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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quarta-feira, outubro 20, 2010

Cada um abraça a quem mais lhe adoça a vida


393 Gabeiras não valem o calcanhar direito de Chico.
Com 204 Gabeiras não se compra uma barrinha de mariola.
Com 192, não se paga um martelo de cachaça.
Não remunera o frete de um jerico.
Nem compra um só urinol.
*comtextolivre


O livro do Amaury seria
resposta ao “pó pará, governador ?”

A grande famiglia
Me liga o Vasco, de sólida família mineira, para, como diria a Folha (*), fazer uma “ligação” entre o livro do Amaury e o famoso artigo “Pó pará, governador ?”
O Conversa Afiada suspeita: clique aqui para ler “A PF Federal vai dizer que o Aécio tem a ver com o livro do Amaury ?”

O Nassif já não suspeita, assegura: clique aqui para ler “PF sabe que foi o Aécio”.

Tudo isso por causa do Golpe dentro do Golpe, que, provavelmente, o Eduardo Jorge, ilibado Grão-Tucano, montou com a mão de gato da Folha (*): clique aqui para ler “Advogada de Eduardo Jorge produz manchete da Folha para o Serra usar no horário eleitoral”.

Seria uma “Carta Brandi” moderna.

A carta falsa para prejudicar o Jango, pouco antes da eleição para vice do JK.

Mas, quem nasceu para José Serra jamais chega a Carlos Lacerda (ou, no caso do EJ, a Amaral Neto).

Então, como agora, o Golpe deu com os burros n’água.

O interessante, observa o Vasco, é que a encomenda ao Amaury deve ser contemporânea a um famoso artigo publicado pelo colonista (**) Mauro Chaves, no Estadão, dia 28 de fevereiro de 2009.

Diz o Vasco: fica difícil saber o que nasceu primeiro – se o ovo ou a galinha.

O que provocou o fogo amigo: se o artigo do Mauro Chaves ou o livro do Amaury.

Agora, que é tudo da mesma época, não há duvida, diz o Vasco.

Estávamos em plena guerra para realizar uma convenção que escolhesse o candidato tucano.

Como se sabe, ganhou o jenio.

Talvez porque o fogo amigo dele fosse mais amigo que o do Aécio.

Acompanhe, amigo navegante, o que este ordinário blog escreveu sobre o artigo – notável, por sinal – do Mauro Chaves (um desses jornalistas que chamam o Serra de “Serra”):

Saiu no Nassif:

Contrato: 15/1165/08/04 – Empresa: Fundação Victor Civita

- Objeto: Aquisição pela FDE, de 220.000 (duzentos e vinte mil) assinaturas da Revista NOVA ESCOLA, com 10 (dez) edições anuais, para Unidades Escolares da Rede Estadual de Ensino.

- Prazo: 300 dias

– Valor: R$ 3.740.000,00

– Data de Assinatura: 01/10/2008.

A Secretaria pegou R$ 3,7 milhões e deu para a Editora Abril e mandou que ela me mandasse a revista, eu e mais 219.999 professores. À primeira vista parece um ato de bondade do Governador Serra para com a Educação. Mas será mesmo que ele está interessado nisso ?

Leia a íntegra do texto no blog do Nassif

Por que o palmeirense Zé Pedágio, amigo do presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, sócio da Carta Capital, não pega também dinheiro do povo de São Paulo e compra, numa concorrência aberta e transparente, a Carta na Escola, muito melhor do que qualquer coisa que a empresa de Robert(o) Civita publique ?

A Carta na Escola tem 70 mil exemplares, com dez edições por ano.

Jamais um diretor da Carta foi convidado para participar de concorrência na Secretaria de Educação do Governo do falso economista Zé Pedágio.

Jamais um funcionário da Carta Escola foi recebido por um funcionário da Secretaria de Educação.

Se ele não gosta de concorrência, de transparência, de luz do sol, por que não pega essa grana e aumenta o salário dos professores de São Paulo ?

O PSDB de São Paulo, como se sabe, paga o Pior Salário Do Brasil, PSDB.

O Zé Pedágio encontrou uma forma de salvar a Abril que, como se sabe, agoniza.

Como, aliás, agoniza todo o PiG (*).

Amigo navegante, você já tentou cancelar uma assinatura da Veja ?

Ou de qualquer outro veículo do PìG ?

É impossível. Eles te mandam de graça …

É assim que o Pedágio funciona: com o controle total do PiG.

Alguma dúvida, caro amigo navegante ?

Leia a colona do editorialista do Estadão Mauro Chaves sobre as prévias do PSDB (pág. 2 do Estadão de hoje).

É tudo o que o Zé Pedágio pensa sobre a matéria.

Especialmente o trocadilho do título: “Pó pará, governador?”

Ele é assim: não fala nada.

Tem quem fale por ele.

Nas revistas da Abril, por exemplo.

Imagine o Zé Pedágio Presidente do Brasil: ele fecha a Carta Capital.

Paulo Henrique Amorim



(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
*conversaafiada

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