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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista

quinta-feira, outubro 22, 2015

Prensado X Bud: Legalização da maconha muda hábitos no Uruguai


Após a liberação, usuários passam pelo processo de “descoberta dos buds”. Ou seja, eles abandonam o hábito de fumar o prensado paraguaio e passam a consumir apenas as flores, conhecidas por lá como cogollo, a maconha artesanal. As informações são do El País Brasil.

Usuários de maconha no Uruguai descobriram depois da legalização que fumar a cannabis artesanal do autocultivo é uma experiência muito mais “forte” do que o consumo da substância vendida no mercado negro. “Com duas tragadas já basta”, e concordam: os longos períodos fumando acabaram, a experiência agora é muito mais breve, com um sabor e aroma diferentes. A tal ponto que os setores que defenderam a descriminalização afirmam que a distribuição legal de 10 gramas por semana em farmácias poderia ser excessiva se não houver campanhas de informação.
Desde setembro de 2014, os clubes de maconha são legais no Uruguai, bem como o autocultivo para aqueles que completem um simples processo de registro nos postos de correios. Assim, segundo dados oficiais, 3.000 pessoas cultivam legalmente em suas casas até seis pés de maconha. Mas muitos continuam fazendo clandestinamente porque não confiam no registro ou por preguiça: estima-se que o número de consumidores no Uruguai gire em torno de 120.000 pessoas. Os dados não são oficiais, mas o Governo mencionou a cifra várias vezes durante o debate parlamentar sobre a descriminalização.
Na ausência de registros em massa, o que de fato parece aumentar é a preferência pela maconha artesanal e o lento retrocesso da venda de maconha ilegal, o chamado prensado paraguaio, procedente do país vizinho, uma mistura de cannabis com outras substâncias indeterminadas que incluem produtos químicos.
Pedro é um consumidor assíduo, tem vários pés de maconha em casa e não pretende regularizá-los: tem medo de deixar seu nome num registro. “Há algum tempo cultivo minha própria maconha e nem me passa pela cabeça comprar no mercado negro. Recentemente tive que fazê-lo porque estava no exterior, mas minha cabeça doía e tinha gosto de amoníaco na boca”, explica. Outro consumidor, Álvaro Delgado Vivas, decidiu fazer parte de um clube de cannabis que atualmente conta com 45 membros e cultiva cerca de 95 pés de maconha, tudo dentro da lei. “É forte, é muito mais psicoativa, mas deixa você com uma sensação melhor”, diz, fazendo referência às plantas do autocultivo. “Tenho 26 anos e há três deixei de consumir o prensado paraguaio. Às vezes vou ao estádio e há pessoas que continuam fumando, porque o cogollo [artesanal] custa mais. Na medida do possível, o cogollo é uma novidade, é outro mundo. Em Montevidéu ainda se consume maconha ilegal, porque vai demorar um pouco para a venda em farmácias”, diz.

Terrenos do Estado

O Governo anunciou que duas empresas vão começar a cultivar cannabis em terrenos de propriedade do Estado, e que a substância chegará às farmácias para venda ao público em meados de 2016. Diego Pieri, sociólogo e membro da organização Proderechos, confirma que o consumidor uruguaio transita cada vez mais entre o mercado legal e ilegal. “A maconha de qualidade não é acessível para 100% [das pessoas], ainda falta a implementação da venda em farmácias. Então muita gente alterna: fuma o paraguaio quando fica sem flores. Isso faz com que se perceba a diferença da experiência.”
Pieri afirma que o mercado negro estagnou enquanto a maconha artesanal está ganhando mais adeptos. Um estudo da Fundação Friedrich Ebert, do Uruguai, publicado em maio 2015, mostra que 39% dos usuários de maconha já escolhem as flores do cultivo artesanal.
Na Associação de Estudos da Cannabis (AECU), todos os dias chegam adultos à procura de produtos para aliviar suas dores e “que saem com suas mudas”, diz Laura Blanco, presidenta da organização. Também chegam estrangeiros. Por lei, apenas residentes podem consumir e cultivar maconha. Blanco também afirma que os 40 gramas mensais autorizadas por lei são excessivos e que o Governo deve fazer campanhas de prevenção e informação.

4,3 reais por grama

Os consumidores reconhecem que surgiu um “mercado cinza” que transita do autocultivo legal até alguns compradores. Assim, o grama da flor artesanal estaria sendo vendido por 80 pesos (cerca de 11 reais) nessa “zona cinzenta”.
Para efeito de comparação, o prensado paraguaio seria muito mais barato, cerca de 30 pesos (menos de 4,3 reais). E quando a maconha chegar às farmácias, o preço será de menos de 4,3 reais por grama, segundo as autoridades.

a visita surpresa de Assad a Moscou,


O presidente da Rússia, Vladimir Putin, encontra o presidente da Síria, Bashar Assad, no Kremlin

Especialistas: visita de Assad a Moscou atesta a legitimidade da ofensiva russa na Síria

© Sputnik/ Alexei Druzhini

Especialistas e analistas políticos de diversos países comentaram, a pedido do Sputnik, a visita surpresa de Assad a Moscou, realizada na terça-feira à noite, onde este se reuniu com seu colega russo, Vladimir Putin. Para a maioria a reunião dos dois líderes simboliza a possibilidade de encaminhar a crise Síria para uma solução política.

O analista político iraniano e professor de relações internacionais, Abbas Gharaagashli, disse que a Rússia demonstra apreço pelos laços históricos com a Síria. “A visita de Bashar Assad a Moscou e o seu encontro com Vladimir Putin testemunham em favor da legitimidade de todas as ações da Rússia na Síria, pois estas foram acordadas diretamente com o governo legítimo sírio. Por isso a cooperação russo-síria é tão eficiente”. 
O jornalista Manuel Ochsenreiter, editor-chefe da revista mensal alemã Zuerst, que vem cobrindo a crise na Síria, concorda com seu colega iraniano. “O encontro simboliza a enorme diferença entre a operação russa na Síria e a americana. A operação americana não coopera com o governo da Síria. Ao contrário. A coalizão de 60 países, liderada por EUA e sob pretexto de combate ao Estado Islâmico, está contra o governo da Síria. O seu objetivo é a derrubada do governo de Bashar Assad. Já o Vladimir Putin provou estar apoiando o governo sírio em seu combate ao terrorismo”.  
Igor Morozov, especialista em relações econômicas internacionais e membro do Conselho da Federação da Rússia para assuntos internacionais, aposta na continuidade do processo de negociação para uma solução política da crise. “Eu penso ser necessário dar continuidade ao processo de negociação com as forças da oposição, no que o Ministério das Relações Exteriores da Rússia está empenhado agora. Esse é o caminho mais certo. O sucesso decisivo será alcançado somente durante as negociações entre todas as partes políticas, incluindo o governo de Bashar Assad, bem como com a participação de mediadores internacionais, com a Rússia em primeiro lugar, países da União Europeia e EUA. Sem dúvida, todos os países vizinhos da Síria e que participam da coalizão militar russa também devem participar desse processo político”.
O cientista político turco, Hasan Selim Оzertem, do International Strategic Research Organisation (USAK), destacou a importância do encontro de Assad com Putin para o processo de diálogo político com os opositores. “É digno de atenção que o primeiro encontro da Assad fora da Síria aconteceu justamente com Putin. Isso reflete toda a importância do papel da Rússia no período de transição síria. O bloco de opositores ao Assad começou a discutir a possibilidade da participação de Assad no processo de normalização na Síria e do processo de transição. Segundo a informação disponível, a posição das partes sobre esse tema caminha para uma aproximação. Pelo menos, não se nota mais uma oposição radical à participação de Assad no processo político. Existem dois fatores principais que fortalecem as posições de Assad. Um deles é a vantagem obtida pelo presidente sírio frente à oposição graças ao apoio da Rússia.  O segundo fator seria o apoio de Moscou no âmbito da estratégia comum da Rússia e da Síria, que foi determinada durante o encontro de Putin e Assad, e que será futuramente desenvolvida durante as negociações sobre a normalização na Síria”.
O embaixador da Síria em Moscou, Riad Haddad, também comentou a visita de Assad a Moscou e disse não haver motivo para surpresa. “Não é de surpreender a visita do presidente da Síria à Rússia, pois o contato de Bashar Assad com Vladimir Putin não cessou desde o início da crise no país. Esta visita “coroou” a cooperação estratégica entre os dois países. Deve ser destacado o fato dessa visita ocorrer com o pano de fundo de uma guerra muito difícil para o nosso país, que dura há mais de 4 anos. Essa visita é dedicada às questões de combate ao terrorismo, para sua eliminação e para evitar que se expanda na Síria e na região”.
“A coalizão formada contra o terrorismo é uma força eficiente e verdadeira. Por isso, todos aqueles que são contra o terrorismo devem se juntar à coalizão e empreender esforços para fortalecer a Rússia e a Síria. A cooperação é aberta tanto no nível regional, quanto mundial. Todas as partes, que realmente desejam combater o terrorismo, são bem vindas”, disse o diplomata sírio.
Sobre os países da coalizão liderada pelos EUA, Haddad foi categórico: “ Gostaríamos muito que esses países escolhessem o caminho certo e parassem de apoiar os grupos [terroristas]. Turquia deve fechar suas fronteiras, já a Arábia Saudita deve parar de apoiar grupos terroristas armados. A Jordânia deve seguir as decisões internacionais. Se todos os países seguirem as decisões internacionais, poderemos de fato falar que um esforço internacional está sendo feito para combater o terrorismo”, concluiu.
A Rússia lançou a sua operação aérea contra grupos terroristas na Síria em 30 de setembro. Desde então, as Forças Armadas da Síria iniciaram uma série de ofensivas contra militantes do Estado Islâmico e outras organizações extremistas. Durante as negociações, Assad disse que qualquer ação militar também pressupõe medidas políticas adicionais para resolver a crise síria.


Leia mais: http://br.sputniknews.com/opiniao/20151021/2503553/Visita-de-Assad-atesta-legitimidade-da-ofensiva-russa-na-Siria.html#ixzz3pJRsI0Ru

quarta-feira, outubro 21, 2015

Na Paraíba, UJS extermina mais um boneco calunioso


Seguindo na linha de exterminar todos os bonecos caluniadores que encontrar pela frente, a União da Juventude Socialista (UJS) murchou, nesta terça (20), mais uma caricatura inflável ofensiva à Presidenta Dilma Rousseff. Desta vez, a ação em defesa da democracia aconteceu em João Pessoa, na Paraíba.


 
O boneco havia sido levado à Praça da Independência, área central da cidade, onde estava agendada uma manifestação convocada pelo movimento Nas Ruas contra a presidenta Dilma. O ato, contudo, não conseguiu reunir mais que alguns poucos curiosos. Pelas fotos, é possível avistar mais seguranças particulares que manifestantes.

Por volta das 8h, um grupo de militantes da UJS foi ao local, questionar a utilização da peça difamatória. Sem conseguir dialogar, houve confronto. Os militantes, contudo, conseguiram enfrentar o cerco de seguranças privados e no final da manhã furaram mais esta peça criminosa e difamatória. Na investida, um dos militantes chegou a tomar o spray de pimenta das mãos de um segurança. Dois jovens foram levados à delegacia.

Este é o quinto inflável ofensivo que a UJS esvazia. O primeiro, uma caricatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estava em São Paulo. Em seguida, os militantes murcharam bonecos que ofendiam a presidenta Dilma no Distrito Federal, em Alagoas e Pernambuco.


Do Portal Vermelho

ONU pede que o uso de drogas seja descriminalizado

Legalizar em nome da paz mundial: em documento vazado, a ONU supostamente pede que países revejam suas atuais leis em torno da maconha e que descriminalizem a plantinha e outras drogas, a fim de proteger os usuários e garantir saúde aos mesmos.

Quem acompanha o SB, sabe como e o porquê de lutarmos pela legalização das drogas e o que para muitos é visto como papo-de-maconheiro, acabou chamando atenção da maior organização mundial, a Organização das Nações Unidas (ONU). O documento, que foi vazado pelo fundador do Grupo Virgin, Richard Branson, pede que todos os países pensem em descriminalizar o consumo e porte de drogas.
Branson é membro da Comissão Global para a Política sobre Drogas da ONU (UNODC) e afirmou, ao vazar o documento, que a intenção da instituição é que os países passem a tratar o uso de drogas como uma questão de saúde, ao invés de crime, segundo a BBC.
Apesar do que afirmou o bilionário, o porta voz da UNODC apareceu e explicou o ocorrido. Acontece que tal conteúdo foi elaborado por Monica Beg, chefe da seção de HIV/AIDS da Comissão Global, para o tema ser debatido em uma conferência sobre redução de danos em Kuala Lumpur, Malásia, no próximo mês.
No texto, Monica classifica as prisões de usuários de drogas como medidas excessivas, e
afirma que dependência química é uma questão de saúde, não de descumprimento de lei.
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No Brasil, drogas injetadas não são muito comuns, mas na América do Norte e na Europa é muito comum jovens ingerindo substâncias pela veia, sem segurança ou higiene. Doenças transmissíveis como HIV, por exemplo, são altamente disseminada pelas agulhas no uso de heroína, cocaína, anfetamina e outras composições químicas e enquanto as drogas forem vistas como crime, mais jovens continuarão à deriva e sem acompanhamento médico.
Apesar do conteúdo do documento ser altamente didático, a ONU não o aprovou e não fazia parte dos planos ser publicado, além de enfatizar que o consta nele é um ponto de vista pessoal. Bom, sendo assim, palmas para Monica Beg!

PROJETO REPATRIAÇAO DE RECURSOS psdb.... é contra!

 a foto de Jorge Solla.
Jorge Solla com Gilberto Bárbara e outras 4 pessoas

DINHEIRO EXTRA EVITARIA A CRISE FINANCEIRA
Brasileiros possuem R$ 400 bilhões em contas no exterior que não foram declaradas à Receita Federal e, portanto, não foram tributados. Esse dinheiro pode voltar a nossa economia, gerando investimentos, emprego e renda, e gerando arrecadação tributária de R$ 150 bilhões. Pelo projeto, os proprietários do dinheiro precisam justificar a origem lícita dos recursos e ficariam então anistiados dos crimes contra a ordem tributária.

JUSTIÇA QUEBRA SIGILOS DE MATARAZZO E MAIS DEZ

Agricultura Familiar é a Grande Responsável pelo Processo de Erradicação da Fome no Brasil, diz ONU

Relatório da FAO destaca políticas como Pronaf e PAA na redução da Fome no Brasil

Escrito por: FETRAF-SUL •Google Plus
CUT-PR

Em Relatório divulgado na última terça-feira (16) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a ONU aponta o Brasil como referência no combate a fome e destaca a importante contribuição da agricultura familiar para essa realidade. Segundo o relatório, o Brasil conseguiu diminuir em 50% o número de pessoas que passam fome e saiu do Mapa Mundial da Fome neste ano de 2014. Políticas de fomento à produção agrícola – como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar e o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar – PAA são citadas pela ONU como fundamentais para esses avanços do país.

O diretor do Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Daniel Balaban ressalta que 70% do consumo interno do Brasil é proveniente da Agricultura Familiar. Ele afirma que os pequenos agricultores que antes largavam suas terras em busca de emprego na cidade, hoje, graças às políticas de incentivo do governo, permanecem no campo, recebem capacitação técnica, e, têm garantia de venda dos seus produtos. 

Para a ONU, o desempenho brasileiro é um marco. Hoje, o país tem 3,4 milhões de brasileiros que passam por insegurança alimentar, o que representa apenas 1,7% da população brasileira. A porcentagem de 5% é o limite que determina se um país superou o problema da fome.
A insegurança alimentar é um tema complexo, que não se resolve apenas com o aumento da produção ou da distribuição de alimentos, mas com uma multiplicidade de ações e programas que o Brasil vem desenvolvendo muito bem.
Jorge Chediek, coordenador residente da FAO no Brasil
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) parabenizou o governo brasileiro pelos importantes passos institucionais e, implementação de marcos legais que possibilitaram os avanços no combate à fome no Brasil. De acordo com o coordenador residente do sistema das Nações Unidas no Brasil, Jorge Chediek, “a insegurança alimentar é um tema complexo, que não se resolve apenas com o aumento da produção ou da distribuição de alimentos, mas com uma multiplicidade de ações e programas que o Brasil vem desenvolvendo muito bem”.

Conforme o estudo, os gastos federais do ano de 2013, com programas e ações de segurança alimentar e nutricional no Brasil totalizaram cerca de 78 bilhões de reais. Os investimentos em programas sociais aumentaram mais de 128% entre os anos de 2000 e 2012, enquanto a parcela desses programas no Produto Interno Bruto aumentou 31%. Neste mesmo ano, os programas relacionados com a produção e distribuição de alimentos, inclusive os destinados à promoção da agricultura familiar, foram responsáveis por um sexto do total de gastos federais em programas e ações de segurança alimentar e nutricional.

A representante adjunta da FAO para América Latina e Caribe, Eve Crowley disse que o Brasil é um grande exemplo para mundo por estabelecer como prioridade nacional a causa do combate à fome.

*roselihenriques

Entre os carrascos do Estado Islâmico há muitos alemães

Cristãos egípcios e carrascos do Estado Islâmico antes duma execução, 15 de fevereiro de 2015

Entre os carrascos do Estado Islâmico  muitos alemães

© REUTERS/ Social media via Reuters TV


Um antigo militante do Estado Islâmico disse que muitos alemães pertencem a um grupo especial do Estado Islâmico e praticam torturas de forma regular.

Jihadistas de origem alemã são agentes do serviço secreto do Estado Islâmico. As suas funções principais são torturar os prisioneiros detidos pelos militantes do Estado Islâmico. As informações foram divulgadas pelos jornais alemães Süddeutscher Zeitung, NDR e WDR citando Nils D., antigo militante do grupo terrorista. Alguns meses atrás um dos prisioneiros alemães libertados também confirmou que entre os carrascos do Estado Islâmico há alemães.
Nils D. é um cidadão alemão que morava na cidade de Dinslaken, no estado da Renânia do Norte-Vestfália, no noroeste da Alemanha. Depois viajou para a Síria e se encontrou em Manbij como um dos membros do Estado Islâmico. Passou 13 meses na Síria, 8 dos quais na subdivisão nomeada Equipa de Assalto. O objetivo principal desta equipa era deter desertores e os que desistiam de combater ao lado do Estado Islâmico. Além disso, Nils D. foi envolvido nos trabalhos numa das prisões do Estado Islâmico. Segundo disse, esteve presente em 10-15 detenções. Torturas eram práticas habituais e aplicadas de forma quotidiana. Os prisioneiros eram torturados até que confessassem.
Os 20 interrogatórios que foram realizados pela Alemanha dão uma imagem clara das repressões que ocorrem no Estado Islâmico. Segundo Nils D., havia uma “praça de execuções” permanente em que pessoas eram decapitadas e fuziladas. Uma vez, o antigo militante foi testemunha duma crucificação. Também viu como executavam um comandante dos terroristas, para exemplo dos outros. Outros militantes que conseguiram fugir do Estado Islâmico e organizações de direitos humanos na Síria dão informações semelhantes.  
O próprio Nils D. nega ter feito parte das torturas e execuções. Segundo as informações comunicadas pelo antigo militante, somente guardava os denunciadores após detenções e na prisão preparava os grupos de prisioneiros que faziam a limpeza. Todavia, uma das fotos tiradas com o seu celular mostra-o apontando armas à cabeça de um prisioneiro.
Os militantes que fazem parte da Equipa de Assalto estão sempre mascarados. Ganham mais do que os outros militantes. Além disso, lucraram muito com a conquista da cidade de Mossul. Segundo Nils D., servir no serviço secreto do Estado Islâmico é um privilégio. No fim de 2014 ele retornou para a Alemanha e contou sobre a sua estadia na Síria a um correligionário. Toda a conversa foi escutada pela polícia alemã e Nils D. foi detido.
Em janeiro será realizado um processo judicial para decidir o seu destino no Tribunal Supremo do estado de a Renânia do Norte-Vestfália. Como testemunhou contra muitos militantes do Estado Islâmico de origem alemã será testemunha num outro processo contra os três sírios da cidade de Wolfsburg que são suspeitos de cometer ações terroristas.


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