Lula e Hollande criticam austeridade e defendem crescimento contra crise global
O ex-presidente brasileiro e o atual
mandatário francês se reuniram nesta quarta-feira (20) no Rio de
Janeiro, para discutir a crise econômica e as propostas da Rio+20. No
encontro, Lula disse que a vitória de Hollande favorece a adoção de
medidas para enfrentar os atuais desafios, e o francês elogiou as
políticas dos governos progressistas da América Latina.
Marcel Gomes
Rio de Janeiro – O ex-presidente Lula se encontrou no final da manhã
desta quarta-feira (20) com o socialista François Hollande, recém-eleito
presidente da França, em um hotel na zona Sul da cidade. Durante pouco
menos de uma hora, ambos discutiram a crise européia e alternativas às
políticas de austeridade, que, na visão deles, têm impedido a
recuperação econômica do bloco.
“Ambos concordaram que é preciso propor medidas corajosas e vencer os desafios sociais, políticos e econômicos que se colocam ao mundo: resolver a crise do emprego, combater a pobreza e dar à juventude esperança de futuro”, revelou nota divulgada pela assessoria de Lula.
O mesmo texto anota que o brasileiro considerou que “a vitória de Hollande favorece a adoção de medidas para enfrentar os desafios que se colocam para o mundo em geral, e para a Europa em particular, após esse período prolongado de imposição de soluções ortodoxas para uma crise que decorre fundamentalmente da desregulamentação do capital financeiro mundial”.
Por sua vez, o francês elogiou os "governos progressistas da América Latina" e suas políticas de superação da crise, que buscam não comprometer o crescimento e a distribuição de renda. Nem Hollande, nem Lula concederam entrevista aos jornalistas após o encontro. Um assessor do ex-presidente alegou a necessidade de o ex-presidente preservar sua garganta, após o tratamento de câncer por que passou.
Por essa razão, Lula também reduziu suas atividades na Rio+20. No início da tarde, ambos seguiram para o complexo do Rio Centro, na zona oeste da cidade, para acompanhar a cerimônia de abertura da conferência da ONU. A última atividade prevista pela assessoria de Lula será um jantar, na quinta-feira (21), com representantes africanos, no Palácio da Cidade, sede da Prefeitura do Rio.
A decisão de Lula em rever o atual mandatário francês se deve à proximidade entre os dois. Ambos já haviam se encontrado em Madri, em outubro de 2011, quando Hollande ainda era candidato. Na ocasião, o ex-presidente defendeu uma “solução brasileira” para a crise européia, com incentivo ao crescimento econômico, geração de postos de trabalho e distribuição de renda.
Vitorioso nas eleições, Hollande se tornou o primeiro presidente socialista francês desde François Mitterrand, que governou o país por 14 anos, entre 1981 e 1995. Ele tomou posse no mês passado e, agora, pressiona a chanceler alemã, Angela Merkel, a rever as políticas de austeridade disseminadas na zona do euro.Carta Maior
“Ambos concordaram que é preciso propor medidas corajosas e vencer os desafios sociais, políticos e econômicos que se colocam ao mundo: resolver a crise do emprego, combater a pobreza e dar à juventude esperança de futuro”, revelou nota divulgada pela assessoria de Lula.
O mesmo texto anota que o brasileiro considerou que “a vitória de Hollande favorece a adoção de medidas para enfrentar os desafios que se colocam para o mundo em geral, e para a Europa em particular, após esse período prolongado de imposição de soluções ortodoxas para uma crise que decorre fundamentalmente da desregulamentação do capital financeiro mundial”.
Por sua vez, o francês elogiou os "governos progressistas da América Latina" e suas políticas de superação da crise, que buscam não comprometer o crescimento e a distribuição de renda. Nem Hollande, nem Lula concederam entrevista aos jornalistas após o encontro. Um assessor do ex-presidente alegou a necessidade de o ex-presidente preservar sua garganta, após o tratamento de câncer por que passou.
Por essa razão, Lula também reduziu suas atividades na Rio+20. No início da tarde, ambos seguiram para o complexo do Rio Centro, na zona oeste da cidade, para acompanhar a cerimônia de abertura da conferência da ONU. A última atividade prevista pela assessoria de Lula será um jantar, na quinta-feira (21), com representantes africanos, no Palácio da Cidade, sede da Prefeitura do Rio.
A decisão de Lula em rever o atual mandatário francês se deve à proximidade entre os dois. Ambos já haviam se encontrado em Madri, em outubro de 2011, quando Hollande ainda era candidato. Na ocasião, o ex-presidente defendeu uma “solução brasileira” para a crise européia, com incentivo ao crescimento econômico, geração de postos de trabalho e distribuição de renda.
Vitorioso nas eleições, Hollande se tornou o primeiro presidente socialista francês desde François Mitterrand, que governou o país por 14 anos, entre 1981 e 1995. Ele tomou posse no mês passado e, agora, pressiona a chanceler alemã, Angela Merkel, a rever as políticas de austeridade disseminadas na zona do euro.Carta Maior
*Oterroronordeste











"Parece
contraditório, mas sentimos a necessidade de expor e divulgar mais
sobre o movimento para a classe média, mostrar que nossa produção é
social e ambientalmente sustentável", afirmou Milton Formazieri, da
coordenação nacional do MST. O arroz produzido sem veneno no Rio Grande
do Sul será encaminhado às lojas da rede no Centro-Oeste. Na embalagens
haverá símbolos do MST. O movimento espera até o final do ano manter
transações semanais de 10 toneladas.
O
ministro foi questionado sobre o uso maciço de agrotóxicos pela
agricultura brasileira, expansão de sementes transgênicos, o Código
Florestal e reforma agrária por internautas e participantes, que
enviaram perguntas por redes sociais. Admitiu que existem problemas a
serem superados, mas defendeu que é preciso ter paciência para avanços.
"O neoliberalismo encontra-se em uma profunda crise, mas, como todo
sistema em crise, ele não muda de imediato. É um processo que às vezes é
mais longo do que a gente imagina". Alguns participantes da plateia
vaiaram quando Pepe Vargas defendeu as decisões do Governo Federal
relativas ao Código Florestal. 