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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

terça-feira, março 24, 2015

Grande Malcom X


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Mr. Al-Hajj Malik El-Shabazz (A.K.A. Malcolm X)
América. Anos 60.

a classe média está criando seus filhos como bocós.

"a classe média está criando seus filhos como bocós.
e os pobres estão vindo com tudo
ocupando seus espaços e seus horizontes
com garra de vida.
por isso os primeiros andam tão ressentidos e violentos."






*KatiaPintoAlves

MIRA DO POVO: MANIFESTAÇÃO “FORA CUNHA” JÁ TEM MAIS DE 1 MILHÃO DE ADEPTOS

EventoCunha
Mais de um milhão de pessoas já confirmaram presença em uma manifestação que pede a saída do presidente da Câmara dos Deputados; mobilizações na rede contra o parlamentar evangélico se intensificaram principalmente depois que o ministro da Educação, Cid Gomes, deixou o cargo por criticar Cunha e outros deputados 
Por Redação
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), entrou na mira das ruas. Em um momento de forte insatisfação da população para com as instituições políticas, o parlamentar evangélico vem se tornando, nos últimos dias, o principal alvo de críticas de internautas. Um evento no Facebook que pede sua saída do Congresso já conta com mais de um milhão de pessoas confirmadas. O ato está marcado para acontecer no dia 30 de abril, no vão livre do Masp, em São Paulo.
Entre outros eventos, páginas e hashtags de ojeriza ao deputado, como a #ForaCunha, a insatisfação com o parlamentar ganhou força principalmente depois de, na última quarta-feira (18), o ministro da Educação Cid Gomes ter deixado o cargo em decorrência de uma discussão com Cunha na Câmara. O episódio acabou escancarando o abuso de poder que exerce sobre o governo federal.
Cid Gomes havia sido chamado pelos parlamentares para prestar esclarecimentos sobre uma declaração em que afirmava que a Câmara dos Deputados, em sua maioria, era composta por “achacadores”, incluindo Cunha. Como, na ocasião, o ex-ministro sustentou sua afirmação, Eduardo Cunha chantageou o governo e determinou que caso Cid Gomes não deixasse o cargo, o PMDB deixaria a base de Dilma.
O episódio ganhou grande repercussão nas redes, fazendo com que começasse a surgir uma série de manifestações em apoio a Cid Gomes e comparações de Eduardo Cunha com Francis Underwood, personagem da série House of Cards que, através do seu jogo político, torna-se um dos homens mais poderosos do país – como Cunha, que hoje é o terceiro nome na linha sucessória da nação.
Na página do evento contra Cunha no Facebook, são listados alguns motivos pelos quais a população deveria ir às ruas contra o deputado que preside a Câmara:
“Religião e política não se misturam! 
- É contra a legalização do aborto 
- É contra o casamento igualitário 
- É contra a adoção por LGBTT 
- É contra a democratização da mídia 
- É a favor da TV Câmara nas mãos da TV Record 
- É contra a legalização da maconha”
Além das manifestações de internautas, Ciro Gomes, irmão mais velho do ex-ministro da educação, também vem ajudando o movimento a ganhar força. O ex-ministro da Integração Nacional do governo Lula compartilhou em seu perfil do Facebook uma página que pede a renúncia de Eduardo Cunha, logo após o afastamento do irmão do cargo.
“Falar a verdade neste País, especialmente, nestes tempos, custa muito caro. Mas acho que esse preço tem que ser pago, porque quem faz história não são os pilantras que hoje dominam a cena nacional e sim os homens que não se abatem diante dos constrangimentos”, afirmou ao comentar o episódio envolvendo Cid.
Brasil29

Video: China desarrolla el primer tranvía impulsado por hidrógeno


China desarrolla el primer tranvía impulsado por hidrógenoRT twitter
Especialistas chinos han desarrollado el primer tranvía del mundo impulsado por hidrógeno, al dominar la técnica de emplear esta fuente de energía limpia, ampliamente utilizada en automóviles y otros medios de transporte público.
Según Liang Jianying, ingeniero jefe de la compañía Sifang, subsidiaria de la corporación China South Rail, se trata de la primera vez que se ha desarrollado un tranvía alimentado con hidrógeno. El vehículo fue construido en la localidad de Qingdao, a unos 650 kilómetros al sureste de la capital, Pekín.

"Sifang tardó dos años en resolver problemas tecnológicos clave, con la ayuda de las instituciones de investigación", dijo Liang, citado por la agencia de noticias Xinhua.
El nuevo tranvía tiene energía suficiente para funcionar durante unos 100 kilómetros, a una velocidad máxima de unos 70 kilómetros por hora. Su mayor ventaja es que sólo tarda unos tres minutos en repostar.
"La distancia promedio de líneas de tranvía en China es de unos 15 kilómetros, lo que significa que un reabastecimiento de nuestro tranvía es suficiente para tres viajes de ida y vuelta", señaló Liang, añadiendo que los costes totales de funcionamiento de este medio de transporte se reducirán considerablemente.
El tranvía cuenta con más de 60 asientos y puede transportar como mínimo a unos 380 pasajeros. Liang aseguró que el vehículo no producirá óxidos de nitrógeno, ya que la temperatura de la reacción dentro de la célula de combustible se mantiene por debajo de los 100ºC. El agua será la única emisión del tranvía.
*RTESpanhol

Deus é uma Buceta Gigante.


*Ajusticeira
FONTANA DENUNCIA DISCURSO NAZISTA
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do Carlos Sampaio (PSDB-SP). O parlamentar gaúcho criticou a postura e os ataques da oposição ao governo Dilma. Para Fontana, “ninguém pode incentivar o ódio e o julgamento coletivo”.

'Capitalismo criou ser humano adequado ao consumo', diz filósofa sobre decadência da burguesia



Ester Vaisman, organizadora de 'Lukács: Estética e Ontologia', diz que manipulação do capital atravessa relações humanas, apoiando conservadorismo.

Hoje na História: 1903 – EUA instalam base militar em Guantánamo, Cuba


Vista aérea de parte da base naval norte-americana na baía de Guantánamo
Por Max Altman no Opera Mundi

Em 22 de março de 1903, os Estados Unidos instalam base militar em Guantánamo, Cuba. As relações entre Cuba e os Estados Unidos já eram conflituosas antes ainda das lutas pela independência.

Planos para aquisição da ilha foram manifestadas por Washington em varias ocasiões. Enquanto diminuía a influência espanhola no Caribe, os Estados Unidos ganharam aos poucos uma posição de domínio político e econômico sobre a ilha.

As relações entre o continente norte-americano e a colônia espanhola de Cuba começaram já no século 18. À medida que o comércio legal e ilegal se incrementava, Cuba se converteu em importante centro de produção de tabaco e açúcar, o que levou ao crescimento do fluxo mercantil de Cuba aos portos dos Estados Unidos.

A independência da 13 Colônias norte-americanas em 1776 aumentou as posibilidades de intercâmbio comercial entre Washington e Havana. Após a abertura da ilha ao comércio mundial em 1818, os acordos cubano-estadunidenses substituiram as conexões comerciais com a Espanha. Em 1820, Thomas Jefferson afirmou que Cuba era "o acréscimo mais interesante que se podía fazer ao nosso sistema de estados" e disse ao Secetário de Guerra, John Calhoun, que devia "na primeira oportunidade tomar Cuba". Quincy Adams, Secretário de Estado, comparou Cuba com uma maçã que, ao separar-se da Espanha, gravitaria em direção aos Estados Unidos.

Em 1854, uma proposta secreta conhecida como o Manifesto de Ostend foi idealizada pelos diplomatas de Washington para adquirir Cuba da Espanha por US$ 130 milhões. Já em 1877, os Estados Unidos açambarcavam 82% das exportações de Cuba, podendo com isso controlar preços e produção diretamente. Cada vez mais cidadãos estadunidenses passaram a residir na ilha e alguns bairros à beira-mar tinham mais características de cidade norte-americana do que espanhola. Entre 1878 e 1898, investidores norte-americanos aproveitaram as condições econômicas cubanas, deterioradas devido à Guerra dos Dez Anos, e compraram propriedades a preços muito baixos.

O Secretário de Estado James Blaine escreveu em 1881 sobre Cuba: "A rica ilha, chave de entrada no Golfo do México, e via para estender nosso comércio pelo hemisfério ocidental, é, ainda que em mãos de Espanha, uma parte do sistema comercial americano. Se deixasse de ser espanhola, Cuba deve necessariamente tornar-se americana."

Em 1897, o presidente William McKinley ofereceu comprar Cuba por US$ 300 milhões. A oferta foi rechaçada e a estranha explosão que afundou o couraçado USS Maine no porto de Havana provocaria a Guerra Hispano-Americana.

Independência condicionada

Em 10 de dezembro de 1898, Espanha e Estados Unidos firmaram o Tratado de Paris, ocasião em que o país europeu abriu mão de todos os seus direitos sobre Cuba. O tratado, do qual a Espanha pediu que os cubanos não participassem, poria fim ao Império Espanhol na América e marcava o principio da expansão e do domínio político dos Estados Unidos na região. O controle militar sobre a ilha durou até 1902, quando finalmente foi concedida a independencia formal a Cuba.

Uma das condições estabelecidas entre Cuba e Estados Unidos para assegurar a retirada das tropas estadunidenses da ilha era a adoção por Cuba da Emenda Platt. Esta medida estipulava que Washington poderia exercer o direito de intervenção em assuntos políticos, econômicos e militares cubanos em caso de necessidade. Outra consequência da emenda supunha o uso prolongado por parte dos Estados Unidos da porção meridional da Baía de Guantânamo, onde uma base naval havia sido estabelecida em 1898. O arrendamento da baía foi confirmado pelo Tratado Cubano-Americano.

Apesar da passagem de Cuba a uma república independente, os Estados Unidos assumiram o controle militar após uma rebelião dirigida por José Miguel Gomez. Em 1912, forças norte-americanas voltaram novamente a Cuba para acalmar protestos de afro-cubanos contra a discriminação racial.

Em 1926, as companhias dos Estados Unidos detinham mais de 60% da indústria açucareira cubana e importavam 95% do total da colheita cubana. Washington apoiou os sucessivos governos cubanos, mas o confronto interno entre o governo Gerardo Machado e seus opositores políticos levaram a um derrocamento militar dos rebeldes cubanos em 1933. O embaixador Sumner Welles solicitou a intervenção de marines ao presidente Roosevelt. Foram enviados 29 navios de guerra fortemente armados.

O sucessor de Machado, Ramón Grau, assumiu a presidência e anulou imediatamente a Emenda Platt. Em represália, Washington negou reconhecimento ao governo Grau, o qual era descrito pelo embaixador Welles "comunista" e "irresponsável".

Os Estados Unidos continuaram a ter posse da base naval de Guantánamo. Foi definitivamente arrendada aos Estados Unidos e somente um acordo mútuo ou o abandono dos Estados Unidos da área poderia encerrar o arrendamento.

Anualmente, os EUA pagam pelo arrendamento mas Havana não aceita o pagamento. A presença do país em Guantánamo permanece contra a vontade do governo cubano que a considera uma ocupação ilegal e violatória de sua soberania.

Max Altman é jornalista.

segunda-feira, março 23, 2015