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Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista
sexta-feira, junho 22, 2012
quinta-feira, junho 21, 2012
Brasil e China fecham acordo de swap em moeda local
RIO DE JANEIRO, 21 Jun (Reuters) - O Brasil e a China, seu maior parceiro comercial, decidiram criar um mecanismo bilateral de swap de moeda local entre seus bancos centrais para facilitar a tomada de crédito para investimentos dos dois países.
O acerto ocorreu em reunião entre a presidente Dilma Rousseff e o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, nesta quinta-feira. Foram assinadas, na ocasião, diversas iniciativas para uma cooperação mais estreita entre os dois países de olho em incrementar o comércio e os investimentos.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, explicou que a operação terá os valores máximos equivalentes de 60 bilhões de reais para os chineses e de 190 bilhões de iuanes para os brasileiros.
Segundo ele, esse valor poderá ser sacado pelos dois países de seus respectivos bancos centrais.
O objetivo, ainda de acordo com Mantega, é tornar esse mecanismo de swap um contraponto às dificuldades de financiamento que ocorrem neste momento de turbulência no exterior.
"Com a falta de crédito internacional, teremos crédito para apoiar as nossas transações", disse Mantega, afirmando que o mecanismo deve entrar em vigor nas próximas semanas.
O ministro afirmou também que, dependendo do caso, os swaps de moeda local poderão ser convertidos em dólar.
Essa parceria creditícia entre Brasil e China ocorre em um momento em que o governo da presidente Dilma Rousseff tenta diversificar as exportações de bens manufaturados e não ficar limitado à venda, em grande parte, de commodities.
"O mercado chinês se transformará em um dos grandes mercados consumidores do mundo e poderá consumir além de commodities brasileiras, produtos manufaturados", afirmou o ministro da Fazenda.
ESTÍMULO AO CONSUMO
Mantega aproveitou ainda o anúncio dos detalhes do acordo para afirmar que o governo não está pensando em prorrogar a redução do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para a linha branca.
Ele estimulou os consumidores a aproveitar os últimos dias da redução do tributo, que acaba em 30 de junho.
O benefício abrange móveis, fogões de cozinha, refrigeradores, lavadoras de roupa, tanquinho e itens de decoração.
*Terra
Nós, os "puros"
Por Leandro Fortes
Deu-se estes dias que chegamos a
uma encruzilhada inaudita. Assim, os que ousaram se alinhar ao
sentimento de Luiza Erundina, de repúdio à ligação do PT e de Lula a
Paulo Maluf, passaram a ser chamados de “puros”. Assim mesmo, entre
aspas, para que fique claro a conotação de que, uma vez puros, são
também tolos, tristes sonhadores, idealistas cuja atitude pueril não só
transgride as …regras do jogo como, no fim das contas, subverte a ordem
de uma guerra santa. Em meio ao jihadismo estabelecido nas eleições
paulistanas, de demônios tão nítidos quanto malignos, a atitude de
Erundina contra a aliança da esquerda com um bandido procurado pela
Interpol, com o cúmplice ativo dos assassinos da ditadura militar, com o
construtor da vala comum do cemitério de Perus, com a representação do
pior da direita, enfim, tornou-se um ato de traição, de purismo
político, de angelical perversão.
Ato contínuo, os mesmos que dias
antes haviam comemorado a chegada da deputada do PSB à campanha de
Fernando Haddad passaram, de uma hora para outra, a demonizá-la,
curiosamente, pelo viés de um purismo atávico e infantil. Erundina, a
louca idealista, a tresloucada individualista capaz de destruir os
planos de redenção da esquerda por causa de uma foto, uma imagem de
nada, um instantâneo sem relevância nem simbolismo, apenas o registro
banal de um líder da resistência a se confraternizar com chefe da
escória. Ah, os puros, como são tolos! Justo quando deles se exige
fortaleza e dedicação, aparecem esses sonhadores cheios de escrúpulos e
regramentos éticos.
De toda parte, então, passaram a
rugir leões do pragmatismo político, militantes de uma realpolitik
feroz, implacável, a pregar a irrelevância dos puros, dos tolos da
ética, quando não de sua influência nefasta sobre os jovens e, claro, do
enorme desserviço prestado à democracia e ao admirável mundo novo que
se anuncia. Os puros, dizem, nunca ganham eleições. E se não o fazem,
portanto, que não atrapalhem os que as querem ganhar a qualquer custo. É
preciso impedi-los, portanto, de se mostrar em público. É preciso
calá-los, desqualificá-los, torná-los ridículos, patéticos em sua
fraqueza.
Nem que para isso seja preciso
transformar em traidora uma brasileira digna, com 40 anos de vida
pública inatacável, uma heroína da resistência, uma política que passou a
vida levando assistência a favelas e cortiços, uma parlamentar que
dedica seus mandatos a defender a democratização da comunicação e o
resgate da memória dos que foram seqüestrados, torturados e mortos pelo
regime ao qual serviu Paulo Maluf. Este mesmo Maluf contra o qual os
puros, os tolos e os sonhadores da política, vejam vocês, tem a ousadia
de se voltar.
*Ornitorrinco
Limpeza social: Violência contra moradores de rua deixa saldo de um assassinato a cada dois dias
De fevereiro de 2011 a maio de 2012, 195 casos de homicídios foram registrados
A cada
dois dias, um morador em situação de rua é assassinado no Brasil. De
fevereiro de 2011 a maio de 2012, foram registrados 195 casos de
homicídios contra moradores de rua em todo o país. Os dados são do
Centro Nacional de Defesa dos Direitos Humanos da População em Situação
de Rua e Catadores (CNDDH).
Os
números podem ser ainda maiores, pois as notificações de crimes contra
os moradores de rua e o levantamento dessa informação são falhos.
O
coordenador do Movimento Nacional da População de Rua (MNPR), Samuel
Rodrigues, explica o que gera esse quadro de violência. “Como o número
de pessoas vivendo nas ruas têm crescido por omissão do Estado e por
ausência de políticas públicas voltadas para a população em geral, há
uma repressão, uma higienização que vem calcada em uma discriminação
muito grande por parte da sociedade”, afirma.
Rodrigues
acredita que a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas no país
tende a agravar a política de limpeza social dos centros urbanos. Ele
também comenta as formas de violação de direitos a que essa população é
submetida cotidianamente. “O simples fato de estar na rua já é uma
violência, uma violação de direitos. Por exemplo, nós somos proibidos de
entrar em espaços públicos, nós temos dificuldades de acessar os
serviços básicos, como saúde – por conta da [falta de] documentação – e a
própria educação. Enfim, há uma discriminação social muito forte, como
se nós fossemos os culpados por estar nessa situação”, alega.
Em 2009,
entrou em vigor a Política Nacional para População em Situação de Rua,
com o objetivo de garantir o acesso à saúde, educação, trabalho,
moradia, entre outros direitos. O MNPR, no entanto, alega que sua
implantação ainda não ocorreu de fato.
*Mariadapenhaneles
Itaú demite 8 mil funcionários, lucra 3 bilhões e usa Luciano Huck para enganar você
Após demitir 7.728 bancários em 12 meses e lucrar R$ 3,4 Bilhões no primeiro trimestre,Roberto Setúbal, dono do Itaú, reclama da vida de banqueiro: “Os lucros são nominalmente altos, mas a rentabilidade não”. Na TV, garoto propaganda Luciano Huck diz que Brasil mudou e o Itaú também; assim?
De terno e gravata, em seu gabinete ou em palestras ao mercado, o
presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setúbal, tem-se mostrado um dos
mais reticentes, entre os grandes banqueiros do País, em apoiar e
praticar a política do governo de baixar juros, reduzir margens de lucro
e ampliar os empréstimos ao público.
Na contramão da política de crescimento, a
instituição que ele preside demitiu 7.728 sete mil funcionários nos
últimos doze meses, nas contas das entidades de classe dos bancários, e,
sempre que pode, o próprio Setúbal lança farpas de ironia sobre os
incentivos oficiais a um novo momento no setor. “O crédito não vai mais
subir no ritmo de 30% ao ano”, determinou Setúbal, na quarta-feira 20,
em palestra. “Árvores não crescem até o céu.
A mesma crueza não se vê nas frases de outra face pública do Itaú, o garoto propaganda Luciano Huck.
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*pragmatismopolitico
Lula e Hollande criticam austeridade e defendem crescimento contra crise global
O ex-presidente brasileiro e o atual
mandatário francês se reuniram nesta quarta-feira (20) no Rio de
Janeiro, para discutir a crise econômica e as propostas da Rio+20. No
encontro, Lula disse que a vitória de Hollande favorece a adoção de
medidas para enfrentar os atuais desafios, e o francês elogiou as
políticas dos governos progressistas da América Latina.
Marcel Gomes
Rio de Janeiro – O ex-presidente Lula se encontrou no final da manhã
desta quarta-feira (20) com o socialista François Hollande, recém-eleito
presidente da França, em um hotel na zona Sul da cidade. Durante pouco
menos de uma hora, ambos discutiram a crise européia e alternativas às
políticas de austeridade, que, na visão deles, têm impedido a
recuperação econômica do bloco.
“Ambos concordaram que é preciso propor medidas corajosas e vencer os desafios sociais, políticos e econômicos que se colocam ao mundo: resolver a crise do emprego, combater a pobreza e dar à juventude esperança de futuro”, revelou nota divulgada pela assessoria de Lula.
O mesmo texto anota que o brasileiro considerou que “a vitória de Hollande favorece a adoção de medidas para enfrentar os desafios que se colocam para o mundo em geral, e para a Europa em particular, após esse período prolongado de imposição de soluções ortodoxas para uma crise que decorre fundamentalmente da desregulamentação do capital financeiro mundial”.
Por sua vez, o francês elogiou os "governos progressistas da América Latina" e suas políticas de superação da crise, que buscam não comprometer o crescimento e a distribuição de renda. Nem Hollande, nem Lula concederam entrevista aos jornalistas após o encontro. Um assessor do ex-presidente alegou a necessidade de o ex-presidente preservar sua garganta, após o tratamento de câncer por que passou.
Por essa razão, Lula também reduziu suas atividades na Rio+20. No início da tarde, ambos seguiram para o complexo do Rio Centro, na zona oeste da cidade, para acompanhar a cerimônia de abertura da conferência da ONU. A última atividade prevista pela assessoria de Lula será um jantar, na quinta-feira (21), com representantes africanos, no Palácio da Cidade, sede da Prefeitura do Rio.
A decisão de Lula em rever o atual mandatário francês se deve à proximidade entre os dois. Ambos já haviam se encontrado em Madri, em outubro de 2011, quando Hollande ainda era candidato. Na ocasião, o ex-presidente defendeu uma “solução brasileira” para a crise européia, com incentivo ao crescimento econômico, geração de postos de trabalho e distribuição de renda.
Vitorioso nas eleições, Hollande se tornou o primeiro presidente socialista francês desde François Mitterrand, que governou o país por 14 anos, entre 1981 e 1995. Ele tomou posse no mês passado e, agora, pressiona a chanceler alemã, Angela Merkel, a rever as políticas de austeridade disseminadas na zona do euro.Carta Maior
“Ambos concordaram que é preciso propor medidas corajosas e vencer os desafios sociais, políticos e econômicos que se colocam ao mundo: resolver a crise do emprego, combater a pobreza e dar à juventude esperança de futuro”, revelou nota divulgada pela assessoria de Lula.
O mesmo texto anota que o brasileiro considerou que “a vitória de Hollande favorece a adoção de medidas para enfrentar os desafios que se colocam para o mundo em geral, e para a Europa em particular, após esse período prolongado de imposição de soluções ortodoxas para uma crise que decorre fundamentalmente da desregulamentação do capital financeiro mundial”.
Por sua vez, o francês elogiou os "governos progressistas da América Latina" e suas políticas de superação da crise, que buscam não comprometer o crescimento e a distribuição de renda. Nem Hollande, nem Lula concederam entrevista aos jornalistas após o encontro. Um assessor do ex-presidente alegou a necessidade de o ex-presidente preservar sua garganta, após o tratamento de câncer por que passou.
Por essa razão, Lula também reduziu suas atividades na Rio+20. No início da tarde, ambos seguiram para o complexo do Rio Centro, na zona oeste da cidade, para acompanhar a cerimônia de abertura da conferência da ONU. A última atividade prevista pela assessoria de Lula será um jantar, na quinta-feira (21), com representantes africanos, no Palácio da Cidade, sede da Prefeitura do Rio.
A decisão de Lula em rever o atual mandatário francês se deve à proximidade entre os dois. Ambos já haviam se encontrado em Madri, em outubro de 2011, quando Hollande ainda era candidato. Na ocasião, o ex-presidente defendeu uma “solução brasileira” para a crise européia, com incentivo ao crescimento econômico, geração de postos de trabalho e distribuição de renda.
Vitorioso nas eleições, Hollande se tornou o primeiro presidente socialista francês desde François Mitterrand, que governou o país por 14 anos, entre 1981 e 1995. Ele tomou posse no mês passado e, agora, pressiona a chanceler alemã, Angela Merkel, a rever as políticas de austeridade disseminadas na zona do euro.Carta Maior
*Oterroronordeste
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