Gregorio Duvivier vota contra o ódio![]()
Acho importante destacar a decisão de Gregorio Duvivier, fundador do campeão de acessos Porta dos Fundos, de declarar publicamente seu voto em Dilma, porque ela nasce, fundamentalmente, do desejo de afirmar o seu humanismo radical.
Mais que isso: o desejo de vencer a onda de ódio irracional e classista que caracteriza o voto em Aécio Neves.
Acusam o PT de “dividir” o Brasil em ricos e pobres, mas não se vê nenhum petista pobre nas ruas vociferando impropérios contra os ricos.
Não se vê nenhum petista agredindo as pessoas que fazem campanha de Aécio.
O contrário, infelizmente, é verdadeiro.
Sou testemunha.
Os aecistas que entram no blog para comentar, fazem-no apenas para agredir. Uns mandam mensagens pessoais pelo Facebook, xingando-me, o que acho o cúmulo do patético.
Aécio Neves é o candidato do ódio.
Outro dia, Wadih Damous, presidente da Comissão da Verdade no Rio, informou, em sua conta de Facebook, que estava recebendo inúmeros relatos de mulheres agredidas, sobretudo na zona sul (área mais rica da cidade), por estarem fazendo campanha da Dilma. Ele aconselhou que dessem queixa na polícia. Eu acrescento: façam isso e mandem uma cópia do BO para os blogs, para publicarmos.
Pois bem, Duvivier assustou-se com a perseguição que sofreu nas ruas do Leblon, com idiotas de jipe importado gritando para ele “voltar a Cuba”.
É isso que vivemos, uma tentativa de impor ao Brasil uma revolução dos idiotas, dos truculentos, dos reacionários.
Ao final de sua crônica, Duvivier relata uma experiência que os blogueiros já viveram há tempos. Muitos de nós não somos petistas. Não votamos sempre no PT. Como Duvivier, também temos inúmeras críticas, algumas pesadas, ao governo e ao PT, como jamais ter enfrentado o monopólio da comunicação, por exemplo.
Não adianta. Apenas o fato de defendermos opiniões progressistas, já somos tachados de petistas.
Então que assim seja.
Duvivier conclui, em sua crônica publicada hoje: “Se quem defende causas humanitárias e direitos civis é tachado de petista, não me resta outra opção senão aceitar essa pecha. ”
*
Abaixo, a coluna de Duvivier.
Terra estrangeira
13/10/2014 02h00
Por Gregório Duvivier, na Folha
Eis que de repente, não mais que de repente, toda caminhonete que se preze tem um adesivo do Aécio. No peito do motorista, um brasão, muitas vezes peludo, quando não um cavalo, aquele enorme cavalo em alto relevo, que vai do umbigo ao mamilo. Olham, ele e o cavalo, altaneiros por sobre os bípedes, coitados, que insistem em andar ao rés do chão -ainda não vi uma bicicleta com adesivo do Aécio.
Estou voltando para casa a pé, tarde da noite, quando percebo que uma enorme SUV
me acompanha -lustrosa, reluzente, cheirando a blindada. Finjo que não percebo, até que começam a buzinar. Minha auto-estima elevada me faz crer que são fãs do Porta dos Fundos. Aceno simpático. Um sujeito põe a cabeça para fora da janela e berra: ” Vaza, PT! Volta pra Cuba!”
Sento no meio-fio, desolado. Não votei nem manifestei apoio ao PT, tampouco fui a Cuba, mas parece que, aos olhos do mundo (ou, ao menos, do Leblon), tenho uma estrela no braço. Por algum motivo, represento o inimigo. A realidade é dura: moro em terra estrangeira.
Nos postes da cidade, os adesivos se multiplicam. “Aqui se vota Aécio”. Você, que não vota como o poste: ame o Rio -ou deixe-o. Aqui não é sua área. Aqui se brinda pelo fim da maioridade penal. Aqui a gente cansou da corja do PT e quer gente nova -mas logo quem? O mensalão tucano, a compra da reeleição, o aeroporto, o helicóptero, tudo virou pó.
Um amigo, Aécio ferrenho, disse que sonha com um Brasil em que ele possa ir pra Nova Iorque com o dólar um pra um. Aí, eu vi sinceridade. O que não dá é votar Aécio contra a corrupção. O mandato nem começou e ele já está cheio de esqueletos no armário.
Por isso, não voto feliz em nenhum dos dois candidatos. Não importa quem ganhe, já começa endividado – e vai quitar a dívida com DINHEIRO
público. Ambos contraíram empréstimos milionários com empreiteiras, bancos, com a Friboi (sim, a Friboi doou a mesma quantia para os dois candidatos -não quis correr riscos) e fizeram acordo com os setores mais reacionários da sociedade. Ambos os governos – não se enganem- vão ser ruralistas, fundamentalistas e corruptos. Seu dinheiro, eleitor, já está comprometido.
Por essas e outras, poderia votar nulo – mas a militância de jipe e os comentaristas de portal não me dão essa opção. Se quem defende causas humanitárias e direitos civis é tachado de petista, não me resta outra opção senão aceitar essa pecha.
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Páginas
Ser de esquerda é não aceitar as injustiças, sejam elas quais forem, como um fato natural. É não calar diante da violação dos Direitos Humanos, em qualquer país e em qualquer momento. É questionar determinadas leis – porque a Justiça, muitas vezes, não anda de mãos dadas com o Direito; e entre um e outro, o homem de esquerda escolhe a justiça.
É ser guiado por uma permanente capacidade de se estarrecer e, com ela e por causa dela, não se acomodar, não se vender, não se deixar manipular ou seduzir pelo poder. É escolher o caminho mais justo, mesmo que seja cansativo demais, arriscado demais, distante demais. O homem de esquerda acredita que a vida pode e deve ser melhor e é isso, no fundo, que o move. Porque o homem de esquerda sabe que não é culpa do destino ou da vontade divina que um bilhão de pessoas, segundo dados da ONU, passe fome no mundo.
É caminhar junto aos marginalizados; é repartir aquilo que se tem e até mesmo aquilo que falta, sem sacrifício e sem estardalhaço. À direita, cabe a tarefa de dar o que sobra, em forma de esmola e de assistencialismo, com barulho e holofotes. Ser de esquerda é reconhecer no outro sua própria humanidade, principalmente quando o outro for completamente diferente. Os homens e mulheres de esquerda sabem que o destino de uma pessoa não deveria ser determinado por causa da raça, do gênero ou da religião.
Ser de esquerda é não se deixar seduzir pelo consumismo; é entender, como ensinou Milton Santos, que a felicidade está ancorada nos bens infinitos. É mergulhar, com alegria e inteireza, na luta por um mundo melhor e neste mergulho não se deixar contaminar pela arrogância, pelo rancor ou pela vaidade. É manter a coerência entre a palavra e a ação. É alimentar as dúvidas, para não cair no poço escuro das respostas fáceis, das certezas cômodas e caducas. Porém, o homem de esquerda não faz da dúvida o álibi para a indiferença. Ele nunca é indiferente. Ser de esquerda é saber que este “mundo melhor e possível” não se fará de punhos cerrados nem com gritos de guerra, mas será construído no dia-a-dia, nas pequenas e grandes obras e que, muitas vezes, é preciso comprar batalhas longas e desgastantes. Ser de esquerda é, na batalha, não usar os métodos do inimigo.
Fernando Evangelista
segunda-feira, outubro 13, 2014
O VOTO É CONTRA O ÓDIO
MENSAGEM AOS MILITANTES DO PSB E AO POVO BRASILEIRO

ROBERTO AMARAL
Ao menosprezar seu próprio trajeto, ao ignorar as lições de seus fundadores – entre eles João Mangabeira, Antônio Houaiss, Jamil Haddad e Miguel Arraes –, o PSB renunciou à posição que lhe cabia na construção do socialismo do século XXI
A luta interna no PSB, latente há algum tempo e agora aberta, tem como cerne a definição do país que queremos e, por consequência, do Partido que queremos. A querela em torno da nova Executiva e o método patriarcal de escolha de seu próximo presidente são pretextos para sombrear as questões essenciais. Tampouco estão em jogo nossas críticas, seja ao governo Dilma, seja ao PT, seja à atrasada dicotomia PT-PSDB - denunciada, na campanha, por Eduardo e Marina como do puro e exclusivo interesse das forças que de fato dominam o país e decidem o poder.
Ao aliar-se acriticamente à candidatura Aécio Neves, o bloco que hoje controla o partido, porém, renega compromissos programáticos e estatutários, suspende o debate sobre o futuro do Brasil, joga no lixo o legado de seus fundadores – entre os quais me incluo – e menospreza o árduo esforço de construção de uma resistência de esquerda, socialista e democrática.
Esse caminhar tortuoso contradiz a oposição que o Partido sustentou ao longo do período de políticas neoliberais e desconhece sua própria contribuição nos últimos anos, quando, sob os governos Lula dirigiu de forma renovadora a política de ciência e tecnologia do Brasil e, na administração Dilma Rousseff, ocupou o Ministerio da Integração Nacional.
Ao aliar-se à candidatura Aécio Neves, o PSB traiu a luta de Eduardo Campos, encampada após sua morte por Marina Silva, no sentido de enriquecer o debate programático pondo em xeque a nociva e artificial polarização entre PT e PSDB. A sociedade brasileira, ampla e multifacetada, não cabe nestas duas agremiações. Por isso mesmo e, coerentemente, votei, na companhia honrosa de Luiza Erundina, Lídice da Mata, Antonio Carlos Valadares, Glauber Braga, Joilson Cardoso, Kátia Born e Bruno da Mata, a favor da liberação dos militantes.
Como honrar o legado do PSB optando pelo polo mais atrasado? Em momento crucial para o futuro do país, o debate interno do PSB restringiu-se à disputa rastaquera dos que buscam sinecuras e recompensas nos desvãos do Estado. Nas ante-salas de nossa sede em Brasília já se escolhem os ministros que o PSB ocuparia num eventual governo tucano. A tragédia do PT e de outros partidos a caminho da descaracterização ideológica não serviu de lição: nenhuma agremiação política pode prescindir da primazia do debate programático sério e aprofundado. Quem não aprende com a História condena-se a errar seguidamente.
Estamos em face de uma das fontes da crise brasileira: a visão pobre, míope, curta, dos processos históricos, visão na qual o acessório toma a vez do principal, o episódico substitui o estrutural, as miragens tomam o lugar da realidade. Diante da floresta, o medíocre contempla uma ou outra árvore. Perde a noção do rumo histórico.
Ao menosprezar seu próprio trajeto, ao ignorar as lições de seus fundadores – entre eles João Mangabeira, Antônio Houaiss, Jamil Haddad e Miguel Arraes –, o PSB renunciou à posição que lhe cabia na construção do socialismo do século XXI, o socialismo democrático, optando pela covarde rendição ao statu quo. Renunciou à luta pelas reformas que podem conduzir a sociedade a um patamar condizente com suas legítimas aspirações.
Qual o papel de um partido socialista no Brasil de hoje? Não será o de promover a conciliação com o capital em detrimento do trabalho; não será o de aceitar a pobreza e a exploração do homem pelo homem como fenômeno natural e irrecorrível; não será o de desaparelhar o Estado em favor do grande capital, nem renunciar à soberania e subordinar-se ao capital financeiro que construiu a crise de 2008 e construirá tantas outras quantas sejam necessárias à expansão do seu domínio, movendo mesmo guerras odientas para atender aos insaciáveis interesses monopolísticos.
O papel de um partido socialista no Brasil de hoje é o de impulsionar a redistribuição da riqueza, alargando as políticas sociais e promovendo a reforma agrária em larga escala; é o de proteger o patrimônio natural e cultural; é o de combater todas as formas de atentado à dignidade humana; é o de extinguir as desigualdades espaciais do desenvolvimento; é o de alargar as chances para uma juventude prenhe de aspirações; é o de garantir a segurança do cidadão, em particular aquele em situação de risco; é o de assegurar, através de tecnologias avançadas, a defesa militar contra a ganância estrangeira; é o de promover a aproximação com nossos vizinhos latino-americanos e africanos; é o de prover as possibilidades de escolher soberanamente suas parcerias internacionais. É o de aprofundar a democracia.
Como presidente do PSB, procurei manter-me equidistante das disputas, embora minha opção fosse publicamente conhecida. Assumi a Presidência do Partido no grave momento que se sucedeu à tragédia que nos levou Eduardo Campos; conduzi o Partido durante a honrada campanha de Marina Silva. Anunciados os números do primeiro turno, ouvi, como magistrado, todas as correntes e dirigi até o final a reunião da Comissão Executiva que escolheu o suicídio político-ideológico.
Recebi com bons modos a visita do candidato escolhido pela nova maioria. Cumprido o papel a que as circunstâncias me constrangeram, sinto-me livre para lutar pelo Brasil com o qual os brasileiros sonhamos, convencido de que o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff é, neste momento, a única alternativa para a esquerda socialista e democrática. Sem declinar das nossas diferenças, que nos colocaram em campanhas distintas no primeiro turno, o apoio a Dilma representa mais avanços e menos retrocessos, ou seja, é, nas atuais circunstâncias, a que mais contribui na direção do resgate de dívidas históricas com seu próprio povo, como também de sua inserção tão autônoma quanto possível no cenário global.
Denunciámos a estreiteza do maniqueísmo PT-PSBD, oferecemos nossa alternativa e fomos derrotados: prevaleceu a dicotomia, e diante dela cumpre optar. E a opção é clara para quem se mantém fiel aos princípios e à trajetória do PSB.
O Brasil não pode retroagir.
Denunciámos a estreiteza do maniqueísmo PT-PSBD, oferecemos nossa alternativa e fomos derrotados: prevaleceu a dicotomia, e diante dela cumpre optar. E a opção é clara para quem se mantém fiel aos princípios e à trajetória do PSB.
O Brasil não pode retroagir.
Convido todos, dentro e fora do PSB, a atuar comigo em defesa da sociedade brasileira, para integrar esse histórico movimento em defesa de um país desenvolvido, democrático e soberano.
Rio de Janeiro, 11 de outubro de 2014
WAGNER: AÉCIO NÃO PODE DAR AULA DE ÉTICA

Governador da Bahia, Jaques Wagner (PT) acusa o presidenciável tucano Aécio Neves de promover o ódio ao PT, com ajuda da "elite conservadora paulista" e afirma que oposição erra ao focar campanha no tema corrupção: “Há muita hipocrisia. Não reconheço em Aécio Neves alguém que possa dar aula de ética. O povo sabe que tem santo e diabo em todos os partidos”
247 – Um dos nomes cotados para assumir um Ministério em eventual segundo mandato de Dilma Rousseff, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT) critica a campanha do presidenciável tucano Aécio Neves.
Ele acusa o senador mineiro de promover o ódio ao PT, com ajuda da "elite conservadora paulista" e afirma que oposição erra ao focar campanha no tema corrupção: “Há muita hipocrisia. Não reconheço em Aécio Neves alguém que possa dar aula de ética. O povo sabe que tem santo e diabo em todos os partidos”, disse em entrevista à “Folha de S. Paulo”.
Ele diz que ao contrário do que Aécio diz na TV, quem sempre dividiu o Brasil entre ricos e pobres foi o PSDB, “que nunca trabalhou na permeabilidade social”.
Quanto a seu partido, avalia que “o grande erro do PT foi não ter tido mais pulso para fazer a reforma política, porque ou destrói a máquina eleitoral do jeito que está hoje ou todo mundo vai para o ralo”. Sugere o fim da reeleição, fim da barganha do tempo de TV (leia mais).
Aeroporto de Aécio Neves era usado para rota internacional de tráfico de drogas, diz jornal
Conexões suspeitas entre helicóptero apreendido em 2013, aeroporto de Cláudio (MG) e parente de Aécio Neves apontam para o tráfico internacional de drogas

Denúncias cada vez mais constantes a respeito das irregularidades em relação ao aeroporto de Cláudio (MG) ganham novos episódios, dessa vez envolvendo a polêmica pista de pouso com o tráfico de drogas. Primeiro foi o jornalista Leonardo Dupin quem escreveu a respeito, com texto publicado no blog do Juca Kfouri; em seguida, veio um artigo de Hélcio Zolini, diretor institucional da Rede Record de Minas. Artigo esse que menos de 24 horas depois foi retirado do ar.
Em 2012, o empresário Tancredo Aladim Rocha Tolentino – filho do ex-prefeito de Cláudio, Múcio Tolentino, e primo de Aécio Neves, mais conhecido na pequena cidade como apenas “Quêdo”- foi preso pela Polícia Federal durante a operação Jus Postulandi, que investigava uma quadrilha de venda de habeas corpus para traficantes. Meses depois, ele tentou ainda se candidatar à prefeitura de Cláudio.
As suspeitas, no entanto, vão além apenas do esquema para obter libertação para traficantes de drogas presos: envolvem também um desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Hélcio Valentim de Andrade Filho, que após recebimento do dinheiro, EXPEDIA
o alvará de soltura dos traficantes.
A polícia também investiga se o aeroporto de Cláudio foi utilizado como rota para o tráfico de drogas, uma vez que já é pública a informação de que o helicóptero da empresa Limeira Agropecuária, da família do senador Zezé Perrela, apreendido no Espírito Santo transportando 445 quilos de cocaína em novembro passado, chegou a pousar antes em um ponto do povoado de Sabarazinho (apenas 14 km de distância do aeroporto mineiro de Cláudio), três horas antes de seguir viagem para um sítio na cidade capixaba de Afonso Cláudio. A PF chegou a tal confirmação baseando-se no rastreamento do GPS do helicóptero, assim como nas anotações do plano de voo dos pilotos.
A parada em um ponto de Sabarazinho aconteceu três horas e meia antes da apreensão da aeronave por policiais militares e federais em um sítio em Afonso Cláudio, no Espírito Santo. O valor da carga é estimada em R$ 10 milhões, podendo multiplicar por dez com o refino. Segundo o inquérito da PF, o carregamento foi feito em Pedro Juan Cabalero, no Paraguai, e tinha como possível destino Amsterdam, na Holanda, o que configura tráfico internacional.
Aeroporto usado por Aécio Neves
No dia 20 do mês passado, reportagem do jornalista Lucas Ferraz, da “Folha de S.Paulo”, revelou que Aécio Neves construiu a pista na fazenda que pertenceu a seu tio-avô, além de ficar próxima a uma propriedade da família do candidato. Na última semana, Aécio Neves admitiu que já usou a pista, mesmo o espaço ainda não tendo sido homologado pela Agência Nacional de Aviação Civil.
O investimento do governo mineiro para a construção da pista foi de R$ 14 milhões. Cláudio tem 25 mil habitantes e está distante 50 quilômetros de Divinópolis, onde já existia uma pista de pouso e decolagem.O cruzamento dos dois escândalos – do helicóptero e da pista – é comprovado pelos documentos considerados sigilosos do inquérito da Polícia Federal (PF), que este repórter teve acesso.
A PF constatou, com base no rastreamento do GPS do helicóptero e nas anotações do plano de vôo dos pilotos, ambos apreendidos e examinados pela perícia técnica, que o helicóptero carregado com quase meia tonelada de pasta base de cocaína parou em um ponto próximo ao povoado de Sabarazinho. Segundo o inquérito da PF, no dia 24 de novembro de 2013, às 14h17, aproximadamente três horas e meia antes do helicóptero ser apreendido pela polícia no município de Afonso Cláudio, no Espírito Santo, a aeronave ficou parada por trinta minutos numa fazenda do povoado, onde duas pessoas aguardavam o pouso com galões de combustível.
A localidade fica a 14 quilômetros da pista de Cláudio e também das fazendas da família Tolentino, onde nasceu Risoleta Neves, esposa de Tancredo Neves e avó de Aécio Neves.O município de Cláudio chega, inclusive, a ser citado no inquérito na análise das mensagens telefônicas dos pilotos, que foram captadas pelas Estações de Rádio Base (ERB), que são os equipamentos que fazem a conexão entre os telefones celulares e a companhia telefônica.

As respostas acerca da apreensão dos 450 kg de cocaína no ano passado nunca foram claramente oferecidas pelas autoridades. A culpa caiu na conta do piloto, e não houve reverberações sobre o caso – até o surgimento dos polêmicos aeroportos construidos durante a gestão de Aécio Neves como governador.
Aeroporto de Cláudio e o tráfico de drogas

Polêmicas envolvendo Aécio Neves com cocaína
O então coordenador de mídias sociais da campanha de Eduardo Campos (PSB), Marco Bahé, caiu após publicar no Facebook uma frase insinuando que Aécio Neves (PSDB) seria usuário de cocaína.
Bahé escreveu: “Vai ter Coca, Aécio Neves”.
Abriu uma crise na campanha de Campos, com o afastamento de Bahé, e causou mal estar com Aécio.
O assunto foi notícia até nos redutos demotucanos da mídia. Apareceu na revista Veja online, Estadão e no portal do jornal "O Globo".
Isso mostra que o assunto virou um pesadelo para a campanha de Aécio lidar.
Dúvidas sobre da vida pessoal de um político, talvez não seja tão decisivo assim na hora de votar, influenciando apenas alguns segmentos do eleitorado. Quem não quer acreditar não acredita, outros que querem acreditar acreditam, e outros pouco se importam, se o candidato tiver consistência suficiente para o eleitor prestar atenção em outras coisas.
Mas no caso de Aécio o buraco é mais embaixo. Já lhe falta consistência para chamar atenção por idéias e propostas (a não ser as "medidas amargas" da turma endinheirada do mercado financeiro). E independentemente dele ter admitido que já fumou maconha, e negar que foi usuário de cocaína, tem outras coisas que não ajudam em sua imagem, como a recusa dele em soprar o bafômetro quando foi parado em uma blitz de trânsito na madrugada do Rio de Janeiro, com carteira de motorista vencida.
Como se não bastasse, estava usando um carro de luxo no Rio como se fosse carro de serviço de uma rádio em Belo Horizonte, o que, para um pobre mortal, que não é senador do PSDB, costuma dar sérios problemas junto à Receita Federal.
O caso do bafômetro não é apenas questão pessoal de gostar ou não de beber. É o mau exemplo que dá ao negligenciar os riscos de misturar bebida e direção, o que pode resultar em tragédia na vida dos outros que não tem nada a ver com a decisão de uma pessoa encher a cara.
Na época da blitz, foi a principal manchete de capa dos jornais populares do Rio.
http://www.jornali9.com/noticias/denuncia/aeroporto-de-aecio-neves-era-usado-para-rota-internacional-de-trafico-de-drogas
Em 2012, o empresário Tancredo Aladim Rocha Tolentino – filho do ex-prefeito de Cláudio, Múcio Tolentino, e primo de Aécio Neves, mais conhecido na pequena cidade como apenas “Quêdo”- foi preso pela Polícia Federal durante a operação Jus Postulandi, que investigava uma quadrilha de venda de habeas corpus para traficantes. Meses depois, ele tentou ainda se candidatar à prefeitura de Cláudio.
As suspeitas, no entanto, vão além apenas do esquema para obter libertação para traficantes de drogas presos: envolvem também um desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Hélcio Valentim de Andrade Filho, que após recebimento do dinheiro, EXPEDIA
o alvará de soltura dos traficantes.A polícia também investiga se o aeroporto de Cláudio foi utilizado como rota para o tráfico de drogas, uma vez que já é pública a informação de que o helicóptero da empresa Limeira Agropecuária, da família do senador Zezé Perrela, apreendido no Espírito Santo transportando 445 quilos de cocaína em novembro passado, chegou a pousar antes em um ponto do povoado de Sabarazinho (apenas 14 km de distância do aeroporto mineiro de Cláudio), três horas antes de seguir viagem para um sítio na cidade capixaba de Afonso Cláudio. A PF chegou a tal confirmação baseando-se no rastreamento do GPS do helicóptero, assim como nas anotações do plano de voo dos pilotos.
A parada em um ponto de Sabarazinho aconteceu três horas e meia antes da apreensão da aeronave por policiais militares e federais em um sítio em Afonso Cláudio, no Espírito Santo. O valor da carga é estimada em R$ 10 milhões, podendo multiplicar por dez com o refino. Segundo o inquérito da PF, o carregamento foi feito em Pedro Juan Cabalero, no Paraguai, e tinha como possível destino Amsterdam, na Holanda, o que configura tráfico internacional.
Aeroporto usado por Aécio Neves
No dia 20 do mês passado, reportagem do jornalista Lucas Ferraz, da “Folha de S.Paulo”, revelou que Aécio Neves construiu a pista na fazenda que pertenceu a seu tio-avô, além de ficar próxima a uma propriedade da família do candidato. Na última semana, Aécio Neves admitiu que já usou a pista, mesmo o espaço ainda não tendo sido homologado pela Agência Nacional de Aviação Civil.
O investimento do governo mineiro para a construção da pista foi de R$ 14 milhões. Cláudio tem 25 mil habitantes e está distante 50 quilômetros de Divinópolis, onde já existia uma pista de pouso e decolagem.O cruzamento dos dois escândalos – do helicóptero e da pista – é comprovado pelos documentos considerados sigilosos do inquérito da Polícia Federal (PF), que este repórter teve acesso.
A PF constatou, com base no rastreamento do GPS do helicóptero e nas anotações do plano de vôo dos pilotos, ambos apreendidos e examinados pela perícia técnica, que o helicóptero carregado com quase meia tonelada de pasta base de cocaína parou em um ponto próximo ao povoado de Sabarazinho. Segundo o inquérito da PF, no dia 24 de novembro de 2013, às 14h17, aproximadamente três horas e meia antes do helicóptero ser apreendido pela polícia no município de Afonso Cláudio, no Espírito Santo, a aeronave ficou parada por trinta minutos numa fazenda do povoado, onde duas pessoas aguardavam o pouso com galões de combustível.
A localidade fica a 14 quilômetros da pista de Cláudio e também das fazendas da família Tolentino, onde nasceu Risoleta Neves, esposa de Tancredo Neves e avó de Aécio Neves.O município de Cláudio chega, inclusive, a ser citado no inquérito na análise das mensagens telefônicas dos pilotos, que foram captadas pelas Estações de Rádio Base (ERB), que são os equipamentos que fazem a conexão entre os telefones celulares e a companhia telefônica.

As respostas acerca da apreensão dos 450 kg de cocaína no ano passado nunca foram claramente oferecidas pelas autoridades. A culpa caiu na conta do piloto, e não houve reverberações sobre o caso – até o surgimento dos polêmicos aeroportos construidos durante a gestão de Aécio Neves como governador.
Aeroporto de Cláudio e o tráfico de drogas

Polêmicas envolvendo Aécio Neves com cocaína
O então coordenador de mídias sociais da campanha de Eduardo Campos (PSB), Marco Bahé, caiu após publicar no Facebook uma frase insinuando que Aécio Neves (PSDB) seria usuário de cocaína.
Bahé escreveu: “Vai ter Coca, Aécio Neves”.
Abriu uma crise na campanha de Campos, com o afastamento de Bahé, e causou mal estar com Aécio.
O assunto foi notícia até nos redutos demotucanos da mídia. Apareceu na revista Veja online, Estadão e no portal do jornal "O Globo".
Isso mostra que o assunto virou um pesadelo para a campanha de Aécio lidar.
Dúvidas sobre da vida pessoal de um político, talvez não seja tão decisivo assim na hora de votar, influenciando apenas alguns segmentos do eleitorado. Quem não quer acreditar não acredita, outros que querem acreditar acreditam, e outros pouco se importam, se o candidato tiver consistência suficiente para o eleitor prestar atenção em outras coisas.
Mas no caso de Aécio o buraco é mais embaixo. Já lhe falta consistência para chamar atenção por idéias e propostas (a não ser as "medidas amargas" da turma endinheirada do mercado financeiro). E independentemente dele ter admitido que já fumou maconha, e negar que foi usuário de cocaína, tem outras coisas que não ajudam em sua imagem, como a recusa dele em soprar o bafômetro quando foi parado em uma blitz de trânsito na madrugada do Rio de Janeiro, com carteira de motorista vencida.
Como se não bastasse, estava usando um carro de luxo no Rio como se fosse carro de serviço de uma rádio em Belo Horizonte, o que, para um pobre mortal, que não é senador do PSDB, costuma dar sérios problemas junto à Receita Federal.
O caso do bafômetro não é apenas questão pessoal de gostar ou não de beber. É o mau exemplo que dá ao negligenciar os riscos de misturar bebida e direção, o que pode resultar em tragédia na vida dos outros que não tem nada a ver com a decisão de uma pessoa encher a cara.
Na época da blitz, foi a principal manchete de capa dos jornais populares do Rio.
http://www.jornali9.com/noticias/denuncia/aeroporto-de-aecio-neves-era-usado-para-rota-internacional-de-trafico-de-drogas
*PlantaoBrasil
sábado, outubro 11, 2014
Patrocinador do golpe na Ucrânia é parceiro de assessor do tucano Aécio Neves
Parceiro de Armínio Fraga neto, ex-presidente do BC e homem de confiança do presidenciável tucano, Aécio Neves (MG), o multimilionário norte-americano George Soros reconheceu, nesta quarta-feira, sua responsabilidade sobre o golpe de Estado na Ucrânia, aplicado pela ultradireita, com apoio de forças neonazistas.

Parceiro de Armínio Fraga neto, ex-presidente do BC e homem de confiança do presidenciável tucano, Aécio Neves (MG), o multimilionário norte-americano George Soros reconheceu, nesta quarta-feira, sua responsabilidade sobre o golpe de Estado na Ucrânia, aplicado pela ultradireita, com apoio de forças neonazistas. Fraga, que se propõe a colaborar na campanha de Neves, baseia-se na sua experiência como sócio de Soros em fundos de investimento. Soros admitiu ter contribuído com a extrema direita para a derrubada do regime democrático ucraniano e a implantação do governo de facto que assumiu em seguida.
Em entrevista à rede norte-americana de TV CNN, Soros afirmou que “uma das coisas que muitas pessoas reconhecem (sobre ele) foi o financiamento das atividades dos grupos dissidentes na Polônia e na República Checa”, o que provocou a pergunta seguinte, se ele estaria “fazendo coisas similares na Ucrânia”.
– Criei uma fundação na Ucrânia antes mesmo que o país declarasse sua independência da Rússia. Esta fundação está funcionando desde então e tem representado um papel importante nos acontecimentos atuais – revelou Soros.
No portal de internet InfoWars, reportagem publicada há alguns dias rompeu o cerco midiático em curso quanto à realidade na Ucrânia ao apontar a participação de Soros, em colaboração estreita com a Fundação Nacional para a Democracia (USAID, na sigla em inglês) – que assumiu parte das atribuições da Agência Central de Inteligência (CIA, também na sigla em inglês) – no golpe de Estado. O Instituto Republicano Internacional, a Casa da Liberdade (Freedom House) e o Instituto Albert Einstein também foram citados como cúmplices no financiamento e na derrubada de governos na Europa Oriental e na Ásia Central, logo após a dissolução da União Soviética.
Muitos dos participantes das manifestações em Kiev assumiram fazer parte de determinadas Organizações Não Governamentais (ONGs) responsáveis por treiná-los em táticas de guerrilha urbana, em numerosos cursos e conferências promovidos pela Fundação do Renascimento Internacional (IRF, em inglês), criada por Soros. A IRF, fundada e financiada pelo multimilionário, orgulha-se de ter feito “mais do que qualquer outra organização” para a “transformação democrática” da Ucrânia, afirmou.
A ação de Soros, no entanto, permitiu que ultranacionalistas passassem a controlar os serviços de segurança ucranianos, como a polícia e as forças armadas. Em abril, o secretário do Conselho de Segurança Nacional e da Defesa, Andréi Parubiy, foi acusado por testemunhas de aceitar suborno da CIA para ajudar no combate àqueles que se opõem ao governo autoproclamado. Ainda segundo o InfoWars, a operação militar de Kiev, com seu caráter violento, incluindo o incêndio na sede de um sindicato em Odesa, no qual morreram mais de 80 pessoas, também pode ser atribuído ao ativismo de George Soros e das outras organizações ligadas à IRF.
Estas mesmas ONGs foram detectadas no Brasil com um serviço semelhante àqueles prestados pela IRF à ultradireita na Ucrânia. A ONG Brazil No Corrupt seria mais uma na lista de organizações patrocinadas por organismos internacionais para a promoção de atos de vandalismo e de violência nas manifestações de rua, principalmente agora, às vésperas da Copa do Mundo, no movimento #naovaitercopa. Compete, ainda, a estas organizações, o patrocínio de páginas nas redes sociais, como a TV Revolta, entre outras, criadas para disseminar o ódio e promover a desestabilização do governo instituído, em manifestações violentas nas principais capitais do país.
771 visitas - Fonte: Correio do Brasil
*PlantaoBrasil
Advogado desmente Aécio: PSDB votou, sim, contra aumento

Aécio votou contra o aumento real do salário mínimo
Ao rebater afirmação da presidenta Dilma Rousseff de que ele tinha votado contra a política de valorização do Salário Mínimo, Aécio Neves respondeu, via redes sociais, que isso mostrava “o desespero de quem está perto de deixar o poder“.
A resposta, além de arrogante não é verdadeira. Aécio, o candidato anti-trabalhadores, votou sim contra o projeto que garantiu mais 72% de aumento real para o salário mínimo nos últimos doze anos, beneficiando 48,2 milhões de pessoas e incrementando a economia em mais de R$ 28 bilhões.
Para comprovar (imagem abaixo da foto), basta clicar aqui. Depois, clicar em tramitação. Abra a ata do dia 23/02/2011(ATA-PLEN – SUBSECRETARIA DE ATA – PLENÁRIO). Lá você vai ver que 12 senadores votaram contra os trabalhadores. Entre eles, Aécio e a bancada do seu partido (PSDB), Ana Amélia (PP) e Demóstenes Torres (DEM).
A maioria dos brasileiros sabe que Aécio e os parlamentares, governadores e prefeitos do PSDB estão do lado contrário ao da classe trabalhadora. A novidade é ele dizer que vai trabalhar para melhorar a vida do trabalhador, coisa que nunca fez nem como deputado nem como Senador, muito menos como governador de Minas Gerais.
Em seu primeiro mandato, com 26 anos, quando se elegeu deputado Constituinte pela força do poder do avô, Tancredo Neves, Aécio atuou como um leão para proteger os direitos dos empresários, banqueiros e patrões em geral. Como Constituinte ele votou contra a jornada de trabalho de 40 horas semanais e contra o adicional de hora extra de 100%.
Quando presidiu a Câmara dos Deputados, o candidato tucano à sucessão presidencial trabalhou duro para aprovar projeto de FHC que alterava o artigo 618 da CLT e deixava vulneráveis direitos dos trabalhadores, entre os quais férias e 13º salário. Eleito em 2002, Lula mandou arquivar o projeto em abril de 2003, antes da bancada do Senado aprovar.
Como governador de Minas, as obras mais vistosas de Aécio são os dois aeroportos que ele mandou construir em terrenos onde sua família tem fazenda ou nas proximidades das terras dos Neves. As chaves do Aeroporto de Claudio, por exemplo, ficavam com um tio-avô do candidato.
Já quanto aos trabalhadores, ele trata no estilo “linha dura”. A educação foi uma das áreas que mais sofreram no governo dele. Falta infraestrutura, salas de aula precárias, mais de 50% escolas de ensino médio não têm laboratório de ciências nem salas de leitura, 80% sequer tem almoxarifado. Aécio e os governadores que ele colocou em seu lugar deixaram de cumprir, por vários anos, o investimento mínimo de 25% da receita em educação, como determina a Constituição. E para piorar, ele não pagou piso salarial dos professores.
Agora, como candidato a presidente da república, enquanto por um lado faz promessas que não vai cumprir, por outro, deixa claro sua posição patronal patrão quando se recusa a assinar compromisso contra o trabalho escravo, por exemplo.
O governo do presidente Fernando Henrique foi uma tragédia para a classe trabalhadora. Todos os governantes do PSDB nos Estados têm a mesma prática. Eles cerceiam os direitos trabalhistas, propõem flexibilização e supressão dos direitos trabalhistas para, dizem de forma descarada, garantir o desenvolvimento econômico, o aumento da competitividade e a geração de empregos.
Aécio e seus principais assessores, como o já nomeado ministro da Fazenda Armínio Fraga, caso o tucano vença as eleições, dizem que não têm receio de tomar medidas impopulares, ou seja, demissão e arrocho salarial. Já disseram diversas vezes que o salário mínimo está alto demais. Para eles, isso é prejudicial a economia. Mas, o que vimos nos governos Lula e Dilma é exatamente o contrário.
A política de valorização do salário mínimo melhorou a vida das pessoas, incrementou o consumo das famílias e, com isso, aqueceu a economia, gerou mais empregos. E foi principalmente a força do mercado consumidor interno que permitiu ao Brasil sair da grave crise internacional de 2008 de modo muito mais rápido e menos doloroso do que os países que adotavam à época o receituário neoliberal, que, aliás, fecharam milhares de postos de trabalho.
A candidatura de Aécio Neves é uma séria ameaça aos trabalhadores, aos sindicatos e até mesmo à competitividade da economia brasileira. Não se pode tratar o trabalhador como uma mera peça sujeita a preço de mercado, transitória e descartável. A luta em defesa da política permanente de valorização do salário mínimo (que infelizmente teve o voto contrário de Aécio Neves no Senado Federal) é um lembrete à sociedade sobre os princípios fundamentais de solidariedade e valorização humana, que ela própria fez constar do documento jurídico-político que é a Constituição Federal, e a necessidade de proteger o bem-estar dos trabalhadores e trabalhadoras e de toda a sociedade.
Maximiliano Nagl Garcez
No Viomundo
No Viomundo
comtextolivre
“é preciso tanto desencorajar a Paz como a tranquilidade, ou então negar a palavra. A guerra é do Senhor, que não veio trazer a paz”.
Religião e Líderes Religiosos
Por Ana Burke
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O que leva uma pessoa a ser um líder religioso? Eles se espalham como a peste. Seria a necessidade de dinheiro ou seriam eles maldosos por natureza?
Existe uma cumplicidade vergonhosa entre governos e líderes religiosos. A história aponta e comprova que todos os crimes sempre foram permitidos e continuam sendo permitidos ou estimulados por estes líderes. Não se vê líderes políticos ou alguém da classe dominante gritando, caindo ou estrebuchando dentro de nenhuma igreja; isto só acontece com os tolos, com a plebe e para o bem da classe política e dominante.
Existe uma cumplicidade vergonhosa entre governos e líderes religiosos. A história aponta e comprova que todos os crimes sempre foram permitidos e continuam sendo permitidos ou estimulados por estes líderes. Não se vê líderes políticos ou alguém da classe dominante gritando, caindo ou estrebuchando dentro de nenhuma igreja; isto só acontece com os tolos, com a plebe e para o bem da classe política e dominante.
Assim como os líderes religiosos sabem… e eles sabem muito bem da finalidade e do porque existem religiões, a classe dominante também sabe. Religião é para os “de baixo” e nunca, para os “de cima”. Imaginem a rainha da inglaterra ou qualquer membro da “realeza” caindo e estrebuchando com um demônio no corpo; imagine um deles repousando no Espírito. Loucos inocentes. Eles não têm demônios…eles são os demônios.
Tudo e qualquer coisa que venha de líderes religiosos é perdoado e esquecido…a pedofilia é um exemplo. Os líderes religiosos são necessários para trabalhar a mente dos plebeus, torná-los obedientes e torná-los capazes de matar e morrer por uma causa ou ideia. O Papa Urbano II estimulou as cruzadas, mas ficou resguardado em seu palácio enquanto os tolos matavam e morriam por uma promessa de salvação.
Guerra…Guerra…Guerra…é o que se ouve dentro de igrejas. Guerras por Jesus, guerras em nome de Deus. Guerras…dinheiro…e mais guerras.
Segundo Martinho Lutero dizia:
“é preciso tanto desencorajar a Paz como a tranquilidade, ou então negar a palavra. A guerra é do Senhor, que não veio trazer a paz”.
Nisto ele estava certo. Religiões nunca trouxeram a Paz; só guerras, miséria e infelicidade para os seus praticantes, ou para o país dominado por elas.
Golpe em Curso Rossetto aponta tentativa de manipulação na eleição
Rossetto aponta tentativa de manipulação na eleição

“Há em curso uma gravíssima tentativa de manipular a eleição presidencial no Brasil. A quinze dias das eleições, justamente no dia do primeiro programa eleitoral do segundo turno, um vídeo de um criminoso investigado é vazado de forma parcial e mal intencionada”, disse Miguel Rossetto, coordenador de campanha da presidente Dilma Rousseff e ex-presidente da Petrobras Biocombustível em artigo; segundo ele, as acusações foram feitas sem provas
247 – Coordenador de campanha da presidente Dilma Rousseff e ex-ministro de Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto publicou artigo nesta sexta-feira classificando o vazamento dos depoimentos do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Yousseff como uma tentativa de “manipular” a eleição. O ex-presidente da Petrobras Biocombustível disse ainda que as acusações foram feitas sem provas. Leia:
Companheiros e companheiras,
Há em curso uma gravíssima tentativa de manipular a eleição presidencial no Brasil. A quinze dias das eleições, justamente no dia do primeiro programa eleitoral do segundo turno, um vídeo de um criminoso investigado é vazado de forma parcial e mal intencionada. O que diz neste vídeo? Que o preso ouvia nos corredores da Petrobrás que o PT se beneficiaria de dinheiro de contratos da empresa. Quais as provas que apresenta? Nenhuma! Quais os casos concretos que relaciona? Nenhum! Baseado nisto, num fragmento de depoimento de um presidiário que relata boatos, a grande imprensa estampa manchetes de brutais ataques ao PT. Manchetes que negaram sistematicamente no caso do Metrô Paulista do PSDB com um desvio bilionário descoberto em uma investigação internacional.
O combate à corrupção é uma marca profunda do governo Dilma e é justamente por isto que o investigado foi demitido e preso por nosso governo, fato também omitido pela grande imprensa.
Nada disto é novo para nós. Desde que fundamos o PT, sabíamos o preço de enfrentar a elite brasileira. Tivemos o caso Abílio Diniz, a manipulação das eleições de Lula em 1989, a falsa ficha de Dilma, a falsa matéria das Farc.
Sempre em ano eleitoral. Sempre esquecidos logo após passarem as eleições.
É preciso dar um basta a este tipo de política.
Fazem isto porque não podem discutir com o povo suas propostas para o País. Propostas que geram desemprego, recessão e privatização como sempre fizeram quando estiveram no poder.
Nossa campanha cresce em todo o País. As manifestações de apoio nas atividades do Nordeste foram históricas. Hoje, vamos ao Rio Grande do Sul confirmar a vitória e animar nossa militância. Estaremos amanhã em Minas Gerais, depois em São Paulo e assim, junto do nosso povo, percorreremos todo o País. É disto que eles têm medo, a força de um povo mobilizado que não quer voltar atrás. Por isto criam esta barreira de fumaça de um denuncismo tão seletivo quanto manipulador. Mais uma vez o povo dirá não à mentira e deixará claro que este não é mais um país em que poucos podem falar por um povo!
Faremos história de novo. Elegeremos Dilma presidenta.
Até a vitória!
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Para Diap, Congresso eleito é o mais conservador desde 1964
*AdvogadosAtivistas
Levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) mostra um aumento, na nova composição do Congresso Nacional, do número de parlamentares ligados a segmentos mais conservadores – entre eles, militares, policiais, religiosos e ruralistas.
Na avaliação do analista político do Diap, Antônio Augusto de Queiroz, este será “o Congresso mais conservador desde a redemocratização”.
Para o especialista, “algumas conquistas do processo civilizatório, como a garantia dos direitos humanos, podem ser interrompidas ou mesmo regredir com a eleição de uma bancada extremamente conservadora”.
O Diap mostra crescimento do número de parlamentares policiais ou próximos desse segmento, como apresentadores de programas de cunho policialesco. Ao todo, esse setor contará com 55 deputados, parte dos quais defendeu, na campanha, a revisão do Estatuto do Desarmamento, a redução da maioridade penal e a criação de leis mais rígidas para punir crimes.
Com foco no discurso sobre segurança, o delegado da Polícia Federal Moroni Torgan (DEM) foi o candidato a deputado federal mais votado do Ceará, com 277.774 votos. Em seus programas no horário eleitoral gratuito, ele pedia uma legislação mais rígida. “Já estamos cansados dessa história, o bandido comete um crime e não passa um dia na cadeia. Isso acontece por que a lei é fraca. Isso tem que mudar. Quem deve ter medo das leis é o bandido e não a população.”
No Distrito Federal, o coronel da reserva da Polícia Militar Alberto Fraga (DEM) foi o mais votado, com 155.056 votos. No Rio de Janeiro, o atual deputado Jair Bolsonaro (PP), militar da reserva, foi o campeão de votos no estado, com 464.418 votos e segue agora para o sétimo mandato no Congresso Nacional.
Conhecido por suas declarações contra homossexuais e pelos embates na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, Bolsonaro deve ter velhos e novos aliados na próxima legislatura.
A bancada evangélica – que teve em Marcos Feliciano (PSC), também reeleito, representante de destaque na legislatura passada – também cresceu e contará, agora, com 52 parlamentares.
Embora nem todos os evangélicos devam ser considerados conservadores, em geral, eles têm tido postura contrária à ampliação do direito ao aborto, à união homoafetiva e à legalização de drogas como a maconha.
O líder do Partido Republicano Brasileiro (PRB) na Câmara, George Hilton (PRB-MG), partido que foi fundado por integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus, pondera que as posições não são novas e que esses grupos já vêm ocupando a política institucional. “O país é plural, mas ainda tem uma história muito conservadora. É de maioria cristã. É natural que essa maioria defenda, no Parlamento, os ideais cristãos”, aponta.
Defensor da família, o apresentador Celso Russomano (PRB-SP) foi o deputado mais votado destas eleições. Com 1,5 milhão de votos, ele ajudou a dobrar a bancada do PRB, que passou de oito para 21 deputados na Câmara. “Vai existir nessa Casa um grande embate em relação a esses direitos [humanos]”, avalia Hilton, para quem o partido não deve combater, mas sim defender políticas públicas para as mulheres e outros segmentos.
Já o setor identificado com a defesa dos direitos humanos perdeu parlamentares com longo histórico de atuação na área, como Nilmário Miranda (PT-MG), Domingos Dutra (SD-MA) e Iriny Lopes (PT-ES), que não foram reeleitos. Por outro lado, lideranças como Érika Kokay (PT-DF), Jean Wyllys (PSOL-RJ) e Chico Alencar (PSOL-RJ) ganharam nas urnas e figuraram no grupo dos mais votados de cada estado.
Para o integrante da coordenação da Plataforma de Direitos Humanos (Dhesca Brasil) Darci Frigo, houve uma mescla entre “o fenômeno de conservadorismo, mas com influência decisiva do poder econômico”. Para garantir equidade no pleito, ele defende a limitação da atuação das empresas nas eleições, por meio de uma reforma política.
Embora aponte que as avaliações são preliminares e que o comportamento do Parlamento dependerá do resultado das eleições presidenciais, Frigo assinala que “os setores mais vulneráveis da sociedade poderão sofrer ataques fortíssimos”. No centro das atenções, de acordo com ele, estão as questões relacionadas aos povos indígenas.
Segundo o Diap, nenhum dos candidatos que se autodeclarou indígena foi eleito para a Câmara dos Deputados. Além disso, dois dos que integram a Frente Parlamentar em Defesa dos Povos Indígenas não voltarão à Câmara: Padre Ton (PT-RO), que perdeu a eleição para o governo de Rondônia, e Domingos Dutra (SD-MA), que não conseguiu ser reeleito.
Já a bancada ruralista deve crescer, segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária, que reúne os representantes do setor. Hoje composta por 14 senadores e 191 deputados, a frente estima que passará a contar com 16 senadores e 257 deputados.
“O ataque principal vai ser ao conjunto de direitos dos povos indígenas, em especial os ligados à questão fundiária”, afirma o secretário executivo do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Cleber Buzatto. Propostas de emenda à Constituição e projetos de Lei sobre o tema já tramitam e têm gerado resistência por parte desses povos.
Diante do atual cenário, “nós vamos continuar apoiando a incidência direta dos povos indígenas, que não têm representação na Câmara e no Senado, mas que têm feito intervenções diretas por meio de delegações, ao mesmo tempo que procuraremos deputados e senadores que se identificam com a causa e também aqueles que não têm vínculo orgânico com o latifúndio para pedir o apoio para que não haja retrocessos”, antecipa Buzatto.
No caso das mulheres, o problema é a sub-representação. A bancada cresceu 10%, conforme o Diap. Foram eleitas 51 mulheres, cinco a mais do que as 46 que ganharam as eleições em 2010. Pouco, na avaliação do departamento.
Antônio Augusto de Queiroz opina que, para reverter a situação, seriam necessárias políticas efetivas de valorização das candidaturas femininas, como a priorização das mulheres na distribuição do tempo de televisão e garantia de recursos financeiros.
O levantamento do Diap mostra também que a bancada de parlamentares vinculados à defesa dos trabalhadores, como os advindos do movimento sindical, sofreu diminuição. Dos 83 deputados da legislatura anterior, restaram apenas 46, dos quais 14 são novos e 32 foram reeleitos.
O setor empresarial, por sua vez, vai contar com 190 deputados, segundo levantamento parcial do departamento. Em 2010, esse segmento elegeu 246 representantes.
De acordo com o analista do Diap, a diferença no tamanho das bancadas pode levar a retrocessos em relação aos direitos trabalhistas, já que o setor empresarial pode fortalecer a defesa da regulamentação da terceirização “em bases precarizantes, da substituição do legislado pelo negociado, permitindo que os sindicatos possam negociar redução de direitos, e do projeto do chamado Simples Trabalhista, que pode criar um trabalhador de segunda categoria, com menos direitos”, avalia.
Para a socióloga e professora da Universidade de Brasília (UnB) Débora Messenberg, que estuda o Parlamento brasileiro, as diferenças nas representações dos distintos grupos sociais e “a questão central que passa pela ampliação da pulverização dos partidos é decorrência da não realização da reforma política”, defende.
Embora o tema tenha sido alvo dos protestos de junho de 2013 e, inclusive, de propostas da presidenta Dilma Rousseff, a reforma não andou. Dentre as consequências disso, segundo a especialista, estão a manutenção do financiamento privado das campanhas e o distanciamento dos jovens da política.
“Os jovens não estão interessados na política institucional, e isso fez com que muitos deles votassem nulo ou branco. Um voto que, na prática, funciona como abertura de espaço para quem está no jogo”, cita a socióloga, destacando que abstenções, votos nulos ou brancos somaram cerca de 29% do total aferido no primeiro turno destas eleições. Os percentuais relativos aos votos que não entram nas contas dos votos válidos aumentaram nas três modalidades.
Para Débora, “a reforma política não vai sair do Congresso”. “Não teve em Congressos menos conservadores, muito menos agora”. Ela aposta que a mudança deverá ser fruto da pressão da sociedade e da atuação do Executivo.
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