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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quarta-feira, outubro 20, 2010

Bonitinha, mas ordinária.

Aparelhamento à moda tucana

Bonitinha, mas ordinária.

Redação Carta Capital


Jornal da Tarde revela que Soninha e ex-parlamentares de partidos que apóiam Serra tiveram ou têm função em empresas estatais de SP

A ex-vereadora e ex-subprefeita da Lapa Soninha Francine (PPS), coordenadora da campanha de José Serra (PSDB) na internet, está na lista de ex-parlamentares de partidos que apoiam Serra que têm cargo acumulado em conselhos administrativos de estatais paulistas. A informação é do Jornal da Tarde publicado nesta quarta-feira 20.

Soninha faz parte do conselho de administração da Companhia Ambiental de São Paulo (Cetesb), apesar de não ter currículo que a gabarite para participar de um conselho de um órgão com este. Soninha nega haver favorecimento político na indicação e diz não ver problema em acumular a função com a coordenação da campanha do tucano José Serra à Presidência.

Além dela, a reportagem do JT aponta que ao menos 10 ex-parlamentares de partidos políticos que apóiam o tucano tiveram ou têm função em empresas estatais de São Paulo como o DEM, PMDB (diretório estadual/SP) e PTB. Segundo o jornal, todos recebem salários entre 3,5 mil reais e 4,4 mil reais que podem chegar a 7 mil e 8,8 mil reais caso ocorra o acúmulo de duas reuniões por mês.

Com Soninha na Cetesb estão os ex-deputados federais Koyu Iha (PSDB-SP) e Ney Lopes de Souza (DEM-RN). Na lista, há ainda seis políticos que já deixaram os conselhos para sair nas eleições como candidatos ou trabalhar nas campanhas. Um deles é Eduardo Graeff, ex-secretário-geral da presidência no governo FHC e tesoureiro do PSDB e um dos principais responsáveis pela articulação da campanha tucana na internet, ocupando o cargo de “auxiliar de comunicação”.

No conselho da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), João Faustino (PSDB-RN), que foi subsecretário da Casa Civil, recebia 3,5 mil reais até julho. Ele também recebia 4,4 mil reais por participar de reuniões do conselho da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU). Márcio Fortes (PSDB-RJ), que é um dos arrecadadores da campanha de Serra também esteve no conselho da Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa) até março deste ano, quando saiu para ser vice de Fernando Gabeira (PV) na disputa ao governo do Rio de Janeiro.

O governo estadual enviou uma nota por e-mail à reportagem do JT afirmando que não existe loteamento de cargos e diz que “75% dos cargos dos conselhos são ocupados por representantes ligados diretamente ao governo”.

O governo afirma que existem hoje 223 conselheiros em 21 empresas paulistas. Os dados mostram que há 16 secretários de governo ocupando a presidência das estatais, 98 servidores graduados do Executivo, 7 acionistas minoritários, 35 “representantes da sociedade civil com perfil técnico, econômico ou político” e outros.

O preenchimento de cargos em empresas estatais é, como se sabe, um dos principais artifícios – nada éticos, diga-se – usado por governantes para “completar salários” de ocupantes de cargos de confiança, que não passaram por concursos públicos. Aboletados nestes cargos que lhes exige apenas a participação em esporádicas reuniões para fazer jus ao devido “jetom”, os “conselheiros” ganham um atrativo a mais para se “sacrificar pela vida pública”.

Também é usado este expediente para agradar políticos aliados que não puderam ser acomodados em cargos fixos no aparelho de Estado. Para quem tem feito campanha eleitoral acusando diretamente o governo federal de contratar “amigos e companheiros” para inchar a máquina pública, a revelação do JT cai como uma bomba.

"ss erra é versão empobrecida de FHC"

Marilena Chauí: "Serra é versão empobrecida de FHC"

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Claudio Leal


Do Rio de Janeiro


A professora de Filosofia, Marilena Chauí, 69 anos, foi uma das intelectuais mais entusiasmadas no ato de apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT), no Teatro Oi Casa Grande, no Rio de Janeiro, segunda-feira à noite (18). No púlpito, puxou um santinho do adversário José Serra (PSDB) e criticou o uso de uma mensagem religiosa ("Jesus é a verdade e a justiça") na propaganda política. "É religiosamente obscena", atacou.

Militante histórica do PT, Marilena retornou aos verbos de campanha depois que a sua candidata passou a rebater ataques morais e religiosos. Nesta entrevista a Terra Magazine, após a manifestação de artistas e de intelectuais, ela afirma que Serra é uma "versão empobrecida" do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

- Esse discurso religioso foi uma maneira de desconversar. Ele não tem um projeto para o Brasil. Ele é a versão empobrecida do horror que foi Fernando Henrique Cardoso e, por falta de um projeto real para o Brasil, eles encontraram uma maneira de desconversar.

Para Marilena Chauí, o governo Lula não se distanciou dos intelectuais petistas. O manifesto pró-Dilma, sustenta a professora da USP, "é a retomada do vigor da esquerda". Só não se reuniram antes porque "não tinham que gritar contra nada".

- A nossa presença foi difusa no interior nas várias áreas institucionais do governo. O que eu diria, é: o que nós tivemos hoje foi uma coisa que fazia tempo que a gente não fazia. Mas é porque fazia tempo que não tinha que gritar contra nada, reunir toda essa lindíssima história brasileira.

Confira a entrevista.

Terra Magazine - Ao discursar no ato de artistas e intelectuais que apoiam Dilma, a senhora mostrou e criticou um santinho de Serra, com a frase "Jesus é a verdade e a justiça". Como a senhora avalia a entrada de temas religiosos na campanha?


Marilena Chauí - Olha, esse discurso religioso foi uma maneira de desconversar. Ele não tem um projeto para o Brasil. Ele é a versão empobrecida do horror que foi Fernando Henrique Cardoso e, por falta de um projeto real para o Brasil, eles encontraram uma maneira de desconversar. Primeiro, foi "Dilma é guerrilheira". Não deu certo. Depois foi "Dilma e Erenice". Não deu certo. Agora é Dilma e o aborto. E ele, protetor da sociedade brasileira. É um escândalo, um escândalo. Sobretudo, o que eu acho mais grave, ele está fazendo essa operação através da TFP (Tradição, Família e Propriedade) e da Opus Dei. Nós temos uma pessoa que foi de esquerda, trazendo pela porta da frente aqueles que fizeram a ditadura no Brasil. Trazendo os produtores, os autores da ditadura brasileira. Trazendo pela porta da frente essa conversa religiosa. Isso é inadmissível. Isso é um escárnio. É tripudiar as nossas lutas. É tripudiar a memória. É tripudiar os mortos, os desaparecidos, os torturados. Isso é um escárnio, é um deboche!

Mas o PSDB acusa o PT de fazer também terrorismo com o tema das privatizações, já que Dilma afirma que eles querem privatizar o pré-sal. Não ocorre isso?


Ah, não, não, eles não têm um caráter privatista... A política econômica neoliberal, você sabe, não tem nada a ver com privatização... A ideia do Estado mínimo, a ideia do enxugamento, a ideia de que o Estado não tem que se encarregar dos direitos, mas apenas de serviços, e que o Estado não tem nenhuma obrigação de intervir diretamente na economia, não são princípios neoliberais... Não são princípios que foram adotados pelo PSDB... Não são os princípios que regeram a política do FHC e do Serra em São Paulo, no pouquinho que ele ficou na Prefeitura, no pouquinho que ele ficou no governo do Estado! Ele tem essa peculiaridade. Um homem que foi eleito senador e não cumpriu o mandato. Eleito prefeito, não cumpriu o mandato. Eleito governador, não cumpriu o mandato. Ele é o homem dos desmandatos.

O que esse ato de intelectuais e artistas representa para a campanha de Dilma?
Ele é a retomada do vigor da esquerda, do vigor de uma trajetória histórica de lutas pela democracia, de lutas pela vida republicana, de lutas pelos direitos, de lutas pelas igualdades, pela justiça. É o coroamento de um processo de dignidade dos brasileiros.

Pode significar uma retomada da participação dos intelectuais dentro do PT? Há essa sensação de que eles não estiveram tão integrados ao governo de Lula e deveriam estar, pelo que representaram na história do PT.


Não acho que houve distância entre os intelectuais e o governo. É que os intelectuais participaram de setores importantes da participação popular. Nas câmaras de direitos humanos, nas câmaras de economia solidária, nas câmaras de ecologia, no Bolsa Família nem se fala, no Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar)... Por exemplo, eu participei do Conselho Nacional de Educação - e, como eu, inúmeros petistas, professores... A nossa presença foi difusa no interior das várias áreas institucionais do governo. O que eu diria, é: o que nós tivemos hoje foi uma coisa que fazia tempo que a gente não fazia. Mas é porque fazia tempo que não tinha que gritar contra nada, reunir toda essa lindíssima história brasileira.

A senhora sempre faz críticas às posições da imprensa. Como ela se comporta no processo eleitoral?


Eu sou crítica da mídia como um todo. Em primeiro lugar, o fato de ela ser um monopólio de quatro famílias e que identifique a liberdade de pensamento e de expressão com os lucros dessas famílias no mercado. É uma destruição da noção de liberdade de pensamento e de expressão. Eu tenho dito que aqueles que defendem, verdadeiramente, a liberdade de pensamento e de expressão têm como obrigação fazer a crítica da mídia e recusar a imposição que a mídia nos faz. E eu acho a coisa mais maravilhosa, mais perfeita, o que aconteceu com a (psicanalista) Maria Rita Kehl. Quer dizer, foi esse jornal, o Estado de S. Paulo, que iniciou a cruzada contra o "partido autoritário, totalitário, que impedia a liberdade de expressão". Ele encabeçou essa campanha. E na hora que Maria Rita Kehl escreve uma opinião que discorda da linha editorial do jornal, eles demitem a Maria Rita! Em nome do quê? Então, é preciso fazer a crítica.
*TERROR DO NORDESTE

Discurso de Leonardo Boff



O Brasil não é caranguejo. não andará para tráz

Sai pra lá, FMI. O Brasil agora é outro

Houve um tempo, quando Serra estava no governo federal, em que o FMI abria boca e o Brasil dizia amém. Não só porque concordava com o receituário do fundo, como era grande devedor e não podia discordar.
Mas nos últimos oito anos, o Brasil não só pagou sua dívida e prescinde do FMI, como passou a emprestar ao fundo. Por isso, soam anacrônicas as recomendações contidas num relatório publicado hoje pelo FMI de restringir os gastos públicos e o crédito.
Parece mais programa econômico do Serra e não serve para a nova realidade do país. Se não tivesse elevado os gastos públicos com seus programas de distribuição de renda e nem aberto o crédito através dos bancos estatais, o Brasil estaria de pires na mão após a crise de 2008/2009, como passou durante os oito anos do governo de Fernando Henrique Cardoso, que reapareceu na campanha de Serra, depois de um tempo escondido, mostrando a ligação visceral entre os dois.
Segundo matéria da BBC Brasil, o documento do FMI, chamado Perspectivas Econômicas das Américas, o Brasil deve estar atento para os riscos de superaquecimento da economia, inflação e deterioração das contas externas. É exatamente o discurso do Brasil da roda presa. Segurar os gastos, crescer pouco e que se danem os brasileiros que melhoraram de vida com a política oposta à recomendada pelo fundo.
O melhor é não dar ouvidos ao FMI, como foi feito nos últimos oito anos e seguir com a política de crescimento com distribuição de renda que mudou a face do país. O emprego está em alta, todos os setores da economia estão otimistas e a inflação continua sob controle.
O governo tem sabido combater a entrada excessiva de capital estrangeiro, como voltou a fazer ao elevar novamente a alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para quem vem aqui apenas especular sem investir na produção. Como disse Lula, hoje, em Goiás, o Brasil quer se tornar a quinta economia mundial em 2016. “Adoramos americanos e europeus mas gostamos mais de brasileiros e tomamos conta das nossas decisões. O Brasil está determinado a se tornar a 5ª economia mundial até 2016. Esse país não tem mais possibilidade de voltar ao passado. Não tem mais possibilidade de ser um país que pensa pequeno.”

Já foi o tempo em que cada recomendação do FMI era ouvida sem contestação. O Brasil recuperou a sua soberania e sabe tomar suas decisões econômicas. Esse é mais um dos motivos para que os tucanos não voltem jamais ao comando do país. Para eles, o FMI é uma espécie de tribunal e o que ele determina não se discute. Cumpre-se.
*Tijolaço



Professores consideram um retrocesso métodos de Serra
Professores universitários, educadores e pesquisadores lançaram um manifesto nesta terça-feira (19) onde defendem "a educação pública" e atacam o candidato do PSDB à presidência, José Serra. A nota, assinada por professores universitários, intelectuais e juristas conhecidos como Antônio Cândido, Fábio Konder Comparato, Marilena Chauí e Alfredo Bosi, busca assinaturas de outros profissionais da área contra o que chama de "propostas e os métodos políticos da candidatura Serra".
"Nós, professores universitários, consideramos um retrocesso as propostas e os métodos políticos da candidatura Serra. Seu histórico como governante preocupa todos que acreditam que os rumos do sistema educacional e a defesa de princípios democráticos são vitais ao futuro do país", diz a nota.
Segundo os professores, diante das reivindicações por melhores condições de trabalho, "Serra costuma afirmar que não passam de manifestação de interesses corporativos e sindicais, de tró-ló-ló de grupos políticos que querem desestabilizá-lo".
Os professores citam incidentes que aconteceram durante a gestão de Serra em São Paulo, como a greve na Universidade de São Paulo, "invadida por policiais armados com metralhadoras, atirando bombas de gás lacrimogêneo", em junho de 2009. A nota ainda cita decreto assinado por Serra "que revogava a relativa autonomia financeira e administrativa das Universidades estaduais paulistas".
Os professores também criticam o salário - "sistematicamente achatados, mesmo com os recordes na arrecadação de impostos" - e o Secretário da Educação de São Paulo, Paulo Renato, que, quando ministro do governo FHC, "sucateou" as universidades públicas federais "ao ponto em que faltou dinheiro até mesmo para pagar as contas de luz, como foi o caso na UFRJ."

Postado por Blog do Celso Jardim




O neolacerdismo de Serra busca sua Tonelero

Quem nasceu para Serra não chega a Carlos Lacerda, eu  já disse. O episódio da suposta agressão ao candidato tucano deve ser deplorado e não tem razão alguma quem jogar nem um grão de areia em qualquer pessoa.  Mas  fazer um escarcéu com a história com o possível fato de ter sido atingido por um rolo de papelão atirado por um manifestante e, segundo a Folha de S. Paulo, fazer uma tomografia computadorizada por causa disso é dose para leão.
A manifestação hostil contra sua passagem pelo Rio foi organizada por agentes de saúde com cartazes que chamavam Serra de “presidengue” e o “pior ministro da Saúde” por ter demitido mais de cinco mil agentes de saúde e ter contribuído para a proliferação da dengue no país.
Houve confronto entre os manifestantes e correligionários de Serra. Assessores do tucano disseram que ele levou uma bandeirada na cabeça, mais tarde corrigindo para um rolo de papelão.
O Estadão afirma que não havia ferimento aparente, mas segundo a Folha, que também não viu sangue, Serra foi levado de helicóptero para uma clínica para ser examinado.
Serra já comparou os manifestantes aos nazistas e vai explorar isso ao máximo numa analogia pobre e vergonhosa do atentado a Carlos Lacerda na rua Tonelero, que acentuou a crise que levou ao suicídio de Vargas, em 1954. Mas como a história não se repete nem como farsa,  só cai no ridículo.
Claro que condeno todo tipo de violência, e Serra também devia agir assim. Não me consta que tenha se solidarizado com os professores feridos pela ação da tropa da polícia que despachou contra eles quando governador de São Paulo. Olhem a foto de cima, de hoje, e as de baixo, do ano passado, com o que sofreram os professores  que protestavam contra os baixos salários que pagava no estado.
Ninguém se surpreenda se Serra aparecer com um curativo na cabeça,  haja ou não ferimento. Se ele simula ser até apóstolo, não custa para ser Lázaro.
*Tijolaço

Jatene: Serra foi o inimigo #1 da Saúde



    Serra ao Jatene: quer dinheiro para a Saúde? Vá à luta !

    O meu amigo Emiliano José deve ter sido o único espectador de um programa de “debates” na TV Bandeirantes, no domingo à noite.
    Não é de debates, porque os entrevistadores, todos, sejam quais forem, fazem sempre as mesmas perguntas ao entrevistado – seja ele quem for.
    Sempre, com o invariável objetivo de demolir o Lula, a Dilma, o MST (é um tema de predileção da Casa) e enaltecer o Serra.
    Domingo passado, o Emiliano assistiu aos entrevistadores que tentavam desmontar o indesmontável e inatacável Adib Jatene.
    Vejam o que Jatene fez com os neo-liberais da UDR:

    Jatene x Serra

    Emiliano José

    Adib Jatene, na Bandeirantes, no domingo, deve ter surpreendido a quem não o conhecia. E deve ter desagradado especialmente ao mundo tucano-demoníaco. Por segundos, quem sabe, aquele mundo pode ter perdido muito de sua arrogância e presunção. E o pior, para tucanos e demoníacos, é que Jatene não pode ser chamado de petista, e contra ele não se poderá utilizar o recurso, já gasto, de trololó. Uma preciosa entrevista dada no programa Canal Livre.

    Jatene, sabe-se, foi ministro da Saúde de FHC até que não agüentou mais e saiu. Disse, com todas as letras, que quando ministro do Planejamento de FHC – ele foi, não foi?  e eu pergunto porque de repente ele desmente – Serra não aceitou qualquer proposta que vinculasse verba à Saúde, como ele, Jatene, queria. Disse que se ele, Jatene, quisesse lutar por isso, que fosse à luta sozinho.

    Foi desmontando, passo a passo, as perguntas fundadas no senso comum neoliberal feitas pelos jornalistas. Não, para ele a carga tributária no Brasil não constitui nenhum escândalo. O que o escandalizava, disse, era ouvir pessoas dizendo que era preciso diminuir a carga tributária no País. Como diminuir a carga tributária se com o que recolhemos de impostos não conseguimos sequer atender às necessidades de saúde do nosso povo? Ele é que perguntava. E os jornalistas sem resposta, embora muito educados face à autoridade do entrevistado.

    Só não disse, talvez porque não seja característica dele o combate político direto, que a proposta de Serra, continuador de Fernando Henrique Cardoso, é reduzir impostos e diminuir, portanto, a qualidade de saúde oferecida ao nosso povo. O PSDB e o DEM vociferam diariamente contra a carga tributária no Brasil, a mesma carga tributária que cresceu dez pontos durante o governo Fernando Henrique, e para fazer o governo desastrado que fez.

    E o PSDB e o DEM acabaram com a CPMF, menina dos olhos de Jatene. Cometeram esse crime contra o povo brasileiro. Jatene sabe disso. Mas, prefere caminhos mais sinuosos. Não disse que Serra foi patrocinador do fim da CPMF. Jatene mete o dedo na ferida, mas é elegante, polido, diplomático. Deixa que o espectador reflita sobre o que fala.

    Mas, os jornalistas, que metabolizaram profundamente a ideologia neoliberal, iam e vinham com as perguntas, aquelas de sempre. Mas, não é um problema de gestão, ministro? Será mesmo carência de recursos? Jatene é calmo, não se irrita, e fala de forma quase pedagógica, como que pretendendo convencer os jornalistas.

    Em primeiro lugar, os melhores gestores são os gestores públicos, ensinou. Mas, por quê? reagiram os entrevistadores. São os melhores porque lidam com recursos escassos e fazem um trabalho admirável. Fez elogios rasgados ao SUS. E insistiu, na contramão do demo-tucanato, que o problema central da Saúde no Brasil é de recursos mesmo. E fez um cotejamento detalhado entre os gastos públicos de países desenvolvidos e o Brasil para mostrar o quanto estamos distantes de padrões ideais quanto a recursos para o setor.

    Nada disso é trololó. E o pior é que não pode dizer que é agitação de petista, insista-se. Jatene já serviu a vários governos, e sempre levou a sério a função pública. É um médico, dos mais respeitados do País, com notoriedade que ultrapassa as fronteiras nacionais. E que sempre demonstrou que tem o que podemos chamar de espírito público. Quando percebeu que o jogo tucano não era a favor da Saúde, pegou o boné e foi embora. E continua a levar a vida com seu elevado espírito de bem servir a nossa gente.

    *conversaafiada



    Cada um abraça a quem mais lhe adoça a vida


    393 Gabeiras não valem o calcanhar direito de Chico.
    Com 204 Gabeiras não se compra uma barrinha de mariola.
    Com 192, não se paga um martelo de cachaça.
    Não remunera o frete de um jerico.
    Nem compra um só urinol.
    *comtextolivre


    O livro do Amaury seria
    resposta ao “pó pará, governador ?”

    A grande famiglia
    Me liga o Vasco, de sólida família mineira, para, como diria a Folha (*), fazer uma “ligação” entre o livro do Amaury e o famoso artigo “Pó pará, governador ?”
    O Conversa Afiada suspeita: clique aqui para ler “A PF Federal vai dizer que o Aécio tem a ver com o livro do Amaury ?”

    O Nassif já não suspeita, assegura: clique aqui para ler “PF sabe que foi o Aécio”.

    Tudo isso por causa do Golpe dentro do Golpe, que, provavelmente, o Eduardo Jorge, ilibado Grão-Tucano, montou com a mão de gato da Folha (*): clique aqui para ler “Advogada de Eduardo Jorge produz manchete da Folha para o Serra usar no horário eleitoral”.

    Seria uma “Carta Brandi” moderna.

    A carta falsa para prejudicar o Jango, pouco antes da eleição para vice do JK.

    Mas, quem nasceu para José Serra jamais chega a Carlos Lacerda (ou, no caso do EJ, a Amaral Neto).

    Então, como agora, o Golpe deu com os burros n’água.

    O interessante, observa o Vasco, é que a encomenda ao Amaury deve ser contemporânea a um famoso artigo publicado pelo colonista (**) Mauro Chaves, no Estadão, dia 28 de fevereiro de 2009.

    Diz o Vasco: fica difícil saber o que nasceu primeiro – se o ovo ou a galinha.

    O que provocou o fogo amigo: se o artigo do Mauro Chaves ou o livro do Amaury.

    Agora, que é tudo da mesma época, não há duvida, diz o Vasco.

    Estávamos em plena guerra para realizar uma convenção que escolhesse o candidato tucano.

    Como se sabe, ganhou o jenio.

    Talvez porque o fogo amigo dele fosse mais amigo que o do Aécio.

    Acompanhe, amigo navegante, o que este ordinário blog escreveu sobre o artigo – notável, por sinal – do Mauro Chaves (um desses jornalistas que chamam o Serra de “Serra”):

    Saiu no Nassif:

    Contrato: 15/1165/08/04 – Empresa: Fundação Victor Civita

    - Objeto: Aquisição pela FDE, de 220.000 (duzentos e vinte mil) assinaturas da Revista NOVA ESCOLA, com 10 (dez) edições anuais, para Unidades Escolares da Rede Estadual de Ensino.

    - Prazo: 300 dias

    – Valor: R$ 3.740.000,00

    – Data de Assinatura: 01/10/2008.

    A Secretaria pegou R$ 3,7 milhões e deu para a Editora Abril e mandou que ela me mandasse a revista, eu e mais 219.999 professores. À primeira vista parece um ato de bondade do Governador Serra para com a Educação. Mas será mesmo que ele está interessado nisso ?

    Leia a íntegra do texto no blog do Nassif

    Por que o palmeirense Zé Pedágio, amigo do presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, sócio da Carta Capital, não pega também dinheiro do povo de São Paulo e compra, numa concorrência aberta e transparente, a Carta na Escola, muito melhor do que qualquer coisa que a empresa de Robert(o) Civita publique ?

    A Carta na Escola tem 70 mil exemplares, com dez edições por ano.

    Jamais um diretor da Carta foi convidado para participar de concorrência na Secretaria de Educação do Governo do falso economista Zé Pedágio.

    Jamais um funcionário da Carta Escola foi recebido por um funcionário da Secretaria de Educação.

    Se ele não gosta de concorrência, de transparência, de luz do sol, por que não pega essa grana e aumenta o salário dos professores de São Paulo ?

    O PSDB de São Paulo, como se sabe, paga o Pior Salário Do Brasil, PSDB.

    O Zé Pedágio encontrou uma forma de salvar a Abril que, como se sabe, agoniza.

    Como, aliás, agoniza todo o PiG (*).

    Amigo navegante, você já tentou cancelar uma assinatura da Veja ?

    Ou de qualquer outro veículo do PìG ?

    É impossível. Eles te mandam de graça …

    É assim que o Pedágio funciona: com o controle total do PiG.

    Alguma dúvida, caro amigo navegante ?

    Leia a colona do editorialista do Estadão Mauro Chaves sobre as prévias do PSDB (pág. 2 do Estadão de hoje).

    É tudo o que o Zé Pedágio pensa sobre a matéria.

    Especialmente o trocadilho do título: “Pó pará, governador?”

    Ele é assim: não fala nada.

    Tem quem fale por ele.

    Nas revistas da Abril, por exemplo.

    Imagine o Zé Pedágio Presidente do Brasil: ele fecha a Carta Capital.

    Paulo Henrique Amorim



    (*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
    *conversaafiada

    terça-feira, outubro 19, 2010





    Pra quem acha que privatização é conversa…

    Como eu completei 32 anos semana passada, de vez em quando me dou conta que, pro pessoal que está votando pela primeira vez, eu já sou quase um “coroa”. E sei que pra muita gente que saiu da adolescência já nos oito anos do Governo Lula, certas coisas aqui são encaradas como “ouvi dizer”, queria mostrar que esta história de privatização da Petrobras não é “conversa fiada” da gente.
    Por isso, fui buscar a matéria publicada pela Folha de S. Paulo, no dia 27 de dezembro de 2000 (assinantes podem acessar aqui) que reproduz o anúncio da mudança de nome da Petrobras para PetroBrax
    Reparem que a mudança de nome ia custar R$  213 milhões  ( US$ 50 milhões  de dólares da época, corrigidos pelo IGP-M). Ia, mas acabou custando R$ 1,57 milhões, pagos sem licitação à empresa Und Comunicação Visual.
    Gostaria que ninguém deixasse de atentar que o presidente da empresa, na ocasião do anúncio da mudança, diz que a iniciativa tinha “o aval do presidente Fernando Henrique Cardoso”.
    A grita dos brasileiros foi geral e o Governo teve de recuar. Mas a mudança valeu tempo suficiente para a própria Folha, dois dias depois, falar do patrocínio de uma peça estrelada pela (magnífica) atriz Fernanda Montenegro, referia-se ao patrocinador como “PetroBrax”.
    Eu gostaria que a campanha da Dilma, para ajudar as pessoas que são incrédulas, conseguisse os exemplares do jornal em papel. Serviria não só para provar que a dupla Serra-FHC estava matando a maior empresa brasileira como, também para enrolar e matar, com uma boa jornalada, a mosca-azul que está pousando na cabeça desta gente.
    *Tijolaço

    Celso Antônio Bandeira de Mello apoia Dilma


    *terrordonordeste



    *olhosdosertão


    Sensacional: O DIA EM QUE O PADRE EXPULSOU O DIABO DA IGREJA
    Os novos áudios da missa do Canindé
    Enviado por luisnassif, seg, 18/10/2010 - 17:29

    A missa do Canindé é a maior celebração franciscana do país. Por isso, no dia fatídico em que a comitiva de José Serra invadiu o recinto, havia 80 frades franciscanos de todas as partes do país.

    Quem celebrava a missa era o padre Francisco Gonçalves, de Pesqueira, Pernambuco.

    Na noite anterior chegaram vários carros que distribuíram os panfletos contra Dilma

    Depois que o padre se pronunciou contra a exploração política, Tasso Jereissatti avançou em sua direção e foi contido pela esposa.

    Em todas as manifestações do padre, ouviam-se vaias contra os políticos.


    *Onipresente

    Jornal Panfleto tucano

    Tentando eleger seu candidato, jornal tucano faz a escandalização do nada

    O diário oficial do candidato José Serra, a Folha, mancheteou na capa "Estatais bancam revista pró-PT".Na página interna, o jornal parte para mais sensacionalismo:"Banco do Brasil e Petrobras custeiam revista da CUT pró-Dilma". Como se Petrobras e Banco do Brasil estivessem cometendo crime por anunciar na revista Brasil. Ainda diz o jornal: A estatal e o banco confirmam que são anunciantes da revista, mas se recusaram a informar o valor repassado...Oras, a Folha publicaria em suas páginas, quanto o ex -governador de SP, José Serra (PSDB) pagou na compra de exemplares do jornais que são distribuidos nas escolas públicas? E, quanto paga os governo tucano para anunciar na imprensa paulista e até fora de São Paulo, poderia publicar esses valores a Folha?

    Nós queremos  também ver no jornal a manchete: "Banco do Brasil e Petrobras custeiam revistas pró-Serra". Cabe a mesma manchete com relação às revistas Veja, IstoÉ, Época. Afinal, BB e Petrobras anunciam na Veja.

    Outras manchetes sugeridas para o jornal tucano:

    Banco do Brasil e Petrobras custeiam canal de TV pró-Serra: Rede Globo de Televisão.

    Banco do Brasil e Petrobras custeiam jornais pró-Serra: Folha, Globo e Estadão

    O que ocorre é que vale qualquer manchete para eleger o Serra, não é? Por que BB e Petrobras só podem anunciar em veículos de comunicação pró-Serra?

    A Folha, se diz isenta, plural, mas nunca investigou a denuncia de que a Editora Abril recebeu R$ 32 milhões do Governo Serra!. Por que a Folha não investiga quem está bancando os folhetos contra Dilma na gráfica da tucana. É forte os rumores de que o PSDB está pagando a gráfica.Mas a Folha, finge que não vê. Mas, se fosse contra Dilma, o jornal já teria publicado até os recibidos de quem pagou. Aliás, é bom que se diga; A Folha só tocou no assunto Paulo Preto, depois que a Dilma citou a reportagem publicado na Revista IstoÉ ,meses atrás.

    O que podemos notar é que, toda essa cruzada orquestrada pela Folha de São Paulo, Rede Globo,suas afiliadas nos estados, juntos com a sua revista semanal Época, Editora Abril,Veja e o o jornal O Estado de São Paulo contra o PT e Dilma e o favorecimento gritante desses meios de comunicação ao candidato Serra, a vitória da candidata de Lula, será uma vitória heróica.

    Que vergonha! Este jornal está ridículo. O grande escândalo dessa eleição (e de todas as eleições presidenciais) é o PSDB ter imprimido o panfleto difamatório contra a Dilma. Esta deveria ser capa por vários dias. É crime eleitoral gravíssimo.

    A imprensa está fazendo uma disputa desiguala favor de José Serra. Chega beirar a covardia.

    Enquanto isso,o tucano José Serra covarde, joga sujo, com ajuda da imprensa, e ri da cara dos brasileiros!


    *osamigosdoPresidenteLula