-se de informações detalhadas e de difícil acesso sobre o funcionamento da usina." 
As teorias acerca dum possível false flag em Fukushima não são novas (já no ano passado havia os gráficos do Haarp, quase em "tempo real"), mas ganharam nova força em ocasião das comemorações do primeiro aniversário do terremoto.

Então: fenómeno natural ou algo mais?

Eu não tenho todos os dados a disposição, e mesmo que tivesse não saberia o que fazer com eles, pois não sou sismólogo ou expert em desgraças. Portanto aqui deixo não "a verdade" mas simplesmente o meu ponto de vista. Opinável, como é óbvio.

Acho que um false flag em Fukushima não teria feito muito sentido.
Em primeiro lugar: alguém pode apresentar provas de que uma potência qualquer possa desencadear um terremoto (isso partindo do pressuposto que o problema principal tinha sido um fenómeno sísmico) num determinado ponto do globo?
Resposta: não.

Temos teorias, que não faltam, temos a questão do Haarp (americano, israelita, russo, chinês...), temos suspeitas. Mesmo assim, afirmar com certeza que alguém possa fazer isso não é possível.

Mas assumimos que isso seja possível; assumimos que alguém (por exemplo os Estados Unidos) tenham essa capacidade. Com todos os inimigos e as "bases do terror" espalhadas pelo mundo fora, Washington escolheria como alvo o Japão?  E por qual carga d'água? Qual a graça em pôr em apuros o segundo País do mundo em termos de aquisição de Títulos de Estado estadounitenses? Washington não tem já suficientes problemas económicos?

Acho que faria mais sentido provocar um terremoto no Irão, nomeadamente perto duma alegada instalação nuclear militar. O que tornaria felizes os israelitas também.

A propósito: se os Estados Unidos já tivessem esta arma sísmica, porquê ainda não foi utilizada contra o Irão (que, desde já, fica numa zona de reconhecida actividade sísmica)? Seria só ligar o Haarp, apontar e carregar no botão: com um pouco de sorte e de pontaria seria possível pôr fora de uso as terríveis armas atómicas de Teherão (ou, no mínimo, as centrais de desenvolvimento e pesquisa) ou abrandar a construção (ou até destruir) um dos oleodutos que tanto irritam Washington.

Mas nada disso acontece. Talvez não seria mal perguntar a razão pela qual isso não aconteça...

Segunda hipótese: uma atómica israelita no fundo do mar.
O terremoto não tinha grau 9, isso já parece estabelecido. Pelo menos, não tinha perto da costa, no epicentro é outro discurso: o grau nono foi utilizado para justificar as falhas na projectação da central e Fukushima. Mas este é um problema que está relacionado com a Tepco (a empresa privada que gere as instalação) e a corrupção no governo japonês.

Segundo a teoria, israel teria "punido" o Japão por ter-se oferecido para enriquecer urânio para o Irão.

O Irão tem uma central nuclear (a única) no Golfo Pérsico, na localidade costeira de Bushehr. Mesmo à beira do mar, parece gritar "um tsunami, por favor, atinjam-se com um tsunami ou pelo menos um terremoto nuclear!". Mas nada: os israelitas, espertos como raposas do deserto, atacam o Japão.

Mais: segundo Jim Stones "Israel tem a capacidade de desencadear "acidentes" em qualquer central energética ou instalação industrial usando o vírus Stuxnet". Um vírus contra o Irão e uma atómica com terremoto contra o Japão? Mas faz sentido?

Mais a derradeira questão é outra: o Japão na altura ofereceu-se para enriquecer o urânio como uma manobra para arrefecer as tensões internacionais, tal como o plano da AIEA (Agência Internacional para a Energia Atómica), que previa o envio de urânio iraniano para o enriquecimento na Rússia e na França. Neste sentido, o Japão nada fez contra a vontade da frente ocidental contra o programa nuclear de Teherão. Pelo contrário: era esta uma outra tentativa para controlar, de qualquer forma, o combustível nuclear do Irão.

Irão que em final de 2011 concluiu a construção da própria estrutura de enriquecimento. Coisa que os serviços secretos ocidentais e israelitas bem sabiam.

Então israel teria provocado um terremoto nuclear no Japão para evitar que Tóquio participasse na tentativa ocidental de controlar um enriquecimento que, em qualquer caso, teria começado no Irão no prazo de poucos meses?

O Japão fica numa das zonas mais perigosas do planeta do ponto de vista sísmico, o assim chamado Ring of Fire (Anel de Fogo). E contra isso não há nada que possa ser feito.
*Informaçãoincorreta

Charge do Dia


domingo, abril 01, 2012


La doctora Margaret Chan, directora general de la Organización Mundial de la Salud (OMS), aseguró que el sistema de formación de los profesionales sanitarios cubanos se debe tomar como inspiración...
Maite López Pino
 
El presidente cubano Raúl y la doctora Margaret Chan, directora general de la OMS (Foto: Granma)
“Ustedes son médicos muy bien entrenados, con un corazón lleno de amor y compromiso por hacer el bien, y esto es muy especial, porque en otros lugares donde visito veo cada vez más galenos y enfermeras convertidos en máquinas de hacer dinero, y se olvidan de su misión”, dijo a la prensa.
Durante una visita realizada a la Unidad Central de Colaboración Médica (UCCM), Margaret Chan habló también sobre las escuelas médicas e institutos cubanos que se interrelacionan de manera directa con el Ministerio de Salud Pública, algo que no sucede en otros países, donde esa conexión es a través del Ministerio de Educación.
Indicó a la prensa que para lograr profesionales de calidad es necesario transformar el sistema de educación médica, y se lleva la experiencia cubana.
Cuando un médico empieza esta profesión, hace la promesa de servir a la humanidad. Nunca deben olvidar el juramento hipocrático, y los profesionales cubanos son el mejor ejemplo que he visto, agregó.
“Me voy con el mayor respeto por lo que ustedes hacen y les deseo una misión exitosa”, manifestó la experta a los más de 250 especialistas de la Isla reunidos allí, listos para salir en breve a cumplir compromisos de trabajo en otras naciones.
La doctora Chan, junto a Anarfi Asamoa-Baah, subdirector regional de la OMS; Shin Young-soo, director regional para el Pacífico occidental; y Mirta Roses, directora de la Organización Panamericana de la Salud, conocieron todo lo concerniente a la colaboración médica cubana, iniciada desde los propios inicios de la Revolución: más de 38 mil colaboradores cubanos prestan sus servicios en 66 países del mundo y, hasta la fecha, 134 mil 780 trabajadores de la salud laboraron en 108 naciones.
Chan se encuentra en Cuba presidiendo la reunión del Grupo de Políticas Globales de la OMS desde el 27 de marzo, con la participación de sus Directores Regionales, encuentro que se realiza por primera vez en la región americana.
Han visitado el Instituto de Medicina Tropical, Pedro Kourí, el Hospital Oftalmológico, Ramón Pando Ferrer y el Instituto de Cirugía Cardiovascular y en cada uno de estos centros capitalinos, los expertos recibieron información de los programas y proyectos que se llevan a cabo en el país, referentes a vacunas, fármacos, así como las características y funcionamiento del sistema nacional de salud, entre otros.
Por otra parte también tuvo lugar, la reunión del Comité Regional Asesor en Estadísticas de Salud (Craes), con la participación de la doctora Mirta Roses, directora de la Organización Panamericana de la Salud (OPS). Roses explicó que por primera ocasión el encuentro tiene lugar fuera de la sede del organismo en Washington, Estados Unidos, y se escogió a Cuba como reconocimiento al trabajo que realiza la Isla en cuanto al manejo de la información estadística.
La nación cubana muestra muy buenos resultados en este campo, no solo en cuanto a la información censal, de población, nacimientos y muertes, sino también en estadísticas sanitarias, características de atención en los servicios de salud, causas de enfermedades y muertes, aseveró.
El viernes, Chan y su acompañantes participaron en la clausura del VIII Congreso de Geriatría y Gerontología, que sesionó en La Habana con unos 300 delegados de una decena de naciones.
RECIBE RAÚL A LA DIRECTORA GENERAL DE LA OMS
El General de Ejército Raúl Castro Ruz, Presidente de los Consejos de Estado y de Ministros, recibió en la tarde de este viernes 30 de marzo, a la doctora Margaret Chan, directora general de la Organización Mundial de la Salud, quien se encuentra de visita en nuestro país.
Raúl y Margaret Chan abordaron diversos temas relacionados con los excelentes vínculos de colaboración existentes entre Cuba y esa organización mundial.
En el encuentro participó además, la doctora Mirtha Rosés Periago, directora de la Organización Panamericana de la Salud. Por la parte cubana estuvieron presentes, el Primer Vicepresidente de los Consejos de Estado y de Ministros, José Ramón Machado Ventura, el canciller Bruno Rodríguez Parrilla, y el ministro de Salud, doctor Roberto Morales Ojeda. (Tomado de Granma).
Maite López Pino
*gilsonsampaio

Charge do Dia


Deleite Мария Шашкова - Maria Shashkova - habibi ya omri

Apaguem as luzes pelos Illuminati 
Posted: 31 Mar 2012 04:47 AM PDT
Neste Sábado dia 31 de Março de 2012, as principais cidades do mundo irão desligar as luzes dos seus principais monumentos durante uma hora, conhecida como a Hora do Planeta, seu principal objectivo é sensibilizar as pessoas para as alterações climáticas.
a Hora do Planeta foi criada pelo Fundo Mundial Ambientalista, tudo começou em 2007 em Sidney e agora é uma campanha mundial que envolve milhares de pessoas, mas como toda a boa história essa não é excepção e também tem o seu lado negro.


Tudo não passa de um teste dos illuminati ás suas armas de manipulação eles costumam fazer isso várias vezes e desta vez será a nivel global, as perguntas que serão postas na mesa é será que a humanidade apoia essa campanha? A resposta é sem duvida sim. Quantas pessoas darão ouvidos os nossos meios de comunicação? a resposta será com certeza muita gente, quase toda a humanidade, depois dos resultados eles aplicarão o que realmente estão pensando implementar para bem deles próprios.
É preciso estar atento, o que temos que fazer é o seguinte, "apagar a luz para ver a verdadeira escuridão".
Uma coisa é certa os países estão a ser facilmente manipulados e estão cada vez mais parecidos, está se a formar a nova ordem mundial.
*pampilona

La hora del planeta nos sume en la oscuridad


Civita e Cachoeira quase
derrubam Lula. Que Governo é esse ?

Cachoeira filmou a corrupção nos Correios para vingar o Demóstenes e derrubar o Lula.


O detrito de maré baixa do Robert(o) Civita publica, a Folha (*) dá guarida ao grande estadista Thomas Jefferson, o Ali Kamel dá a máxima visibilidade, instala-se o “mensalão” (que ainda está por provar-se, como diz o Mino), o Supremo vota com a faca do pescoço do PiG (**) e o Governo Lula ia cair.

Um dos motivos por que  não caiu foi a “Teoria do Sangramento”, que entrará para a biografia do Fernando Henrique  – tente aqui entender por que o FHC saiu na foto ao lado do Lula – ao lado da “Teoria da Dependência (eterna aos EUA)”.

Quando o Duda Mendonça disse à CPI dos Correios que tinha recebido “lá fora”, o PiG (**) só não decretou o impeachment do Lula, por causa da Teoria do Sangramento.

O Farol de Alexandria convenceu o Agripino Maia – cuja batata está assando – de que não valia a pena impeachar o Lula.

Era melhor fazê-lo sangrar.

Sangrar para derrotá-lo nas eleições e voltar o poder.

(Só que o Padim Pade Cerra ia providenciar um dossiê e seria ele e, não o FHC, o candidato.)

Não deu certo.

Entre outros motivos porque o Feijóo não deixou.

E o Lula e o Feijóo sabem do que se trata.

Mas, quase que o Governo cai.

Que Governo é esse ?

Tão frágil, a ponto de quase cair porque o Demóstenes, o Cachoeira, o Robert(o) Civita, a Globo e o … quiseram.

Não basta botar a culpa no PiG (**), na Veja, na Globo e no …

Que Governo é esse que passa 30 anos na oposição, que passa trinta anos a se preparar para governar e chega lá e não se protege ?

E não cria os mecanismos institucionais para enfrentar uma conspirata de quinta categoria com meliantes de décima.

O Robert(o), o Demóstenes, o Cachoeira e o … se reúnem na calada da noite e subjugam o Legislativo.

Mobilizam o Judiciário, que submete o Presidente da República eleito pelo povo ao constrangimento de um “chamar às falas” e  “queremos cabeças” !

E agora se descobre que era uma conjura udenista como a Carta Brandi do Lacerda para derrubar o Jango.

E o Governo inerte, no canto, nas cordas.

Até o PT fugiu e deixou o Lula falando só, como um cão danado.

Mas, o PT, nesse entrecho, é irrelevante.

O que se precisa estudar é por que uma Democracia, da quinta Economia do mundo, se ajoelha diante de meliantes desse naipe.

Como se permite construir uma Democracia de pés de barro ?

A Argentina mandou os Civita embora, que tinham a sua Veja, a “Panorama”.

Os Kirchner trocaram os Ministros da Suprema Corte do Menem.

E fizeram a Ley de Medios para enfrentar a Globo.

Não é preciso buscar as instituições que preservaram a democracia inglesa do Murdoch.

Basta dar um pulo a Buenos Aires.

Quando Deng assumiu, ele podia botar a culpa de tudo no Mao, na Revolução Cultural e no Grande Passo à Frente.

Não, ele deve ter pensado, a culpa está em nós mesmos.

E criou as instituições que mantiveram a essência do sistema político (se fosse uma Democracia seria melhor, claro) e  permitiram que a China se torne a maior potência econômica do mundo, com inclusão e distribuição de riqueza.

O Brasil é uma sub-democracia também porque meia dúzia de meliantes pode derrubar o Presidente da República.

E nada muda.

O Demóstenes e o Cachoeira podem ir em cana.

Mas, o Robert(o) Civita e o … sobreviverão.

E contratarão outros beleguins.

E o Governo tremerá.

Sempre alerta, Feijóo !


Paulo Henrique Amorim
Por que a revista Carta Capital "sumiu" das bancas de jornal de Goiânia? Seria essa a razão?


Ou os goianos e as goianas são os que mais leem a Carta Capital?


Não.


A Carta Capital desta semana traz uma reportagem sobre o escândalo que envolve o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o governador de Goiás, Marconi Perillo.



 
*Mariadapenhaneles

Muita indignação em protesto contra celebração do golpe de 1964


*Averdade



*Mariadapenhaneles

sábado, março 31, 2012

"TOP SECRET" - A Conspiração contra o Brasil

Deputado Stepan Nercessian (zé migué)recebeu R$ 175 mil de Cachoeira


O deputado federal e ator Stepan Nercessian (PPS-RJ) recebeu R$ 175 mil no ano passado do empresário Carlinhos Cachoeira, acusado de chefiar uma quadrilha que explorava o jogo ilegal.
Stepan admitiu à Folha que recebeu o dinheiro, após ser informado de que as transações aparecem em grampos da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que levou à prisão de Cachoeira.
Ele confirmou que recebeu do empresário um depósito no valor de R$ 160 mil em 17 de junho no passado.
Segundo Stepan, o montante era para ser usado na compra de um apartamento no Rio, avaliado em mais de R$ 500 mil. No dia 20 de junho, o deputado devolveu o dinheiro para a mesma conta de uma empresa do grupo de Cachoeira, segundo extrato que ele enviou à Folha.
Abaixo trecho do filme Marcelo Zona Sul, de 1970, que tornou Nercessian famoso do grande público e identificado com um modo de vida da região mais nobre do Rio de Janeiro.
*comtextolivre

programa habitacional do governo Chávez para as comunidades indígenas


*Pensadordaaldeia

Silvio Tendler: 'Forças conservadoras continuam mandando no Brasil'

Silvio Tendler: 'Forças conservadoras continuam mandando no Brasil'
           
São Paulo – Em 1981, o documentarista Silvio Tendler perdeu uma cena do documentário “O Mundo Mágico dos Trapalhões”, que levou 1,8 milhão de pessoas ao cinema. Nela, o escritor e desenhista Millôr Fernandes declarava que o quarteto Didi, Dedé, Mussum e Zacarias só não era tão engraçado quanto os ministros do então presidente e general João Figueiredo. Três anos depois, mais um filme dele, “Jango”, sobre o ex-presidente João Goulart, também era censurado. Uma das várias vítimas do regime militar no Brasil, o cineasta acaba de gravar um vídeo em defesa de uma manifestação contrária às comemorações realizadas pelos militares esta semana no Rio de Janeiro (RJ).
Durante todo o regime militar, a produção cinematográfica brasileira atravessou diferentes fases. Quando ela foi implantada, em 1964, o Brasil era marcado pelos filmes de Nelson Pereira dos Santos, que sofriam influência do neorrealismo italiano, como “Rio Zona Norte” (1955) e “Rio Quarenta Graus” (1957). Em seguida, surgiu o Cinema Novo, com uma nova estética cinematográfica e que foi instaurado com o filme de episódios “Cinco Vezes Favela”, dirigido por Marcos Faria, Miguel Borges, Cacá Diegues, Joaquim Pedro de Andrade e Leon Hirszman.
O cineasta baiano Glauber Rocha também foi bastante crítico ao regime militar em filmes, caso de “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1963) e “Terra em Transe” (1967), ambos indicados a Palma de Ouro, no Festival de Cannes, na França. Praticamente na mesma época, em 1968, o catarinense Rogério Sganzerla instaurava o “cinema udigrudi” com “O Bandido da Luz Vermelha”. O estilo foi praticado por outros realizadores, como Julio Bressane, e invadiu a década de 1970, dominada também por grandes produções, como “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976), de Bruno Barreto; e o denominado cinema da Boca do Lixo, do centro de São Paulo. Todos de algum modo incomodaram o regime militar e precisaram de certificado da censura para poderem ser exibidos.
O mesmo aconteceu com os filmes de Silvio Tendler, entre os quais destacam-se a trilogia sobre os ex-presidentes Juscelino Kubitschek, João Goulart e Tancredo Neves; “O Mundo Mágico dos Trapalhões”, “Glauber, O Filme – Labirinto do Brasil”, “Utopia e Barbárie” e “Encontro com Milton Santos ou O Mundo Global Visto do Lado de Cá”, que ganhou o Prêmio de Melhor Filme do Júri Popular no Festival de Brasília de 2006.
Com tantos títulos no currículo, o cineasta lamenta o fato de que, 27 anos após o término do regime militar, ainda reste tanto a ser superado. “O Brasil é um dos poucos países no mundo onde não houve uma Comissão da Verdade e torturadores e canalhas continuam em liberdade. Cometeram os crimes e ficou por isso mesmo. E muitas das vítimas até hoje não foram encontradas. O Brasil ainda tem que acertar os ponteiros com a sua história. A gente não pode continuar prisioneiro do passado”, explica.
Leia a seguir a entrevista completa com Silvio Tendler.
Por que o senhor resolveu participar da manifestação contra as comemorações do aniversário do golpe?
Em primeiro lugar, estranho seria não participar. Participar é normal e uma coisa lógica para uma militância contra a ditadura. Em segundo lugar, eu acho que a ditadura militar no Brasil foi um atraso de muitos anos para o país, para a cultura e para a política. Eu até hoje combato com todas as forças qualquer tentativa que seja favorável a ela.
Essa manifestação trará resultados?
Terá uma grande mobilização, muito maior do que a esperada. Eu acho que esse movimento pode se considerar já vitorioso.
Ainda é possível encontrar reflexos desse regime militar no Brasil e nós conseguimos superar todos os nossos fantasmas?
Eu acho que a gente superou muito pouco. O Brasil é um dos poucos países no mundo onde não houve uma Comissão da Verdade e torturadores e canalhas continuam em liberdade. Cometeram os crimes e ficou por isso mesmo. E muitas das vítimas até hoje não foram encontradas. O Brasil ainda tem que acertar os ponteiros com a sua história. A gente não pode continuar prisioneiro do passado.
Como foi a relação do senhor com a censura federal e com o regime militar? E o senhor correu riscos de exílio ou de censura?
Eu tive de ficar clandestino numa época, mas consegui escapar, graças a Deus. E tive filmes censurados pela ditadura, como “Jango”, por exemplo. A relação com os censores era a pior possível. Na verdade, a gente teve que encher o saco da ditadura também.
Você acredita que o cinema daquele período foi prejudicado e, de algum modo, projetos inovadores e importantes foram abortados?
Tudo foi prejudicado – cinema, teatro, tudo que era relacionado à arte, tinha de explicar para a censura. Jornais tinham de ser reescritos, piadas refeitas, porque imbecis determinavam o que a gente poderia falar ou não.
O senhor lembra de algum exemplo de censura contigo?
Eu me lembro que, no filme que eu fiz sobre os Trapalhões, e o Millôr Fernandes dizia que só não achava os Trapalhões tão engraçados quanto o ministério Figueiredo e essa parte foi cortada.
Em função da ditadura, também havia uma autocensura por parte dos artistas? E por que a arte incomodava tanto?
A arte incomodava, porque era a grande força de resistência à ditadura. Enquanto toda a sociedade estava aprisionada e os partidos políticos tinham seus parlamentares cassados, os artistas e os jornalistas foram prejudicados também.
O grosso da população entendia o que estava acontecendo?
A ditadura nunca foi vitoriosa pelo voto. Prova é a eleição de 1974. O MDB fez a maior parte dos senadores do Brasil.
O senhor acredita que as novas gerações sabem exatamente o que foi a ditadura?
As novas gerações sabem pouco, Poderiam saber bem mais. Ainda há forças conservadoras que mandam nesse país e controlam a educação, a informação e a cultura. 
*Oterrordonordeste

"Sou macho, mas estou arrepiado", disse o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). Foi ele quem pagou R$ 2.000 pela faixa e voo. Ele deve pagar mais R$ 1.500 para um segundo voo no domingo.

Fascistas comemoram censura, torturas e assassinatos

 

Cerca de 80 militares da reserva e familiares se reuniram neste sábado em um quiosque na praia da Barra da Tijuca (zona oeste do Rio) para assistira a um salto de paraquedas em comemoração aos 48 anos do golpe de 1964.

Quatro coronéis pularam do avião carregando bandeiras do Brasil.

Ao contrário dos atos que aconteceram durante a semana no Rio, não houve manifestações contrárias.

Mais cedo, um avião sobrevoou toda a orla da zona sul carioca com uma faixa escrita "parabéns Brasil, 31 do 3 de 64".

"Sou macho, mas estou arrepiado", disse o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ).

Foi ele quem pagou R$ 2.000 pela faixa e voo. Ele deve pagar mais R$ 1.500 para um segundo voo no domingo.

*esquerdopata

Arrogância de “pijama”

© Foto de Fernando Rabelo/Folhapress. Cercado de seguranças, militar da reserva "dá uma banana" para os manifestantes que protestavam contra ato que comemorava o Golpe Militar de 1964.
*Images&Visons