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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

terça-feira, julho 19, 2011

LULA HOMENAGEADO NA FIESP

AGUIRRE TALENTO - DE SÃO PAULO - O ex-presidente Lula abriu na noite desta segunda-feira, em São Paulo, uma exposição de fotos da época de quando ocupou a Presidência da República. O evento foi uma homenagem surpresa prestada pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) a Lula, que o recebeu para um jantar com empresários. Lula chegou ao local acompanhado de sua esposa, Marisa Letícia, e do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e não parou para falar com a imprensa.

Escândalo Murdoch e a regulação da mídia

Por Claudio Leal, no sítio Terra Magazine:

O escândalo das escutas telefônicas no Reino Unido, envolvendo o império midiático de Rupert Murdoch, renova o debate sobre a necessidade de regular o setor no Brasil, avalia o professor aposentado de Ciência Política e Comunicação da UnB (Universidade de Brasília), Venício Artur de Lima.

Ideia de Tucano: Área “Vip” em hospitais Públicos para quem pagar


Governador Geraldo Alckmin A partir de agosto, Organizações Sociais (OS) que administram hospitais públicos paulistas deverão ser ressarcidas pelo atendimento realizado com pacientes conveniados a planos de saúde. Um decreto do governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) – que instituiu, nesta semana, a polêmica lei aprovada pela Assembléia Legislativa, no final de 2010 – permite que até 25% dos leitos dessas instituições sejam utilizados por estes pacientes.

Com a norma, especialistas acreditam que o governo tucano esteja estabelecendo uma “dupla porta” nos hospitais da rede pública, com uma espécie de “cota” que beneficiaria justamente uma fatia já privilegiada da população. Dizem também que, com a negociação direta entre OSs e convênios, o sistema público não teria nenhum tipo de ressarcimento e as organizações privadas, aparentemente sem fins lucrativos, teriam ganhos indefinidos.
Em declaração ao site Vi o Mundo, o presidente do SindSaúde (Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde), Benedito Augusto de Oliveira, chegou a classificar a mudança como “criminosa”. Não há como regulamentar essa separação de leitos ou dizer a uma pessoa doente que ela ficou além da cota prevista pelo projeto. Isso é um crime. A proposta de privatização dos leitos antes que Alckmin assuma o governo demonstra o interesse econômico e político do projeto”, afirmou.
As OSs são entidades contratadas pela Secretaria de Saúde para gerenciar unidades de saúde com o intuito de tornar a administração mais ágil, sobretudo para a contratação de pessoal.
Segundo Paulo Eduardo Elias, professor da Faculdade de Medicina da USP e especialista em gestão de saúde, o sistema, como é hoje, permite que apenas 20% desses atendimentos sejam ressarcidos pelas empresas. O restante era contestado pelos planos, que alegavam, na maior parte dos casos, que os atendimentos desrespeitavam os trâmites burocráticos do próprio convênio.
Agora, os planos pagarão diretamente ao administrador do hospital por serviço prestado – e a Secretaria de Saúde deixa de bancar esses leitos. Segundo Elias, o lucro das Organizações deve aumentar. O especialista explica que os valores da tabela para pagamento de prestação de serviços dos convênios são maiores das do setor público, de maneira que será necessária uma fiscalização intensa para que organizações não deem preferência ao atendimento a pacientes conveniados.
“Não dá para você fazer a regulação desse processo: é quase impossível”, diz. Segundo o professor, no Hospital das Clínicas, os 3% de atendimentos por convênio correspondem a 21% da arrecadação da unidade.
Segundo dados da Secretaria de Saúde veiculados pelo jornal Folha de S. Paulo, 1 em cada 5 pacientes dos hospitais paulistas tem algum tipo de convênio médico. A situação é alarmante sobretudo em relação às unidades ultra-especializadas. Segundo o jornal, no Instituto do Câncer do Estado Octavio Frias de Oliveira, 18% dos pacientes possuem planos que não pagam pelo atendimento aos seus clientes.
Por: Carta Capital
*Ocarcará 

A covardia não vai vencer os meninos palestinos

A organização  de direitos humanos israelense B’Tselem  acusou hoje o governo de Israel de, além de prender, levar a julgamento crianças palestinas acusadas de jogar pedras em nas tropas israelenses nos territórios árabes ocupados.
Segundo a BBC, o grupo apresentou hoje um relatório que indica  que cerca de 93% dos menores palestinos presos na Cisjordânia foram julgados em tribunais militares e condenados a penas de até 20 meses.
Embora  os tribunais  de Israel proíbam a detenção de qualquer criança menor de 14 anos, os pesquisadores do B’TSelem entrevistaram 50 menores palestinos e 30 deles relataram ter sido retirados de suas casas no meio da noite e que seus pais não puderam acompanhá-los. Mais de 20 disseram que não puderam dormir, ir ao banheiro ou comer enquanto esperavam pelo interrogatório.
Segundo o correspondente da BBC na Cisjordânia Jon Donnison, o Exército israelense disse em um comunicado que atirar pedras é uma “transgressão criminal séria” e que muitas crianças estavam sendo exploradas pelo que foram chamados de “grupos terroristas”.
Jogar pedras em tropas e blindados de Israel é algo que as crianças palestinas estão fazendo desde 1987, quando começou a intifada, ou revolta das pedras. E vão continuar fazendo, enquanto não lhes devolverem sua terra e seu país.
E viva estas crianças valentes, como também os jovens que, a exemplo da moça deste vídeo que postamos aqui, ano passado, colocam suas vidas, literalmente, a serviço de seu povo e de seu país.
*Tijolaço

BBC: os principais magnatas da mídia no mundo

 


O escândalo provocado pela revelação de que o tabloide News of The World, pertencente ao bilionário australiano Rupert Murdoch,(foto), teria grampeado celulares de milhares de pessoas aumentou a preocupação sobre o nível de controle exercido por uma só empresa na mídia britânica.
No entanto, em todo o mundo, empresas de mídia – seja veículos impressos ou de telecomunicações – são dominadas por magnatas que ostentam grandes fortunas e exercem influência considerável.
Brasil
O mercado de mídia no Brasil é dominado por um punhado de magnatas e famílias.
Na indústria televisiva, três deles têm maior peso: a família Marinho (dona da Rede Globo, que tem 38,7% do mercado), o bispo da Igreja Universal do Reino de Deus Edir Macedo (maior acionista da Rede Record, que detém 16,2% do mercado) e Silvio Santos (dono do SBT, 13,4% do mercado).
A família Marinho também é proprietária de emissoras de rádio, jornais e revistas – campo em que concorre com Roberto Civita, que controla o Grupo Abril (ambos detêm cerca de 60% do mercado editorial).
Famílias também controlam os principais jornais brasileiros – como os Frias, donos da Folha de S.Paulo, e os Mesquita, de O Estado de S. Paulo (ambos entre os cinco maiores jornais do país). No Rio Grande do Sul, a família Sirotsky é dona do grupo RBS, que controla o jornal Zero Hora, além de TVs, rádios e outros diários regionais.
Famílias ligadas a políticos tradicionais estão no comando de grupos de mídia em diferentes regiões, como os Magalhães, na Bahia, os Sarney, no Maranhão, e os Collor de Mello, em Alagoas.
América Latina
No México, o grupo Televisa tem três canais de TV nacionais, duas operadoras de TV a cabo e um ramo editorial, além de ser dono de três clubes de futebol. O grupo ainda tem 5% das ações da Univisión, o maior canal hispânico dos Estados Unidos.
O diretor-executivo do grupo, Emilio Azcarraga Jean, é um dos mais influentes empresários do país.
Os programas da Televisa concentram 70% do mercado publicitário televisivo mexicano. O restante fica com a principal concorrente, a TV Azteca.
Na América Central, o mais importante magnata da mídia é o mexicano Ángel González, baseado em Miami e que controla 26 canais de TV e 82 estações de rádio em 12 países. Ele é acusado de usar as chamadas "empresas fantasmas" para contornar leis que restringem estrangeiros no comando dessas empresas, o que lhe rendeu o apelido de "Fantasma".
Na Colômbia, o segundo homem mais rico do país segundo a revista Forbes, Julio Mario Santo Domingo, tem participação nos negócios mais variados, de cervejarias a companhias aéreas. Ele se destaca, no entanto, por ser o dono da TV Caracol (com 58% da audiência e 52% do mercado publicitário, em dados de 2004) e do segundo jornal do país, o El Espectador.
O principal concorrente é o Casa Editorial El Tiempo, dono do maior jornal do país, o El Tiempo, além de várias revistas e de um canal de TV a cabo. A empresa é controlada pelo grupo espanhol Prisa.
*comtextolivre 

Alemanha: Mais um pedófilo descoberto na Igreja Católica

E o arcebispo Heinz-Günter Bongartz diz que a poçilga chamada Igreja Católica levará anos e décadas para reconquistar a confiança do povo.
O padre católico diz ter abusado sexualmente de pelo menos três meninos de Salzgitter por anos. Quando os ataques começaram, as crianças tinham cerca de 10 anos de idade. Em um dos casos o aluno foi molestado de 2004 até pelo menos 2006.
Nas duas outras vítimas o abuso começou em 2007, durou até junho.
O nome do pedófilo é Andreas L. Por enquanto não aparecerá o sobrenome.
O arcebispo Bongartz da diocese de Andrew L., que está em licença de seu cargo desde ontem, disse: "Nós condenamos e lamentamos profundamente tais atos, e eu sinto uma grande tristeza e uma grande dor quando penso das vítimas."
E vocês podem estar certos que a poçilga da Igreja Católica tudo fará para manter o caso sob panos sujos.
Leia mais aqui.
*comtextolivre

segunda-feira, julho 18, 2011

NY Times expõe gaiola de ouro da FIFA. A FIFA vai mandar na Copa de 2014 ?

Diria o Galvão depois de perder 4 pênaltis: a coisa já esteve melhor para eles
Saiu no New York Times:

Soccer: The Golden Cocoon of FIFA’s Ruling Body


By DOREEN CARVAJAL

The 24-member Executive Committee of FIFA, an elite club with myriad perks and bonuses, is coming under scrutiny amid corruption allegations, but few believe its internal ethics probe will lead to change.

(…)

O 24 membros do Comitê Executivo da FIFA formam um clube de elite com inúmeras maracutaias e bônus. Eles passaram a ser investigados depois de alegações de corrupção. Mas, pouco acreditam que a investigação feita por um comitê de ética da própria FIFA provoque alguma mudança
NavalhaLogo, segundo o New York Times, a Copa do Mundo de 2014, com a seleção do Galvão e dos jeniais batedores de penalty, se realizará de acordo com o figurino dessa turma.

Ou seja, dos amigos do Ricardo Teixeira.

O Ricardo Teixeira pode não saber bater pênalty.

Mas, do resto ele entende.

Clique aqui para votar em trepidante enquete inspirada pelo Mino Carta: por que o Ministro dos Esportes trata o Ricardo Teixeira a pão de ló ?

E aqui para ler a entrevista de Juca Kfouri na Carta: o Brasil tinha que entrar na Justiça da Suíça para saber se o Teixeira recebeu ou devolveu a propina.


Paulo Henrique Amorim

SBT corta depoimentos reais em "Amor & Revolução"

Uma novela que pretendia retratar os fatos reais do golpe militar virou uma história suja e nojenta capitulada pelos seus diretores, acovardados pelo dono da emissora SBT, Silvio Santos.
Um dos maiores chamarizes de "Amor & Revolução" (SBT), os depoimentos reais de pessoas que viveram de perto os anos de ditadura militar no Brasil, foi cortado da novela, sem maiores explicações.
O SBT não está exibindo mais os depoimentos que iam ao ar no final de cada capítulo da trama.
Procurado, o autor da novela, Tiago Santiago, diz não saber o motivo do corte. Os depoimentos inéditos gravados serão jogados fora.
Já o SBT diz que resolveu tirar os depoimentos porque não conseguia nenhum militar ou ex-militar para falar sobre o assunto. A rede vinha exibindo desde então apenas depoimentos de pessoas da oposição na época, o que, na opinião da direção da emissora, não é correto nem justo. Para não ficar só com um lado da história, o canal resolveu abolir os depoimentos.
Vale lembrar que na época da estreia de "Amor & Revolução", em abril, o SBT anunciou que faria de tudo para ter um depoimento da presidente Dilma Rousseff (PT) entre os que iriam ao ar. Militante política na época, Dilma chegou ser presa, mas não gravou nada para a novela.
A história dessa novela
Desde o início e a preparação dessa novela, o autor Tiago Santiago e o diretor Reynaldo Boury, convidaram alguns dos nossos companheiros para um workshop, para um bate-papo. Um dos nossos companheiros convidados, saiu com dúvidas sobre a firmeza do diretor e autor.
O companheiro Alípio Freire se recusou a dar depoimento e Izaías Almada em artigo contundente já denunciava.
Ainda ficava uma outra questão: se seguissem a regra, o escrito, condizendo a história real poderia ser uma contribuição efetiva para aquela fase dramática do Brasil.
Assim foram convidando os resistentes e sobreviventes, em todo o Brasil, da luta contra a ditadura para prestar depoimentos da época vivida.
Centenas de companheiros, foram até o SBT narrar a luta vivida.
Eu mesmo estive lá nos estúdios , sem ônus, para falar da nossa luta. Foi,ainda, dado o compromisso que nos dariam uma cópia como garantia da nossa fala e que não distorceriam o depoimento.
Desde o início houve reação por parte dos militares compromissados com a ditadura, chegando a ir à juízo. O que não resultou em nada.
Depois as pressões e os boatos sobre as questões financeiras em que Silvio Santos estava envolvido.
O fato é que os primeiros , quase dez capítulos, aproximou-se do real. Os depoimentos, nem todos foram respeitados a fala na íntegra. Os cortes distorciam. Até ai se justificava as falhas da direção por desconhecer ou ingenuidade.
À partir dai outras pressões na emissora SBT e o "pito" do SS aos diretores e autor, começou a dar uma nova configuração a novela.
Se nem dramaturgia de nível existia, a história passou a ser distorcida e os fatos chegaram às ráias da sujeira mais baixa e o nojo do enredo.
O golpe se limitou e, continua, até agora, a casa do general Lobo e seus problemas familiares.
O jornal que é um arremedo do Correio Brasiliense - da época - e sua proprietária passou a ser um antro de lesbianismo com a jornalista-advogada.
Sabendo da história desse jornal e o comportamento da sua proprietária. O apresentado difama uma mulher que depois do golpe passou a ter uma atitude política irrepreensível. Teve que sair do Brasil obrigada pelos militares. Veja há anos passado em novela da Globo esse fato.
Os padres progressistas e combatentes, na novela são retratado como perturbados sexuais.
A juventude da luta armada, na época, pessoas séria e compromissadas com a luta, na novela são praticantes de orgias sexuais. Veja a festa de aniversário nos últimos capítulos.
A primeira guerrilha no Brasil, a da Serra do Caparaó, no último capítulo, passa como se fosse um pic-nic, com cachoeiras, e sexo implícito.
A mulher de um guerrilheiro-comandante praticando traição amorosa com um garoto.
Enfim, poderia me alongar nessas observações.
O fato é que a partir do segundo "pito" do SS ao diretor e autor, a novela passou a ser uma mentira desmerecendo e denegrindo a memória dos que lutaram contra a ditadura. Tudo virou um grande e nojento espetáculo de sexo lesbiânico, gay e de traição.
Ao final, decidiram "jogar fora" os depoimentos de centenas de companheiros, a única coisa que dava credibilidade a novela.
Foi a capitulação covarde do autor Santiago e do diretor Boury às ordens do suspeito de corrupção Silvio Santos.
Esse é o lixo da história, uma novela chamada "Amor e Revolução".
Vanderley Caixe - dirigente das Forças Armadas de Libertação Nacional. Um dos depoentes.
*comtextolivre

Dia Internacional Nelson Mandela

93 anos
“Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos."




Hoje é aniversário de Nelson Mandela, que completa 93 anos. Ia escrever do líder sul-africano Nelson Mandela, mas acho que chamar Mandela de líder virou pleonasmo e que ele passou a ser mais que um cidadão de um país, tornou-se uma referência para o mundo.
Pois para lembrar da data, em lugar de escrever mais sobre alguém cuja grandeza não cabe em texto algum, a gente achou um vídeo engraçado e revelador. Em 1998, já com 80 anos, Mandela dá uma simpática “bronca” em Fidel Castro, então com 72 anos, cobrando uma viagem do cubano a seu país. Fidel, que costuma ser um personagem que domina qualquer ambiente, gagueja diante daquela figura que nem o deixa falar. O que, com Fidel, reconheçamos, é uma proeza. E ouve, completamente sem jeito, a “bronca” cheia de agradecimentos ao apoio de Cuba à reconstrução da África negra.
Um momento gentil de um gigante fazendo outro gigante se encolher. E que torna os dois maiores ainda.

*Tijolaço