Ley de Medios:
PT não quer um “remendão”
Saiu na pág. A6 do
Estadão:
“PT cobra rapidez de Dilma sobre regulação da mídia”No documento com que oficializou a candidatura Fernando Haddad -
“o novo contra o velho”
– a prefeito de São Paulo, o PT, segundo o Estadão, “usa escândalo
Cachoeira para criticar oposição e ’setor’ da imprensa e critica
‘descompasso’ com anseios da população”.
A “repórter” do Estadão
diz a certa altura que o PT, ” sem mencionar o mensalão que … dizimou a
cúpula do PT em 2005″, acusa a oposição de estar “envolvida em
escândalos e crimes” – como Robert(o) Civita com Carlinhos Cachoeira,
segundo o senador Fernando Collor.
(Sobre a “repórter” do Estadão, diria o Mino Carta, no Brasil, os jornalistas são piores que os patrões.)
De fato, o mensalão “dizimou” o PT.
Tanto assim que Alckmim se elegeu presidente em 2006 e Cerra, em 2010.
Foi um morticínio !
Imagine, amigo navegante, a carnificina que se sucederá à absolvição do Jose Dirceu.
Não ficará pedra sobre pedra no edifício do PT.
Agora, sobre o
“remendão” do Bernardo.
Nem o PT vai engolir.
Enquanto os filhos do Roberto Marinho – eles não têm nome próprio – morrem de rir.
Sofreram tanto, fizeram tanto lobby,
gastaram o Latim com o Michel Temer, casaram na Polícia com o Ribert(o) Civita – e tudo isso por causa de um “remendão” ?
Too much ado about nothing, diria um poeta inglês de segunda linha.
Paulo Henrique Amorim
Bernardo produz um remendão.
Chama o Franklin, Bernardo !
Segundo a respeitada
publicação Teletime, do jornalista Rubens Glasberg, o Paulo Bernardo vem aí com a sua Ley de Medios:
Esta semana, o Ministério das
Comunicações se esforçou para contextualizar uma reportagem publicada no
último domingo, dia 3 de junho, pelo jornal Folha de S. Paulo, sobre as
mudanças nas regras de radiodifusão previstas pelo Minicom. Entre as
mudanças antecipadas pelo jornal estavam a cessão de programação a
igrejas e a outorga a políticos. O ministério negou que estas mudanças
estivessem contempladas na proposta, ainda a ser submetida a consulta,
de um novo decreto de radiodifusão a ser editado para atualizar o
Regulamento de Radiodifusão (Decreto 52.795/63). Mas este noticiário
teve acesso à minuta do futuro decreto, que pode sim abrir espaço para
uma restrição a conteúdos religiosos na TV.
A íntegra do documento está
disponível para download na homepage do site TELA VIVA e neste link.
Pela proposta, o Minicom pretende estabelecer entre as infrações ao
serviço de radiodifusão “fazer proselitismo de qualquer natureza, quando
expressamente vedado por lei ou ato regulamentar”. Esta restrição é
encontrada hoje na legislação de radiodifusão comunitária e na lei que
estabeleceu as regras para a radiodifusão pública, mas não estava no
antigo Regulamento de Radiodifusão. Aliás, a proposta de novo
regulamento, conforme a minuta que deve ser publicada para consulta nos
próximos dias, estabelece novas obrigações e retira uma série de
infrações.
Entre aquelas que deixariam de
ficar expressas no regulamento de radiodifusão (ainda que algumas delas
permaneçam em outros dispositivos legais) estão infrações como “ultrajar
a honra nacional”, “insuflar a rebeldia ou a indisciplina nas forças
armadas ou nos serviços de segurança pública”, “comprometer as relações
internacionais do País”, “ofender a moral familiar, pública, ou os bons
costumes” ou ainda “caluniar, injuriar ou difamar os Poderes
Legislativo, Executivo ou Judiciário ou os respectivos membros”,
“veicular notícias falsas, com perigo para a ordem pública, econômica e
social” e “criar situação que possa resultar em perigo de vida”, entre
outras.
Por outro lado, entram outras
infrações, como o proselitismo, já mencionado, ou ainda deixar de
“veicular programas educativos, culturais, artísticos e jornalísticos
produzidos no município de outorga ou por produtora independente, de
acordo com percentuais e limites previstos na legislação em vigor, nos
contratos de concessão e atos de outorga”. Isso porque o Minicom exige
das novas outorgas compromissos de veiculação de programação com estas
características. No caso de outorgas já existentes, a exigência teria
que vir por lei. A possibilidade destas exigências já está no Decreto
7.670 de janeiro deste ano, que mexeu nos procedimentos de licitação de
radiodifusão.
Entre as penas previstas para as infrações estão desde advertência até a cassação da outorga.
Demorou, demorou, e a montanha deu à luz um remendão.
Para atualizar a Lei de Radiodifusão, do Governo Goulart, quando não
havia rede nacional de televisão, cabo e apenas dois milhões de
espectadores, Paulo Bernardo despertou e saiu-se com isso.
É um remendo de regulamentos, que não trata da tevê de alta
definição, dos 20 milhões de espectadores que acessam a tevê aberta por
satélite, e não mete a mão no câncer.
A propriedade cruzada, por exemplo.
O monopólio.
A produção regional obrigatória.
A proibição de políticos e seus laranjas terem emissora de televisão.
E o Bernardo ?
Nada.
Faz essa tênue ameaça à Urubóloga: sim, porque ninguém mais faz proselitismo na televisão do que a Urubóloga.
Só assim se pode entender essa preocupação com o proselitismo.
O proselitismo deslavado: da Globo e seus colonistas (*), que
anunciam todo dia o desmanche da Economia (brasileira e Universal),
desde o fim do neolibelismo (**); a editoria “o Brasil é uma m…”, que
inscreve reportagens em todos os telejornais (sic) da Globo; e o
sequestro da informação, como a tentativa de esconder o livro A
Privataria Tucana.
Sem falar que a Globo é o “maior partido politico do Brasil”, dizia o Brizola.
E, todo dia, trabalha para derrubar presidentes trabalhistas – no
poder ou fora dele, como faz com o Nunca Dantes, perseguido, até no
hospital.
E o Bernardo ?
Nada.
O Bernardo se curvou diante do Gigante.
Sim, porque o vácuo institucional que prevalece desde 1963 só
beneficiou aquele que fez a aliança mais profunda com os governantes
militares: o Dr Roberto Marinho.
Os filhos do Roberto Marinho – porque não têm nome próprio – devem estar a rir desse remendão do Bernardo.
É isso ?
Ora, e nós com medo do pior …, dirão eles, aliviados, enquanto
assistem ao jornal nacional na suposição de que foi aquilo o que ocorreu
no Brasil e no mundo.
Chama o Franklin, Bernardo !
Só há uma explicação para o remendão: demonstrar de forma inequívoca que é necessário fazer uma Lei Eletrônica de Massa.
Como aquela que o Serjão deixou – foram três versões – de herança ao
Fernando Henrique e o Fernando Henrique mandou para a gaveta.
Com medo da Globo.
Como a do Franklin, que teve o mesmo destino.
Sobre o Bernardo, amigo navegante, diria o Barão de Itararé: de onde menos se espera daí mesmo é que não sai nada.
Paulo Henrique Amorim
(*)
Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do
PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e,
depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um
presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e,
não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar
do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.
Cerra vai a NY ver o
que está na internet
É um jênio.
Se o programa do Michael Bloomberg é online, online poderia ser observado.
Aliás, se fosse para levar a notícia a sério, bastava o Padim ir ao
Palácio Piratini, em Porto Alegre, e acompanhar o que Tarso Genro faz há
um ano para levar o conceito de “orçamento participativo” à relação
online com o riograndense.
Se fosse realmente para levar o jênio a sério, bastava ele visitar o
centro de operações da GeoRio, ali na Presidente Vargas, e ver como se
“monitora enchente” e previne desastres nas encostas.
O ansioso blogueiro tem uma outra hipótese.
O Padim Pade Cerra está com saudades do
Café Bouloud, ali entre a Madison e a Quinta.
A Carta de Vinhos está online, mas nada como uma observação de corpo presente.
Paulo Henrique Amorim
Fux desmente “coisa
de gângster” de Gilmar
Agência Estado
O ministro Luiz Fux, do Supremo
Tribunal Federal (STF), declarou nesta quarta-feira, 6, que nunca
sofreu nenhum tipo de extorsão ou foi pressionado por petistas por causa
do julgamento do mensalão, que deve se iniciar em 1.º de agosto. Em
nota publicada na coluna Panorama Político, do jornal O Globo, Fux
atribuiu ao ministro Gilmar Mendes a informação sobre a extorsão.
“É coisa de canalha, de
gângster mesmo. Passar isso (conteúdo de escutas) para mídia é coisa de
fascistas. Eles (os petistas) estavam extorquindo o Toffoli e o Fux,
oprimindo os dois. Estou indignado com essa estória de Berlim. Não vamos
tratar como normal o que não é normal. Estamos lidando com bandidos”,
teria dito Mendes. Procurado pelo Estado, ele não quis se manifestar. O
ministro Dias Toffolli estava em viagem.
Reportagem da revista Veja
desta semana revelou a existência de um documento preparado pela
liderança do PT para orientar as ações dos parlamentares do partido na
CPI do Cachoeira no Congresso.
(…)
Lula desmentiu.
Johnbim desmentiu.
Ayres Britto desmentiu.
Lewandowski desmentiu.
E agora Fux desmente.
Mas o Merval acredita nEle.
Como diz o Mauro Santayana,
“Supremo, aja!”.
Por falar nisso, quem é ” gângster” ?
Clique aqui para ler “Blogueiro sujo vai processar Gilmar”.
E
aqui para ler “E se o STF absolver o Dirceu antes da eleição?”.
E
não se esqueça, amigo navegante: quem levou Gilmar Dantas (*) ao
Supremo, para desonrar a Justiça brasileira - segundo Joaquim Barbosa –
, foi o Farol de Alexandria.
Foi seu maior legado (depois do Padim).
Em tempo: não
esquecer também, amigo navegante, que quando se aproximava da derrota
em 2010, o Padim precisou de uma decisão de Gilmar Dantas (*) no Supremo
e ligou pra ele: “Meu presidente !”, segundo relato insuspeito da
Folha. Inexplicavemente, naquele infausto episódio, Gilmar Dantas (*)
não denunciou a imprópria pressão à Veja nem a folhetins de mexerico
brasiliense. Como disse o ansioso blogueiro, “quem encosta no Dantas
degenera”.
Paulo Henrique Amorim